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Forum Cinema em Cena

Atividade Paranormal 4


Gustavo Oliveira
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Este filme estreou em: 19 de Outubro de 2012

 

Sinopse: Depois dos eventos anteriores, os espíritos voltam para assombrar uma nova família. Desta vez eles buscam por algo maior, uma criança que pode ajudar a montar o quebra-cabeça criado no primeiro longa da franquia.

 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Henry Joost, Ariel Schulman

Elenco: Katie Featherston, Brady Allen, Matt Shively, Kathryn Newton

Produção: Jason Blum, Oren Peli

Roteiro: Zack Estrin, Oren Peli

Fotografia: Doug Emmett

Duração: 95 min.

Ano: 2012

País: EUA

Gênero: Terror

Cor: Colorido

Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

Estúdio: Room 101

Classificação: 12 anos

 

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O que fazer quando os elementos “surpresas” deixam de inovar e as ideias parecem sucumbir das mentes dos roteiristas da franquia de terror? Bom, fizeram “Atividade Paranormal 4”, um filme que, por si só, não agrada os fãs e tampouco convence como continuação “tão aguardada”, mas, de algum modo, pode funcionar como filme de terror, dadas as circunstâncias.

 

Desta vez, o longa da continuidade em seu tempo narrativo a partir de onde terminou o primeiro filme, e apresenta uma nova família numa cidade diferente, porém que, como se já não soubéssemos, viverá periodicamente os mesmos fenômenos paranormais vivenciados pelas famílias dos longas anteriores. Ou seja, “Atividade Paranormal 4” é totalmente repetitivo (até o momento clímax parece copiado do antecessor, diga-se de passagem), assim, naturalmente, por se tratar de uma quarta parte de uma franquia de terror, a metragem se torna aos poucos cansativa e frustrante.

 

Vamos à trama chula (de sempre): depois dos eventos anteriores, os espíritos/demônios voltam para assombrar outras vítimas. Desta vez eles buscam por algo maior, uma criança que pode ajudar a montar o quebra-cabeça criado no primeiro longa da franquia, que, após o acidente de sua mãe “adotiva” (Kate), vai morar por alguns dias nos vizinhos, daí tudo começa...

 

O roteiro de Zack Estrin e Oren Peli é no mínimo preguiçoso e demonstra grandes sinais disso logo no primeiro ato do filme, onde o clima de tensão é extramente falho (leia-se: inexistente) e todas as tentativas de exprimir terror da trama em seu desenvolvimento já foram exploradas inúmeras vezes em “Atividade Paranormal 1, 2 e 3” (como não reparar na porta que sempre fecha sozinha? Nos mesmos barulhos de sempre? Ou nas pessoas habitualmente flutuando?...), desta forma as amarrações soam absurdas, digo, patéticas; e, como “admirador” dos filmes anteriores (sim, sim... eu sou. Pois são bons longas de terror e a principio inovaram), fica difícil de embarcar no climinha de “Atividade Paranormal 4” sabendo que tudo o que estamos vendo na telona já vimos três vezes, só que com atores diferentes.

 

Aliás, falando de elenco, os atores do longa se esforçam bem (isso não significa que sejam bons), principalmente a adolescente – e bela - Kathryn Newton, que se entrega muito ao papel para convencer. Katie Featherston (atriz principal do primeiro filme) está de volta numa participação mais extensa, porém os momentos protagonizados por ela são mal sucedidos (exceto alguns, como no final), pois volta a questão que prejudica tanto o êxito (?) de “Atividade Paranormal 4”: já vimos tudo anteriormente...com isso, o longa perde todos os seus elementos que poderiam surpreender.

 

Outro fator problemático, também, consiste na direção de Henry Joost e Ariel Schulman, que aposta precipitadamente em cortes abruptos e filmagens dinâmicas (como de costume) fazendo uso de travellings inconvincentes (vale dizer que a sacada do Kinnect, que parecia interessante, não acrescenta nada ao filme), tentando, a todo o momento, transmitir mais realidade a fita, porém acaba jogando contra do que necessariamente a favor. Todavia, saiba que ao ir ao cinema assistir “Atividade Paranormal 4” verá um filme no típico estilo “falso documentário” (que, a propósito, precisa ser renovado, afinal, não a mais no que se inspirar no clássico “A Bruxa de Blair”), assim a direção da dupla acaba por resultar naquilo que estava no “script”.

 

Então, no decorrer da fita levamos alguns sustos - mas que nem de longe se equiparam àqueles do primeiro filme, que transmitem tamanha tensão da qual gera grande precaução ao espectador por ficar tenso em função daquilo que poderia aparecer em tela, e não do que necessariamente aparece – suspiramos muitas vezes (na maior parte delas torcendo pelo filme acabar) e temos a mais nítida sensação de que a franquia já deu o que tinha que dar e já gerou as centenas de milhões que tinha que gerar.

 

No final das contas, “Atividade Paranormal 4” – repito!– pode funcionar como filme de terror, mas jamais como continuação convincente e tampouco satisfatória, pois, como já disse, o roteiro é mal desenvolvido e o clima de tensão falho, sem dizer que a criatividade e o bom senso passaram muito longe das mentes dos roteiristas, e a ganância do estúdio foi tão grande a ponto de nem procurar saber sobre aquilo que o produtor Oren Peli levaria aos cinemas: simplesmente, mais do mesmo, frase que será dita, redita e dita outra vez para classificar esse filme.

 

OBS*: Quem acredita num quinto filme? Bom, eu já não tenho quaisquer expectativas. Prefiro ressuscitar “A Bruxa de Blair” em V/H/S ou revisitar “Atividade Paranormal” em DVD.

 

Nota: 4 de 10.

 

 

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Atividade Paranormal 4: O Diabo está na Repetição

 

POR GABRIEL PAIXAO – 25/10/2012

 

Atividade-Paranormal-4-2012-5-224x300.jpg

Fã de carteirinha desde a primeira instalação, não poderia deixar para trás a “tradição” de assistir à franquia Atividade Paranormal, que ano após ano assombra os cinemas com suas câmeras amadoras ligadas madrugada adentro. Iniciada em 2009, o fenômeno dirigido criado pelo cineasta Oren Peli é sempre sinônimo de grana no cofre da Paramount: custo baixo, alta lucratividade. Uma equação simples que faz com que a franquia tenda a se perpetuar nos cinemas, igual ao amiguinho Toby, o demônio que ninguém vê na série.

Porém tudo o que é amplo demais acaba tendo um custo “artístico“; este custo é representado na queda da qualidade.Atividade 1 era tosco, barato e isto tornava-o assustadoramente realista; o segundo, com mais orçamento, personagens e profissionalismo, estabelecia a franquia e dava um ar diferenciado as ideias dos roteiristas; o terceiro tinha invariavelmente um charme retrô e boas ideias que o tornavam uma diversão à parte. Este quarto filme, como no anterior dirigido por Ariel Schulman eHenry Joost baseado no roteiro de Christopher Landon, não consegue segurar o rojão e acaba se tornando uma “carne de segunda” da franquia: tudo igual, mas com uma qualidade significativamente inferior.

Atividade-Paranormal-4-2012-2-300x150.jpgAtividade 4 abre alguns anos após o sequestro deHunter pela tia possuída Katie (Katie Featherston), o que é recapitulado para quem nunca viu os filmes anteriores. Agora estamos em 2011, bem longe do local dos acontecimentos originais, e acompanhamos o dia-a-dia da família composta pelo casal Holly (Alexondra Lee) e Doug (Stephen Dunham) e seus filhos, o pequeno Wyatt (Aiden Lovekamp) e a adolescente Alex (Kathryn Newton). A família passa por alguns problemas vindos do matrimônio abalado do casal, mas tenta manter as aparências por conta dos filhos.

Atividade-Paranormal-4-2012-300x164.jpgUma dada noite, Alex percebe que há alguma movimentação no playground do quintal e ao ir checar (sempre com a câmera a tira colo) encontra um visitante inesperado: um pequeno assustador de 6 anos chamado Robbie (Brady Allen), que mora na casa ao lado. Após um acidente, a mãe do garoto (que nunca aparece na tela, mas você já deve saber quem é) é hospitalizada e Robbie, sem parentes próximos, é acolhido por Holly para passar alguns dias na residência.

atividade-paranormal-4-destaque-2012-300x183.jpgAcordando inesperadamente a noite, fazendo uma estranha amizade com Wyatt e conversando frequentemente com seu amigo imaginário Toby, a presença de Robbie deixa todos na casa apreensivos, porém é Alex quem se preocupa mais. Ela e seu “namoradoBen (Matt Shively) resolvem hackear todos os notebooks da casa, fazendo suas webcams registrarem todos os movimentos da família afim de tentar esclarecer se efetivamente há algo demoníaco no ar.

Não deveria escrever mais sobre o roteiro, pois incorreria em spoilers, mas, sinceramente, não existe o que escrever: É uma mistura dos filmes anteriores. Você tem a busca por respostas e o namorado mala da primeira parte, a família com problemas e a adolescente desacreditada da segunda e as crianças assombradas da terceira, tudo no rítmo “found-footage” também encontrado em Atividade Paranormal 2.

Atividade-Paranormal-4-2012-3-300x225.jpgAs grandes decepções começam no fato que não há nada em Atividade 4 que já não tinha sido feito, e melhor, nos filmes anteriores. A apreensão das produções anteriores consistia principalmente em não saber o que a escalada nas atividades poderia trazer na noite seguinte, e tudo apresentado de maneira coerente com a narrativa e, às vezes, até minimalista até o “magnum-opus” no desfecho. Aqui as sutilezas são muito menos evidentes: É claro como água o que vai acontecer, você só não sabe quando. E, com isto, você se tem milhares de jump-scares criados com pouco embasamento narrativo e bagagem de roteiro, ou seja, você ainda se assusta (e como!), porém se antes os sustos eram como num passeio no trem-fantasma, agora são como aquele amigo chato que pula de dentro do armário e você sente vontade de enchê-lo de porrada depois.

A construção da trama é um grande fator para estabelecer este status, portanto. Diferentemente do segundo filme, a família não percebe que há algo de errado e insiste na batida fórmula de desacreditar; a única que acha que existe algo a mais na casa, Alex, e acredita cegamente que a explicação para o estranho comportamento de Robbie é o trauma de ter sua mãe hospitalizada. O comportamento errático de Wyatt após receber Robbienão é considerado motivo para alarde pelos pais.

atividade-paranormal-4-2012-202x300.jpgNão é aceitável no decorrer do filme que os pais sejam tão negligentes e desinteressados assim na criação dos filhos, tornando-se meros coadjuvantes ante a ação que os envolve. Um contraste com os papéis de, por exemplo, Kristi e Dan na parte 2 – que apesar de coadjuvantes mais céticos, não hesitaram em fazer alguma coisa (qualquer coisa!) quando perceberam algo de errado – e Dennis na parte 3, e olha que nem pai das meninas ele era! Falando nos pais, uma curiosidade,Alexondra Lee e Stephen Dunham formavam um casal também na vida real, porém Dunham faleceu tragicamente após sofrer um ataque cardíaco súbito a cerca de um mês do lançamento de Atividade Paranormal 4.

Voltando ao filme, colocando nas costas somente na figura de Alex eBen como heróis, como já dito um papel levemente similar a Katie eMicah em Atividade 1, fica difícil simpatizar com eles quando Ben é tão ausente e a atriz que interpreta Alex não tem carisma suficiente para levar o filme nas costas sozinha. O mesmo ocorre com Wyatt e Robbie, simulando as jovens Katie e Kristi de Atividade 3, infelizmente sem o mesmo talento convincente das meninas.

Além disto, não que alguém se importe, mas Atividade Paranormal 4 ainda coloca uma incoerência na linha do tempo da franquia, já que o filme se passa em 2011 – e Katie ainda vive “muito bem, obrigada” – quando um bocado do argumento em Atividade Paranormal em Tokio vem da história que a protagonista Haruka está com as duas pernas quebradas após atropelar Katie e matá-la… em 2010!

Atividade-Paranormal-4-2012-300x225.jpgAo final das contas não posso deixar de apontar que após cinco filmes quem está ficando cada vez mais cético, apesar de todas as evidências, sou eu mesmo. Especialmente quando o poster prometia uma experiência decisiva onde “toda a atividade levará a isso” e acaba entregando uma ponte mal feita, com pouquissimas revelações e novidades (umkinect e câmeras de notebooks? Bah!), para ligar aAtividade Paranormal 5 ou seu chamado “spin-of latino” que, baseado na cena pós-créditos, provavelmente se passará no México. O monstro continua a solta, contudo só espero que alguém lá em Hollywood tenha as bolas para aprender com os erros da parte 4, buscar tirar a franquia da zona de conforto, da fórmula de grana fácil, parar de lançar uma “xerox” de si mesma, e não deixá-la rolar ladeira abaixo como outras tantas franquias esmagadas no passado.

 

 

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Atividade Paranormal 4: Está mais perto do que você imagina!

POR MARCELO MILICI – 26/10/2012

atividade-paranormal4-2012-1-300x168.jpgUm pequeno filme. É assim que Oren Peli definia “Atividade Paranormal“, quando teve a ideia de realizá-lo com alguns conhecidos, tendo no bolso apenas $15 mil dólares. Conseguiu vendê-lo para aParamount/Dreamworks por $350 mil, após uma exibição teste, com as câmeras voltadas para a reação do público. O diretor israelense se surpreendeu com os resultados de seu projeto pessoal, principalmente quando ele foi lançado em 2009 e arrecadou $193 milhões. O sucesso trouxe de volta o subgênero “found footage“, sendo copiado à exaustão no cinema, e pediu que continuações fossem feitas, tornando a franquia uma das mais lucrativas do novo milênio ao lado de “Jogos Mortais“, “O Senhor dos Anéis“, “Harry Potter“ e a “Saga Crepúsculo“.

atividade-paranormal4-2012-2-300x171.jpgSob os mesmos moldes foi lançado no ano seguinte “Atividade Paranormal 2“, custando $5 milhões, e adquirindo $177 em sua passagem pelo mundo. AParamount gostou da ideia e criou até mesmo uma divisão dentro de seu estúdio para produções em micro-orçamento, nascendo assim “Filha do Mal” (que não conseguiu seguir o caminho da outra franquia, sendo realizado com $1 milhão e lucrando pouco mais de $33). No entanto, ainda existia história para Oren Peli contar, o que significa que um “Atividade Paranormal 3” sairia do forno em 2011, custando o mesmo do segundo filme, mas arrecadando pouco mais de $100 milhões. Com ele também seria feito um spin-off japonês, usando a fórmula em outro ambiente, numa resposta oriental ao que os americanos vêm fazendo na última década. Apesar da queda nos valores adquiridos, o terceiro ainda poderia ser considerado um sucesso se levar em conta o custo-benefício, que abriria as portas para um quarto exemplar.

atividade-paranormal4-2012-3-300x164.pngAtividade Paranormal 4” veio com uma grande responsabilidade: igualar ou superar o longa anterior, apontado como um dos melhores da série. O terceiro filme surpreendeu o público ao trabalhar com o subgênero no formato VHS e ao mudar a fórmula no ato final, quando tudo parecia caminhar para mais do mesmo. A plateia, que sempre reagiu com espanto a cada nova produção, esperava as respostas prometidas pelo cartaz e trailer, como se isso fosse necessário. Realmente não era. Se a franquia terminasse no terceiro filme, poderíamos considerar a trilogia interessante, repetitiva, mas no mesmo nível de sustos e diversão. Pode até ser que arrecade valores altos como os demais filmes da série, porém “Atividade Paranormal 4” não conseguiu estabelecer seus objetivos, tornando-se apenas uma película boa, sem acrescentar muito a mitologia, nem responder a todas as questões como havia prometido.

atividade-paranormal4-2012-4-300x200.jpgA falta de respostas ou a repetição da fórmula, sem superar o anterior, não é o principal problema de “Atividade Paranormal 4“: o roteiro de Christopher Landon (Atividade Paranormal 3), a partir de uma história de Chad Feehan (Beneath the Dark), é capaz de aborrecer os fãs do gênero e da franquia ao trazer como personagens principais dois adolescentes, sendo que um deles é cheio de tiradas cômicas, o que faz do novo filme uma produção “teen engraçadinha“. Muitos jovens irão se espelhar no casal, como foi a manifestação daqueles presentes da pré-estreia, com risadas e comentários elogiosos e até mesmo aplausos e gritos de euforia com o surgimento dos créditos. Acreditem: o filme é bom, tem a capacidade de fazer os espectadores pulares nos assentos do cinema a cada movimento estranho na frente da câmera, mas não traz grandes novidades e evidencia até mesmo uns furos na trama para os mais atentos.

atividade-paranormal4-2012-6-300x225.jpgO filme se passa em 2011, cinco anos após os eventos mostrados no fim do segundo, quando Katie(Katie Featherston) sequestrou o pequeno Hunter, depois de assassinar seu companheiro Micah, além dos pais do garoto, Daniel e Kristi. O paradeiro dos dois é desconhecido, embora no filme “Atividade Paranormal em Tóquio” há uma menção sobre um acidente de trânsito que poderia ter vitimado Katie – embora o acidente tenha ocorrido em 2010 e a Katieestar viva em 2011.

Uma família em Nevada nota que há novos moradores do outro lado da rua, principalmente um garoto esquisito chamado Robbie (Brady Allen), que insiste em aparecer em lugares inusitados sem avisar, uma espécie de ”Mestre dos Magos“. Com seu olhar esbugalhado e a sobrancelha sempre erguida, ele transmite um incômodo desde a sua aparição nos trailers, em cenas novamente não utilizadas no filme. Ele tende a ser o Damien (de “A Profecia“) da produção, numa referência bem-vinda como outras envolvendo “O Iluminado” (no passeio de bicicleta pela casa) e “Poltergeist” (com a televisão servindo como comunicação com o Além).

atividade-paranormal4-2012-7-300x168.jpgA nova família de cineastas amadores – já percebeu o azar desse demônio que sempre se manifesta em casas “vigiadas“? A sorte é que as pessoas não costumam assistir as gravações quando elas são importantes – é composta pelo casal em crise Holly(Alexandra Lee) e Doug (Stephen Dunham, falecido recentemente), e pelos filhos, a adolescente gatinhaAlex (Kathryn Newton, de “Professora Sem Classe“, em trajes que irão animar os pedófilos) e o pequeno Wyatt (Aiden Lovekamp). Alex namora o irritante Ben (Matt Shively, que tem 22 anos mas faz papel de 15), o alívio cômico da produção, sempre dando apelidos para Robbie ou tentando levar a garota para a cama. É ele que consegue estabelecer um sistema de vigilância constante na casa a partir dos inúmeros notebooks, quando coisas estranhas começam a acontecer.

Assim que a mãe de Robbie é internada por motivos desconhecidos, a família aceita tomar conta do garoto, fio condutor do demônio conhecido como Toby. Aliás, era provável que esse inimigo pudesse ser uma criança também (mas no terceiro filme ficamos sabendo que ele é alto e velho) pois a sua manifestação constante, típicas infantilidades inconsequentes, é que gera as desconfianças, seja espalhando brinquedos pela casa, fazendo barulhos estranhos, chacoalhando lustres ou empurrando uma cadeira. Desta vez não há mordidas, mas pessoas são arremessadas a longa distância e mensagens na parede que dão pistas da identidade e paradeiro de Hunter, a criança desaparecida. Num dos momentos mais tensos da produção, uma faca desaparece diante da câmera, deixando o público apreensivo sobre sua possível volta.

atividade-paranormal4-2012-8-300x168.jpgUm recurso de iluminação noturna faz a diferença nas gravações, porém não é o suficiente para ser apontado como inovador. Assim, “Atividade Paranormal 4” segue a cartilha da série, começando chato, com poucas ”atividades” até o final frenético, com o CGI estragando o estilo “produção caseira” para impressionar o público. Nada que não tenha sido mostrado antes em outros “found footage” como “The Tunnel” e “Grave Encounters“, longas menos populares, mas interessantes em suas concepções divertidas.

Katie será a ladra das cenas. Aquela que foi vítima do demônio no primeiro exemplar passa a ser motivo de espanto a cada aparição sinistra, procurando o pequeno Wyatt ou no último ato, capaz de fazer os espectadores saltarem nos assentos do cinema. Esses mesmos saltadores irão esperar respostas absolutas, o Livro das Sombras, mas irão esbarrar em conta-gotas (pouca novidade para a realização de um filme inteiro), mudando as regras do jogo no que você pensava ser o “objetivo real” do demônio.

Atividade-Paranormal-4-2012-2-300x150.jpg***O próximo parágrafo contém detalhes que irão estragar a surpresa daqueles que ainda não viram o filme***

Em “Atividade Paranormal“, as informações apresentadas deixam evidente que é um demônio que gosta de possuir suas vítimas até levar à morte, como um parasita cujo objetivo é apenas destruir o seu hospedeiro. No segundo filme, o Mal cria inúmeras situações com o propósito de roubar o pequeno Hunter. O garoto foi preparado para algo desde que sua mãe Kristi era criança, depois de participar de uma seita envolvendo bruxaria e riqueza. Tudo indicava que se tratava de um sacrifício para a vinda física desse demônio, apelidado de Toby, mas parece que o garoto será o corpo do vilão, uma espécie de casulo, para uma possessão definitiva, não apenas uma moeda de troca.

***Fim dos Spoilers***

Atividade-Paranormal-4-2012-300x164.jpgAtividade Paranormal 4” sofre do mesmo problema de outras partes 4 modernas, como ”Premonição 4“, “Jogos Mortais 4“, “Piratas do Caribe 4“, “Alien 4“, “Pânico 4“: o de não conseguir inovar, surpreender. A repetição da fórmula pode até divertir, enganar o público de que se trata de um filmaço, mas é muito pouco para justificar uma passagem pelos cinemas. Como foi dito antes, o filme poderia nem existir se as “novidades” viessem num curta lançado junto com o DVD da parte três ou um easter egg, um livro, uma HQ…é óbvio que o objetivo é custar pouco e continuar arrastando multidões para acompanhar a série nas telonas. Continuará sendo uma franquia lucrativa, mesmo que o conteúdo apresentado já não surpreenda mais.

A Cronologia Atividade Paranormal

atividade-paranormal-4-destaque-2012-300x183.jpgDesde a primeira produção, muitos infernautas têm se manifestado com dúvidas sobre o enredo da franquia “Atividade Paranormal“. Com os saltos de tempo, entre um filme e outro, e as informações apresentadas aos poucos, o público tem se divertido com os sustos, mas não está entendendo o que se passa realmente. Quem é Toby? Katie é a vilã? Finais alternativos também contribuíram para a confusão, obrigando o espectador a simplesmente “desligar o cérebro” e acompanhar os movimentos diante das câmeras estáticas. Assim, o site “Dread Central” resolveu desenvolver uma “Linha do Tempo“, mostrando os fatos na ordem cronológica. Confira abaixo uma tradução livre para ajudá-lo a compreender a ordem dos fatos dessa popular série.

1988

3 de setembro: Aniversário de Katie

4 de setembro: Primeira referência ao demônio como Toby

5 de setembro: Dia em que a foto de Katie é tirada (e depois seria vista no primeiro filme)

7 de setembro: Primeira evidência documentada de Toby

10 de setembro: Toby é apresentado como alto e mais velho do que Kristi

15 de setembro: A avó Lois deixa claro que o desejo de Julie sempre foi ter um filho

22 de setembro: Kristi é parcialmente possuída. Ela se recusa a fazer algo que Toby pede. Dennis descobre oTriângulo Mágico no guarda-roupas. Kristi está doente. Julie e Dennis a levam ao médico. Acontece o evento “Bloody Mary” no espelho do banheiro. Randy é atacado. Dennis descobre que bruxas que usavam o símbolo que ele encontrou faziam pactos com os demônios envolvendo trocas com seus primeiros filhos. Ele descobre que todas usam o mesmo colar.

24 de setembro: Kristi concorda em ajudar o demônio Toby. Julie se recusa a deixar as crianças irem à casa da avó. Toby aparece para Julie até fazê-los sair dali.

24 de setembro: A família faz uma viagem de sete horas para Moorpark para ficar com a mãe de Julie depois do incidente na cozinha.

24 de setembro: A avó está vestindo Kristi como uma noiva; a pequena diz que vai se casar com Toby. Dennisdescobre o coven e encontra outro Triângulo Mágico e um sinal escondido atrás das pinturas de Lois.

24 de setembro: Julie é atirada em Dennis por Toby, e ambos caem das escadas. Julie está aparentemente apenas desmaiada, sua morte não é confirmada.

24 de setembro: Katie fica possuída. Dennis é morto por Toby.

2005

alguma data em março: Kristi e Dan estão preparando o quarto deHunter.

alguma data em março: Katie traz algumas fitas VHS. A morte da avó Lois é confirmada.

alguma data em julho: Nasce Hunter (data provável)

2006

alguma data em julho: Comemoração do primeiro aniversário deHunter. “Eu não sou realmente má, mas eu posso ser má. E está a questão“, diz Katie.

1 de agosto: A casa parece ter sofrido vandalismo. O colar de Katie, feito por Kristi, é uma referência ao que as bruxas usavam. A caixa de fitas VHS desapareceu.

7 de agosto: Martine sabe que há algo ruim na casa.

8 de agosto: Kristi diz que está se sentindo do mesmo modo como quando era criança.

12 de agosto: Martine é mandado embora por abençoar a casa.

15 de agosto: Micah descobre algo sobre os eventos passados na época da infância de Kristi e Katie.

17 de agosto: A morte da mãe de Ali é confirmada.

18 de agosto: Quando perguntado o que quer, a Tábua Ouija começa a soletrar o nome de Hunter.

19 de agosto: Ali e Brad descobrem referências a pessoas que fizeram acordo com demônios para adquirir riqueza.

23 de agosto: Kristi conta a Ali que não consegue se lembrar o que aconteceu quando era criança, uma vez que ela estava aterrorizada.

23 de agosto: Katie pede a Kristi para ignorar o demônio; ela também faz referência ao coven dizendo: “Você quer terminar como a mamãe?” A morte de Julie continua não confirmada.

23 de agosto: Todos descobrem que Hunter é o primeiro homem nascido desde 1930.

26 de agosto: A cachorra Abby é atacada. Dan e Kristi a levam ao veterinário, deixando Ali em casa com Hunter.Ali é atacada e levada ao porão. Kristi é possuída por Toby.

26 de agosto: Ali descobre arranhões na porta com os dizeres: “Meus“.

26 de agosto: Ali vê o que aconteceu com Kristi e mostra a seu pai.

26 de agosto: Kristi ataca Dan e leva Hunter ao porão.

26 de agosto: Dan realiza o ritual para passar o demônio para Katie.

18 de setembro: Katie volta para casa após visitar Kristi. Micah comprou uma câmera.

20 de setembro: Katie e Micah chamam um psóquico por orientação. O psíquico conta que eles fizeram um pacto com o demônio e ele quer Katie.

1 de outubro: Micah concorda em fazer contato com o demônio através de uma sessão espírita.

2 de outubro: Katie é parcialmente possuída.

3 de outubro: Incidente com a Tábua Ouija envolvendo fogo.

4 de outubro: Micah encontra uma foto queimada de Katie sobre sua cama no sótão.

5 de outubro: Katie chama o demonologista, mas ele está fora da cidade.

7 de outubro: Micah e Katie descobrem a história de Diane Mercer, assombrada por um demônio em 1966, terminando com sua morte durante o exorcismo.

8 de outubro: Katie é atacada e mordida pelo demônio.

8 de outubro: Katie é possuída pelo demônio.

9 de outubro (manhã): Katie mata Micah.

9 de outubro: (noite): Katie mata Dan e Kristi e pega Hunter.

11 de outubro: O corpo de Micah é descoberto.

12 de outubro: Os corpos de Dan e Kristi são descobertos por Ali.

TRIÂNGULO MÁGICO, MCL, MEUS, CURIOSIDADES

Trata-se de um círculo dentro de um triângulo simbolizando o controle de alguém pelo demônio. MCL é uma forma abreviada de “Mi Cha El“, numa referência ao Arcanjo Michael que poderia proteger do demônio. Como Lois costuma visitar as meninas apenas poucos dias antes de Dennisencontrar as marcas no guarda-roupa, podemos presumir que ela fez os desenhos. A inscrição “Meus” encontrada arranhada na porta do porão é uma palavra latina que significa “meu“, referindo-se aHunter.

FINAIS ALTERNATIVOS

Apesar de apresentar três finais diferentes em “Atividade Paranormal“, a versão aceita pela franquia é a queKatie atira Micah na câmera e desaparece viva. Nas outras, ela é morta pela polícia ou corta a garganta diante da câmera.

ROBBIE

O personagem Robbie tem esse nome como referência ao garoto Robbie Mannheim, uma criança que em 1959 foi vítima de uma possessão demoníaca e sofreu um exorcismo que salvou sua vida.

TOBY

Toby é o nome usado pelo demônio para conseguir a aproximação das crianças. Trata-se de um apelido infantil, o que torna mais fácil para o demônio persuadi-las para conseguir o que quer. Muitos acreditam que o Toby é alusão à pedofilia, já que se trata de um “adulto” se fazendo passar por criança. Na franquia esse demônio só se comunica com os pequenos e possui adultos. Provavelmente foi invocado num ritual de bruxaria, exigindo um menino para realizar o que foi desejado.

INCÊNDIO NA CASA

Não está na cronologia porque esse fato só aparece no trailer. A única referência no filme é a fala de Katie, na versão do diretor, dizendo que não se machucou no incêndio.

ATIVIDADE PARANORMAL EM TÓQUIO

No filme, é dito que Katie foi vítima de um acidente de trânsito que culminou com a sua morte, fazendo o demônio migrar para o Oriente. Como os acontecimentos do filme se passam em 2010 – e Katie está viva em 2011 -, provavelmente a pessoa morta não foi Katie ou trata-se de um furo no roteiro.

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Atividade Paranormal 4: O Diabo está na Repetição

 

POR GABRIEL PAIXAO – 25/10/2012

 

Atividade-Paranormal-4-2012-5-224x300.jpg

Fã de carteirinha desde a primeira instalação, não poderia deixar para trás a “tradição” de assistir à franquia Atividade Paranormal, que ano após ano assombra os cinemas com suas câmeras amadoras ligadas madrugada adentro. Iniciada em 2009, o fenômeno dirigido criado pelo cineasta Oren Peli é sempre sinônimo de grana no cofre da Paramount: custo baixo, alta lucratividade. Uma equação simples que faz com que a franquia tenda a se perpetuar nos cinemas, igual ao amiguinho Toby, o demônio que ninguém vê na série.

Porém tudo o que é amplo demais acaba tendo um custo “artístico“; este custo é representado na queda da qualidade.Atividade 1 era tosco, barato e isto tornava-o assustadoramente realista; o segundo, com mais orçamento, personagens e profissionalismo, estabelecia a franquia e dava um ar diferenciado as ideias dos roteiristas; o terceiro tinha invariavelmente um charme retrô e boas ideias que o tornavam uma diversão à parte. Este quarto filme, como no anterior dirigido por Ariel Schulman eHenry Joost baseado no roteiro de Christopher Landon, não consegue segurar o rojão e acaba se tornando uma “carne de segunda” da franquia: tudo igual, mas com uma qualidade significativamente inferior.

Atividade-Paranormal-4-2012-2-300x150.jpgAtividade 4 abre alguns anos após o sequestro deHunter pela tia possuída Katie (Katie Featherston), o que é recapitulado para quem nunca viu os filmes anteriores. Agora estamos em 2011, bem longe do local dos acontecimentos originais, e acompanhamos o dia-a-dia da família composta pelo casal Holly (Alexondra Lee) e Doug (Stephen Dunham) e seus filhos, o pequeno Wyatt (Aiden Lovekamp) e a adolescente Alex (Kathryn Newton). A família passa por alguns problemas vindos do matrimônio abalado do casal, mas tenta manter as aparências por conta dos filhos.

Atividade-Paranormal-4-2012-300x164.jpgUma dada noite, Alex percebe que há alguma movimentação no playground do quintal e ao ir checar (sempre com a câmera a tira colo) encontra um visitante inesperado: um pequeno assustador de 6 anos chamado Robbie (Brady Allen), que mora na casa ao lado. Após um acidente, a mãe do garoto (que nunca aparece na tela, mas você já deve saber quem é) é hospitalizada e Robbie, sem parentes próximos, é acolhido por Holly para passar alguns dias na residência.

atividade-paranormal-4-destaque-2012-300x183.jpgAcordando inesperadamente a noite, fazendo uma estranha amizade com Wyatt e conversando frequentemente com seu amigo imaginário Toby, a presença de Robbie deixa todos na casa apreensivos, porém é Alex quem se preocupa mais. Ela e seu “namoradoBen (Matt Shively) resolvem hackear todos os notebooks da casa, fazendo suas webcams registrarem todos os movimentos da família afim de tentar esclarecer se efetivamente há algo demoníaco no ar.

Não deveria escrever mais sobre o roteiro, pois incorreria em spoilers, mas, sinceramente, não existe o que escrever: É uma mistura dos filmes anteriores. Você tem a busca por respostas e o namorado mala da primeira parte, a família com problemas e a adolescente desacreditada da segunda e as crianças assombradas da terceira, tudo no rítmo “found-footage” também encontrado em Atividade Paranormal 2.

Atividade-Paranormal-4-2012-3-300x225.jpgAs grandes decepções começam no fato que não há nada em Atividade 4 que já não tinha sido feito, e melhor, nos filmes anteriores. A apreensão das produções anteriores consistia principalmente em não saber o que a escalada nas atividades poderia trazer na noite seguinte, e tudo apresentado de maneira coerente com a narrativa e, às vezes, até minimalista até o “magnum-opus” no desfecho. Aqui as sutilezas são muito menos evidentes: É claro como água o que vai acontecer, você só não sabe quando. E, com isto, você se tem milhares de jump-scares criados com pouco embasamento narrativo e bagagem de roteiro, ou seja, você ainda se assusta (e como!), porém se antes os sustos eram como num passeio no trem-fantasma, agora são como aquele amigo chato que pula de dentro do armário e você sente vontade de enchê-lo de porrada depois.

A construção da trama é um grande fator para estabelecer este status, portanto. Diferentemente do segundo filme, a família não percebe que há algo de errado e insiste na batida fórmula de desacreditar; a única que acha que existe algo a mais na casa, Alex, e acredita cegamente que a explicação para o estranho comportamento de Robbie é o trauma de ter sua mãe hospitalizada. O comportamento errático de Wyatt após receber Robbienão é considerado motivo para alarde pelos pais.

atividade-paranormal-4-2012-202x300.jpgNão é aceitável no decorrer do filme que os pais sejam tão negligentes e desinteressados assim na criação dos filhos, tornando-se meros coadjuvantes ante a ação que os envolve. Um contraste com os papéis de, por exemplo, Kristi e Dan na parte 2 – que apesar de coadjuvantes mais céticos, não hesitaram em fazer alguma coisa (qualquer coisa!) quando perceberam algo de errado – e Dennis na parte 3, e olha que nem pai das meninas ele era! Falando nos pais, uma curiosidade,Alexondra Lee e Stephen Dunham formavam um casal também na vida real, porém Dunham faleceu tragicamente após sofrer um ataque cardíaco súbito a cerca de um mês do lançamento de Atividade Paranormal 4.

Voltando ao filme, colocando nas costas somente na figura de Alex eBen como heróis, como já dito um papel levemente similar a Katie eMicah em Atividade 1, fica difícil simpatizar com eles quando Ben é tão ausente e a atriz que interpreta Alex não tem carisma suficiente para levar o filme nas costas sozinha. O mesmo ocorre com Wyatt e Robbie, simulando as jovens Katie e Kristi de Atividade 3, infelizmente sem o mesmo talento convincente das meninas.

Além disto, não que alguém se importe, mas Atividade Paranormal 4 ainda coloca uma incoerência na linha do tempo da franquia, já que o filme se passa em 2011 – e Katie ainda vive “muito bem, obrigada” – quando um bocado do argumento em Atividade Paranormal em Tokio vem da história que a protagonista Haruka está com as duas pernas quebradas após atropelar Katie e matá-la… em 2010!

Atividade-Paranormal-4-2012-300x225.jpgAo final das contas não posso deixar de apontar que após cinco filmes quem está ficando cada vez mais cético, apesar de todas as evidências, sou eu mesmo. Especialmente quando o poster prometia uma experiência decisiva onde “toda a atividade levará a isso” e acaba entregando uma ponte mal feita, com pouquissimas revelações e novidades (umkinect e câmeras de notebooks? Bah!), para ligar aAtividade Paranormal 5 ou seu chamado “spin-of latino” que, baseado na cena pós-créditos, provavelmente se passará no México. O monstro continua a solta, contudo só espero que alguém lá em Hollywood tenha as bolas para aprender com os erros da parte 4, buscar tirar a franquia da zona de conforto, da fórmula de grana fácil, parar de lançar uma “xerox” de si mesma, e não deixá-la rolar ladeira abaixo como outras tantas franquias esmagadas no passado.

 

 

Concordo plenamente!
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