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Forum Cinema em Cena

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Howard Hawks, diretor americano nascido em 1986, cresceu junto com o cinema, e deixou sua contribuição para desenvolvê-lo ao longo de uma carreira que durou de 1917 (ainda como diretor assistente) até 1970, quando dirigiu Rio Lobo, seu último filme. Dentro desse período, criou grandes clássicos do cinema, como Scarface - A Vergonha de uma Nação (Scarface, 1932), Levada da Breca (Bringing Up Baby, 1938), Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings, 1939), Jejum de Amor (His Girl Friday, 1940), Uma Aventura na Martinica (To Have and Have Not, 1944), À Beira do Abismo (The Big Sleep, 1946), Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953) e Onde Começa o Inferno (Rio Bravo, 1959).

 

Ainda estou devendo muito da filmografia do cara, mas o pouco que eu vi me impressionou bastante. Meu top é:

 

01. À Beira do Abismo

02. Scarface

03. Levada da Breca

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  • 2 weeks later...
  • 3 weeks later...
  • 4 weeks later...

Visto Jejum de Amor. E devo dizer que gostei menos do que esperava. Não funcionou comigo a gritaria contínua - que, eu entendo, tinha razão de ser, faz parte da forma como o Hawks queria criar a sensação de uma sala de redação. Mas não funcionou. As artimanhas do personagem do Grant tb não me agradaram; não vi graça. O que o filme tem de bom é a relação da repórter com o preso, e mesmo isso é deixado de lado na maior parte do tempo. Enfim, não é um filme ruim, mas é um filme com prioridades todas fora de lugar.

 

01. À Beira do Abismo
02. Scarface
03. Jejum de Amor

04. Levada da Breca

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  • 2 weeks later...
  • 1 year later...

 Visto ONDE COMEÇA O INFERNO

 

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    Na trama, John T. Chance (John Wayne) é o xerife de uma pequena cidade, que prendeu por assassinato, o irmão de um poderoso rancheiro da região. Agora, o Xerife terá que enfrentar um pequeno exército de pistoleiros contratados para libertar o seu prisioneiro, contando apenas com a ajuda de seus dois assistentes, Dude (Dean Martin) e Stumpy (Walter Brennan) e de um jovem e talentoso pistoleiro, Colorado (Ricky Nelson).

 

  ONDE COMEÇA O INFERNO é um ótimo western do Hawkes, contando com o ícone do gênero a frente do elenco. Curiosamente, achei este um faroeste bem humano. As cenas de tiroteio estão presentes, é claro, mas o cerco enfrentado pelo Xerife Chance e seus homens parece ser apenas uma desculpa para desenvolver a relação entre os personagens, que parece ser o verdadeiro foco de Hawkes.

 

 Assim, embora o Xerife de John Wayne seja mais um dos tipos durões que o ator fazia tão bem (e até mais humanizado do que de hábito) a verdadeira figura dramática do filme é Dude, o assistente alcóolatra vivido por Dean Martin. Quando esta sóbrio, Dude é um ótimo assistente, mas sua luta contra o alcoolismo, e a abstinência o fazem ver a si mesmo como um "imprestável". Este arco dramático é construído de maneira bastante competente, sem soar deslocado da trama principal. Ao mesmo tempo, o filme evita se tornar pesado graças aos bem pontuados alívios cômicos, fornecidos principalmente por Walter Brennan, com seu resmungão Stumpy.

 

 No geral, ONDE COMEÇA O INFERNO é um western bastante divertido. Vale a conferida.

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  • 1 year later...

 Visto JEJUM DO AMOR

 

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  Na trama, Hildy Johnson (Rosalind Russell) resolve comunicar o seu ex marido Walter Burns (Cary Grant), editor de um grande jornal, que está prestes a se casar novamente. Walter não gosta nada da ideia, não só por que ainda nutre sentimentos por Hildy, mas também por acreditar que ela esta jogando fora um brilhante futuro como jornalista. Walter então põe em prática um plano para fazer com que Hildy desista de se casar, oferecendo a ela uma ultima grande matéria, através do caso de Earl Williams (John Qualen) um homem com problemas mentais que está prestes a ser enforcado por assassinato.

 

  JEJUM DO AMOR é uma comédia romântica comandada com muita habilidade pelo Hawks no começo dos anos 40. Talvez uma das coisas que mais chamem a atenção aqui são os diálogos extremamente ágeis que há entre os personagens, dando a produção um certo ar de sitcom. Não digo isso de forma negativa, pois o texto é bem engraçado, e os atores estão bastante afiados. Cary Grant e Rosalind Russell têm uma química linda de se ver em cena, dando vida ao bate e rebate proposto pelo texto, especialmente Russell, que apresenta um timing maravilhoso. E não apenas no texto é que mora a graça desta comédia, já que Hawks nos reserva algumas gags físicas hilariantes, como uma cena envolvendo uma perseguição entre Hildy e um xerife de polícia.

 

  Mas se o roteiro apresenta um ótimo texto, a estrutura em geral apresenta certa irregularidade, que acaba ganhando certo aval da direção de Hawks. O filme tenta tecer uma crítica ao mundo voraz do jornalismo, mas acaba pesando demais a mão neste aspecto. O arco dramático da namorada de Williams acaba soando sombrio demais, tornando-o deslocado do filme. O desfecho também soa apressado demais, o que o torna difícil de comprar mesmo para os padrões de uma comédia romântica.

 

  Mas apesar destes deslizes, JEJUM DO AMOR vale a conferida, pelo seu texto ágil e divertido.

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  • 1 year later...

 Visto na Netflix, HATARI

 

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   Na trama, Sean Mercer (John Wayne) lidera um grupo de caçadores na África, que captura animais para entrega-los á zoológicos. A rotina do acampamento de Sean é quebrada com a chegada de Dallas (Elsa Martinelli) uma fotógrafa italiana contratada pelo zoológico de Los Angeles para registrar a caçada. Apesar das dificuldades, Dallas logo se integra ao dia dia da equipe, ao mesmo tempo em que um romance começa a surgir entre a impetuosa fotógrafa e o caçador durão.

 

 Em HATARI, Howard Hawks e John Wayne mostram um lado mais leve de sua parceira, mais lembradas por faroestes um pouco mais carrancudos. Aqui, acompanhamos o dia dia deste grupo de caçadores, uma equipe bem humorada, que apesar de ter seus pequenos conflitos, se preocupam uns com os outros, alem de buscar apoio nos companheiros. O filme é quase uma série de pequenas histórias que retratam tanto a adrenalina e as particularidades de cada caçada, quanto os momentos mais "tranquilos" que ocorrem no convívio do acampamento.

 

  E em grande parte, é o elenco que faz essa dinâmica funcionar tão bem. John Wayne não foge muito do tipo que está acostumado, mas faz de Sean Mercer um homem que de fato merece o respeito e a confiança que tem do seu grupo, funcionando como grande mentor de todos ali. A bela Elsa Martinelli defende bem a sua Dallas, como uma mulher determinada, porém confusa diante deste novo ambiente. A subtrama, que além de se empenhar em quebrar o coração de gelo de Sean, também se empenha na criação de um pequeno orfanato para elefantes é uma das mais divertidas do filme.

 

  O elenco de coadjuvantes ainda conta com figuras como o amalucado inventor Pockets (Red Buttons) que cria engenhosas invenções para ajudar na captura dos animais, além da dupla Kurt e Chips, vividos respectivamente por Hardy Kruger e Gerard Blain, rivais que disputam tanto o posto de melhor atirador do grupo, como também o coração de Brandy (Michele Girardon), a jovem dona do acampamento.

 

 Misturando aventura e comédia romântica, HATARI é um filme muito bem conduzido pelo Hawks. Vale a conferida.

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  • 4 weeks later...

 Visto EL DORADO

 

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  Na trama, Cole Thornton (John Wayne) é um habilidoso pistoleiro, que ao descobrir que seu velho amigo, o Xerife J.P Harrah (Robert Mitchum) está tendo problemas com a bebida justamente quando uma guerra entre os rancheiros da pequena cidade de El Dorado está prestes a explodir, resolve retornar a cidade para ajudar o seu companheiro. Entretanto, Cole tem seus próprios problemas para enfrentar, já que uma bala posta em suas costas meses antes ameaça deixa-lo paralisado para sempre.

 

 Lançado na segunda metade da década de 60, EL DORADO chegou aos cinemas em uma época em que a era de ouro dos westerns em Hollywood começava a minguar. Hawks foi um dos principais nomes desta era de ouro, responsável por clássicos como ONDE COMEÇA O INFERNO. Por isso, não é de se surpreender que EL DORADO ao mesmo tempo que carrega grande parte do classicismo da já citada era de ouro dos westerns, também traga consigo alguns elementos que já antecipem o western revisionista. Talvez não por coincidência, este filme resgata o plot básico de ONDE COMEÇA O INFERNO, onde Hawks atingiu o ápice dentro do Western clássico.

 

  Assim como no já citado western de Hawks, o filme é bastante competente em trabalhar as interações entre os personagens, especialmente entre o quarteto formado por Cole, JP,, Mississipi (James Cann), o jovem protegido de Cole e Bull (Arthur Hunnicut) velho assistente de JP, e responsável pelos alívios cômicos do filme. Mas ao mesmo tempo que esses tipos estão tão perto dos arquétipos do gênero, também possuem certa distância. O Cole de John Wayne não é tao diferente dos tipos a que o ator estava acostumado, mas também não é tão infalível, já que pode sofrer um ataque a qualquer momento. O Xerife J.P, vivido com o talento habitula de Robert Mitchum, é mostrado como uma figura confiável no começo do filme é mostrado como um bêbado imprestável que deve superar uma mágoa para proteger a sua cidade. ONDE COMEÇA O INFERNO tinha uma figura parecida, mas em EL DORADO isso é mais forte, pois se a confiança do Xerife está abalada, a da cidade também está, Por fim, Mississipi, interpretado por um James Caan ainda em começo de carreira, tem uma mira bem ruim, capaz de acertar um companheiro por engano durante um tiroteio. São pequenas falhas, mas que tornam os personagens de EL DORADO menos míticos e mais humanos do que as figuras que Hawks estava acostumado a abordar em seus faroestes até então.

 

  Alguns podem ver EL DORADO como uma baixa de criatividade de Hawks, que resolveu cometer auto plágio. Mas vejo aqui uma tentativa de humanizar um subgênero que começava a se aproximar de seu crepúsculo de sucesso. E mesmo com as pequenas humanizações, o filme ainda é um "Western típico" dos bons. Vale a conferida!

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