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Forum Cinema em Cena

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Mas a maior e mais nojenta concessão do medíocre Goldsman aos detratores do livro reside na ridícula insinuação de que determinado personagem pode' date=' na realidade, ter poderes sobrenaturais, divinos, miraculosos. É uma idéia que, se normalmente já seria estúpida, torna-se verdadeiramente ofensiva quando aplicada a um conceito que a rebate frontalmente. Não digo, com isso, que acredito na tese defendida por Brown; mas, por uma questão de coerência com o material original, esta deveria ter sido respeitada.[/quote']

 

A qual personagem o Pablo estava se referindo neste trecho? É o Silas? Porque não me lembro de nenhum momento onde insinuam que ele tenha poderes divinos.

 

 

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Vc viu o filme?

 

 

 

Vi. E de cabeça não to lembrando de nenhum.

 

EDIT: Seria o (SPOILER) Bispo Aringarosa que sobrevive após levar o tiro? (fim do spoiler)

Yoh Asakura2006-5-20 15:25:47

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Não, não, não.

SPOILERS:

Durante sua conversa com Sophie, ao fim do filme, Langdon inclui, entre seus argumentos, a possibilidade de que Sophie seja capaz de realizar milagres, como ao livrá-lo da claustrofobia e ao convencer o junkie no parque a vender sua droga e a ir comprar comida. Ele diz isso meio como uma hipótese absurda, mas...

... nenhum destes dois incidentes está no livro. Portanto, é razoável supor que Akiva Goldsman e Ron Howard estão mesmo insinuando a possibilidade de que, como descendente de Cristo, Sophie seja milagrosa.

Em outras palavras: Cristo não era humano, mas divino.

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Caro Pablo,

 

 

 

(...)e não teria passado desta categoria caso não tivesse despertado a ira de imbecis fundamentalistas que' date=' sempre em busca de uma boa polêmica que lhes traga exposição na mídia(...) [/quote']

 

 

 

De onde tu tiraste essa idéia? E quem são os imbecis fundamentalistas? Aliás, que conceito tens do que seja um fundamentalista?

 

 

 

(...) acovarda-se no desenvolvimento de seu tema central e converte o herói (com toda a autoridade que Tom Hanks lhe confere) em um quase defensor da Igreja Católica(...)

 

 

 

Algo que' date=' ao contrário do que tu dizes, apenas piora o ataque ao cristianismo, pois vemos claramente que o herói, ao final, é totalmente convertido.

 

 

 

(...)Mas a maior e mais nojenta concessão do medíocre Goldsman aos detratores do livro reside na ridícula insinuação de que determinado personagem pode, na realidade, ter poderes sobrenaturais, divinos, miraculosos(...)

 

 

 

Isso é apenas uma radicalização da idéia de Brown, pois, embora em momento algum do livro ou do filme seja dito, o final de ambos, implica em uma divinização do Santo Graal, como se ele tivesse uma essência divína; disto para a implicação que a sua, digamos, outra parte, também tenha essa essência divina, embora contradiga praticamente toda a teoria de Brown, é apenas um passo lógico. Aliás, este ponto é muita vezes usado pelos livros que "decodificam" o código.

 

 

 

Porém, algo que me chamou a atenção é que ano passado tu fizeste todo um alarde sobre o suposto anti-semitismo de "A Paixão de Cristo"- algo que não deu em nada e era pura bobagem - agora, em um filme que é indiscutivelmente, sei como tu adorás esta palavra, anti-católico, onde nada de ruim acontece sem que haja, ou uma cruz, ou um padre, ou um frade, ou um crente, nada dizes? Faz-me divagar... smiley5.gif

 

 

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Putz' date=' eu vi esses acontecimentos do filme mas não interpretei dessa maneira.

Levei o comentário do Langdon 100% como brincadeira.

[/quote']

Langdon não disse na brincadeira, mas em nenhum momento dá a entender o que o Pablo achou ... o que foi dito tem um sentido simbólico ( é a mesma coisa que dizer pra uma pessoa que ela é de outro mundo ... ) e não deve ser interpretado literalmente. Exagero ...

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Caro Pablo' date='
De onde tu tiraste essa idéia? E quem são os imbecis fundamentalistas? Aliás, que conceito tens do que seja um fundamentalista? [/quote']

Idiotas que acham que um livro de FICÇÃO seja capaz de abalar sua fé que, em tese, deveria ser inabalável...

Sobre o conceito de fundamentalista/fundamentalismo:

http://www.espacoacademico.com.br/006/06lazaro.htm

Dook2006-5-21 22:37:29

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O Pablo em sua crítica não elogia o filme em nenhum ponto, então porquê não da uma estrela ao envés de duas?? Falou tão mal do filme, qual o problema em dar nota minima sendo que o filme é tão "horrivel", segundo você ??

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Caro Dook,

 

 

 

Idiotas que acham que um livro de FICÇÃO seja capaz de abalar sua fé que' date=' em tese, deveria ser inabalável...[/quote']

 

 

 

Mas quem aqui falou em fé abalada?

 

E por qual motivo a fé deve ser inabalável?

 

 

 

O que indago é que realmente não sei quem são esses "imbecis fundamentalistas" de que fala o Pablo.

 

 

 

Um comentário faz-se importante: ao ver o símbolo que tu mais deverías amar associado à morte e à mentira; A desvalorização do valor intrínsico desse símbolo mesmo, o cristão não deveria ficar bravo? Não deveria proteger o que ama? O fato de ser uma suposta ficção nada importa, aliás apenas piora, uma vez que se Brown tivesse apresentado a tese que defende no livro a qualquer universidade, algo que já foi feito, teria sido motivo de risada, porém essa ficção na mão de, como sei que gostam da palavra, "fundamentalistas ateus" vira argumento, como diria o Pablo, inegável.

 

 

 

Então, divago...

 

 

 

Sobre o conceito de fundamentalista/fundamentalismo:

 

 

 

 

Conceito que se não aplica no caso da religião, pois dizer que "(...)todo o fundamentalismo tende a uma absolutização do “eu”, do “ego” em detrimento do “outro”" é um afirmação absurda dentro do quadro de valores do cristianismo ou do islamismo, pois eles visam exatamente o contrário: uma absolutização de Deus em detrimento do eu. O fundamentalismo apenas visa, nesses casos, a volta às origens, isto é, aos documentos sagrados. O texto, esse que linkaste, aliás, poderia render boas análises (o mito da globalização americana, fundamentalismo de mercado - faz-me rir smiley36.gif), pois é bem fraquinho, mas estou sem tempo no momento e escrevo aqui agora apenas graças à insônia.

 

 

 

Portanto, continuo divagando... cauchies2006-5-22 3:19:13

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O Pablo em sua crítica não elogia o filme em nenhum ponto' date=' então porquê não da uma estrela ao envés de duas?? Falou tão mal do filme, qual o problema em dar nota minima sendo que o filme é tão "horrivel", segundo você ??[/quote']

Ah, será que o Pablo seria ateu também, Bart?

Não, não, já sei: se ele fosse ateu, teria dado uma estrela - mas ele é agnóstico, então deu duas.

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E por qual motivo a fé deve ser inabalável?

Pelo motivo que o próprio conceito de fé não comporta abalos como os causados pelo livro FICCIONAL de Dan Brown...

Se a fé da pessoa é abalada por esse tipo de coisa' date=' a pessoa precisa rever seu discernimento espiritual.

O que indago é que realmente não sei quem são esses "imbecis fundamentalistas" de que fala o Pablo.

Todos aqueles que achincalharam um livro claramente FICCIONAL, com bases inconclusivas - para dizer o mínimo - que suportem seu ponto de vista. Dan Brown não quer reescrever a história, não quer anular as Escrituras. Quem acha que ele quer, sofre de complexo de perseguição extremo.

Um comentário faz-se importante: ao ver o símbolo que tu mais deverías amar associado à morte e à mentira; A desvalorização do valor intrínsico desse símbolo mesmo' date=' o cristão não deveria ficar bravo? Não deveria proteger o que ama?[/quote']

Eu não fiquei bravo... Sou cristão e, ao contrário de muitos outros por aí, tenho PLENA CONVICÇÃO daquilo que acredito e não é um livrinho de suspense que vai abalar isso...

Repito: o cristão que fica bravo com um livro como Código Da Vinci precisa rever urgentemente sua acepção de Deus/Cristo, etc. Se toda uma crença e fé cristãs, sedimentadas e alicerçadas ao longo de anos de comunhão, são abaladas pela mera especulação de que Jesus foi casado (o que, no frigir dos ovos, não muda nada, afinal, ele ainda se sacrificou, morreu e ressuscitou), é a pessoa que se sentiu ofendida que precisa rever seus valores e sua fé.

Culpar os outros da nossa própria incapacidade de separar que é verdade para nós e o que é ficção é simplesmente estúpido.

O fato de ser uma suposta ficção nada importa' date=' aliás apenas piora, uma vez que se Brown tivesse apresentado a tese que defende no livro a qualquer universidade, algo que já foi feito, teria sido motivo de risada, porém essa ficção na mão de, como sei que gostam da palavra, "fundamentalistas ateus" vira argumento, como diria o Pablo, inegável. [/quote']

Não vejo onde piora, visto que vc mesmo deu a explicação do pq não piora o fato do livro ser ficção: se Brown levasse sua tese a uma universidade, seria motivo de piada...

E ateus possuem argumentos aos montes, bem como cristãos com fé 'abalável'... Basta colocar esses argumentos em xeque para vc visualizar a força de seus embasamentos. Nesse sentido, tem muito cristão que viaja em diversas coisas, bem como tem muito ateu que viaja demais, só que pelo extremo oposto.

Conceito que se não aplica no caso da religião' date=' pois dizer que "(...)todo o fundamentalismo tende a uma absolutização do “eu”, do “ego” em detrimento do “outro”" é um afirmação absurda dentro do quadro de valores do cristianismo ou do islamismo, pois eles visam exatamente o contrário: uma absolutização de Deus em detrimento do eu.[/quote']

A religião visa isso... Seus fiéis não. E é neste contexto que está inserido o conceito de fundamentalismo que é tão propalado por aí.

O fundamentalismo apenas visa' date=' nesses casos, a volta às origens, isto é, aos documentos sagrados. [/quote']

Sim, fundamentalismo também pode ser isso aí que vc escreveu. Mas não foi nesse contexto que o Pablo, nem o link que eu citei, empregaram a palavra supra. Ou seja, tudo vai depender do contexto em que a palavra está sendo empregada.

Hoje, ela vem sendo empregada para caracterizar o grupo de pessoas que absolutiza o eu, ou seja, o que eu falo é a verdade e o que vc acha é mentira... e por aí vai...

O texto' date=' esse que linkaste, aliás, poderia render boas análises (o mito da globalização americana, fundamentalismo de mercado - faz-me rir smiley36.gif), pois é bem fraquinho, mas estou sem tempo no momento e escrevo aqui agora apenas graças à insônia.[/quote']

O texto não tem a intenção de esgotar o assunto, mas te dar uma noção da empregabilidade do termo. Note bem que ele começa como 'entendemos que fundamentalismo seja....'

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alguém decifrou o tal código da crítica do Pablo, dizem lá no blog dele que existem palavras "soltas", em itálico, mas as únicas que eu achei em itálico foram termos estrangeiros "flash", "flashbacks" e os títulos de filmes.

Tô boiando... smiley5.gif

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Concordo plenamente com meu chara Pablo hehehe. Claro que a idéia do autor Dan Brown sempre foi divulgar a idéia da “conspiração” e a certeza que ele tem sobre o sagrado feminino e a mistificação em cima do cristianismo , e que a história sempre foi segundo plano, servindo apenas para aumentar o número de leitores, a idéia do filme não é diferente, foi quase um documentário como o Decifrando o Código Da Vinci do próprio Brown, só que com a diferença de ser em formas de diálogos, longos diálogos por sinal entre os protagonistas,  que de repente tinham que fugir de alguma coisa com cenas curtas, depois voltava aos dialogo e os slides e imagens que apareciam na tela apenas para parecer menor aquele monte de informações que vinham em forma de conversa dos personagens sobre Da Vinci, Madalena, Priorado e etc, que eram esse os assuntos principais entre duas pessoas que estão fugindo da polícia e de assassinos cruéis e ainda tem que provar a inocência de um crime, conversa que não chegaria a lugar nenhum em determinados pontos da história dos personagens, serviam apenas como uma Metralhadora de informações para quem não leu o livro.

Idéis e informações que eram contestadas no próprio filme, se Jesus Cristo não tinha poderes divinos então nenhum de seus descendentes deveriam ter como Brown propôs no livro, porque na hora em que os Langdon e Sophie estavam na mira do revolver de Remy, aqueles pombos surgiram em tom angelical e uma musiquinha divina apareceram de repente , num tom milagroso salvando os heróis???Por que ele dá a entender que Sophie tem poder de curar a fobia de Langdon?? Ou talvez o vício do rapaz no parque cuja função foi dar essa idéia no final do filme?Em que parte do livro Langdon contesta Sir Leigh daquela forma??

Toda a criatividade dos personagens em escapar das enrascadas em momentos que a fuga parecia impossível como eram narrados no livro, apareciam no filme como se já tivesse sido tudo premeditado pelos personagens.

Apesar de eu não ter levado tudo a sério o que Dan Brown escreveu no livro, só porque foi Da Vinci que pintou com “mensagens Subliminares” seus quadros alertando o mundo de uma conspiração do Cristianismo para arrancar a mulher da sociedade ou para diminuir seu valor, eu tinha gostado do livro pelo seu ritmo acelerado e aventura viciante, me decepcionei com o filme, justamente pela falta desses fatores. Mais as atuações, Ian McKellen, Paul Bettany foram perfeitas, já de Tom Hanks, Audrey Tautou, Jean Reno e Alfred Molina deixaram a desejar, achei que faltou entusiasmo.

Não indicaria esse filme pra ninguém.smiley18.gif

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