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Planeta dos Macacos: A Origem

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Planeta dos Macacos – A Origem: Evolução e Revolução!

Por

Marcelo Milici
03/09/2011

planeta-dos-macacos-2011-21-300x167.jpgProvavelmente o escritor francês Pierre Boulle não imaginava que sua obra “La Planète des singes“, escrita em 1963, iria render um clássico absoluto de ficção científica cinco anos depois e uma franquia sensacional que se estenderia por mais de quarenta anos. Mais conhecido pelo bestseller “A Ponte do Rio Kwai“, Bouller costumava acrescentar em suas obras muito do que experimentara na 2ª Guerra Mundial ao se alistar no exército na Indochina francesa. Por isso não é difícil entender as mensagens transmitidas nas produções baseadas em suas obras, quando ele criticava a natureza da guerra como um retorno do Homem às suas origens.

planeta-dos-macacos-2011-8-300x166.jpgForam realizados sete filmes, uma série para a TV e um desenho animado baseados nos símios e no conflito com o Homem. Depois da franquia antiga, composta de “O Planeta dos Macacos” (1968), “De Volta ao Planeta dos Macacos” (1970), “A Fuga do Planeta dos Macacos” (1971), “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972) e “A Batalha do Planeta dos Macacos” (1973), foi realizado um remake em 2001, dirigido por Tim Burton, e agora um prelúdio não-assumido intitulado “Planeta dos Macacos: A Origem“, que chegou aos cinemas brasileiros em 26 de agosto de 2011, comprovando o quanto essas criaturas podem conquistar mais do que um planeta, mas a simpatia daqueles que buscam entretenimento nos cinemas.

planeta-dos-macacos-2011-7-300x209.jpgDirigido por Rupert Wyatt, a partir de um roteiro escrito por ele em parceria de Daniel Hardy (ambos trabalharam no thriller “The Escapist“, 2008), “Planeta dos Macacos: A Origem” se passa nos dias atuais num laboratório de pesquisas científicas que realiza testes com macacos para descobrir a cura de doenças degenerativas como o Alzheimer. O cientista Will Rodman (interpretado por James Franco) tem uma motivação especial para as experiências: seu pai, Charles (John Lithgow, que em 1987 teve um contato divertido com um animal inteligente em “Um Hóspede do Barulho“), sofre da doença e já não consegue mais tocar piano e está confundindo lembranças. Depois que a chimpanzé “Olhos Brilhantes” (referência ao apelido dado pela Dr.Zira a Taylor em “O Planeta dos Macacos“) – que ganhou esse apelido devido à coloração dos olhos causada pela droga ALZ-112 – demonstra avanços cognitivos, Rodman realiza uma palestra para arrecadar fundos e a permissão para iniciar experiências em humanos. No entanto, o animal escapa de seu cativeiro e, violento, causa uma confusão no local, até ser morto pelos seguranças. É descoberto que a fúria de “Olhos Brilhantes” teve como motivo o fato dela ter dado à luz recentemente e estar distante de seu filhote. Com o cancelamento dos avanços científicos, Rodman decide levar o bebê para criar em casa, além de testar a droga em seu pai, conseguindo bons resultados.

planeta-dos-macacos-2011-5-300x165.jpgBatizado de César (referência ao filho da Dr.Zira e Cornelius em “A Fuga do Planeta dos Macacos“), o animal cresce no novo lar, tornando-se uma atração e ao mesmo tempo causando incômodo no vizinho. Aos poucos, sua capacidade de raciocínio se torna ainda mais evoluída, permitindo que o animal se comunique por sinais e entenda as reações de “seu pai“, Rodman, e a namorada Caroline Aranha (Freida Pinto, de “Quem Quer Ser um Milionário?“). No entanto, após dez anos, um incidente na vizinhança leva César para um abrigo de animais, comandado por John Landon (Brian Cox, de “Red – Aposentados e Perigosos“) e seu filho Dodge (Tom Felton, fazendo um vilão parecido com o seu Draco Malfoy), além do simpático Rodney (Jamie Harris, de “O Besouro Verde“), e lá ele descobre o lado agressivo dos humanos e começa a planejar uma possível revolta pela liberdade. Em tempo, Landon e Dodge eram os parceiros de Taylor na viagem espacial que culminou com a queda da nave em “O Planeta dos Macacos“, de 68; e Rodney é uma homenagem ao astro da franquia antiga Roddy McDowell.

planeta-dos-macacos-2011-4-300x168.jpgÉ impossível não falar de “Planeta dos Macacos: A Origem” sem mencionar os impressionantes efeitos especiais! Com uma mistura de CGI com a animação de movimentos do ator Andy Serkis (que interpretou o King Kong no filme de 2005), a WETA conseguiu grandes evoluções nos efeitos especiais principalmente nas expressões faciais e nos olhos – sem aquela aparência sem vida do passado. A empresa chegou a dizer que a tecnologia era ainda superior aos efeitos de “Avatar“, de James Cameron, que já eram incríveis. Se os macacos de 1968 já eram dignos de Oscar, e os de Tim Burton chegaram a arrepiar na maquiagem, neste novo filme temos animais interagindo com os homens de forma absolutamente natural, mostrando que não há mais limites para os efeitos especiais.

planeta-dos-macacos-2011-3-300x168.jpgAlém da tecnologia de primeira, o filme é bem movimentado com muitas surpresas e mantém a expectativa do público para a cena da Ponte de São Francisco, o momento mais espetacular da produção. Se no filme de 1971, “A Fuga do Planeta dos Macacos“, era difícil imaginar como aquela centena de macacos seria capaz de dominar um planeta inteiro, neste a solução foi encontrada de forma coerente ao introduzir um vírus mortal para os homens, mas inofensivo para as criaturas.

planeta-dos-macacos-2011-2-300x169.jpgOutro ponto positivo da produção são as inúmeras referências à franquia antiga, homenageando tudo o que foi mostrado e permitindo ao público um diálogo entre toda a série dos “apes“. Como na cena em que César brinca com um quebra-cabeça da Estátua da Liberdade, numa referência ao final do clássico; a aparição de uma chimpanzé chamada de Cornélia – lembrando “Cornélius” e “Zira“; na primeira palavra de César, o grito “Não“, que remete as palavras de Cornélius em “A Fuga do Planeta dos Macacos“; na falas do personagem de Tom Felton: “It’s a madhouse! A madhouse!” e “Take your stinking paws off me you damn dirty ape!”, ditas por Charlton Heston no primeiro filme. Aliás, o ator faleceu em abril de 2008, mas foi lembrado através de dois momentos em que passam na televisão filmes em que atuou: “Agonia e Êxtase” (1965) e “Os Dez Mandamentos” (1956).

planeta-dos-macacos-2011-258x300.jpgPor outro lado, James Franco talvez não tenha sido a escolha ideal para viver o protagonista. Embora carismático, ele não é capaz de manter toda a carga emotiva de seu personagem nos conflitos com seu pai e até nos encontros com César no abrigo e mais tarde na Ponte de São Francisco. Ele já havia mostrado uma certa deficiência em “Homem-Aranha”, apesar de ter feito um ótimo trabalho em “127 Horas“.

Contando com ótimas cenas de ação e momentos emocionantes, “Planeta dos Macacos: A Origem” mostra o quanto o tema é sempre bem-vindo. Desde já, fico no aguardo da próxima produção com os “apes“, mesmo que ela seja realizada daqui a dez anos para contar o próximo passo da saga dos macacos inteligentes! Enfim, um filme altamente recomendável!

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Nossa, não vi nenhuma surpresa. Pra mim o filme foi previsível ao extremo a ponto de, no começo, eu já ter adivinhado o resto do filme todo!

 

E com tantas referências assim aos outros filmes, fica difícil de atrair um novo público pra assistí-lo. Eu mesmo, que vi o de 68 e o de Tim Burton, nem lembrava de tudo isso que foi citado!

 

Não acho que Franco tenha sido a escolha errada não. O roteiro é que soa muito arrogante e pretensioso mesmo. Você não se compadece dos macacos pelo filme, se compadece porque é humano. Obviamente que quando a gente ouve notícias sobre sacrifício de animais, ficamos penalizados naturalmente. Justamente aí ficou o ponto fraco do filme pra mim: faltou identificação! De resto é pra se divertir mesmo! Bem pipocão entertainer!!!

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Pra mim esse foi o melhor filme Pipoca do ano até aqui, esperava uma bomba tal qual o do Burton ou até pior,mais fiquei surpreso,a trama prende do começo ao fim, vou passar a prestar mais a atenção no trabalho do diretor Rupert Wyatt, ele conseguiu o que o consagrado Burton não conseguiu no seu samba do macaco doido, construir uma história envolvente,cativante,convicente(pra mim) e com ação e feitos visuais na medida certa.

 

 

 

A Atuação do Andy Serkis em seus personagens virtuais é de uma perfeição de deixar o queixo caído, o cara da uma expressão e humanidade a personagens surreais que parece até que podemos encontra um macaco daquele por ai ou um Gollum na floresta, esse ja ta merecendo um prêmio pelo conjunto da obra,o filme é excelente. Nota 10/10

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Filme bom, cenas de ação envolventes, mas o problema foram os personagens não símios, muito caricatos ou inertes.

 

 

 

E o filme tem uma premissa genial, mas falha ao expor uma ideia do assunto bastante distorcida, como se a inteligencia fosse um poder místico. Um macaco(ou um ser humano), por mais inteligente que fosse, que NUNCA vira uma arma de fogo antes em sua vida, não saberia o que os guardas estariam segurando na mão, o que ela soltaria, como fazer pra se defender dessa arma.... Ou seja, a cena dos macacos usando um ônibus pra se proteger das armas de fogo, por mais que seja um detalhismo que não teria problema algum no filme, mas acaba se tornando um perfeito exemplo de como o assunto foi abordado no filme.

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Mas eu ach que nessa cena do ônibus, os macacos estavam sendo liderados pelo Cesar e ele pasou metade da vida trancado numa casa e provavelmente asistindo televisão, por tanto ele era o mais bem informado ali e o mais inteligente.

 

 

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se o César tivesse dito "My precious.."  ao inves de "Cesar´s home" a critica teria sido difrente.. 06

 

O Pablo não detonou só achou bom. Também não achei a sétima maravilha do mundo. Apenas gostei.

 

Para mim só o César falar já era suficiente. Acho até um pouco forçado à fala já no início, mas uma palavra ainda vai. Agora uma frase inteira leva tempo para que a evolução de suas cordas vocais consiga fazer isto. Sei lá achei meio forçado. O mesmo vale para escrita.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Alguém aprendeu rápida à escrita árabe, ou chinesa. Isto leva tempo mesmo com um cérebro como humano bem desenvolvido. Mesmo sendo um super cérebro a coisa também não é assim do dia para noite como mostra no filme. Deveria levar anos ou meses. 12

 

Gostei pra caramba do personagem do César, mas também não acho as mil maravilhas o filme, para ser franco decepcionei-me um pouco. Contudo achei-o anos luz a frete do filme do Burton. Alias como já disse no facebook isto não é mérito era o esperado. O filme tão pouco supera o clássico de 1968, mas ainda sim é muito bom. Só não é uma maravilha como imaginei. 04

Plutão Orco2011-09-21 01:55:57

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Filme bom' date=' cenas de ação envolventes, mas o problema foram os personagens não símios, muito caricatos ou inertes.

E o filme tem uma premissa genial, mas falha ao expor uma ideia do assunto bastante distorcida, como se a inteligencia fosse um poder místico. Um macaco(ou um ser humano), por mais inteligente que fosse, que NUNCA vira uma arma de fogo antes em sua vida, não saberia o que os guardas estariam segurando na mão, o que ela soltaria, como fazer pra se defender dessa arma.... Ou seja, a cena dos macacos usando um ônibus pra se proteger das armas de fogo, por mais que seja um detalhismo que não teria problema algum no filme, mas acaba se tornando um perfeito exemplo de como o assunto foi abordado no filme.[/quote']

 

Ele virou o Caio Julio César da noite para o dia. Virou um estrategista militar. Até gestos de comando militar ele fazia para as tropas de símios avançarem ficou bem forçado, mas legal. Concordo que não se aprende estratégia militar da noite para o dia, isto leva tempo assim como escrita e fala. As cordas vocais de um chimpanzé podem proporcionar o dialogo Gustavo? Mesmo que possa, acho que uma frase inteira não seria possível. Não é só ver na TV, mas também a prática fez falta no filme. Por isto achei forçado. Não vi ele praticando fala só os gestos com o seu dono. Será que o gás milagroso também alterou a fisionomia das cordas vocais?

 

Mas eu ach que nessa cena do ônibus' date=' os macacos estavam sendo liderados pelo Cesar e ele pasou metade da vida trancado numa casa e provavelmente asistindo televisão, por tanto ele era o mais bem informado ali e o mais inteligente. [/quote']

 

Também imaginei isto, mas imaginar não me basta. Seria interessante se o filme mostrasse claramente isto. Séria um bom ponto extra estas cenas em apenas alguns minutos. Seria legal até ver como ele reagia aos conhecimentos vistos e aprendidos sobre a cultura humana a descoberta e tudo mais de outro mundo além do dele. E através deste conhecimento conhecer sua própria situação. Em fim isto fez muita falto no filme.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Plutão Orco2011-09-21 02:12:28

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Mas eu ach que nessa cena do ônibus' date=' os macacos estavam sendo liderados pelo Cesar e ele pasou metade da vida trancado numa casa e provavelmente asistindo televisão, por tanto ele era o mais bem informado ali e o mais inteligente.

 

 

 

[/quote']

 

 

 

pois é, esse é o erro que o filme cai, tratar inteligência de forma tão simplista, caindo na ideia informal que as pessoas normalmente tem da inteligência.

 

 

 

Inteligência não é um acumulo de informações. O Cesar tinha informações a respeito do mundo dos humanos, tudo ok. Mas isso não o faz mais inteligente, o que o faz mais inteligente são as habilidades cognitivas que dão a ele a capacidade de melhor criar uma resposta pra os fenômenos apresentados.

 

 

 

Mas ele liderava o grupo, mas como o grupo, sem a linguagem (tudo bem, Cesar aparentemente desenvolveu a linguagem corporal, como mostrou seus gestos na ponte dizendo o que cada um deve fazer), iria entender o que ele queria? Ele explicou isso antes? como se ele não poderia prever a situação?

 

 

 

É difícil um ser humano sem nunca ter visto uma arma de fogo ou algum projetil entender o que é preciso fazer pra se defender (por mais inteligente que ele seja, isso não tem haver com inteligência).   

 

 

 

 

Ele virou o Caio Julio César da noite para o dia. Virou um estrategista militar. Até gestos de comando militar ele fazia para as tropas de símios avançarem ficou bem forçado' date=' mas legal. Concordo que não se aprende estratégia militar da noite para o dia, isto leva tempo assim como escrita e fala. As cordas vocais de um chimpanzé podem proporcionar o dialogo Gustavo? Mesmo que possa, acho que uma frase inteira não seria possível. Não é só ver na TV, mas também a prática fez falta no filme. Por isto achei forçado. Não vi ele praticando fala só os gestos com o seu dono. Será que o gás milagroso também alterou a fisionomia das cordas vocais?[/quote']

 

 

 

Pois é, esse é o problema do filme, ele transforma um tema complexo em simplismo.

 

 

 

 

 

 

Também imaginei isto' date=' mas imaginar não me basta. Seria interessante se o filme mostrasse claramente isto. Séria um bom ponto extra estas cenas em apenas alguns minutos. Seria legal até ver como ele reagia aos conhecimentos vistos e aprendidos sobre a cultura humana a descoberta e tudo mais de outro mundo além do dele. E através deste conhecimento conhecer sua própria situação. Em fim isto fez muita falto no filme.[/quote']

 

 

 

Bem, não acho que ele precisaria explicar que o Cesar se desenvolveu em uma cultura humana e por isso sabe muitas coisas a respeito dela.

 

 

 

Porém, como você evidenciou, esses insides seriam uma oportunidade formidável pra explorar como certos elementos apresentados na infância, no desenvolvimento do ser, influência a formação de sua personalidade....

 

 

 

O filme trata a inteligência, que é um tema complexo e até hoje não se tem uma definição, em um tema simples, de conversa de botequim. Parece-me que o diretor queria expor a questão envolvendo a exploração animal, inteligência, e a ciência sem ética, abordando a inteligência como comumente as pessoas imaginam, com o intuito de ganhar empatia do público e sensibiliza-los.

 

 

 

Ao meu ver, foi uma decisão falha, é um bom filme, mas que acaba na verdade sendo uma grande perda de oportunidade, pois ali havia uma grande ideia, um grande potencial que foi explorado de forma errado, ou com intenções erradas. Sem falar que, como citado por um forista, acabamos torcendo por um humano, Cesar, não por um macaco, apesar de eu entender a intenção do diretor em faze-lo mais humano, pois assim ele traria todos aqueles sentimentos dos animais enjaulados aos nosso entendimento, ao nossos olhos. É como se com a inteligência o animal conseguisse expor pra nós aquilo que ele recebia, sentia, mas não era possível nós percebermos, ou eles entenderem.

 

Gustavo Adler2011-09-21 15:43:49

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Tb acho que ao "humanizar" Cesar foi p/ que ele utilizasse uma linguagem mais próxima da nossa, mais "entendível" e digerível.

 

E a impressão que dá é que a inteligencia já existia em Cesar o virus apenas aguçou, lhe deu alguns recursos, o da fala inclusive.

O orangotango tb era inteligente mesmo antes de ter contato com virus.

 

Não vejo como falha, não. Acho um recurso plausível.

Na sequencia da história são os macacos que falam e se surpreendem qd um humano fala.

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Acho que o maior erro científico do filme é desconsiderar que humanos são mais próximos geneticamente dos chimpanzés do que os orangatangos. Não faz sentido a droga desenvolvida pelo personagem do James Franco potencializar a inteligência dos símios e ter um efeito completamente adverso nos humanos.

 

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Tb acho que ao "humanizar" Cesar foi p/ que ele utilizasse uma linguagem mais próxima da nossa' date=' mais "entendível" e digerível.

 

E a impressão que dá é que a inteligencia já existia em Cesar o virus apenas aguçou, lhe deu alguns recursos, o da fala inclusive.

 

O orangotango tb era inteligente mesmo antes de ter contato com virus. Não vejo como falha, não. Acho um recurso plausível. Na sequencia da história são os macacos que falam e se surpreendem qd um humano fala[/quote']

 

 

 

Mas ai é que está, a espécie humana difere das outras espécies por possuírem uma mente simbólica, os chimps entendem simbolos, alguns conceitos e suas representações, mas simbolismo é preciso de outras coisas.

 

 

 

O grande problema no filme é que a inteligência é vista como se ela levasse a onisciência, a visão além do alcance, a mente além do alcance,... como se fosse uma força mística.

 

 

 

Acho que o maior erro científico do filme é desconsiderar que humanos são mais próximos geneticamente dos chimpanzés do que os orangatangos. Não faz sentido a droga desenvolvida pelo personagem do James Franco potencializar a inteligência dos símios e ter um efeito completamente adverso nos humanos.

 

 

 

Mas ai que tá, não fora o remédio quem causou danos aos humanos, fora o vírus que era pra impedir o sistema imunológico agir, devido a seu elevado grau mutagenico.

 

 

 

E também, o fato do sistema imunológico ser mais sensível ao médicamento que o Chimp e outros macacos é possível, uma vez que a seleção pode ter nos selecionado com algum gene específico que deixasse o sistema imuno extremamente sensibilizado, enquanto as pressões a que foram submetidos os chims e outros símios não selecionaram esses genes, coincidentemente.

 

 

 

O fato do Orangotango ser o mais inteligente entre os primatas não é um impropério, na verdade o Orangotango rivaliza em muitos estudos de uso e construção de ferramenta, pesquisas com cognição (se entende o conceito e a lógica de determinados problemas...), pesquisas de aprendizado (nos orango, chimps e bonobos há a transmissão de conhecimento não só por imitação, mas também pelo sistema professor-aluno, mãe-filho)...

 

 

 

Gustavo Adler2011-09-21 23:46:06

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Vocês querem um filme ou uma tese de mestrado científica?

 

 

 

Entendo sua crítica a nossa crítica.

 

 

 

Mas o problema é que ele expôs uma ideia cheia de potencial de forma catatônica.

 

 

 

É verdade que como filme entretenimento, blockbuster, dentro do que ele propunha, estava um filme perfeito, o melhor do ano.

 

 

 

Mas o problema é que o tema que ele trabalhou, o blockbuster pefeito estragou uma grande oportunidade, e ajudou a reforçar uma ideia simplista e distorcida de inteligência.

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Mas não é esse ambito que está sendo questionado.

 

 

 

É justamente na falta de ambição ou percepção que o diretor teve, pois ele trabalhou com uma ideia fantástica, que tinha grande potencial.

 

 

 

O Filme não foi ruim, pelo contrário, mas o problema é que após terminado, você fica decepcionado pelo que poderia ser trabalhado com essa ideia.

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Mas eu ach que nessa cena do ônibus' date=' os macacos estavam sendo liderados pelo Cesar e ele pasou metade da vida trancado numa casa e provavelmente asistindo televisão, por tanto ele era o mais bem informado ali e o mais inteligente. [/quote'] Também imaginei isto, mas imaginar não me basta. Seria interessante se o filme mostrasse claramente isto. Séria um bom ponto extra estas cenas em apenas alguns minutos. Seria legal até ver como ele reagia aos conhecimentos vistos e aprendidos sobre a cultura humana a descoberta e tudo mais de outro mundo além do dele. E através deste conhecimento conhecer sua própria situação. Em fim isto fez muita falto no filme.

 

 

 

Só imaginar não lhe basta? Bem, eu penso o contrário... nos filmes é sempre assim, normalmente colocam algum detalhe numa cena, normalmente sem sutileza nenhuma, de tal forma que já sabemos de antemão que aquilo será usado mais para frente, o que é apenas previsível (mas não a ponto de ser ruim, é só a linguagem cinematográfica básica). Ver César assistindo documentários de guerra ou algo assim não teria feito a menor diferença, nem para melhor, nem para pior, na minha opinião. Nesse caso, imaginar já foi o bastante para mim.

 

 

 

A propósito, muito bom o filme. RAZIEL2011-10-03 22:03:38

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Mas não é esse ambito que está sendo questionado.

 

 

 

É justamente na falta de ambição ou percepção que o diretor teve' date=' pois ele trabalhou com uma ideia fantástica, que tinha grande potencial.

 

 

 

O Filme não foi ruim, pelo contrário, mas o problema é que após terminado, você fica decepcionado pelo que poderia ser trabalhado com essa ideia. [/quote']

 

 

 

Não, você fica decepcionado com isso, porque você espera que todo filme vire alguma tese sobre algo. Nem preciso dizer que isso é bobagem. Mesmo porque você sempre vai se decepcionar se esperar isso de um filme de verão.

 

 

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Não' date=' você fica decepcionado com isso, porque você espera que todo filme vire alguma tese sobre algo. Nem preciso dizer que isso é bobagem. Mesmo porque você sempre vai se decepcionar se esperar isso de um filme de verão.

 

 

 

[/quote']

 

 

 

 

 

Você não deixa de ter razão, mas sabe o efeito criado pelo Misterioso Caso de Benjamin Button?

 

 

 

Pois é, acho que o caso é o mesmo, um filme que usava uma ideia com grande potencial mas acabou por restringir-se a um romance padrão e usual sem explorar os conteúdos que eram inerentes ao tema.

 

 

 

Porém, pra mim o Misterioso caso de B.... pecou ainda na falta de originalidade, como se só o tema de inversão do tempo fosse suficiente. Já Planeta dos Macacos, a Origem foi muito criativo é verdade, e não deixou de abordar o tema como material para construir o entretenimento, por isso gostei mais desse filme do que do Misterioso....

 

 

 

Mas isso é uma faca de dois legumes, pois acabou recaindo em uma ideia catatônica que permeia o imaginário comum da população. Fora que o único personagem de valor eram os macacos, os humanos eram todos caricatos ou apáticos (o caso do personagem que cuidou de Cesar). Acho que o filme poderia melhor explorar a ideia.

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Fiquei maravilhado com esse filme. Já esperava muito dele desde o primeiro teaser,acompanhei cada informaçãozinha que saiu antes da sua estréia,e esperava com toda certeza do mundo ver um bom filme....pra minha sorte,mesmo com todo esse hype,não me decepcionei. Foi um dos pouquíssimos blockbusters recentes que conseguiu juntar uma CGI fora do comum com boas atuações(especialmente a do Andy Serkis) e até que enfim,uma boa história,do jeito que a franquia sempre mereceu. Fugiu completamente daquela aberração-de-filme do Burton. 10.gif

 

 

 

Filmaço-aço.

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Turma,

 

 

 

eu gostei bastante do filme, achei que ele cumpriu direitinho com o básico para esse tipo de abordagem, que é explicar como acontecera os fatos futuros, ora, explicou como os macacos ficaram inteligentes, explicaram como a humanidade fica burra e quase extinta e mostraram a saída do foguete tripulado, o que deixou o filme tecnicamente perfeito dentro da minha opinião de proposta básica.

 

 

 

Achei que a sequencia de transformação da personalidade do Cesar foi muito bem trabalhada e ele gritando, "NÃO!", foi quase que assustador para mim, porque assisti e me envolvi com o filme, levei um susto, foi legal e no final ele soltando aquela frase mais longa fechou com chave de ouro...

 

 

 

Nota 10/10

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Uma estória banal, conteúdo abordado de forma padrão hollywoodiano, mas visualmente criado com esmero. Foi como considerei Planeta dos Macacos: A Origem. Não cheguei a me envolver muito com o enredo em si, mas várias cenas me encheram os olhos. Certamente valeu a pena, embora não passe nem perto de ser um dos meus preferidos.

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