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Gustavo Oliveira

Tá Chovendo Hambúrguer 2

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Este filme estreou em: 04 de Outubro de 2013.

 

Sinopse: Após a desastrosa tempestade de comida no primeiro filme, o excêntrico inventor Flint Lockwood e seus amigos são obrigados a deixar Boca da Maré. Ele voltam à ilha natal e descobrem que a máquina que transforma água em comida continua ativa e transformou tudo numa grande fauna dos mais estranhos alimentos vivos. Sem saída, aceita o convite de seu ídolo, Chester V, e junta-se à The Live Corp Company, que reúne os melhores inventores do planeta. Flint precisa, então, decidir se destrói o mundo que se desenvolveu a partir de sua invenção - como deseja seu suspeito chefe - ou se lhe dá uma chance.

 

FICHA TÉCNICA

Gênero: Animação

Direção: Cody Cameron, Kris Pearn

Roteiro: John Francis Daley, Jonathan Goldstein

Elenco: Andy Samberg, Anna Faris, Benjamin Bratt, Bill Hader, James Caan, Kristen Schaal, Neil Patrick Harris, Terry Crews, Will Forte

Produção: Kirk Bodyfelt

Montador: Stan Webb

Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh

Duração: 95 min.

Ano: 2013

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estreia: 04/10/2013 (Brasil)

Distribuidora: Sony Pictures

Estúdio: Columbia Pictures / Sony Pictures Animation / Sony Pictures Imageworks (SPI)

Classificação: Livre

Informação complementar: Baseado nos personagens do livro Cloudy with a Chance of Meatballs escrito por Judi Barrett e ilustrado por Ron Barrett

 

 

Comente aqui sobre o filme! :)

 

 

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Comentário:

 

Em 2009, “Tá Chovendo Hambúrguer” resultou em uma grata surpresa do gênero em tempos de caça-níqueis medíocres e banais. De fato, não foi difícil se tornar fã do filme, que convence, empolga e diverte com um roteiro deliciosamente criativo responsável por estabelecer um ótimo ritmo que, de tão envolvente, dá até água na boca.

 

E como toda animação de sucesso gera uma continuação, era no mínimo óbvio que a Sony Pictures Animation não deixaria escapar essa oportunidade. Afinal, com o público já cativado, é relativamente fácil lucrar através de um produto que se embasa na obra que lhe dera origem (o que, de imediato, explica o bom sucesso deste segundo capítulo na semana de estreia nos EUA, abrindo com mais de 30 milhões, uma quantia considerável para o mês de Outubro, ainda mais tendo em vista que se trata de uma produção voltada ao público infantil).

 

Infelizmente, tudo aquilo que temíamos se concretiza agora, com o longa entrando em cartaz em centenas de salas do país (grande parte em 3D), prometendo atrair muitos baixinhos acompanhados de seus pais que buscam por passatempo de final de semana. Embora possua os elementos necessários para divertir e proporcionar um entretenimento digno, “Tá Chovendo Hambúrguer 2” emula elementos do primeiro filme, praticamente deixa de lado a parte criativa e – o pior – se dedica no desenrolar de uma trama que dificilmente despertará interesse no espectador que já tivera a oportunidade de assistir a dois ou três longas do gênero.

 

Após a desastrosa tempestade de comida no primeiro filme, o excêntrico inventor Flint Lockwood e seus amigos são obrigados a deixar Boca da Maré. Ele voltam à ilha natal e descobrem que a máquina que transforma água em comida continua ativa e transformou tudo numa grande fauna dos mais estranhos alimentos vivos, habitando um fantástico ecossistema. Sem saída, aceita o convite de seu ídolo, Chester V, e junta-se à The Live Corp Company, que reúne os melhores inventores do planeta. Flint precisa, então, decidir se destrói o mundo que se desenvolveu a partir de sua invenção - como deseja seu suspeito chefe - ou se lhe dá uma chance.

 

O primeiro ato da animação é nitidamente problemático. Além da didática expositiva e desnecessária relacionando os eventos do original com esta continuação, o mediano roteiro de John Francis Daley e Jonathan Goldstein – embora se esforce – não consegue conduzir o espectador para dentro daquele universo novamente. Assim, a introdução se torna arrastada e desajeitada, conferindo grande destaque a um vilão realmente pavoroso, daqueles que atrapalham todas as cenas das quais participam.

 

Na verdade, “Tá Chovendo Hambúrguer 2” sofre com quase todos seus coadjuvantes, que jamais roubam a cena ou arrancam grandes risos do público. Flint Lockwood, o protagonista, continua simpático, mas não tanto a ponto de carregar a narrativa sozinho, o que logo prejudica a personalidade e caracterização do próprio personagem, que se repete, se esgota. Se bem que, nesta continuação, tudo está menos criativo e inventivo, muitas das piadas não funcionam, o ritmo parece não embalar como deveria. [...]

 

Ainda assim, não há como não apreciar o mágico mundo dos “animais comidas” – com nomes bem hilários, por sinal – que passam a habitar a ilha que outrora abrigara uma cidade. Aqui, ainda que não haja os lampejos de criatividade do primeiro filme, se torna mais divertido e interessante observar o que se passa ao redor do que se dedicar a seguir o que ocorre propriamente com os personagens inseridos em uma trama tão mal bolada e mal desenvolvida.

 

Méritos, claro, para o excelente desing de produção, mantendo um nível altíssimo de qualidade. No caso, “Tá Chovendo Hambúrguer 2” encanta pelas cores, pelas intensas tonalidades, pela riqueza de detalhes de tudo o que se passa na tela (mesmo que não seja uma animação que preze pelo realismo das formas e dos movimentos). Sem dúvidas, o filme possui todos os elementos necessários para manter os olhos dos baixinhos grudados na tela do início ao fim, sempre os envolvendo em um universo fantástico que realmente atiça a imaginação de muitos – no que o 3D contribui muito ao gerar uma profunda imersão, explorando cuidadosamente o riquíssimo campo de tela.

 

Enfim, apesar de não empolgar com uma trama desinteressante e desengonçada, a animação – em muitos aspectos – diverte e convence seu público (desconsiderando o terceiro ato que abusa da previsibilidade). Mas, no final das contas, não há como esconder que “Tá Chovendo Hambúrguer 2” pega carona no sucesso de seu antecessor para que, desta forma, possa repetir o feito, ainda que ofereça um material, em si, muito inferior ao do longa original – ainda a melhor opção para quem deseja se deliciar em um mundo dinâmico e alegre feito de muita comida e sobras, que, talvez, podem render mais uma pedida em breve, desde que o cardápio seja inovado.

 

 

 

Nota: 5 de 10. (**).

06 de Outubro de 2013.

 

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