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Escape Room 2 é a sequência frouxa do original bacaninha de dois anos atrás que pegava carona na modinha de "casas de escape", espécies de desafios com enigmas, etc e tal.. O problema maior é que a modinha não existe mais e esse filme aparenta ter sido feito ás pressas, embora mostre visivelmente mais orçamento que o anterior. Perturbador? Menos. Inteligente? Pior Tenso? Pfff.. Vai vendo, aqui praticamente repetem o plot anterior com uma ou outra pincelada nova, mas o mais interessante as armadilhas e enigmas são bem borocoxôs. E as ações e atitudes do elenco bem inverossímeis. O desfecho é meia boca, mesmo deixando o gancho pra trilogia, que acredito não vá ver a luz do dia. 7-10

Escape Room 2: Tensão Máxima | Sony Pictures Brazil

 

Shang Shi e a Lenda dos Dez Anéis é mais uma boa investida da Marvel em superheróis de outras etnias, aqui faz quase o mesmo que fez com Pantera Negra em termos de repressentatividade mas reparando os pequenos erros do filme do herói de Wakanda. Ainda assim, não é um filme perfeito pois a película tem dois núcleos bem distintos, o urbano e o místico, e é neste segundo que se torna arrastado e até enfadonho. Ainda assim, o resultado é positivo pelas eletrizantes cenas de porradaria e visual deslumbrante da mitologia estabelecida. E as atuações? Bem, esta todo mundo correto ou bem (o vilão, em especial) e incrivelmente o herói que dá nome ao longa achei o mais apagado e sem sal de todos. 8,5-10

Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis ganha segundo pôster e vídeo especial ~  Universo Marvel 616

 

😂

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On 9/4/2021 at 5:07 PM, SergioB. said:

(283)

Bale em "O Operário"; McConaughey em "Clube de Compras Dallas"; ou Michael Fassbender neste "Hunger", de 2008; que ator emagreceu mais? Deixe o seu voto.

Bale ganha disparado...mas nesse quizz eu colocaria tambem o 50 Cent, que perdeu mais de 30kg no pouco conhecido A Luta de um Campeão, de 2011..

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(288)

Éric Rohmer está se tornando o meu cineasta favorito no ano. Conhecia seus filmes, gostava, mas não tinha me aventurado pelo seu cinema menos conhecido, e agora tô assim...flutuando...apaixonado por tudo. Aquele amor que tava na cara, na prateleira, pronto para ser degustado. Este "O Amigo da Minha Amiga", de 1987, é mais ou menos assim.

Numa simplificação, quatro amigos, e troca de casais. Não é bem assim. Mas é quase isso. Não são exatamente amigos entre si. As duas mulheres acabam de se conhecer, tornam-se colegas, confidentes. Uma é uma profissional bem-sucedida, mas solitária; a outra é uma jovem estudante mais sexy e direta. A jovem tem um namorado, com quem não tem identificação de gostos. Por sua vez, ele mostra ter muita afinidade com a amiga recente da namorada. Ele tem um amigo galanteador, engenheiro, que pega todas, o arquétipo do homem perfeito, cuja a protagonista, solitária, sonha com, mas não consegue conquistar.

É um bololô, um rebuceteio (essa palavra criativa do mundo lésbico). Em nenhum momento, se fala propriamente em traições, a modo latino-americano. São franceses demais para isso. O importante é discutir a equivalência entre amor e amizade entre homens e mulheres. Frequentemente, nos damos melhor com pessoas por quem não sentimos atração. Mas e se por acaso tentássemos? Tentássemos fazer dar certo com aquela pessoa, que estava na cara, na prateleira, esperando por uma oportunidade? E se essa pessoa estiver comprometida com alguém querido por nós?

Além do texto excelente, como sempre, urbano, cotidiano, coloquial; as qualidades de montagem "espacial", em que cada transição é um lugar diferente, continuam me fazendo suspirar pela sua elegância e joie de vivre. Mas o grande destaque técnico aqui é o figurino, com as amigas e os amigos vestindo azuis, ou verdes, em peças trocadas. Se em uma festa, uma das amigas está de saia azul, e camisa branca; a outra está de camisa azul,e  saia branca...Uma coisa muito sutil, e bela, nada forçado. E assume função dramatúrgica, uma brincadeira do ver. Um sinal de que estamos em uma comédia, uma comédia moral.

Na única cena de sexo, corte para a copa das árvores tremulando. Como em "Call me By Your Name".

Tudo lindo na França da classe média. Piscinas públicas, parque, museus, cafés, festas...A juventude é um sol. 

Ai, ai!

O Amigo da Minha Amiga - 1987 | Filmow

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(289)

A Netflix disponibilizou "Halloween: A Noite do Terror", de 1978, o clássico, o eterno, e eu não resisti...Começo a ouvir aquele tema icônico e embarco...

É engraçado como as mortes demoram a acontecer, passada uma hora de filme. Demora, são poucas, não tem enxurrada de sangue. No negativo, não é gráfico, não é um gore.

Aquela cena - não sei se vocês lembram - em que a Nancy fica presa na janela da lavanderia e pede a ajuda da irmãnzinha...gente...Demora tanto, e não faz o menor sentido para a história...É tão aleatória! Não consigo entender. É só pra criar suspense? 

Gostei do filme mais recente, o de 2018. Principalmente por eles reviverem a abertura sinistra aqui, de uma outra maneira. Já me ganhou ali.

Parabéns, Senhor Carpenter! O senhor despertou o "mal absoluto": Os outros mil filmes ruins.

Espero um Oscar Honorário para ele.

Amazon.com: Halloween Movie Poster (27 x 40 Inches - 69cm x 102cm) (1978)  -(Jamie Lee Curtis)(Donald Pleasence)(Nancy Loomis)(P.J. Soles)(Charles  Cyphers)(Kyle Richards): Prints: Posters & Prints

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 Segundo filme dos "Contos das 04 Estações", o "Conto de Inverno", se inicia no Verão e de uma maneira um tanto distinta da filmografia de Rohmer: uma montagem, sem diálogos, de uma história de amor com um potencial final feliz, até que corta...cinco anos depois, a jovem acorda em outra casa e tem uma filha. O Verão passional dá lugar ao frio Inverno dos compromissos é obrigações.

A partir daí, temos Rohmer em sua essência: catolicismo e as demonstrações de Pascal, citações e recitações literárias, além de uma personagem que tem suas convicções, mas ainda assim é indecisa em seus atos.

É interessante que para mim, um católico de nascimento, mas não de convicção, Rohmer sempre tratou do acaso em sua obra, mas como pensar em "acaso" para alguém que sempre enxergou claramente os planos de Deus? 

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46 minutes ago, Muviola said:

 Segundo filme dos "Contos das 04 Estações", o "Conto de Inverno", se inicia no Verão e de uma maneira um tanto distinta da filmografia de Rohmer: uma montagem, sem diálogos, de uma história de amor com um potencial final feliz, até que corta...cinco anos depois, a jovem acorda em outra casa e tem uma filha. O Verão passional dá lugar ao frio Inverno dos compromissos é obrigações.

A partir daí, temos Rohmer em sua essência: catolicismo e as demonstrações de Pascal, citações e recitações literárias, além de uma personagem que tem suas convicções, mas ainda assim é indecisa em seus atos.

É interessante que para mim, um católico de nascimento, mas não de convicção, Rohmer sempre tratou do acaso em sua obra, mas como pensar em "acaso" para alguém que sempre enxergou claramente os planos de Deus? 

 

Nunca notei nenhum traço católico nas obras dele. Mas também não vi tantas assim...

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(290)

Emendei com o "Halloween II", no Brasil, com o subtítulo de "O Pesadelo Continua", de 1981. Continua é a palavra, pois segue imediatamente onde o primeiro parou. Dá-se o trabalho de relembrar a plateia, mostrando novamente os últimos instantes do primeiro filme, exceto, vejam bem, a breve aparição do rosto e olho machucado de Michael Myers, aqui, eliminados.

Embora o novo diretor, Rick Rosenthal, emule a câmera subjetiva do primeiro filme, com o Myers rondando a vizinhança, depois o filme muda bastante, a meu ver. Muito mais sangue, muito mais mortes, outros temas sonoros em cenas de perseguição...Apesar de manter as loiras peitudas que  a gente gosta de ver (que nenhuma mulher militante venha me bater aqui!), e a ideia vaga de punição da sexualidade. Aprovado!

No mais um filme, com mais orçamento, mais personagens, mais ação...E menos sustos.

O principal do filme: A revelação da motivação de Myers ao perseguir Laurie. Informação caída do espaço, mas que no entanto se ajusta coerentemente à história.

Como já falei, gostei muito do filme de 2018. E espero a chegada do novo "Halloween Kills", agora em 2021.

Os do meio, oh, não dá! Passo! Acho que só o nosso amigo @Questãodeve ter visto todos.

Amazon.com: Halloween II (1981) Póster de la película 24 x 36 : Hogar y  Cocina

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Legend of Candyman é um bom terrorzão social que pega emprestada a franquia noventista, mas o lance de ser reboot ou sequencia fica a critério do espectador no final. O filme prede e o tom dado ao longa é bem bão e a parte visual não deixa por menos, sendo em criativa nesse quesito. As atuacães estão bem ok, se sobressaindo o Arraia Negra no papel principal. Mas o melhor mesmo é seu desfecho, aqui já comentado à exaustão com uma presença especial. Vale em a bizoiada por aprofundar mais a crítica social e desenvolver de forma eficiente a mitologia estabelecida pelo original. 8.5-10

Portal CinemaScope


 

Malignant por sua vez é um slasher sobrenatural que dá pro gasto, mas do Wan eu francamente esperava mais. Aqui ele mistura Bebê de Rosemay com o noventista Shoker (sim, aquele "Freddy Krueger da eletricidade" feito pelo Craven). Sei lá, como thriller criminal funciona melhor que como terror, onde se destacam em mais a parte técnica que o roteiro propriamente dito, onde tem uma leve pegadinha a la A Orfa. As atuações estão apenas ok e corretas na medida do possìvel, mas o melhor mesmo è seu terço final, onde o pau quebra pra comer mesmo com gosto. 8-10

Maligno « Castello Lopes Cinemas

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Os Halloween melhores são 1, 2, 4 e 2018. 

O H20 fica só na homenagem ao original, mas quem gosta dos slashers dos anos 90 (que vieram depois do Pânico) pode gostar mais desse.

O Halloween III (o que não traz a história do Michael Myers) pode agradar quem gosta dos filmes do John Carpenter ali do começo dos anos 80 como Bruma Assassina, Fuga de NY e Enigma de Outro Mundo. Ele tem um clima/ambientação  bem similar a esses filmes (apesar de ser bem mais trash tanto na história como nos efeitos especiais).

E os 2 Halloween do Rob Zombie vai agradar quem gosta dos filmes do Zombie. Somente.

Basicamente, é isso.

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(291)

Retirando uma vergonha cinéfila da minha lista, assisti finalmente a "Viver e Morrer em Los Angeles", de 1985.

Um filme Policial muito bom do William Friedkin, que tenta fazer por Los Angeles o que "The French Connection" fez por Nova York, com uma armação de roteiro repetindo grandes linhas básicas, dois policiais tentado desbaratar uma quadrilha, em uma cidade suja, perigosa, com horizontes poluídos, e audaciosas perseguições urbanas. Curioso que uma das locações é a mesma da corrida em "Grease" e  o plano termina no engarrafamento de "La La Land". Achei engraçado.

O filme tem planos muito bem dirigidos, e tem a ousadia do Friedkin em vários momentos, como o personagem do Dafoe aparentemente beijando um homem na boca (e depois descobrimos que se trata de uma mulher); ou as cenas de sexo, com nudez, nível, um saco balançando...Mas digamos que para mim faltou densidade à trama. Ela me diz pouco sobre aquele momento político-social da Costa Oeste. Então estava achando tudo muito bom, estilisticamente super Anos 1980, mas meio sem substância...

Até que o final eleva o filme a outro patamar, ao tomar uma decisão muito corajosa.

Meu ranking do genial William Friedkin está assim:

1) "O Exorcista";

2) "Os Rapazes da Banda";

3) "Operação França";

4) "Parceiros da Noite";

5) "Killer Joe".

 

To Live and Die in L.A. (1985) Classic Movie Neo Noir Film Retro Vintage  Poster Canvas Painting DIY Wall Paper Home Decor Gift|vintage poster|poster  vintageposter retro vintage - AliExpress

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Respect é uma boa cinebiografia de, no caso, a grande Aretha Franklin e que eu esperava ser em meia boca diante das crìticas mas acabei curtindo em termos. É um filme bem convencional, mas pra melhor do que pior, diga-se de passagem. Sim, é um filme feito pra Oscar e por isso é meio que requentado como o do Queen, Bohemian Rapsody, onde muita coisa relevante da cantora fica de fora e se dá ênfase as coisas “boas”, se é que me entende. Mas se a pelìcula tem defeitos eles todos sao bem mascarados pela estupenda atuacao da Hudson no papel tìtulo, pois ela carrega o filme nas costas facilmente. Ah, e as mùsicas também. No entanto, ainda a de ser feito um filme a altura da cantora, mas ainda assim è muito melhor que o horroroso filme do David Bowie, Stardust. 8-10

Marlon Wayans | Movie Roar


 

Coda é um delicioso filme familia que trata de independência e amadurecimento teen com muita originalidade, carisma e simpatia. Sim, é quase uma versao ianque do ótimo francês Familia Belier com algumas sutis modificacoes. Os problemas da garota normal numa familia de surdos sao elevados á enèssima potência quando junto vem os prolemas tipicos aborrescentes e tal, mas o melhor deste filme que é previsivel (sim, ate o sabugo da unha) é seu empenhado e desconhecido elenco que faz com que nos identifiquemos imediatamente com todo mundo e que aqueles sejam pessoas próximas á gente, íntimas até. Filme família ideal pra matinê e futuro candidato guti-guti a Sessao da Tarde, sem sombra de dúvidas, pra sair com sorrisao no rosto no final. 9-10

CODA - Filmhét 2.0 - Magyar Filmhét

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1 hour ago, Jorge Soto said:

Coda é um delicioso filme familia que trata de independência e amadurecimento teen com muita originalidade, carisma e simpatia. Sim, é quase uma versao ianque do ótimo francês Familia Belier com algumas sutis modificacoes. Os problemas da garota normal numa familia de surdos sao elevados á enèssima potência quando junto vem os prolemas tipicos aborrescentes e tal, mas o melhor deste filme que é previsivel (sim, ate o sabugo da unha) é seu empenhado e desconhecido elenco que faz com que nos identifiquemos imediatamente com todo mundo e que aqueles sejam pessoas próximas á gente, íntimas até. Filme família ideal pra matinê e futuro candidato guti-guti a Sessao da Tarde, sem sombra de dúvidas, pra sair com sorrisao no rosto no final. 9-10

 

Chutaria uma indicação ao Oscar de Coadjuvante para a Marlee Matlin?

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(292)

Marguerite Duras escreveu pelo menos uma obra-prima, o maravilhoso "O Amante"; já no campo do cinema, como diretora, muitos chamam este "India Song", de 1975, de obra-prima também. Não sei se chega a tanto, mas é uma experiência muito singular. 

Pra começar, a primera palavra, ou som diegético, do filme acontece aos 74 minutos de filme, justamente na cena mais importante. Antes, somente som não diegético. O que não quer dizer que não haja palavras no filme. É o que mais tem. É um filme falado. Mas a palavra vem de fora. As principais personagens são "aurais", orais, em voice over. Narram, descrevem - e vou usar a linguagem literária - em terceira pessoa - o que vemos pela imagem. É difícil explicar. Os atores não fazem quase nada em cena. Ficam sentados em posturas lânguidas, olham pela janela, dançam, caminham soturnamente pelos salões. Enquanto isso, vozes, de fora para dentro, dizem o que se passa na cabeça deles, mas também o que fizeram mnemônicamente no passado, o que acham de Calcutá, como sofrem com o verão de monções, como tentam disfarçar o cheiro da sujeira e da lepra com incenso...

É um filme silencioso, e ao mesmo tempo, superfalado. As vozes do lado de fora são somadas com a voz de uma mendiga que veio do Laos para a índia, e que, na língua dela, expressa seu tormento. Assim como a voz de Marguerite Duras, ela própria, às vezes entra na história. 

O busílis da coisa é a esposa do embaixador francês na India dos anos 1930, sob domínio inglês, que recebe no estupendo prédio da embaixada, seus inúmeros amantes, sob aquiescência do marido. Ela está entediada, aborrecida, entorpecida com o calor. Não consegue dormir. Não consegue amar nenhum deles. Voltando ao início, o único momento de fala pertence ao personagem do Vice-cônsul, que, em amor platônico, fica 5 minutos gritando em cena, ou melhor, fora da cena, em outro ambiente, sua queixa amorosa.

No fundo, os problemas dos colonizadores são nada para os reais problemas do povo. Viviam em uma torre de marfim. 

Um filme muito complexo e um trabalho de som admirável.

India Song - 1975 | Filmow

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(293)

"N`aum vou nem falar nada!!"

Esse é o "N`aum vou nem falar nada" elevado ao cubo! Primeiro filme da Trilogia Alemã de Luchino Visconti, "Os Deuses Malditos", de 1969, indicado ao Oscar de Roteiro Original inclusive, em 1970, proporcionando a única indicação ao prêmio a este enorme diretor. Aliás, que roteiro é esse?!

A internet informa que o filme chegou a ser cortado no Brasil, quando de sua exibição. Eu posso imaginar. Incesto, pedofilia, homossexualidade, assassinatos familiares...É o ambiente de podridão moral de uma família aristocrática que aduba o terreno do Nazismo na Alemanha dos anos 1930.

Sabiamente Visconti não faz um filme histórico. Faz um meticuloso drama, uma tragédia grega. Porém, quem for mais interessado na Alemanha pré-Segunda Guerra ficará satisfeito ao assistir na tela todas as intrigas que havia dentro do nazismo, quando Hitler ainda era Chanceler. Aqui, principalmente seu conflito com Röhm, então líder das SA, uma organização paramilitar que se agigantava e ameaçava o Exército e o poder político de Hitler. Röhm, vale dizer, um alegado homossexual. Era necessário um expurgo dentro do nazismo, e ele se dá, no que ficou conhecido como a "Noite dos Longos Punhais". Visconti registra essa noite (na qual dezenas de oficiais morreram), com um clima de cabaré, com os jovens soldados alcoolizados, vestidos de mulher, em lingerie, em libertina sodomia. É fantástico, petulante, sexy...

Mas o foco mesmo é a família de industriais do aço que se digladia em posições políticas. Há o liberal, o nazista, o comunista, o artista, o indiferente...As lutas políticas se espelham dentro dessa mansão aristocrática. Mais uma vez, Visconti falando de luta de classes, ou do desconforto da elite ao temer perder o seu lugar. 

Não dá para traçar totalmente a riqueza do perfil psicológico dos vários membros dessa família. Mas o protagonista, vivido por Helmut Griem, vai da inocência adamada à crueldade mais intensa. É incrível ver como o aparentemente mais doce é o maior monstro, e como, aos poucos, a máscara vai caindo, o inconsciente aflora. Se no início brinca inocentemente com suas primas de esconde-esconde, no meio do filme estará abusando de uma criança judia. Nada nos prepara para isso! E só piora! É incrível! Me faz lembrar o nazista gay do extraordinário livro "As Benevolentes", um dos maiores livros lançados neste século. 

Figurino extraordinário de Piero Tosi! Incrível montagem de Ruggero Mastroianni. Música de Maurice Jarre.

Ingrid Thulin, Dirk Bogarde, uma jovem e linda Charlotte Rampling, e até a nossa cearenese, Florinda Bolkan, todos excelentes. 

Uma obra-prima! Obra-prima ao cubo!

Os Deuses Malditos - 16 de Outubro de 1969 | Filmow

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Sublet é um divertido dramédia LGBT isrealense do naipe do ótimo Bubble, do mesmo diretor. Aqui a temática é o conflito de geracoes e diferencas culturais entre um tiozao americano e seu jovem guia israelense, ambos gays. Com humor e muita simpatia discorrem de varios temas, dando mais e mais camadas aos personagens, que sofrem uma baita mudanca no final. É um filme simples que encanta por isso mesmo, sem falar na performance da dupla protagonista, mandando muito bem. É um filme delicado sobre dois homens que tem uma conexao inesperada. Eu e a patroa curtimos, embora esta simplicidade tambem deponha contra a parte técnica da producao. Atente que a cidade de Tel Aviv é mais um personagem pulsante deste simpático indie. 8.5-10

Sublet | Official Website | June 11 2021

 

 

Being James Bond é um bom documentário da AppleTV que a principio parece ser peça publicitária pra divulgar o novo filme do 007, mas vai além: se revela uma grandiosa e emocionante conversa com o ator e os produtores Brocolli, enquanto destila imagens dos quatro filmes feitos por Craig no papel. Com imagens de arquivo, cenas inéditas de bastidores e principalmente as declaraçoes sinceras do trio, bacana saber das curiosidades da saga, tipo: a malhacao da imprensa e pulico da escolha do ator, de que ele nao queria ser o agente mas foi convencido pelos produtores a isso, culpam o fracasso de Quantum of Solace a greve dos roteiristas e que Craig filmou Spectre com "perna mecânica", sentindo dores todo tempo pois tava com joelho quebrado. Acho que faltaram mais depoimentos de mais atores, mas tendo em vista o tempo enxuto o resultado foi satisfatório. 8.5-10

تويتر \ Fandom على تويتر: "Daniel Craig is getting a 007 retrospective  special, 'Being James Bond' 🍸 Coming to @AppleTV on Sept. 7  https://t.co/9gMarM0tYG"

 

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(294)

Assisti a esse pouco falado documentário de Werner Herzog, de 2019, "Nômade: seguindo os passos de Bruce Chatwin". É uma produção que homenageia o escritor de viagens inglês Bruce Chatwin, que foi muito próximo do diretor, a ponto de Herzog adaptar para as telas um de seus romances em "Cobra Verde", e dedicar a ele uma ficção, "No Coração da Montanha", cujo protagonista é sua persona. Mais uma homenagem aqui portanto, um documentário.

Mas não é biográfico exatamente. É mais sobre a amizade dos dois, e sobre o amor que ambos têm pelo chamado nomadismo. Os dois amigos compartilhavam suas paixões pelos extremos da Terra, e pelos povos que estão em desaparição.

O doc começa no primeiro lugar do mundo que fascinou Bruce, a Patagônia chilena e argentina, onde ainda no século XX eram encontrados facilmente peles e esqueletos de preguiças-gigantes, e outros dinossauros, bem como descendentes de tribos muito particulares, muito exóticas. Depois, estamos na Austrália Central, na qual o homenageado buscou coletar canções misteriosas dos aborígenes a fim de que elas não se perdessem no tempo. Depois, o doc segue os passos dele por regiões montanhosas da Europa, ou por sua Inglaterra natal.

No comecinho, eu estava achando um projeto bem acanhado, bem pessoal, apenas uma licença do diretor para prestar mais uma vez seu louvor ao amigo, que morreu de AIDS em 1989. Mas depois fica nítido como o cara era realmente muito legal, tinha uma alma especial, e que as histórias aqui mostradas realmente têm um valor antropológico significativo. Amei, particularmente, as fotos antigas dos habitantes da Patagônia. Pintavam-se de uma forma muito louca, assustadora, misteriosa.

O ser humano é muito louco. O mundo é (era) muito louco. Herzog filma o fim dessa riqueza. E lamenta estarmos todos padronizados em cidades, e com um mesmo hábito de vida, que, ironicamente, põe a vida de todos em perigo.

Lembrando que este diretor, desbravador, nômade, não tem um Oscar. 

Nômade: Seguindo os Passos de Bruce Chatwin - 28 de Abril de 2019 | Filmow

 

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2 hours ago, SergioB. said:

(294)

Assisti a esse pouco falado documentário de Werner Herzog, de 2019, "Nômade: seguindo os passos de Bruce Chatwin"

Opa...valeu pela lembranca desse filme, Serjao! Tinha ate esquecido dele.... vou baixar esta semana.  Curto esse tipo de filmes ou docs...nem que seja pra me lembrar de uma saudosa e inesquecivel mochilada que fiz durante um ano pela America do Sul, na virada do milênio..😄

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12 minutes ago, Jorge Soto said:

Opa...valeu pela lembranca desse filme, Serjao! Tinha ate esquecido dele.... vou baixar esta semana.  Curto esse tipo de filmes ou docs...nem que seja pra me lembrar de uma saudosa e inesquecivel mochilada que fiz durante um ano pela America do Sul, na virada do milênio..😄

Eu tenho um interesse inexplicável por essa pontinha final da América do Sul. Não sei se vocês sabem, mas em certo ponto, a fronteira do Chile e da Argentina não está definida ainda.

Como sei que você é das montanhas, Soto, recomendo o "No Coração da Montanha", de 1991, do Herzog. É muito bom. 

Mas nenhum deles superará outra obra do Herzog, aquela coisa ES-PE-TA-CU-LAR chamada "A Caverna dos Sonhos Esquecidos", que é um dos documentários mais arrebatdores que já vi. Me arrepia!

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9 minutes ago, SergioB. said:

Eu tenho um interesse inexplicável por essa pontinha final da América do Sul. Não sei se vocês sabem, mas em certo ponto, a fronteira do Chile e da Argentina não está definida ainda.

Nao mesmo...a treta perdura ate hoje...ate mesmo la na Patagonia tem locais onde nao é recomendavel sair da estrada e se embrenhar nas estepes ou campos por um simples motivo: tem minas terrestres espalhadas datadas da guerra que teve nos anos oitenta...e olha que sao placas recorrentes em muitas regioes..😣

As guerras às vezes produzem parques involuntários - ((o))eco

9 minutes ago, SergioB. said:

Como sei que você é das montanhas, Soto, recomendo o "No Coração da Montanha", de 1991, do Herzog. É muito bom.

Pô, mas esse é classico..ja vi faz tempo😄.. mas se nao viu, recomendo o ótimo Tocando o Vazio... Touching The Void (2003)😉

Esse da caverna é legal tambem...

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Cry Macho é quase uma crítica ao machismo tendo como base todo retrospecto da carreira do nonagenario ator de Dirty Harry, trata das relacoes parentais, perda, etc.. etc... e tudo é tocado em tom fabular, tipico de filme Sessao da Tarde.. É simples e efetivo dentro daquilo que se propoe, mas Clint a fez bem melhor pois este road movie é um arremedo recorrente de muitas producoes dele, sobre cauboi solitario velho que pega um tutor jovem, etc... em especial A Mula, Um Mundo Melhor, Menina de Ouro e Gran Torino.  Das atuacoes, fora o Clint o moleque tambem se destaca. Opcao fofinha e bem piegas, melodramaticamente falando, as vezes. 8-10

Drama de Clint Eastwood 'Cry Macho: O Caminho para a Redenção' ganha  trailer e pôster


 

Superhost é um thriller bem estilo Supercine mas bem feitinho a despeito de sua interessante premissa e orçamento merreca. O lance da critica aos influencer loucos por views a qualquer custo é interessante, mas o filme no frigir dos ovos é bem genérico em seu desenvolvimento, perdendo a chance de ousar mais e tentar um pingo de originalidade no meio disso. As atuacoes do casal principal sao fracas, destacando-se de longe a atriz que faz a piscopatinha da vez, que carrega o filme nas costas. 8-10

Choricha Mamla 2020 Marathi 450MB AMZN WEB-DL ESub Download |  moviespapa.wiki

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