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Revi "O Sol por Testemunha", de 1960, de René Clément, adptando a obra de Patrícia Highsmith, história que as novas gerações conheceram pela lente de Anthony Minghella em "O Talentoso Mr. Ripley", de 1999 (é o ano é o ano é o ano) aliás versão maravilhosa, indicada a 5 Oscars. De diferentes, quase nada, certamente só a sugestão homossexual neste filme, em escala reduzidíssima. 

Truffaut dizia que Clément era um imitador, logo, não era um "autor". E seu filme mais conhecido, o que ficou para a posteridade, é justamente sobre um imitador (em outra acepção, um farsante). Seja como for, o filme funciona muito bem, contando com a beleza e o talento fora de série, de Alain Delon, Maurice Ronet e Marie Laforêt - mais bonitos, impossível.

Torcemos por Ripley, assim como não desgostamos de Phillipe ou Marge. São bonitos, ricos, estilosos demais. Juventude hedonista, endinheirada, de passeio pelos lagos da Itália. Os crimes mais terríveis não se comparam ao que têm de bom, aliás, ninguém ao redor desconfia, ou pode desconfiar de suas podridões. Um filme sobre a inveja, e nós os invejamos.

O Sol por Testemunha - Filme 1960 - AdoroCinema

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Mortal Kombat é apenas razoável, mas poderia ter sido bem melhor. Falo isto como apreciador apenas do nostálgico filme noventista pois desconheco os jogos. Roteiro fraco.. Mas em contra-partida o principal esao as cenas de ação, violência e os Fatalities, bem feitos. Cole é um protagonista genérico com um poder mais genérico ainda e desnecessário. Faltaram uns bucha de canhão de ambos os lados (policiais/monges e ninjas/mercenários) pros personagens matarem à vontade e mostrarem imponência. Decepções: Cole (pra surpresa de 0 pessoas), Raiden (ou Deus do teletransporte) mal aproveitado, Scorpion e Goro. Destaques: Sub-Zero e Kano. Melhor Fatality: Kung Lao. Que o segundo tenha mais orçamento e a morte do Cole🤣 7,5-10 

Novo filme de Mortal Kombat ganha poster internacional

 

 

Wrong Turn é o bacanudo reboot da antiga franquia Pânico na Floresta que praticamente nao tem nenhum elemento que a ligue á dita cuja, portanto se pusessem outro nome ninguem ligava. Como nao sou muito fã da franquia acabei curtindo este "slasher filosófico" que se mostrou muito divertido, tem ritmo e possui boas cenas de acao e gore, além com boas sacadas e reviravoltas no roteiro. Sim, tem os clichês deste subgênero mas a certo ponto a estória os subverte e isso te prende ao filme. Grata surpresa da semana. 9-10

Wrong Turn | Explore Tumblr Posts and Blogs | Tumgir

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(146)

"N`um vou nem falar nada!!"

O bom de ter terminado a Maratona do Oscar cedo é poder antecipar certos filmes que estavam engatilhados. Que coisa fantástica é esse filme de Rainer Werner Fassbinder! O título sofre da falta de consolidação nacional daqueles tempos de 1971: "Precauções Ante uma Prostituta", ou "Precauções diante de uma Prostituta Santa", ou,"Cuidado com Essa Puta Sagrada". Vários nomes para a mesma coisa, vários nomes para Fassbinder por um alerta para a "Arte"! Ela é a puta santa, nobre, que consome as energias de quem se atreve a tocá-la.

No início não estava entendendo muita coisa. O filme parecia enclausurado em um único cenário - o salão de um hotel na Espanha - e pensei que seria mais um dos projetos de Fassbinder ancorado na lógica teatral. Mas não. O filme depois de 30 minutos se solta, e é maravilhoso constatar toda a técnica do alemão, ainda em início de carreira. Aliás, dizem que este era seu "filhote" preferido, ele, pai de tantas e tantas produções, 33 delas apenas nos anos 1970.

A metalinguagem é evidente. E deve ter muita referência pessoal. Um diretor de cinema está na Espanha, a rodar um filme, mas sofre todos os tipos de problemas, desde a falta de dinheiro, desde o atraso na chegada dos equipamentos, desde os atores dando xilique, desde o pessoal da técnica se embebedando...Posso dizer que este filme é uma antecipação alemã a "A Noite Americana!", ou uma resposta alemã a "O Desprezo", filmes em que os diretores de cinema são os protagonistas de suas enrascadas artísticas. Se a obra-prima "A Noite Americana" ainda não tinha sido concebida, mais fácil é perceber as referências ao estupendo filme de Godard, como por exemplo, os atores andando nas - vou chamar de falésias - do litoral espanhol.

É tão rico este filme que poderia ficar escrevendo durante horas. Tipo, coisas pequenas, como a toda hora o pessoal da técnica ou os atores pedirem "Cuba Libre" ao maître do bar do hotel...O drink é tantas e tantas vezes pedido que comecei a suspeitar que fosse uma sinalização política, ante o embargo americano à ilha. E a suspeita pessoal aumenta quando começam a chamar a "equipe" de "comuna", comuna artística.

Mas isso são só detalhes. O importante é ver como Fassbinder mostra o estrelismo de certos atores e atrizes, o menosprezo aos que estão mais abaixo na linha de produção, ou como ele mostra o povo "se pegando" nos bastidores de uma produção, ou como o povo de detrás da câmera fala mal de quem está na frente, ou, como não poderia deixar de ser em um filme dele, a homossexualidade grassa entre o povo do cinema...

O personagem do diretor, ele mesmo, um alter-ego de Fassbinder, é rude com todos, grita, xinga, reclama, e tem problemas em assumir seu caso de amor com um dos atores - que, ao final, descobre-se que é um arrivista, apenas interessado em dinheiro.

Os vinte minutos finais são um arraso de técnica. Tudo isso ao som do primeiro disco de Leonard Cohen, bem como de Ray Charles e Elvis Presley.

Amei!

Meu Ranking Rainer Werner Fassbinder portanto se altera, não será com 33, mas terá de ser maior do que 5, um top 10, para esse gênio está bom. Fica assim:

1) Berlin Alexanderplatz (maior "filme" que já vi na vida, 15 horas);

2) Querelle;

3) As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant;

4) O Casamento de Maria Braun;

5) O Medo Devora a Alma;

6) O Direito do Mais Forte é a Liberdade;

7) Lili Marlene;

8 ) Medo do Medo;

9) Precauções Ante uma Prostituta/ Precauções diante de uma Prostituta Santa/ Cuidado com essa Puta Sagrada;

10) O Amor é Mais Frio que a Morte

 

Precauções Diante de uma Prostituta Santa - 1971 | Filmow

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(147)

Minha vez de ver finalmente "Radioactive", novo filme da Marjane Satrapi. Uma biografia, como digo, o gênero mais difícil. 

Bem básico o roteiro a ponto de começar com lembranças de um protagonista à beira da morte. Quanto tenta sair do convencional, se dá mal, como nos saltos temporais, usando a prolepse, evidenciando didaticamente as conquências futuras das descobertas dela. Achei um sublinhado escolar.

Adorei as atuações de Rosamund Pike e Sam Riley. Ela, particularmente, tem uma cena de choro fantástica.

Cabe destacar também que este é mais um filme a usar a famosa música "On The Nature of Daylight", de Max Richter. "Mais Estranho que a Ficção", "Ilha do Medo", "Arrival", "Togo", e contando...

Gostei moderadamente.

Radioactive - 24 de Julho de 2020 | Filmow

 

 

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(148)

Ontem de madrugada, a comédia clássica "Os Homens Preferem as Louras", de 1953. Quando se fala clássico, não necessariamente está se dizendo que o filme é estupendo artisticamente. Está se dizendo mais que é lembrado por alguma coisa por muita gente. Algo que entrou no tecido cultural. E aqui este algo é Marilyn Monroe com "Diamonds are a Girls`Best Friend", número este, bem no final do filme, na França, e que começa com sua personagem, Lorelei Lee, no vestido rosa antológico, recusando corações de papel.

Sua personagem não é burra, pelo contrário. Muito menos a atriz. Marilyn impede que sua personagem seja vista como simples arrivista, interessada no dinheiro dos homens, para se mostrar uma mulher racional, inteligente, que pensa em seu futuro pós-palco. Mesmo que este seja um pensamento contra a moral.

O filme não é só esse cena. Jane Russell está ótima também, brilhando na esquisita cena do tribunal, onde imita a amiga. Há Charles Coburn, com sua figura particular; avô de outro vencedor do Oscar, James Coburn.

Filme curtinho, uma besteira de argumento, que envelhece mal sociologicamente, mas que conta com uma cena icônica.

Trabalho do versátil diretor Howard Hawks. Fez de tudo: Comédia musical, Guerra, Policial, e Faroeste - entre eles "Rio Vermelho" - aquela coisa!!

Os Homens Preferem as Loiras - 1953 | Filmow

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(149)

O estupendo "Alphaville", décimo longa da carreira de Jean-Luc Godard. "Me tornei o que mais temia": O cara que bajula Godard! Mas é que ele escreve muito bem, e neste filme aqui, de 1965, sua habilidade verbal está no auge, com inúmeras frases marcantes: "Sabia que jornalista e justiceiro começam com a mesma letra?" ; "O que é isso? Está chorando? Não, por que está proibido".

É uma distopia. É filme de ficção científica. É uma paródia de filme "Noir". E é tudo isso junto. O francês escalou com ironia Eddie Constantine - heróis de filmes B na França -  (um dos destaques do filme do Fassbinder, que eu vi nesta semana), para viver um agente americano, com direito a jaquetão, chapéu, cigarro, hostilidade com as mulheres, daquele jeito bem característico do estilo. Ele se confrontará com cientistas estelares, e um poderoso supercomputador, que governa Alphaville, um lugar no futuro onde se censura palavras, proíbe-se emoções, e instiga-se uma guerra nuclear entre americanos e russos.

Muito legar ver Godard discutindo a frieza/burrice tecnológica, a inutilildade da poesia, a geopolítica da época, por meio de chavões dos filmes noir. Ou seja, colocando um pouco de substância a um estilo de filmes que se caracterizava por histórias ligeiras de crime.

A direção é incrível. Vários ótimos planos, como a luta no elevador, em que só vemos o corpo do detetive apanhando, sendo jogado para lá e para cá. Mas os filmes dele chamam a atenção para a Montagem. Muito bacana, rápida, mas sem excessos. Que linda a transição de um tiro que acende um isqueiro...Nossa!

Não dá pra deixar de comentar que os brasileiros de umas décadas para cá passaram a sonhar em morar em condomínios fechados de mesmo nome do filme. Como se o pesadelo distópico tivesse se transformado em um refúgio contra a vida normal.

Movie Poster of the Week: Jean-Luc Godard's “Alphaville” and the films of  Lemmy Caution on Notebook | MUBI

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Held é um thriller indie que da pro gasto, estilo Supercine, porém acima da media.  Tenta ser uma inversao do home invasion, com algumas paradas Joao Cleber.. Ele é bem redondinho dentro de sua proposta e consegue prender a atencao a despeito das suas atuacoes apenas corretas, porem satisfatorias. Tem uma reviravolta razoavel nos finalmentes e é isso, sem muito mais o que dizer. Podia ter sido pior mas nao foi. Deu pra ver de boas... 8-10

死霊高校 出演者 最新情報まとめ|みんなの評価・レビューが見れる、ナウティスモーション


 

Stowaway é uma boa scy-fy de sobrevivencia que emula Gravidade e até Passengers, mas que consegue ter muito mais conteudo do que estes filmes, apesar da precariedade da producao. O quarteto de protagonistas manda muito bem, com a Anna Kendrick disparada na frente, o que me causou espanto pois sempre achei ela meia boca. Contemplativo e filosofico no seu lindo desfecho, qualquer analogia com a atual pandemia nao sera mera coincidencia. 9-10

📤 جديد التورنت 📥 (@jamil1985m2) | Twitter

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(150)

"A vida não é filme/ você não entendeu". A Netflix entrou com o documentário "Os Quatro Paralamas", de 2020. Bom, se alguém falasse que é um especial de tevê, também não seria desarrazoado. É um sumário. Conta a história da banda desde 1982 até tempos recentes, enfocando a relação de amizade entre os músicos e o empresário.

Tem o tom exato da banda: leve, despojado, amistoso, sem grandes pensatas sobre o país, e sem muitos dramas pessoais. Mesmo o acidente aéreo é tratado sem drama, sem agudeza. Tive que pausar, dar um Google, e confirmar o que guardara em algum escaninho da mente: A empresa alemã responsável pelo ulltraleve foi condenada, por erro de projeto, e teve de indenizar o Herbert. Mesmo essa relevante questão não foi mencionada.

Os Paralamas são uma banda que nunca me despertou paixão. Achava muito leve, rapsódica, com baladas muito fáceis para meus ouvidos que gravitavam mesmerizados em torno da Legião Urbana. Mas carismáticos eles são, sempre com um sorriso fácil.

Vale ver por eles. Nada mais.

Os Quatro Paralamas - Filme - 2020 - Vertentes do Cinema

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(151)

Estava há muitos anos sem ver "Forrest Gump". Quem é dos anos 1990 vai se lembrar do enorme sucesso popular do filme, enorme bilheteria, e também da repercussão no Brasil de uma crítica de Arnaldo Jabor na Folha de S. Paulo condenando o filme, dissertando sobre como ele promove a ideia de que o idiota é o sábio ao contrário, e ainda tratava de forma caricata os movimentos civis.

Revendo hoje, concordo em tudo com o Jabor. Em matéria de gênero, entre comédia e drama histórico, fiquei pensando que talvez fosse até um filme infantil. Infantiliza o Vietnã, infantiliza o Movimento Negro (com aparição simulada de Fred Hampton,presente em dois filmes do Oscar de logo mais), os Hippies. Jenny, que é uma transgressora social, a menina-problema, morre vitimada por um vírus misterioso. Moralismo pouco é bobagem? Nao só moral, o filme tem um tremendo lado conservador, na estipulação chapada da virtude.

Achei engraçado como logo depois de conhecer Nixon, o personagem de Tom Hanks testemunha, pela janela de um prédio, alguns movimentos noturnos em um prédio de escritório, e liga para a polícia. Ou seja, denuncia Watergate. O que me fez lembrar de seu papel no futuro "The Post". Não me lembrava. Por isso é bom rever certos filmes, depois de um tempo, para ver como a história caminha e se acumula. Neste sentido, o impacto de seus efeitos visuais premiados com o Oscar não mais significa muito.

Que trabalho espetacular de Design de Rick Carter! Perdeu a estatueta para "As loucuras do Rei George", num ano em que todos os indicados mereciam. Junto com a Trilha Sonora não premiada de Alan Silvesti, e a atuação de Hanks, são para mim as melhores coisas do filme.

De qualquer forma, é um filme que entrou forte na cultura popular. Em um parque de Orlando há até um restaurante especializado em celebrar o filme. Tudo de camarão, lógico.

 

Amazon.com: POSTER STOP ONLINE Forrest Gump - Movie Poster/Print (Regular  Style) (Size 27" x 40"): Posters & Prints

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Terminei de ler o livro do gaúcho João Gilberto Noll, o premiado "Harmada", de 1993, e fui conferir a adaptação cinematográfica de 2003, do diretor Maurice Capovilla. Maurice estava há décadas sem dirigir, e ganhara um edital de política cultural para se rodar um filme de baixo orçamento. Por isso, não posso criticar a produção paupérrima do filme. É parte ínsita, congênita, do projeto.

Mas posso criticar o pouco entendimento da literatura do Noll (ele que gentilmente declarou gostar de todas as versões de suas obras). Os padrões de tempo-espaço do realismo não existem em Noll. Um personagem está no leito de um rio, "no dia seguinte" em um sanatório; "no dia seguinte" passaram-se 15 anos, e o personagem começa a andar a esmo por uma terra completamente diferente...Não é realismo mágico, é um realismo que despreza as convenções, para privilegiar a viagem interna, psicológica, do personagem. O filme, portanto, é muito fiel ao pequeno lado objetivo da história, e completamente distante de alcançar compreender o caráter subjetivo do texo.

Não adianta nada fazer um filme respeitanto o pouco de marcações tradicionais, como o Capovilla fez. O filme fica de pé quebrado. Enquanto lia o livro, pensava que só um cineasta no mundo conseguiria verter o livro para a tela, Tsai Ming-liang. Só ele entenderia o caráter do sexo, como uma onda interior tão forte que ultrapassa o indivíduo. Aqui, ficou parecendo pornochanchada (no sentido ruim do termo). 

Paulo César Pereio com aquela voz inconfundível tem a ver com o personagem, sim. Foi uma boa escolha, premiado em Brasília naquele ano. Já a adolescente foi pessimamente escolhida.

Maurice Capovilla completou o texto de Noll, com trechos de poemas de Hilda Hilst (a maior de todas!), como o belíssimo "Prelúdios Intensos para os Desmemoriados do Amor"; usou trechos de Brecht, e de Juan Rulfo. Selecionou muito bem. Nota-se o desejo comunista, dos velhos intelectuais brasileiros, de apresentar a alta cultura cultura para o "povo" (já que o filme é um filme de edital). Embora a linguagem seja "alta", não é linguagem de cinema.

O texto de cinema é outra coisa.

Bulhorgia Produções - A Loja - Harmada (Maurice Capovilla, 2003) - Coleção  Maurice Capovilla - DVD

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(153)

Durante a cerimônia do Oscar de 2021, houve um segmento em que Bong Joon-ho dirige uma pergunta aos  colegas indicados a respeito do que para eles seria dirigir um filme. A resposta mais legal foi a de Cholé Zhao, e nela, uma recomendação: que se por acaso a vontade falhasse, assistisse a "Burden of Dreams". 

"Burden of Dreams" é um excelente documentário de 1983 do norte-americano Les Blank, no qual ele acompanha a filmagem de "Fitzcarraldo", a obra-prima colossal de Werner Herzog. São os bastidores desse projeto, e muito bem explicado. Uma voz através de mapas explica onde estamos, conta a história dos barcos usados, explica a desistência de Jason Robards e Mick Jagger quando o filme já estava com 40% filmado, mostra as dificuldades logísticas, a miséria das comunidades indígenas. Mas também é algo equilibrado. Tem a narração, mas tem entrevistas com o próprio Herzog, ele mesmo sonhando com o filme, relatando os problemas com os barcos, e deixando manifestada ao final sua relação de amor e ódio com a Floresta Amazônica.

Uma boa alma deixou a fala dele escrita na internet, e eu vou trazê-la para cá: 

“Kinski sempre diz que a natureza é cheia de elementos eróticos. Não vejo tanto erotismo. Vejo-a mais cheia de obscenidade. A natureza aqui é vil e ordinária. Não veria nada erótico aqui. Eu veria fornicação e asfixia. Enforcamento e luta por sobrevivência e crescimento e apodrecimento. Claro, há muito sofrimento. Mas é a mesma dor que está ao nosso redor. As árvores estão em dor e os pássaros também. Eu não acho que eles cantam. Eles gritam de dor. É como uma maldição pesando por toda uma paisagem. E qualquer um que vá fundo nisso tem sua parte dessa maldição. Então estamos amaldiçoados com o que estamos fazendo aqui. É uma terra que Deus, se ele existe, criou com raiva. É a única terra onde a criação está inacabada ainda. Dando uma boa olhada no que está ao redor, há um tipo de harmonia. É a harmonia da devastação e morte coletiva. E em comparação à vilania e baixeza e obscenidade de toda esta selva, nós, em comparação a esta enorme articulação, soamos e parecemos como mal pronunciadas e meio-terminadas sentenças de uma estúpida novela suburbana barata. E temos que ficar humildes diante dessa miséria devastadora e fornicação devastadora, desse amadurecimento devastador e dessa falta de ordem devastadora. Mesmo as estrelas no céu pareçam uma bagunça. Não há harmonia no universo. Temos que conhecer esta ideia de que não há real harmonia como nós temos. Mas quando eu digo isso, eu digo cheio de admiração pela selva. Não é que eu a odeie. Eu a amo. Eu a amo demais. Mas eu amo contra meu melhor julgamento.”

 Ele fala essa poesia, de supetão. Uma coisa!

Muito legal também para nós brasileiros é ver José Lewgoy ensaiando uma cena, aquela da colheita da borracha. Ele também concede uma entrevista falando sobre a graça que é atuar e não ser "um gerente de banco". Faltou apenas a presença de Grande Otelo - aliás, os dois dão um show no filme.

Um documentário excelente sobre a resiliência do artista.

Obrigado, Cholé Zhao!

Burden of Dreams (Poster) – Les Blank Films

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(154)

Este filme de 1943, "Madame Curie", estava no alto da lista para eu ver depois que assisti ao recente "Radioactive" da Marjane Satrapi. Trata-se da adaptação da biografia escrita pela própria filha do casal de cientista, Ève Curie. Mesmo assim, a abordagem romanceada do diretor Mervyn LeRoy faz a gente duvidar da veracidade de algumas passagens. Pois o que está na tela é um casal perfeito, típico dos anos 1940, e digo mais, o tipo de casal que o público queria ver. Principalmente com os dois atores que o público queria ver.

Bisando o casal do extraordinário "Rosa de Esperança" do ano anterior, o canadense (meio canastrão, Walter Pidgeon), e a maravilhosa inglesa Greer Garson, ambos indicados ao Oscar. Aliás, falar em indicação ao Oscar para Garson é chover no molhado, pois ela foi indicada 5 vezes consecutivas na década de 1940! Hoje, infelizmente, ninguém sabem quem ela foi,  penso eu, quase uma Cate Blanchett de sua época.

Comparando com o filme recente, achei legal ver que duas situações foram aproveitadas pela Satrapi, respeitando o clássico, e talvez a história mesmo. O passeio de bicicleta logo depois do casório; e a passagem pelas margens do rio na lua de mel (claro, que sem nudez colocada no filme recente). Achei de uma felicidade grande da Satrapi ter repetido isso.

Neste filme de LeRoy, foca-se muito mais tempo na descoberta do elemento rádio. Engraçado, não se fala em "Polônio". Só no Rádio. Nem se fala na importância de Madame Curie para a aplicação do raio-x nos soldados da Primeira Guerra. Não se mostra isso. Mostra-se, entretanto, detidamente as experiências, os controles, as tentativas e erros. No filme da Satrapi, isso foi muito mais ligeiro, até por que ela tinha que lidar não com a experiência mas com as consequências da descoberta da radioatividade, enquanto naquele filme essa palavra sequer foi pronunciada. Que dirá, suas funestas consequências. Trata-se de um filme pré-Hiroshima, certo? 

Se no filme da Satrapi, a morte do marido é tratada como um efeito do início de um adoecimento químico; no filme de 1943, o acidente é uma "distração romântica", com Pierre Curie sendo atropelado por  estar pensando carinhosamente na esposa...

O mais importante da comparação: Não há "feminismo" como discurso. Mostra-se ela sendo tratada a menor pelos outros professores, pelos outros cientistas, como uma mulher "insólita" - nas palavras do próprio marido. Mas não há propriamente um discurso. Mostra-se ela como uma mente de exceção. Mas não se pensa a exceção.

De qualquer forma, valeu muito essa experiência. Experiência cinematográfica.

Madame Curie - 1943 | Filmow

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(155)

Comédia de terror, párodia dos filmes da célebre produtora de terror inglesa Hammer, "A Dança dos Vampiros", de 1967, tem um lugar especial no coração do diretor Roman Polanski, pois foi graças a ele que conheceu Sharon Tate durante o processo de filmagem, escalando-a para o papel da mocinha raptada pelo vampiros. 

Para a época, o filme teve um orçamento muito bom. Os cenários são legais, a trilha sonora é ótima. Mas visto hoje o clima é quase de um episódio extenso (mais do que o necessário) de Chapolin Colorado, com os heróis meio idiotas, sempre caindo, fazendo péssimas escolhas ao fugirem...Não achei hilariante, mas é divertido. Há um vampiro sugestivamente homossexual, há um vampiro judeu a quem o crucifixo não faz efeito, há a defasagem econômica da europa do leste...

No mais, um outro filme de Polanski em que o mal se encontra em um lugar fechado ( Aqui um castelo na Transilvânia). Um jovem indefeso, ele mesmo, como o ajudante do caçador de vampiros, ele mesmo, a criança indefesa que ele foi. E ao final, a mensagem é clara: "O mal se espalha pelo mundo".

E vem do leste.

A Dança dos Vampiros - 13 de Novembro de 1967 | Filmow

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1 hour ago, SergioB. said:

(155)

Comédia de terror, párodia dos filmes da célebre produtora de terror inglesa Hammer, "A Dança dos Vampiros", de 1967, tem um lugar especial no coração do diretor Roman Polanski, pois foi graças a ele que conheceu Sharon Tate durante o processo de filmagem, escalando-a para o papel da mocinha raptada pelo vampiros. 

adoro esse filme...assisiti quando moleque na televisao, no Chile, em 1982.... e me marcou bastante nao sei porque..creio que pela desconstrucao satirica do mito do vampiro que havia ate entao... algo que o pessoal redescobriu recentemente com o What Do We Do in Shadows, do diretor do filem do Thor, por sinal uma refilmagem de um filme belga..

 

Riders of Justice é um bacanudo thriller de vinganca onde a orquestracao da mesma é a vedete da pelicula. Imagina Efeito Borboleta com Onze Homes e Um Segredo , versao nórdica. É isso. As atuacoes sao ok com destaque pro grande Madd Mikkelsen coo o brucuttu pensante desta improvável da gangue. É um filme duro, pesado e melancólico que certamente Hollywood vai refilmar no seu estilo Nutella. E falhar mais uma vez.. 9-10

Er din favorit med? Disse film kan vinde prisen som årets bedste | Film og  serier | DR

 

 

The Virtuoso é mais uma obra onde o oscarizado Hopkins ta apenas pela grana pois o filme se resume a um genérico de varios thrillers de acao ianques, quase mix de Supercines, onde nem o proprio ator salva com sua preguicosa performance. Incrivel como este filme vai ser visto por muita gente incauta por causa do Hanibbal, e se perguntar o porquê dele levar tanto prêmio. Sei lá, dos filmes descartaveis do Hopkins ainda prefiro o divertido Freejack, que ainda tem o Mick Jagger no pacote.. 7.5-10

The Virtuoso poster - Foto 1 - AdoroCinema

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19 minutes ago, Jorge Soto said:

The Virtuoso é mais uma obra onde o oscarizado Hopkins ta apenas pela grana pois o filme se resume a um genérico de varios thrillers de acao ianques, quase mix de Supercines, onde nem o proprio ator salva com sua preguicosa performance. Incrivel como este filme vai ser visto por muita gente incauta por causa do Hanibbal, e se perguntar o porquê dele levar tanto prêmio. Sei lá, dos filmes descartaveis do Hopkins ainda prefiro o divertido Freejack, que ainda tem o Mick Jagger no pacote.. 7.5-10

The Virtuoso poster - Foto 1 - AdoroCinema

 

Ia ver ontem, na onda do segundo Oscar do Tony. Ele faz muita coisa ruim RealOficial!

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Em 2005, o mexicano Carlos Reygadas chocou o Festival de Cannes com "Batalha no Céu". Chocou quem é de se chocar. O filme abre com uma cena de sexo oral explícita. Uma bela jovem e um cara gordo, o protagonista. E fecha com sexo oral também. E no meio há outras duas cenas de sexo, em uma delas, com o gordo protagonista e sua esposa obesa. Esta cena ganha a repulsa dos gordofóbicos, ou de quem não consegue imaginar que obesos transem. Mas para quem conhece o cinema de Reygadas, sabe que  trata-se de um diálogo entre obras, notadamente com seu filme anterior, "Japón", de 2002, no qual filma-se uma velhinha de 78 anos transando. Os corpos, em Reygadas, não são espetacures, nem espetaculosos, celebram uma ampliação do potencial humano.

Relatadas as cenas de sexo, ops, esqueci do close em uma vagina pós-coito e em um pênis pós-gozo, o filme está longe de ser sacana. Trata-se da ruína do personagem principal que, junto a sua esposa, sequestrou uma criança, e esta faleceu. A criança vem a ser filha de seu patrão, meia-irmã da jovem com quem ele transa. Desde então, enquanto a esposa vive sem preocupação, desejando, contraditoriamente, participar de uma procissão à Virgem de Guadalupe; ele se afoga em culpa e depressão. Eis o México religioso e assassino, famosa terra de santos e de sequestros, convivendo. A batalha no céu do título é entre pecado e virtude. Como sempre foi.

Os nomes dos não atores (e do fotógrafo) batizam seus personagens na tela, todas as situações são desdramatizadas como ensina a cartilha do cinema contemporâneo, tudo é silencioso, e preparado rigidamente para incitar uma ideia de potência do quadro cinematográfico. 

Eu gosto do cinema dele. Mas é muito acadêmico, muito pensado e simbólico. Precisava dar uma pirada, ou conhecer a profundidade da amistosa palavra "legal". 

 

Battle in Heaven (2005) - IMDb

 

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Finalmente recuperei minha conta !!!

O Fantástico Sr Raposo é a primeira incursão do W. Anderson no mundo das animações. O filme exagera um pouco na quantidade de informações jogadas na tela, mas tirando isso é um desenho para adultos muito divertido e que levanta algumas questões sobre o que gostariamos de ser e o que nos tornamos. Destaque para o impagável Rato marginal. Assistido no Primevideo. Avaliação: Muito Bom. 

Na sequência, coloquei a petizada para ver "O Fantástico Sr. Raposo", um  stop motion excelente do We… | Filmes de animação, Filmes infantis, O fantástico  sr. raposo

 

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"N`um vou nem falar nada!!"

Comédia screwball, talvez a melhor, "His Girl Friday"/ "Jejum de Amor" , de 1940, é um cássico de Howard Hawks, que influenciou até Aaron Sorkin, pois foi um dos primeiros exemplos de alta velocidade nos diálogos. Falas e mais falas rapidíssimas, chistes mil, vozes encobrindo umas às outras, telefones que não param de tocar, tudo para representar a carreira jornalística. Desde os baixos salários da profissão, passando pela sua influência junto aos governantes, passando pelo sensacionalismo, passando pela correria dos fatos, mas principalmente com o sentido de missão, que nunca dá férias, ou permite o gozo da vida privada daqueles que a ela se dedicam...O jornalismo é um vício. Entrou para a história a jocosa distinção: "Eles não são humanos"; Eu sei. São jornalistas". No ano seguinte, "Cidadão Kane" daria mais uma onda de frases a respeito da profissão.

O legal é que originariamente era uma peça de teatro, com dois homens, mas Hawks teve a sagacidade de transformar um dos papéis em feminino. Logo, ficou muito mais divertido, muito mais engraçado, e virou uma comédia romântica. Contudo, nada disso seria o que é se não fossem as magistrais atuações de Cary Grant e Rosalind Russel, que deitam e rolam nos personagens: charmosos, lindos, sacanas, mais inteligentes do que todos ao redor...

O curioso é que o mote do filme, um condenado da justiça que se esconde na redação, é um fato verídico. Que louco!

Filmado em 1939, Hitler é mencionado como um louco na guerra da Europa, mas que não mereceria a primeira página, segundo o editor. E sim a história acima da fuga do condenado. Venderia mais.

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A crítica do Pablo a este "Cemitério do Esplendor" é destruidora. Odiou o filme, e apontou a velhacaria da obra geral do cineasta Apichatpong Weerasethakul. Vale a pena ler. Eu, ao contrário, sou do time que adoro/amo. E gostei muito deste filme de 2015 também. Um diálogo com temas e obras anteriores do diretor. 

Um pequeno hospital de vilarejo abriga soldados com uma estranha doença, um misterioso sono, com fortes pesadelos. Uma voluntária (ela mesma padecendo de um problema grave na perna) e uma médium, assistem os doentes, cada uma a sua maneira. A primeira com massagens tradicionais; a segunda com uma comunicação especial com os doentes, já que ela pode visualizar seus sonhos e - tchan tchan tchan - suas vidas passadas. As duas se aproximam, tornam-se amigas. Por essa breve sinopse, dá pra ver que temos um reencontro com os temas de "Síndrome e um Século", ou a fantasmagoria de seus outros filmes...

Pablo detestou a cena em que um dos soldados na cama hospitalar tem uma ereção por baixo do lençol, e as duas riem, tentando abaixar o membro. Disse que se essa cena estivesse em um filme de Adam Sandler, todo mundo iria criticar. E eu rebato, se essa cena estivesse em um filme brasileiro, ele iria bater palma! Eu fracamente achei uma cena sensacional - aliás, uma ceninha, dura pouco -  pois não é nada gratuita ou apelativa. É a natureza humana - algo que frequentemente deve acontecer - como os filmes dele se interessam a contar. 

Mais uma vez mostra-se a convivência da medicina ocidental com a medicina tradicional, com aulas de meditação para acalmar os pesadelos dos acamados. Mas mais importante é que esse contato espiritual com os doentes fará um deles despertar. Um soldado, e logo o soldado gay de Banlop Lomnoi da obra-prima "Mal dos Trópicos"! Ah, não faz isso com meu coração! Abre-se o diário dele, e há uma foto de ele de mãos dadas com outro soldado do regimento...Ah!!

Logo depois, descobre-se que os soldados estão dormindo porque o hospital está construído em um cemitério de antigos reis conquistadores. Os espíritos reais estariam sugando a força dos soldados acamados. A personagem da médium dará um passeio pelo bosque com a amiga, e mostrará a ela os vestígios da antiga Tailândia, do antigo reino, e pedirá a ela para usar a imaginação. Num mato fechado, mostrará ela um templo de granito rosa, e depois outras partes do palácio. Claro, são folhas, árvore, mato, no presente. Mas, pela imaginação, é também uma vida passada, a vida de uma coisa, de uma época, passada. Ela, como um tio Boonmee, pode recordar as vidas passadas. Aliás, não é ela, é o espírito do soldado em seu corpo.

Pela imaginação cinematográfica de Apichatpong Weerasethakul, nós podemos nos curar.

 

Cemetery of Splendour 2015 U.S. One Sheet Poster at Amazon's Entertainment  Collectibles Store

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Seobok é um bacanudo thriller scy-fy coreano que tem uma pegada road movie em sua metragem. Com elementos de Rain Man, 12 Quadras e até X-Men, o filme prende principalmente pelas suas ótimas atuacoes e as questoes éticas referentes á clonagem humana. Bem feito tecnicamente e com bons trechos de acao, a pelicula se vê tranquilamente e suas duas horas passam voando. Provavelmente tenha algumas falhas de roteiro, mas nada que comprometa o resultado final. 8,5-10

Poster for <SeoBok>released ("Gong Yoo" version) Gong Yoo X Park Bo Gum < SeoBok> first round poster released Now the last mission in the life of  "Ki-heon" and h…

 

 

Hapilly é uma comédia romântica negra sobre relacionamentos que comeca como se fosse episódio de Além da Imaginacao, mas no decorrer da metragem tem a tal reviravolta (aceitável) que joga tudo pro lixo. Atuacoes corretas, alguns clichês revertidos legais e a curiosidade em saber como tudo vai se desenrolar mantém o interesse neste filme indie que avacalha as relacoes humanas com alguma criatividade. 8-10

happily - Nightmarish Conjurings

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Um dos piores filmes que vi neste ano, talvez o pior, "A Última Nota" é um filme que tem vários elementos bonitos: Roupas elegantes para os personagens, paisagens bonitas da Europa, música da melhor já feita pela humanidade, um grande ator, e...Nada! Não tem conflito! É um drama sem conflito! Comé que pode? Um velho pianista que após passar pela morte da esposa tem dificuldades para subir ao palco, e recebe ajuda de uma jornalista...  Nem a paixão romântica que se adivinha, salva, pois tem medo dela.

E dá-lhem imagens de Patrick Stewart pensativo na janela, andando pelas ruas matutando, imaginando brancos ao executar o instrumento. Mas não acontece nada. É reto, é uma régua. Não tem nada ! Acho que é daqueles filmes para nossas mães acharem "sensível".  

A direção é amadora, sem criatividade para resolver o problema dos filmes de piano, que é o de filmar a execução em plano médio. Só planos por cima das teclas, ou por cima do tampo.

Um filme completamente falso, que tem medo de si mesmo! Terrível!

A Última Nota - Filme 2019 - AdoroCinema

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Cade a grana? não é lá uma grande comédia. Embora a premissa seja muito interessante, faltou um pouco de coragem ao roteiro e à direção. Tudo é muito quadradinho. A música também ficou bem datada. Vale a pena pelo sempre ótimo Paul Newman e pela Linda Fiorentino que é um graça. Assistido no NOW-Film and Arts. Avaliação: Razoável.

Cadê a Grana? - Filme 2000 - AdoroCinema

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