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O Que Você Anda Vendo e Comentando?


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Namorados Para Sempre. Um drama sobre o esfacelamento de uma relação cujas causas são procuradas no surgimento do amor entre os dois. Não é uma grande produção e deixa a desejar justamente quando investiga o que os levou até ali. Falta um pouco de profundidade. Mas tem uma boa montagem' date=' uma trilha legalzinha, da metade pro fim engrena bem e as duas atuações centrais são na medida. A melhor cena do filme é onde ele canta pra ela todo desfinado tocando uma violinha enquanto ela sapateia. Na sala onde eu estava vendo o povo detestou mas eu curti mais do que desgostei. 7,5/10[/quote']

 

Não me admira que não tenham gostado. Aqui no Brasil, andaram anunciando como se fosse um romance água com açúcar pra ver no Dia dos Namorados (olha a tradução que deram pro filme por aqui). Acho que quem tava promovendo nem assistiu. O pessoal foi ver esperando alegria e devem ter ficado depressivos. Portanto, não deixa de ser uma quebra de expectativa pra quem foi ver com outras intenções.

 

E você tem razão. A parte fraca do filme é justamente quando tentam construir as bases desse amor ou paixão tão forte. A destruição do sentimento é ótima, mas sua construção não convence e acaba enfraquecendo o argumento.

 

É exatamente isso que eu penso sobre o filme. A desconstrução do amor é o ponto alto, mas a construção do sentimento, as bases desse sentimento são construidas sob uma base fraca. É aquele tipo de união precipitada em que os dois decidem ficar juntos sem saber exatamente porque, mas o fazem, ou seja, é aquela relação que começa, mas que vc sabe que vai ter fim. E o grande barato é justamente ver como este sentimento, como o sentimento que une um casal pode se tornar algo destrutivo quando a relação não é construida através de um sentimento legítimo, forte. Não consigo ter identificação com um casal cuja união eu não acredito, enfraquece o argumento. É até esperado o começo do filme, mas é a maneira como o filme desenvolve essa queda que o torna acima da média, especialmente pelas atuações.
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Vamos lá, chuchus. Nos brindem com seus comentários. E não vale só o nomezinho do filme.

"Baby Driver" é uma divertida matinê onde o roteiro batido não é o que interessa, mas sim o som e música, que são é mais um personagem ativo da estrutura do longa. Divertido,é mais um musical travesti

Barbie and the Rockers: Out of This World (Bernard Deyriès, EUA, 1987)   Os personagens são tão falsos quanto se tivessem sido criados para um material de ensino de inglês. Até mesmo Barbie, a única

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Eu não vi anúncios, Leomaran e já sabia que era um filme bastante pesado. E essa tradução do título é bem ruim. É bem mais indigesto do que eu pensei, entretanto, para quem está esperando felicidade em algum ponto. Só que não empolgou muito mesmo quem não espera isso.
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Pois é, não que tenha sido uma grande divulgação, mas ouvi no rádio essas baboseiras. O cara falou até em grande história de amor. E no pôster tava escrito "Quando o amor estava se perdendo, a paixão voltou para atraí-los". Pô, que paixão voltou? Só porque eles foram pra um hotel de beira de estrada? Será que tão falando do mesmo filme que eu vi?

 

Tenho um amigo que tava indo ver justamente achando que era um filme bobinho de amor, porque tinha ouvido falar em algum lugar. E o fato de lançarem no Dia dos Namorados é no mínimo sugestivo. Se eu não tivesse ouvido falar antes, teria achado exatamente a mesma coisa. Colocar o nome de Namorados para Sempre em um filme sobre o fim de uma relação é, no mínimo, uma puta sacanagem.
leomaran2011-06-15 21:14:49
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O Turista (Florian Henckel von Donnesmarck, 2010) 2/5

 

É um thriller sem emoção. A relação entre Depp e Jolie na frente da câmera também pode ser descrita por essas palavras. E talvez nem seja por culpa dos atores, já que o roteiro burocrático, rasteiro e previsível não deixa muita esperança para o resto da produção. É difícil acreditar que Donnersmarck é o mesmo diretor e roteirista do excelente A Vida dos Outros.

 

 The-Tourist.jpg

 

O pior é que o filme não convence nem como diversão passageira. As cenas de ação são construídas de maneira fraca e chegam a ser entediantes. A impressão que dá é que, depois de contratar Jolie e Depp para serem os protagonistas, todos decidiram que seria um grande sucesso... e deixa o resto pra lá. E pra arrematar toda a papagaiada, que inclui agentes da polícia disfarçados, um grande amor encontrado em um vagão de trem e a velha história do homem errado no lugar errado, o final é totalmente destoante, se a produção for friamente analisada. Como se quisesse surpreender simplesmente, sem se preocupar com coisas supérfluas, como estrutura lógica ou uma narrativa que faça sentido.
leomaran2011-06-15 21:47:02
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Namorados Para Sempre. Um drama sobre o esfacelamento de uma relação cujas causas são procuradas no surgimento do amor entre os dois. Não é uma grande produção e deixa a desejar justamente quando investiga o que os levou até ali. Falta um pouco de profundidade. Mas tem uma boa montagem' date=' uma trilha legalzinha, da metade pro fim engrena bem e as duas atuações centrais são na medida. A melhor cena do filme é onde ele canta pra ela todo desfinado tocando uma violinha enquanto ela sapateia. Na sala onde eu estava vendo o povo detestou mas eu curti mais do que desgostei. 7,5/10[/quote']

 

 

 

 

 

Não me admira que não tenham gostado. Aqui no Brasil, andaram anunciando como se fosse um romance água com açúcar pra ver no Dia dos Namorados (olha a tradução que deram pro filme por aqui). Acho que quem tava promovendo nem assistiu. O pessoal foi ver esperando alegria e devem ter ficado depressivos. Portanto, não deixa de ser uma quebra de expectativa pra quem foi ver com outras intenções.

 

 

 

E você tem razão. A parte fraca do filme é justamente quando tentam construir as bases desse amor ou paixão tão forte. A destruição do sentimento é ótima, mas sua construção não convence e acaba enfraquecendo o argumento.
<font face="Times New Roman, Times, serif" size="3">Eu não vi anúncios, Leomaran e já sabia que era um filme bastante pesado. E essa tradução do título é bem ruim. É bem mais indigesto do que eu pensei, entretanto, para quem está esperando felicidade em algum ponto. Só que não empolgou muito mesmo quem não espera isso.

 

 

 

A tradução é péssima e a data do lançamento também prejudicou o filme porque as pessoas acabaram se sentindo traídas pois compraram uma coisa e levaram outra. Também esperava um filme triste. Só acho que as bases da relação foram mal construídas. Tanto que gostei mais dos diálogos das partes em que eles se desentendem do que quando estão juntos. Faltou equilíbrio pro filme.

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AGORA SEREMOS FELIZES[img']http://2.bp.blogspot.com/_IiX1V6qwowg/SxlmwFLWLEI/AAAAAAAAA2k/LMY9JcTQcpA/s400/meet+me+in+st.+louis+6.jpg" />Não me dei muito bem com outros 2 oscarizados musicais de Minnelli - Gigi e Sinfonia de Paris - mas felizmente o mesmo não aconteceu com este. Achei a estória mais envolvente e a encenação mais graciosa do que a dos títulos que mencionei. O design e as cores continuam deslumbrantes (o DVD da Warner apresenta uma imagem restaurada fenomenal).E Judy, perfeita! smileys/05.gif" align="absmiddle" alt="05" />Adorável.****/*****

 

 

 

 

 

 

Respeito sua opinião mas simplesmente amo Sinfonia de Paris. Me identifiquei muito com a história e não consigo deixar de me comover toda vez q revejo. Vou procurar esse aí.

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Ninguém Pode Saber (revisto)
Filmão japonês q baseado numa noticia de tablóide, trata em tom documental da (des)organização de uma família na sociedade. Mãe solteira abandona à própria sorte seus quatro filhos pequenos (de pais diferentes) num pequeno apartamento na perifa de Tóquio. Cabe então ao maior assumir o papel de “pai”, mas não tarda pra pouca grana q dispõem terminar. O titulo diz respeito a q 3 dos irmãos habitam “clandestinamente” no cubículo (chegaram dentro de malas!) e a narrativa é centrada em suas peripécias pra sobreviver sem q ninguém saiba, assim como sua busca por identidade. Longe de ser piegas e melodramática, a molecada td arrasa em atuações espontâneas e convincentes, deixando mto ator de Hollywood no chinelo. Triste e melancólico, acompanhamos a degradação cada vez maior das condições da trupe, mas nunca o laço afetivo q os une. Destaque pra cena em q um dos guris come papel e pro lindo final, embalado na trilha de violão de Tate Takako. 10/10
 

 

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Jorge Soto2011-06-16 08:20:06
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NASCIDA PARA SER MÁ

 

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Dirigido por John Huston - seu segundo longa -, com Bette Davis e Olivia De Havilland.

 

Tudo figurinha tarimbada, mas a história em si e a execução não me parecem nada de incríveis. O que interessa é o modo com que um personagem negro é retratado - isso numa fita hollywoodiana de estúdio com pedigree de sobra, salvo engano situada no sul dos EUA, no início dos anos 40.

 

Em boa parte dos filmes do período, os negros são caracterizados como caricaturas para efeito de alívio cômico (vide Pérfida) ou como meros serviçais sem muita inteligência. Aqui, há um serviçal, sim, mas que fala e se comporta como uma pessoa normal, tem inteligência e ideias próprias - e almeja ser advogado.

 

Pode parecer risível, mas para mim, pessoalmente, foi quase um choque, pois estava acostumado com o preconceito e a condescendência gravados em vários outros títulos do período, sem cerimônias, o que sempre foi causa de mal-estar. Naqueles tempos, a sociedade era assim; o cinematografia estadunidense refletia isso e, hoje, serve de testemunho.

 

Já li em outro site que Nascida para Ser Má não selou o fim do estereótipo nas telonas, mas apontou, sim, para o início do fim, com uma figura representada naturalisticamente.

 

***/*****

 

 

 

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Kung Fu Panda 2 (2011) 3,5/5

 

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Nesta segunda parte, os visuais são ainda mais incríveis. Ao combinar um belo jogo de luzes e cores com símbolos da cultura chinesa, o efeito estético criado é nada menos que arrebatador. A história do filme, nem tanto. Mas, lembrando que é sobre um panda gordo que luta kung fu, não há mesmo necessidade de transformá-la em algo mais sério. Por isso, este segundo abusa de piadas (especialmente com gordos), que entram mesmo em momentos que deveriam ser de maior tensão. Foi uma boa escolha. Sendo mais leve e mais fofinho (você será apresentado ao Po bebê, por exemplo), o filme é mais cativante que o antecessor. Além disso, tem a vantagem de que Po já se tornou um lutador de kung fu, por isso conta com mais e melhores cenas de ação. A trama também dá a sensação de ser mais bem amarrada, apostando nos fantasmas do passado para passar uma maior emoção. É basicamente a mesma história do primeiro, mas parece funcionar melhor. Não é nenhuma obra-prima (talvez visualmente) mas é divertido e um bom entretenimento para as crianças.

 

Ah, e pelo final deste, parece coisa certa que vai ter a terceira parte. Afinal, tudo é trilogia hoje em dia.
leomaran2011-06-16 16:37:34
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Yo También
“Drama romântico excepcional” define esta simpática produção espanhola. Imagine um amor impossível, tipo “Romeu e Julieta”, onde o cara tem Sindrome de Down. E tome choradeira na forma de inserção social, superação pessoal e td chantagem emocional tipica deste tipo de filme. Mas pior q funciona, pq é naturalmente sincera e se vale de muito humor. O casal principal carrega a película nas costas com química impressionante, com destaque pro Pablo Pineda, ator deficiente q consegue ser mais convincente q mta estrelinha com cromossomia normal. Apesar do filme se focar na relação dele, outro romance paralelo entre dois Downs é tb tão cativante q por pouco não rouba o filme. Tem cenas inspiradissimas: o ator dando porrada na porta do puteiro, reclamando com dignidade sua condição tb de homem; se fingindo de retardado no elevador; secando as tetas da colega de trabalho gostosa; e quase tds seus diálogos, carregados de humor ácido, etc.. 9/10

 

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Marley e Eu, David Frankel (2008)

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Jonh Crogan(Owen Wilson) um jovem jornalita recem-casado com Jennifer(Jennifer Aniston) resolver comprar um pequeno cão, para adquirir um pouco mais expepirência antes de ter filhos, mas adotar Marley que comilão e indiciplinado sua vida se transforma. Ele e sua bela esposa tem que se adaptar a inúmeras situações confusas e engraçadas que Marley provoca até com passar dos anos surge os filhos do casal despetando uma crise no casamento, um ótimo longa sobre cães que o Owen Wilson  traz uma simplicidade e harmonia a seu personagem, simplismente adorei

 

Marley

 

Eu Te Amo Cara, John Hamburg (2009)

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O corretor de imoveis Peter Klaven(Paul Rudd) esta noivo de Zooei (Rashida Jones) que vive cercada de amigas e ele dá conta que não tem nehhum, pois e extemamente introvertido e só dá fora quando tenta fazer amizade. Até que um dia conhece Sidney (Jason Segel) um cara bem desancando e meio ecêntrico que vai mostrando um lado divertido e natural da vida, que vai atrapalhar sua relação com Zooey. taí um filme que surpreende e agrada ao mesmo tempo o grandão Segel que segura mais um personagem bacana como fez com Ressaca do Amor e mostar como legal a gente ter amigos de verdade.

 

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Kung Fu Panda 2 (2011) 3' date='5/5

 

 

Nesta segunda parte, os visuais são ainda mais incríveis. Ao combinar um belo jogo de luzes e cores com símbolos da cultura chinesa, o efeito estético criado é nada menos que arrebatador. A história do filme, nem tanto. Mas, lembrando que é sobre um panda gordo que luta kung fu, não há mesmo necessidade de transformá-la em algo mais sério. Por isso, este segundo abusa de piadas (especialmente com gordos), que entram mesmo em momentos que deveriam ser de maior tensão. Foi uma boa escolha. Sendo mais leve e mais fofinho (você será apresentado ao Po bebê, por exemplo), o filme é mais cativante que o antecessor. Além disso, tem a vantagem de que Po já se tornou um lutador de kung fu, por isso conta com mais e melhores cenas de ação. A trama também dá a sensação de ser mais bem amarrada, apostando nos fantasmas do passado para passar uma maior emoção. É basicamente a mesma história do primeiro, mas parece funcionar melhor. Não é nenhuma obra-prima (talvez visualmente) mas é divertido e um bom entretenimento para as crianças.

 

Ah, e pelo final deste, parece coisa certa que vai ter a terceira parte. Afinal, tudo é trilogia hoje em dia.
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Achei bacana eles funcionarem como uma equipe de verdade desta vez e tecnicamente não faz feio perto de qualquer um da Pixar. A Dreamworks já havia melhorado bastante no ótimo "Como Treinar Seu Dragão" (que vai virar trilogia 06) e com esse aqui, mostra que está pronta pra brigar.

 

 

Visto ontem: Zombieland. Não funcionou comigo.

 

 

 

 
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Revistos ontem:

 

 

 

Marcas da Violência, por causa do festival de HQs. Continua fodástico.

 

 

 

Ligeiramente Grávidos - primeira revisão, e por incrível que pareça, não perdeu força. Há química entre o casal de protagonistas e os personagens coadjuvantes são legais (mais a irmã e o cunhado da guria do que os amigos losers do cara, mérito do filme focar mais nos primeiros).

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Adivinhe Quem Vem Para Jantar (Guess Who's Coming to Dinner, Stanley Kramer, 1967) 2/5

 

A melhor cena é aquela em que vemos Katharine Hepburn chocada e beirando o choro ao ver o noivo da filha pela primeira vez. Mas não é um ótimo filme. Embora não seja constrangedor como os discursos de conscientização das novelas da Globo, parece mais um panfleto. Não é tedioso e insuportável, mas tem cara de vídeo educativo... Outro defeito é a noiva ser rasa e bobinha, chegando a parecer estúpida, o que não colabora para dar profundidade ao filme.

 

Há quem o acuse de racismo porque o negro tem um bom padrão de vida, o que supostamente seria uma forma de compensar pela cor da pele. Mas se ele fosse pobre, também acusariam de racismo, afirmando que o filme não consegue considerar a possibilidade de que um negro faça parte de uma classe social elevada. Eu gosto do fato de que ele recebeu uma educação de alto nível e é financeiramente bem sucedido, pois assim é visível que seria tido pelos pais como o genro dos sonhos, mas não é, só por causa da cor. Eu queria que refilmassem. A história é interessante e ainda é atual. Vale a pena fazer uma nova tentativa.

 

 

 

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Halloween (John Carpenter, 1978)

 

 

 

A aura que Michael Mayers carrega é simplesmente do doente mais demoníaco que possa existir. Como um certo personagem diz "ele tem o demônio por trás daqueles olhos". E o Carpenter, em uma das decisões mais acertadas e geniais que eu tenha visto nessa arte, nos obriga a acompanhar justamente por trás desses olhos, por esse poço de insanidade. E quando não estamos literalmente dentro do monstro, notamos sua presença por aquela loucura ofegante que ele exala. Até aquele rosto pálido surgir sutilmente por trás das trevas que o Carpenter cria, tão sutil que parece ser de forma quase poética.

 

 

 

Vai ser difícil arranjar uma ordem pra essa OP no meio das outras OP da filmografia impecável que é a desse cara. É, não tem jeito desse véio me decepcionar.

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CONTRA O TEMPO - 7.5/10 - É uma boa ficção científica que explora viagens no tempo e realidades paralelas através de uma premissa bem simples, mas nunca deixando de ser intrigante e instigante. O roteirista Ben Ripley não faz muitas cerimônias para rapidamente explorar o pretexto da repetição da narrativa, seja descobrindo os mecanismos da bomba ou colocando os personagens fora do trem. Algumas ações paralelas, como a arma, acabam tendo um potencial reduzido, mas não chegam a enfraquecer a evolução da narrativa. Pena que o final é água com açúcar, aquela necessidade de entregar um final feliz para deixar o espectador satisfeito ao final, o que nem sempre é necessário. Ainda assim é um filme acima da média, envolvente, dinâmico e eficiente. Thiago Lucio2011-06-18 13:10:37
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The Last Station. Eu me envolvi muito com a história do final da vida do Tolstoi principalmente pela mecânica objetiva de todas as cenas, pela simplicidade do roteiro e pelo andamento do filme que cria todo uma atmosfera para o clímax comovente. O texto é ótimo assim como o elenco, onde destaco a poderosíssima atuação de Helen Mirren, que consegue ser tudo o que quiser em uma mesma personagem. Talvez a atuação com mais nuances que já vi dela e que me deixou ainda com mais raiva da Academia quando lembro que perdeu pra "rentável sem-talento" da Bullock. Uma eficiente abordagem sobre uma filosofia de vida, algo que anda muito em falta atualmente tanto na ficção quanto na realidade.

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Halloween (John Carpenter' date=' 1978)

 

 

 

A aura que Michael Mayers carrega é simplesmente do doente mais demoníaco que possa existir. Como um certo personagem diz "ele tem o demônio por trás daqueles olhos". E o Carpenter, em uma das decisões mais acertadas e geniais que eu tenha visto nessa arte, nos obriga a acompanhar justamente por trás desses olhos, por esse poço de insanidade. E quando não estamos literalmente dentro do monstro, notamos sua presença por aquela loucura ofegante que ele exala. Até aquele rosto pálido surgir sutilmente por trás das trevas que o Carpenter cria, tão sutil que parece ser de forma quase poética.

 

 

 

Vai ser difícil arranjar uma ordem pra essa OP no meio das outras OP da filmografia impecável que é a desse cara. É, não tem jeito desse véio me decepcionar.[/quote']

 

Só essa cena aí deixa qualquer um sem dormir à noite.

 

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HANNA - 7.5/10 - É muito mais um drama do que propriamente um filme de ação e a eficiência do trabalho de direção de Joe Wright segue esta proposta. Ele até aposta em uma abordagem bem naturalista na condução das sequências de ação e de luta, não existe nenhuma necessidade estética e/ou estilizada para ser atendida, pelo contrário, o que se vê é algo que não merece ser vendido como material de gênero por mais que a premissa estabeleça que Hanna (Saoirse Ronan) é uma super-soldado (vide a fraca sequência de fuga dela do laboratório), logo o enfoque maior está no drama da pesonagem em tentar encontrar seu lugar no mundo. E nem por isso deixamos de considerá-la fria e ágil o bastante para matar por mais jovem que seja, muito em função do eficiente primeiro ato. Sendo assim, torna-se muito mais especial acompanhar a jornada da personagem título, como a sua interação com os personagens que atravessam seu caminho, mas especialmente relacioná-la com o arco dos personagens do seu pai (Erica Bana) e da assassina de sua mãe (Cate Blanchett). E ainda assim existem sequências muito bem conduzidas muito mais pela tensão do que propriamente pela ação, como naquela que acompanha o pai de Hanna sendo cercado no metrô ou quando Hanna está escondida embaixo de uma cama. O uso da trilha sonora oferece um charme estranhamente especial às sequências. Bana e Blanchett são atores competentíssimos, porém aqui o destaque principal é Saoirse Ronan que atinge uma maturidade artística pra lá de reconhecível. Thiago Lucio2011-06-19 08:15:33
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O CASAMENTO DO MEU EX - 6/10 - "O Casamento do Meu Ex" não é a melhor tradução para o original "The Romantics" até porque o filme não explora apenas a premissa premissa da jovem Laura (Katie Holmes) que se torna dama de honra do casamento de sua amiga Lila (Anna Paquin) e do seu ex-namorado Tom (Josh Duhamel). Existem lá as subtramas envolvendo outros 2 casais de amigos que emploram relativamente o mesmo contexto sobre o conceito da felicidade conjugal, até que ponto eles são verdadeiramente felizes em seus relacionamentos, até que ponto faltou ou ainda falta coragem a eles para tomar um novo rumo em suas vidas. Enfim, o roteirista e diretor Galt Niederhoffer até aposta em boa parte da narrativa em uma abordagem madura e complexa que pode ser muito bem sintetizada pela longa e franca conversa entre Laura e Tom na véspera do casamento, porém da metade para o fim, o filme se entrega a uma sucessão de clichês, perde a coragem, enfraquece os personagens, contenta-se com inúmeros lugares comuns, inclusive transformando Lila em uma vilã fria e sádica, se esquivando até mesmo de estabelecer uma solução para os seus conflitos. Nada contra o final em aberto, pelo contrário, porém acaba sendo uma saída fácil. O que mais me surpreendeu no entanto é que Katie Holmes finalmente defende uma personagem com unhas e dentes, demonstrando técnica e muita segurança, carregando a força emocional necessária para transformar Laura em uma mulher sensível, porém de força e de fibra. Belíssima atuação. Josh Duhamel acaba sendo desfavorecido pela falta de atitude que o roteiro concede ao seu personagem. Anna Paquin padece do mesmo mal, não vemos a sua personagem "relaxar" da mesma forma que os demais, porém ela conseguia trazer o seu personagem até o clímax de maneira até serena, mesmo colocando-se como uma figura racional em excesso, ela se mostrava segura e com personalidade, mas ao final sabe-se para quem Niederhoffer estava torcendo e o apelo se perde. Seria uma comédia romântica louvável se não fizesse tanta questão de se sabotar, sendo dando "pesos" diferentes aos personagens, mas especialmente por desperdiçar seu potencial da metade para o fim. Faltou um pouco mais de coragem e atitude.Thiago Lucio2011-06-19 10:41:14
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X-Men: First Class' date=' de Matthew Vaughn - Não curto a série, não dava meio átomo pelo trailer e me surpreendi. Algumas cenas pediam mais violência e teria ficado mais interessante se a estética mergulhasse de vez no retrô. Mesmo assim tá acima da média do PG-13.[/quote']

 

Eu também esperava que o Vaughn fosse mais "Kick-Ass", mas como não dá para o filme ser do jeito que quero... ainda assim ele mandou muito bem, não acho ruim as sequências de ação, elas foram bem conduzidas, só acho que falou A cena... mais ou menos a mesma sensação que tive em "Homem de Ferro". Por isso, a nota ficou a mesma. 8.5/10
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CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU

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"O Sol saiu no meio da noite cantou para mim."

 

"Isso significa alguma coisa. Isso é importante."

 

Este filme - talvez o mais original e evocativo saído da mente de Spielberg - é construído a partir de e fala sobre signos, associações e, em última análise, o próprio escapismo encontrado no cinema.

 

Tal como no posterior E.T., ainda que por causas não exatamente idênticas, o protagonista sobrevive a uma crise familiar e à solidão por meio da busca de algo maior, de uma premente necessidade interior, da fascinação por um elemento fantástico. Cada polegada de celulóide é carregada do DNA autoral de Spielberg.

 

E a conversação musical entre humanos e seus amigáveis visitantes deveria estar no dicionário como definição do adjetivo "genial". Não é à toa que este clássico é um favorito dos ufologistas.

*****/*****

 

 

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