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Oscar 2013: Previsões


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(Um pouco off-topic) Crítica do João Pereira Coutinho, publicada hoje na Folha de S.Paulo:   "Cinema para adultos   Quentin Tarantino e Kathryn Bigelow são as polêmicas cinematográficas do momento.

Vou respirar fundo. Porque acabo de ver um filme brilhante, poderoso intelectualmente, IMPORTANTE, denso, magnífico, e, pra completar, injustiçado. "Zero dark Thirty" é es-pe-ta-cu-lar e paro aqui com

Também é hora de a gente se autoavaliar como fórum. Foi um ano bem difícil, com enormes bugs, paralizações técnicas, perda de comentaristas para o Facebook...Um ano difícil!    Senti a falta daquele

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Uow. No entanto é o festival que o Brasil tem se saído melhor. Falta um concorrente forte nosso para vencer o prêmio principal justamente em Veneza. Em Cannes o histórico é favorável, Veneza eu não sei dizer se algum ator ou atriz venceu, ou outro prêmio a não ser o Leão de Ouro.

 

O fato é que vai ser muito difícil vencer, pois se bem me lembro o Brasil não tem participado das competições em Veneza recentemente.

 

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Competição o Brasil não participa desde Abril despedaçado, em 2001, ou seja,  10 anos. Acho que quem chegou mais longe foi Eles não usam black-tie, que levou FIPRESCI e o Grande Prêmio Especial do Júri. Veneza não gosta dos brasileiros.  Berlim ama, Cannes vai um pouco com a nossa cara, mas não a ponto de dar a segunda Palma de melhor filme.

 

 

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Achei esse fato interessante, fuçando mais informações sobre o Brasil em Veneza: 

 

VENEZA DÁ LEÕES, E GLAUBER FAZ

COMÍCIO

Pedro Del Picchia  (Enviado

Especial) Folha de S.Paulo

 

VENEZA – Quatro filmes ganharam os

três Leões de Ouro do Festival Internacional de Cinema. O prêmio para as grandes

produções foi dividido entre “Glória”, de John Cassavetes, e “Atlantic City”, de

Louis Malle. O prêmio à obra experimental ou de vanguarda ficou com “Megalexandros”,

do grego Theodoros Anghelopulos. E o terceiro Leão, dedicado ao filme estreante,

foi para “Um dia Especial”, do húngaro Peter Gothar. Indignado com a decisão do

júri da Bienal de Veneza, Glauber Rocha – que concorria com “A Idade da Terra” –

fez um comício passeata seguido por dezenas de repórteres, fotógrafos e

cinegrafistas, pela avenida beira-mar do Lido, entre o Hotel Excelsior (o centro

nervoso do festival) e o Palácio do Cinema (onde estão as salas de projeção),

protestando contra “os critérios meramente comerciais de premiação”.

A longa denúncia de Glauber (à qual

me referirei abaixo) é correta em seu aspecto fundamental, de que os prêmios

foram divididos entre as grandes casas produtoras, ficando de quebra um Leão

para o filme húngaro, provavelmente a fim de prevenir possíveis ataques da área

comunista, tão implantada  na vida cultural italiana, particularmente na

cinematografia.

Três gigantes estiveram presentes ao

festival. A americana Columbia Pictures, produtora de “Glória”; a

franco-italiana Gaumont, distribuidora de “Atlantic City”; e a Rádio-Televisão

Italiana (RAI), que compareceu à Bienal com mais de dez filmes, entre os quais “Megalexandros”.

“Glória” e “Atlantic City”, como este enviado assinalara, são altamente

premiáveis, concorrendo como estavam numa faixa dedicada às grandes produções,

ao filme de espectador, ao cinema de massa, comercial enfim. O mesmo, porém, não

vale para “Megalexandros” (“Alexandre, o Grande”), que faturou o Leão destinado

ao cinema experimental, de vanguarda.

“Megalexandros” é um novelão de

quatro horas, mais velho que a Grécia. É uma espécie de “Irmãos Coragem”, girado

com menos fantasia e muito hermetismo. Vanguarda por vanguarda, “A Idade da

Terra” está a mil anos na frente.

Quanto à “Um Dia Especial” (“Ajanked

ez a Nap”, no original), é apenas um filme cinzento: a história de uma mulher de

trinta anos, solitária,  que, na tediosa vida de professora primária na Hungria,

tem como máxima ambição, possuir um apartamento próprio e casar com o amante já

casado, o que obviamente não consegue fazer. O filme é um esboço do feminismo à

socialista, que, com dez anos de atraso em relação ao Ocidente, está começando a

tomar corpo, no Leste Europeu. Como obra de estréia, havia pelo menos duas

outras melhor recebidas em Veneza por crítica e público: “Going in Style”, do

americano Martin Brest, e “Ópera Prima”, do espanhol Fernando Trueba (uma

história de amor contada com talento e linguagem moderna, que recebeu uma menção

honrosa do júri).

Nove foram os jurados que decidiram

sobre o destino dos três Leões de Ouro. Sob a presidência do cineasta italiano

Gillo Pontecorvo, reuniram-se ontem pela manhã, para escolher os melhores

filmes, os críticos e cineastas Umberto Eco, Suso Cecchi D’ Amico (italianos),

Yussif Chahine (egípcio), Marlen Chuciev (soviético), Michel Ciment (francês),

Andrew Sarris (inglês), George Stevens Jr.(americano) e Margareth Von Trotta

(alemã). Às 13h30, numa entrevista coletiva presidida pelo diretor da mostra de

cinema, Carlo Lizzani, anunciaram a decisão que não surpreendeu a ninguém, à

exceção de Glauber Rocha que, ingênuo, supunha que os critérios culturais se

sobreporiam aos comerciais.

Ressuscitados depois de 12 anos (os

últimos Leões, foram entregues em 1968 e, a partir então, o festival não foi

mais competitivo), os prêmios distribuídos este ano indicam que a Bienal de

Veneza corre o risco de tomar o mesmo caminho de Cannes e transformar-se num

festival das grande produtoras, virando as costas à pesquisa e à vanguarda e, se

assim for, renegando o seu próprio passado de quase meio século de história.

Pessoalmente não afirmo que “A Idade

da Terra” foi o melhor filme, em absoluto, na faixa do novo – mesmo porque, à

média de 12 projeções diferentes por dia, era impossível ver tudo – mas não

tenho a menor dúvida de que o filme de Glauber Rocha é infinitamente superior ao

premiado “Megalexandros”. O primeiro é o futuro, na forma e no conteúdo; o

segundo é o passado,  idem, idem. O primeiro é o surrealismo tropical do

Terceiro Mundo que explode; o segundo é a restauração da tragédia grega

clássica. O primeiro é o retrato das novas contestações anti-imperialistas; o

segundo, um discurso tradicional sobre o poder. O primeiro é a percepção do

crescente papel político que a Igreja e as religiões vêm assumindo nos países

subdesenvolvidos; o segundo, uma análise feita mil vezes antes sobre a questão

do subjetivo e do objetivo no processo histórico. O primeiro é a revolução; o

segundo, a academia travestida de vanguarda.

Glauber, ao saber o resultado, chiou

e acusou o júri de ser “pago pela Colúmbia, pela Gaumont e pela RAI, para

premiar diretores de segunda classe como Malle e Cassavetes, e o superado

Anghelopulos”. E acrescentou :”Esta premiação é uma vergonha. Vergonha para a

Bienal de Veneza, vergonha para o Partido Comunista, o Partido Socialista e a

intelectualidade italiana”.

Segurando as mãos de Renzo Rosselini

– produtor italiano, filho do velho mestre Roberto Rossellini – no saguão do

Excelsior, cercado por dezenas de pessoas, o inflamado Glauber afirmou que

“Veneza deixou-se levar pelo imperialismo que veio à Itália buscar legitimidade

cultural para o cinema comercial que produz” e lamentou que “um cineasta de

respeito como Carlo Lizzani (diretor da Mostra) cometa o erro de privilegiar as

grandes produções comerciais”.

“A organização do Festival –

prosseguiu, a esta altura já comandando uma procissão de jornalistas e curiosos

que às vezes o aplaudiam pela avenida beira-mar – programou os filmes do

Terceiro Mundo, árabes e o meu, latino-americano, em horários e sessões

desfavoráveis. Foi um ato racista e de terrorismo cultural, uma agressão aos

países do Terceiro Mundo e ao Brasil”.

A procissão glauberiana, depois de

percorrer uma centena de metros, parou em frente ao Palácio do Cinema, de onde o

cineasta brasileiro desafiou “Malle e os membros do júri a me olharem na cara”.

“O júri foi corrompido, comprado e

pago por Jack Valenti (da Colúmbia) e pela Gaumont e RAI.” E em represália ao

tratamento que os cineastas do Terceiro Mundo receberam prometeu uma “guerra da

comunicação”.

“Nós latino-americanos, não devemos

mais vir a festivais como este, que é feito para americano e para europeu. Aqui

em Veneza foi consumada uma agressão diplomática contra o Brasil e eu vou

começar uma campanha – vou até falar com o presidente Figueiredo – para fechar

os escritórios das produtoras americanas e da Gaumont no Brasil, e para contar

todos os contatos com a RAI. Farei campanha por toda a América Latina, será a

guerra da comunicação contra o imperialismo.”

Antes de retirar-se para seu hotel

em companhia da mulher, Paula, e de seus filhos Aruak e Ava, concluiu: “Aqui,

privilegiada é gente como Anghelopulos, um convencional que não chega aos pés de

Cacoyannis, e Fassbinder, que faz um cinema neonazista. Esses filmes que

ganharam o Leão de Ouro merecem um Leão de m...”

                            Artigo

publicado na “Folha de S.Paulo”, em setembro de 1980.                                         

 

 

 

 

 

 

guidon2012-02-23 01:15:03

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É impressão minha ou Glauber Rocha chamou Louis Malle e John Cassavetes de "comerciais"? Que pedante...

 

 

 

Edit:

 

 

 

Glauber, ao saber o resultado, chiou e acusou o júri de ser “pago pela Colúmbia, pela Gaumont e pela RAI, para premiar diretores de segunda classe como Malle e Cassavetes, e o superado Anghelopulos”. E acrescentou :”Esta premiação é uma vergonha. Vergonha para a Bienal de Veneza, vergonha para o Partido Comunista, o Partido Socialista e a intelectualidade italiana”.

 

 

 

kkkkkkkkkkkkkk

 

 

 

É ser sem noção demais... Bem, o tempo se incubiu de mostrar quem era mais talentoso.Stradivarius2012-02-23 09:26:39

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É impressão minha ou Glauber Rocha chamou Louis Malle e John Cassavetes de "comerciais"? Que pedante...

 

 

 

Edit:

 

 

 

Glauber' date=' ao saber o resultado, chiou e acusou o júri de ser “pago pela Colúmbia, pela Gaumont e pela RAI, para premiar diretores de segunda classe como Malle e Cassavetes, e o superado Anghelopulos”. E acrescentou :”Esta premiação é uma vergonha. Vergonha para a Bienal de Veneza, vergonha para o Partido Comunista, o Partido Socialista e a intelectualidade italiana”.[/quote']

 

 

 

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É ser sem noção demais... Bem, o tempo se incubiu de mostrar quem era mais talentoso.

 

 

 

Glauber era um gênio e, como muitos, era arrogante, não aceitava o que fosse "diferente" do que ele interpretava como arte e via na vanguarda crua a única forma possível de arte. Claro que a acusação dele é infundada, mas não desabona sua obra espetacular e fundamental. E dependendo da direção para onde for apontado seu comentário final, te garanto que muita gente boa deve responder que foi o próprio Glauber (eu, de minha parte, acho Cassavetes o maior de todos, não só dentre os três).

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Engraçado que estes dias estava pensando justamente em assistir algum filme do Glauber Rocha. Vi nada até aqui. Venho protelando desde que assisti este vídeo do Scorsese pagando pau para O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. Segue o link para quem se interessar:

 

http://www.youtube.com/results?search_query=scorsese+glauber&oq=scorsese+glauber&aq=f&aqi=&aql=&gs_sm=3&gs_upl=400l1280l0l1727l5l5l0l0l0l0l0l0ll0l0

 

Enfim, ele exagerou no protesto. Desqualificar os colegas foi pedantismo mesmo. Mas é preciso separar a obra da vida pessoal e opiniões do artista. É como esses caras que não gostam dos filmes do Polanski devido às acusações de pedofilia. Não assistam o cara então. 07

 

 

 

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É impressão minha ou Glauber Rocha chamou Louis Malle e John Cassavetes de "comerciais"? Que pedante...

 

 

 

Edit:

 

 

 

Glauber' date=' ao saber o resultado, chiou e acusou o júri de ser “pago pela Colúmbia, pela Gaumont e pela RAI, para premiar diretores de segunda classe como Malle e Cassavetes, e o superado Anghelopulos”. E acrescentou :”Esta premiação é uma vergonha. Vergonha para a Bienal de Veneza, vergonha para o Partido Comunista, o Partido Socialista e a intelectualidade italiana”.[/quote']

 

 

 

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É ser sem noção demais... Bem, o tempo se incubiu de mostrar quem era mais talentoso.

 

 

 

Glauber era um gênio e, como muitos, era arrogante, não aceitava o que fosse "diferente" do que ele interpretava como arte e via na vanguarda crua a única forma possível de arte. Claro que a acusação dele é infundada, mas não desabona sua obra espetacular e fundamental. E dependendo da direção para onde for apontado seu comentário final, te garanto que muita gente boa deve responder que foi o próprio Glauber (eu, de minha parte, acho Cassavetes o maior de todos, não só dentre os três).

 

 

 

Ahh, sempre um prazer.

 

 

 

Não mesmo... Glauber Rocha era über pretensioso, e sua postura ridícula (e totalmente sem classe) lembra até o Marcelo Nova do Camisa de Vênus, que faz comentários como se fosse o pai do rock... Me desculpem os trogloditas, mas finesse é fundamental.

 

 

 

E é claro que os diretores em questão vão depender do gosto de cada um... Mas basear-se na opinião de "muita gente boa" é um tanto polêmico, e algo que não faço muita questão quando o assunto é Glauber Rocha. Do que vi dele, considero tudo mais curioso que qualquer outra coisa, mas com um universo de distância de Louis Malle e Cassavetes. E olha que não gostei muito de Atlantic City quando o assisti a alguns anos atrás.

 

 

 

 

 

 

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Annette Bening e Robin Williams juntos em THE LOOK OF LOVE


divulgaçãoDe acordo com o blog The Playlist, o elenco de The Look of Love sofreu algumas alterações. Annette Bening (Beleza Americana) substituiu Diane Keaton (Alguém Tem que Ceder) no papel principal e Robin Williams (Uma Noite no Museu) foi confirmado na produção.


A comédia dramática apresentará a
história de Nikki (Bening), uma mulher que se apaixona por um homem (Ed
Harris) que tem uma estranha semelhança com o seu falecido marido. Ainda
não se sabe sobre o personagem que Williams interpretará.


O longa-metragem será escrito e dirigido por Arie Posin (The Chumscrubber).



A mulher tá filmando com tudo.  Que eu me recordo agora ela está envolvida em pelo menos seis projetos: esse, o do marido sobre Howard Hughes e o da Imperatriz russa Catarina, a grande.  Pra esse ano tem o filme do Andy Garcia, e os novos das duplas de Little Miss Sunshine e American Splendor.  Pena que ela ficou com o papel de outra atriz que gosto muito e que está no ostracismo, que é a Keaton.





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Não gosto tanto da Benning, mas torço sim para que futuramente ela esteja num grande projeto que lhe dê ainda mais destaque, e, quem sabe, com isso, um Oscar, que ela ainda não teve oportunidade de vencer. De todas as suas indicações, eu não a escolheria em nenhuma das ocasiões.

 

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Garner já poderia ter sido lembrada por Juno.
Rapaz eu achava que só eu pensasse isso.  A cena onde ela pede pra encostar o ouvido na barriga da Page é maravilhosa.
meu.. A performance toda eh maravilhosa, a forma como ela anula o homem pelo qual ela se apaixonou e toda vontade ser mae que ela demonstra num olhar.. Ela realmente merecia ter entrado no bonde de juno no oscar ... Acho garner bem versatil.. Espero que esse ano ela de um gas na carreira dela.... E naum podemos esquecer da escorregadinha dela no oscar.. Impagavel... Kkkkk
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Eu escolheria em três: 2000' date=' 2005 e 2011. [img']smileys/01.gif" align="absmiddle" alt="01" />

 

 

 

.. Benning realmente naum teve sorte nos anos que concorreu ... Mas ela ainda consegue... Espero.. Alguem ja viu em algum lugar akelas listinhas dos mais aguardados pra esse ano ? Atores , filmes e etc...
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Eu só citei essa cena porque acho que ela resume o trabalho da Garner no filme, mas a atuação é excepcional, se não tivesse uma monstruosa (literalmente) Marcia Gay Harden em O nevoeiro, ela seria a minha favorita.  E a Bening está envolvida em seis projetos, três devem ser lançados esse ano.

 

 

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É impressão minha ou Glauber Rocha chamou Louis Malle e John Cassavetes de "comerciais"? Que pedante...

 

 

 

Edit:

 

 

 

Glauber' date=' ao saber o resultado, chiou e acusou o júri de ser “pago pela Colúmbia, pela Gaumont e pela RAI, para premiar diretores de segunda classe como Malle e Cassavetes, e o superado Anghelopulos”. E acrescentou :”Esta premiação é uma vergonha. Vergonha para a Bienal de Veneza, vergonha para o Partido Comunista, o Partido Socialista e a intelectualidade italiana”.[/quote']

 

 

 

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É ser sem noção demais... Bem, o tempo se incubiu de mostrar quem era mais talentoso.

 

 

 

Glauber era um gênio e, como muitos, era arrogante, não aceitava o que fosse "diferente" do que ele interpretava como arte e via na vanguarda crua a única forma possível de arte. Claro que a acusação dele é infundada, mas não desabona sua obra espetacular e fundamental. E dependendo da direção para onde for apontado seu comentário final, te garanto que muita gente boa deve responder que foi o próprio Glauber (eu, de minha parte, acho Cassavetes o maior de todos, não só dentre os três).

 

 

 

Ahh, sempre um prazer.

 

 

 

Não mesmo... Glauber Rocha era über pretensioso, e sua postura ridícula (e totalmente sem classe) lembra até o Marcelo Nova do Camisa de Vênus, que faz comentários como se fosse o pai do rock... Me desculpem os trogloditas, mas finesse é fundamental.

 

 

 

E é claro que os diretores em questão vão depender do gosto de cada um... Mas basear-se na opinião de "muita gente boa" é um tanto polêmico, e algo que não faço muita questão quando o assunto é Glauber Rocha. Do que vi dele, considero tudo mais curioso que qualquer outra coisa, mas com um universo de distância de Louis Malle e Cassavetes. E olha que não gostei muito de Atlantic City quando o assisti a alguns anos atrás.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas eu não disse que você deve se basear na opinião de "muita gente boa". Disse que a sua afirmação de que o tempo se incumbiu de provar quem era mais talentoso pode ser perfeitamente questionada por "muita gente boa", mas não que você tenha que concordar com elas. Só quis dizer que essa prova de talento definitivamente não é uma verdade absoluta nem afirmação do que o tempo foi capaz de fazer.

 

 

 

Sobre a pretensão, arrogância e o que mais for, nenhum artista sobreviveria a essa prova, caso esses fossem os fatores determinantes de julgamento sobre suas obras. Não digo que a pretensão e a arrogância devam ser "perdoadas", mas elas simplesmente são irrelevantes para o resultado final. Como disseram aqui, não importa para a qualidade de Chinatown se Polanski abusou ou não daquela menor, não interessa para a beleza de Manhattan se Woody Allen depois veio a pegar sua filha adotiva, tal como não interessa pra Nashville se Altman era um ser humano nojento, não interessa para Vertigo o modo como Hitchcock tratava seus atores. Os artistas são provados por suas obras. Os que são lembrados por suas atitudes e ações na vida pessoal...esses não merecem nota. E, com certeza, acima dessa ou de qualquer outra polêmica, Glauber Rocha fez Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe, Barravento...

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