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Consciência


Mr. Scofield
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A consciência constitui um dos principais enigmas do conhecimento e é responsável por discussões extremamente amplas que vão desde a sanciência (um dos fatores que diferencia o comportamento com relação aos animais e plantas para os veganos, como já discutimos no tópico de vegetarianismo), ações e atitudes humanas, religiosidade, comportamento, regras de conduta social e muitos outros.

 

Apesar da amplitude do assunto, exponho a ideia de postar a motivação que tive ao criar o tópico. Me assustei ao saber de uma pessoa de classe social abastada que quase efetuou um crime contra um policial ao ser pega em uma blitz. A defesa se baseia na ideia de que as razões para sua atitude se baseavam no consumo inadequado de bebidas e anti-depressivos em conjunto. Daí fiquei me perguntando se substâncias químicas que podem alterar estados conscientes são capazes de criar distorções inexistentes. Por exemplo: pessoas que agem assim podem não ter índole agressiva reprimida? A química e a ciência são ou serão capazes de produzir substâncias que CRIAM personalidades, sejam de qualquer tipo desejado/indesejado por afetar o processo de construção de personalidades?

 

Somos capazes de conceber um mundo diferente de qualquer uma de nossas experiências quando sob o efeito de entorpecentes ou aquele mundo já existia em nosso inconsciente e só faltava a ligação com o mundo consciente?

 

Essa perspectiva inicial, claro, não esgota o assunto em nenhuma hipótese, sendo somente uma ideia para iniciar a discussão. Se o tópico vingar, vamos tentando destrinchar o assunto, inclusive com a retratação no cinema (há vários casos em que a inconsciência é traduzida para a consciência para atingirmos melhor o universo dos protagonistas de estórias perturbadoras ou não - coisa que as artes conseguem fazer de forma interessantíssima).

 

Gostaria de dizer que o assunto pode ser discutido na esfera mais ampla possível, visto que questões do tipo abrangem inúmeros fatores. Portanto, religião, radicalismo, preconceito, vegetarianismo, enfim: ações e atitudes humanas todos se intercambiam na dinâmica global do assunto. O foco aqui é na perspectiva da consciência humana (nossa e de como a justiça e as outras pessoas devem encará-la), nas suas interações com o inconsciente humano e mesmo nas vinculações científicas (como a ciência vem driblando seus mistérios e como tentamos compreender seus enigmas). A consciência ultrapassa o domínio da racionalidade e atinge vários âmbitos.

E aí, qual a opinião de vocês?  01

 

 

 

Mr. Scofield2011-05-02 12:11:58

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Daí fiquei me perguntando se substâncias químicas que podem alterar estados conscientes são capazes de criar distorções inexistentes. Por exemplo: pessoas que agem assim podem não ter índole agressiva reprimida? A química e a ciência são ou serão capazes de produzir substâncias que CRIAM personalidades, sejam de qualquer tipo desejado/indesejado por afetar o processo de construção de personalidades?

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Acho que todos os humanos tem o lado agressivo, o lado tarado, os lados que quando conscientes, sabemos controlar e deixar adormecido.

então criar, criar, nao acho que crie, só tira todo o filtro de consciencia do que pode ou nao pode ou de turbinar aquele lado adormecido.

 

 
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É um tema complexo, que envolvem muitas coisas, a partir do momento que a pessoa ingere bebida e anti-depressivos, logicamente para tomar isso, a pessoa já teve e tem um problema, o problema já aconteceu, acho que a mente da pessoa já mudou por algum momento negativo, um trauma passado, uma pressão social dando um tilk no cérebro com a extrema pressão, ai quando entram especificamente anti-depressivos, assim como as drogas alucinatórias combinado com outros químicos ou bebidas, isso só influencia mais para que a pessoa tome medidas impensáveis e se torne uma pessoa fria, seja qual for a classe social, acontece mais com a classe média e mais baixa por causa que estas pessoas sofrem mais na vida e sofrem mais dificuldade na vida.

 

 

 

Para mim é o seguinte, o individuo que sofre em algum momento da vida, seja um trauma, a morte de alguém, o convívio negativo familiar, um bullying, a visão de algo perturbadora, ocasionando algo obsessivo e compulsivo, junto com drogas, obviamente vai acarretar numa mudança na sua consciência junto com a raiva social e a isolação fazendo com a que pessoa tome e pense em ideias individuais, seja certas ou erradas (quase sempre negativas e com raiva), que ocasiona em uma atitude impensável e as vezes levada por uma alucinação, alguns cometem crimes e por ai vai...

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É um tema complexo' date=' que envolvem muitas coisas, a partir do momento que a pessoa ingere bebida e anti-depressivos, logicamente para tomar isso, a pessoa já teve e tem um problema, o problema já aconteceu, acho que a mente da pessoa já mudou por algum momento negativo, um trauma passado, uma pressão social dando um tilk no cérebro com a extrema pressão, ai quando entram especificamente anti-depressivos, assim como as drogas alucinatórias combinado com outros químicos ou bebidas, isso só influencia mais para que a pessoa tome medidas impensáveis e se torne uma pessoa fria, seja qual for a classe social, acontece mais com a classe média e mais baixa por causa que estas pessoas sofrem mais na vida e sofrem mais dificuldade na vida.

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Acho que entendi o que quis dizer. Mas aí entra outra discussão: quais os efeitos reais de um tratamento psiquiátrico sobre a porção consciente? Sensações/sentimentos agressivos só permanecem escondidos no inconsciente e aí com a situação adequada estimulada por substâncias químicas eles pululam e podem causar danos devastadores?

 

O interessante nesse caso é que a pessoa tinha uma classe social mais elevada que a maioria. Mas esta é uma boa questão: parece razoável supor que a incidência de problemas de origem sentimental é quase equânime nas diversas classes por motivos completamente diferentes. É muito comum a classe alta também sofrer não pelo dinheiro, mas pelo excesso dele (hehe). Isto prejudica suas interações sociais (desconfiança de pessoas que se aproximam por causa de dinheiro), medo da exploração e frequentemente solidão.

Para mim é o seguinte' date=' o individuo que sofre em algum momento da vida, seja um trauma, a morte de alguém, o convívio negativo familiar, um bullying, a visão de algo perturbadora, ocasionando algo obsessivo e compulsivo, junto com drogas, obviamente vai acarretar numa mudança na sua consciência junto com a raiva social e a isolação fazendo com a que pessoa tome e pense em ideias individuais, seja certas ou erradas (quase sempre negativas e com raiva), que ocasiona em uma atitude impensável e as vezes levada por uma alucinação, alguns cometem crimes e por ai vai... [/quote']

Um dos argumentos usados pelos amigos da pessoa que reagiu da forma que eu citei é que ela sempre teve uma natureza não-agressiva (a ponto de brigarem por isso). Eu não acho, sinceramente, que pessoas que cometem atos violentos tenham natureza não agressiva independentemente de bebidas, remédios ou chá de cogumelo. Acredito mais na vertente que você considerou, sobre as drogas serem uma forma de despertar "demônios internos".

O que me preocupa é a isenção de culpa. Vejo pessoas tentando desesperadamente tentando retirar a culpa não só da esfera consciente de pessoas que agem dessa forma, mas a transferindo para fantoches potencializadores como o álcool e antidepressivos como se fossem capazes de criar personalidades que jamais existiram.

Na minha opinião, acredito que as substâncias fazem o link entre a consciência e a inconsciência e dependendo da conexão, com menos ou mais "polimento moral/social". Mas tudo já está lá.

Outras pessoas consideram que todos somos agressivos seja conosco ou com a sociedade, basta apenas a oportunidade.

 

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Acho que todos os humanos tem o lado agressivo' date=' o lado tarado, os lados que quando conscientes, sabemos controlar e deixar adormecido.

então criar, criar, nao acho que crie, só tira todo o filtro de consciencia do que pode ou nao pode ou de turbinar aquele lado adormecido.

 

 
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Hmmmm...boa questão sobre o filtro de consciência. Mas fico imaginando a partir de quando ele começa de fato a atuar.

A questão aqui serve até para compreender o embasamento na criação das leis e justiça penal.

Digo porque: a partir de que momento o filtro começa a desaparecer? Porque acredito que muitas pessoas utilizem os tais filtros para efetuarem ações que sempre tiveram vontade de fazer mas faltava uma muleta para se apoiar. É muito comum jovens utilizarem de álcool para aproximar de mulheres que não teriam coragem ou usá-lo como desculpa para pegar aquela moça feia (porque está na seca). Estes exemplos simples e bobos servem para mostrar o quão é perigoso conceder à bebidas (quando considerarmos casos graves) a autonomia sobre atos humanos. Ele se aproveita desta característica para usá-la em seu favor. Será que sua consciência permanece mesmo completamente adormecida?

 

Mr. Scofield2011-05-02 16:56:18

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No caso de pessoas ricas, acredito que esse tipo de pessoas, quase sempre tem ego elevado, não absorvem bem uma derrota, porque o dinheiro é poder, quando você perde poder ocorre uma frustração, fora que você é rodeado por pessoas falsas, amizades pelo interesse na riqueza, muitas dessas pessoas não tem um verdadeiro amigo, como falam por ai, quanto maior você seja a queda será maior.

 

 

 

Claro que um rico é menos propenso a absorver algum trauma muito forte, porque é recompensado com confortos, prazeres, o dinheiro compra quase tudo, aqueles sentimentos em vazio são preenchidos com o que o dinheiro compra, mas também tem o fato que o dinheiro também compra vicios, drogas etc..., quando drogas então tomam conta, surgem os vicios que não são nada facil de sair deles.

 

 

 

Eu acho que o problema tem muitos fatores que influenciam, educação, religião, certos convívios sociais, drogas.

 

 

 

Talvéz a bebida e os remedios não sejam tanto o vilão da história, talvez desconhecemos cientificamente o que é misturar químicos e o que podem fazer com um ser humano, alguns remédios anti-depressivos com bebida podem atuar nunca se sabe, como uma droga alucinatória, e como dizem por ai, nem todo remédio é adequando para um e para outro, as bulas deixam claro não misturar remédios com álcool por alguma razão.

 

 

 

Um exemplo, é aquele cara que entrou no cinema e matou pessoas, esse cara era de uma familia de classe media, estudante de medicina, nem sempre uma pessoa lida facil com o que você vê na medicina, a pessoa para se adaptar é preciso adquirir uma personalidade fria para sofrer a pressão, muita gente passa por isso, mas a partir do momento que o cara se isola, é influenciado por jogos violentos que foi o caso dele e com drogas alucinatorias, ai existe uma desfiguração da realidade, o cara imitou o que ele jogava durante horas para a realidade e entrou dentro do cinema e fez a mesma coisa que fazia no jogo, eu já joguei Dukem Nukem e me surprendeu os passos que esse cara deu de uma forma tão similar ao jogo, o personagem principal percorre aposentos, um deles é um banheiro com espelho, onde aparece o personagem refletido nele, aquele perfil machão com as armas como um guerrilheiro, foi o mesmo que ele fez e sentiu, ele se viu no espelho e quando saiu fez o que fez.

 

 

 

Eu não sei o perfil completo desse ser, mas acredito que como no jogo o objetivo é atirar os monstros que aparecem na sua frente, esse cara com certeza deve ter tido uma fase perturbador socialmente, para fazer com que na perspectiva dele, aquelas pessoas no cinema sejam vistas como monstros, é preciso saber o que essa droga especifica que ele usou faz, o que acho que deve ter uma ligação com as atitudes que ele teve, também tem o fato de que algumas drogas simplesmente corroem partes do cerebro.

 

 

 

Tem pessoas que usam internet, jogos para se distanciarem da realidade, quando eles tem um problema social e se isolam, usam games e computador para fugir da sociedade, talvéz por algum tipo de trauma o problema social, por tem reuniões para pessoas obsessivas e compulsivas e viciados em Internet e jogos.

 

 

 

A verdade é que nunca conhecemos inteiramente uma pessoa, mesmo que você a conheça bem, não sabemos o que elas pensam e no que são influenciadas, não sabemos no que elas estão metidas, nem mesmo um pai sabe o que o filho pode fazer, porque para eles são santos, são seus filhos, também os pais educam os filhos do seu jeito, as vezes de uma forma compulsiva e superprotetora, quem não viu o aviador e a influencia da mãe nele e as as ações esquisitas que ele tinha por uma mania estremamente de limpeza.

 

 

 

Pode ser que as drogas e o alcool influenciem algumas pessoas com em outras não, mas para aquelas que influenciam tais atos, não é só isso o responsável, e sim as influencias de vida também, o passado mesmo que esta não tenha indicios de ser uma pessoa desiquilibrada mesmo porque pessoas que você vê e que parecem pacientes e equilibradas, dentro tem muitos um demonio interno, prestes a sair para fora.

 

 

 

Dá uma olhada no perfil de um serial-killer, geralmente vistos como pessoas educadas, visualmente normais e tal...

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Eu acho que o problema tem muitos fatores que influenciam' date=' educação, religião, certos convívios sociais, drogas.

 

 

 

Talvéz a bebida e os remedios não sejam tanto o vilão da história, talvez desconhecemos cientificamente o que é misturar químicos e o que podem fazer com um ser humano, alguns remédios anti-depressivos com bebida podem atuar nunca se sabe, como uma droga alucinatória, e como dizem por ai, nem todo remédio é adequando para um e para outro, as bulas deixam claro não misturar remédios com álcool por alguma razão. [/quote']

Concordo com tudo. E, sim, alguns casos (especialmente em doses elevadas, medicamentos aparentemente inofensivos como Rivotril podem causar severas alucinações.

Off: o estranho é a existência de padrões alucinatórios como a presença de insetos ou paranoia. Porque será que o inconsciente trata esses fatores em comum dentre tantas amostras de indivíduos diferentes mesmo dadas as enormes diversidades de experiências entre as pessoas? Mas esta é outra discussão, haha.

 

 

Um exemplo' date=' é aquele cara que entrou no cinema e matou pessoas, esse cara era de uma familia de classe media, estudante de medicina, nem sempre uma pessoa lida facil com o que você vê na medicina, a pessoa para se adaptar é preciso adquirir uma personalidade fria para sofrer a pressão, muita gente passa por isso, mas a partir do momento que o cara se isola, é influenciado por jogos violentos que foi o caso dele e com drogas alucinatorias, ai existe uma desfiguração da realidade, o cara imitou o que ele jogava durante horas para a realidade e entrou dentro do cinema e fez a mesma coisa que fazia no jogo, eu já joguei Dukem Nukem e me surprendeu os passos que esse cara deu de uma forma tão similar ao jogo, o personagem principal percorre aposentos, um deles é um banheiro com espelho, onde aparece o personagem refletido nele, aquele perfil machão com as armas como um guerrilheiro, foi o mesmo que ele fez e sentiu, ele se viu no espelho e quando saiu fez o que fez.

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Acredito que nesse caso específico, o rapaz não partiu do game para a realidade. A realidade passou para o game e a similaridade dos dois se conectou de tal forma que ocorreu a indistinção entre os dois.

Explico: normalmente essas pessoas tem terríveis problemas psicológicos, de interação, revolta e talz, como já discutimos. Ao encontrar a similaridade (que creio que ocorra na esfera inconsciente) entre o jogo nos mais diversos atores - a sociedade = os monstros perseguidores; Duke = herói que protege e se impõe; a figura do homem contrapõe ao seu provável sentimento de impotência e inferioridade, etc. É o virar o jogo, é o ser visto com respeito. A fantasia do jogo só se uniu à realidade porque encontrou eco em uma conveniência do cérebro para tornar o mundo em que o suposto assassino vive plausível e passível de mudanças impostas por ele.

Duke, apesar de sua violência tem um objetivo justificado, o padrão desejado (poder violentamente imposto sobre os corruptores do respeito individual), a simbologia da sociedade monstruosa através de monstros sem cérebro e ruins (os monstros não tem história ou família, o que isenta o herói da culpa de matá-los). Os elementos denigrem os fatores morais que impedem a ação de ocorrer em uma mente perturbada..até que ela explode no "e por que não?".

Eles proporcionam atenuantes necessários para diminuir o sentimento de culpa. Criam uma realidade paralela em que o ato tem justificativa. Daí, por conveniência/defesa/sobrevivência, o cérebro (que só tem moralidade porque é socialmente imposta) utiliza a estratégia de defesa que lhe seja menos danosa: deleta a realidade fundindo com uma fantasia mais suportável. E aqui vem o porque da exposição: o rapaz não perde nunca de vista, independente da doença mental ou da alienação, a perspectiva da PUNIÇÃO. Assassinos que praticam atos desse tipo normalmente se suicidam para que outras forças não o punam e evitar sofrimento. Ou seja, a consciência não permanece de todo adormecida e é até conveniente. Alguns fatores intrínsecos ao comportamento, ao meu ver, demonstram que o cérebro é seletivo e o indivíduo não deve ter total e completa alienação do que está fazendo.

A verdade é que nunca conhecemos inteiramente uma pessoa' date=' mesmo que você a conheça bem, não sabemos o que elas pensam e no que são influenciadas, não sabemos no que elas estão metidas, nem mesmo um pai sabe o que o filho pode fazer, porque para eles são santos, são seus filhos, também os pais educam os filhos do seu jeito, as vezes de uma forma compulsiva e superprotetora, quem não viu o aviador e a influencia da mãe nele e as as ações esquisitas que ele tinha por uma mania estremamente de limpeza.

 

 

 

Pode ser que as drogas e o alcool influenciem algumas pessoas com em outras não, mas para aquelas que influenciam tais atos, não é só isso o responsável, e sim as influencias de vida também, o passado mesmo que esta não tenha indicios de ser uma pessoa desiquilibrada mesmo porque pessoas que você vê e que parecem pacientes e equilibradas, dentro tem muitos um demonio interno, prestes a sair para fora.

 

 

 

Dá uma olhada no perfil de um serial-killer, geralmente vistos como pessoas educadas, visualmente normais e tal...[/quote']

É verdade. Esta perversão da percepção comportamental é muito comum, especialmente em indivíduos próximos ou com relações afetivas com o criminoso. E não deixa de ser mais uma amostra do que acredito ser razoável propor a princípio sobre a consciência: na verdade, o cérebro tenta quase sempre enganar a mente para que você sofra menos. Que pai gostaria de admitir que o filho é louco ou tem um comportamento indesejado?

Serial Killers são excelentes exemplos por suas atitudes diante dos outros (normalmente de aparência completamente inofensiva).

E, aliás, nem nós mesmos nos conhecemos. Quem dirá as outras pessoas?

 

 

Mr. Scofield2011-05-02 19:17:39

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Uma coisa curiosa é, aquele caso do Massacre de Columbine

 

 

 

Não foi uma pessoa, foram duas, eram de classe media-alta, numa cidade que se orgulhava de não registrar casos de violência...

 

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Columbine

 

 

 

Por isso acho algo complexo, aqui não se sabe por exemplo se os dois usavam drogas ou anti-depressivos com álcool, se eles frequentavam psiquiatras e usavam remedios, alcool é bem provavel que usavam, ao final das contas, é comum os jovens hoje em dia consumirem mais

 

 

 

Em seu diario Haris mostrava toda a sua revolta e seu desejo de ser Deus, enquanto Klebold mostrava grande depressão:

 

Harris escreveu certa vez: "Eu me sinto como Deus e gostaria que fosse, para que todos estivessem OFICIALMENTE abaixo de mim" Enquanto Klebold escreveu "Eu sou um deus, um deus da tristeza"

 

É dito que no dia do ataque Harris usava uma camiseta escrita "Seleção Natural" e Klebold uma escrita "Ira"

 

A socióloga de Princeton, Katherine Newman, co-autora do livro de 2004, "Rampage: The Social Roots of School Shootings", disse que jovens como Harris e Klebold não eram solitários, eles apenas não eram aceitos pelos garotos que importavam. "Obter atenção ao se tornar notório é melhor do que ser um fracasso."

 

Langman, cujo livro traça o perfil de 10 atiradores, incluindo Harris e Klebold, descobriu que nove sofriam de depressão e pensamentos suicidas, uma combinação "potencialmente perigosa", ele disse. "É difícil impedir um assassinato quando os assassinos não se importam em viver ou morrer. É como tentar deter um homem-bomba."

 

 

 

A ação destes dois as vezes é contrariamente ao que geralmente vemos no perfil de certos individuos que cometem certas atrocidades.

 

 

 

Acho que muita coisa se perde, porque falamos de duas pessoas que agiam sozinhas, um grupo de duas pessoas, se eles usavam drogas, anti-depressivos, alcool é só com eles ou uma analise pos-mortem indicaria vestigios de algum quimico, o que apenas esses dados indicam, é que eles eram depressivos, com problemas psicológicos sérios, o que levaria um individuo a ter problemas psicologicos sérios?, não dá para saber porque você teria que ter em mãos, todos os passos de vida da pessoa, principalmente os negativos, por alguma razão eram depressivos, isso talvéz na saberemos.

 

 

 

Enfim, acho que estou fugindo do topico, e estou mais pegando casos de pessoas que cometeram atrozidades e tentando compreender algo similar entre eles, mas o topico é mais sobre antidepressivos e alcool e se isso pode influenciar sobre a consciencia de uma pessoa.

 

 

 

Mas, eu acho que para chegar a um resultado, se realmente o alcool e anti-depressivos podem mudar a mente de um individuo, a gente nunca sabe por falta de dados precisos, de casos de pessoas que cometeram assassinatos, nem mesmo os pais sabem o que os filhos consomem e o que eles fazem, assim como aquele fato recente, do menino que sofria bullying direto, o pai só ficou sabendo com um video no Youtube, quando ele revidou o ataque de um outro colega, começou até chorar na entrevista quando foi perguntado se ele estava sabendo do sofrimento do filho.

 

 

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Uma coisa curiosa é' date=' aquele caso do Massacre de Columbine

 

 

 

Não foi uma pessoa, foram duas, eram de classe media-alta, numa cidade que se orgulhava de não registrar casos de violência...

 

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Columbine

 

 

 

Por isso acho algo complexo, aqui não se sabe por exemplo se os dois usavam drogas ou anti-depressivos com álcool, se eles frequentavam psiquiatras e usavam remedios, alcool é bem provavel que usavam, ao final das contas, é comum os jovens hoje em dia consumirem mais

 

 

 

Em seu diario Haris mostrava toda a sua revolta e seu desejo de ser Deus, enquanto Klebold mostrava grande depressão:

 

Harris escreveu certa vez: "Eu me sinto como Deus e gostaria que fosse, para que todos estivessem OFICIALMENTE abaixo de mim" Enquanto Klebold escreveu "Eu sou um deus, um deus da tristeza"

 

É dito que no dia do ataque Harris usava uma camiseta escrita "Seleção Natural" e Klebold uma escrita "Ira"

 

A socióloga de Princeton, Katherine Newman, co-autora do livro de 2004, "Rampage: The Social Roots of School Shootings", disse que jovens como Harris e Klebold não eram solitários, eles apenas não eram aceitos pelos garotos que importavam. "Obter atenção ao se tornar notório é melhor do que ser um fracasso."

 

Langman, cujo livro traça o perfil de 10 atiradores, incluindo Harris e Klebold, descobriu que nove sofriam de depressão e pensamentos suicidas, uma combinação "potencialmente perigosa", ele disse. "É difícil impedir um assassinato quando os assassinos não se importam em viver ou morrer. É como tentar deter um homem-bomba."

 

 

 

A ação destes dois as vezes é contrariamente ao que geralmente vemos no perfil de certos individuos que cometem certas atrocidades.

 

 

 

Acho que muita coisa se perde, porque falamos de duas pessoas que agiam sozinhas, um grupo de duas pessoas, se eles usavam drogas, anti-depressivos, alcool é só com eles ou uma analise pos-mortem indicaria vestigios de algum quimico, o que apenas esses dados indicam, é que eles eram depressivos, com problemas psicológicos sérios, o que levaria um individuo a ter problemas psicologicos sérios?, não dá para saber porque você teria que ter em mãos, todos os passos de vida da pessoa, principalmente os negativos, por alguma razão eram depressivos, isso talvéz na saberemos.

 

 

 

Enfim, acho que estou fugindo do topico, e estou mais pegando casos de pessoas que cometeram atrozidades e tentando compreender algo similar entre eles, mas o topico é mais sobre antidepressivos e alcool e se isso pode influenciar sobre a consciencia de uma pessoa.

 

 

 

Mas, eu acho que para chegar a um resultado, se realmente o alcool e anti-depressivos podem mudar a mente de um individuo, a gente nunca sabe por falta de dados precisos, de casos de pessoas que cometeram assassinatos, nem mesmo os pais sabem o que os filhos consomem e o que eles fazem, assim como aquele fato recente, do menino que sofria bullying direto, o pai só ficou sabendo com um video no Youtube, quando ele revidou o ataque de um outro colega, começou até chorar na entrevista quando foi perguntado se ele estava sabendo do sofrimento do filho.

 

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De jeito nenhum você está fugindo do tópico, todos esses instrumentos são poderosos para nossa análise aqui. E apenas propus no início a interação droga/antidepressivos/álcool para um começo de discussão. A ideia aqui é tornar a análise o mais ampla possível.

Este tipo de frase: "Eu me sinto como Deus e gostaria que fosse, para que todos estivessem OFICIALMENTE abaixo de mim"  - traduz o sentimento de muitas dessas pessoas de comportamento agressivo MAS em menores proporções (e de forma bem mais tênue), explica vários comportamentos típicos nossos. Vou dar dois exemplos que ao meu ver ilustram o que estou querendo dizer:

*No mundo da fantasia: nossa simpatia por heróis (lembra que já comentei sobre isso?). Super-heróis como o Homem Aranha normalmente partem de uma situação de inferioridade e se tornam rapidamente superior à todos os que o denegriam. Este é um dos motivos pela qual simpatizamos com ele e com vários outros personagens com superpoderes. Os que estavam ACIMA ficam ABAIXO.

 

*Expandindo mais a ideia, este comportamento atinge também grupos inferiorizados na sociedade (negros, gays, mulheres, etc). Note que esses movimentos se sustentam com a bandeira da igualdade, mas os discursos extremos de seus líderes mostram que normalmente eles querem ser MAIS do que os outros que os causaram sofrimento. Uma espécie de "vingança" pelos atos cometidos pelos que genericamente os submeteram à esta condição.

Quanto ao bullying... é difícil de detectar pelos pais. Normalmente os meninos tentam esconder por vergonha, especialmente os homens, uma vez que características atribuídas ao homem envolvem força e superação. A fragilidade emocional pode reforçar estereótipos e até soar estranho para os pais (segundo o provável pensamento deles mesmos)

 

 

 

Mr. Scofield2011-05-03 09:20:58

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Tem um livro do Daniel Dennett sobre o assunto. Chama-se Consciouness Explained. Tenho vontade de ler embora' date=' até onde sei, a abordagem dele para a questão teve pouca aceitação entre estudiosos da área.

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Já encontrei o livro e vou começar a ler em breve (pena ser em inglês e eu ter preguiça 06). Parece que o Dennett considera a consciência como peças pregadas pelo cérebro, similares às que vemos em truques de mágica.

 

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É algo mais profundo que se imagina, só para ter uma idéia

 

 

 

Na minha opinião já é algo que começa no DNA, o DNA dos pais, nos primeiros anos de vida, já começamos a ter traços de personalidade, traços que pode nos levar a certas tendências, junto com a educação que vamos levando pelos nossos pais e as pessoas ao redor, crenças etc...

 

 

 

Quando começamos em escolhinhas, percebemos que certas crianças aceitam numa boa, outras choram com medo, traços de egoismo assim o contrário.

 

 

 

Dependendo de como foi isso, entramos no primario com a mesma idéia, enquanto continua a nossa educação com os pais e na escola, muitas coisas nos influenciam.

 

 

 

Quando vamos crescendo, começamos a nos socializar e percebemos inumeras tendencias influências até o resto das nossas vidas, tipo..., enquanto você é bem educado em casa para respeitar as pessoas, você na escola sofre Bullying ou fica fora dele, ou em outros casos, enquanto você recebe uma educação rigida quase militar, na escola você está fazendo Bullying, ou outro exemplo, enquanto em casa você apanha dos pais, e violentado por alguem, na escola você é uma adolescente timido, medroso, fechado e deprimido.

 

 

 

A mente humana assim está sendo construida, com inumeras situações de vida desde o começo dela, onde dai saem pessoas normais, como pessoas que se tornam gays, outros com tendencia homicidas e inumeros destinos distintos.

 

 

 

Uma coisa que podemos ver similar em esse tipo de pessoas, são que em determinado momento, acontecem traumas e depressões, a depressão junto com os pensamentos obsessivos e compulsivos, podem modificar a mente humana, com a tensão do sofrimento, a pressão no cerebro, como uma panela de pressão, quando o odio esta nesse caldeirão, a situação é pior, ainda mais com o ódio social.

 

 

 

Hoje em dia o que uma pessoa faz quando sofre algum trauma social, a pessoa se isola, continua se influênciando com games, tv, internet, drogas, bebidas, vicios, algumas dessas, acabam influenciando idéias, como por exemplo assistir CSI faz com que um ladrão seja mais precavido em usar luvas ou limpar todas as digitais.

 

 

 

Quando adultas, você tem responsabilidades, estudos, trabalho, a pressão social faz com que mesmo você sendo uma pessoa que se isola, você é obrigado a sair para seu sustento, o odio social pode aumentar no trabalho e onde você frequenta, porque a pessoa é uma pessoa diferenciada e anti-social, as pessoas agem com a mesma de uma outra forma, também elas mantém distancia por achar essa pessoa esquisita.

 

 

 

E assim cedo ou mais tarde, vai moldando um assassino ou não em potêncial.

 

 

 

Digite no Google estudante, faca ou estudante revolver, você verá inumeros casos da violencia urbana envolvendo estudantes contra estudantes, contra professores, contra diretores em varios estados do Brasil e do mundo..., a maioria não consegue muita coisa, outros cometem atrozidades, ontem mesmo passando pelo canal do Datena vi uma noticia de uma menina que entrou na escola com uma faca, foi pega, alegava que estava indo matar a diretora acho, na delegacia quando o pai saia, os fotografos e a midia estavam lá, o pai então deu uma bica e um murro no fotografo, ai você se pergunta, como que não a menina vai ter essa mentalidade com semelhante pai que faz essas coisas, falta educação dos pais, vai saber quanta influencia negativa uma menina toma dos proprios pais para chegar a algo assim, assim como o cara que entrou na escola no Rio e matou alunos, tinha uma mãe com problemas mentais, estas vivem em casa com pressão e depressão, saem ao mundo achando que aquilo eles tem que fazer também fora de casa na sociedade, na escola, no trabalho.

 

 

 

Enfim, uma pessoa pode nos mostrar que é consciente, porque nos achamos que conhecemos inteiramente uma pessoa, enganado estamos, não conhecemos inteiramente um individuo, o passado que faz com que certas pessoas que não imaginavamos cometerem certas delitos, assim como podemos um dia acordar felizes, outros podemos acordar com odio do mundo, onde o humor muda constantemente e nossas ações depende do que nos vivemos durante a vida e todas as influencias adquiridas, seja na educação, vida social, vicios, quimicos, substancias, crenças etc...

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Hmmmm...boa questão sobre o filtro de consciência. Mas fico imaginando a partir de quando ele começa de fato a atuar.

A questão aqui serve até para compreender o embasamento na criação das leis e justiça penal.

Digo porque: a partir de que momento o filtro começa a desaparecer? Porque acredito que muitas pessoas utilizem os tais filtros para efetuarem ações que sempre tiveram vontade de fazer mas faltava uma muleta para se apoiar. É muito comum jovens utilizarem de álcool para aproximar de mulheres que não teriam coragem ou usá-lo como desculpa para pegar aquela moça feia (porque está na seca). Estes exemplos simples e bobos servem para mostrar o quão é perigoso conceder à bebidas (quando considerarmos casos graves) a autonomia sobre atos humanos. Ele se aproveita desta característica para usá-la em seu favor. Será que sua consciência permanece mesmo completamente adormecida?

 

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A consciencia pode nao ficar completamente adormecida, mas a "anti-consciencia" (sei la outra palavra) pode ter despertado maior, e aí ela que comanda as ações. No caso do alcool e da moça bonita/feia, ele pode ate por um momento pensar: mas ela é gata demais, sem chance, ou, ela é feia demais, nao vou nao, ai entra o outro lado, liga o dane-se e vai la. Apenas o filtro diminui, mas nao adormece.

 

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