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Forum Cinema em Cena

O Que Você Anda Vendo e Comentando?


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Para tirar qualquer resquício de "Cats" da minha vida, só com o seu contrário: "Cidadão Kane", de 1941.

Muito já se falou sobre o filme, então não tenho tanto a acrescentar fora sentimentos pessoais:

* Orson Welles tinha apenas 25 anos, quando o coescreveu, dirigiu, e atuou, esse que é tido como o seu primeiro longa. Vinte e cinco!

* Que pena a categoria de Maquiagem do Oscar só ter sido criada na década de 1980, pois esse filme é primoroso nesse quesito. Um envelhecimento muito bem feito.

* Não consigo acreditar que esse filme perdeu, além de Melhor Filme e Direção, especialmente Fotografia (basta o uso intensivo da "profundidade de campo") e Direção de Arte ( basta a quinquilharia da mansão Xanadu)!! É pra chorar.

* Meu primeiro contato com o Kane da vida real, o jornalista milionário William Randolph Hearst, se deu através do extraordinário livro "Império" de Gore Vidal. Ou seja, veio pela literatura e não pelo cinema. Só viria a ver "Cidadão Kane" anos depois.

* Os créditos finais, quando são apresentados os atores que fazem suas estréias no cinema por meio do filme (Agnes Moorehead, Joseph Cotten, entre outros), me lembrou os créditos de "Soberba" (segundo filme concluído do Welles), quando os atores são apresentados sob uma luz branca. Eu acho um charme esse artifício. Apesar de ser claramente um resquício do mundo do teatro.

* Talvez o Brasil tenha o melhor exemplo de um Cidadão Kane. Aliás, tem 2: Chatô e Roberto Marinho.

* "Você não deveria ter se casado com um jornalista. São piores do que marinheiros". É a mais pura verdade: nunca namore um(a) jornalista!!

Citizen Kane (1941)

 

 

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"Bombshell" tem um grande primeiro ato, um pouco mais aliás, os primeiros 45 minutos são ótimos. Mas, depois, o filme vai se enfraquecendo, enfraquecendo, paradoxalmente,  justamente, no momento em que as retratadas vão se fortalecendo.

Deem o Oscar de Maquiagem de uma vez! Será o segundo do japonês Kazu Hiro, que ajudou o trabalho de Gary Oldman em "Darkest Hour". Adruitha Lee, na parte de Penteado/Cabelo, deve ganhar seu segundo também, já que ela ganhou antes por "Clube de Compras Dallas". Um excelente trabalho no geral. John Lithgow; por sinal,  excelente no personagem; está fisicamente irreconhecível.

O elenco inteiro está ótimo. A Charlize está excelente na primeira hora, te ganha no ato, com uma voz idêntica à da jornalista, transmitindo uma sensação de perigo, de falta de sororidade, mas, depois, não sei por quê, a personagem vai ficando menos interessante, e aí começa a brilhar a estrela da Margot Robbie. Eu não esperava vê-la tão bem no papel. Não vai ser indicada pelo nome apenas, ou pelo ano ótimo que teve. Ela realmente está digna da indicação. Nicole Kidman também está muito bem, mas num papel menor. Não sei se chega.

A Direção de Jay Roach começa muito interessante, com quebra da quarta-parede, deixando os atores brilharem, com humor bem colocado, com tiradas políticas bem feitas (supercabíveis ao Brasil nesse momento de ataque que o jornalismo tradicional)...Mas termina bem menos interessante do ponto de vista cinematográfico. Comecei achando o filme excelente, e termino sem tanto entusiasmo.

Pelo tema, poderia ser um claro Best Picture. Mas não o será.

Nicole Kidman, Charlize Theron, and Margot Robbie in Bombshell (2019)

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Cidade das Sombras (Dark City, Dir.: Alex Proyas, 1998) 2/4

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Esse filme se divide em 2 partes: Começa como um de filme Noir e depois vira Ficção Científica. A parte noir é chata pra dedéu... Tem um visu de uma 'HQ filmada', lembrando os Batmans do Burton ou Dick Tracy ou Sin City (esse veio depois, ok), e eu já não acho tão interessante assim atualmente (fica tudo meio superficial). E pra um filme Noir entregar logo no começo que tem ETs envolvidos ali, entregar de bandeja grande parte do mistério, achei meio fail. Enfim. Mas tem a parte ficção até achei interessante a ideia ali, pena que é só no finalzinho, aí tudo se resolve meio rápido mesmo. Até acho que deveria ter ganhado uma continuação, já surgiu algo interessante ali pra explorar. Pena que não rolou.

 

Coração Selvagem (Wild at Heart, Dir.: David Lynch, 1990) 3/4

200px-Wildheartposter.jpg

 

É, praticamente, um filme do 'Tarantino que o Tarantino não dirigiu'. hehehe Esse com certeza, deve ter sido um dos filmes que inspirou Taranta. Surgiu um pouco antes da onda marginal dos anos 90 (com Trainspointing, Taranta, e vários clones que surgiram ali), então deve ser o filme que inicia essa era de certa forma. Gostei muito no geral. Assisti num Blu ray então achei bonito pra dedéu. Cores fortes, fotografia precisa.

É um filme meio canastrão de certa forma, no bom sentido da palavra. Lynch coloca no limite tudo ali, interpretações (Diane Ladd aparecendo com um peruca diferente a cada cena, parecendo vilã de novela mexicana, Cage imitando Elvis o tempo todo, Laura Dern se achando a ser mais sensual do universo) e visuais exagerados, mas tudo acaba formando algo único. Não conheço muito a filmografia do Lynch, então não sei se é estilo dele ou algo que ele só usou por aqui. De qualquer forma, ficou bem legal. 

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On 12/13/2019 at 7:28 PM, SergioB. said:

Pra entender a polêmica, vi hoje o Especial de Natal do Porta dos Fundos, "A Primeira Tentação de Cristo". Achei fraco, na verdade. O do ano passado, que ganhou o Emmy Internacional, é mil vezes melhor, mil vezes mais engraçado. Aquele eu adorei. Esse...sei lá.

Dito isso, é importantíssimo que o humor possa ser sobre tudo. Não à toa a comédia só nasce na Grécia Antiga depois de inventada a Democracia (mesmo naquela acepção apequenada de quase "reunião de condomínio").

 

Fábio Porchat and Gregório Duvivier in A Primeira Tentação de Cristo (2019)

Eu não concordo que o humor possa ser sobre tudo não. Não tem graça fazer piada com a queda do avião da Chapecoense, por exemplo. Falando nesse caso específico, apesar de agnóstico, filmes do porta dos fundos não me chamam a menor atenção, jamais verei.  ?

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FILMES VISTOS EM 2019:

1) "Dumplin`" : 8.3

2)"Papillon" (2017) 8.7

3)"Ralph Breaks the Internet": 9.0

4) "The Death of Stalin": 9.1

5) "Green Book": 9.4

6) "Beautiful Boy": 7.9

7) "The Favourite": 9.6

? "Ferrugem": 3.3

9) "Support the Girls": 8.5

10) "Gabriela": 8.4

11) "Spider-man: Into the Spider-verse": 9.8

12) "Histórias que nosso Cinema (não) Contava" : 7.2

13) "The Rider": 9.5

14) "Vice": 9.6

15) "Weekends": 8.7

16) "O Grande Circo Místico" : 3.4

17) "Fauve": 8.5

18) "Lifeboat": 8.6

19) "Black Sheep": 7.8

20) "A Night at the Garden": 7.0

21) "Bao": 9.0

22) "Boy Erased": 8.8

23) "Madre": 9.7

24) "My Dead Dad`s Porno Tapes": 8.6

25) "Glass": 9.7

26) "Massacre at the Stadium: A Victor Jara Story": 7.7

27) "Creed II" : 9.0

28) "Cochicho": 9.0

29) "A Private War": 6.9

30) "Una Famiglia": 5.7

31) "RBG": 9.2"

32) "At Eternity`s Gate": 9.4

33) "Climax": 9.8

34) "The Front Runner": 8.0

35) "Can You Ever Forgive Me?": 9.3

36) "The Man who Killed Don Quixote": 4.5

37) "Se a Rua Beale Falasse": 9.6

38) "Shoplifters": 9.8

39) "Period. End of Sentence": 9.1

40) "Mary, Queen of Scots": 8.3

41) "Of Fathers and Sons": 9.8

42) "Marguerite": 9.2

43) "Hale County, This Evening": 7.0

44) "Mirai": 8.4

45) "Detainment": 9.9

46) "Skin": 9.8

47) "Border": 9.7

48) "They Shall Not Grow Old": 9.8

49) "Free Solo": 9.7

50) "Cafarnaum": 9.8

51) "Vox Lux": 8.5

52) "Girl": 9.2

53) "Medea (1988)" : 8.9

54) "The Farmer`s Daughter": 9.0

55) "A Maçã": 9.8

56) "Deus e o Diabo na Terra do Sol": 9.0

57) "A Batalha de Argel": 9.9

58) "Alita: Battle Angel": 9.2

59) "Mad Max (1979): 8.7

60) "O Carteiro e o Poeta": 9.0

61) "Young & Beautiful": 9.8

62) "A Garota da Fábrica de Fósforos": 9.6

63) "Juanita": 7.0

64) "Blade Runner": 9.9

65) "Peterloo": 8.1

66) "The Boy who Harnessed the Wind": 8.9

67) "Sounder": 9.7

68) "Capitã Marvel": 8.2

69) "The Trip to Bountiful (1985)": 8.0

70) "O Sol Enganador": 9.3

71) "Ben is Back": 9.0

72) "Tríplice Fonteira": 9.2

73) "O Sorgo Vermelho": 9.9

74) "Stan & Ollie": 9.3

75) "Yonlu": 9.1

76) "The Cakemaker": 9.6

77) "O Encouraçado Potemkin": 10!

78) "Tempo de Viver": 10!

79) "Cidade de Deus": 9.8

80) "The Dirty": 9.4

81) "Us": 8.9

82) "Um Cão Andaluz": 9.5

83) "Manifesto": 8.4

84) "Dumbo": 8.6

85) "Destroyer': 7.0

86) "Welcome to Marwen": 8.6

87) "On the Basis of Sex": 8.9

88) "O Informante" (1999): 9.5

89) "A Igualdade é Branca": 9.5

90) "Bad Guy (2001)": 8.7

91) "Shazam": 9.0

92) "A Mula": 9.4

93) "The Lady": 7.5

94) "Durante La Tormenta": 9.2

95) "White Ant": 8.3

96) "Mulheres Diabólicas": 9.7

97) "Funny Face": 9.6

98) "Tito e os Pássaros": 8.0

99) "The Perfect Date": 7.2

100) "Loja de Unicórnios": 7.9

101) "Temporada": 9.9 (Melhor Filme Brasileiro que eu vi em 2019)

102) "Red Trees": 5.0

103) "Um Elefante Sentado Quieto": 9.9

104) "Elon não acredita na morte": 5.5

105) "Desafio à Corrupção": 9.4

106) "Tinta Bruta": 9.8

107) "High Life": 9.1

109) "Longa Jornada Noite Adentro (2018)": 9.1

110) "Ruben Brandt, Colecionador": 9.7

111) "Convenção das Bruxas": 8.9

112) "Vingadores: Ultimato": 9.9

113) "Fanny (1962)": 8.5

114) "John & Yoko: Above us Oly Sky": 8.7

115) "Arctic": 9.0

116) "Julgamento em Nuremberg": 10!

117) "Os Canhões de Navarone": 8.9

118) "Tulpan": 8.4

119) "Um Homem de Sorte": 9.6

120) "The Last Summer": 2.0

121) "A Ilha/ Bordel do Lago" : 9.4

122) "Pet Sematary": 8.8

123) "Servidão Humana (1934)":  8.4

124) "Tolkien": 8.6

125) "West Side Story": 10!

126) "Shéhérazade": 9.3

127) "V de Vingança": 9.5

128) "How To Train Your Dragon: The Hidden World": 9.4

129) "Terra Sonâmbula": 7.5

130) "Psicopata Americano": 9.1

131) "Hotel Mumbai": 9.3

132) "Gabo: The Creation of Gabriel Garcia Marquez": 8.0

133) "Estrada Sem Lei": 8.9

134) "Woyzeck" (1994): 9.2

135) "Gloria Bell" (2018): 9.0

136) "Birds of Passage": 9.1

137) "Aladdin": 9.1

138) "Booksmart": 9.4

139) "John Wick 3: Parabellum": 9.6

140) "Little Women" (1994): 9.4

141) "Little Women"/ "As Quatro Irmãs" (1933): 9.1

142) "Little Women"/ "Quatro Destinos" (1949): 8.1

143) "Little Women" (2018): 7.9

144) "After Maria": 8.0

145) "Blaze": 7.8

146) "Dying to Tell": 7.5

147) "Crash: Estranhos Prazeres": 9.9

148) "La Jetée/ "A Plataforma": 9.9

149) "Os 12 Macacos": 9.6

150) "XXY": 9.6

151) "Rocketman": 9.6

152) "Meu Eterno Talvez": 8.4

153) "X-Men: Dark Phoenix": 7.7

154) "I Am Mother": 8.9

155) "Ma": 7.7

156) "Crianças de Sarajevo": 9.3

157) "Z": 9.9

158) "Twin Peaks": 9.1

159) "Country"/ "Minha Terra, Minha Vida": 9.0

160) "Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story": 9.6

161) "Cléo das 5 às 7": 9.9

162) "Men in Black: International": 6.9

163) "Casal Improvável": 8.6

164) "Love Exposure": 10!

165) "Um Homem com uma Câmera": 9.7

166) "Democracia em Vertigem": 8.0

167) "Soy Cuba": 9.2

168) "Oasis" (2002): 10!

169) "Mistério no Mediterrâneo": 8.4

170) "Toy Story 4": 9.3

171) "Brigthburn": 8.2

172) "Hope" (2013): 8.5

173) "1964: O Brasil entre Armas e Livros": 3.5

174) "Annabelle 3: Comes Home": 8.2

175) "The Informer" (1935): 9.0

176) "Anjos Caídos (1995): 8.4

177) "The Magnificent Ambersons"/ "Soberba": 8.4

178) "Yi Yi/ "As Coisas Simples da Vida" (2000) 9.5

179) "Anima": 7.7

180) "The Last Black Man in San Francisco": 8.9

181) "Spider-Man: Far From Home": 9.6

182) "Our Children"/ Perder a Razão: 9.0

183) "Missing Link": 9.1

184) "Death Dive to Saturn": 9.2

185) "Never Look Away": 9.4

186) "The Devils/ Os Demônios" (1971): 10!

187) "Estranho Acidente": 9.0

188) "Stallone: Cobra": 9.0

189) "Morrer como um Homem": 9.3

190) "O Contador de Auschwitz": 9.6

191) "The Lion King" (2019): 8.9

192) "Três Reis": 9.4

193) "Dogman": 9.4

194) "Stranger by the Lake": 9.6

195) "Ash is Purest White": 9.9

196) "Bonitinha, mas ordinária" (1963): 8.6

197) "First Face of America": 9.0

198) "O Senhor das Moscas" (1963): 9.2

199) "On the Road" (2002): 9.5

200) "Detroit Rock City": 8.9

201) "Anos 90": 9.0

202) "Dor e Glória": 9.7

203) "Parasita": 10! (Melhor Filme do ano!)

204) "Phoenix": 9.3

205) "Loucademia de Polícia": 8.9

206) "Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro": 8.6

207) "The Town": 9.3

208) "Divino Amor": 9.6

209) "Xica da Silva": 9.0

210) "American Factory": 9.8

211) "Amarcord": 9.9

212) "Julieta dos Espíritos": 9.2

213) "Apollo 11"( 2019): 9.3

214) "Turma da Mônica: Laços": 8.8

215) "Sextuplets": 3.8

216) "Graças a Deus": 9.8

217) "Mil Vezes Boa Noite": 8.8

218) "Once Upon a Time in...Hollywood": 9.9

219) "Le Livre D`Image"/ "Imagem e Palavra": 8.4

220) " O Tradutor": 9.0

221) "Child`s Play"/ "Brinquedo Assassino" (2019): 7.3

222) "Cities of Last Things": 7.9

223) "O Bar Luva Dourada": 9.3

224) "Fuga do Holocausto": 9.1

225) "It: Capítulo 2": 8.6

226) "Na Cova da Serpente": 9.4

227) "Key Largo/ "Paixões em Fúria": 8.8

228) "Tall Girl": 7.8

229) "Love is the Devil: Study of a Portrait of Francis Bacon": 9.8

230) "Na Presença de um Palhaço": 8.6

231) "Jane Fonda in Five Acts": 9.5

232) "Travis Scott: Look Mom I Can Fly": 3.7

233) "Leaving Neverland": 9.8

234) "A Garota Desconhecida": 9.2

235) "A Volta Por Cima": 8.1

236) "Conquistar, Amar, e Viver Intensamente": 9.9

237) "The Price of Everything": 9.6

238) "Midsommar": 8.9

239) "O Intendente Sanshô": 9.8

240) "Yesterday " (2019): 8.8

241) "Father & Son" (2003): 9.0

242) "Pavarotti": 8.8

243) "Ad Astra": 8.8

244) "Praça Paris": 8.9

245) "Os Sapatinhos Vermelhos": 9.9

246) "Joker": 9.8

247) "Mãe só há Uma": 7.4

248) "Coriolano: Herói Sem Pátria": 4.5

249) "Coriolano" (2011): 8.6

250) "A Shaun - The Sheep Movie: Farmageddon ": 7.8

251) "Madame Bovary" (1991): 9.1

252) "A Terra Treme": 10!

253) "Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar": 9.2

254) "O Traidor" (2019): 9.2

255) "Projeto Gemini": 8.6

256) "Campo do Medo": 7.2

257) "Floresta de Sangue": 9.8

258) "Arthur Miller: Writer": 9.3

259) "The Laundromat": 8.9

260) "O Tesouro de Sierra Madre": 9.9

261) "The Addams Family" (2019): 6.9

262) "Jojo Rabbit": 9.6

263) "Maleficent: Mistress of Evil": 7.7

264) "Eli":  8.9

265) "Traídos Pelo Desejo": 9.6

266) "Child`s Play/ Brincadeira de Criança" (1972): 9.5

267) "Dolemite is my Name": 9.0

268) "The Lighthouse" (2019): 9.9

269) "Rattlesnake": 7.5

270) "Luce": 8.8

271) "O Jardim dos Finzi-Contini": 9.9

272) "Dieta de Gladiadores": 8.0

273) "The King": 8.5

275) "Little Miss Sumo": 8.1

276) "Ghosts of Sugar Land": 8.3

277) "Sinônimos": 9.7

278) "Minha Vida em Marte": 7.5

279) "Vita & Virginia": 7.7

280) "Harriet": 8.5

281) "One Child Nation": 9.8

282) "Fire in Paradise": 9.4

283) "Doutor Sono": 9.0

284) "Brooklyn - Sem Pai nem Mãe": 7.6

285) "Klaus": 8.7

286) "Amizade Colorida": 8.9

287) "Ford v Ferrari": 9.2

288) "O Abismo Prateado": 7.8

289) "The Aeronauts": 7.9

290) "Terminator: Dark Fate": 8.6

291) "O Pintassilgo": 8.9

292) "Diane"/ A Vida de Diane": 8.9

293) "Laura" (1944): 9.7

294) "Cadê você, Bernadette?": 8.4

295) "Frozen II": 9.1

296) "The Irishman": 9.9

297) "Hustlers": 8.6

298) "I Lost My Body": 9.4

299) "Float": 8.2

300) "The Report": 9.2

301) "Atlantique": 9.0

302) "Last Christmas"/ "Uma Segunda Chance para Amar": 8.2

303) "Downton Abbey": 9.5

304) "Marriage Story": 9.9

305) "Knives Out": 8.9

306) "The Farewell": 9.3

307) "A Primeira Tentação de Cristo": 8.0

308) "Judy": 8.4

309) "For Sama": 9.8

310) "Esquadrão 6": 8.7

311) "The Two Popes": 9.5

312) "Bacurau" (sem comentário aqui. Visto, na verdade, no mês de setembro): 9.3

313) "F For Fake": 9.9

314) "Persépolis": 9.6

315) "A Beautiful Day in the Neighborhood": 8.1

316) "Uncut Gems": 9.6

317) "Quando Passa o Choque": 5.5

318) "Star Wars: The Rise of Skywalker": 8.8

319) "Tucker: The Man and his Dream": 9.1

320) "Cats": 1! (Pior filme do ano!)

321) "O Fugitivo": 9.0

322) "Cidadão Kane": 10!

323) "Bombshell": 9.1

 

FELIZ 2020, AMIGOS!!!!  "BONS FILMES"!!!!

 

 

 

 

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17 hours ago, Mr. Scofield said:

Eu não concordo que o humor possa ser sobre tudo não. Não tem graça fazer piada com a queda do avião da Chapecoense, por exemplo. Falando nesse caso específico, apesar de agnóstico, filmes do porta dos fundos não me chamam a menor atenção, jamais verei.  ?

Quem diz que pode ser sobre tudo é a Constituição brasileira, não é a torcida da Chapecoense, eu, ou você. Não existe nenhuma barreira de conteúdo na Carta Magna brasileira. Aliás, o humor, por essência, é atraído por qualquer proibição. Se não pode haver piada sobre algo, aí mesmo é que haverá, e será potencialmente mais ousada e relevante.

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18 hours ago, Mr. Scofield said:

Eu não concordo que o humor possa ser sobre tudo não. Não tem graça fazer piada com a queda do avião da Chapecoense, por exemplo. Falando nesse caso específico, apesar de agnóstico, filmes do porta dos fundos não me chamam a menor atenção, jamais verei.  ?

Sou católico e não me importo com as piadas e criticas. Adoro A Vida de Brian e a Última Tentação de Cristo. Dito isso, não tenho a minima vontade de ver este filme, mais pelo fato de que não acho que seja bom.

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Começando o ano com Woody Allen. 

"Um Dia de Chuva em Nova York" é um típico filme do Woody, que conserva a audiência cativa de décadas, mas que tenta abarcar uma plateia mais jovem para seu mundo antigo. Ou seja, é um aviso. Ele não vai mudar - na direção simples, na trilha de jazz, na apresentação do casting em preto e branco,  no olhar sobre os ricos, no roteiro "white people problems" - o que muda é a audiência por meio de um elenco principal rejuvenscido. 

É apenas uma história, um conto de amor e pequenas traições. Nada de mais. Encaixa-se perfeitamente no rol dos últimos filmes dele. O que vale são o charme, Nova York, e uma quantidade razoável de boas tiradas. Só isso. E tá bom. Quem é que consegue fazer apenas isso?

Que os histéricos da moralidade, em seus juízos de tabloide, fiquem do lado de dentro de seus cômodos. Os fãs, do passado e do presente, ficarão sob a chuva de Nova York, na linda luz de Vittorio Storaro.

A Rainy Day in New York (2019)

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Documentário musical delicioso sobre Dolly Parton, este "Dolly Parton: Here I am", em exibição na Netflix. Para quem gosta de música country americana, e para quem curte história do cinema, é muito legal. Depoimentos de muita gente boa sobre a vida fabulosa da retratada, destacando-se as amigas Jane Fonda e Lily Tomlin, contando a respeito da criação da música tema de "Nine to Five", indicada ao Oscar. Faz pensar como algumas pessoas nascem tão especiais, tão predestinadas. A personalidade é um milagre, realmente. Como diz a Jane: "Cada pessoa é única, mas Dolly é mais única ainda".

Era muita ignorância minha, ou eu era o único que não sabia que a balada "I will Always love You" é uma composição dela? Sobre a histórica gravação de Whitney Houston, que leva o crédito perante todo mundo, não há ressentimentos: "Ela me fez rica!". "Whitney can have the credit," just let me keep the cash."

Mas a interpretação da Dolly é muito bonita também, mais suave, mais terna, mais adulta, sem desespero romântico, como uma despedida carinhosa de fato. 

Uma supresa esse doc. 

Dolly Parton: Here I Am (2019)

 

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Dois Papas

Inspirado pelo final de ano, emendei a missa do Galo ministrada pelo Papa e em seguida fui inspirado assistir ao Dois Papas. Antes de tudo a atuação do Jonathan Pryce a do Anthony Hopkins sã excelentes,  eles são o alicerce do filme e como o filme é todo com eles isso faz o filme fluir muito bem, o filme cresce com isso. Eu esquecia que estava vendo o os dois atores e achava que estava vendo os papas. Mesmo porque não conhecemos eles tão bem para pensar diferente. Dito isto, foi muito interessante ver trechos da história do Papa Francisco na Argentina. Bem como foi muito interessante ver a votação da escolha do Papa. Eu como católico tenho muita curiosidade sobre o que passa nessas votações e em como são feitas.

 

Entre Facas e Segredos

Gostei muito do filme, fazia tempo que não via um filme de mistério "quem é o assassino" tão bem feito. Ao cotnrário do que imaginava todos os personagens tem batante destaque, mas Daniel Craig brilha como o detetive Blanc e apagava qualquer minima tentativa de compará-lo ao 007. Não passa nem perto.Ele tem um quê de cômico e caricato que caem muito bem. Ana de Armas tb está muito bem e tem baste destaque no filme. Já o filme subverte expetativas e não deixa de ser interessante pois cria outras expectativas bem interessantes. 

 

Parasita

Que filmaço hein..começa de um jeito e de repetene muda tudo. A história de uma família de trambiqueiros que tenta se dar bem ao começar a trabalhar, um a um, na casa de uma família abastada. Eles são tão pobres que moram abaixo do nível da rua da rua, no subsdolo. O filme é permeado por criticas aos muito ricos e aos muito pobres principalmente na cena da enchente.  

 

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Este remake de "After the Wedding" foi dirigido pelo marido da Julianne Moore, Bart Freundlich. Sinceramente, essa nota biográfica explica várias decisões do filme, ao alterar significativamente o roteiro do filme de 2006 de Suzanne Bier (indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro em 2007 - perdeu para "A Vida dos Outros"), no que tange aos personagens. Não vou dar spoiler, nunca dou, mas o meu veredicto é que a troca de responsabilidades não colou.

Dito isso, se é pra fazer um remake, que se arrisque em pelo menos alguma coisa, por isso, esta versão é - digamos - válida.

Eu prefiro a versão dinamarquesa: mais crível e, pra mim, guardava o impacto da brilhante atuação do Mads Mikkelsen.

Adendo: Billy Crudup precisa urgentemente fugir desse tipo de papel. Não aguento mais.

 

Julianne Moore, Billy Crudup, Michelle Williams, and Abby Quinn in After the Wedding (2019)

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The Invitation (idem, Dir.: Karyn Kusama, 2015) 2/4

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Resolvi ver esse depois de uma recomendação (fizeram uma lista de melhores de terror da década 2010 num canal de youtube que sigo, e colocaram esse no meio). Não o considerei tão bom assim, mas é bem tenso mesmo, porque você acha mesmo que tem algo errado rolando ali, e espera muito pra vir logo a revelação do que é. O problema é que a revelação demora um pouco pra vir, e aí perdeu um pouco da força que teria se tivesse vindo uns 10 min. antes (nisso, achei a parte final meio corrida demais, e as coisas vão se resolvendo bem rápido). Mas ok, é um filme bem realizado no geral.

Tá no NetFlix.

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Digam o que for, Kim Ki-duk é brilhante.

Este "A Rede" de 2016 é a volta dele a filmes menos radicais quanto a forma. Kim se concentra apenas em apresentar um roteiro espetacular, inclusive, fugindo de suas características, bastante escrito! Um norte-coreano querendo fugir, com toda a sua força e engenho...da Coreia do Sul! A partir daí, ele será apenas um joguete nas mãos dos serviços de espionagem dos dois países. Mostra ainda  como o Sul e o Norte estão contaminados por burocratas paranoicos, com sede histórica de sangue. A lavagem cerebral pelo visto não ocorre somente na parte ditatorial da península. Tá aí, quem diria que o Kim um dia iria fazer um suspense político? 

Uma atuação soberba, cheia de humanidade e dignidade, do ator Seung-bum Ryoo. Me lembrou Daniel Day-Lewis em "As Bruxas de Salém" sofrendo pela honra do próprio nome. 

Kim Ki-duk costuma terminar seus filmes de maneira magistral. Os últimos planos dele costumam ser estonteantes, vide "A Ilha", "O arco" e neste "A Rede" não fica por menos.

Um banho de cinema.

Seung-bum Ryoo in Geumul (2016)

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"We, The Marines", é um curta de documentário de 2017, presente na Netflix, narrado de forma afetiva pelo ator e fuzileiro naval Gene Hackman. Parece mais um documentário encomendado pelas Forças Armadas americanas para celebrar a organização centenária dos Fuzileiros Navais. Conta a história deles, os grandes feitos nas guerras mundo afora; mostra a pesada rotina de treinamento, e como eles são amados pelo americano médio, que vê o corpo militar como ascensão econômico-social, bem como orgulho nacional.

Sob o risco de ser mera propaganda, no entanto, é um curta que pode ser admirado pela sua soberba direção. É de Greg MacGillivray, indicado a 2 Oscars na categoria. Impressionante as tomadas áereas e marítimas, mostrando o poderio de guerra americanos. Estamos atentos a ele, nesse momento.

We, the Marines (2017)

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"Richard Jewell" é um bom filme do Clint Eastwood. Os atores estão todos ótimos, em especial Kathy Bates e Paul Walter Hauser. Agora, em termos estéticos, não me disse nada. Como vocês sabem, sou alucinado por Olimpíadas, e não senti o clima Olimpíco no filme em nenhum momento (talvez por que Atlanta 1996 foi  mesmo um saco em termos gerais - embora ótima para o Brasil) - uma falha da sua Direção de Arte. A Fotografia também não me disse nada. Trilha, idem.

Agora, vou falar a real, a cena alvo de polêmica, que afundou o filme, é mesmo desastrosa. Eu nem sou de mimimi, nem voz do polticamente correto, mas a cena é escrita de forma dantesca. Estamos falando de uma pessoa real, não de uma personagem fictícia. Ou seja, é incrível, mas o filme vacila justamente naquilo que defende!

Kathy Bates, Sam Rockwell, and Paul Walter Hauser in Richard Jewell (2019)

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Manhã chuvosa vendo "High Noon", de 1952, na Netflix. É tão curtinho, 85 minutos corridos em tempo real. Vendo, revendo pela décima vez, mastigando, internalizando...que filme!

Quando "Do Not Forsake Me, oh My Darlin`" (gravada até pela Legião Urbana) termina de ser executada pela primeira vez, o primeiro som do filme é o de um sino, a primeira das badaladas daquele infame relógio, enquanto não chega a hora temida, o angustiante meio-dia.

Katy Jurado... o México deveria fazer uma estátua dela, com aqueles cílios imensos...foi casada com Ernest Borgnine...Primeira atriz latina indicada ao Oscar anos mais tarde.

A moral é bem pessimista: Estamos sozinhos na cidade. Estamos sozinhos no mundo. Ok, é bem verdade.

(Mas o filme também mostra uma exceção a esta regra: Até que o amor nos alcance.)

Gary Cooper, Lloyd Bridges, Lee Van Cleef, Katy Jurado, Ian MacDonald, Robert J. Wilke, and Sheb Wooley in High Noon (1952)

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"Little Women". Certamente o filme que eu mais resenhei nesse Fórum. No ano passado fiz aquela longa maratona de ver e escrever sobre todas as versões disponíveis (A produção inglesa, a pioneira adaptação, de 1917, em cinema mudo, é, hoje infelizmente considerada perdida. E a produção americana, também muda, de 1918, é hoje peça de museu.) Faltou ler o livro. Não deu.

Tendo a memória de todos os filmes bem presente na cabeça, posso afirmar que a Greta Gerwig fez um trabalho de Roteiro Adaptado simplesmente fantástico! Meu voto para o Oscar de Roteiro Adaptado seria dela. Greta mexeu na estrutura da história, entremeada a todo o tempo pelo uso de Flashbacks, dispensando o tratamento clássico de "primeira parte comédia, segunda parte drama romântico". Modernizou-se a estrutura do romance completamente. O resultado? A primeira meia hora e a última meia hora são excelentes, pois foi onde houve mais liberdade narrativa. O meio do filme é mais morno, pois era preciso repetir todos os elementos basilares da trama. 

Como cinéfilo, foi um prazer reencontrar elementos clássicos de todas as versões para o cinema: os gêmeos da versão de 1949; a exclamação absurda "Christopher Colombo" das versões de 1933 e 1994; o cabelo queimado pela escova desajeitada das versões de 1933 e 1994; o abraço agradecido pelo piano de 1949. Só faltaram os gatos (de 1933 e 1994)! Vê-se que houve pesquisa, que houve a intenção de homenagear as produções clássicas. O cinema é uma coisa imensa: não nasceu ontem, tem uma história, um passado de ligação emocional com as gerações.

Laura Dern, Meryl Streep, Emma Watson, Timothée Chalamet, Florence Pugh, e Saoirse Ronan, estão, todos, excelentes! 

Indicaria o Filme a Figurino, Design de Produção, e pela maravilhosa trilha sonora do Alexandre Desplat. Além de dar a estatueta para a Greta Gerwig por Roteiro Adaptado, repetindo o feito do filme de 1933.

Se ela vier a ser indicada em Direção, não será injusto (será mais justo do que por "Lady Bird"), mas, pra mim, o ponto alto, é o Roteiro. Este "Little Women" de 2019 pode se orgulhar de ser um filme de Roteirista. Não tem problema nenhum nisso. Afinal, essa é uma história que, para além do amor fraternal, saúda - desde sempre - o enorme prazer de escrever. 

Belo trabalho!

Emma Watson, Saoirse Ronan, Florence Pugh, and Eliza Scanlen in Little Women (2019)

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6 dias (6 Days, Dir.: Toa Fraser, 2017) 2/4

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No geral, é um filme bem feito, bem realizado. Retrata bem uma invasão a embaixada do Irã em Londres em 1980, onde um grupo terrorista queria a libertação de um grupo árabe no Irã. Faltou algo pra ficar "foda", não sei (situação é bem tensa, mas o filme por qualquer motivo não consegue passar isso muito bem, apesar de tentar). No fim, se gosta de filmes baseados em fatos reais, vale a assistida.

 

Wheelman (idem, Dir.: Jeremy Rush, 2017) 3/4

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Grata surpresa, até pelo jeito que mostra a história desse motorista que vai fazer um trabalho para uns assaltantes, mas acaba sendo perseguido por eles. O ponto de vista é sempre no carro (por dentro nos diálogos, ou por fora nas perseguições), o que faz você se sentir dentro da ação e o Frank Grillo segura bem o filme. Recomendável.

 

The Titan (idem,Dir.: Lennart Ruff, 2018) 1/4

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Um grande nada. História já batida do cientista - louco - tentando uma experiência, com poucas nuances. Muita coisa não faz lá muito sentido e a ambientação é bem falha (diz que acontece em 2048 quando a Terra estaria devastada, mas nunca dá pra imaginar isso, já que tudo rola em um ambiente de luxo, com personagens usando roupas atuais). Perdi meu tempo aqui. 

 

Um Cadáver Para Sobreviver (Swiss Army Man, Dir.: Daniel Kwan e Daniel Scheinert, 2016) 2/4

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Surreal é o que se pode dizer aqui. É bem divertido, com certeza, muita maluquice a solta por aqui, mas não consegui me conectar muito. Talvez por ser surreal demais, com muita coisa bem absurda rolando, assim o drama do personagem principal (ele é um náufrago que quase se matou) acaba diluindo no meio.

**mas eu só fico imaginando como deveria ter sido difícil pro Daniel Radcliffe filmar isso aqui. Acho que nem os 8 filmes do Harry Potter juntos devem ter dado tanto trabalho pra ele como rolou aqui. hehe

 

Climax (idem, Dir.: Gaspar Noé, 2019) 2/4

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Um grupo de dançarinos vai ensaiar um show de dança num ginásio, depois do treino ele bebem e passam a ficam loucões, inclusive com ameça de assassinatos entre eles nesse lugar fechado. Com certeza, é um filme único e claustrofóbico. É interessante, como experiência, mas não me vejo querendo rever esse aqui.

 

Resident Evil - o Capítulo Final (Resident Evil The FInal Chapter, Dir.: Paul W. S. Anderson, 2017) 1/4

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Única coisa boa desse filme é que ele é o final dessa "saga". Fim! Agora é esperar o reboot...

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Pouca gente destaca, mas Taika Waititi já foi indicado ao Oscar. Deu-se em 2005, por este Curta de Ficção, "two cars, one night" (sabiamente escrito em minúscula, pois os protagonistas são crianças); que perderia a estatueta na ocasião para um curta foda da Andrea Arnold. 

Mas esse curta do Taika é uma delícia, além de muito bonito esteticamente. Em preto-e-branco, pah, uma bela música de fundo, muito bem construído. 

Explicando o título...Os Dois carros: dois irmãos em um deles; e uma menina no outro. Os dois carros estacionados na frente de um bar (bar esse que os pais do diretor realmente frequentavam na infância dele). Os três aguardam os pais beberem, fumarem, ficarem à toa com os amigos. Isso, por si só, já me diz muito. Costumo ver essa situação nos finais de semana. Pais que levam seus filhos, crianças, para os bares. Fico silenciosamente puto da vida.

Se a urdidura é triste, a superfície é deliciosa, cheia de humor ("Ele é gay. Ele gosta de garotos. O garoto favorito de Ed é Johnny Depp. Ele também é gay"). As crianças se xingam, se zoam, mentem descaradamente umas para as outras, ficam amigas...É bem a cara do Taika: um texto bobo, espirituoso, e recheado de ternura.

Lateralmente, há ainda uma outra dimensão: O acaso do amor. Às vezes é onde menos se espera.

(Enfim, um trabalho maravilhoso de 11 minutos. Não encontrei legenda em inglês. Por que digo isso? Não consegui entender 100% das falas, tamanho o sotaque neozelandês.)

Two Cars, One Night (2004)

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Incrível a DreamWorks fazer um filme claramente de encomenda, única e exclusivamente para agradar o mercado chinês. É a força da grana, pura e simples. "Abominável" é uma reunião de clichês sobre a amizade entre crianças e animais (em fuga de cientistas loucos e empresários ambiciosos)...Só que dessa vez o animal em questão é um yeti (?). A história então vai de Xangai ( uma prima de Nova York, onde se escreve "pharmacy", e há comerciais de hamburgueres, onde as pessoas têm olhos puxados, mas falam inglês.) ao Himalaia, passando, no caminho, por pontos turísticos naturais da China. Ou seja, é um "Rio" só que da "China" como um todo. Mas, vejam bem, da nova China, "ocidentalizada", rica, pujante.

O roteiro é canhestro. Vale-se a todo momento do artifício do "deus ex machina" para safar os personagens de todos os perigos, e, o final, é uma mensagem otimista sobre homem e ecologia. 

Foi dirigido por Jill Culton, uma mulher - realço -  o que, por si só, está rendendo ao filme indicações a vários prêmios.  Para alguns analistas, o filme poderá figurar mesmo entre os 5 indicados em Animação.

É literalmente abominável.

Abominable (2019)

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Forte candidato a uma vaga entre Curtas de Ficção no Oscar, "Nefta Football Club" tem uma carreira cheia de prêmios pelos festivais afora. Conta a história de dois garotos do sul da Tunísia, apaixonados por futebol, que, um dia, encontram, na fronteira com a Argélia, um burro estranhamente usando headfones, e com uma carga bastante útil...

Um roteiro esplêndido, que pega todo mundo de surpresa, até sua imagem final. O mundo do futebol, sabidamente, é de difícil captura pelo cinema. Aqui deu certo.

17 minutos. É falado em árabe, mas tem legendas em inglês e francês disponíveis.

Dizem que essa categoria está tão forte quanto a do ano passado. Difícil prever os 5 finalistas.

Nefta Football Club (2018)

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Estreou em Tribeca fazendo sucesso, e entrou em uma rotina de prêmios. "The Neighbors` Window" é - pelo que estou entendendo - um dos favoritos ao Oscar de Curta de Ficção. Anne Thompson e outros pensam que ele vai levar a estatueta. Muito por causa de seu diretor, Marshall Curry, já 3 vezes indicado, inclusive no ano passado pelo alarmante "A Night at the Garden" (que eu nem achei tão bom assim, considerei mais um achado de pesquisa), sobre a reunião nazista que atraiu milhares de pessoas ao Madison Square Garden em 1939.

Bom, aqui está longe de ser um registro histórico. É um drama sobre vizinhos: um casal mais velho, com filhos pequenos, que passa a vigiar, pela janela defronte ao seu apartamento, um casal mais jovem, na casa dos 20 anos ( um casal sarado, disposto, que transa com as janelas abertas, promove festas, etc). A visão da juventude perdida perturba a rotina do casal, desperta-lhes a curiosidade, desperta-lhes a inveja...É uma boa história, e é muito bem encenada, mormente pela atriz principal, a excelente Maria Dizzia, de tantos filmes, entre os melhores, "Enquanto Somos Jovens" e "Christine".

Não posso dizer que amei. Esse artifício de bisbilhotar a vida alheia já foi muito explorado no cinema ( Daqui a alguns meses, de novo, com "A Mulher na Janela"). Mas é muito bem feito, de fato.

20 minutos.

Maria Dizzia and Greg Keller in The Neighbors' Window (2019)

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Pule de 10 para o Oscar de Curta de Animação, "Hair Love", animação da Sony, conta a história de um pai afro-americano tentando arrumar o cabelo da filha pela primeira vez. É muito bem feito, é engraçado, tem animal de estimação fofo, tem doença, é comovente, é engajado, fala sobre identidade, e tem ainda uma bonita canção fechando o curta. A apresentadora dos indicados, Issa Rae, faz a única voz do filme. Junta tudo isso, mais o currículo de Matthew Cherry, seu diretor, também ele negro, e temos um dos favoritos na categoria.

Percebam a semelhança sonora de "Hair love" com "Her love".

Impossível não gostar.

7 minutos.

Hair Love (2019)

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"Kitbull" é o golpe baixo da Pixar neste ano. 

A amizade entre um gato (preto) vira-lata (tão mal cuidado que parece um rato) e um Pit Bull criado para rinhas. Não há falas. Só uma tocante música de fundo.

Sua diretora e roteirista, Rosana Sullivan, merece todos os parabéns do universo por conseguir falar de mau trato animal, para crianças e adultos, de uma maneira linda e real. 

O final é pra chorar. Sabiamente o estúdio (Pixar/Disney) não o acoplou a nenhuma animação no ano passado, senão haveria a maior choradeira antes do principal.

No Oscar da categoria, animais, mormente gatos e cachorros, sempre se dão bem. Por isso muitos analistas acham que ele pode vencer.

Maravilhoso. 

9 minutos.

Kitbull (2019)

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