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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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HISTÓRIAS CRUZADAS - 4.5/10 - É estranho e frustrante acompanhar que o cinema americano em pleno século XXI ainda é capaz de tratar o racismo' date=' tema que ainda custa caro aos EUA pela herança histórica, de maneira tão artificial e maniqueísta. A diretora e roteirista Tate Taylor na tentativa de resgatar o tema opta pela saída fácil de ilustrar os personagens de maneira estereotipada e caricata já que incapaz de entender a complexidade do tema prefere colocar cada personagem, branco ou negro, com uma função específica para fazer a história funcionar. Ainda assim, o elenco é digno de aplausos, pois por mais rasos que sejam os personagens e por mais apelativos que sejam as situações apresentadas, as atrizes conferem credibilidade. Viola Davis é soberba, transborda emoção em cena; Jessica Chastain e Bryce Dallas Howard se mostram esforçadas e dedicadas, cada qual interpretando uma faceta da branca suburbana, embora sejam vítimas do roteiro; Emma Stone se apresenta de maneira discreta; agora Octavia Spencer é quase que um alívio cômico dentro do filme, só que levado a sério. E o que mais incomoda em um filme desse é que por mais que tente se mostrar como um filme que lança uma luz sobre o racismo, ele parece mais interessado em expor os personagens negros às humilhações e os personagens brancos à própria estupidez como uma forma de chocar e chamar a atenção apenas de maneira gratuita. E é claro que dentro desse cenário haverá de ter aquele personagem redentor que se encarregará de dizer as coisas óbvias e estabelecer a ordem. É um retrato histórico maniqueísta e repetitivo que conta com uma bela produção (chama a atenção pela direção de arte ao ilustrar as casas de brancos e negros assim como a fotografia) e um elenco de bons talentos. Uma pena que ficam a mercê de uma diretora-roteirista que não faz jus ao talento dos demais. [/quote']

 

Thiago, Tate Taylor é homem.

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O Solista' date=' até que é bom filme, o curioso que no final vi a Octavia Spencer (The Help) que aparece no finalzinho em alguns segundos, pelo menos que eu saiba, creditada como "Troubled Woman" e em dois anos indicada ao Oscar, que virada hein...[/quote']

 

 

 

Que vira de vida hein..., Oscar.

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Carnage - o Deus da Carnificina
Filmão do Polanski c/ jeitão teatral calcado principalmente por atuações soberbas. A trama se passa num único cenário, um modesto apê: dois casais se reúnem pra resolver treta entre seus filhos, mas no decorrer do papo suas diferenças afloram e mudam o foco do filme. O q poderia ser monótono e desiteressante é justamente o contrario, pois a tempestade em copo dágua q se forma no decorrer da película – embalada em mta hipocrisia, redundância e preconceito -  se vale de mto humor negro, diálogos afiados e um quarteto de renomados atores inspiradissimos, em especial Jodie Foster, John C Reilly e até a “titânica” Kate Winslet, q mesmo numa cena de “gorfada” desnecessária sai bem na foto. Já Chris Waltz achei o mais fraco de tds, não sei se devido às constantes (e convenientes) interrupções de seu irritante celular, mas ainda assim consegue ser o personagem mais desprezível e folgado do quarteto. Atente pra divertida estória do hamster, q merece um filme a parte. Não é o melhor Polanski (principalmente pelo desfecho apático), mas esta comédia de costumes burguesa ta acima da média. 9/10

 

 

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San Martín: El cruce de Los Andes/Revolucion: El cruce de Los Andes Filme de guerra Argentino' date=' sobre San Martín, sobre a campanha que deu a independência a Argentina, Chile e Peru, um heroi de guerra que lutou por Napoleão, que originou a lenda do cruzamento dos Andes deste bravo herói. Mostra as adversidades que o General enfrentou para dar uma pátria independente para três paises do nosso continente, um bom filme histórico que vale ver se gostarem do gênero e saber da história pouco explorado pelos brasileiros. Trailer legendado:
[/quote']



 

 

angelus, fiquei curioso nesse ai..

onde ce arrumou? dá pra baixar??http://www3.cinemaemcena.com.br/forum/smileys/08.gif" height="17" width="17" align="absmiddle" alt="08" />http://www3.cinemaemcena.com.br/forum/smileys/05.gif" height="17" width="17" align="absmiddle" alt="05" />


Já imaginava, você não é chileno?, sim tem por torrent e legenda, recém saidos do forno

 

caraca, nao to achando...ce pode me passar algum link fiavel por mp, plis???08

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Código Desconhecido (Conde inconnu/Michael Haneke/2000): um Crash
intelectualizado e menos dependente de comoção, explora a
incomunicabilidade em níveis variados - entre classes sociais,
nacionalidades, etnias, familiares na França moderna. Tematicamente
ambicioso, contido, focado - mas sem o punch de Caché. B

Rango (Gore Verbinski/2011):
pode-se torcer o nariz para o desenho dos personagens (exceto o do
titular), mas não para a qualidade por enquanto sem paralelos das
texturas computadorizadas e da criatividade inusitada do conceito a unir
faroeste, animação e um camaleão em crise de identidade. B+

Elisa, Vida Minha (Elisa, Vida Mía/Carlos Saura/1977):
considerado por alguns a obra-prima do mestre espanhol. Prefiro suas
sensuais aventuras no mundo da dança as quais, ao contrário deste drama
estático e desinteressante sobre as mazelas pessoais de pai e filha,
exalam vivacidade e virtuosismo técnico e cênico. C

Silêncio (Chinmoku/Masahiro Shinoda/1971):
quais as consequências trazidas para o povo japonês - tanto camponeses
quanto governadores - em face do "presente indesejado" dos jesuítas a
uma nação já praticante de uma fé, a budista? Morte e intranquilidade - para os padres, inclusive. A visão de Shinoda é seca e árdua. B

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Medianeras
Deliciosa produção da terra do Maradona q pode ser definida como um “500 Dias com Ela” portenho, porém mto mais simpática, inteligente e próxima da realidade tupiniquim. Nele acompanhamos os encontros virtuais e desencontros reais dos vizinhos q desconhecem um ao outro - o webdesigner (e nerd) Martin e da vitrinista Mariana - mas q tds sabemos como td vai terminar, praxe em qq comédia romântica. O diferencial é justamente o formato, completamente estiloso e apaixonante, deste ensaio das formas de nocautear a solidão q não cai na pieguice do gênero. O casal principal destila carisma, charme e química incrivel, aliado a um olhar critico da capital portenha  (desconsidere o subtítulo desnecessário q ganhou aqui, “Buenos Aires na Era do Amor Virtual” ), trazem novo frescor ao gênero. Repleto de referencias pop,  há uma frase a destacar q resume o filme: “Há algo mais desolador no século 21 que não ter nenhum e-mail na caixa de entrada?”. Impossivel não se identificar tb no livrinho do Wally da protagonista. 10/10

 

 

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Jorge Soto2012-02-28 16:13:30

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A Estrada (The Road/John Hillcoat/2009):
o pós-apocalipse retratado com um viés de intimidade entre pai e filho,
narrado por um diretor sem interesse em tornar a sobrevivência no fim
do mundo uma montanha-russa excitante. Monocromático, feio, melancólico e
por vezes chocante. B

Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan/1982):
trekkies devem detectar ligações, revelações ou reviravoltas de
interesse e se empolgar com os eventos decorridos, investir-se nos
dilemas dos personagens. Para quem não vive nesse universo, o tédio
poderá ser fatal. C

O Último Exorcismo (The Last Exorcism/Daniel Stamm/2010):
a dúvida persiste até logo antes do desfecho - a garota apenas sofre de
distúrbios psíquicos, é abusada pelo pai ou está, de fato, possuída por
um demônio? Com um pé firme no ceticismo e no realismo durante boa
parte do tempo, o suspense se alimenta da incerteza e torna a conclusão
impactante. B+

Roleta Chinesa (R.W. Fassbinder/1976):
o jogo de câmeras de diretor, notou um ensaísta, lembra os movimentos
de uma roleta russa, alternando o seu ponto de interesse como se mirasse
tal qual uma arma para os personagens. Verdades ocultadas vêm a tona
para causar sofrimento entre amantes, casais, pais e filhos. B



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O Último Exorcismo (The Last Exorcism/Daniel Stamm/2010):

a dúvida persiste até logo antes do desfecho - a garota apenas sofre de

distúrbios psíquicos' date=' é abusada pelo pai ou está, de fato, possuída por

um demônio? Com um pé firme no ceticismo e no realismo durante boa

parte do tempo, o suspense se alimenta da incerteza e torna a conclusão

impactante. B+[/quote']

 

Viu o Exorcismo de Emily Rose? É bem melhor que esse.

 

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O Homem de Palha (The Wicker Man, 1973 - Robin Hardy) - Esse filme estava há meses no meu HD esperando o momento certo de assistí-lo. Basta dizer que, assim que terminei de ver o filme, fui correndo acessar o site da amazon para comprá-lo em Blu-Ray (infelizmente, não achei o Blu-Ray, me contentando com o DVD mesmo). A construção da atmosfera de estranheza e isolamento, junto com o embate religioso entre o policial e os habitantes da ilha (em especial o Lord Summerisle, interpretado brilhantemente por Christopher Lee), somado com a última terça árte do filme, fazem desse filme uma experiência única dentro do gênero. Fácil, fácil top 10 da década para mim.

 

 

 

Nota - 10/10

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Amantes (Love Streams/John Cassavetes/1984): para a personagem mentalmente instável de Gena Rowlands,

o amor é como uma correnteza, contínuo. A tragédia é que, para seu

ex-marido e a filha pubescente, não. Seu irmão, escritor alcoólatra,

parece incapaz de nutrir esse sentimento por qualquer um. O trunfo de

Cassavetes é sustentar uma ilusão de realismo - de vidas,

relacionamentos e temperamentos - superior à da maioria dos outros

cineastas.  B+

 

Robin Hood (Ridley Scott/2011): Roger Ebert

torceu o nariz para a seriedade do tom e a ausência de artificialismo

visual desta versão, em contraste com a fantasia colorida, leve e

ligeira do clássico estrelado por Errol Flynn. Ora, os tempos mudaram, a

mentalidade do público também. Mesmo épicos escapistas de apelo juvenil

como O Senhor dos Anéis e Harry Potter se embrenham por caminhos

sombrios. Scott é um cineasta voltado para adultos. Sua visão da lenda é

empolgante e espetacular. B+

 

 

 

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A Better Life
Produção tocante e comovente q passou desapercebida aqui, mas teve seu ator principal concorrendo ao Oscar merecidamente. Nele acompanhamos a dura vida de um jardineiro (e imigrante ilegal) de bacanas em Los Angeles q entre um trampo e outro se empenha em educar o filho e mantê-lo longe das gangues. Conduzido na mesma cadencia de "À Procura da Felicidade" com um quê de “O Visitante” , simpatizamos com as desventuras deste mexicano integro e de boa indole, inclusive nos momentos de sofrimento e tristeza. Os clichês estão ai aos montes, claro, mas a estupenda atuação do desconhecido latino Demián Bichir faz diferença e não deve em nada à do Clooney ou Dejardan. Apesar de alguns assuntos tocados de forma superficial, este drama simples e sensível sobre imigração cumpre seu objetivo, embora sua produção seja modesta. Impossivel não ficar revoltado na cena em q “passam a perna” no personagem principal, após este conseguir td com mto sofrimento. Mas é a partir dali q a relação (precária ate então) da família Galindo é q começa a entrar nos eixos, em tds os sentidos. Afinal, é nas dificuldades q nos aproximamos mais uns dos outros. Ah, prepare o lenço pro diálogo final. 9/10

 

 

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Jorge Soto2012-02-29 13:11:38

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Diario de um Jornalista Bêbado 

Bocejante produção q tá mais pra filho bastardo de “Medo & Delirio em Las Vegas” q “biografia” do jornalista-freela-beatnick Paul Kemp, q larga td pra trampar num falido jornal nos cafundós de Porto Rico, onde seus vicios por birita, tóchicos e mulé irão se confrontar com os interesses do manda-chuva local. Com um elenco de luxo (Amber Heard, Aaron Eckhart, Richard Jenkins, Giovanni Ribisi, etc) desperdiçado num cenário caribenho paradisiaco, o filme é longo, confuso, incoerente, desconexo, chato e sem-graça, apesar dos traquejos e maneirismos habituais do alucinado “Jack Sparrow” Depp no papel principal, única coisa decente no filme. E olhe lá, pq começa como comédia e termina feito dramalhão q não se resolve, sem falar num romance enfadonho e desnecessário. Salvo alguns poucos momentos hilariantes no geral o saldo é negativo e entediante. 6/10

 

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Cabo do Medo (Cape Fear/Martin Scorsese/1991): Hitchcock via De Palma via Scorsese - embora a energia permaneça palpavelmente scorseseana. Um thriller
de vingança ao mesmo tempo excessivo e artificial, cujas descargas
elétricas de horror penetram direto na cabeça do espectador. O plot
aparenta simplicidade, mas pode ser lido como um alerta moral sobre os
efeitos tortuosos advindos da justiça feita com as próprias mãos. B+

O Homem Urso (Grizzly Man/Werner Herzog/2005): sobre Timothy Treadwell,
Herzog nos induz a questionamentos como: ele se isolava para de fato
proteger seus queridos ursos ou para fugir de uma sociedade na qual ele
não se adequava? Estava inconscientemente buscando a sua autodestruição?
Por que suas gravações assumiam mais a característica de tristes
confessionários do que documentos instrutivos? Sua presença era mesmo
necessária na reserva para a qual se retirou, na qual se abrigou durante
13 verões e onde foi devorado vivo pelos seus objetos de estudo? B

Skyline - A Invasão (Skyline/2010): um amálgama tosco de Independence Day e Guerra dos Mundos, com uma pitada de Tropas Estelares.
Havia potencial para ser mais divertido caso os atores não fossem
fracos e o enredo se focasse em outros elementos além dos triviais e
desinteressantes dilemas amorosos entre os personagens insignificantes -
afinal, quem se importa com eles? Além disso, a encenação é paupérrima. C



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         Jurassic Park 3

 
Tinha a esperança que revendo o filme depois de tanto tempo ele melhorasse no meu conceito. Esforço inutil.
Sério, não sei como tem gente que prefere esse filme ao Mundo Perdido. Tá, o segundo filme não é lá grandes maravilhas, mas é infinitamente mais eficiente que esse.
Ao invés de escaralem novamente o Sam Neill, deveriam ter convidado o Will Ferrel, que é mais a cara desse filme!
Vamos lá...
 
A premissa e o enredo: Repeteco dos primeiros 15 minutos do Mundo Perdido, sem acrescentar nada de interessante. História mais sem graça, e sem desenvolvimento. Uma equipe de resgate buscando a saída da ilha já vimos isso antes.
 
Personagens: Os mais aborrecidos o possível. Aliás tentam ser engraçados, mas acabam ficando deslocados da situação, tirando toda a tensão das cenas. Na verdade o casal são dois patetas fazendo atrapalhadas na ilha. Estilo Férias Frustradas com Dinossauros.
 
Mas e as cenas de ação? Outra piada. Tudo gira em torno de um telefone celular que acaba na barriga do dinossauro depois que ess come uma pessoa que carregava o aparelho (???). E depois ele fica tocando na barriga do dinossauro enquanto ele anda para cima e para baixo atrás das pessoas, igual ao sino no pescoço de uma vaquinha.
Não estou nem reclamando de isso ser verossímil ou não. Num filme de dinossauros isso é pedir demais. Mas estou falando do conceito, que beira o pastelão. E pior ainda quando os protagonistas mergulham nas fezes do dinossauro atrás do celular, que é o único meio de sair da ilha (!!!). E o clímax do filme? Os sobreviventes tentando pegar o celular enquanto ele escorrega de um lado para o outro no convés, e do outro lado da linha um bebê sem nem ter noção do que está acontecendo. Ironia ou não, mais um ponto para a piada.
 
Qual o grande feito do filme? Mostrar um monstro maior, mais mau e mais feio! Um filme todo feito só para mostrar que a equipe técnica consegue criar um dinossauro muito maior e mais perigoso que o T-Rex. E para mostrar isso, como se não bastasse o bicho em si mesmo, colocam um lutando contra o outro, no maior estilo dos documentários de segunda categoria do Discovery Channel, de "Quem vence a luta? O meu bicho é melhor e acaba com o seu!"
 
E crédito especial para o sonho do Alan Grant com um Raptor conversando com ele. Uma pequena piada entre tantas.
 
Enfim, um filme completamente amador. Como falei, o Mundo Perdido não é uma obra prima, e tem lá seus momentos vergonhosos. Mas só a sequência do trailer à beira do abismo deixa esse filme inteiro no chinelo. O Spielberg mesmo no automático, dá um banho na ação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conan o bárbaro2012-03-01 12:53:55

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Las Acacias
Tocante e sensível “road-movie” minimalista portenho sob formato de fábula seca e crua, q ao longo da projeção torna-se doce e delicada. Nele, acompanhamos a transformação sutil q sofre um arisco caminhoneiro em trânsito do Paraguay até Buenos Aires q, a contragosto, tem como carona uma jovem mãe solteira (de origem indígena) e seu bebê de 5 meses. Com basicamente um único cenário (a boléia do velho Scania) e três personagens, a simplória produção se vale de mta metáfora pra gerir a evolução da relação emotiva do trio, q consegue ser humanamente plausível por conta de estupendas  e sinceras atuações. Mas o destaque mesmo vai pra bochechuda bebezinha Nayra Calle Mamani, cuja surpreendente e expressiva performance (inconsciente, claro!) deixa mto ator global no chinelo! Tal qual como o ótimo “Histórias Minimas” , esta película é uma proposta alternativa e simples, sem trilha sonora e econômica em diálogos, mas com um valor de imagens incrível q tem como testemunha as estupendas paisagens do “Chaco” argentino. E como td viajem, pernada ou travessia, a jornada resulta sempre mto mais profunda e terna q o simples deslocamento de um canto pro outro. 9,5/10
 

 

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Os Intocaveis, Dir: Brain De Palma (1987)

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Versão estilizada e cheia de suspense do mestre De Palma no auge da carreira que emprega todo o seu talento neste filme policial  violento e dinamico, usando um joven Kevin Costner/Elliot Ness honesto mas inocente demais para prender o gansgter  Al Capone (Robert De Niro exagerado) então resolve montar uma força tarefa com ajuda do velho John Malone (Sean Conery) que serve de mentor e guia para o grupo no submundo de corrupção e traições,bela trilha sonora do genial Ennio Morricone e direção perfeita e mortes cinematograficas.

 

 

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Deliciosa produção da terra do Maradona q pode ser definida como um “500 Dias com Ela” portenho' date=' porém mto mais simpática, inteligente e próxima da realidade tupiniquim. Nele acompanhamos os encontros virtuais e desencontros reais dos vizinhos q desconhecem um ao outro - o webdesigner (e nerd) Martin e da vitrinista Mariana - mas q tds sabemos como td vai terminar, praxe em qq comédia romântica. O diferencial é justamente o formato, completamente estiloso e apaixonante, deste ensaio das formas de nocautear a solidão q não cai na pieguice do gênero. O casal principal destila carisma, charme e química incrivel, aliado a um olhar critico da capital portenha  (desconsidere o subtítulo desnecessário q ganhou aqui, “Buenos Aires na Era do Amor Virtual” ), trazem novo frescor ao gênero. Repleto de referencias pop,  há uma frase a destacar q resume o filme: “Há algo mais desolador no século 21 que não ter nenhum e-mail na caixa de entrada?”. Impossivel não se identificar tb no livrinho do Wally da protagonista. 10/10 [/quote']

Acabei de assitir a esse, e é realmente muito bom. Apesar de ser mais facilmente classificado como romance, acho que é o tom dramático e triste que domina o filme - e a vida daqueles personagens. Me lembrou bastante Mary e Max (outro filme que também foca em duas pessoas desconhecidas e suas tristes histórias, passado e presente. E, apesar de toda a melancolia, não deixa de ser um filme bem otimista.

 

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TÃO FORTE, TÃO PERTO - 4.5/10 - Existe um sério problema na definição do perfil do personagem central deste drama dirigido pelo competente Stephen Daldry, baseado na obra de Jonathan Safran Foer (“A Vida é Iluminada”). Trata-se de Oskar (Thomas Horn), uma criança que ao mesmo tempo que é capaz de se envolver em brincadeiras ingênuas e lúdicas com o pai (Hanks) também ofende, mente, sabe ser cruel com a mãe (Sandra Bullock) e tem uma série de fobias. Ou seja, é muito mais um personagem literário excêntrico e esquisito que ganha vida no cinema do que propriamente uma criança reconhecível. Ainda assim a estranheza que faz parte do personagem central, assim como o tom do próprio filme, é o que anula, parcialmente, o maniqueísmo e o pieguismo da narrativa que ilustra a jornada desta criança que tenta se “reerguer” após a morte do pai por causa dos atentados de 11 de setembro de 2011. Aliás, o filme tenta ilustrar este sentimento de luto e comoção americano em seu pano de fundo e de certa forma até homenageia os nova-iorquinos através dos diversos personagens que Oskar encontra ao longo de sua busca. O roteirista Eric Roth tenta ilustrar uma série de características do personagem, mas ele se mantém uma incógnita do início ao fim, logo não compartilhamos totalmente do seu drama, pois ele se torna insuportavelmente chato em boa parte do tempo. Ao mesmo tempo a aventura apresenta uma série de situações pouco criativas, o que compromete o ritmo da narrativa, sendo que a participação mais marcante acaba sendo do personagem mudo, interpretado por Max Von Sydow, cujo segredo, no entanto, é totalmente artificial. Daldry compõe alguns planos de inquestionável beleza estética, quando analisados individualmente, mas os melhores momentos de sincronia entre roteiro e direção ficam a cargo da passagem em que Oskar resume até ali a sua jornada para um determinado personagem e em outro que ele discursa enquanto persegue um táxi, o que é muito pouco. O filme apresenta uma série de falhas, especialmente por não conseguir fazer com que o personagem central seja carismático e/ou interessante por causa de suas particularidades e excentricidades, da sua articulação pouco comum e do seu comportamento nada ortodoxo. É quase um adulto melancólico no corpo de uma criança. Não deixa de ser um corajoso trabalho do jovem Thomas Horn, mas é uma atuação pra lá de problemática. Nunca tinha visto Sandra Bullock em uma atuação dramática tão vulnerável, mas ela se sai relativamente bem, apesar do roteiro quase ignorar sua personagem em boa parte da narrativa e justificar de maneira pouco convincente, inclusive enfraquecendo-a. Tom Hanks tinha tudo para roubar a cena, mas está extremamente canastrão em uma atuação pouco memorável (“dar de ombros” não é o seu forte). “Tão Forte, Tão Perto” é um filme pesado e melancólico, mas não de forma elogiosa já que a parceria entre Stephen Daldry e o roteirista Eric Roth não funciona e o potencial da premissa fica desperdiçado. Pelo menos, eles despertaram a minha curiosidade em conhecer a obra original.Thiago Lucio2012-03-01 22:01:32

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A Guerra está Declarada

Interessante “docu-drama” francês do naipe de “Óleo de Lorenzo” , porem mto superior e bem mais original q este. Jovem casal, oportunamente chamado de Romeo & Juliette, passa via crucis similar à de “Eduardo & Mônica” (da canção homônima do Legião) ao lidar com o penoso tratamento do filho, q sofre de câncer; isso muda não somente sua rotina radicalmente como vai testar o amor entre ambos. O diferencial e gde trunfo deste “filme de doença” é q é levado sem o sentimentalismo piegas e sensacionalista do gênero, e sim tocado de forma documental, quase realista, q faz com q partilhemos tanto dos anseios e frustrações dos personagens como se fossem parentes ou amigos próximos, ou seja, mais humanos. Apesar de alguns recursos pop estilosos desnecessários, os melhores momentos são as longas conversas com o médico, q aludem facilmente ao inicio do iraniano “A Separação” . Atente pra eclética trilha sonora, inclusive com baladas tupiniquins, e pra sincera interpretação e quimica do casal principal. 9/10
 

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Medianeras
Deliciosa produção da terra do Maradona q pode ser definida como um “500 Dias com Ela” portenho' date=' porém mto mais simpática, inteligente e próxima da realidade tupiniquim. Nele acompanhamos os encontros virtuais e desencontros reais dos vizinhos q desconhecem um ao outro - o webdesigner (e nerd) Martin e da vitrinista Mariana - mas q tds sabemos como td vai terminar, praxe em qq comédia romântica. O diferencial é justamente o formato, completamente estiloso e apaixonante, deste ensaio das formas de nocautear a solidão q não cai na pieguice do gênero. O casal principal destila carisma, charme e química incrivel, aliado a um olhar critico da capital portenha  (desconsidere o subtítulo desnecessário q ganhou aqui, “Buenos Aires na Era do Amor Virtual” ), trazem novo frescor ao gênero. Repleto de referencias pop,  há uma frase a destacar q resume o filme: “Há algo mais desolador no século 21 que não ter nenhum e-mail na caixa de entrada?”. Impossivel não se identificar tb no livrinho do Wally da protagonista. 10/10 [/quote']
Acabei de assitir a esse, e é realmente muito bom. Apesar de ser mais facilmente classificado como romance, acho que é o tom dramático e triste que domina o filme - e a vida daqueles personagens. Me lembrou bastante Mary e Max (outro filme que também foca em duas pessoas desconhecidas e suas tristes histórias, passado e presente. E, apesar de toda a melancolia, não deixa de ser um filme bem otimista.
 

 

pois é, felipao...mas a producao argentina se diferencia pq tb faz de Buenos Aires um terceiro personagem... alias, a relacao q a capital portenha (sua arquitetura, principalmente) aliada ao desenvolvimento tecnologico q dao o tom melancolico do filme... qq semelhanca com Woody Allen sera mera coincidencia..03 recomende pra Livia, pois é a cara dela..

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Imortais (Immortals/Tarsem Singh/2011): feito à imagem e semelhança de outro embuste - 300, de Zack Snyder
-, este épico estufado de efeitos e violência mata a noção de
entretenimento escapista. Tudo se resume a uma sucessão de imagens feias
concatenadas sem ritmo. Henry Cavill convence como
herói, mas a ele e o restante do elenco foram dadas apenas platitudes
piegas para recitar. Desagradável de se ver e ouvir (a mixagem ressalta
em demasia as batalhas, deixando-as ensurdecedoras), haveria algo a se
admirar, como o olho do diretor para a cenografia e os figurinos
exóticos, caso a fotografia não fosse impossivelmente enegrecida. C

O Vencedor (The Fighter/David O. Russell/2010): no lugar de uma biografia solene, o retrato hiperativo e observador de uma família, digamos, exuberante.
Contornando a rota típica dessa vertente cinematográfica, Russell
confere peso a caráteres, temperamentos, personalidades e dinâmicas
interpessoais em detrimento de simplesmente avançar do ponto A ao ponto B
na história. Torna as vidas de gente comum - interpretada por atores em
estado de graça - um programa carregado de vitalidade e sensibilidade para com as idiossincrasias humanas tanto individual quanto coletivamente. A-

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Post Mortem
Simplória e impressionante produção chilena q, sob formato de conto de horror econômico em diálogos, é uma melancólica metáfora política (quase) do naipe do “Labirinto do Fauno” e “Brazil”.  Nela, acompanhamos as desventuras do amor platônico (com uma comunista) de um alienado funcionário público do IML de Santiago durante o golpe militar, aquele q depôs o presidente Salvador Allende em 1973. O momento visto sob os olhos míopes e zumbificados do apático personagem principal (o ótimo Alfredo Castro) chegam a causar repulsa e asco, tal qual “Tony Manero” , e a direção de fotografia está de parabéns por nos transportar àquela época. De tantas cenas antológicas, a melhor disparada é a da cínica autopsia do presidente deposto, além daquelas (totalmente surreais) em q cadáveres começam a se empilhar exponencialmente nos corredores do edifício, aumentando o “serviço” do personagem principal.  Um filme q nao sera palatavel pra tds os estomagos. 9/10

 

post-mortem-movie-poster-2010-1020745429.jpg
Jorge Soto2012-03-02 16:55:54

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pois é' date=' felipao...mas a producao argentina se diferencia pq tb faz de Buenos Aires um terceiro personagem... alias, a relacao q a capital portenha (sua arquitetura, principalmente) aliada ao desenvolvimento tecnologico q dao o tom melancolico do filme... qq semelhanca com Woody Allen sera mera coincidencia..03 recomende pra Livia, pois é a cara dela..[/quote']

Quem é Livia?

 

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A Better Life

Produção tocante e comovente q passou desapercebida aqui' date=' mas teve seu ator principal concorrendo ao Oscar merecidamente. Nele acompanhamos a dura vida de um jardineiro (e imigrante ilegal) de bacanas em Los Angeles q entre um trampo e outro se empenha em educar o filho e mantê-lo longe das gangues. Conduzido na mesma cadencia de "À Procura da Felicidade" com um quê de “O Visitante” , simpatizamos com as desventuras deste mexicano integro e de boa indole, inclusive nos momentos de sofrimento e tristeza. Os clichês estão ai aos montes, claro, mas a estupenda atuação do desconhecido latino Demián Bichir faz diferença e não deve em nada à do Clooney ou Dejardan. Apesar de alguns assuntos tocados de forma superficial, este drama simples e sensível sobre imigração cumpre seu objetivo, embora sua produção seja modesta. Impossivel não ficar revoltado na cena em q “passam a perna” no personagem principal, após este conseguir td com mto sofrimento. Mas é a partir dali q a relação (precária ate então) da família Galindo é q começa a entrar nos eixos, em tds os sentidos. Afinal, é nas dificuldades q nos aproximamos mais uns dos outros. Ah, prepare o lenço pro diálogo final. 9/10

 

 

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Tb vi esse.

É estranho, paradoxal como a vida dos imigrantes ilegais parece dura, cheia de privações além do medo de ser pego e deportado e ainda assim eles insistem em atravessar a fronteira.

Fico pensando se viver no pprio país  seria tão pior assim...

 

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