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Forum Cinema em Cena

O Que Você Anda Vendo e Comentando?


Tensor
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Battleship - Batalha dos Mares
Patacoada patriótica q toma emprestado o nome do famoso jogo de tabuleiro Batalha Naval e se resume a mix de “Independence Day” , “Pearl Harbor” e, principalmente, “Transformers”. Alias, esta produção poderia mto bem se chamar “Transformers 4” por vários motivos. A trama de invasão alienígena é tão dispensável qto clichezada ao extremo q nem vale mencionar, pois sabemos de antemão o q vai acontecer. Nem mesmo a pirotecnia dos espetaculares (mesmo!) efeitos especiais bastam pra sustentar tanta burrice jogada na tela, mas pelo menos é “melhor” q o ruizão “Skyline”. O elenco destila canastrice, desde o Liam Neeson (tadinho!) até o pé-frio Taylor “John Carter” Kitsh. Blockbuster perfeitamente dispensável q deve entreter apenas quem curtiu a trilogia robótica do Bay, esteja inserido na faixa etária abaixo dos 10 anos ou seja fã da Rihanna, q aqui apenas se limita a fazer caras e bocas (ridículas). “Vingadores” é mto mais divertido no quesito filme-pipoca. 6/10

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Terribly Happy 

Ótimo suspense policial dinamarquês que' date=' repleto de sarcasmo e humor negro, lembra um “Fargo” tocado em tom de faroeste. Ambientado numa comunidade interiorana situada nos cafundós nórdicos, acompanhamos um recém-chegado policial q percebe, de forma desconcertante, estar envolvido num triângulo amoroso e numa sinistra trama de prestação de contas do estranho vilarejo, repleto de leis “invisíveis”.Personagens esquisitos q parecem saídos do boteco de “Lobisomem Americano em Londres” , uma curiosa lenda local, a da “vaca atolada e o bezerro-capeta”, pontilham permanentemente este filme “neo-noir” com paisagens de cartão-postal. Produção OK, ótima fotografia e elenco impecável, como destaque pro gde Jakob Cedergren como personagem principal, fazem esta produção merecer uma visita, tanto q este filme concorreu ao Oscar mas perdeu pro ótimo francês “O Profeta”. Destaque pra fodástica cena final e pra bacana música da pop Kira Skov,“Riders of the Freeway”, q toca nos créditos finais. 10/10

 

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Poxa vida!

superhiper recomendo esse!

Filme que te elva de um lado p/ o outro, te faz supor um final e...

 

By the way, Cedergren não é apenas bonito é talentossim e, embora "TH" seja ótimo, "Submarino" é seu melhor filme"

 

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Num

futuro não tão distante, idosos ricos tem oportunidade de trocarem seus por

corpos mais jovens e saudáveis.

Benefícios:

viver mais e melhor 

de um lado e melhores condições de vida p/ a família dos comprados.

Desperdício

de ótimas conflitos, tipo brancos na pele de negros, adaptação  a uma nova aparência  e miseráveis vivendo na opulência...

Lento, monótono

e desinteressante.

Perdeu-se

aqui ótima premissa  p/ um bom sci-fi.

 

 

Transfer

 (Damir Lukacevic) - 4,0/10,0

 

jujuba2012-05-13 20:16:39

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Assisti EVA, um filme espanhol de ficção cientifica, não chega a ter a qualidade de um A.I. que marcou demais, mas lembra muito esse filme, para quem gosta.

 

 

 

Num mundo não muito distantes, humanos convivem com robôs, Alex (Daniel Brühl) é um engenheiro que volta a uma cidade para um trabalho depois de 10 anos afastado, é chamado para criar um robô criança, o filme explora toda essa aventura, de voltar a cidade e rever o irmão dele e sua esposa e vamos descobrindo do porque Alex foi embora e o mistério que envolve eles e uma menina especial, enigmatica e um final revelador.

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Se Beber Não Case 2 - Repete rigorosamente a fórmula do primeiro filme e apesar de menos divertido não chega a ser ruim.

 

Navio Fantasma - Suspense básico com uma direção correta, apenas bom.

 

Te Pego Lá Fora - Típico sessão da tarde que não envelhece nunca, ótimo.

 

 

 

 

 

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Assisti EVA' date=' um filme espanhol de ficção cientifica, não chega a ter a qualidade de um A.I. que marcou demais, mas lembra muito esse filme, para quem gosta.

Num mundo não muito distantes, humanos convivem com robôs, Alex (Daniel Brühl) é um engenheiro que volta a uma cidade para um trabalho depois de 10 anos afastado, é chamado para criar um robô criança, o filme explora toda essa aventura, de voltar a cidade e rever o irmão dele e sua esposa e vamos descobrindo do porque Alex foi embora e o mistério que envolve eles e uma menina especial, enigmatica e um final revelador.[/quote'] 

 

 

coicidentemente tb assisti esse ai neste fds..

 

Eva
Surpreendente produção espanhola q defino como “drama sci-fi” com elementos de “AI”, “Eu Robô”, “Lunar” e até “Blade Runner” , não devendo em nada a estes no quesito entretenimento e sensibilidade. Num futuro próximo (e retrô quinem “Não Me Abandone Jamais” ) q convive com andróides no dia-dia, cabe a um jovem gênio criar o robô-criança definitivo. Mas pra desenvolver suas emoções precisa de um modelo humano, onde logo vem a calhar a serelepe sobrinha q tb empresta o nome à pelicula. Decerto, uma fábula com qualidades q não deve em nada ao q Hollywood faz. Mas isso tb arrola seus poucos defeitos, mas nada q zique o resultado final. Do elenco competente destaco a cativante Claudia Vega q faz a pirralha e o gde Lluis Homar (o pederasta de “No Tengas Miedo” ), como o simpático andróide-mordomo! O personagem principal de Daniel Bruhl (de “Bastardos Inglórios” ) ta bem meia-boca, sendo ofuscado até pelo divertido Gris, um gato-robô feito totalmente em CGI. Aliás, impecáveis efeitos especiais pruma matinê repleta de reviravoltas oriundas da “Terra de Cervantes”. Ah, e atente pra ótima trilha “burtoniana” sonora q inclui David Bowie e q certamente Asimov aprovaria. 9,5/10


 

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As Neves do Kilimanjaro

Velho e simpático casal, recém-desempregado, é assaltado e perde tds suas economias, inclusive a viagem à Africa q dá nome ao filme. No entanto, o ladrão é preso e as vitimas tomam uma inusitada atitude em relação ao jovem larápio. Esse é basicamente o mote deste comovente drama francês de temática social q parece saido dos anos 60, tal qual “O Porto”. A sucessão de desgraças q acomete o casal é o q vai testar sua união e gerar reflexões qto seu improvável (e ingênuo) desfecho, q questiona as ações de tds os envolvidos, incluindo o ladrão e sua execrável mãe. Nos faríamos o mesmo? Mas não fossem os competentes atores - Jean-Pierre Darroussin e Ariane Ascaride -  a identificação e empatia não teriam o mesmo resultado, pq eles q carregam o filme nas costas. Creio q pelo painel e discussão social q estabelece o único filme se pode ter como referência é o recente “A Separação” , porém tendendo mais pra criticar a esquerda aburguesada, q tb sente os reflexos da crise européia. 9/10


 

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Jorge Soto2012-05-14 08:03:47
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Gostei demais de Os Vingadores principalmente por ser um filme em que o direitor soube trabalhar com sua história um tanto limitada mas bastante bem resolvida, sobretudo quando coloca seus personagens frente a frente e se aproveita de suas emoções pra contextualizar os enredos dos outros filmes nesses embates (que chegam a ser físicos em várias oportunidades), resultando nos melhores momentos do filme. Os efeitos especiais são muito bons e utilizados sempre em prol da estória e quando necessários, ou seja, não há excesso ou desperdício. O texto é excepcional para um filme-pipoca, principalmente por apostar na diversão e priorizar os atores mais carismáticos, utilizando-se de seu talento para inserir as cenas cômicas em meio ás lutas. O elenco todo é bom mas o destaque maior fica por conta da interpretação dramática light de Ruffalo como Hulk e pelo sarcasmo desregrado cuja desfaçatez só poderia surgir de um ator com tanta carga irônica como Robert Downey Jr. Ele consegue se sobrepor ao restante do elenco com facilidade, liderando-o, embora esse papel estivesse claramente a cargo do Capitão América de Evans, que o defende com dignidade, ainda que não chegue aos pés de Downey Jr. O desfecho é bem clichê mas é o ápice do filme (muito bem feito por sinal) e deixa margem para uma continuação, que será muito bem-vinda. 9,5/10

 

Quando vi o final de Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez? fiquei bastante curioso para assistir o filme inteiro porque me pareceu o tipo de drama que te emociona do começo ao fim. Realmente a estória é bem bonita, sobretudo por ser inspirada num livro que foi escrito por um cara que a vivenciou e passou as experiências das semanas em que cuidou de seu pai acometido por um câncer. Acontece que todo o questionamento proposto logo no começo, bastante poético e representado por uma paisagem belíssima, é bastante diluído nas quase duas horas de filme e tem-se a sensação de que Blake (protagonista) é um menino mimado e que cria birra pelo pai excêntrico e gozador. Este tenta se aproximar a todo custo do filho, ficando claro que tenta fazer o melhor pra criança, embora não consiga. Então, a tão esperada resolução das pendengas criadas entre pai e filho prometida por Blake acaba não acontecendo, frustrando as expectativas de quem tentou se envolver com a estória. A família de Blake também é pouquíssimo explorada, bem como as atrizes que fazem sua mãe e irmã. Há uma pequena participação de Carey Mulligan que mostra o quão iluminada é a moça mas que não agrega valor ao roteiro, muito mal conduzido por Anand Tucker embora a cena final seja lindíssima. Agora, o que salva o filme, o tornando até agradável por mais que o roteiro tropece são as atuações de Jim Broadbent como pai (maravilhoso, principalmente quando está doente) e do poderoso Colin Firth como Blake. Brilhante do começo ao fim, Firth empresta seu jeito recluso e seu olhar perdido e disperso a um personagem que frequenta a tênue linha entre o real e o ficcionário o tempo todo. A cena final de Firth abraçando o pai é tocante e extraordinária pela facilidade que ambos os atores têm de representar as emoções necessárias, o fazendo com uma naturalidade impressionante. Por essas e outras (A Single Man, Tinker Taylor,  King's Speech) é que me pergunto porque diabos esse cara fabuloso ficou tanto tempo fazendo comédias românticas meia-boca (ele já tem mais de 50 anos) com o talento estrondoso que tem? Vai saber! 7,0/10

 

Joe Wright vem demonstrando bastante habilidade em construir longas tecnicamente perfeitos. Fez isso com Atonement e repetiu a dose em Hanna, onde figurino, direção de arte, montagem (primorosa) e, especialmente, trilha sonora e paisagem são fundamentais pro contexto da estória. Acontece que, assim como ocorreu em Desejo e Reparação, que transformou num dramalhão mexicano, Wright abusa da preocupação com a questão técnica em detrimento do roteiro. Aqui, ele tinha um material bastante interessante, que poderia ter se transformado em ótimo drama de ação não fosse sua tendência pra resolver da forma mais simples possível suas estórias. Aliás, as escolhas de elenco do diretor também não são acertadas. Enquanto em Atonement tínhamos um McAvoy com ares de galã marrentinho e uma Knightley com aquele queixo resultando num eterno bico irritante, em Hanna, Eric Bana (que nunca me convenceu) faz o "pai" da personagem-título com uma displicência e uma má vontade de dar ódio. A sempre maravilhosa Cate Blanchett também não encarna com brilho a vilã, deixando-a no piloto automático o tempo todo (com uma cara plastificada que dá medo por lembrar Kidman). No entanto, quem se sobressai (mais uma vez) é Saoirse Ronan carregando o filme, a estória, a paisagem, o texto, o pai, a mãe, a casa e tudo o mais nas costas. O longa é dela, parece ter sido feito pra ela e, se não foi, ela o roubou completamente. Talentosa de dar gosto, se joga completamente na personagem, assim como o fez em Atonement, Olhar no Paraíso e no maravilhoso The Way Back, entregando uma atuação vigorosa e até acima do que eu esperava, num filme nunca entrega o que promete. 6,0/10
bs11ns2012-05-14 09:06:06
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<font face="Times New Roman' date=' Times, serif" size="3">Sim. You freak. [img>" align=absmiddle" alt="%20den" />

 

 

 

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Não sei não hein... só apareceu você para a defesa.   smileys/3d23.gif" align="middle" />

Eu também gosto bastante de Platoon.smileys/05.gif" align="absmiddle" alt="05" />

 

 

 

Platoon é filmaço....conferido no cinema lá no distante 1986... 07.gif

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A MULHER DE PRETO – 6.0/10 – “A Mulher de Preto” é o 1º filme protagonizado pelo ator Daniel Radcliffe após a série de filmes do bruxo Harry Potter e não deixa der ser uma escolha corajosa, afinal trata-se de um suspense em que ele passa boa parte do filme sozinho em uma casa mal-assombrada, ou seja, o filme precisa muito da sua boa presença de cena. Ainda assim, o roteiro de Jane Goldman, a partir da obra de Susan Hill, dá ao ator uma série de elementos para ajudar na composição de Arthur Kipps, o que não é necessariamente uma virtude, já que se trata de um jovem viúvo, pai de uma criança e advogado cético e Radcliffe precisa equilibrar todo esse repertório que vem junto com o personagem com pouco tempo de cena e construção. O resultado é apenas correto, mas que deixa muito mais evidente que Radcliffe é um ator com enorme potencial do que necessariamente limitado. Enfraquecido pelo roteiro, o diretor James Watkins parece contagiado pela falta de sutileza do material que tem em mãos e a primeira meia hora de filme é sofrível já que somos apresentados a uma série de clichês requentados do gênero e de personagens coadjuvantes canastrões que reforçam forçosamente que algo está errado na região que abriga a casa que o jovem advogado pretende avaliar para uma possível venda. Ainda assim, o trabalho de fotografia de Tim Maurice-Jones é maravilhoso, excelente, ajudando Watkins a construir sequências belíssimas, especialmente quando insere o personagem em meio à neblina, embora a ambientação, de uma maneira geral, realmente mereça créditos pra lá de positivos. E essa perfeita climatização ajuda também a construir o clima de tensão necessário nas cenas ambientadas dentro da casa, especialmente para uma longa sequência que é o ponto alto do filme que se inicia, do lado de fora, com Kipps observando um vulto no alto da janela de um dos quartos e termina com ele apavorado abrindo a porta para sair de dentro da casa. No mais, Watkins se contenta em apenas construir aquelas sequências que querem dar sustos no espectador a qualquer custo e que chega a irritar, sendo raros os momentos em que consegue (e quando consegue as escolhas são realmente eficientes). A premissa é batidíssima e o desenrolar da narrativa é de uma previsibilidade absurda ao ponto de explicar a trama através de cartas que são localizadas por Kipps, tornando-se fácil para o espectador “decifrar” o mistério. Encerrando-se da pior maneira possível com um desfecho sobrenatural pra lá de piegas, “A Mulher de Preto” não deixa de ser interessante em alguns momentos, mas não é o bastante para torná-lo acima da média, nem mesmo a presença de Daniel Radcliffe que, ao menos, demonstra ter capacidade e talento para se envolver com projetos bem mais ambiciosos.
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JULIO CESAR “Uma produção que golpeia o espectador com violência e o

atordoa com o tinir de palavras de metal” sentenciou Bosley Crowther,

antigo crítico do The New York Times, em 1953. Difícil discordar, ainda

que outro fator contribua para o atordoamento, qual seja, a alta

complexidade dos diálogos shakespearianos, a qual por vezes torna a

experiência um bocado impenetrável e exigente. Ressalvas à parte, vale a

pena prestigiar o elenco de ouro em papéis antológicos da dramaturgia

ocidental, com destaque para John Gielgud, James Mason e o arrepiante

discurso de Marlon Brando diante da plebe manipulável. Em

preto-e-branco, livre do formato panorâmico em voga para produções de

temática assemelhada na época, porque não se trata de um épico de ação,

mas sim de uma adaptação na qual o verbo é que causa os maiores

estragos, como astutamente notou o falecido Crowther. B

 

TESS Produção visualmente bela – ainda que longa e desenrolar

vagaroso – que merece ser incluída em listas de obras que retratam o

sofrimento das mulheres em injustas sociedades patriarcais. Como é do

gosto dos dramas de época de Polanski, a exuberância plástica imaculada

predominante em filmes de outros diretores dá lugar a uma fotografia

naturalista, que se aproveita das vistas intocadas das locações ao ar

livre e confere um ar de autenticidade aos cenários interiores e ao

figurino. ‘Tess’ recompensa os pacientes e comove os românticos. B-

A FÚRIA Como explicar quando a pessoa não consegue apreciar um filme

claramente tosco, despretensioso e com tanto potencial para ser ao menos

divertido, ainda que passe longe de querer atingir o status de obra de

arte?

Brian De Palma é exímio criador de suspenses que deixam de lado a

meta de visar à posteridade e a seriedade autimportante comum a tantos

produções com ambições de mais e potencial de menos. Várias das icônicas

entradas na sua filmografia primam pelo exagero e pelo teor por vezes

paródico do gênero ao qual pertencem, expondo as maquinações do

thriller, do horror ou do erotismo ao mesmo tempo em que as subverte. O

resultado, via de regra, espanta pela engenhosidade e pela audácia,

culminando em pérolas desconcertantes (e mal-interpretadas) como

‘Vestida para Matar’, ‘Dublê de Corpo’, ‘Síndrome de Caim’ ou ‘Dália

Negra’.

Por alguma razão misteriosa, no entanto, em ‘A Fúria’ o ridículo não

parece nada além disso: ridículo. Desde os planos pouco inspirados se

comparados a outros imortalizados pelo diretor, passando pela presença

tristemente ridícula de Kirk Douglas até o final histérico, ‘A Fúria’

não convence nem como entretenimento voluntariamente classe B. Talvez

por que De Palma tenha sido encorajado pelo estúdio a se embrenhar neste

projeto a toque de caixa para aproveitar a onda do sucesso recente da

rentosa obra-prima ‘Carrie’. C

O QUE A CARNE HERDA A premissa é talhada para gerar polêmica: no sul

dos Estados Unidos, nos anos 40, uma mulher de tez clara é, na

realidade, negra. A partir dessa personagem e da localidade em que ela

se encontra, o filme explora um território temático bastante caro a

nações de passado escravocata e segregação racial. Como produção de

apelo social, ‘Pinky’ merece consideração por representar uma tentativa

quase pioneira de Hollywood em confrontar o conservadorismo da indústria

cinematográfica e do público da época. Na condição de drama humano, é

menos incendiário e impactante do que obras futuras de Kazan, como

‘Sindicato de Ladrões’ e ‘Boneca de Carne’. De temperamento sereno, nada

dado a histrionismos nem provocações extremas, impossíveis para 1949,

‘Pinky’ tem como trunfo o trabalho de atrizes do quilate de Ethel

Barrymore e Ethel Waters, bem como a cenografia detalhada. B

 

JEZEBEL Antecessor de E O Vento Levou na linha de épicos românticos

sulistas. Filmado em preto-e-branco, Jezebel trata das consequências dos

caprichos de uma mimada e rica noiva (Bette Davis) que, em meados do

século XIX, ousa desafiar convenções sociais com seu comportamento

provocativo. Acaba humilhando e perdendo seu prometido (Henry Fonda),

que viaja para o norte do país. Algum tempo depois, com a volta dele, a

moça mete os pés pelas mãos ao tentar instilar ciúmes no ex, agora

casado. A partir daí, tragédias seguem umas às outras, em meio a

discussões sobre o abolicionismo, a rivalidade entre ianques e o povo do

sul e a ameaça da febre amarela que grassava aquela região dos EUA. Com

marcantes interpretações de Davis e Fonda, guiado com a excelência

profissional do antigo mestre William Wyler, Jezebel é um clássico de

categoria sobre paixões frustradas, arrependimento e reparação. B+

STARMAN Raro filme terno de um mestre do horror. Em vez de facas

cortando a carne de adolescentes ou ameaças sobrenaturais que põem em

xeque o destino da humanidade, a telona é iluminada pela força de um

amor insuspeito que brota entre uma jovem viúva e um alienígena que se

apropriou do corpo de seu falecido marido. Quem esperar que Jeff Bridges

assuma, em algum momento, uma personalidade monstruosa e mortífera,

fazendo espirrar sangue dos personagens secundários, ficará chupando o

dedo. A atmosfera de Starman é amena, calorosa, assim como as

caracterizações de Bridges e Karen Allen. Grosso modo, seria uma versão

carpenteriana de E.T. do Spielberg, focado no romance em vez da amizade.

Há tomadas belíssimas compostas em tela larga, como é praxe do diretor.

Entretenimento curioso, infofensivo, ainda que sem a potência dos

thrillers de Carpenter. B-

 

NÓS NÃO ENVELHECEREMOS JUNTOS Apesar de não ter arroubos visuais de

impacto nem um ritmo inebriante, o filme ganha pontos por traçar um

panorama sóbrio de um relacionamento amoroso no qual nenhuma das partes

parece se beneficiar uma com a outra. O homem é bruto, possessivo,

mercurial. A moça é submissa, sensível, volátil. Os rituais circulares

de agressão-desentendimento-separação-perdão compõem a estrutura da

narrativa. Ainda assim, nem tudo se revela tão simples, pois é óbvio que

os dois se amam, o que confere um elemento trágico à história.

Sobreviveria esse sentimento intenso e nobre à incompatibilidade de

gênios, às altercações frequentes, quase sistemáticas? B-

AMOR À MORTE Achei interessante o modo como este filme investiga a

obsessão não só pela morte, mas também pelo amor de outra pessoa. Os

constantes interlúdios em que há apenas música conferem uma atmosfera

algo apreensiva, sem atrapalhar o andar do relato. Faz refletir sobre

como a fixação em determinada ideia pode literalmente dominar a vida de

alguém, controlando seus atos e pensamentos. Tudo isso sem tropeçar no

tédio pretensioso com que algumas produções ‘cabeça’ acabam punindo o

público, graças à condução fluida – ainda que peculiar – de Resnais e ao

trabalho atraente do elenco. B

 

 

Cremildo2012-05-14 17:20:04

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Andei revendo um dos meus filmes preferidos de todos os tempos "A Tênue Linha da Morte", e até fiz um review deste filme em meu programa de crítica de cinema no Youtube. Confiram ae e comentem, se quiserem:

 

 

 

 

 

bolotah2012-05-15 00:50:27

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Flor da Neve e o Leque Secreto  
Drama de mulheres (e para mulheres) apenas razoável esta co-produção sino-ianque. Resumidamente, fala da amizade “incondicional” de duas meninas, no séc. 19, obtida mediante a curiosa tradição do “laotong” (algo como “voto e amor eterno”), ao mesmo tempo q traça um paralelo com duas amigas nos dias atuais, em Shangai. Com varias idas e vindas temporais, o filme encanta mesmo pelas crenças e costumes da China antiga, além da simbologia existente no lance da “comunicação atraves do leque”. Apesar da direção chinesa, o filme é ianque demais e padece de alguns defeitos típicos de melodrama agridoce. As atrizes estão razoavelmente bem e a parte técnica é primorosa. Destaque pra agoniante cena em q os pés das meninas são enfaixados (violenta tradição q lembra o bom “Flor do Deserto” ), e pra impagável ponta do Hugh Jackman cantando chinês num karaokê. E olha, o Wolverine leva jeito pra musical! Um filme bonito q tem uma beleza particular, mas poderia ser beeem melhor. Quiçá como futura animação da Disney. E prepare o lenço. 8/10

 

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Jorge Soto2012-05-15 08:23:05
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A Dama de Ferro: Filme que conta a trajetória de

 

Margaret Thatcher, a primeira mulher a alcançar o cargo

 

de Primeira-Ministra na Inglaterra... Apesar de não ser

 

muito fã de filmes de Drama e Biografia, fui atraída pelo

 

mesmo devido a aclamada interpretação da Meryl Streep

 

e que merecidamente ganhou o Oscar 2012 pela brilhante

 

atuação !  icon_razz.gif

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A Pele Que Habito - Dir.: Pedro Almodóvar

 

 

 

Mais um filme do espanhol que me decepciona. Constitui-se basicamente de um thriller cuja reviravolta tem aquela loucura (mais um fetiche?) do diretor, pronta para causar impacto. De resto, é bom ver Antonio Banderas dignamente num papel sério e a trilha do Alberto Iglesias consegue dar algum suspense à trama.

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NARC

NARC - 2002

Peguei esse filme num saldão de uma locadora que estava

fechando, até então não conhecia nada sobre ele. Só sabia que era um filme

policial com um estilão independente. E é bem isso mesmo. Foi o primeiro do

diretor Joe Carnahan, (A Perseguição) que só se concretizou devido à produção

do ator Ray Liotta, que também atua no filme. Mas o longa só conseguiu um bom

destaque depois que o ator Tom Cruise comprou seus direitos e o relançou com

uma distribuição maior. Inclusive chegou a convidar Carnahan para dirigir Missão

Impossível 3, porem trocou o diretor por diferenças criativas.

 

NARC é um apelido para os policiais americanos que trabalham

contra o narcotráfico, geralmente infiltrados. 

No filme um policial que após um trabalho disfarçado no meio das drogas,

luta para se recuperar dos vícios adquiridos durante o período que esteve disfarçado.

Agora sua próxima missão é investigar a morte de um colega que fez o mesmo

trabalho seu, um policial disfarçado no meio dos drogados. E como ajuda ele vai

contar com outro policial que tem queixas pelos seus excessos de violência.

 

Um filme denso,

pesado e cru. Com cenas sensíveis e outras fortes. Boas seguencias de ação, mas

também tem bons momentos de reflexão. Um dos destaques é a frenética cena de

perseguição, logo no inicio que inclusive deu grande destaque ao diretor pela

forma que ela foi feita. Ray Liotta e Jason Patric formam uma boa dupla, com

uma boa química entre os dois. Liotta está bem gordo, mas isso o torna ainda

mais bruto.

 

Este filme foi

eleito por muitos como um dos melhores filmes policiais  desde Operação França, Oscar de 71, inclusive

o diretor de Operação França, William Friedkin é um grande admirador de NARC.

 

 

 

 

 

IMDB: 7,3

NOTA: 7/10

Recomendado para quem gosta de um bom filme policial

 

 

 

 

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Minha Felicidade

Road-movie russo barra-pesada cujo titulo melhor deveria ser “Minha Infelicidade”, dada a desgraceira q leva personagem principal em ordem crescente, sem ceremonias, em tom documental. Caminhoneiro se embrenha no interior rural do pais e se depara com td sorte de personagens, tds de alguma forma sendo ferrados por autoridades corruptas e violentas: veteranos de guerra, jovens putas, ciganas, ladrões pé-rapados, etc.. Quiçá seja o retrato do caos social atual daquele pais, onde o respeito pela vida humana não vale nada, sei lá. Mas este filme sobre a maldade humana bem q  poderia ter sido dirigido pelo Lars Trier. Na verdade é uma produção pessimista e sombria com idas e vindas onde várias estórias e tempos são mostrados, sem seguir o esquema tradicional ianque. Beeem arrastado e longo, portanto, pouco palatável á maioria. Varias cenas cabe destacar, tds fortes..mas vá preparado. Vale a visita, com ressalvas. 8,5/10

 

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Quando vi o final de Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez? fiquei bastante curioso para assistir o filme inteiro porque me pareceu o tipo de drama que te emociona do começo ao fim. Realmente a estória é bem bonita' date=' sobretudo por ser inspirada num livro que foi escrito por um cara que a vivenciou e passou as experiências das semanas em que cuidou de seu pai acometido por um câncer. Acontece que todo o questionamento proposto logo no começo, bastante poético e representado por uma paisagem belíssima, é bastante diluído nas quase duas horas de filme e tem-se a sensação de que Blake (protagonista) é um menino mimado e que cria birra pelo pai excêntrico e gozador. Este tenta se aproximar a todo custo do filho, ficando claro que tenta fazer o melhor pra criança, embora não consiga. Então, a tão esperada resolução das pendengas criadas entre pai e filho prometida por Blake acaba não acontecendo, frustrando as expectativas de quem tentou se envolver com a estória. A família de Blake também é pouquíssimo explorada, bem como as atrizes que fazem sua mãe e irmã. Há uma pequena participação de Carey Mulligan que mostra o quão iluminada é a moça mas que não agrega valor ao roteiro, muito mal conduzido por Anand Tucker embora a cena final seja lindíssima. Agora, o que salva o filme, o tornando até agradável por mais que o roteiro tropece são as atuações de Jim Broadbent como pai (maravilhoso, principalmente quando está doente) e do poderoso Colin Firth como Blake. Brilhante do começo ao fim, Firth empresta seu jeito recluso e seu olhar perdido e disperso a um personagem que frequenta a tênue linha entre o real e o ficcionário o tempo todo. A cena final de Firth abraçando o pai é tocante e extraordinária pela facilidade que ambos os atores têm de representar as emoções necessárias, o fazendo com uma naturalidade impressionante. Por essas e outras (A Single Man, Tinker Taylor,  King's Speech) é que me pergunto porque diabos esse cara fabuloso ficou tanto tempo fazendo comédias românticas meia-boca (ele já tem mais de 50 anos) com o talento estrondoso que tem? Vai saber! 7,0/10

 

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na verdade o personagem de Firth so queria a aprovacao (e posterior reconhecimento) do pai pela paixao dele pela literatura...algo q nunca teve na juventude.. Eu ja achei q Firht deveria ter ganho oscar por esse papel e nao pelo adulcorado Discurso do Rei..

 

 

 

A Pele Que Habito - Dir.: Pedro Almodóvar

 

 

 

Mais um filme do espanhol que me decepciona. Constitui-se basicamente de um thriller cuja reviravolta tem aquela loucura (mais um fetiche?) do diretor' date=' pronta para causar impacto. De resto, é bom ver Antonio Banderas dignamente num papel sério e a trilha do Alberto Iglesias consegue dar algum suspense à trama.[/quote']

 

 

 

tb achei esse filme do Almodovar bem fraquinho...

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The Lady
Biografia razoável da história poderosa da ativista política birmanesa Aung San Suu Kyi contra a ditadura militar de Myanmar. O elenco é soberbo e até a canastra Michelle Yeoh convence bem no papel principal, ao lado do Michael Aris, como o marido compreenssivo. Paralelamente ao lance político (algo como uma “Mandela de saias”) rola como isso afetou a vida familiar dessa mulé retada, o q de certa forma influenciou o destino daquele pais. A prisão domiciliar, as atrocidades do governo, as emocionantes eleições, o drama da doença do marido, sua difícil “Escolha de Sofia” e o ganho do Premio Nobel  da Paz são bem retratados, mas de forma simplista até demais, tal qual “A Dama de Ferro”. É um bom filme, mas eu curti mais pela curiosidade em conhecer e  saber mais daquele obscuro pais asiático, embalado por belas paisagens de cartão-postal. Uma coisa é certa do diretor Luc Besson: seu forte mesmo são os filmes de ação e aventura, como seu último, o delicioso “As Mumias do Faraó”. 8,5/10


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© Left Bank Pictures

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Viajo Pq Preciso, Volto Pq Te Amo
Apesar do titulo q lembra frase de pára-choque de caminhão, ele calha como luva pra este belíssimo “road-movie experimental” tupiniquim. Com ecos de “O Ceu de Sueli” e “Cinema, Aspirina & Urubus”, acompanhamos a jornada solitária, tanto física qto mental, do jovem geólogo Zé Renato pelo sertão nordestino, avaliando a viabilidade de construção de um canal pela região. Narrado “em off” (nunca vemos o personagem) e tocado em tom de documentário antropológico, a medida q o cara se envolve com seu trabalho, a paisagem e a humilde gente local, vamos conhecendo mais do seu melancólico passado. E nos envolvendo com ele, como se estivéssemos de carona junto. Uma poesia sobre a fuga e autoconhecimento? Sem duvida. Montagem bacana, trilha brega-forrozeira pertinente e edição estupenda, esta modesta produção resulta tanto numa maravilhosa viagem pela caatinga agreste como um contemplativo exercício de cinema. Mas não é pra qq paladar, pois pode cansar quem espera algo mais comercial e convencional. 9,5/10
 

 

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Nasce Um Monstro (It's Alive, 1974) - 3/5

 

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Terror muito bem feito (1974) sobre um bebê que sofre uma mutação ainda no útero de sua mãe e que ao nascer acaba se tornando um monstro assassino. Ele se alimenta de sangue e carne humana e já no parto dizima toda a equipe médica.

 

 

 

O SBT exibia na sessão das dez...dessa vez assistido on-line...parece que teve uma refilmagem em 2008...

 

crazy2012-05-18 15:44:58

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