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Mr. Scofield

American Horror Story

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American Horror Story 1×02: “Home Invasion”

Por

Joao Pires Neto
05/11/2011

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(texto recheado de SPOILERS – leia por conta e risco)

Respondendo as questões que ficaram pendentes no texto anterior sobre o piloto: para os otimistas, sim, o segundo episódio é superior em diversos aspectos ao primeiro. Entretanto, sejamos cautelosos: não, ainda não podemos afirmar categoricamente que American Horror Story tenha convencido.

Assim como o seu antecessor, Home Invasion começa com um pequeno prólogo narrando um evento ligado ao violento passado da Casa – aliás, estes eventos, como a morte dos gêmeos no piloto, parecem a fonte das tragédias ocorridas no presente, já que de um modo ou de outro, tendem a se repetir. A ideia de um prólogo antes dos créditos iniciais não é exatamente uma inovação – basta lembrarmos da série Cold Case; porém até o momento tem se mostrado uma opção eficiente. Neste prólogo, em forma de flashback e ao som da canção Age Of Aquarius (Cold Case, de novo – a série policial abusava de clássicos da música americana em suas introduções), voltamos a uma fatídica noite de 1968. Nesta época, a Casa era uma espécie de república de jovens. Três delas se preparam para um show do Jim Morrison, enquanto duas resolvem ficar – uma enfermeira e uma aplicada estudante. Durante a noite um desconhecido bate à porta, com um ferimento na cabeça, implorando por ajuda. As jovens decidem socorrer o estranho que, como pode imaginar o mais ingênuo dos leitores, não tinha lá nenhuma boa intenção. Rapidamente ele se revela um serial killer brutal que ataca as jovens, afogando numa banheira a enfermeira e esfaqueando a outra, após obrigá-la a vestir uma espécie de uniforme branco. Notamos aqui que tais sequências mereciam um pouquinho mais de ousadia (entenda-se: sangues e tripas!) – afinal estamos falando de uma série de horror, certo? No entanto, é interessante que já neste trecho inicial, ao utilizar como trilha sonora uma variação da famosa composição de Psicose(1960), AHS deixe claro que o episódio é uma espécie de referência/homenagem assumida ao gênero slasher.

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Aos poucos, se torna evidente também qual seria o verdadeiro horror americano abordado nas entrelinhas da série, seja de forma mais ou menos direta. Os fantasmas ou as entidades que habitam a Casa parecem inofensivos diante de pesadelos muito maiores e mais reais, pelo menos para os americanos. Enquanto no episódio piloto, o enfoque dramático revelava preocupações recentes da sociedade americana em relação à família, como o adultério, o aborto e a tendência natural e inexplicável dos jovens a cometerem assassinatos em massa; em Home Invasion, o pesadelo americano está representado no comportamento bizarro em cultuar assassinos em série, tratados como verdadeiros heróis por alguns jovens um tanto perturbados. O fascínio pelos serial killers se multiplica em sites dedicados ao assunto na internet, alguns um tanto interessantes (ok, confesso, posso ser também um pouco perturbado), como o http://www.murderauction.com/ (uma espécie de Mercado Livre com produtos referentes aos SK) e www.skcentral.com (um bancos de dados sobre assassinos e crimes famosos).

De volta à série a ao presente, Ben (Dylan McDermott) recebe uma ligação de sua ex-aluna/amante, avisando que ele vai ser pai – o que é um grande problema, já que a família mudou-se para Los Angeles exatamente para reconstruir a confiança perdida e esquecer o passado de Boston (que incluía a perda de um neném e a traição do marido). Lembremos ainda que Vivien também está grávida – embora não saibamos se o bebê é de Ben; tudo indica, pelo piloto, que a concepção não tenha sido, digamos, lá muito natural. No desenrolar deste episódio, Ben viaja para Boston e se encontra com a ex-amante. O aborto, que teria sido a origem da crise matrimonial em Los Angeles, ressurge como um fantasma e como a única solução para salvar o casamento e apagar de vez um período de mágoas.

Enquanto isso, Violet, a filha problemática, conversa com Leah sobre o incidente ocorrido no porão da Casa, em que a jovem é atacada por uma espécie de aparição (episódio 1×01 Piloto). Num diálogo clichê e dramático, Leah pergunta se Violet crê na existência do demônio. Diante da negativa da colega de escola, ela afirma, chorando: Eu acredito. Eu olhei em seus olhos.

Num próximo trecho, a garota vizinha e autista (Addy) invade a Casa no meio da noite, fazendo o alarme disparar e todos acordarem assustados. Vivien, sem paciência, avisa a vizinha que não quer sua filha entrando em sua casa sem ser convidada. A vizinha resolve se vingar dos Harmons, os presenteando no dia seguinte com muffins de chocolate feitos com ingrediente muito especial: ipeca, um xarope que induz ao vômito. Constance, a vizinha, afirma que a guloseima foi feita especialmente pra Violet. Tudo indica que a vizinha maluca quer revidar atacando a filha do casal, já que é a sua filha autista quem os incomoda tanto e teria, de certa maneira, sido humilhada.

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Num diálogo improvável (a vizinha e a Sra Harmon não são amigas), Constance advinha a gravidez de Vivien que, em vez de desconfiar da “previsão”, aproveita a oportunidade para questionar sobre a saúde de seu futuro bebê. Este diálogo traz ainda outras informações importantíssimas: Constance admite que teria gerado outros filhos deficientes, além de uma criança que seria o exemplo absoluto de perfeição; além de ter também empregado Moira, a governanta. Esta última revelação pode indicar que Constance já morado na Casa, o quê aumentaria as suspeitas que ela também possa ser uma fantasma.

Enquanto isso, Ben começa o tratamento de uma nova paciente, Bianca (Mageina Tovah), que afirma ter pesadelos recorrentes em que é cortada ao meio por um elevador. A estranha garota observa curiosa o interior da Casa, como se estivesse estudando o local. Como veremos no próximo parágrafo, Bianca não é exatamenteapenas uma paciente. Seu interesse pela Casa é outro.

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É durante a noite, enquanto o marido está em Boston com a ex-amante, que Vivien e Violet vivem seus primeiros momentos de horror dentro da Casa. Elas estão vendo um filme de terror, quando toca a campainha. Uma garota desconhecida, com sangue escorrendo pelo rosto, implora por ajuda. Assim como no prólogo, mãe e filha deixam a garota entrar. Mas ela não está sozinha: dois outros amigos invadem o local, incluindo a paciente Bianca. Os três jovens querem reencenar o assassinato ocorrido no local e cometido pelo serial killer R. Franklin (Jamie Harris), em 1968. Eles pretendem afogar Violet na banheira e degolar Vivien, mas, de maneira surpreendentemente, mãe e filha são salvas pelo perturbado Tate (amigo de Violet e paciente tratado pelo pai, que de não sabe-se como, encontrava-se no interior da casa). Ele pede para amiga atrair os assassinos para o porão. Violet consegue enganar um deles, afirmando que a verdadeira banheira onde a enfermeira fora afogada no passado encontra-se lá. No porão, o invasor é morto por Tate e o fantasma da enfermeira. Tate ainda ataca a machadadas Bianca, que é encontrada posteriormente pela polícia a um quarteirão de distância, cortada ao meio (parece que o sonho recorrente tornou-se realidade). O terceiro invasor é atingido por Viven e foge para o porão, onde também acaba morto.

Uma reunião inusitada acontece pouco tempo depois, no porão (local chave da Casa, onde os fantasmas se manifestam de maneira mais brutal): Tate, Constance e Moira conversam em frente aos dois cadáveres dos invasores. A cena surreal sugere que os três podem estar mortos. A suspeita é que Constance tenha matado Moira (como afirmado em 1×01) e Tate possa ser o seu filho perfeito. Vale ressaltar que estas afirmações são apenas especulações deste autor. A vizinha pergunta então a Tate se ele teria matado os pessoas cujos corpos estavam ali no porão. O jovem responde que o responsável são os fantasmas da enfermeira e da estudante, mortas em 1968.

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Quando Ben retorna de Boston, Vivien toma a decisão mais sensata e verossímil apresentada em AHSaté agora: vender a propriedade e mudar-se imediatamente (claro que isso não deve acontecer, visto que ainda falta uma dezena de episódios para encerrar a temporada).

Podemos reafirmar, que no geral, Home Invasion mostra-se superior ao piloto, já que centra-se num enredo mais coeso e menos confuso, desenvolvendo melhor os personagens e as situações – deixando de lado o estilo samba-do-crioulo-doido-exagerado utilizado no primeiro episódio. Pecou um pouco por não trabalhar as cenas de suspense ou apurar as sequências mais violentas.

Como toda produção do gênero que se preze, os personagens vilões se destacam e como seria de se esperar, até agora quem chama atenção e sempre rouba a cena é a veterana Jéssica Lange. Porém, outros personagens interessantes se destacam, como a personagem dupla Moira (ora idosa, ora jovem sedutora).

Home Invasion foi dirigido pelo texano Alfonso Gomez-Rejon e escrito pela dupla idealizadora da série, Ryan Murphy e Brad Falchuk. O espectador mais atento pode notar e se entusiasmar com a presença do nome de Jame Wong nos créditos de AHS, ainda que como co-produtor. Wong é famoso por ter criado a interminável (como tantas outras, ok) cinessérie Premonição e por produzir e escrever, junto com Glen Morgan a cultuada Arquivo X.

Embora AHS ainda não tenha convencido, como afirmamos antes, torcemos para que a dupla Murphy/Falchuck continue aprimororando a fórmula da série, de maneira de não apenas manter o interesse do espectador por toda a primeira temporada sem tornar os enredos repetitivos, mas também não se perder em meio aos mistérios e intrigas por eles mesmos criados.

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Jorge Soto2011-11-07 09:51:44

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Assisti o bom 6º episódio e o epílogo é chocante, especialmente porque remete a estes atentados que ocorreram com maníacos nas escolas. O episódio é todo de Tate e Violet e funciona muito bem com os dois. No mais, Ben surge apenas para apresentar um novo paciente que tem medo de lendas urbanas, praticamente um curta dentro do episódio (e o grande furo é que o paciente não se incomoda de se tratar naquela casa); enquanto isso Vivien se deixando levar pelas receitas pra lá de suspeitas preparadas por Moira e Constance que só serve para ilustrar a natureza bizarra (ou não) do bebê que ela espera. Nada que consegue ter o mesmo apelo que o casal Tate e Violet. Thiago Lucio2011-11-11 20:00:09

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O que foi esse episódio meu jesus. Me senti tão lindamente perturbado com o Tate salvando Violet da morte e o final com os dois abraçados na cama. Nunca vi uma maneira tão curiosamente sentimental de se abordar a relação de pessoas aparentemente comuns com o sobrenatural. O pouco que Evan Peters aparece já serviu pra o consagrar como meu ator favorito na série e AMH como minha estréia favorita dessa temporada cheia de vacas magras.

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Mais um ótimo episódio...

Relevando as falhas que a série tem, como a continuidade da família na casa e etc (mas que pode ser "explicada" mais adiante) a série consegue despertar um clima de tensão, medo e bizarrice, tudo ao mesmo tempo de maneira extremamente feliz e dificil de se encontrar com tal qualidade de desenvolvimento...

 

Eu fiquei feliz por finalmente terem revelado o "passado" do Tate e a atuação dele foi sensacional... Ótimo ator...

 

E que nojo das refeições... Um Hannibal feelings... rs

 

Felizmente a Addy é carta fora do baralho, por hora, embora tenha tido uma ótima presença de espirito, rs...

 

E como eu curti ver o Cam de "Modern Family" como participação especial... Rs... Com um jeitão mais hetero... Só achei idiota a resolução... Foi extremamente idiota mesmo...

 

Vamos ver... Melhor série de Terror/Suspense...

Faz séries baseadas em obras do Stephen King ficarem comendo poeira...

 

Ah, e realmente, é meio que um furo o cara ter medo de lenda urbana e viver naquela casa, mas aparentemente a Lenda Urbana que o amedrontava de fato era a do Açougueiro...

E realmente, eu não me atrevo à ir diante do espelho e chamar por "alguma coisa"... Nem mesmo o Candyman... 09

 

 

.Saga.2011-11-12 02:04:05

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Eu achei a resolução incrível. Jamais esperava por aquilo e me deixou pensando, sem chegar a lugar algum, se aquilo foi uma simples coincidencia ou influencia do poder d'A Casa.

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Não, o cara tinha medo de várias lendas urbanas. A do Açougueiro teve uma atenção maior porque Ben não a conhecia, por isso ela serviu de ponto de partida do tratamento. Mas é um furo que ele não tenha se importado em ir na Mansão da Rua Macabra para buscar ajuda psiquiátrica... ou qualquer que seja o nome que dão a mansão.

 

O furo "eles nunca deixam a casa" será algo que acompanhará a série do início ao fim, não tem jeito, usar isso para desqualificar é um esforço desnecessário.
Thiago Lucio2011-11-12 16:20:01

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American Horror Story 1×03: “Murder House”

Por

Joao Pires Neto
12/11/2011

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No prólogo do terceiro episódio de American Horror Story somos levados ao ano de 1983. Como padrão já estabelecido na série, o flashback inicial narra um incidente trágico ocorrido na Casa - incidente este que repercute de maneira incisiva e perigosa no presente dos Harmons, uma típica família americana de classe média que hoje vive no local. Para nossa surpresa, em Murder House (termo americano utilizado para identificar casas onde ocorreram homicídios), a sequência pré-crédito confirma algumas de nossas principais suspeitas, trazendo revelações importantes sobre o que até então era apenas especulação: a misteriosa relação de ódio entre a vizinha Constance e a governanta Moira. Como desconfiávamos, Constance foi moradora da Casa, pelo menos em 1983 – ano em que flagrou o marido com a empregada em sua cama. Será apenas coincidência que Vivien tenha flagrado Ben com uma ex-aluna numa situação idêntica? No entanto, a reação de Constance foi bem mais violenta que a de Vivienne; enquanto a Sra. Harmon apenas feriu o marido com uma faca de cozinha, a vizinha matou Moira com um tiro certeiro no olho direito (por isso o fantasma versão “idosa” com o olho de vidro) e em seguida atingiu o marido com meia dúzia de disparos.

Já nos dias de hoje, Vivien descobre que não é tão fácil vender um imóvel com um histórico interminável de assassinatos e crimes bizarros, ainda mais em tempos de crise financeira como o atual. O estranho é que apesar do incidente mostrado no episódio anterior (a invasão de três indivíduos que queriam “reconstituir” um antigo crime ocorrido no local, usando como vítimas seus novos moradores), apenas a mãe demonstra querer mudar-se (como já fiou claro no desfecho do episódio 1×02, quando Vivien confirma que quer vender a Casa). O pai alega problemas financeiros, já que deixou a estabilidade de Boston e ainda não conseguiu juntar muitos pacientes em Los Angeles (Ben atende em casa os seus novos pacientes, que são bem mais malucos que os malucos “comuns” – relembrando: até agora tivemos Tate, um fantasma em potencial; Bianca, uma jovem assassina que pretende invadir a propriedade; e a entediante suicida Sally Freeman, neste terceiro episódio). Mas é Violet quem tem a reação mais incomum, demonstrando afeição pela Casa ao afirmar que os eventos insólitos ocorridos não a traumatizaram, muito pelo contrário, que ela vê o imóvel como o local onde “mãe e filha sobreviveu ao que seria uma nova tragédia”.

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De maneira quase cômica, Vivien acaba conhecendo alguns detalhes do passado da Casa quando vê um ônibus de turistas estacionado em frente à sua residência. Na verdade, o imóvel é a parada obrigatória de uma excursão denominada “Eternal Darkness Tour” , e a Casa é chamada pelo guia de “Murder House”. O guia revela ainda a suposta origem macabra da atual residência dos Harmons. Neste ponto temos um novo flashback que nos apresenta aos primeiros moradores do local. Em 1922 residem ali, com um filho ainda bebê, o cirurgião plástico das estrelas Charles Montgomery e sua mulher, a socialite Nora. O médico construiu a pequena mansão conforme o gosto da esposa, porém, alguns anos depois o casal vive uma terrível crise: o marido, viciado em drogas, sofre de uma espécie de complexo de Frankenstein e em vez de atender pacientes, passa horas trancafiado no porão, se drogando e misturando partes de animais (numa destas experiências, o cirurgião tenta implantar uma asa de morcego em um porco com duas cabeças). Porém Nora lhe cobra o conforto e a qualidade de vida que lhe fora prometido e avisa que não vai admitir perder o imóvel ou as regalias que o dinheiro pode lhe comprar. A solução dada por Nora foi transformar a Casa em uma clínica clandestina de abortos. Mas o castigo vem rapidamente: após várias cirurgias com sucesso (se é que podemos chamar um aborto de sucesso), eles são ameaçados por um estranho, que parece não ter ficado muito feliz com um aborto feito na namorada. Numa vingança “olho por olho”, o homem acaba sequestrando o bebê do casal Montgomery. Tempos depois a polícia bate a porta da residência: nas mãos dos agentes uma caixa com evidências de um crime, os pedaços da criança. Desesperado, Charles dá sequência as suas monstruosas experiências, utilizando desta vez as partes do próprio filho.

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Até aqui já podemos destacar alguns méritos inquestionáveis de Murder House, como o grande número de revelações importantes unindo as pontas deixadas em aberto nos primeiros episódios. Portanto, não teremos um novo Lost ou Arquivo X(entendam bem, foram duas séries incríveis, mas que terminaram com mais perguntas do que respostas). Outro fato importante é que os roteiristas não parecem preocupados com a “censura” – embora a série ainda careça de um pouco de capricho visual e estilo nas cenas mais violentas, que muitas vezes parecem feitas às pressas.

Outro ponto, que pode ser ou não considerado negativo por alguns, é o excesso de aparições, que além de cansativo quase não permite surpresas ou reviravoltas. Neste terceiro episódio, entre outros fantasmas “não confirmados”,  Vivien recebe a visita de Nora, que se apresenta como uma compradora em potencial do imóvel. Na cozinha, Nora fica confusa com equipamentos modernos, como o micro-ondas, e acaba desaparecendo no ar enquanto Vivien prepara um chá.

Enquanto isso, notamos que Ben é o mais afetado pela loucura contagiosa do imóvel, numa situação que remete novamente ao universo de Stephen King, mais especificamente O Iluminado. Estaria Ben enlouquecendo, assim como Jack Torrence, a ponto de acabar assassinando a sua família? O marido ainda enfrenta outro pequeno problema, a ex-amante grávida que aparece de surpresa avisando que não vai mais fazer o aborto e que ele terá que assumir a criança. A situação é facilmente resolvida quando Larry “Kruegger” aparece e assassina a moça com uma pá (ou seria Ben que a teria matado?) Os dois enterram a jovem no jardim – ao aprofundar a cova, Larry encontra outras ossadas no local. A cena é atentamente observada pelo nosso trio de personagens mais famosos: a vizinha Constance, a alma penada Moira e o jovem Tate (outro possível, mas ainda não comprovado, fantasma – filho de Constance?).

Destaque ainda para o diálogo “esclarecedor”, ocorrido quando Vivian flagra Ben e Moira em atitude suspeita. O marido reclama que a “jovem” empregada está tentando seduzi-lo, mas Moira explica: “Conheço o jeito dos homens, precisam de vitórias conquistas, e veem o que querem ver. Já as mulheres veem a alma da pessoa”.American-Horror-Story-300x105.jpg

Enfim, apesar de vermos uma melhora substancial a cada novo episódio, e a série cumprir, mesmo que de maneira capenga, o que seus criadores  Ryan MurphyBrad Falchuk (de GleeNip/Tuck) prometeram (uma mistura bizarra de sexo e terror);  ainda falta um certo “tempero” para a fórmula soar realmente eficiente – talvez um pouco mais de suspense ou personagens mais “empáticos” e menos superficiais/estereotipados.

Porém, apesar das críticas voltadas ao gênero alternar entre “as que amam o seriado” e “as que ainda não engoliram American Horror Story”, a audiência tem recebido AHS com certa cautela; o que não impediu que o canal FX confirmasse uma segunda temporada, que deve contar com mais 13 episódios no ano que vem.

American Horror Story – Linha do tempo

1922 – O caso Dr. Charles Montgomery e o complexo de Frankenstein

Dr. Charles Montgomery constrói a Casa para sua esposa, a socialite Nora. Eles têm um filho. Em crise financeira, viciado em drogas e com complexo de Frankenstein, Dr. Charles começa a fazer abortos no local (decisão tomada por influência de Nora). O namorado de uma das garotas que fez aborto no local ameaça o casal e termina sequestrando a criança Montgomery. A criança é violentamente assassinada. Dr. Charles costura os pedaços de seu filho para trazê-lo de volta a vida. Suspeita: a criança, ou seu fantasma, é o monstro do porão, que assassinou os gêmeos em 1978 e atacou os convidados de Tate e Violet em 2011.

1968O caso R. Franklin, o serial killer

Neste ano a Casa é usada como uma república estudantil. Maria e Gladys estão sozinhas quando um indivíduo ferido pede ajuda. Quando uma das garotas o deixa entrar, ele se revela um psicopata, matando uma das garotas a facadas e outra afogada numa banheira.

1978O caso da morte dos Gêmeos

A Casa está abandonada quando duas crianças invadem o local, ignorando o alerta de Adelaide, que avisa que eles iriam morrer. Os dois são mortos por uma criatura no porão.

1983O caso do assassinato de Moira e Hugo

A bela governanta Moira O’Hara se envolve com seu patrão HugoConstance flagra Hugo tentando abusar sexualmente de Moira. Com um revólver atira em Moira, atingindo-lhe o olho direito. Hugo é morto com tiros no peito. Ainda não está totalmente claro se Hugo é marido de Constance, embora ela afirme que o amou desde os 16 anos.

???? – O Caso Lee Harvey

Larry Harvey mata sua esposa e filha queimadas. Ele teria sido libertado da prisão depois que foi diagnosticado com câncer cerebral irreversível.

2011 – O caso dos Harmons

Procurando apagar o passado e recomeçar uma vida em família, Ben, Vivienne e Violet deixam Boston e mudam-se para a Casa em Los Angeles. Ben é um psicólogo que atende em casa. Ele trata um paciente de nome Tate (um sociopata) regularmente (um possível fantasma). Tate se envolve com Violet, a filha. Violet traz para Casa uma garota com quem se desentendeu na escola. Tate pede para que Violet a leve até o porão, onde ela é atacada pela mesma criatura que matou os gêmeos em 1978. Adelaide está agora com 39 anos e muitas vezes invade a residência dos Harmons, avisando que eles vão morrer.  Vivien faz sexo com um homem vestido com uma roupa de sadomasoquismo, achando que está com o marido. Pouco depois descobre que está grávida. A casa é invadida por duas mulheres e um homem em uma tentativa de reencenar o assassinato que aconteceu na casa em 1978. Tate salva Vivien e Violet, matando uma das invasoras com uma machadada.  A mãe ataca o invasor na cabeça com um cinzeiro. Violet leva para o porão a terceira invasora, que é morta pelos fantasmas de Maria e Gladys. O último invasor também desce ao porão e também acaba morto. Tate, Constance e Moira se livram dos corpos dos intrusos. Larry Harvey mata a ex-amante de Ben e depois a enterra no jardim. Ben Harmon constrói um gazebo sobre o local do sepultamento.

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107 - Muito bom. Quebrou o pouco o clima do anterior (que pra mim é o melhor da série até agora) mas manteve a qualidade. Foi ótimo ver os personagens secundários interagindo entre si e o cliffhanger é maneiríssimo.

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O episódio não foi sensacional, mas desenvolveu bem os personagens secundários como a Constance e o Piromaníaco...

 

Que parece não ser uma manifestação do inconsciente do Ben...

 

 

E na boa Soto, para de colar estes textos... Além de desinteressantes o cara não saber do que fala e nem sabe a diferença entre Psicólogo e Psiquiatra, que é a profissão do Ben, não Psicólogo...

 

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Pois é. O episódio não manteve o nível do excelente episódio anterior, mas foi bom, eficiente, conseguiu ilustrar através do seus personagens secundários o conceito da maldição do casarão e que ninguém conseguirá se livrar deles. Moira e o Piromaníaco tiveram destaque, mas como essa Jessica Lange é maravilhosa, meu Deus! Ela está um arraso nessa série, uma atriz deslumbrante, ela é de uma elegância arrebatadora. Que atriz é essa !!!!!!! 10Thiago Lucio2011-11-18 20:21:44

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E na boa Soto' date=' para de colar estes textos... Além de desinteressantes o cara não saber do que fala e nem sabe a diferença entre Psicólogo e Psiquiatra, que é a profissão do Ben, não Psicólogo...
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uai, basta desligar a tecla SAP...0306

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American Horror Story 1×04: “Halloween – Part 1″

Por

Joao Pires Neto
19/11/2011

“Acredita-se que no Halloween, a fronteira entre o reino dos vivos e dos mortos desapareça; e os mortos podem então caminhar entre os vivos!”

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(este texto contém SPOILERS)

No prólogo deste episódio somos levados ao Halloween de 2010 e apresentados aos então moradores da Casa: PatrickChad Warwick – casal de homossexuais que teria se suicidado no local, segundo conta a agente imobiliária aos Harmons no piloto. De imediato, nos chama a atenção novamente as “supostas coincidências” de American Horror Story: assim como os atuais moradores, o casal esperava por um filho (uma adoção), passava por uma crise conjugal (envolvendo a traição de uma das partes) e utilizaram o pouco que restava de suas economias para comprar o imóvel. Apenas relembrando, no episódio anterior já havíamos identificado outra destas coincidências: o caso em que Constance flagra o seu suposto marido com outra mulher lembra, e muito, ao incidente em que Vivien encontra Ben com uma aluna em sua própria cama, quando ainda moravam em Boston – similar inclusive na reação violenta das esposas traídas. Este rápido flashback nos traz também uma boa surpresa, a presença marcante do ator Zachary Quinto (o Sylar, de Heroes) interpretando o parceiro traído, Chad Warwick. É curioso que Zachary tenha aceitado o papel de gay “afeminado” na mesma época em que assumiu publicamente a sua homossexualidade.

Não fica claro como ocorreram os crimes, se realmente houve o improvável duplo suicídio ou se Chad e Patrick foram assassinados; tudo indica, por algumas cenas rápidas, que o fantasma-da-roupa-emborrachada tenha matado os dois, na noite do Dia das Bruxas (se alguém imaginava que a criatura por trás da roupa de borracha fosse um dos gays, esqueça, pelo menos por enquanto). No entanto, como o este episódio de AHS é dividido em dois, a segunda parte deve esclarecer o que ocorreu no trágico Halloween de 2010.

American-Horror-Story-14-150x150.jpgJá nos dias atuais, Vivien insiste em se livrar da Casa – uma tarefa quase impossível, considerando o mercado imobiliário em baixa e o passado pra lá de negro do imóvel. Marci, a agente imobiliária, sugere que seja contratado um profissional para melhorar a estética do imóvel – um conselheiro que opinasse sobre a decoração e possíveis reformas no local. Mas, assim como aconteceu com a governanta Moira, quem acaba contratado são os fantasmas de Chad e Patrick. Eles são confundidos com conselheiros de estilo que teriam sido enviados por Marci. Mas logo os Harmons percebem que o casal de gays não está ali exatamente só para ajudar: Chad se aproxima de Vivien e revela que seu parceiro é infiel e que teria descoberto a sua traição bisbilhotando na conta telefônica (a mulher é induzida a fazer o mesmo, descobrindo que o marido se encontrou recentemente com a ex-amante); enquanto isso, o promíscuo Patrick oferece uma rodada de “sexo oral” ao Sr. Harmon, que resiste – o que não impede que sejam levantadas algumas suspeitas sobre sua orientação sexual, já que demorou alguns segundos para decidir se aceitava a proposta indecente. Chad ainda aconselha que derrubem o terrível gazebo construído no jardim, embaixo do qual estaria a cova da ex-amante de Ben, morta no episódio anterior.

American-Horror-Story-91-150x150.jpgEntre as revelações apresentadas neste episódio, a mais importante é com certeza a origem da criatura que habita o porão da Casa: Tate tenta assustar Violet utilizando a roupa emborrachada (será que era Tate no episódio Piloto transando com Vivien?). Misteriosamente Violet não se assusta com a brincadeira (a menina apresenta um comportamento bastante estranho, basta lembrarmos que no episódio anterior, ela insistiu com a mãe para que não mudassem do local); Tate resolve então contar um pouco do passado local, ainda que a garota afirme não acreditar em bulhufas do que o jovem está falando. Como foi explicado no episódio anterior, na década de 20, funcionava no local uma clínica clandestina de abortos. Em determinado momento, os proprietários do imóvel (Nora, uma socialite quase-falida, e Charles Montgomery, cirurgião plástico com síndrome de Frankenstein), são ameaçados um desconhecido que parece não ter ficado muito feliz com um aborto feito na namorada. Numa vingança “olho por olho/filho por filho”, o homem acaba sequestrando o bebê do casal Montgomery. Tempos depois a polícia bate a porta da residência: nas mãos dos agentes uma caixa com evidências de um crime, os pedaços da criança. Desesperado, Charles tenta ressuscitar o filho misturando o que restou do bebê a partes de animais – assim teria nascido o bebê monstro que habita o escuro porão do imóvel (um leitor questionou ao ler meu texto anterior que a criatura parecia uma velha; teria o bebê-monstro, assim como Moira, envelhecido? Estaria a criatura viva ou seria um fantasma?).

American-Horror-Story-6-300x156.jpgNovamente temos uma overdose de aparições, ainda que agora seja justificada, já que no Dia das Bruxas, os mortos poderiam caminhar entre os vivos. Além dos triviais Tate, dos convidados especiais Chad e Patrick, destaca-se a governanta Moira, que abandona o imóvel na noite de Halloween (como se recebesse um indulto da Casa). Numa sequência que aposta num tom dramático a la Ghost – Do Outro Lado da Vida, a governanta visita a mãe, que é paciente em um asilo/hospital. A senhora parece estar sofrendo presa a aparelhos que lhe mantém vegetando. Moira, compadecendo da situação, desliga uma das máquinas ligadas ao corpo da mãe. A alma liberta convida a filha a acompanhá-la nesta partida. Moira chora e demonstra vontade de ir, mas percebemos que algo (provavelmente, a Casa) a mantém presa em nosso mundo. Outro que dá uma escapadinha da Casa é Tate, que encontra Ben para tomar um suco em um parque e acaba conseguindo que o médico se abra, invertendo os papéis entre paciente e psicanalista.

American-Horror-Story-1-150x150.jpgPorém o destaque fica para a deprimente relação entre Constance e sua filha autista, Adelaide. A garota, após ser maquiada por Violet avisa a mãe que quer sair fantasiada de menina bonita, como aqueles que aparecem nas revistas. A mãe não aceita e diz que ela deve se vestir de Snoopy novamente neste Halloween. Pouco tempo depois, Constance traz-lhe uma bizarra máscara de “menina bonita”, que de bonita não tem nada – na verdade a máscara me lembrou um pouco a de Michael Myers. Apesar da triste situação, Adelaide fica muito feliz com o presente. Porém o pior ainda está por vir: Adelaide é atropelada enquanto segue outras crianças que pedem doces durante a noite. Desolada, Constance arrasta sua filha, aparentemente morta, até o jardim da Casa – balbuciando que precisava levar a garota até o gramado o quanto antes – o que nos dá a entender que o terreno tem algo especial que mantém os mortos “vivos” por ali.

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Ainda entre os fantasmas e vivos, outros resolvem dar uma aparecidinha, como o homem-emborrachado – apelidado de Rubberman, nos sites gringos (que acaba assustando o casal gay – fantasma com medo de fantasma?); os gêmeos mortos em 1978; Larry Harvey cobrando os seus 1000 dólares e até mesmo Hayden, a ex-amante enterrada no jardim. Porém o gancho para a segunda parte deste episódio pode soar deja-vu ao espectador mais calejado: Vivien passa mal, como se o seu bebê estivesse chutando tão forte a ponto de machucar-lhe a barriga; no hospital a enfermeira avisa que o feto está muito grande para 8 semanas e acaba desmaiando quando vê a imagem do ultrassom (estaria o bebê-monstro renascendo no ventre de Vivien?)

Halloween – Part 1 é dirigido por David Samel (especialista em séries de TV, que traz no currículo alguns episódios dos falecidos Heroes e Buffy – A Caça Vampiros) e foi exibido pela primeira vez em 26 de outubro de 2011, nos Estados Unidos. Vale ainda ressaltar que serão 13 episódios esta primeira temporada e uma segunda já esta garantida, provavelmente com uma nova família morando na Casa.

American-Horror-Story-5-150x150.jpgSem dúvida, este foi o melhor episódio até agora, principalmente por conseguir, mesmo com a enxurrada de aparições e informações, desenvolver personagens ambíguos como Moira e Constance. Enfim, AHS vem se superando a cada episódio e aparentemente uma trama lógica e organizada parece estar se tecendo e unindo todos os eventos isolados; esperamos ainda, que a season finale traga um desfecho inteligente que não apele para nenhum clichê típico do gênero, como cemitérios indígenas, bebês de Rosemary ou “eu vejo pessoas mortas”.

American Horror Story – Linha do tempo


1922 – O caso Dr. Charles Montgomery e o complexo de Frankenstein

Dr. Charles Montgomery constrói a Casa para sua esposa, a socialite Nora. Eles têm um filho. Em crise financeira, viciado em drogas e com complexo de Frankenstein, Dr. Charles começa a fazer abortos no local (decisão tomada por influência de Nora). O namorado de uma das garotas que fez aborto no local ameaça o casal e termina sequestrando a criança Montgomery. A criança é violentamente assassinada. Dr. Charles costura os pedaços de seu filho para trazê-lo de volta a vida. Suspeita: a criança, ou seu fantasma, é o monstro do porão, que assassinou os gêmeos em 1978 e atacou os convidados de Tate e Violet em 2011.

1968 – O caso R. Franklin, o serial killer

Neste ano a Casa é usada como uma república estudantil. Maria e Gladys estão sozinhas quando um indivíduo ferido pede ajuda. Quando uma das garotas o deixa entrar, ele se revela um psicopata, matando uma das garotas a facadas e outra afogada numa banheira.

1978 – O caso da morte dos Gêmeos

A Casa está abandonada quando duas crianças invadem o local, ignorando o alerta de Adelaide, que avisa que eles iriam morrer. Os dois são mortos por uma criatura no porão.

1983 – O caso do assassinato de Moira e Hugo

A bela governanta Moira O’Hara se envolve com seu patrão Hugo. Constance flagra Hugo tentando abusar sexualmente de Moira. Com um revólver atira em Moira, atingindo-lhe o olho direito. Hugo é morto com tiros no peito. Ainda não está totalmente claro se Hugo foi marido de Constance, ainda que ela afirme que o amou desde os 16 anos.

???? – O Caso Larry Harvey

Larry Harvey mata sua esposa e filha queimadas. Ele teria sido libertado da prisão depois que foi diagnosticado com câncer cerebral irreversível.

2010 – O Caso do duplo suicídio

Os moradores da Casa, um casal de homossexuais, são mortos por Rubberman, embora a informação oficial dada pela agente imobiliária seja que eles se suicidaram no Halloween de 2010.

2011 – O caso dos Harmons

Procurando apagar o passado e recomeçar uma vida em família, Ben, Vivienne e Violet deixam Boston e mudam-se para a Casa em Los Angeles. Ben é um psicólogo que atende em casa. Ele trata um paciente de nome Tate (um sociopata/possível fantasma) regularmente. Tate se envolve com Violet, a filha. Violet traz para Casa uma garota com quem se desentendeu na escola. Tate pede para que Violet a leve até o porão, onde ela é atacada pela mesma criatura que matou os gêmeos em 1978. Adelaide está agora com 39 anos e muitas vezes invade a residência dos Harmons, avisando que eles vão morrer. Vivien faz sexo com um homem vestido com uma roupa emborrachada, achando que está com o marido. Pouco depois descobre que está grávida. A Casa é invadida por duas mulheres e um homem em uma tentativa de reencenar o assassinato que aconteceu na casa em 1978. Tate salva Vivien e Violet, matando uma das invasoras a machadadas. A mãe ataca o invasor na cabeça com um cinzeiro. Violet leva para o porão a terceira invasora, que é morta pelos fantasmas de Maria e Gladys. O último invasor também desce ao porão e também acaba morto. Tate, Constance e Moira se livram dos corpos dos intrusos. Larry Harvey mata a ex-amante de Ben e depois a enterra no jardim. Ben Harmon constrói um gazebo sobre o local do sepultamento. No Halloween de 2011, Adelaide é atropelada.

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Certo ou errado? Hã? Não consigo sequer enxergar isso na discussão. Eu' date=' pessoalmente detesto tanto essa colocação para arte (moldar como certo/errado) quanto essa denominação de masturbação mental para o poder instigador de algumas séries e filmes (que soa para mim extremamente pejorativo o que considero um atributo neutro. Pode ser positivo ou negativo dependendo da ocasião).

 

 

 

Enfim acho que fugimos um pouco do contexto.

 

Mas, seguindo o enterro, sobre o episódio eu vi uma notícia sobre a participação do Zachary "Sylar” Quinto. Será que é no próximo?[/quote']

 

 

 

Scofa, tinhas que ter avaliado meu post todo dentro do contexto. Dá uma olhada:

 

 

 

"Talvez eu não seja o público-alvo mesmo, é possível (o que não me impediria de dizer que é ruim, pq pra mim seria, se ela não fechasse com o meu gosto). Há que se considerar, por outro lado, que eu gostei dos dois primeiros episódios e continuo esperando boas coisas da série, o que pesa contra essa teoria do público-alvo. Tb é possível que eu esteja plenamente "certo" e vcs estejam "errados", tudo é possível. Só o que não pode acontecer é o cara achar que tem argumentos pra provar que alguém "deveria" ter gostado, caso fosse "normal". Como eu disse pro Thiago, os argumentos devem ser no sentido de trocar opiniões e visões, nunca de explicar pq o troço É bom. Quem tenta isso já perdeu; não a discussão, mas a chance de uma boa conversa."

 

 

 

Veja que eu defendo no post exatamente que é uma questão de opinião. O "pode ser que eu esteja certo" foi exatamente para destacar que a postura que vcs estavam assumindo (de, digamos assim, procurar o "problema" de quem não gostou) é que parece partir do pressuposto de que vcs estavam certos em gostar, e eu errado por não compartilhar da opinião. Ainda enfatizei isso botando aspas no "certo" e no "errado".

 

 

 

Sobre a "masturbação mental", o que eu quis dizer foi exatamente o que eu expliquei, que o troço tem que ser bom só por si. Se, pra ser bom, ele joga pra mim a responsabilidade de entrar nessa das teorias sobre o que tá rolando, me perdeu. Alguns episódios são muito bons isoladamente - e acho que o de Halloween foi o melhor até agora. Mas outros não me cativam. O do cara que tem medo de lendas urbanas eu achei irrelevante.

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Não consigo achar Piggy Man irrelevante com todo o desenrolar da trama entre Tate e Violet. É meu favorito até agora, lado a lado com o 108 (Rubber Man) que tem uma estrutura incrível (os saltos no tempo nunca incomodam a fluidez da narrativa) cava ainda mais fundo no psicológico dos fantasmas que assombram a casa (curioso que TODOS apresentam problemas relacionados a família, que pra mim é o tema central da série muito além da definição de "triller psicosexual" que lhe foi dada nos primeiros episódios) e ao mesmo tempo em que aumenta o nível da merda toda ele estabelece que há uma motivação por trás das assombrações em cima da Vivian. Shit's getting crazy   16.gif

 

 

 

 

 

Ps: Puta que pariu o que é o promo do 1x09 13.gifDark2011-11-24 09:08:16

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Não consigo achar Piggy Man irrelevante com todo o desenrolar da trama entre Tate e Violet.

 

 

 

Só pra esclarecer, quando eu disse "irrelevante", eu quis dizer em termos de qualidade individual. A estória contínua da série chegou ao ponto de não me interessar mais.

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