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Forum Cinema em Cena

O Que Você Anda Vendo e Comentando?


Tensor
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Só este ano, acho que foram produzidos uns 3 filmes argentinos com este tema.

 

Nesse "Cativa" fica bem evidente como a situação  é confusa e dolorosa  p/ a pessoa que descobre sua real identidade, nesse caso.

Fica  entre a fidelidade a sua família de origem e a família que tu supunha como sua desde sempre!

 

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Sous+Le+Sable+9.bmp

 

Sob a Areia (Sous le sable, François Ozon, França, 2000)

 

É meu segundo filme de François Ozon e os dois têm muito em comum. São praticamente de um único personagem, que confronta um vazio na própria vida após um evento trágico. Ambos deixam uma pergunta de difícil resposta. No caso de Sob a Areia: e se uma pessoa que você ama desaparecesse deixando a dúvida sobre o que aconteceu? A esposa que perdeu o marido entra numa ilusão que é lamentável para quem vê, mas é um consolo para ela enquanto consegue mantê-la. A incerteza é angustiante. Entre fantasias, dúvidas e esperança, ela passa pela vida sem definir um caminho que aponte para aceitação da realidade e superação. O filme deve ser visto até o último segundo dos créditos finais, por causa da música triste que vale a pena ouvir.

 

 

 

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Young_Adult_080.jpg

 

 

Beleza' date='

fama, dinheiro, tudo o que supostamente faria uma pessoa feliz... supostamente.

Não

funcionou com Mavis que insatisfeita aposta suas chance de felicidade em um

antigo namorado da adolescência e o fato deste ser casado e ter filhos é visto

imaturamente como um mero detalhe.

 

Tem-se a

impressão de um filme com história fraca mas com fortes atuações, no entanto

Mavis é um personagem bem interessante.

 

Estranho

que o filme seja considerado comédia think.gif

 

Young Adult” – (Jason Reitman) –

7,0/10,0

 

[/quote']

 

Filminho simplezinho e bão demais! O que levante ele muito acima da média é exatamente o que faz, no final, com essa personagem odiosa , detestável.

Diablo Cody3d17

 

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Acabei de assistir Jogos Vorazes, e tenho que admitir que o filme me supreendeu, e muito. Achei que nunca mais iria sentir a sensação que tive aos 12 anos quando fui ao cinema para ver A sociedade do anel. Não estou fazendo nenhuma comparação com o Senhor dos Anéis, apenas estou afirmando que Jogos Vorazes passa a mesma expectativa de estar vivenciando um grande evento, o filme consegue prender a atenção de maneira simples e eficiente, fazendo que o expectador torça pelos protagonistas do filme como se fosse ele mesmo. Enfim, um ótimo início de franquia, já que previsões apontam recordes de bilheteria para o filme nesse fim de semana no mundo todo. Os livros ainda não li, mas que estou tentado à começar!

 

Nota: 8,5/10,0

 

 

 

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350xadaptacion_cinemania_conlogoyfecha_dcha.jpg

 

 

 

Todo lo que tú quieras 2010 - (tudo o que quiser)

 

 

 

Filme espanhol, drama de cortar um pouco o coração, sobre um casal e uma filha, a mulher morre numa epilepsia e deixa o marido com a filha de 4 anos.

 

A frase do filme é mais ou menos assim, "Até onde um pai chegaria pela felicidade da filha", é do mesmo gênero do "À Procura da Felicidade", neste caso um relacionamento entre pai e filha, o ponto central do filme, que pela ausência da mãe e uma menina sentida pelo acontecimento, o pai chega a se transformar em mulher para cobrir na menina, a perda da mãe ou pelo menos amenizar a dor, o pai um advogado e durão que era meio homofóbico chega a quase perder sua identidade.

 

 

 

Trailer legendado

 

 

 

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Acabei de assistir Jogos Vorazes' date=' e tenho que admitir que o filme me supreendeu, e muito. Achei que nunca mais iria sentir a sensação que tive aos 12 anos quando fui ao cinema para ver A sociedade do anel. Não estou fazendo nenhuma comparação com o Senhor dos Anéis, apenas estou afirmando que Jogos Vorazes passa a mesma expectativa de estar vivenciando um grande evento, o filme consegue prender a atenção de maneira simples e eficiente, fazendo que o expectador torça pelos protagonistas do filme como se fosse ele mesmo. Enfim, um ótimo início de franquia, já que previsões apontam recordes de bilheteria para o filme nesse fim de semana no mundo todo. Os livros ainda não li, mas que estou tentado à começar!

 

Nota: 8,5/10,0

 

 

[/quote']

Também assisti a Jogos Vorazes e achei muito bom. Não é um filme perfeito, mas é algo realmente muito interessante, passa mesmo essa ideia de se tratar de um grande evento. É tenso, instigante, sombrio e, acima de tudo, entertaining. 4,5/5

 

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Lucinha' date=' do Ozon procure assistir os ultimos filmes dele, mto bons... O Refugio, Ricky e Potiche..[/quote']

Na lista de espera do uTorrent tem O Refúgio e Potiche. Eu tenho curiosidade de ver também Swimming Pool. Meu primeiro filme dele foi O Tempo que Resta, que não me agradou tanto, mas resolvi dar mais uma chance.

 

 

 

Cativa

Drama  político argentino bacaninha q trata de forma comovente e sensivel sobre os filhos apropriados ilegalmente durante a ditadura.

Nele' date=' acompanhamos a descoberta da verdade atraves do olhar da

protagonista principal, a Cristina-Sofia, espécie de Jason Bourne

portenha q despiroca ao descobrir sua vida fictícia - tal qual um

pesadelo kafkafiano - com pais adotivos. Daí deve se acostumar à nova

realidade numa boa, agregando mais um incômodo ingrediente ao ritual de

passagem da infância à adolescencia. A estupenda e desconhecida

periguete Barbara Lombardo brilha no papel-titulo, assim como sua

amiguinha testuda-revolucionaria, sem contar o elenco de apoio. As

constantes cenas da Copa de 78 mostram q a realidadade da época era

devidamente anestesiada pela nossa paixão nacional. A produção é simples

o q confere quase um quê de amador à película, mas q se destaca pelo

tema abordado. Valeu pela dica, Jujubis! 9/10

[/quote']

 

Lembrei de A História Oficial, um filme argentino

sobre uma mulher que conseguiu uma filha assim, e depois a consciência

começa e pesar e ela começa a se perguntar sobre a origem da menina. Não

consegui terminar de assistir, mas acho que o problema foi mais do meu

estado no momento do que do filme.

 

Lucyfer2012-03-25 04:41:17

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π (Pi) - 7.5/10 - É um filme, uma viagem um tanto quanto experimental do diretor e co-roteirista Darren Aronofsky sobre um gênio da Matemática (Sean Gullette, ótimo) que tem uma absurda obsessão pelos números e trabalha na Bolsa de Valores e que acaba sendo envolvido numa conspiração que pode lhe causar a sua própria sanidade. Belissimamente fotogrado em preto e branco e contando com os trabalhos de montagem e da crueza da trilha sonora de Clint Mansell para construir o clima paranóico do filme (e da própria condição psicológica do personagem), Aronofsky inicialmente está muito mais interessado em confundir do que explicar, logo a estranheza chama a atenção pra si já que não existe a mínima intenção de esclarecer as motivações de um personagem que crê que os mistérios da vida e do universo estão diretamente ligados à Matemática e que através dos números, tudo se explica. Quando mais bizarro, melhor. Ainda assim é possível se sensibilizar com o arco dramático do personagem, especialmente porque o maior mérito da narrativa são os questionamentos propostos e não necessariamente a maneira como são apresentados, ou seja, quando vemos 2 personagens discutindo sobre números, muito mais do que legitimar o argumento, a virtude está em ilustrar a obsessão humana em buscar explicações racionais para algo que não é possível entender até mesmo para um gênio da Matemática. Economicamente filosófico, Aronofsky consegue fazer um filme eficiente, embora irregular e confuso, no bom e mal sentido, valendo pela experiência que proporciona.

Thiago Lucio2012-03-25 08:13:03
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Lembrei de A História Oficial' date=' um filme argentino

 

sobre uma mulher que conseguiu uma filha assim, e depois a consciência

 

começa e pesar e ela começa a se perguntar sobre a origem da menina. Não

 

consegui terminar de assistir, mas acho que o problema foi mais do meu

 

estado no momento do que do filme.

 

[/quote']

 

 

 

Não gostei muito de A História Oficial quando assisti, não lembro exatamente porque. Um dos motivos, se não me engano, é que o filme era altamente monótono.

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Lembrei de A História Oficial' date=' um filme argentino

 

sobre uma mulher que conseguiu uma filha assim, e depois a consciência

 

começa e pesar e ela começa a se perguntar sobre a origem da menina. Não

 

consegui terminar de assistir, mas acho que o problema foi mais do meu

 

estado no momento do que do filme.

[/quote']

 

 

 

Não gostei muito de A História Oficial quando assisti, não lembro exatamente porque. Um dos motivos, se não me engano, é que o filme era altamente monótono.

Foi no mínimo um pouco monótono. Mas Tokyo Sonata também foi, e a experiência acabou sendo mais positiva do que negativa. Só tentando novamente pra firmar uma opinião sobre A História Oficial.

 

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Last-Year-at-Marienbad-DVD.jpg

 

O Ano Passado em Marienbad (L'année dernière à Marienbad, Alain Resnais, França, 1961)

 

Um casal se reencontra, e enquanto o homem percorre as lembranças em discursos melancólicos, a mulher, claramente angustiada, nega que já estiveram juntos. É na esquisitice que o filme se ampara. Não só o relacionamento deles é estranho e permanece envolvido em mistério, como a história parece acontecer num mundo irreal. A montagem habilidosa mistura presente e passado, e de repente os personagens, no meio de uma conversa, estão em outro lugar, como se fosse um sonho. Em boas atuações, eles têm olhares vagos pontuados por emoções, junto com movimentos letárgicos que parecem artificiais. É surreal, como vivenciar um daqueles sonhos longos e mais elaborados. Outras qualidades do filme são a beleza de direção de arte e a música ligeiramente sinistra.

 

 

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Acabei de assistir Jogos Vorazes' date=' e tenho que admitir que o filme me supreendeu, e muito. Achei que nunca mais iria sentir a sensação que tive aos 12 anos quando fui ao cinema para ver A sociedade do anel. Não estou fazendo nenhuma comparação com o Senhor dos Anéis, apenas estou afirmando que Jogos Vorazes passa a mesma expectativa de estar vivenciando um grande evento, o filme consegue prender a atenção de maneira simples e eficiente, fazendo que o expectador torça pelos protagonistas do filme como se fosse ele mesmo. Enfim, um ótimo início de franquia, já que previsões apontam recordes de bilheteria para o filme nesse fim de semana no mundo todo. Os livros ainda não li, mas que estou tentado à começar!

 

Nota: 8,5/10,0

 

 

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Também assisti a Jogos Vorazes e achei muito bom. Não é um filme perfeito, mas é algo realmente muito interessante, passa mesmo essa ideia de se tratar de um grande evento. É tenso, instigante, sombrio e, acima de tudo, entertaining. 4,5/5

 

Exatamente, e o que mais me chamou a atenção é que o filme fez tudo isso sem precisar apelar por milhões de efeitos especiais em 3D ou apelar para violência explicíta para conseguir fazer entreter. Que venham os próximos!

 

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Exatamente' date=' e o que mais me chamou a atenção é que o filme fez tudo isso sem precisar apelar por milhões de efeitos especiais em 3D ou apelar para violência explicíta para conseguir fazer entreter. Que venham os próximos!

[/quote']

 

Não chega a ser excelente, mas é um bom filme, com uma premissa que, inicialmente, poderia manter a audiência longe. Não entendi as frequentes comparações com a saga Crepúsculo, da qual o filme está bem distante. Aliás, ele não é exatamente feito para um público adolescente.

 

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UM MÉTODO PERIGOSO - 7.5/10 - Ao terminar de ver o filme, a minha vontade era de me transportar ao passado e tentar de alguma forma me aproximar das figuras de Jung e Freud para participar das discussões que eles mantinham com relação aos mais variados temas relacionados à mente e ao comportamento humano. E essa sensação acaba sendo inevitável porque o diretor David Cronemberg ao lado do roteirista Christopher Hampton conseguem realizar um verdadeiro duelo de gigantes entre estas duas personalidades da psicologia e da psicanálise, um confronto de idéias que se torna atraente justamente por ser travado por dois seres tão inteligentes e intrigantes. E o roteiro acerta ao mostrá-los como personagens fascinantes, o que pode parecer fácil já que de fato eles eram, mas a complexidade no duelo vai muito além da mera discussão de idéias, logo são apresentados como dois homens de personalidade forte, mesmo que os acompanhemos em "fotografias", ou seja, visualizando apenas momentos específicos da relação entre os dois. E os atores ajudam muito neste processo. Michael Fassbender na pele de Jung oferece uma atuação discreta, eficiente e elegante que chega a hipnotizar, pois ele ajuda a personificar a serenidade e a integridade do personagem de maneira orgânica e natural, logo os dilemas morais de Jung se tornam mais contundentes. Já Viggo Mortensem, quem diria, é um monstro na pele de Freud. Que ator incrível, parece um veterano, daqueles que você pode confiar de olhos fechados, é como se eu estivesse vendo Marlon Brando em cena tamanha a força da sua atuação, da postura, conduta, do rigor técnico e da excelência na condução do personagem, o que ajuda a compôr um personagem severo e inflexível. Vê-los atuando juntos através de 2 personagens tão fascinantes é um privilégio proporcionado pelo filme e a eficiente participação de Vincent Cassel como Otto Gross também ajuda a gerar sequências marcantes e incrementa o duelo de personagens/atuações. Em termos narrativos, o filme é um tanto quanto prejudicado pela sua irregular evolução no tempo, sempre dando saltos, muito mais para apresentar um ou outro evento que seja realmente importante dentro da proposta, mas o calcanhar de Aquiles da produção fica mesmo por conta da figura de Sabina Spielrein. Keira Knightley, logicamente, não consegue ficar à altura dos seus parceiros de cena, não que ela esteja terrivelmente ruim, pelo contrário, nota-se por parte da atriz um grande esforço para ilustrar toda a complexidade que a sua personagem carrega e exige, mas esse esforço nem sempre acaba sendo correspondido na mesma proporção pelo seu limitado talento, o que faz com que a sua atuação oscile demais ao longo do filme, especialmente em alguns momentos mais críticos, como no começo. Contudo, isso não deve ser colocado apenas na conta da atriz, o roteiro também penaliza Sabina já que ela se mantém uma incógnita mesmo ao final do filme, sendo que a sua jornada é essencial para a compreensão de parte da narrativa já que ela é uma ex-paciente que se torna amante de Jung e, de certa forma, acaba se colocando no meio da discussão entre ele e Freud e até adquirindo certo prestígio dentro da comunidade científica em que estão inseridos, o que não deixa de ser estranho já que ela é apresentada sempre de maneira claramente instável, uma bomba relógio prestes a explodir, diante da sua incapacidade de lidar com sua própria perturbação interna. De certa forma, isso acaba prejudicando o filme como um todo, o que é uma pena, mas tenho absoluta certeza que não terei problema algum em revê-lo por diversas vezes apenas para ter a oportunidade de rever meus velhos amigos: Jung e Freud.Thiago Lucio2012-03-25 23:09:02
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Absentia
Intrigante este terror psicologico q começa como banal drama de “sumiço de familiar” pra depois ganhar contornos sobrenaturais de prender na cadeira. Dupla de irmãs cujo pai escafedeu misteriosamente faz anos, se vê subitamente com o reaparecimento do mesmo em condições pra lá de esquisitas, ao mesmo tempo em q visões estranhas e uma antiga lenda urbana passa a tomar conta da vida delas. Búúú!  A produção é bastante simples porém enxuta e eficaz, assim como a trilha sonora intimista confere um ar melancólicamente misterioso à película. Mas o trunfo mesmo desta produção independente é contar uma estória de “fantasmas” de forma diferente, e com criatividade faz da falta de recursos sua aliada, sugerindo o horror de forma perturbadora. Resultado: um filme alternativo bacana q cria sua própria mitologia, q pode ser melhor explorada numa provável sequência, já q o desfecho deixa essa possibilidade, além de mtas interpretações. Os posters, alem de auto-explicativos, sao de mto bom gosto. 9,5/10

 

 

absentia-2.jpg

 

Poster.jpg
Jorge Soto2012-03-26 08:04:58
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Exatamente' date=' e o que mais me chamou a atenção é que o filme fez tudo isso sem precisar apelar por milhões de efeitos especiais em 3D ou apelar para violência explicíta para conseguir fazer entreter. Que venham os próximos!

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Não chega a ser excelente, mas é um bom filme, com uma premissa que, inicialmente, poderia manter a audiência longe. Não entendi as frequentes comparações com a saga Crepúsculo, da qual o filme está bem distante. Aliás, ele não é exatamente feito para um público adolescente.

Eu me surpreendi com as críticas positivas desse filme. Achei hollywoodiano demais, cheio de efeitos especiais desnecessários e de clichês que não funcionam bem. Vale pela ótima Jennifer Lawrence.

 

Algo curioso é que o autor do livro vem ressaltando que não há a menor ligação possível com o - esse sim - ótimo japonês Battle Royale, mesmo com inúmeras similaridades. Com este cabe comparações. O filme asiático é bem mais violento e trágico. Os meninos são identificados por números e descobrem sobre o jogo somente quando já estão lá. Tais eventos causam um impacto psicológico muito maior nos personagens, que, inclusive passam por dilemas muito mais poderosos que o filme americano.

 

Battle Royale praticamente não foi visto nos USA por uma suposta proibição pelo tema forte e pesado envolvendo crianças (isto talvez explique um pouco, mesmo que indiretamente, da violência não explícita de Hunger Games, o que para mim não é mérito algum, claro, já que adoro).

 

Mas, apesar do impacto inicial da multidão aclamando a vencedora da última batalha em uma cena perturbadora do início de BR, o japonês parece se esquecer dessa preciosidade de abordagem possível e o filme americano torna-se muito mais interessante que o asiático quando foca parte da trama na reação do público externo ao jogo em si.

 

No fim das contas, entretanto, ainda é insuficiente pra fazer frente e The Hunger Games vai ter que melhorar bastante nas sequências para ser lembrado por mim. Vale dizer que a continuação de BR é muito fraca, mesmo com o original promissor.

 

Mr. Scofield2012-03-26 08:32:43

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a-double-life-of-veronique-double_life_veronique-12.jpg

A Dupla Vida de Véronique (La double vie de Véronique, Krzysztof Kieslowski, França / Polônia, 1991)

Não entendi tudo o que acontece. O final enigmático é daqueles que só o seu criador entende de verdade, e a existência de Weronika e Véronique permanece misteriosa. Nem todas as perguntas precisam ser respondidas. Deixar a dúvida pode ser mais interessante, mas é divertido permitir que a imaginação vagueie pelo mistério. A música compondo momentos sublimes, a fotografia, as belas imagens e Irène Jacob transitando como uma musa são um privilégio para os sentidos.

Lucyfer2012-03-26 10:23:45

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s7pd1qr9OQXLfp0mUPW59ElZBSu.jpg
 
Water Lilies (Naissance des pieuvres, Céline Sciamma, França, 2007)
 
A garota quieta e calada e a antipática começam uma amizade improvável. Os sentimentos indefinidos que elas têm levam a uma provocação, que sinaliza a possibilidade de ir mais longe no relacionamento. A química entre as duas funciona tão bem que a cumplicidade é crível, mesmo com o pouco tempo que passam juntas. Há outra menina, amiga de uma das duas, feia e praticamente retardada, uma daquelas pessoas que dificilmente conseguem uma chance. Possibilidades aparecem, mas as pessoas são complicadas e a vida pode entregar ou negar o que oferece. Atração, ciúme, dúvida, insegurança e pressão para ter ou não experiência sexual preenchem este filme sobre adolescentes comuns. Destaque para as cenas de balé aquático, uma delas filmada embaixo d'água.
 
UM MÉTODO PERIGOSO - 7.5/10 - Ao terminar de ver o filme, a minha vontade era de me transportar ao passado e tentar de alguma forma me aproximar das figuras de Jung e Freud para participar das discussões que eles mantinham com relação aos mais variados temas relacionados à mente e ao comportamento humano. E essa sensação acaba sendo inevitável porque o diretor David Cronemberg ao lado do roteirista Christopher Hampton conseguem realizar um verdadeiro duelo de gigantes entre estas duas personalidades da psicologia e da psicanálise, um confronto de idéias que se torna atraente justamente por ser travado por dois seres tão inteligentes e intrigantes. E o roteiro acerta ao mostrá-los como personagens fascinantes, o que pode parecer fácil já que de fato eles eram, mas a complexidade no duelo vai muito além da mera discussão de idéias, logo são apresentados como dois homens de personalidade forte, mesmo que os acompanhemos em "fotografias", ou seja, visualizando apenas momentos específicos da relação entre os dois. E os atores ajudam muito neste processo. Michael Fassbender na pele de Jung oferece uma atuação discreta, eficiente e elegante que chega a hipnotizar, pois ele ajuda a personificar a serenidade e a integridade do personagem de maneira orgânica e natural, logo os dilemas morais de Jung se tornam mais contundentes. Já Viggo Mortensem, quem diria, é um monstro na pele de Freud. Que ator incrível, parece um veterano, daqueles que você pode confiar de olhos fechados, é como se eu estivesse vendo Marlon Brando em cena tamanha a força da sua atuação, da postura, conduta, do rigor técnico e da excelência na condução do personagem, o que ajuda a compôr um personagem severo e inflexível. Vê-los atuando juntos através de 2 personagens tão fascinantes é um privilégio proporcionado pelo filme e a eficiente participação de Vincent Cassel como Otto Gross também ajuda a gerar sequências marcantes e incrementa o duelo de personagens/atuações. Em termos narrativos, o filme é um tanto quanto prejudicado pela sua irregular evolução no tempo, sempre dando saltos, muito mais para apresentar um ou outro evento que seja realmente importante dentro da proposta, mas o calcanhar de Aquiles da produção fica mesmo por conta da figura de Sabina Spielrein. Keira Knightley, logicamente, não consegue ficar à altura dos seus parceiros de cena, não que ela esteja terrivelmente ruim, pelo contrário, nota-se por parte da atriz um grande esforço para ilustrar toda a complexidade que a sua personagem carrega e exige, mas esse esforço nem sempre acaba sendo correspondido na mesma proporção pelo seu limitado talento, o que faz com que a sua atuação oscile demais ao longo do filme, especialmente em alguns momentos mais críticos, como no começo. Contudo, isso não deve ser colocado apenas na conta da atriz, o roteiro também penaliza Sabina já que ela se mantém uma incógnita mesmo ao final do filme, sendo que a sua jornada é essencial para a compreensão de parte da narrativa já que ela é uma ex-paciente que se torna amante de Jung e, de certa forma, acaba se colocando no meio da discussão entre ele e Freud e até adquirindo certo prestígio dentro da comunidade científica em que estão inseridos, o que não deixa de ser estranho já que ela é apresentada sempre de maneira claramente instável, uma bomba relógio prestes a explodir, diante da sua incapacidade de lidar com sua própria perturbação interna. De certa forma, isso acaba prejudicando o filme como um todo, o que é uma pena, mas tenho absoluta certeza que não terei problema algum em revê-lo por diversas vezes apenas para ter a oportunidade de rever meus velhos amigos: Jung e Freud.[/quote']

Parabéns por falar mal de Keira Knightley. Por causa dos comentários sobre as atuações, você me deixou com vontade de ver o filme.
 
 
OFF: acho que estou errando o tom de roxo. Eu me atrapalho quando posto aqui usando o netbook.
 

Lucyfer2012-03-27 06:17:21

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Triângulo Amoroso

Mais uma instigante variação do batido tema da infidelidade conjugal vinda da Alemanha, nas mãos do estiloso diretor de “Corra, Lola, Corra”. Na verdade é um “Três Formas de Amar” recauchutado, mais adulto, maduro e “muderninho”, trocando os personagens adolescentes pra pessoas comuns de meia-idade. Nele, acompanhamos uma casal quarentão em crise q, sem desconfiar, começa a se relacionar (ele e ela) com o mesmo homem (!?). Eita porra! Com atuações impecáveis do trio principal e linguagem ágil e dinâmica, o longa apenas peca pela longa duração q dilui o impacto positivo dos temas secundários abordados: bioética, principalmente. E qdo o titulo do filme se fecha nele mesmo, tal qual uma célula, a metáfora da aceitação e conciliação já mais q foi bem dada. A cena dela flagrando o marido e o amante numa posição nada ortodoxa é o pto alto desta produção. 9/10


 

Drei-poster.jpg
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O PALHAÇO - 9/10 - "O Palhaço" é a celebração do povo e da cultura popular já que através do arco dramático envolvendo o palhaço Benjamin (Selton Mello), em crise existencial, permite-se que se lance um olhar sensível e cuidadoso não apenas à vida e aos artistas, mas também aos tipos simples e humildes que surgem ao redor da vida itinerante do circo. Se em "Feliz Natal", o diretor Selton Melo realizou um drama pesado e melancólico, belíssimo, mas com certo ar de presunção e um excessivo rigor técnico que o deixou mais frio e impessoal do que deveria, aqui o próprio realiza um filme leve, sensível e preocupado apenas e somente com a captura do humor presente nas situações simples apresentadas ao longo do filme. Um trabalho de direção muito mais naturalista, mas nem por isso deixa de ser um filme exuberante tecnicamente, especialmente pela belíssima fotografia de Adrian Teijido e pela trilha sonora de Plínio Profeta que realça a personalidade mambembe da produção. Se em seu filme anterior, Selton lança seu olhar para a escuridão de um drama humano e familiar, aqui a sua câmera é generosa e busca a luz em cima de temas similares, o que demonstra uma bem-vinda versatilidade do jovem diretor. A estória contada pelo roteiro, embora forneça elementos econômicos e suficientes para construir o arco dramático com começo, meio e fim, não consegue se equiparar a força das atuações e da simplicidade enaltecida e estabelecida pela rotina incomum dos artistas circenses. Com um elenco extremamente generoso, "O Palhaço" serve para que Paulo José exiba todo o seu talento artístico como ator, mas também permite algumas outras participações igualmente marcantes, como as de Jackson Antunes, Moacyr Franco, Tonico Pereira (o meu preferido) e até mesmo Fabiana Karla e Ferrugem. Um belíssimo filme nacional em que Selton Mello, humildemente, pede passagem para ele mesmo brincar de ser Charles Chaplin. Permissão pra lá de concedida.

Thiago Lucio2012-03-26 15:04:06
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]Recentemente assisti O Cavalo de Turin e devo dizer que passei a ficar na dúvida de melhor fotografia para Arvore da Vida.

 

Acho que foi o filme mais intrigante que vi esse ano.

Engraçado como ele foi endeusado e odiado, quase na mesma proporção.

[/quote']

Nem me referia a se coloco o filme num patamar alto.

Ainda fico intrigado em definir as atuações tão minimalistas e o enquadramento de algumas cenas.

Parece ao mesmo tempo simples e feito com altíssimo esmero como foi com Arvore da Vida.

 

 

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