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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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O DESPERTAR - 7/10 - Após a 1ª Guerra Mundial, Florence Cathcart (Rebecca Hall) é uma escritora cética e atéia, especializada em desvendar fenômenos paranormais criados e/ou fabricados por impostores, que é convencida pelo ex-combatente Robert Mallory (Dominic West) a investigar a morte de uma criança supostamente provocada por um fantasma em um colégio interno, o que tem gerado uma grande preocupação, especialmente para a supervisora do local (Imelda Staunton). Durante os 40 minutos iniciais, o diretor Nick Murphy segue à risca a cartilha do gênero ao menos valendo-se de sustos econômicos e do belíssimo trabalho de fotografia que ajuda a construir o clima de mistério e suspense tão necessários, mas a base de sustentação do filme é mesmo a personalidade determinada de Florence em solucionar o mistério, sendo apresentada desde o início como uma mulher esclarecida, inteligente e destemida. A atriz Rebecca Hall vem se mostrando uma das atrizes britânicas mais talentosas da nova geração, sendo que já havia chamado a atenção em produções como "O Grande Truque", "Vicky Cristina Barcelona" e "Atração Perigosa" e aqui defende sua personagem com firmeza, personalidade e sensibilidade. Sensibilidade esta que acaba sendo mais explorada a partir de um evento específico que faz com que a narrativa assuma contornos mais sobrenaturais. A princípio, roteiro e direção perdem um pouco a mão na abordagem já que o ocorrido faz recair uma mudança abrupta de postura e personalidade de Florence onde uma série de pistas passam a ser lançadas aleatoriamente apenas para que possam fazer algum sentido no clímax (que, por sinal, lembra um pouco o de "O Orfanato"). Antes de terminar, "O Despertar" ainda sente a necessidade de promover mais um pequeno "twist end" descartável, mas mesmo assim esta produção britânica merece destaque pelo conjunto da obra se comparada aos demais filmes do gênero, especialmente os americanos.

Thiago Lucio2012-03-26 22:22:06

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O Dia em que Eu não Nasci
Drama alemão q fala dos filhos desaparecidos da ditadura e apropriados por famílias estrangeiras, a semelhança do argentino “Cativa” , q apenas muda a idade das protagonistas. Nadadora alemã tem piripaque ao ouvir uma canção de ninar, numa escala no saguão do aeroporto de Buenos Aires, desencadeando antigas lembranças q desconhecia. E sua busca por respostas a levará à sua familia verdadeira, residente ali (!?), pra desespero de seu “pai” alemão, q quer q a td custo demovê-la dessa investigação. A desconstrução e recuperação da identidade é o tom desta película simples e sobria, mas o pior será descobrir a verdadeira identidade do pai adotivo. Mas o jogo de verdades e mentiras e a divisão de sentimentos é q esta apenas começando. A expressiva Jessica Schwarz tem seus méritos interpretativos, assim como seu “pai”. O único q desgostei foi a coincidencia dela se envolver com um policial(!?) q justamente fala alemão pelos cotovelos(!?!?), q serve oportunamente de guia pela capital portenha. Mas nem por isso deixa sua credibilidade ser afetada ao tb evitar o dramalhão. Tente não conter as lagrimas na cena em q a protagonista ouve uma antiga fita do seu primeiro aniversario. Um filme oportuno, pois ai já se tem noção pq tem gente no governo Dilma q não quer ver a Comissão da Verdade em ação. 9/10

 

 

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Karatê kid 4 - A Nova Aventura (The Next Karate Kid, Dir.: Christopher Cain, 1994) 0/4

 

 

 

 

 

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Acho curioso que 4 famosas franquias dos anos 80 que começaram em 1984

(Karatê Kid, Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada e A Hora do

Pesadelo), 10 anos depois, em 1994, ganharam "homenagens" quando os

produtores resolveram lançar mais seqüências dessas franquias.

"Homenagens" essas que, na verdade, eram desculpas para os produtores

tentarem reativarem as séries, que já estavam meio que encerradas. Pena

que nenhum desses 4 filmes (esse Karatê Kid 4, Loucademia de Polícia -

Missão Moscou, Um Tira da Pesada 3 e Um Novo Pesadelo), serviu pra

alguma coisa. Os filmes fracassaram feio e essa tentativa de reativar

essas séries foi por água abaixo.

 

 

 

 

 

Esse Karatê Kid 4 é simplesmente nulo. Não tem nada interessante. A

mudança de sexo do protagonista (do Daniel-San dos 3 anteriores para a

Julie-San agora), se mostrou bem equivocada, já que a menina é bem

masculinizada, se veste como menino e tem os mesmos problemas de um

menino, ou seja a Hilary é um menino. O filme não é bonito (os

anteriores eram) e a trilha sonora também não. E nem parece ter sido

feito quase na metade dos anos 90. Tem cara de filme dos anos 80. Na

verdade, tem produção de filme pra TV (talvez devessem tê-lo lançado na

TV mesmo). E nem vi o final do filme (o assisti fazendo hora pra ida ao

cinema), mas como não pretendo vê-lo novamente, então vou ficar sem saber como termina a budega.

 

 

 

 

 

Jogos Vorazes (The Hunted Games, Dir.: Gary Ross, 2012) 2/4

 

 

 

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Curti o filme. Mesmo com o começo meio lento, e por ele não

conseguir criar uma identidade própria muito forte (o filme parece

mistura de várias coisas: BBB, Harry Potter 4, O Sobrevivente do

Scharzanegger, e etc) mas quando a competição do filme começa, pega

fogo. Os personagens são bons e você acaba se apegando a eles. Isso conta muito.

 

 

Jailcante2012-03-27 09:59:04

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Tabu (Gohatto, Nagisa Ôshima, Japão, 1999)

 

No que parece ser uma escola onde samurais são treinados, a presença de um novato jovem e lindo causa tensão. O envolvimento amoroso e sexual entre homens não provoca escândalo, mas não é muito bem visto, porque sentimentos como desejo e ciúme podem afetar a ordem (não há uma moral que condene a prática como sendo abominável por si só). O que estraga o filme é o péssimo desenvolvimento.

 

No início, aquilo que deveria ser mostrado é colocado em palavras na tela, e a trama avança rápido demais. O homem que supostamente tem um caso com o novato some do filme, sem qualquer motivo, e reaparece só no fim. O conflito entre o que sentem os homens e as regras que eles devem cumprir não é bem explorado, e o mesmo acontece com a angústia causada pela paixão não correspondida. O alvo de tanta atração em teoria é uma figura intrigante, e não se sabe ao certo o que se passa em sua mente, mas acaba ficando insossa. E por algum motivo que eu não sei explicar, fiquei constrangida com o tom homoerótico.

 

Além da beleza do ator principal, gostei de ver uma mulher belissimamente equipada como gueixa, embora ela seja uma prostituta, deslizando numa cena que ficaria mais apropriada num filme de terror. A música triste é ótima e junto com a beleza visual da última cena, com uma árvore sendo cortada, não alcança a emoção que tenta evocar, tamanho o erro cometido no desenvolvimento da história. Pelo mesmo motivo, a conclusão a que alguém chega no final não faz sentido.

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Amores Imaginários

Criativo e estilosa “historia de não-amor” do canadense Xavier Nolan q trata com delicadeza das emoções, paixões e amizade, dentro de um triste triângulo amoroso fantasioso. A trama é centrada na paixão platônica (e obsessiva) q Marie e seu amigo gay inseparável, Francis, nutrem pela mesma pessoa. Esta, por sua vez, flerta com uma ora com outra discretamente, colocando em cheque a suposta amizade destes dois primeiros. Recheada de mta viadagem e enxertos documentais correlatos, o filme é bem exagerado em detalhes, cores e repetições. Umas cansam e outras não. Com estupenda atuação do trio principal, trilha sonora sessentista ok, direção de arte bacaninha, figurinos de brechó e um quê de “Os Sonhadores” + “Jules & Jim” no miolo, o filme já vale por mostrar o qto a idealização do amor é perigosa num relacionamento, explorando melancolicamente as vulnerabilidades da amizade e da ilusão do amor. Bater a cabeça uma vez é aceitável, mas perdurar nela é questão de escolha. 9/10

 

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Amores Imaginários

Criativo e estilosa “historia de não-amor” do canadense Xavier Nolan q trata com delicadeza das emoções' date=' paixões e amizade, dentro de um triste triângulo amoroso fantasioso. A trama é centrada na paixão platônica (e obsessiva) q Marie e seu amigo gay inseparável, Francis, nutrem pela mesma pessoa. Esta, por sua vez, flerta com uma ora com outra discretamente, colocando em cheque a suposta amizade destes dois primeiros. Recheada de mta viadagem e enxertos documentais correlatos, o filme é bem exagerado em detalhes, cores e repetições. Umas cansam e outras não. Com estupenda atuação do trio principal, trilha sonora sessentista ok, direção de arte bacaninha, figurinos de brechó e um quê de “Os Sonhadores” + “Jules & Jim” no miolo, o filme já vale por mostrar o qto a idealização do amor é perigosa num relacionamento (1), explorando melancolicamente as vulnerabilidades da amizade (2) e da ilusão do amor. Bater a cabeça uma vez é aceitável, mas perdurar nela é questão de escolha. 9/10
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(1) Gosto de filmes que tratam do amor assim.

(2) Ótimo. Amizade é um dos meus temas preferidos, mas geralmente apenas está lá, sem ser o tema abordado.

 

Amores Imaginários acabou de entrar na minha longa de lista de filmes para assistir.

 

A propósito... Adoro Três Formas de Amar.

 

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JOGOS VORAZES - 6.5/10 - É um filme com altos e baixos, virtudes e defeitos, algumas boas idéias sendo bem exploradas, outras nem tanto, algumas idéias não tão boas assim, enfim, o filme quando é bom nunca consegue ser bom o bastante, mas quando fica ruim não chega a ser um desperdício de tempo. Em um futuro não muito distante, a Capital convoca um jovem casal de cada um dos 12 Distritos que formam a Nação para a disputa dos tais jogos vorazes que consiste na batalha entre eles e na vitória de apenas um como forma de simbolizar que a sociedade nunca deve esquecer os motivos pelos quais no passado esse mesmo país entrou em ruínas e teve que ser reerguido. Os representantes do Distrito 12 são: a voluntária Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), que decide se oferecer no lugar da irmã e personagem central do filme, e o jovem Peeta Mellark (Josh Hutcherson, discreto e eficiente), futuro interesse romântico da mesma. A narrativa, a princípio, é construída através de uma estrutura que realça o aspecto "reality show" dos jogos, o que não deixa de ser decepcionante já que as apresentações dos outros participantes assim como os treinamentos são bem desinteressantes. Ainda assim, torna-se capaz de simpatizarmos com o casal central, além de conhecermos algumas figuras que chamam a atenção, como Haymitch Abernathy (Woody Harrelson), um ex-vencedor da competição, e até mesmo o figurinista Cinna (o cantor Lenny Kravitz, carismático e com boa presença de cena). A partir do momento que a competição se inicia, o diretor Gary Ross encontra saídas inteligentes para criar interesse do espectador no que se vê, especialmente valorizando o senso de urgência quando opta pela câmera na mão, e aqui o envolvimento e os duelos entre os competidores, ironicamente, ganha contornos muito mais pessoais do que particularmente que visam o espetáculo e sem escorregar demais no dramalhão (em contrapartida as regras da competição mudam a esmo, o que enfraquece a disputa e torna tudo possível apenas por mero pretexto). O pano de fundo principal que é voltado à questão do Estado dominante e da rebelião popular diante de um poder ditatorial acaba sobrevivendo de alguns enfoques e momentos isolados, especialmente na participação do Presidente (Donald Sutherland) até porque a figura do Organizador dos Jogos perde muita força com mais uma atuação canastrona do Wes Bentley e sua barba desenhada. Contando com efeitos especiais que conseguem ser piores do que os que foram vistos em "Nosso Lar", o clímax até consegue manter uma certa dose de adrenalina, mas ainda assim apenas em doses homeopáticas. Como trata-se possivelmente do primeiro filme de uma série, "Jogos Vorazes" se contenta com pouco e aqui tenta se equilibrar na linha que separa um filme de potencial desperdiçado e aquele que realmente tem algo a dizer, mas se depender dos esforços da talentosa Jennifer Lawrence que carrega o filme nas costas, mesmo quando ele anda mal das pernas, o filme se justifica por si só. Thiago Lucio2012-03-28 00:07:20

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Jovens Adultos

Dramédia  churumelas q fala no fundo da amarga fantasia da imaturidade permanente numa sociedade narcisista q cultua vencedores e abomina perdedores. É o oposto de “Juno” , ao infantilizar a personagem principal. Nela, vemos a escritora, interpretada pela belezura Charlize Theron, levar uma vidinha medíocre (e infeliz) na cidade gde se comparada á sua rotina de bajulação e glória na época letiva, em sua cidade capiau. Daí resolve lá voltar pra roubar o antigo namorado da atual esposa(!?). O q acontece é q tds amadureceram e evoluíram, enqto ela não. Melancolico e cômico ao mesmo tempo, a produção demora pra engrenar. Mas o mais difícil é creer como a gostosa e caricata personagem da Theron permanece encalhada àquela altura do campeonato. Ahh, vá lá! Fora a atuações razoáveis, umas situações surreais e otras meio forçadas, salvam-se alguns bons momentos, como a amizade q Theron cultiva com o nerd-perneta da escola. E a trilha sonora, claro. 7,5/10


 

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ME EXCITA, DROGA! - 5/10 - Este filme norueguês pode ser visto como uma comédia a partir da história de uma adolescente de 15 anos que não consegue controlar seus desejos sexuais, gasta horas e horas no tele-sexo e decide espalhar para a escola inteira de que foi cutucada pelo órgão genital do garoto que tanto gosta. Pode ser visto também como um drama que mostra as terríveis perspectivas de jovens norueguesas que vivem em uma cidade pequena e tem que se conformar com uma existência medíocre caso resolvam viver como a maioria. Essa indefinição de tom e/ou a intenção de mesclar os dois gêneros acaba prejudicando "Me Excita, Droga!", pois a roteirista e diretora Jannicke Systad Jacobsen consegue extrair poucos momentos de inspirada criatividade, intensidade e/ou bom humor, destacando-se as sequências que Alma (Helene Bergsholm) fantasia situações favoráveis a ela, ora românticas, ora cômicas, como quando seu chefe dança para ela em meio ao expediente. Helene é um colírio aos olhos, mas é uma jovem atriz bastante limitada, sendo que sua companheira de cena Jon Bleiklie que intepreta sua melhor amiga melancólica acaba tornando sua personagem bem mais intrigante. Os conflitos dramáticos são resolvidos de maneira simplista, inclusive aqueles que envolvem mãe e filha (não tem como não achar engraçado que a mãe tenha se apaixonado por um plantador de nabo... rs) e o filme acaba sendo mais uma opção curiosa de uma cinematografia de nacionalidade pouco conhecida do que necessariamente um filme bom e/ou digno de nota.

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Sobre "O Dia em que Eu não Nasci" e tb

em "Cativa" ambos abordam como se tornou quase um tabu, falar sobre o

“baixo escalão”, tipo policiais, soldados e tals, que ajudaram aprender,

torturar, enfim o pacotão todo de crueldades.

A desculpa destes é a de que “recebiam

ordens”.

A do alto escalão é de que “eram

tempos de guerra”.

 

Amores Imaginários

Criativo e estilosa “historia de não-amor” do canadense Xavier Nolan q trata com delicadeza das emoções' date=' paixões e amizade, dentro de um triste triângulo amoroso fantasioso. A trama é centrada na paixão platônica (e obsessiva) q Marie e seu amigo gay inseparável, Francis, nutrem pela mesma pessoa. Esta, por sua vez, flerta com uma ora com outra discretamente, colocando em cheque a suposta amizade destes dois primeiros. Recheada de mta viadagem e enxertos documentais correlatos, o filme é bem exagerado em detalhes, cores e repetições. Umas cansam e outras não. Com estupenda atuação do trio principal, trilha sonora sessentista ok, direção de arte bacaninha, figurinos de brechó e um quê de “Os Sonhadores” + “Jules & Jim” no miolo, o filme já vale por mostrar o qto a idealização do amor é perigosa num relacionamento, explorando melancolicamente as vulnerabilidades da amizade e da ilusão do amor. Bater a cabeça uma vez é aceitável, mas perdurar nela é questão de escolha. 9/10

 

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Ah, esse Xavier Dolan tão jovem e já é um FDM genial, tanto roteirizando, dirigindo e/ou atuando... afff!

 

Recomendo fortemente "Eu Matei Minha Mãe".

 

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Margin Call – O Dia Antes do Fim
Filmão q busca focar dramas comuns numa madrugada incomum, aquela q decidiu a crise financeira de 2008. Um “Wall Street” às avessas com  “O Sucesso a Qq Preço” em formato de thriller. Longe de ser didático no q se refere a mercado financeiro, o bacana é a película se centra nas pessoas envolvidas (direita ou indiretamente) naquele q foi chamado do escândalo dos créditos imobiliarios. O estudo de personagens, de tds niveis hierárquicos, torna-se mais estimulante e tenso qdo tds querem tirar o seu da reta ao menor sinal de degola, embora no final sempre sobre pro elo mais fraco. Permeado de melancolia, claustrofobia e solidão, nada disso funcionaria não fossem as estupendas atuações de td elenco estelar. Desde o insosso Paul Bettany até Stanley Tucci, Demi Moore e o Zachary “Spock” Quinto. Ainda assim, quem destoa dessa constelação é o ambíguo Kevin Spacey e o Jeremy Irons, q consegue congelar a espinha em suas breves incursões, como uma espécie de Darth Vader empresarial. Filme obrigatório no RH de qq empresa disposta a colocar funcionários no olho da rua, já q sua moral no fundo é: “ninguém é insubstituível”. 9,5/10

 

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UMA VIDA MELHOR - 8/10 - A força de sustentação deste genérico filme sobre imigração é a moral defendida pelo jardineiro e imigrante mexicano ilegal Carlos Galindo (Demián Bichir) que poderia facilmente ser levado por uma onda piegas e clichê, mas que recebe um tratamento legítimo por parte do roteiro de Eric Eason, além de um trabalho de atuação limpo, autêntico e íntegro por parte de Bichir que dignifica e alavanca o filme. A narrativa em si é uma mera desculpa para que acompanhemos os dilemas morais que são enfrentados por Carlos, inclusive na maneira que ele busca mostrar para o seu filho (José Julián, uma fraca versão latina e adolescente do Jake Gyllenhaal) que mesmo diante de uma situação ilegal, eles não podem perder a noção do que é certo e errado, mesmo que isto venha a custar a promessa de uma vida melhor. O diretor Chris Weitz demonstra maturidade para conduzir o arco dramático de pai e filho de maneira naturalista, sem grandes intervencionismos, o que se mostra uma atitude acertada, especialmente quando o filme não procura julgar seus personagens e suas atitudes. Thiago Lucio2012-03-29 20:30:35

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MARGIN CALL - O DIA ANTES DO FIM - 9/10 - Trata-se de um drama centrado na agitação de uma poderosa empresa do ramo imobiliário que acaba tendo que tomar uma difícil decisão que irá repercutir nos empregos de seus funcionários, em todos os níveis, mas especialmente no mercado, iniciando uma crise e um efeito dominó de proporções escandalosas. Partindo do recente episódio da economia norte-americana, o diretor e roteirista J. C. Chandor realiza um thriller intrigante voltado ao capital humano do negócio, as pessoas que direta ou indiretamente são responsáveis por tomar as piores decisões possíveis, mesmo quando elas se mostram as únicas opções para se tentar remediar o caos e o roteiro é brilhante ao inserir os personagens de maneira tão autêntica neste universo corporativo tão delicado quanto hierarquizado (curioso que a linguagem técnica embora de difícil visualização e entendimento não atrapalha a compreensão do caos). Os personagens, do início ao fim, parecem estar caminhando em uma corda bamba, no fio da navalha e tentam a todo custo manter a integridade, embora não seja algo necessariamente possível. O elenco é bastante homogêneo e estabelece uma intensa e perfeita sincronia, o único que talvez destoe seja justamente o canastrão Paul Bettany, mas vale destacar a eficiente participação de Zachary Quinto (também produtor do filme) e a ótima presença de Jeremy Irons que rouba a cena sempre que está nela, inclusive ambos são responsáveis por um dos melhores momentos do longa justamente quando o analista interpretado por Quinto precisa reportar a situação para o presidente da empresa, visto na pele de Irons. Um dos grandes baratos do cinema é justamente permitir que de tempos em tempos, os filmes retratem episódios marcantes da sua história recente e nos EUA isso é possível graças a indústria cinematográfica que possui já que o contexto em que a narrativa de "Margin Call" está inserida ainda custa muito caro ao país e as consequências repercutem até hoje. Um filme obrigatório que merece ser visto em uma sessão dupla com o também ótimo "A Grande Virada".

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O Cachorro
Deliciosa produção argentina q parece ser sequencia do tb belíssimo “Historias Minimas” , do mesmo diretor. Contextuada no deserto da Patagonia, esta fabula minimalista nos mostra a estória de um sessentão simples, recém-desempregado, cuja vida muda radicalmente ao ganhar um aparente presente de grego: um enorme e mal encarado pitbull, q alem de aplacar sua solidão passa a ser sua fonte de renda! Simples, arrastado e ao mesmo tempo delicado, a película encanta pelos personagens, tds criveis e empáticos (sem cair na pieguice), a começar pelo Juan Villegas interpretando o dono do pulguento, q divide os louros “interpretativos” com o dito cujo. Inclusive os personagens secundários estão tds memoráveis. Destaque pra cena surreal em q tentam montar o indiferente cachorro em cima de outra cadela, pra procriar. Sem sucesso, claro. O dono é reflexo do seu cão: não tem libido alguma ate certo momento, mas ela pode ser trabalhada aos poucos. Só assim pra tornar-se socialmente viril outra vez. 10/10

 

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Amores Imaginários

Criativo e estilosa “historia de não-amor” do canadense Xavier Nolan q trata com delicadeza das emoções' date=' paixões e amizade, dentro de um triste triângulo amoroso fantasioso. A trama é centrada na paixão platônica (e obsessiva) q Marie e seu amigo gay inseparável, Francis, nutrem pela mesma pessoa. Esta, por sua vez, flerta com uma ora com outra discretamente, colocando em cheque a suposta amizade destes dois primeiros. Recheada de mta viadagem e enxertos documentais correlatos, o filme é bem exagerado em detalhes, cores e repetições. Umas cansam e outras não. Com estupenda atuação do trio principal, trilha sonora sessentista ok, direção de arte bacaninha, figurinos de brechó e um quê de “Os Sonhadores” + “Jules & Jim” no miolo, o filme já vale por mostrar o qto a idealização do amor é perigosa num relacionamento (1), explorando melancolicamente as vulnerabilidades da amizade (2) e da ilusão do amor. Bater a cabeça uma vez é aceitável, mas perdurar nela é questão de escolha. 9/10
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(1) Gosto de filmes que tratam do amor assim.
(2) Ótimo. Amizade é um dos meus temas preferidos, mas geralmente apenas está lá, sem ser o tema abordado.

Amores Imaginários acabou de entrar na minha longa de lista de filmes para assistir.

A propósito... Adoro Três Formas de Amar.

 

Um dos trechos dos “depoimentos” me pareceu especialmente interessante. Aquele dito pela personagem de Magalie Lépine Blondeau. Ela narra o fim de seu relacionamento e fala, lá pelas tantas: “… Estava acabado. Claro que, no começo, não queríamos admitir porque nos sentíamos mal, entende? A mudança, o transporte, todas essas coisas. Isso é jogar muita grana fora. Ao mesmo tempo, ‘meu homem está ganhando bem, agora ele pode ir se danar’. É como se nós estivéssemos… e quando digo ‘nós’, falo por mim. Eu… para mim, eu era apaixonada pelo tipo de amor que tivemos. (…) Isso não existe. O que se ama é o conceito. Você ama mais o conceito do que a ele. É a distância que você ama, mas, quando não há mais distância, quando não há mais oceano para atravessar, e o que há para atravessar é um corredor, enfim… está acabado agora”. E eis um dos pontos fundamentais… muitas vezes, não amamos ou estamos obcecados por uma determinada pessoa, mas pelo conceito de uma certa história de amor. Que, muitas vezes, para completar, é apenas imaginada. Escancarar isso de forma tão prazerosa é o mérito do filme.

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Intendente Sansho (Sanshô dayû, Kenji Mizoguchi, Japão, 1954)

 

É possível sentir o sofrimento da família que é separada e arruinada por comerciantes de escravos, e o diretor não apela para o equivalente a um constrangedor comercial de margarina. A cena final apenas se aproxima da pieguice, enquanto o resto fica distante, ainda que seja uma história dramática sobre escravos. Eles vivem numa sociedade na qual a idéia de se meter na propriedade dos outros para proibir a escravidão é absurda. Dá um exemplo de como ricos e poderosos são um perigo ao usarem o poder para colocar seus interesses pessoais acima de tudo, e de como é fácil ser indiferente à tragédia do outro. Embora tenha poucos momentos violentos num sentido estrito, durante os quais a câmera olha para o outro lado, a violência está presente o tempo todo e é arrasadora. Ver escravos sendo tratados como se o desejo de liberdade fosse um defeito é surreal.

 

 

Por ordem de preferência:

 

1. Contos da Lua Vaga

2. Intendente Sansho

3. Gion bayashi

4. Os amantes Crucificados

 

O próximo será A Vida de O'Haru, se eu conseguir o filme. O diretor tem uma filmografia estensa, começando em 1923. Não é fácil encontrar os filmes dele.

 

 

Amores Imaginários

Criativo e estilosa “historia de não-amor” do canadense Xavier Nolan q trata com delicadeza das emoções' date=' paixões e amizade, dentro de um triste triângulo amoroso fantasioso. A trama é centrada na paixão platônica (e obsessiva) q Marie e seu amigo gay inseparável, Francis, nutrem pela mesma pessoa. Esta, por sua vez, flerta com uma ora com outra discretamente, colocando em cheque a suposta amizade destes dois primeiros. Recheada de mta viadagem e enxertos documentais correlatos, o filme é bem exagerado em detalhes, cores e repetições. Umas cansam e outras não. Com estupenda atuação do trio principal, trilha sonora sessentista ok, direção de arte bacaninha, figurinos de brechó e um quê de “Os Sonhadores” + “Jules & Jim” no miolo, o filme já vale por mostrar o qto a idealização do amor é perigosa num relacionamento (1), explorando melancolicamente as vulnerabilidades da amizade (2) e da ilusão do amor. Bater a cabeça uma vez é aceitável, mas perdurar nela é questão de escolha. 9/10
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(1) Gosto de filmes que tratam do amor assim.

(2) Ótimo. Amizade é um dos meus temas preferidos, mas geralmente apenas está lá, sem ser o tema abordado.

 

Amores Imaginários acabou de entrar na minha longa de lista de filmes para assistir.

 

A propósito... Adoro Três Formas de Amar.

 

Um dos trechos dos “depoimentos” me pareceu especialmente interessante. Aquele dito pela personagem de Magalie Lépine Blondeau. Ela narra o fim de seu relacionamento e fala, lá pelas tantas: “… Estava acabado. Claro que, no começo, não queríamos admitir porque nos sentíamos mal, entende? A mudança, o transporte, todas essas coisas. Isso é jogar muita grana fora. Ao mesmo tempo, ‘meu homem está ganhando bem, agora ele pode ir se danar’. É como se nós estivéssemos… e quando digo ‘nós’, falo por mim. Eu… para mim, eu era apaixonada pelo tipo de amor que tivemos. (…) Isso não existe. O que se ama é o conceito. Você ama mais o conceito do que a ele. É a distância que você ama, mas, quando não há mais distância, quando não há mais oceano para atravessar, e o que há para atravessar é um corredor, enfim… está acabado agora”. E eis um dos pontos fundamentais… muitas vezes, não amamos ou estamos obcecados por uma determinada pessoa, mas pelo conceito de uma certa história de amor. Que, muitas vezes, para completar, é apenas imaginada. Escancarar isso de forma tão prazerosa é o mérito do filme.

Ela falou bem.

 

Lucyfer2012-03-30 12:45:12

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Confessions (Kokuhaku, Tetsuya Nakashima, Japão, 2010)

 

Suspense melancólico e sombrio sobre o valor da vida, dois garotos assassinos, um assassinato revoltante e pessoas corroídas pelo rastro de vingança, infelicidade e mais mortes. Ao mostrar um adolescente inteligente que tem perfeita consciência do que faz quando mata ou planeja mortes, questiona a impunidade de jovens que matam e não são tratados pela lei como adultos. Sem ficar confusa, a história vai pra frente e pra trás, revelando pormenores à medida que cada personagem dá sua contribuição narrando os acontecimentos. O que chama mais atenção é o filme ser praticamente todo em câmera lenta. Exagero arriscado que poderia facilmente ter ficado cansativo. Surpreendentemente, funciona. A lentidão da câmera ajuda a imprimir a sensação de depressão e, com a excelência das imagens, é capaz de levar o espectador a apreciar cada detalhe. O final causa impacto pelo que a história reserva e pelo virtuosismo do diretor.

 

 

 

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O Terminal - Steven Spielberg. Não é mais o pior dele para mim' date=' revi e acabei gostando muito.

 

 

 

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Sempre gostei deste e nunca considerei o pior do Spielba. Mais do que tudo, é um filme extremamente ingênuo e engraçado.

 

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Confessions (Kokuhaku' date=' Tetsuya Nakashima, Japão, 2010)

Suspense melancólico e sombrio sobre o valor da vida, dois garotos assassinos, um assassinato revoltante e pessoas corroídas pelo rastro de vingança, infelicidade e mais mortes. Ao mostrar um adolescente inteligente que tem perfeita consciência do que faz quando mata ou planeja mortes, questiona a impunidade de jovens que matam e não são tratados pela lei como adultos. Sem ficar confusa, a história vai pra frente e pra trás, revelando pormenores à medida que cada personagem dá sua contribuição narrando os acontecimentos. O que chama mais atenção é o filme ser praticamente todo em câmera lenta. Exagero arriscado que poderia facilmente ter ficado cansativo. Surpreendentemente, funciona. A lentidão da câmera ajuda a imprimir a sensação de depressão e, com a excelência das imagens, é capaz de levar o espectador a apreciar cada detalhe. O final causa impacto pelo que a história reserva e pelo virtuosismo do diretor.

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esse filme é mto bao! desde a revelacao inicial da profe ate o desfecho bem louco.. a trilha tb, tanto q baixei na hora! smiley9

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Furia de Titas 2

Sequencia razoavel do fraquinho filme original, por sua vez refilmagem de um trash oitentista. A impressao q dá é q este filme é Jurassic Park + Gladiador, so q dirigido pelo Bay tanta acao inipterrupta q é jogada na tela. O roteiro raso é compensado pelos trocentos efeitos q dao o tom, pois a trama é quase repeteco do primeiro e se limita a batalhas com bichos escrotos, passada alguns anos apos o original. Pra variar o destaque sao os monstros, bem feitos, dos quais se destoam os markay, ciclope, quimera e Kronos, um xerox do vilao marveliano Holocausto. Neeson e Finnes nao escondem q tao ali pela grana, e Worghinton nao esconde q pretende ser ator de verdade. Diversao acerebrada sem nada de mais... 7.5/10

 

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Criminal Lovers (Les amants criminels, François Ozon, França, 1999)

 

Casal de namorados mata alguém e depois vira vítima de um homem seboso que mora no mato. Enquanto o filme aborda aos poucos a motivação dos dois, mostrando a sordidez de um e a fraqueza do outro, vemos o homem maltratar o casal através de atos que para ele são a realização de uma fantasia sexual, como prender o rapaz numa coleira e servir uma refeição nojenta. É assustador estar sob o controle de um maluco tarado, e a bizarrice é doentia e dá pena. Mesmo assim é divertido ver os dois sofrendo, mas não por causa da indignação que seria causada pelo assassinato. É simplesmente a satisfação contraditória de ver o outro sofrer, sem deixar de torcer para que consiga escapar.

 

 

Confessions (Kokuhaku' date=' Tetsuya Nakashima, Japão, 2010)

 

Suspense melancólico e sombrio sobre o valor da vida, dois garotos assassinos, um assassinato revoltante e pessoas corroídas pelo rastro de vingança, infelicidade e mais mortes. Ao mostrar um adolescente inteligente que tem perfeita consciência do que faz quando mata ou planeja mortes, questiona a impunidade de jovens que matam e não são tratados pela lei como adultos. Sem ficar confusa, a história vai pra frente e pra trás, revelando pormenores à medida que cada personagem dá sua contribuição narrando os acontecimentos. O que chama mais atenção é o filme ser praticamente todo em câmera lenta. Exagero arriscado que poderia facilmente ter ficado cansativo. Surpreendentemente, funciona. A lentidão da câmera ajuda a imprimir a sensação de depressão e, com a excelência das imagens, é capaz de levar o espectador a apreciar cada detalhe. O final causa impacto pelo que a história reserva e pelo virtuosismo do diretor.

[/quote']

esse filme é mto bao! desde a revelacao inicial da profe ate o desfecho bem louco.. a trilha tb' date=' tanto q baixei na hora! smiley9[/quote']

Quando a música toca o filme parece um clipe. É estranho, não é ruim. 01

 

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O PRAZER DA SUA COMPANHIA - 4/10 - Os atores Jason Biggs e Isla Fisher são tão carismáticos que acabam sendo desperdiçados nesta comédia romântica burocrática e sem graça, embora tenha a presença dos dois. Anderson (Biggs) vê a sua namorada ter um ataque cardíaco logo após pedí-la em casamento enquanto que Katie (Fisher) recusa o pedido do então namorado por se dar conta de que ele não é o amor da sua vida. Por uma destas razões que só o roteiro de "O Prazer da Sua Companhia" poderia explicar e/ou acreditar e com uma diferença de 1 ano entre os 2 eventos, Anderson e Katie decidem morar juntos mesmo que não saibam nada um sobre o outro como uma forma de aliviar a frustração. As situações são rasas e artificiais e o humor funciona apenas ocasionalmente quando se explora a comédia besteirol, como quando Anderson ronca ou Katie finge um ataque de risos. Os amigos acabam sendo figuras genéricas e sem muita inspiração assim como os pais dos personagens centrais que se mostram mais divertidos no papel já que as atuações estão no piloto automático, desperdiçando os veteranos atores. Lá no seu 3º ato, o filme tenta se converter em uma espécie de comédia de humor negro, inclusive com a participação um pouco mais inspirada de Joe Pantoliano, o que não é suficiente para conferir sobrevida a esta comédia fadada ao esquecimento. Mais sorte da próxima vez para Biggs e Fisher.

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PÂNICO NA NEVE - 5/10 - O que mais se aproveita de um típico suspense de situação é justamente o que se permite explorar de uma narrativa limitada, mesmo quando os personagens são desinteressantes. No caso, um trio de amigos decide esquiar, mas por uma destas fatalidades do destino (e/ou desculpas esfarrapadas de um roteiro mal resolvido) acabam sendo esquecidos enquanto realizavam um passeio no teleférico. Sofrendo com o frio infernal e sem a expectativa de alguma ajuda a curto prazo, eles lutam pela sobrevivência. Por mais clichê que se possa parecer, o diretor e roteirista Adam Green acaba se saindo muito mais feliz nos momentos que permite que os jovens troquem suas frustrações, medos e anseios, alavancados ainda mais diante da inóspita situação do que propriamente pelas soluções encontradas para criar eventos dentro do filme. O terror psicológico, mesmo sem oferecer nada em especial, funciona melhor do que a apelação para o "gore" que praticamente se resume a ossos quebrados e ataques de lobos famintos. A resolução fraca só confirma a falta de maiores pretensões do filme que até funciona mesmo diante de suas próprias limitações.

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Tem-se a impressão de que a intenção aqui não seja a de mostrar alguém que tenha tudo e ainda procure preencher desesperadamente um vazio com  sexo (embora se envergonha disso) e sim a de alguém que não consiga se ligar a ninguém... ou melhor, não queira se ligar a ninguém, por não se sentir kamikaze o bastante p/ tal, se sinta mais protegido numa vida sem nenhum tipo de relacionamento.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

É apenas vislumbrado que há um passado nebuloso que fazem de Brendon um compulsivo e Sissy uma suicida.

 

Anyway, delícia ver Mulligan&Fassiber juntos!

Ele,  hipnótico (as always), parecendo represar toneladas  de sentimentos conflitantes. Ela, surpreendendo p/ caramba  cantando uma versão lentíssima de “New York”.

 

Shame” – (Steve McQueen) - 9,0/10,0

jujuba2012-04-01 15:01:51

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