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Forum Cinema em Cena

O Que Você Anda Vendo e Comentando?


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Ao contrário do nosso amigo montanhista @Jorge Soto, eu achei esse filme "Land" terrível, e em nada verdadeiro. Gosto de graça da Robin Wright, mas achei essa sua estreia na direção de longas bem problemática. 

Antes de tudo, devo dizer que a todo o momento o filme me pareceu uma estranha conversa com "Into the Wild" (meu filme preferido, como vocês sabem), curiosamente de seu ex-marido Sean Penn. Desde a escolha do tema, a, por assim dizer, "cura geográfica", até cenas de um quase congelamento em um lugar isolado, a aparição de um urso, o descarte de um celular fazendo paralelo com a queima do dinheiro do filme de 2007...Essas comparações não diminuem o filme, são algo exterior. Mas, de todo jeito, me pareceram estranhas... Por que exatamente esse projeto? E, no final, após descobrimos a razão de ela ir para a montanha, há um retorno à moral familiar-burguesa, faltando apenas um: "A Vida só é Real Quando Compartilhada"! Imagino o Sean Penn dando risada incrédulo desse filme.

O que é de fato problemático é em pleno 2020 uma diretora, e roteiristas mulheres, projetarem um homem salvando uma mulher, ou a reconectando com a vida, insinuando um romance, pois do contrário ela passaria por maus bocados...Socorro! 

Achei muito fraco.

Land (2021) online sa prevodom | Online Sa Prevodom

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Vamos lá, chuchus. Nos brindem com seus comentários. E não vale só o nomezinho do filme.

Barbie and the Rockers: Out of This World (Bernard Deyriès, EUA, 1987)   Os personagens são tão falsos quanto se tivessem sido criados para um material de ensino de inglês. Até mesmo Barbie, a única

"Baby Driver" é uma divertida matinê onde o roteiro batido não é o que interessa, mas sim o som e música, que são é mais um personagem ativo da estrutura do longa. Divertido,é mais um musical travesti

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Vi, o muito adiado pela pandemia, "Saint Maud". Creio que os apreciadores do Terror psicológico daqui do Fórum @Jailcante, @Questão, e @Jorge Sotodevem gostar ou ter gostado. O filme está com duas indicações no BAFTA, e poderiam ser mais. Eu adorei o Figurino, o Design em beges, e atuação da atriz principal Morfydd Clark.

Sempre escrevo que o Terror é o melhor gênero para se estrear no cinema. A diretora Rose Clark mandou bem neste seu primeiro longa. Faltou algo aqui e ali no enredo mesmo, entretanto o clímax do filme, digo a cena de maior susto, foi muito bem construída. 

O confronto sexualidade x religiosidade rende sempre boas discussões. Acho que as duas coisas deveriam ficar em lugares distintos do corpo, para o indíviduo andar bem nesta vida: Sexo nunca deveria estar na alma, a alma nunca deveria estar no sexo. Minha opinião de quem já viu muita gente enlouquecendo por confundir estas duas instâncias...

Ainda deu tempo para o filme homenagear imageticamente alguns clássicos, por todos, inequivocamente, "Carrie".

Gostei bastante.

 Saint Maud': Novo terror da A24 ganha pôster oficial e imagens sinistras;  Confira! | CinePOP

 

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Pacarrete é um bom drama nacional que eu achava que era uma coisa e revelou-se outra. Esperava uma comédia mas a pelicula revelou-se muito mais do que aparenta. Fala sobre lugar do idoso na sociedade e a resistencia da arte, no caso, o balé da protagonista. Bem feitinho, montado e fotografado, o filme cai todo nas costas da subestimada atriz de Hora da Estrela, iluminada aqui, lembrando muito o arco da Amelie Poulain. A ponta do Joao Miguel nao deixa por menos. Resumindo, um bom nacional que eu nem sabia da existencia e acredito que aqui, em terras tupiniquins, continue assim infelizmente. 8,5-10

Pacarrete – Vitrine Filmes
 

 

Cosmic Sin é o prego no caixao na carreira Bruce willis, ator que eu adorava mas agora nao da, pelamor... eu bem que tentei acompanhar e dar forca pra ele mas seus ultimos trampos parece que faz pra pagar somente as contas, sem amor ao que faz. Filme tosco, nem como producao B scy-fy serve! Roteiro saido do vaso sanitario e por ai vai... acho que so o bom Frank Grillo se salva. Eu tinha jurado nao ver mais filmes dele e quebrei a promessa, tomei na tarraqueta! So volto a prestigia-lo se tiver mais alguma sequencia de Duro de Matar ou dos Mercenarios, onde ele divide a responsa com outros brutamontes. Fujam desta m..... estao avisados!  4-10

WIN a Double Pass to COSMIC SIN - In Cinemas March 11 - Adelaide

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Candidato da Costa do Marfim ao Oscar de Melhor Filme Internacional, "Night of the Kings" parou nas semifinais. Eu não gostei do filme, mas não posso dizer que seja um filme ruim. Mas não sou o público-alvo. Não era para mim. E nem pro Oscar! Jamais este filme seria indicado.

Um detento entra em uma  penitenciária superlotada, na qual os presos comandam a bagaça toda. O líder de todos está com problemas de saúde, vê seu comando ameaçado, mas tem energia ainda para cumprir com as tradições do lugar. Se bem entendi, o protagonista chegou à cadeia em época de lua vermelha, e por isso deve se tornar o contador de histórias oficial do lugar. Deve entreter a rapaziada, até de manhã, até o final, quando será - pelo que entendi - executado. Uma coisa meio Sherazade.

Alguns detalhes: um detento veste uma camiseta escrita Brasil; Denis Lavant faz uma pontinha como um detento "pancada"; ao final, os presos se perguntam "Quem já viu aquele filme brasileiro Cidade de Deus"? E grande parte levanta a mão. No início, também há uma perseguição à galinha...(A segunda deste Oscar). Como o filme do Meirelles é forte!

Não gostei do enredo. É fantasioso, quase teatral. Os presos em vários momentos simulam o que ouvem. Porém, o maior problema é que história contada pelo protagonista abre campo para outras imagens, em outros lugares, outros personagens...E na real ela não é sequer interessante! Mas o final do filme é muito bom. Reforça o poder da ficção para nos manter vivos.

 

Night of the Kings (2020) - IMDb

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Godard uma vez disse de Robert Bresson: "Ele é o cinema francês, pois Dostóievski é o romance russo, e Mozart é a música alemã".  Em "Quatro Noites de um Sonhador", de 1971, temos um Bresson baseando-se na novela "Noites Brancas" de Dostóievski, mas, consertando a frase acima, agora com música brasileira. Ou, mais preciso, música brasileira-angolana, do antigo grupo Batuki, do mineiro de Pirapora, já falecido, Marku Ribas (que depois atuaria como ator no cinema nacional)...

É legal ver a transposição do universo, da São Petesburgo para Paris, do cais do Nievá para o cais do Sena. Mas a trama se mantém, uma garota apaixonada prestes a se suicidar da ponte, que é salva por um jovem, com quem mantém um diálogo, ambos contando suas histórias de vida, o que resulta em uma aproximação de matizes platônicos.

O formato sentimental, emocional, claro, inexiste. É Bresson. Tudo é mínimo, seco, gelado. Os atores parecem robôs, assim, escrevo eu, como a maioria das pessoas. Encouraçados! Nesse sentido, é extremamente realista. A protagonista é Isabelle Weingarten, de semblante misterioso, morta em 2020, que fora casada com Wim Wenders. A cena mais quente,sensual, é quando ela se despe ao lado do quarto de seu inquilino, por quem está apaixonada, e enquanto tira a camisola, revelando seu belo corpo, ouve-se português, a canção "Musseke". Aprendo, agora, ao escrever isso, que na versão de "Noites Brancas", de Visconti, de 1957, havia também uma canção brasileira, "Olé muié rendeira", do filme "O Cangaceiro". O cinema está unido, sabe? Um filme contém o espectro de outros mil filmes.

Outra canção, "Porto Seguro", é ouvida mais perto do fim, com o mineiro em plano frontal. Que honra! Engraçado que Bresson é classificado como "anacrônico", ou antiquado, mas o quanto de transcultural tem esse filme?

Um filme muito bom. Frio, sem emoção. Sempre os jovens como protagonistas no cinema de Bresson, como pessoas "em potência"... Jovens que olham para baixo o tempo todo. Como se as angústias existenciais estivessem em cima das costas.

Quatro Noites de um Sonhador - 1971 | Filmow

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(131)

A Netflix disponibilizou "Rambo: First Blood"/ "Rambo - Programado para Martar", de 1982, em seu catálogo, junto aos demais primeiros capítulos (Acho que não constava antes), e a nostalgia me fez revê-lo depois de mais de 15 anos...

 Quando criança, a camiseta que eu mais gostava tinha a figura dele estampada, e eu vivia com ela pra cima e pra baixo... Hoje atribuo esse sucesso colossal ao filme número II, mas "First Blood" é muito bom. O filme veio na onda de "The Deer Hunter", "Apocalypse Now", e tantos outros, mas acho que tem mais a ver com "Coming Home", pois este Rambo também é "pós-guerra", e não Guerra, entendem? Também é sobre o efeito psicológico em um soldado.

O carisma do Sylvester Stallone...é muito difícil um garoto não gostar dele! Mas em termos de atuação quem de destaca mesmo são os ótimos Richard Crenna e Brian Dennehy (falecido no ano passado)...

Amo o diálogo do final. É muito verdadeiro. Em "Os Melhores Anos de Nossas Vidas", aquele filme extraordinário de 1946, os veteranos, da outra guerra, também não encontraram respeito ou apoio social, quando regressaram. Foi a origem do tema. Aqui, sua descendência pop, masculina, testosterônica, de Guerra Fria, Republicana...

Aflitiva a cena na caverna com os ratos.

Inesquecível ver a sombra dele com a metralhadora e o colar de balas nas paredes. Um personagem é uma imagem, uma imagem é um personagem. Vai estampar a camiseta de uma criança no Brasil. Coisa dos anos 1980. De pais despreocupados dos anos 1980, pré- problematização, pré-mimimi.

120 ideias de Rambo_ Sylvester Stallone | filmes, filmes de ação, rambo

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Galera, sei que posso ter esse post removido daqui porque, de fato, não se trata de um filme, posto que tem sido vendido e é anunciado como uma série, mas trata-se de um projeto tão genial, tão foda no seu conceito, tão inusitado na sua concepção que fica difícil enquadrá-lo seja como série, seja como filme. Particularmente, dado o tempo de "projeção total" e o conjunto da obra do que se "vê"; encarei a empreitada como uma experiência sensorial e imaginativa coesa e que se justifica como uma coisa só, se fechando de forma magistral no final...

Falo da série da AppleTV "Calls".

Gente... Posso estar empolgado e sob efeito do entusiasmo de ter visto e AMADO o troço, mas falo que é a coisa mais criativa e bem bolada no gênero de ficção-científica que "vejo" em ANOS!! Fácil. E porque as várias aspas? Porque trata-se de uma obra que se baseia 99,999% apenas em...som (no caso, áudios de ligações telefônicas ou comunicação por rádio)!!

Os 0,001% de imagens do "filme" são compostas por figuras, composições e distorções gráficas, daquelas parecidas quando geradas por um gerador de ondas e sinais, representando de forma GENIAL o tom, a urgência, as emoções, enfim, as tramas que se desenrolam.

E por que decidi postar aqui em "Filmes"? Porque são apenas 8 epis com tempo médio de 16 min, cada. Logo, no total,  dá pouco mais que 2 horas de entretenimento. Nem dá pra chamar de maratona...rs

Interpretações excelentes, histórias intrigantes, diálogos enxutos e muito, muito bem dirigido pelo Fede Alvarez (esse cara arregaçou aqui!). Lembrei muito de "Vastidão da Noite" (outro que depende muito do som, de áudios) e entendi perfeitamente porque Orson Welles deixou em pânico quase 2 milhões de pessoas quando orquestrou a transmissão de uma invasão alienígena pela rádio.

Imaginação é tudo!

Obra imersiva e foda!! Altamente recomendado. Apague as luzes, use um bom par de fones de ouvido, divirta-se e se emocione!!

 

Calls.2021.S01.jpg                 

  

   

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"Rambo II -  A Missão"/ "Rambo: First Blood Part II". Pois é. É assumidamente a sequência do I, como diz o filme em inglês. Mas o conceito de pós-guerra vende menos do que o de uma guerra, convenhamos. Então, com tintas fortes de patriotismo patrocinado, mostra-se agora inteiramente o supersoldado, em uma guerra que ainda está. Roteiro de Stallone e James Cameron, direção do italiano George Pan  Cosmatos. 

Se o roteiro perde inteireza de conceito, ganha em sequências de ação inesquecíveis. Vendo agora, a primeira, dele preso no helicóptero, me pareceu muito ruim, escura demais. Mas a caça aos vitenamitas mercenários na selva, muito mais simples, mas tão bem desenvolvida, me ganha toda vez. O momento disfarce de lama é inesquecível. Assim como ele atirando em meio a cachoeira, explodindo os inimigos, com o shape trincado, trincadíssimo...É demais.

A linda Julia Nickson faz as vezes de Bond Girl, mas de forma competente, e dá um (breve) momento de alegria ao nosso herói. Como sofre o nosso John Rambo!!!

É um filme eterno dos anos 1980. De 1985 para sempre. Muito merecido.

A única coisa que eu não gosto desse filme é que o sucesso foi tão colossal que a tv vivia inundada de concursos de Rambos brasileiros, vocês se lembram?

Rambo II - A Vingança do Herói (1985) • filmes.film-cine.com | Rambo,  Filmes de ação, Filmes antigos de faroeste

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Concrete Cowboy é um bom drama que fala de resistência da cultura vaqueira nos tempos modernos e junto a isso emenda outros plots de conflito geracional e racismo. O filme é bem esquemático mas te prende pelos bons diálogos e, principalmente, afiado elenco. Elba e o moleque de Strangers Things mandam bem nos papeis principais de pai e filho, respectivamente. Tem algumas partes meio morosas, mas o resultado ao todo vale a bizoiada. 8.5-10

Concrete Cowboy' Review: Horses in the Back - Black Nerd Problems
 

 

Slaxx é um divertido terrir que nao dava nada mas me rachei de rir com o plot absurdo de uma calça jeans assassina!? Sim, isso mesmo?! É daqueles filmes quanto pior, melhor... Tem um quê de Dawn of Dead pelo confinamento numa loja de departamentos, mas o legal mesmo sao as mantanças da indigo blue. O roteiro absurdo aproveita pra fazer critica ácida ao consumismo, ao trabalho escravo no terceiro mundo e ao corporativismo. Nem menciono as atuacoes, todas dao pro gasto. 8-10

Scott Lyus on Twitter: "And now for our first film of Day 5 of @FrightFest,  the awesome looking SLAXX! #Horror #Frightfest #Halloween ??… "

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E em 1988, em ritmo acelerado de fim da União Soviética, e da guerra entre eles e o Afeganistão, vem "Rambo III", do inglês Peter MacDonald, em sua estreia na direção. 

Na minha opinião,o pior da trilogia original. Fraco de câmera, sem conseguir lançar uma imagem pop mais forte, como o segundo tem aos montes. Já disse aqui que filmes com ação em excesso acabam me desligando...Muita bomba, muito tiro, muita explosão, mas sem muita invenção de direção. Só gosto do começo do filme, ainda na úmida Tailândia (antes do seco Oriente), com aquela luta inicial, e Rambo dizendo ao final "A minha Guerra acabou". Claro, o Vietnã, para o cinema, àquela altura, já tinha dado tudo o que tinha pra dar...

É até engraçado como este filme foi arrasado pela História política internacional. Virou um retrato da interferência americana na região, e da antiga parceria de armamento,e treinamento, entre Estados Unidos e futuro Talebã. Infelizmente, uma patriotada acrítica.

Engraçado como os três filmes terminam da mesma maneira, congelando a imagem de repente...

Poster Cartaz Rambo 3 - 30x42cm | Mercado Livre

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Vinte anos depois, chegava às telas, em 2008, o esperado "Rambo IV", com direção do próprio Sylvester Stallone, que; por sinal, sempre assinou os roteiros, interfirindo desde o primeiro; mas neste chegou ao controle total. E o resultado é fraquíssimo! Sem imaginação alguma, um filme de resgate, como o dois e o três, numa história mais rasa do que um pires, explicando mal na introdução o que se passa na Birmânia, hoje Myanmar. A falta de imaginação revela-se em vários aspectos, desde iniciar o filme em uma arena de lutas pitoresca do oriente; ou  haver a presença de mercenários de guerra de caráter duvidoso. Repetecos chulés.

Uma dos aspectos que mais gosto no personagem é sua inocência/simplicidade por trás da brutalidade. Aqui elas foram trocados pelo ressentimento da solidão. E o resultado, ainda que compreensível, me distancia da figura. Rambo aqui é só amargor pelo mundo.

O que chama a atenção é a violência tratada via computação gráfica. O impacto dos tiros, ou das bombas, é mostrado como em um videogame. Sabe-se que no filme III Rambo mata 58 pessoas, aqui nem dá pra contar...Pra mim, o muito se esvazia. A falta de imaginação se dá também aí, no plano final, de posse de uma supermetralhadora, resolve-se grandemente a situação. Numa posição única, sem disfarce de lama, sem truques, sem helicópteros. Essa forma "parada" não cria muitas sensações diferentes.

Eu não gostei.

ewmix.com: Rambo IV - Blu-ray

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