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Oscar 2013: Previsões


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(Um pouco off-topic) Crítica do João Pereira Coutinho, publicada hoje na Folha de S.Paulo:   "Cinema para adultos   Quentin Tarantino e Kathryn Bigelow são as polêmicas cinematográficas do momento.

Vou respirar fundo. Porque acabo de ver um filme brilhante, poderoso intelectualmente, IMPORTANTE, denso, magnífico, e, pra completar, injustiçado. "Zero dark Thirty" é es-pe-ta-cu-lar e paro aqui com

Também é hora de a gente se autoavaliar como fórum. Foi um ano bem difícil, com enormes bugs, paralizações técnicas, perda de comentaristas para o Facebook...Um ano difícil!    Senti a falta daquele

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Não acho desperdício ser coadjuvante 'de luxo' em produtos 'encomendados' se a atriz faz brilhantemente o papel.

 

Em Nine, by the way, ela é uma figura de maior proeminência do qualquer outra atriz do elenco. Ao meu ver encantou bem mais que a Penélope, que acabou sendo indicada ao Oscar. Ela também paira etérea e ameaçadora em A Origem; disparado, o destaque entre os atores. Muitos dizem que ela foi a luz de Meia-Noite em Paris e de Inimigos.

 

Vou além: com exceção de Nine, diria que todas essas produções são mais valorosas cinematograficamente do que Piaf - ainda que seja no filme francês que ela atingiu seu ápice, por enquanto.

 

Duvido que ela mesma ou a maior parte dos seus fãs ressintam essa fase americana dela.

 

Cremildo2012-05-17 16:37:38

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Há de se ressaltar que Marion não está brilhante em nenhum desses filmes. E o motivo é um só, que inclusive discuti recentemente com alguns amigos: NINE e A ORIGEM não estão a sua altura. Ela é, de longe, a melhor coisa de ambos, mas ser a melhor coisa desses filmes não necessariamente implica em algo brilhante. E ela não merecia indicação por nenhum deles.

Ela é o frescor de MIDNIGHT IN PARIS, mas não é a luz do filme. O filme, aliás, se faz por um discurso. Todo mundo ali, apesar de alguns muito bem [Wilson, Brody, Hiddleston, Bates, Pill, Cotillard...], tá a serviço desse discurso, que não se faz por nenhum outro personagem que não Wilson [e olhe lá]... o que não acontece em INIMIGOS PUBLICOS, cuja construção dramaturgica se apoia completamente no trio de protagonistas [Depp, Bale, Cotillard]; e ainda consegue ser um puta exercicio estético. Aqui sim, com o unico autor americano em forma com quem ela trabalhou, esteve absoluta - e num sonho perfeito teria disputado aquele Oscar de coadj com Paltrow [AMANTES], Edith Scob [HORAS DE VERÃO], Julianne Moore [A SINGLE MAN] e Melanie Laurent [bASTARDOS INGLORIOS]. Daí a Academia consegue indicar todas as concorrentes erradas.

 

Não discordo que ela tem momentos iluminados em todos os filmes supracitados, mas suas parcerias com Dahan e Mann não dão margem a duvidas: ela é capaz de muito mais, e é esse o gostinho que fica.

 

Mas daí ela vem com Audiard, Gray e Farhadi. O céu é o limite.
Ronny2012-05-18 09:37:28
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Não acho desperdício ser coadjuvante 'de luxo' em produtos 'encomendados' se a atriz faz brilhantemente o papel.

 

Em Nine' date=' by the way, ela é uma figura de maior proeminência do qualquer outra atriz do elenco. Ao meu ver encantou bem mais que a Penélope, que acabou sendo indicada ao Oscar. Ela também paira etérea e ameaçadora em A Origem; disparado, o destaque entre os atores. Muitos dizem que ela foi a luz de Meia-Noite em Paris e de Inimigos.

 

Vou além: com exceção de Nine, diria que todas essas produções são mais valorosas cinematograficamente do que Piaf - ainda que seja no filme francês que ela atingiu seu ápice, por enquanto.

 

Duvido que ela mesma ou a maior parte dos seus fãs ressintam essa fase americana dela.

 

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Achei bem interessante seu comentário. Marion se deu bem em Hollywood, fazendo alguns filmes que conseguiram bastante prestígio. Acho que filmes como Meia-Noite em Paris e A Origem ainda serão lembrados por muitos e muitos anos, mesmo depois que sua grande atuação em Rust & Bone já tiver sido esquecida.

 

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Não acho desperdício ser coadjuvante 'de luxo' em produtos 'encomendados' se a atriz faz brilhantemente o papel. Em Nine' date=' by the way, ela é uma figura de maior proeminência do qualquer outra atriz do elenco. Ao meu ver encantou bem mais que a Penélope, que acabou sendo indicada ao Oscar. Ela também paira etérea e ameaçadora em A Origem; disparado, o destaque entre os atores. Muitos dizem que ela foi a luz de Meia-Noite em Paris e de Inimigos. Vou além: com exceção de Nine, diria que todas essas produções são mais valorosas cinematograficamente do que Piaf - ainda que seja no filme francês que ela atingiu seu ápice, por enquanto.Duvido que ela mesma ou a maior parte dos seus fãs ressintam essa fase americana dela.

 

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Pois é, ela estava EXCELENTE em um filme ruim, e merecia a indicação. O que Cruz faz ali?

 

 

 

 

 

Que trailer PAVOROSO é esse do filme da Viola?Podre...

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Eu já acho que ela poderia perfeitamente ter sido indicada por Nine. E por Inimigos Públicos' date=' que caso tivesse essas concorrentes propostas pelo Ronny, deveria ganhar ainda por cima.[/quote']

 

NINE e INIMIGOS PUBLICOS são da mesma edição.

A não ser que tu a indicasse em lead por NINE.

 

Do meu ballot, acho que votaria em Laurent, mas so pq Cotillard ja tem Oscar. A rigor penderia pra Cotillard mesmo.
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Eu já acho que ela poderia perfeitamente ter sido indicada por Nine. E por Inimigos Públicos' date=' que caso tivesse essas concorrentes propostas pelo Ronny, deveria ganhar ainda por cima.[/quote']

 

 

 

 

 

NINE e INIMIGOS PUBLICOS são da mesma edição.

 

A não ser que tu a indicasse em lead por NINE.

 

 

 

Do meu ballot, acho que votaria em Laurent, mas so pq Cotillard ja tem Oscar. A rigor penderia pra Cotillard mesmo.

 

 

 

Sim, ela era promovida como principal e, sinceramente, vendo a lista do ano, muito antes ela que 60% da lista.

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Atriz foi outra categoria em que a Academia errou 100% naquele ano, apesar da ótima Carey Mulligan, que no meu ballot fica em 6º.

 

Juliette Binoche - HORAS DE VERÃO

Tilda Swinton - JULIA

Abbie Cornish - BRIGHT STAR

Shoreh Aghdashloo - O APEDREJAMENTO DE SORAYA M.

Yolande Moreau - SERAPHINE
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De Cannes

| Lawless

 

lawless.jpg 

 

 

O novo filme do diretor de A Proposta e A Estrada foi exibido na manhã deste sábado e agradou a imprensa em Cannes. Para muitos, trata-se do Drive deste ano, um exercício exemplar de gênero (mas sem o mesmo entusiasmo).

 

Drew McWeeny (HitFix): "A proibição do alcool na era da grande depressão é um tema já batido, e o grande mérito do filme é reconhecer isso. Tematicamente, não há nada de novo. Mas a forma como Hillcoat se utiliza da violencia para compôr as nuances dos personagens é única. O filme marca uma evolução para o diretor: há em Lawless o rigor dos seus filmes anteriores, mas há também um tremendo naturalismo de que só os diretores experientes são capazes. (...) Tom Hardy, Shia LaBeouf e Guy Pearce estão sensacionais. Com exceção de Dane DeHaan, que já causou marcante impressão este ano em Chronicle, o resto do elenco não tem muito o que fazer".

 

 

Kevin Jagernauth: "Não tem o peso dos filmes anteriores de Hillcoat, mas é puro entretenimento com algo de concreto a ser dito. O trio central está excelente, mas é LeBeouf quem se supera aqui, numa atuação que certamente irá calar seus críticos. Os coadjuvantes estão todos bem, com destaque para Dane Dehaan e Gary Oldman. (...) A trilha sonora de Nick Cave é sensacional".

 

 

Mike D'Angelo: "Um exercício de gênero saboroso, elevado por intimidante de Guy Pearce e um estupendo Tom Hardy. Dois personagens 'badasses'".

 

 

Guy Lodge: "Não proporciona nada de novo, mas é feito com rigor. E trás Tom Hardy imponente e ameaçador num cardigan por quase toda a projeção. O cinema precisa de mais atores como Hardy".

 

 

Aaron Hills: "É decente e bem feito, embora muito inferior à A Proposta. Tom Hardy, no entanto, está estupendo. A grande presença aqui".

 

 

Rodrigo Salem: "É bastante violento (muitos viraram o rosto em algumas cenas). Bom filme, apenas o final me incomodou. E Guy Pearce está histérico. Trilha matadora de Nick Cave".

 

 

Dave Calhoun: "Já vimos tudo isso antes, mas Hillcoat e Cave sabem como repaginar as coisas - e a fotografia é um absurdo de linda".

 

 

Eric Snider: "É brutal e muitíssimo bem filmado. E Tom Hardy é um monstro de ator".

 

 

Nick de Semlyen: "Soberbo. E Guy Pearce amedronta".

 

 

Greg Killday: "LeBeouf surpreende - e o filme tem as cenas de violência durante a era da depressão mais impressionantes desde Bonnie & Clyde".

 

 

Sasha Stone: "Sólido e 'cool'. A trilha é incrível".


Variety: "Não possui a fagulha emocional nem a pungencia de A Proposta mas se trata de um classudo exercício de genero. Para quem gosta de ultra-violencia, é um prato cheio".

 

Alex Billington: "Sanguinolento, brutal, intenso. Excelente. Pearce e Oldman assombram. E Hardy novamente diz a que veio".

 

 

Time Out London: "O filme não possui nuances, mas é notável como exercício de gênero. Todas as peças estão no lugar".
Ronny2012-05-19 14:33:55
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Atriz foi outra categoria em que a Academia errou 100% naquele ano' date=' apesar da ótima Carey Mulligan, que no meu ballot fica em 6º.

 

 

 

Juliette Binoche - HORAS DE VERÃO

 

Tilda Swinton - JULIA

 

Abbie Cornish - BRIGHT STAR

 

Shoreh Aghdashloo - O APEDREJAMENTO DE SORAYA M.

 

Yolande Moreau - SERAPHINE
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Tu acha mesmo que isso era possível? 06.gif

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O novo do Mungiu é o primeiro ame/odeie da edição, no sentido de que quem gostou, amou; quem não gostou, foi pra valer.

O do Audiard tem cara de premio de atuacao. Acho improvavel até msm um grande premio do juri.
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Atriz foi outra categoria em que a Academia errou 100% naquele ano' date=' apesar da ótima Carey Mulligan, que no meu ballot fica em 6º.

 

Juliette Binoche - HORAS DE VERÃO

Tilda Swinton - JULIA

Abbie Cornish - BRIGHT STAR

Shoreh Aghdashloo - O APEDREJAMENTO DE SORAYA M.

Yolande Moreau - SERAPHINE
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Tu acha mesmo que isso era possível? 06.gif

 

Não mesmo. HAHA
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O novo do Mungiu é o primeiro ame/odeie da edição' date=' no sentido de que quem gostou, amou; quem não gostou, foi pra valer.

 

O do Audiard tem cara de premio de atuacao. Acho improvavel até msm um grande premio do juri.
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Talvez o prêmio do juri (como Polisse, no ano passado) ou o de roteiro.

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Olha aí, Fe, uma galera considerável apostando em Audiard pra Palma. haha

Alguns amigos acham que sua derrota por O PROFETA (lembram que muitos acusaram Isabelle Huppert, presidente do júri, de "roubar" a Palma para Haneke?) pode favorecê-lo.

 

Não aposto nisso.
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Com base nas reviews, comentários e cotações em geral, eu diria que a situação em Cannes está:

1. Rust and Bone (Audiard)
2. Beyond the Hills (Mungiu)
3. Moonrise Kingdom (Anderson)
4. Reality (Garrone)
5. Lawless (Hillcoat)
6. Paradise: Love (Seidl)
7. After the Battle (Nasrallah)
 
Mas não acho que Audiard vai levar a Palma. Nem Mungiu.
 
E saiu o trailer de Hyde Park on Hudson:
 
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