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O Legado Bourne

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Dificilmente agradará os fãs da brilhante trilogia estrelada pelo ótimo Matt Damon. Se antes tudo era um grande feito de uma impecável adaptação da obra de Robert Ludlum, agora, porém, se trata de um roteiro original, mas nem por isso deixa de citar e fazer grandes referências ao lendário personagem Jason Bourne (Damon), algo que, por sinal, nada acrescenta ao filme, a propósito, somente o prejudica.

 

Desta vez tentando transmitir uma linguagem tangencialmente diferente, o longa de Tony Gilroy erra logo em sua introdução, apresentando seu protagonista central Aaron Cross (Jeremy Renner) de maneira totalmente irregular, através de uma narrativa alternada da qual tem a intenção de nos familiarizar com o novo personagem acerca da trama, porém com muitos cortes abruptos passando a mais nítida impressão de um roteiro mal desenvolvido.

 

O trio principal composto pelos talentosos Jeremy Renner e Bruce Norton e pela bela Rachel Weisz, não compromete o filme de maneira negativa, mas também não o torna especialmente memorável. O grande problema do filme, certamente, se dá por conta de o mesmo querer a todo o momento “comparar” Aaron Cross com Jason Bourne de uma maneira equivocada, desagradando todos os fãs da trilogia.

 

Aaron Cross/Jeremy Renner é agente secreto do governo que se envolve em um programa de lavagem cerebral muito mais perigoso do que aquele pelo qual passou Jason Bourne, desencadeando situações que saem do controle.

 

Com sua premissa apresentada, a trama de “O Legado Bourne” se demonstra absurdamente falha em sua construção, deixando muitos furos no roteiro e, de certa forma, imitando a trilogia original. O filme não é necessariamente empolgante, mas, felizmente, é contemplado por uma competente direção, construindo e efetuando ótimas sequências de ação (rodadas em IMAX), como, por exemplo, o grande clímax do filme e uma prolongada perseguição em uma casa que seria incendiada; [...]. Merece méritos, também, a bela fotografia de Robert Elswit, que se destaca em inúmeros momentos da projeção, que, aliás, vai aos poucos se tornando cansativa, capaz, até mesmo, de fazer qualquer admirador dos filmes protagonizados por Damon julgar esta quarta parte absolutamente desnecessária. (OBS: A conclusão que poderia almejar algo melhor ignora totalmente as soluções das pontas soltas do roteiro e, ao invés de fornecer explicações, prefere deixar as portas abertas para uma continuação da qual duvido muito que venha a sair do papel).

 

O fato é que “O Legado Bourne” é um filme assistível (apesar de tudo) e ao mesmo tempo esquecível, no entanto fica infinitamente aquém das expectativas geradas pelos seus antecessores. Pode funcionar perfeitamente como filme de ação, mas nem de longe merece ter o sobrenome “Bourne” em seu título.

 

Somente será apreciado se ignorarmos seu promissor potencial que não é cumprido. Decepção.

 

Nota: 4 de 10.

Por Gustavo Oliveira.

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