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Palm D'Or 2011 Selection #3

 

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Hara-Kiri - A Morte de um Samurai (Ichimei, Takashi Miike, 2011)

 

 

 

O Takashi Miike é uma figuraça do cinema atual, sua irreverência e insanidade já são bem conhecidas, e dizem ser o mais prolífico em atividade (mais de 80 filmes feitos, em 2 décadas de carreira). Entre os primeiros filmes, a maioria para lançamento em vídeo, há coisas piores que um episódio ruim de Jaspion, como é o caso de "Guarda-Costas Kiba".

 

 

 

Mas a fome de fazer cinema reagiu com a falta de recursos, e ao longo destes anos ele fez filmaços como Audition, Young Thugs - Nostalgia (um dos mais pessoais e autobiográficos), Visitor Q e 13 Assassinos. Nesta filmografia, não há qualquer lógica, cada filme mistura os mais diversos gêneros e técnicas, e o resultado pode ser desastroso, genial, ou as duas coisas.

 

 

 

E neste clima de experimentação, ele fez este aqui, refilmagem de um clássico de 1962. Já tem a fama de ser o primeiro uso do 3D para fins "artísticos" (escolha de palavras bem delicada).

 

 

 

Li que ele tomou certas liberdades na história, o que é sempre bom. No entanto, Ichimei é um grande filme mais pelo tom elegante imposto com a câmera do Miike, aproveitando o 3D para realçar a ambientação do Japão feudal de forma bem lenta e densa. Algumas cenas são de tirar o fôlego pela sua beleza plástica, mostrando que o diretor pode surpreender o expectador por temas bem mais diversos que o sangue derramado e o humor nonsense dos quais estamos acostumados. E aqui ainda há uma rica discussão sobre a honra, que muitas vezes perde o real sentido entre a teoria e a prática.

 

 

 

A minha sessão teve o privilégio de exibir um debate com o próprio Miike via Skype (com tradução simultânea e tudo mais, chique a coisa). Com muita personalidade, ele disse que o fato de Cannes tê-lo "abraçado" em nada vai mudar seu estilo, e os próximos projetos já mostram que o tom soturno não é uma nova fase. Mas apesar de entender a posição dele, discordo quanto a Cannes ser elitista, porque o festival atualmente vem selecionando os mais diversos estilos... Enfim.

 

 

 

Foram 3, faltam 16...

 

trama.jpgStradivarius2011-08-31 15:35:54

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Filhos do Paraíso 
Filmão iraniano q, sob formato de fábula infantil, extrai da simplicidade uma beleza e poesia raras. Na trama, acompanhamos como a vida de dois irmãos pobres vira do avesso qdo um deles perde os sapatos do outro. A partir daí sua rotina se complica qdo precisam reverzar o único par de tênis q possuem, lutando contra o tempo. Emocionante, retrata a pobreza de forma realista com uma estória simples, porém tocante. Ao mesmo tempo, apresenta a cultura iraniana calcada na honestidade/cumplicidade na terra dos aiatolás, algo raro aqui em terras tupiniquins, mesmo com gritante desigualdade social. E tente não se solidarizar com o jovem protagonista ao reparar seu desespero ao saber q pode estar prestes a levar uma surra por perder o calçado da irmãzinha. Cenas antológicas: da conversa “silenciosa” atraves dos cadernos; das bolhas de sabão; da corrida; e da linda sequencia final. Uma infância real, distante e bem diferente da idealizada com bastante açucar, por exemplo, em “Super 8” .

 10/10


 

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O Rei Leão 3D. Depois de ler o post do leomaran, tinha que assistir de novo um dos filmes da minha vida! Realmente, não é nada menos do que perfeito!!! As músicas, a fotografia, os personagens maravilhosamente bem construídos, o significado deles pra história, o texto inacreditavelmente bem escrito...e pra mim, especialmente, a Can You Feel the Love Tonight, que tem um contexto único na minha vida. Além disso tudo, a companhia foi perfeita e o povo da sala onde vi também estava maravilhado!!! O 3D não fez muita diferença, pelo menos não senti. Mas não importa!!! O filme é sensacional e me fez lembrar de muita coisa importante....Não tive como conter as lágrimas!!! Acho que vou amar esse filme pra sempre!!!! 100/10

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O PACIENTE INGLÊS

 

English+Patient.jpg

 

Histórias de amor em meio à guerra podem resultar em tentativas inócuas de levar a plateia às lágrimas (Pearl Harbor, Círculo de Fogo) ou atingir uma dramaticidade tão envolvente que não deixa a dever ao cenário já intenso na qual se desenvolvem (E o Vento Levou). Este oscarizado e hoje nem tão popular épico de Anthony Minghella - que nos deixou cedo demais - pertence ao último time, o dos bensucedidos.

 

O deserto africano é captado de uma maneira tal a evocar mistério e sensualidade - seguindo a linha de Bertolucci em O Céu que Nos Protege, em vez de Lean em Lawrence da Arábia. Entende-se por que levou o Oscar de fotografia. No entanto, evidenciando o controle de Minghella sobre o material, o espetáculo pictório não chega a ofuscar a dor da perda, o peso da culpa e as expectativas do anseio romântico, sentimentos tornados quase palpáveis na tela graças à sensibilidade do trabalho de Juliette Binoche e Ralph Fiennes.

 

****/*****

 

 

 

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O PACIENTE INGLÊS

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Histórias de amor em meio à guerra podem resultar em tentativas inócuas de levar a plateia às lágrimas (Pearl Harbor, Círculo de Fogo) ou atingir uma dramaticidade tão envolvente que não deixa a dever ao cenário já intenso na qual se desenvolvem (E o Vento Levou). Este oscarizado e hoje nem tão popular épico de Anthony Minghella - que nos deixou cedo demais - pertence ao último time, o dos bensucedidos.

O deserto africano é captado de uma maneira tal a evocar mistério e sensualidade - seguindo a linha de Bertolucci em O Céu que Nos Protege, em vez de Lean em Lawrence da Arábia. Entende-se por que levou o Oscar de fotografia. No entanto, evidenciando o controle de Minghella sobre o material, o espetáculo pictório não chega a ofuscar a dor da perda, o peso da culpa e as expectativas do anseio romântico, sentimentos tornados quase palpáveis na tela graças à sensibilidade do trabalho de Juliette Binoche e Ralph Fiennes.

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Esse eu amo bastante e acho tremendamente injustiçado (é, mais uma vez, creio, tem a ver com Oscar, mas nem vou voltar a entrar nesse assunto). Também gosto muito de Kristin Scott Thomas aqui, além dos já citados. E o que são a trilha sonora e a fotografia desse filme?
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Por influência de Thiago Lucio...

 

Uma Coisa Nova (Something New, Sanaa Hamri, EUA, 2006) 2/5

 

O trailer vende uma comédia romântica, mas o que eu vi foi um romance ou drama romântico. O preconceito contra os negros não é negado, até aparece brevemente, enquanto o filme dá a entender que uma coisa não justifica a outra ao mostrá-los discriminando brancos, em atitudes repulsivas. Inverte a situação que estamos acostumados a ver, mas perde a oportunidade de fazer uma reflexão sobre minorias que se voltam contra maiorias. Apenas mostra, de um jeito superficial, um bando de negros bitolados que agem como se pessoas fossem de diferentes espécies por causa da cor. A protagonista, uma mulher negra que despacha um namorado em potencial por ser branco, e depois sabota o namoro pelo mesmo motivo, é chata, séria demais e fresca. Só dá pra simpatizar com ela perto do final, quando vai mudando de opinião. De repente surge um pequeno discurso sobre amor, aceitação e igualdade, transmitindo uma idéia que não precisava ser exposta de forma didática e quase piegas. E no fim todos aparecem exibindo uma nova atitude. Simples assim.

 

 

 

 

Lucyfer2011-09-01 19:21:57

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hahahahaha... se o meu texto influenciou, imagine se eu tivesse escrito somente coisas boas a respeito... rsrsrsrs

 

EM UM MUNDO MELHOR - 9/10 - A diretora Susanne Bier conseguiu mais uma vez. Através de uma drama intimista que mostra a interação entre duas crianças com seus respectivos conflitos familiares, o roteiro lança um olhar sensível, delicado, mas ainda assim sufocante sobre o círculo de ódio que envolve o mundo. Embora ocasionalmente não consiga escapar de um certo didatismo que incomoda, os conflitos dramáticos que enfrentam os personagens adultos, especialmente o pai do garoto que sofre "bullyng", são pontuados por uma carga de complexidade imensa já que precisam lidar com a noção da perda, mas sem deixar de demonstrar para os filhos algum índicio mínimo que seja de que há esperança, mesmo que estejamos em um mundo seco, árido e às vezes infértil. Uma belíssima produção, um trabalho de fotografia evocativo e influente por cores fortes e vivas, uma trilha sonora melancólica pontuando a narrativa apenas ocasionalmente e um elenco homôgeneo nas mãos de uma diretora competente, sensível e tecnicamente peculiar.
Thiago Lucio2011-09-01 20:03:38
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Cracks
Pequena pérola britânica q seria uma versão femenina, mais requintada e delicada de “Sociedade dos Poetas Mortos” com “As Virgens Suicidas”. Nela presenciamos o fuzuê causado num rigoroso colégio femenino qdo ingressa uma nova aluna estrangeira, durante a 2ª Guerra Mundial. A transformação interna das alunas (e da professora) ao longo do filme, causadas pelo baque entre seus costumes, convicções, oportunidades e desilusões, é o q move a pelicula. Ah, e o despertar sexual tb. Otima fotografia e trilha do Javier Navarrete (“Labirinto do Fauno”). Eva Green ta acima da média como a professora-sapata-frustrada; mas o destaque mesmo vai pro elenco de periquetes, do qual destoa de longe a ótima Juno Temple q consegue eclipsar até a Maria Valverde, respectivamentes a “vilã” e “heroína” da fita. Belo filme da filhota do diretor de “Alien” . 9/10

 

122.jpg
Jorge Soto2011-09-02 08:12:25
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Ainda bem que não sou só eu quem não suporta O Paciente Inglês. Além de tudo que já falaram, ainda acho o filme pretensioso demais, extremamente pedante e frio, insosso. A única coisa que vale a pena no filme é a Juliette Binoche, pra variar. Mas to com leomaran e o Thiago Lucio. Um dos filmes mais superestimados que já vi na vida.

Potiche, A Esposa Troféu. Divertida e leve comédia do grande François Ozon (amo esse cara!) que tenta mostrar, com uma premissa pouco utilizada ultimamente, o quanto temos a aprender e evoluir em quaisquer que sejam os momentos da nossa vida. E essa transformação na vida dos personagens se dá por meio da personagem-título, que se vê obrigada a tomar uma posição diante de uma situação limite e mostra que todos têm a capacidade de ser muito mais do que apenas um enfeite, podem ser notados e não simplesmente passarem pela vida. Embora com um ritmo meio decadente nos útlimos trinta minutos (morri de sono!) e com algumas pieguices do texto, tem uma edição bacana, uma trilha linda (a cena entre Deneuve e Depardieu com More Than a Woman de fundo é o máximo!) e um desfecho até surpreendente. O elenco é bem homogêneo com destaque pro carisma e empatia da belíssima Deneuve que, embora não seja uma atriz espetacular, consegue dar vida e humor na medida certa, fazendo com que a gente torça pela personagem até o fim. Não é nenhuma OP mas diverte e entretem suavemente. Mais uma bola dentro do Ozon! 8,0/10 
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Ainda bem que não sou só eu quem não suporta O Paciente Inglês. Além de tudo que já falaram' date=' ainda acho o filme pretensioso demais, extremamente pedante e frio, insosso. A única coisa que vale a pena no filme é a Juliette Binoche, pra variar. Mas to com leomaran e o Thiago Lucio. Um dos filmes mais superestimados que já vi na vida.[/quote']

 

 

 

Talvez não achasse o filme tão ruim se não fizesse a comparação com o valor que deram pra ele e o que o filme realmente merecia. Pra mim, é o mesmo caso do Guerra ao Terror.

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Nem acho O Paciente Inglês tão superestimado assim. Tá, ganhou o Oscar, muitos anos atrás. Por outro lado, não me lembro de tê-lo visto em uma lista de melhores (se internet fosse difundida na época, teria aparecido, certamente, mas não foi o caso). Tem uma nota média no IMDb. Até tem boa aceitação no RT, mas tem que ver que não é tão raro lá filmes terem 100%, então os 83% de O Paciente Inglês não chegam a ser uma aclamação. No fim das contas, acaba sendo mesmo uma questão de que não merecia o Oscar de melhor filme. Ok, vá lá, mas isso pra mim é pouco.

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Filmes sobre pessoas que estão beirando a morte...

 

O Tempo que Resta (Le temps qui reste, François Ozon, França, 2005) 2/5

 

A maior parte do filme é muito clara e enfatiza cores brilhantes. O efeito é bonito, mas é alegre e não combina com a história. As cores quentes ou mortas, predominantes em algumas cenas, funcionam melhor. Romain é um homem jovem e que está bem na vida, até descobrir que não vai viver além de 12 meses. E o que fazer quando ficamos sabendo que nosso futuro foi drasticamente reduzido? O trabalho do ator poderia ser superior, mas ele consegue, sem excessos, expressar tristeza. Os poucos flashbacks da infância, que acontecem com naturalidade e sem melodrama, também ajudam. O problema é faltar na direção algo que teria criado um apego ao personagem, realçado a dor da perda futura e formado o desejo de vê-lo sobreviver. Não deixa de ser um filme triste, mas é de uma tristeza quase indiferente, sem nos dizer que a vida dele não vale nada e que, portanto, nada irá se perder.

 

O próximo provavelmente será Minha Vida Sem Mim, que há algum tempo eu quero rever.

 

 

 

Lucyfer2011-09-02 13:45:56

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Vivendo um Conto de Fadas (If the Shoe Fits, Tom Clegg, EUA, 1990) 3/5

 

Versão da história da Cinderela que se passa no mundo da moda. Kelly, interpretada por Jennifer Grey pós Dirty Dancing, é simpática e desengonçada sem parecer forçada, uma designer cuja carreira não consegue deslanchar e que precisa aprender a se impor. Ela é apaixonada por um estilista famoso e arrogante (e muito confiante em sua heterossexualidade, para usar um colete cheio de lantejoulas e pingentes). Quando Kelly calça um par de sapatos mágicos, não precisa mais de óculos, jóias surgem do nada, seu cabelo é instantaneamente penteado para trás e assim ela vira uma beldade que deslumbra todo mundo com sua beleza e elegância, adota o nome Prudence e não é reconhecida por aqueles que a conhecem. Ela e a amiga aceitam tranquilamente a mágica e não se perguntam como Prudence pode ser uma modelo usando sempre os mesmos sapatos. Até aí tudo bem, porque os disparates são divertidos. O que chateia é a presença de personagens tolos que tentam ser engraçados. São os puxa-sacos rodeando o estilista e as duas colegas de apartamento feias e chatas, mas não prejudicam muito. As roupas bregas e datadas contribuem com a comédia mais do que eles. É uma comédia romântica clichê, simplória e razoavelmente boa. Mais um dos filmes que a Globo exibia na época em que eu não perdia a Sessão da Tarde.

 

 

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Uma vida sem mim é um filme marcante' date=' lembro da época em que o ví, quando foi lançado em dvd. Uma roteiro enxuto e bem conduzido, que me emociona a cada vez que lembro da história. 04 [/quote']

 

"Minha Vida Sem Mim" você deve estar falando. Com certeza, um filme emocionante, entra fácil no meu TOP 5. A minha única ressalva fica por conta do surgimento de uma determinada personagem, não pela sua função, mas pelo seu nome, o que incomoda pela obviedade. 10/10
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Uma vida sem mim é um filme marcante' date=' lembro da época em que o ví, quando foi lançado em dvd. Uma roteiro enxuto e bem conduzido, que me emociona a cada vez que lembro da história. 04 [/quote']

 

"Minha Vida Sem Mim" você deve estar falando. Com certeza, um filme emocionante, entra fácil no meu TOP 5. A minha única ressalva fica por conta do surgimento de uma determinada personagem, não pela sua função, mas pelo seu nome, o que incomoda pela obviedade. 10/10

 

Isso, Minha Vida sem Mim, misturei os títulos!

 

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Onibaba (Kaneto Shindô, Japão, 1964) 5/5

 

 

 

No Japão do século XIV uma guerra está acontecendo, e o filme acompanha

três camponeses que não são parte dela, mas enfrentam suas consequências

e mal conseguem sobreviver. Nós os vemos devorando aves que talvez nem

sejam comumente usadas como alimento, buscando satisfação num sexo sem

floreios e matando para conseguir comida. Para eles é normal matar e

roubar em troca de arroz, provavelmente também roubado, e que vai

alimentar por um tempo o assassino, pois nada é mais importante do que

lutar pela própria sobrevivência. Eles moram em choupanas totalmente

cercadas pela vegetação que cresce no local, e não há praticamente mais

nada. A paisagem monótona e em preto e branco, excepcionalmente bem

filmada, junto com o cotidiano que os camponeses enfrentam, forma uma

existência rude, solitária e tediosa. Eles estão enterrados e esquecidos

no meio de todo aquele junto, que também é um personagem, silencioso a

não ser pelo barulho das folhas ao vento, sinistro e sempre observando. É

como se o lugar fosse maldito, e o filme vai se tornando terror. Cada

vez mais parece que existe algum tipo de ameaça oculta. Até o fim

misterioso e extremamente dramático, envolvendo uma máscara de demônio.

 

 

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Acabei de ver A árvore da Vida, sai do cinema e refleti sobre a intenção do cineasta em mostrar o sentido da vida para o público. Até que conclui que o que ele busca não é mostrar o sentido que a vida tem, mas sim a falta de sentido que a move. A vida segue seu curso, o que Deus dá, Deus tira. Enfim, um belo filme, que merece ser visto sem preocupar-se em entendê-lo, afinal, nem tudo que acontece conosco pode ser entendido, muitas vezes pode ser apenas vivenciado.

 

Nota 9,5

 

 

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MELINDA E MELINDA

 

melinda2.jpg

 

Partindo de uma conversa entre amigos, Woody Allen conta a mesma estória hipotética duas vezes e ao mesmo tempo - uma versão sob viés dramático, a outra com tons cômicos. Assim, ele sugere que os fatos da vida têm mais de uma faceta, dependendo do modo com que você os encara.

 

O elenco tira de letra o material, especialmente Radha Mitchell (como as Melindas). A visão cômica sai perdendo em consistência; o foco acaba caindo sobre o coadjuvante Will Ferrel. A trágica mantém-se centrada em Melinda, e graças ao comprometimento de Mitchell, é a mais convincente.

 

Aprazível, bem bolado, um tanto insípido, o filme faz pensar que Allen é dono de talento de sobra para tornar esse mote peculiar numa obra dez vezes mais intelectualmente desenvolvida e narrativamente envolvente. Mas 'pretensão' deve ser uma palavra inexistente em seu vocabulário hoje em dia.

 

***/*****  

 

 

 

Cremildo2011-09-04 15:00:40

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