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Forum Cinema em Cena

Meu Tio Matou Um Cara


Eduardo
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Maravilhoso' date=' sensível, sutil e sincero... É curioso ver todo mundo aqui dando extremo destaque à trama policial envolvendo o assassinato do cara quando parece que o óbvio não foi percebido: toda a trama envolvendo o Lázaro Ramos é um tremendo McGuffin... O cerne do filme é a história de Duca e Isa e seus encontros e desencontros... E Jorge Furtado não poderia ter sido mais feliz nessa opção já que os relacionamentos entre os jovens são o pilar de sustentação de todos os seus filmes (do simpático Era Uma Vez Dois Verões ao excepcional O Homem que Copiava).

E aqui, ele não faz feio... A química entre os dois jovens protagonistas é ótima, embora no começo do filme suas atuações remetam à mecanidade vista no mesmo núcleo jovem de Era Uma Vez Dois Verões... Entretanto, aqui, ambos vão se soltando mais embora eu ache que Sophia Reis foi quem mais se deu bem nesse processo... Jorge Furtado aproveita a deixa para permear o filme com momentos engraçados sem ser apelativo e diálogos inspirados, como já é a sua marca registrada...

Cotação - ****

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Concordo. Acabou que o título guiou boa parte do público na direção errada. De qualquer maneira, se há incômodos para mim, estes se encontram justamente na trama.

Gostei. Mas só gostei - 7/10

O Furtado já fez seu "padrão fílmico narrativo" - ligeiro, bate-prontos, o que acaba combinando com o Guel Arraes e suas colavorações. Ainda bem que nào o deixaram editar (Lisbela e o Prisioneiro é uma metralhadora de cortes - quase uma comédia romântica co-dirigida pelo Michael Bay).

Na câmera, Furtado tá menos inspirado que em "O Homem que Copiava" (melhor dele; alguém discorda?), mas continua criativo (abertura, cuja ação de fotografar os objetos vai ser usado mentalmente por Darlan lááá na frente). Diverte, mas não é de fazer questão de recomendar como O Homem que Copiava, de chegar nos amigos e "Já viu?"

Também acho que a cena "denúncia social" pela janela do ônibus extende-se demais. Talvez fosse melhor deixar só um plano mais longo, e não ficar mostrando o casalzinho e cortando pras favelas um número X de vezes.

Mas valeu. 050.gif

P.S.: Aílton Graça muito engraçado ("Mulher dessas, dessas assim... Vulgar."). E a Secco está lá não é nem pra atuar, só pra ser gostosa (da forma como é filmada, a palavra é essa mesma) - cumpre o papel. roflmao.gif

P.P.S: aquela parte da Isa ensinando os tipos sangüíneos e "isolando" o Duca é hilária. smiley36.gif

Serge Hall38361.6986805556
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7,5/10 - Uma boa comédia romântica adolescente que tem como pano de fundo uma trama policial explicitamente capenga.

SPOILERS:

1) De cara, dá para sacar na expressão do Lázaro Ramos (muito bem como um perfeito idiota) que é inocente e logicamente deveria estar protegendo a sua paixão.

2) O relacionamento adolescente foi muito bem desenvolvido. Muito interessante abordagem dos amores platônicos, a utilização de grande numero de referências ao universo do mundo adolescente de classe média: videogames, música, ICQ, provas, amores e é claro, a bunda da Débora Secco. Otima atuação da Sophia Reis.

3) Também expõe alguma crítica social ao fazer referências ao problema da pirataria musical, pouco acesso dos negros à educação particular e uma certa superproteção concedida pela sociedade branca publicamente aos negros por causa da culpa histórica. Aquele passeio pela favela, achei desnecessário.

4) Acho que no fim, surpreendentemente, a Débora Secco parece ter sido fiel ao tio. Pelo menos, não houve provas conclusivas da sua traição. Eu entendi que ela era uma teaser. Só gostava de seduzir e provocar... mas não dava em nada. Talvez essa seria a maior surpresa do filme que uma gostosona rica que parecia não se importar com o Lazaro, de fato, estaria apaixonada por um idiota, negro (muita gente acha um ponto fraco) fracassado e duro.

5) Será que o Darlan ficou puto com a Sophia por ter fugido do intimidador pelo fato de ele ser negro e dar a impressão de preconceito? No hora, pensei nisso.

6) E aquelas versões desencontradas sobre o filme do 61. A Sophia e o Duda não estavam ficando no começo do filme. Será que foi paranóia do Darlan e pouca reflexão ou memória dos amigos? Ou eles de fato faziam alguma outra coisa?

Richard38363.1182407407
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(Lisbela e o Prisioneiro é uma metralhadora de cortes - quase uma comédia romântica co-dirigida pelo Michael Bay).

Concordo... minha cabeça parecia um alarme de incêndio quando o filme terminou... smiley18.gif

Pois é, foda, né? Quando terminou eu dei graças a Odin, porque capaz de eu ir gostando menos conforme fosse passando mais e mais.

Mas é um filminho simpático... 6/10.

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Este último do Furtado é divertido, simpático, mas só. Bem produzido, mas com atuações regulares, principalmente dos adolescentes (no começo do filme parecia mais um jogral, com falas decoradas e falta de química entre Duca e Isa).

Ah sim, a parte mais cômica é a da "Soraia Queimada" smiley36.gif

Nota: 7/10.

 

PS: Alguém leu a coluna do Mainardi desta semana, em que ele cita o Jorge Furtado? smiley5.gif smiley11.gif

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  • 3 months later...
  • 1 month later...

Eu gostei de Meu Tio Matou um Cara' date=' mas achei o mais fraco dos filmes do JF. Mesmo assim, é muito divertido, e vale a pena assistir.

Ah, eu li essa coluna do Diogo Mainardi. Ele é feliz em cerca de 50% do que fala. Essa coluna não foi...

[/quote']

O q ele falou??? Acho q nao peguei essa Veja...

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Tá aqui a coluna dele:

*O Amaral Neto do petismo* 08/01/05
"Jorge Furtado já declarou que, em parte
por motivos ideológicos, não aceita fazer
publicidade em sua produtora de cinema.
Exceto publicidade do PT"


Jorge Furtado é o Amaral Neto do petismo. Faturou 700.000 reais para dirigir um comercial do Banco do Brasil sobre o tema da fraternidade. O comercial faz parte da campanha ufanista "O melhor do Brasil é o brasileiro". Na ditadura militar, Amaral Neto exaltava o orgulho nacional mostrando a construção de hidrelétricas. Jorge Furtado, o maior propagandista do lulismo no meio cinematográfico, mostrou a construção de uma quadra de futebol na periferia de Porto Alegre. A quadra custou 120.000. Foi financiada pelo próprio Furtado, com o dinheiro pago pelo Banco do Brasil. Furtado elegeu a si mesmo como exemplo de fraternidade, portanto. E usou o dinheiro do Banco do Brasil com a desenvoltura de um deputado maranhense, que constrói quadras de futebol em seu curral eleitoral, com a verba do Fundef. Não todo o dinheiro, claro: se a quadra de futebol custou 120.000, e outros 130.000 foram gastos em impostos, sobraram 350.000 para Furtado. É assim que funciona a fraternal contabilidade petista.

Furtado já declarou que, em parte por motivos ideológicos, não aceita fazer publicidade em sua produtora de cinema. Exceto publicidade do PT. Ele é o mais requisitado marqueteiro petista do Rio Grande do Sul. Dirigiu as duas campanhas de Tarso Genro à prefeitura de Porto Alegre e as duas campanhas de Olívio Dutra ao governo do estado. Valeu a pena. O governo gaúcho, na administração Olívio Dutra, premiou seu filme O Homem que Copiava com 1,3 milhão de reais. E deu mais 1,1 milhão para seu sócio. Furtado está entre os maiores captadores de recursos públicos para o cinema do país. Leva dinheiro de todos os lados. Só nos últimos tempos, recebeu 250.000 da Petrobras, 380.000 da Ancine, 400.000 do BNDES, 370.000 do Ministério da Cultura, uma ajudinha camarada dos Correios, outra ajudinha camarada da velha prefeitura petista de Porto Alegre.

Não é só com o apoio de estatais que Furtado financia seus filmes. Meu Tio Matou um Cara, atualmente em cartaz, contou também com o patrocínio da Brahma. Furtado diz que não faz publicidade, mas o filme está repleto de merchandising de cerveja. Seus sólidos princípios ideológicos valem tanto quanto os de Lula. Como todo petista, Furtado protestou violentamente contra a privatização das empresas de telefonia. Agora, com a maior naturalidade, passa o pires na Brasil Telecom e na TIM. Quando o PT estava na oposição, Furtado acusava Fernando Henrique Cardoso de representar "décadas de concentração de renda e exclusão social, patrocinadas pela mesma elite que continua no poder: ACM, Sarney, Maluf, Delfim". Os quatro antigos vilões foram alegremente absorvidos pelo fisiologismo petista, e Furtado deixou de se escandalizar com isso. Afinal, além de patrocinar a concentração de renda e a exclusão social, a tal elite também patrocina seus filmes.

A esquerda, durante a ditadura militar, deu a Amaral Neto o apelido de "Amoral Nato". Furtado tem uma vantagem: se alguém quiser aplicar-lhe um apelido depreciativo, nem precisa estropiar seu sobrenome.

Alias, tem um tópico bem legal com várias colunas do Mainardi lá na sessão Geral.

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Tá aqui a coluna dele:

*O Amaral Neto do petismo* 08/01/05
"Jorge Furtado já declarou que' date=' em parte
por motivos ideológicos, não aceita fazer
publicidade em sua produtora de cinema.
Exceto publicidade do PT"


Jorge Furtado é o Amaral Neto do petismo. Faturou 700.000 reais para dirigir um comercial do Banco do Brasil sobre o tema da fraternidade. O comercial faz parte da campanha ufanista "O melhor do Brasil é o brasileiro". Na ditadura militar, Amaral Neto exaltava o orgulho nacional mostrando a construção de hidrelétricas. Jorge Furtado, o maior propagandista do lulismo no meio cinematográfico, mostrou a construção de uma quadra de futebol na periferia de Porto Alegre. A quadra custou 120.000. Foi financiada pelo próprio Furtado, com o dinheiro pago pelo Banco do Brasil. Furtado elegeu a si mesmo como exemplo de fraternidade, portanto. E usou o dinheiro do Banco do Brasil com a desenvoltura de um deputado maranhense, que constrói quadras de futebol em seu curral eleitoral, com a verba do Fundef. Não todo o dinheiro, claro: se a quadra de futebol custou 120.000, e outros 130.000 foram gastos em impostos, sobraram 350.000 para Furtado. É assim que funciona a fraternal contabilidade petista.

Furtado já declarou que, em parte por motivos ideológicos, não aceita fazer publicidade em sua produtora de cinema. Exceto publicidade do PT. Ele é o mais requisitado marqueteiro petista do Rio Grande do Sul. Dirigiu as duas campanhas de Tarso Genro à prefeitura de Porto Alegre e as duas campanhas de Olívio Dutra ao governo do estado. Valeu a pena. O governo gaúcho, na administração Olívio Dutra, premiou seu filme O Homem que Copiava com 1,3 milhão de reais. E deu mais 1,1 milhão para seu sócio. Furtado está entre os maiores captadores de recursos públicos para o cinema do país. Leva dinheiro de todos os lados. Só nos últimos tempos, recebeu 250.000 da Petrobras, 380.000 da Ancine, 400.000 do BNDES, 370.000 do Ministério da Cultura, uma ajudinha camarada dos Correios, outra ajudinha camarada da velha prefeitura petista de Porto Alegre.

Não é só com o apoio de estatais que Furtado financia seus filmes. Meu Tio Matou um Cara, atualmente em cartaz, contou também com o patrocínio da Brahma. Furtado diz que não faz publicidade, mas o filme está repleto de merchandising de cerveja. Seus sólidos princípios ideológicos valem tanto quanto os de Lula. Como todo petista, Furtado protestou violentamente contra a privatização das empresas de telefonia. Agora, com a maior naturalidade, passa o pires na Brasil Telecom e na TIM. Quando o PT estava na oposição, Furtado acusava Fernando Henrique Cardoso de representar "décadas de concentração de renda e exclusão social, patrocinadas pela mesma elite que continua no poder: ACM, Sarney, Maluf, Delfim". Os quatro antigos vilões foram alegremente absorvidos pelo fisiologismo petista, e Furtado deixou de se escandalizar com isso. Afinal, além de patrocinar a concentração de renda e a exclusão social, a tal elite também patrocina seus filmes.

A esquerda, durante a ditadura militar, deu a Amaral Neto o apelido de "Amoral Nato". Furtado tem uma vantagem: se alguém quiser aplicar-lhe um apelido depreciativo, nem precisa estropiar seu sobrenome.

Alias, tem um tópico bem legal com várias colunas do Mainardi lá na sessão Geral.

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hahahahahaha...esse Diogo Mainardi é uma figura mesmsmiley36.gif... isso aí é pouco perto do q ele falou de Cuiaba! Apesar de q nao disse mentira nenhuma...

scarlet_rose38513.6081712963
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  • 3 weeks later...

É horrivel!!!!só o lazaro ramos e a debora secco tão bem...o resto tá horrivel...a história é boa no começo...mas naum desenrola...e qual é daquele jogo ridiculo que aparece sempre q ligam o computador??mto tosco!!!

achei no maximosmiley10.gif (1/5)

o homem que copiava é mto melhor...acho q o diretor tah recaindo...

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  • 1 month later...
  • 3 weeks later...
  • 1 month later...

Gostei deste filme. Mas o Jorge Furtado não deveria ter dado ouvidos aos críticos que dizem que ele só faz filme em Porto Alegre ou filme de e para gaúchos.

Resolveu então não "localizar" sua história fazendo uma colcha de retalhos de locais que não existem em Porto Alegre mas que sabidamente foram filmada nesta cidade. Procurou deixar seus personagens sem sotaque para não o criticarem novamente. Perdeu o charme que tinha o Homem que copiava.

Quiz agradar os críticos e quase perdeu a razão de contar a sua história: O filme se pasa em Porto Alegre, os personagens são Portoalegrenses, a história é de gaúchos num bairro de Porto Alegre e ponto final.  

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O Filme está classificado como "Comédia"' date=' mas não vi nada de engraçado. O flme é péssimo, como o nosso amigo Bruno falou, o "Home que Copiava" é muito melhor.

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O Homem que Copiava eu achei ótimo, um dos melhores filmes nacionais lançados nesses ultimos anos.

Já esse "Meu tio matou um cara" ainda não vi, mas pretendo alugar em breve.

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  • 4 months later...
  • 3 months later...
  • 1 month later...

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