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Jailcante

Doutor Sono (Mike Flanagan)

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On 11/6/2019 at 7:13 AM, Jorge Soto said:

Stephen King dá declaração polêmica sobre Doutor Sono, sequência de O Iluminado
Em entrevista à Entertainment Weekly, Stephen King afirmou que Doutor Sono corrige todas as falhas da adaptação de Stanley Kubrick de O Iluminado.
O autor sempre foi sincero em relação à sua frustração com o longa de Kubrick. “Eu adoro os filmes de Mike Flanagan, e já trabalhei com ele antes de Jogo Perigoso. Então eu li o roteiro que ele produziu, com muito cuidado, e disse: ‘Tudo que eu não gostei na versão do Stanley Kubrick de O Iluminado foi redimido nessa história'”, contou King.
Doutor Sono é uma continuação da história apresentada em O Iluminado, que termina com a morte de Jack Torrance.
Doutor Sono chega aos cinemas em 8 de novembro deste ano. O filme traz Ewan McGregor no papel principal.

 

On 11/6/2019 at 8:25 AM, conan said:

Choradeira do King, só porque o Kubrick melhorou a história do livro

 

On 11/6/2019 at 3:05 PM, Questão said:

Na verdade, em termos de estrutura e acontecimentos, o filme e o livro são até bem parecidos na maior parte (embora tenha suas diferenças).

O problema do King com o filme não é bem sobre o que acontece e sim na construção dos personagens(e aqui obviamente vai ter SPOILERS a frente, então só avisando...)

Dito isso, o King colocou muito dos próprios problemas dele com o alcoolismo no Jack do livro. No livro, o Jack é um personagem mais afetivo com a família, e o hotel vai enlouquecendo e afastando ele aos poucos, funcionando como uma grande metáfora ao alcoolismo. Tanto que no fim, o Jack recupera a razão e se sacrifica, explodindo o hotel pra família poder escapar. É um final mais otimista (embora ainda trágico) de um homem que escolhe a família ao inves do mal na conclusão.

 No filme do Kubrick, o Jack já é um cara mais distante da família desde antes de chegar no hotel (pelo menos do que é mostrado). Nem o Danny e nem a Wendy patecem se sentir confortáveis perto dele em qualquer momento. O lance do alcoolismo tá presente, mas não tem o mesmo peso, e no fim, o Jack cede completamente ao mal, e o hotel segue de pé, em um fim.bem mais pessimista.

 Guardadas as devidas proporções, eu prefiro o filme do Kubrick ao livro do King, mas consigo compreender a birra do King com o filme, já que o Kubrick mexeu em aspectos da história que eram bem pessoais pro King.

 

Por que Stephen King tem tanto ódio de O Iluminado? Nós explicamos

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Doutor Sono, sequência de O Iluminado, entrou em cartaz nos cinemas nesta semana. Com Ewan McGregor no papel principal, o novo filme de Mike Flanagan pretende finalmente terminar a história de um Danny Torrance adulto. O Iluminado é considerado um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, e uma das obras-primas de Stanley Kubrick. Aclamado mundialmente, o longa não conseguiu agradar alguém bem importante: Stephen King. O autor de O Iluminado nunca foi tímido em relação à sua antipatia pelo filme de Kubrick, criticando durante o projeto desde seu lançamento em 1980. Reunimos abaixo as principais razões pelas quais Stephen King odeia o filme O Iluminado; confira!

Uma obra pessoal
Em um panorama geral, a razão do ódio de Stephen King por O Iluminado é bastante simples: o autor acredita que a adaptação de Stanley Kubrick vai completamente contra a mensagem que ele tentou passar com o livro. E como a obra em questão foi O Iluminado, King levou para o lado pessoal. Para quem não sabe, O Iluminado é uma das histórias mais pessoais do autor. O livro explora o alcoolismo de Jack Torrance como principal força motriz, focando mais na relação do autor fracassado com sua família e as agressões cometidas contra Danny do que em assombrações no hotel.
O Iluminado foi criado como reflexão sobre os problemas do próprio Stephen King com o alcoolismo. O livro nada mais é do que uma metáfora sobre os efeitos do vício em bebidas sobre uma família. Especialmente a parte em que Jack confessa ter agredido Danny em um momento de bebedeira, que traz para a trama um dos piores medos de Stephen King: machucar sem querer a própria família enquanto perde o controle. Felizmente, o autor já superou o alcoolismo e está sóbrio há muitos anos.
A maior diferença entre o livro e o filme de O Iluminado acontece no final. Na obra de Stephen King, Jack Torrance consegue sua redenção e permite que sua família deixe o hotel. No filme de Stanley Kubrick, o personagem de Jack Nicholson simplesmente morre congelado.

Os personagens
Stephen King também não gostou da maneira como os personagens de O Iluminado são caracterizados no filme. Primeiramente, na versão literária de O Iluminado, o leitor conhece Jack como um homem comum que realmente tenta fazer o melhor para sua família. É na lenta descida de Jack a um estado de completa loucura que se estabelece uma das principais bases da trama. No filme, desde o início o espectador tem a clara noção de que Jack Torrance é um doido, prestes a explodir a qualquer momento. A escalação de Jack Nicholson para o papel deu toda uma dimensão a mais de loucura para o personagem, algo que Stephen King viu como uma traição a um dos aspectos principais do livro.
Além disso, o autor detestou a maneira que Stanley Kubrick trata a personagem Wendy. Embora King tenha elogiado a performance de Shelley Duvall, descrita por ele como “impressionante e comprometida”, o escritor detestou a forma como o filme faz Wendy parecer fraca. Segundo ele, a esposa de Jack é bem mais dinâmica e bem desenvolvida no livro. Especificamente, Stephen King afirmou que Wendy é “uma das caracterizações mais misóginas de uma personagem que já vi no cinema. Ela está lá basicamente só para gritar e se comportar de forma estúpida. E essa não foi a mulher que escrevi”.

Humanidade e frieza
Na visão de Stephen King, O Iluminado sofre com a ausência do dinamismo e humanidade presentes no livro. O filme é, em comparação, bastante cínico e niilista, o que não agradou o autor. O longa de Stanley Kubrick não tem compaixão por seus personagens, o que é comprovado pelo final diferente de Jack.
Em uma entrevista, King afirmou que O Iluminado é “uma experiência mórbida e ao mesmo tempo vazia, superficial e falsa”. Stephen King na maioria das vezes se esforça para enxergar o melhor até nas piores adaptações de suas obras. O grande problema de O Iluminado foi o fato de Stanley Kubrick desafiar exatamente alguns dos pontos principais de um livro pelo qual o autor tem um grande apreço pessoal. Para finalizar, Stephen King deu seu veredito definitivo sobre O Iluminado em 2006: “É um Cadillac sem motor. Você não pode fazer nada a não ser admirá-lo, como uma escultura. O propósito principal foi retirado: contar uma história”.
 

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Eu entendo. Mas a crítica é por ter desvirtuado o tom, e não por ser algo ruim.

Discordo completamente sobre a Wendy do filme. Dizer que é um retrato misógino é desconsiderar que muitas famílias são disfuncionais daquele jeito. Os personagens do livro são chatos. É uma família perfeitinha, mas que é corrompida pelo vício e pelo hotel. A família do filme é mais densa. Um pai autoritário e abusivo, uma mãe submissa e um filho autista. Por que uma mulher forte abriria a mão da vida pessoal para seguir o marido por 6 meses longe de tudo e todos? O filme apresenta a receita para o desastre, e desde o início fica claro "isso não vai dar certo"

O filme apresenta personagens vulneráveis isolados do mundo, sozinhos com um lunático em potencial. O livro é um novelão, cheio de lero lero em família, uma narrativa clichê de homem bom se corrompendo e com redenção no final, e é muito mais explícito quanto ao terror, é quase um terror infantil. O filme nunca deixa claroo que são as aparições no hotel e o modo como Jack se insere naquele universo.

Ainda acho que é dor de cotovelo por ter transformado o livro em algo muito melhor. 

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53 minutes ago, conan said:

 

Ainda acho que é dor de cotovelo por ter transformado o livro em algo muito melhor. 

Como eu disse, prefiro a visão do Kubrick da história também, mas limitar isso a "dor de cotovelo" é desconsiderar toda a história pessoal do King. Se percebe que tem muito dele na história da família Torrance e dos dramas que ele mesmo passou. Só que o Kubrick não tava interessado nesses elementos (direito dele), e toda a história de humanização e busca de redenção que era muito importante pro King foi expurgado. Então é muito fácil condenar o autor por não gostar da obra (até por que o Kubrick fez uma OP), mas provavelmente no lugar do King, eu também não gostaria do filme.

E discordo que a família do livro seja "perfeitinha". Tem muito menos problemas quando comparada com a do filme, mas carregava muita merda também antes de chegar no hotel. Tanto que pra mim, um dos pontos que o livro ganha do filme é na conversa com o Barman. No livro, quando o Jack revela que quebrou o braço do Danny e que isso danificou a relação com a Wendy, isso é muito forte, pois o Jack é apresentado como um cara que realmente ama a família, mas que fez umas merdas muito grandes. No filme, essa revelação não tem o mesmo peso, por que o Jack do Kubrick parece que no máximo, tolera a família.

Acho que o Pablo colocou bem na crítica dele de DOUTOR SONO. O King tava mais interessado no sentimento dos personagens e na metáfora do alcoolismo quando criou a história. O Kubrick tá mais interessado no psicológico dos personagens e na loucura, com a metáfora do alcoolismo se tornando secundária.

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1 hour ago, Questão said:

Como eu disse, prefiro a visão do Kubrick da história também, mas limitar isso a "dor de cotovelo" é desconsiderar toda a história pessoal do King. Se percebe que tem muito dele na história da família Torrance e dos dramas que ele mesmo passou. Só que o Kubrick não tava interessado nesses elementos (direito dele), e toda a história de humanização e busca de redenção que era muito importante pro King foi expurgado. Então é muito fácil condenar o autor por não gostar da obra (até por que o Kubrick fez uma OP), mas provavelmente no lugar do King, eu também não gostaria do filme.

Eu entendo o lance pessoal com a obra. Mas aí é picuinha demais.

Já fizeram tantas cagadas com os livros do King no cinema e ele implica com esse? Inclusive a miniserie, que é fiel ao livro e teve a surpervisão do King, é um lixo. Não tem como achar aquilo bom.

O problema não é a proposta diferente para os personagens, mas a condução da história. A sensação de assistir a miniserie é parecida com a que eu tive lendo o livro. Muito arrastado e às vezes é bobinho...

Kubrick soube tirar e adaptar os aspectos negativos  (como a inserção daquele cara vestido de lobo). 

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Visto DOUTOR SONO

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Na trama, trinta anos após os  eventos no Hotel Overlook, Danny Torrance (Ewan McGregor) se tornou um alcoólatra. Após um terrível incidente, Danny passa a buscar a sobriedade, e alguns anos depois, parece encontrar a paz, trabalhando como enfermeiro em uma clínica para pacientes terminais, usando a sua "iluminação" para ajudar os pacientes a fazerem a passagem. Mas Quando Danny conhece Abra Stone (Kyliegh Curran), uma pré adolescente com as mesmas habilidades que ele, que está sendo perseguida por um grupo de vampiros energéticos conhecido como o Verdadeiro Nó, que se alimentam dos iluminados, Danny deve enfrentar os seus traumas para proteger Abra.

 Venho acompanhando a carreira de Mike Flanagan com curiosidade desde o seu primeiro filme, ABSENTIA. Trazendo na maioria das vezes personagens definidos por traumas do passado, e uma preferência por narrativa dividida em camadas temporais e sensoriais, a filmografia de Flanagan evoluiu de filme para filme, até alcançar um nome do gênero para se prestar atenção  com HUSH: A MORTE OUVE, e atingir a excelência com a minissérie da Netflix A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL. Mas foi em 2017, quando dirigiu também para a Netflix o thriller JOGO PERIGOSO, uma adaptação bastante complexa de um romance de Stephen King, que Flanagan ganhou a chance de enfrentar o seu maior desafio até o momento; dirigir a adaptação de DOUTOR SONO, sequência do clássico O ILUMINADO. O desafio maior não era apenas dirigir a sequência tardia de um clássico do cinema dirigido por um mestre como Stanley Kubrick, mas promover uma reconciliação entre a atmosfera mais niilista e desesperaçosa que Kubrick imprimiu em sua adaptação de O ILUMINADO (notoriamente odiada por Stephen King) com a sequência literária escrita por King que ia contra muito daquilo que foi estabelecido pelo famoso diretor na película de 1980. Era um grande sinuca de bico, mas apesar de alguns percalços, Flanagan se mostrou a altura do desafio, entregando uma sequência que respeita e honra o clássico de Kubrick, mas que também resgata muito dos elementos emocionais que eram caros a King, para construir a sua própria história.

  Primeiramente, deve-se dizer que diferente de sequências que retomam clássicos, como STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA e JURASSIC WORLD, DOUTOR SONO não é uma continuação que se baseia na nostalgia, ao apresentar uma narrativa de natureza muito diferente do filme original (o que também ocorria com suas contrapartes literárias), ao usar o terror mais como um motor para o drama, do que propriamente torna-lo o cerne da narrativa. O roteiro de Flanagan trabalha com calma a sua história, inicialmente nos apresentando um prólogo que mostra como foram os primeiros meses de Wendy Torrance e o pequeno Danny (Alex Essoe e Roger Dale Floyd) após a tragédia do Overlook, e como o menino aprendeu a lidar com os fantasmas que o perseguiam com a ajuda do espírito de Dick Halloran (Carl Lumbly). Depois desse prólogo, Flanagan desenvolve todo o seu 1º ato em três narrativas paralelas, que acompanham a decadência e recuperação de Danny; a descoberta dos poderes da pequena Abra, que desenvolve desde pequena uma conexão com Torrance; e por fim o recrutamento de Andy Cascavel (Emily Alyn Lynd) para o verdadeiro Nó por sua enigmática líder, Rose: A Cartola (Rebecca Fergunson). Esse 1º ato é competente em construir o universo do filme, ao mesmo tempo em que desenvolve o trio principal formado por Danny, Abra e Rose, até que essas três histórias se cruzam ao fim do 1º ato em uma sequência angustiante que traz a participação especial de Jacob Tremblay.

  Na direção, Flanagan demonstra uma direção elegante, que consegue manter a própria identidade em sequências mais oníricas, como aquelas que trazem um duelo mental entre Abra e Rose, mas que também referência Kubrick (especialmente nas sequências envolvendo Danny) sem com isso soar uma condução esquizofrenica. De fato, muitas das reconstituições dos planos de Kubrick feitos por Flanagan surgem extremamente interessantes justamente por não serem gratuitos, e sim funcionarem como uma inversão do que foi visto no primeiro filme, como aquela onde acompanhamos uma entrevista de emprego de Danny, tal como o seu pai anos antes, ou aquela que traz Danny sentado em um bar durante o 3º ato da narrativa. Além disso, apesar de possuir duas horas e meia de duração, o diretor conduz um ritmo muito bom para a narrativa, mesmo durante as passagens mais tranquilas, já que constrói com habilidade uma atmosfera densa e melancólica, que nunca nos permite assumir que os personagens estão seguros.

  DOUTOR SONO também se beneficia de ter um elenco  extremamente competente, que compreende muito bem os seus personagens. Ewan McGregor dá uma vulnerabilidade tocante para Danny, ao retrata-lo como um homem não só assombrado por seus traumas de infância (e os fantasmas literais que ele carrega em sua mente) mas por seus próprios erros na vida adulta. A jovem Kyilegh Curran também concede muito carisma e veracidade a Abra Stone, retratando a garota como estando compreensivelmente deslumbrada com a extensão cada vez maior de seus poderes, e até desenvolvendo certa arrogância a partir de certo ponto, mas sem nunca tornar-se antipática (como ocorria com a sua contraparte literária). Mas quem rouba mesmo a cena é Rebecca Fergunson ao fazer de Rose uma vilã sedutora e cruel, que não apenas lidera, mas tem o respeito de seus seguidores, pelos quais ela tem uma relação genuína de afeto. E é curioso observar que ainda que diferente da maioria dos filmes do gênero, onde o vilão tem o domínio da situação até o 3º ato, Rose e seu grupo são muitas vezes surpreendidos por Danny e Abra (que se torna cada vez mais poderosa), a ameaça em torno da personagem nunca é esvaziada, o que credito muito mais ao trabalho de Ferguson do que ao próprio roteiro. No elenco de apoio, destaca-se a presença de Carl Lumbly como Dick Halloran, que consegue replicar os trejeitos que Scatman Crothers deu ao personagem em 1980, mas que consegue tornar o personagem seu ao dar a Halloran uma autoridade que não estava presente no filme original, devido a sua nova condição.

 Na parte técnica, destaca-se o trabalho de direção de arte, que não apenas reproduz com extrema competência os clássicos cenários do Hotel Overlook no climax da narrativa, mas concede personalidade aos principais ambientes da trama; reparem por exemplo como o quarto de Danny permanece um ambiente vazio e sombrio, mesmo depois de anos vivendo no lugar, denunciando a desconexão do personagem com o lugar onde vide, ou como o quarto de Abra é decorado com bonecas de super heroínas e guerreiras de mangá, refletindo não só a personalidade combativa da garota, que diferente de Danny aprecia os poderes de sua iluminação, mas suas figuras culturais de referência. Ainda é importante citar o trabalho dos Irmãos Newton na trilha sonora, que trabalharam em todos os projetos do diretor desde OUIJA: A ORIGEM DO MAL, que criam aqui uma trilha bastante funcional, que é eficiente sem chamar a atenção demais para si mesmo, além de darem uma bela repaginada para o clássico tema de O ILUMINADO feito  por Wendy Carlos E Rachel Elking em 1980

 Apesar de muitos acertos, o filme também dá as suas derrapadas. O filme utiliza a personagem de Andy Cascavel para nos dar o contexto do funcionamento do Verdadeiro Nó, o que é uma manobra didática, mas feita de forma natural, mas a personagem perde completamente a importância após o 1º ato, denunciando assim a sua função mecânica para o enredo. E se o climax no Hotel Overlook traz um arrepio na espinha dos fãs do filme de 1980, e traz vários momentos recompensadores (discordo daqueles que apontam que é puro fan service) é inegável que em seus minutos finais, que trazem o desfecho, esse 3º ato não apenas perde o foco da história que estava contando, como ai sim, nesses minutos finais entrega um fan service ao livro O ILUMINADO que narrativamente não faz muito sentido, o que por acontecer justamente na conclusão, acaba tendo um peso maior para o publico.

 Apesar desses deslizes, o saldo final de DOUTOR SONO ainda é muito positivo. Flanagan conseguiu ser extremamente respeitoso e reverente ao clássico de Kubrick, ao mesmo tempo em que inseriu muito da carga emocional que King sentiu falta no primeiro filme (e que vem do próprio trabalho de Flanagan como diretor, para quem conhece os seus filmes). Não vai ser um clássico como O ILUMINADO, e nem é tão aterrorizante quanto ele, mas não precisa ser. O filme é sim, uma continuação orgânica, que tem a coragem de seguir o próprio caminho (mas sem temer olhar para o passado) com personagens carismáticos, em uma obra que consegue apelar para a emoção do público. No fim, para um projeto que tinha muita chance de dar errado, Flanagan mandou muito bem, renovando o meu interesse por seus projetos futuros.

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Midway derrota Doutor Sono e surpreende nas bilheterias

 14/11/2019 - 22:00
 MINHA SÉRIE

Em um fim de semana surpreendente, Midway: Batalha em Alto-Mar derrotou Doutor Sono e ficou no topo das bilheterias norte-americanas. O épico da Segunda Guerra Mundial, de Roland Emmerich, alcançou a marca de US$ 17,5 milhões.

Esperava-se que a adaptação de Stephen King, da Warner Bros., levasse o prêmio máximo, mas a sequência de O Iluminado estreou em segundo lugar com US$ 14,1 milhões — cerca de metade do que o estúdio projetou.

Embora Midway: Batalha em Alto-Mar tenha alcançado o feito, o filme totalizou um enorme custo de US$ 100 milhões, o que significa que ainda enfrentará uma longa e árdua jornada pela frente para ser lucrativo. A Lionsgate posicionou seu lançamento para aproveitar o Dia dos Veteranos e espera que o filme arrecade US$ 20,05 milhões em seus primeiros 4 dias nos cinemas. Homens mais velhos representaram 60% dos compradores de ingressos, um grupo demográfico fora do padrão para o fim de semana de abertura.

Midway derrota Doutor Sono e surpreende nas bilheteriasMidway: Batalha em Alto-Mar (Fonte: Lionsgate/Reprodução)

Doutor Sono foi mais favorecido entre os críticos, mantendo uma média de 73% no Rotten Tomatoes em comparação com a classificação de 41% de Midway. Quase 75% do público de Doutor Sono tinham mais de 25 anos de idade, portanto é provável que os espectadores mais jovens estejam menos familiarizados com o material de referência de King e, por isso, menos ansiosos para ir ao cinema durante o fim de semana de estreia. Ainda, sua duração de mais de 2 horas e meia pode ter representado outro obstáculo. A Warner Bros. gastou US$ 50 milhões em taxas de produção, sem incluir o marketing.

Midway derrota Doutor Sono e surpreende nas bilheteriasDoutor Sono. (Fonte: Warner Bros./Reprodução)

 

FONTE: MINHA SÉRIE

Uma pena. O filme do Flanagan merecia bem mais. Mas acho que isso foi efeito parecido com BLADE RUNNER 2049. Sequência tardia de um filme clássico com longa duração, que mesmo sendo super conceituado não tem aqueeeela Fanbase.

 

 

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Gostei muito do filme. Um Stephen King que não decepcionou esse ano. Ainda bem.

Uma ressalva (mais ou menos) é que a menininha é muito superpoderosa e bem esperta mesmo sendo muito nova, mas tem tanto "herói/heroína" mongo em filme de terror que isso até perdoável, na verdade a gente até agradece colocaram alguém esperto pra enfrentar esses vilões motherfuckers. Talvez a lógica nisso, é que ela tinha pais compreensíveis (não eram do tipo que tentaram exorcizar ela, como rola em todos casos de paranormalidade nos filmes - hehehe), aí ela pode desenvolver os poderes e ficar mais fodona. 

E o terceiro ato colocaram muuuuuito fan-service do 1º filme. Acho que deram uma exagerada nisso, mas ok. Não chega a incomodar (não me incomodou).

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On 11/15/2019 at 12:57 AM, Questão said:

 

Uma pena. O filme do Flanagan merecia bem mais. Mas acho que isso foi efeito parecido com BLADE RUNNER 2049. Sequência tardia de um filme clássico com longa duração, que mesmo sendo super conceituado não tem aqueeeela Fanbase.

 

 

Também tem o fato de lançarem fora do período de halloween. Filme de terror tem mais apelo nessa época.

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On 11/18/2019 at 10:45 AM, Jailcante said:

Gostei muito do filme. Um Stephen King que não decepcionou esse ano. Ainda bem.

Uma ressalva (mais ou menos) é que a menininha é muito superpoderosa e bem esperta mesmo sendo muito nova, mas tem tanto "herói/heroína" mongo em filme de terror que isso até perdoável, na verdade a gente até agradece colocaram alguém esperto pra enfrentar esses vilões motherfuckers. Talvez a lógica nisso, é que ela tinha pais compreensíveis (não eram do tipo que tentaram exorcizar ela, como rola em todos casos de paranormalidade nos filmes - hehehe), aí ela pode desenvolver os poderes e ficar mais fodona. 

  No livro, esse lance da menina ficar muito poderosa me incomodou bastante, pois chega uma hora que a gente não sente mais a ameaça dos vilões. Mas no filme, achei mais de boa, até por umas mudanças que o filme fez (no livro, por exemplo, a Abra se salva sozinha depois que é sequestrada, e no filme, colocaram o Danny pra salvar ela, até como um momento importante pro personagem). Então até curti essa dinâmica, onde os protagonistas tem meio um confronto de igual pra igual com os vilões, já que geralmente nos filmes de terror, a regra é os personagens só começarem a virar o jogo no 3º ato.

 

On 11/18/2019 at 10:45 AM, Jailcante said:

E o terceiro ato colocaram muuuuuito fan-service do 1º filme. Acho que deram uma exagerada nisso, mas ok. Não chega a incomodar (não me incomodou).

 A unica coisa que me incomodou nos Fan Services, foi depois que o Danny solta os fantasmas em cima da Rose, e é possuído pelo Hotel, que na verdade é mais um Fan Service do livro "O Iluminado" do que do filme, já que parece que querendo agradar o King, o Flanagan usou o final do livro que o Kubrick descartou aqui. Mas acaba não fazendo muito sentido. Por que o Danny tinha que morrer se ele sabotou a caldeira logo que entrou no hotel? Foi o que mais me incomodou no 3º ato, mas os outros Fan Services ao filme do Kubrick em si, achei de boa.

 

On 11/18/2019 at 2:44 PM, Jailcante said:

Também tem o fato de lançarem fora do período de halloween. Filme de terror tem mais apelo nessa época.

Pois é. A Warner devia ter lançado esse aqui no período do Halloween ao invés do IT 2, e lançar o IT 2 em novembro, até por que a galera tava mais hypada pra ver o IT 2, então não faria tanta diferença, creio eu.

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53 minutes ago, Questão said:

A unica coisa que me incomodou nos Fan Services, foi depois que o Danny solta os fantasmas em cima da Rose, e é possuído pelo Hotel, que na verdade é mais um Fan Service do livro "O Iluminado" do que do filme, já que parece que querendo agradar o King, o Flanagan usou o final do livro que o Kubrick descartou aqui. Mas acaba não fazendo muito sentido. Por que o Danny tinha que morrer se ele sabotou a caldeira logo que entrou no hotel? Foi o que mais me incomodou no 3º ato, mas os outros Fan Services ao filme do Kubrick em si, achei de boa.

É, essa parte ficou meio demais pra mim. Essa perseguição dele com a menina, ficou fan-service demais. E também não vi necessidade do Danny morrer, até porque ele ficou tanto tempo de vida sem usar ou aprimorar os poderes, aí quando ele finalmente faz isso, o filme vai lá e o mata ali, meio inutilmente (talvez seja pra garantir que não vai ter um terceiro filme hehehe)

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On 12/3/2019 at 4:55 PM, Jailcante said:

Well, well, well... Tarantino gostou de Doutor Sono.

 

Flanagan tentando vender a ideia dele de A HORA DO PESADELO para o estúdio.

ESTÚDIO: Então, Mike, a sua ideia e legal, e a gente gostou de DOUTOR SONO, mas ele não fez grana, né?

FLANAGAN: Mas a crítica gostou.

ESTÚDIO: Mas não fez muito dinheiro

FLANAGAN: Mas o Tarantino gostou! Ele achou melhor que Coringa.

ESTÚDIO: É um argumento que a gente vai considerar. Mas tem que ver que o Tarantino também gostou dos Tres Mosqueteiros do Paul W. Anderson, né?😂

 

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Declaração do Flanagan sobre a versão extendida e trailer dessa versão.

Essa semana foi anunciado o corte de 3 horas de ‘Doutor Sono’ por Mike Flanagan que será oferecido digitalmente em 21 de janeiro e será lançado em Blu-ray dia 4 de fevereiro na gringa, em uma entrevista para o site Collider, Flanagan comentou que podemos esperar 30 minutos de filmagens novas.

“Realmente nos deixou fazer isso direito – é um novo corte final, completo e totalmente polido do filme”, explicou Flanagan ao site. “Há material novo durante todo o filme. Algumas delas são coisas novinhas em folha que nunca foram incluídas no corte teatral, e também há algumas cenas estendidas (ou alteradas) também.”

Ele continuou: “Existem algumas novas cenas grandes, com certeza. Não quero estragar nada disso, mas posso dizer que há material novo por toda parte (inclusive no ato final no Overlook). Algumas das minhas coisas favoritas envolveram o jovem Danny e Wendy (há um ótimo material com Alex Essoe que eu estou emocionado), e serão familiares para os fãs do livro. Também há muitas novidades envolvendo a jovem Abra no primeiro ato do filme, aprendendo sobre o brilho dela e como isso afeta seus pais.”

“E há algumas surpresas que definitivamente não vou estragar aqui.”

Nas próprias palavras de Flanagan, o “Director’s Cut” apresenta uma versão “mais literária” do filme, com uma estrutura totalmente diferente; esse corte divide o filme em capítulos, como um romance.

Vamos aguardar essa versão aqui no Brasil ansiosamente. Enquanto isso continue caminhando pela Trilha do Medo.

 

FONTE: TRILHA DO MEDO

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25 minutes ago, Gustavo Adler said:

filme bom, mas não vi nada de terror e acho que foi uma oportunidade perdida

Como assim? Se a sequência do assassinato do menino do Baseball não é terror, eu não sei o que é.

Mas quais pontos da história (ou direção) você acha que trouxeram oportunidades perdidas?

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On 2/4/2020 at 11:19 PM, Questão said:

Como assim? Se a sequência do assassinato do menino do Baseball não é terror, eu não sei o que é.

Mas quais pontos da história (ou direção) você acha que trouxeram oportunidades perdidas?

Cara, por criança sendo esquartejada é só uma cena, SÓ UMA CENA.

E, ao meu ver, terror vai além disso. 

E sobre a oportunidade perdida, me esqueci, mas acho que tem a ver com a temática do Kubrick no primeiro filme e  o lance do medo como alimento para os iluminados, sei lá, me esqueci um pouco do filme.

Acho que a melhor parte foi o final no hotel, ficou a expectativa do conflito entre casa x os iluminados, mas que ficou só na expectativa mesmo, porque o conflito, puff.

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On 2/16/2020 at 12:47 AM, Gustavo Adler said:

Cara, por criança sendo esquartejada é só uma cena, SÓ UMA CENA.
 

Uma? Decididamente vimos filmes diferentes. O filme começa com o assassinato de uma menina. Embora o ato em si ocorra fora de tela, não muda o fato de termos ali uma clara construção de terror com o numero cada vez maior de membros do Verdadeiro Nó cercando Rose e a menina, e o comportamento cada vez mais esquisito da mulher, culminando nos membros do Verdadeiro Nó avançando vorazmente em direção a menina.

Na cena seguinte, temos o flashback do Danny no Overlook entrando no quarto maldito e sendo assombrado pela mulher da banheira, para logo em seguida descobrirmos que ela continua assombrando o menino mesmo após ele deixar o Overlook. Toda a cena é construída com signos extremamente típicos do terror.

 

Então, não, não é só uma cena.

 

On 2/16/2020 at 12:47 AM, Gustavo Adler said:


E, ao meu ver, terror vai além disso. 
 

Mas o ato do massacre em si é só um elemento desta cena (embora seja muito bem utilizado). Até por que é uma sequência em camadas. Tem os momentos que antecedem o assassinato, com a Rose aterrorizando o menino, seguido da tortura, então a brutalidade do crime em si, e os ecos que isso instantaneamente vão ter na Abra e depois no Danny. O que falta pra você nesta sequência pra que ela seja terror? Talvez você não goste ou não funcione pra você, mas indiscutivelmente é uma sequência de terror.

 

On 2/16/2020 at 12:47 AM, Gustavo Adler said:


E sobre a oportunidade perdida, me esqueci, mas acho que tem a ver com a temática do Kubrick no primeiro filme 

Dificilmente, por que o Kubrick trata de temas bem diferentes em O ILUMINADO. Lá, o Kubrick tá falando de isolamento, ele tá falando da loucura dentro da estrutura famIliar. Os temas trabalhados pelo Flanegan aqui são outros bem diferentes (e que bom que são outros temas).

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22 hours ago, Questão said:

Uma? Decididamente vimos filmes diferentes. O filme começa com o assassinato de uma menina. Embora o ato em si ocorra fora de tela, não muda o fato de termos ali uma clara construção de terror com o numero cada vez maior de membros do Verdadeiro Nó cercando Rose e a menina, e o comportamento cada vez mais esquisito da mulher, culminando nos membros do Verdadeiro Nó avançando vorazmente em direção a menina.

Essa cenna, ao meu ver, tá mais pra uma cena tensa de ação.

O filme todo é um filme de ação de perseguição x-man com elementos de terror (que tirando a cena do garoto do football americano, não assusta e é previsivel).

Pega o exemplo do IT 2, filme marromeno e previsivel, sabemos de antemão que nenhum personagem que acompanhamos vai morrer, então toda as cenas que envolvem eles é perfumaria e fogos de artificio que após duas ou três cenas já ficamos sabendo as regras do jogo. Mas ali sim, as cenas carregam o peso da morte (dos outros casos onde a coisa matou de forma barbara e misteriosa - misteriosa devido a ser uma criatura que simula ser uma quando na verdade é outra - ) e mistério que carrega uma figura com cara de alegria mas que, na verdade, carrega uma mensagem de terror e morte iminente. 

 

22 hours ago, Questão said:

Mas o ato do massacre em si é só um elemento desta cena (embora seja muito bem utilizado). Até por que é uma sequência em camadas. Tem os momentos que antecedem o assassinato, com a Rose aterrorizando o menino, seguido da tortura, então a brutalidade do crime em si, e os ecos que isso instantaneamente vão ter na Abra e depois no Danny. O que falta pra você nesta sequência pra que ela seja terror? Talvez você não goste ou não funcione pra você, mas indiscutivelmente é uma sequência de terror.

Falta menos dramalhão e mais efetivo terror.

Que que adianta a menina ter cara assustada se ela é super poderosa, se todos podem voar, e se tudo isso quebra todo o mistério e faz com que a gente preveja que ninguém ali super poderoso está em perigo realmente, pois já prevemos que basta ter poder que pimba, já sabemos como escapar?

Falta o filme parar de gastar tempo com firulas telecineticos e xmenicos, que até foram bastante interessantes, no sentido da ação de ver como cada uma antecipava o movimento da outra, tipo, a melhor parte foi quando a iluminada do mal foi até a casa da menina achando que tava entrando na cabeça da menina, quando na verdade, estava era dando entrada pra menina entrar na cabeça dela. Mas isso tudo não teve nada de terror, teve era de filme de ação. E, tipo, justamente por tentar abordar os dois aspectos, no fim, nem explorou ao máximo a potencialidade de uma disputa de poder iluminado na tentativa de uma pegar a outra, e nem abordou o terror que é pessoas superpoderosas torturarem para se alimentar.

 

22 hours ago, Questão said:

Dificilmente, por que o Kubrick trata de temas bem diferentes em O ILUMINADO. Lá, o Kubrick tá falando de isolamento, ele tá falando da loucura dentro da estrutura famIliar. Os temas trabalhados pelo Flanegan aqui são outros bem diferentes (e que bom que são outros temas).

Mas as assombrações do hotel que perseguiram o Deny não poderia ser a abordagem do filme sobre o efeito de um momento traumático e marcante de uma criança na personalidade e qualidade de um indivíduo?

Não poderia ser esses fantasmas decorrente do trauma passado no hotel entrar em disputa com os traumas atuais frente a ameaça dos iluminados atuais, que se alimentam de medos, traumas, de forma que os fantasmas que assombram Deny adulto o ajudou a encarar as ameaças dos iluminados, demonstrando que pro mal ou pro bem as sequelas de um momento traumatico influenciou em suas características e qualidades que o permitiu encarar ameaças da fase adulta e que também deu experiência pra conseguir superar seus medos e evitar que, assim, tenha esse sentimento que permite com que esses iluminados imortais se alimentem? 

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On 2/18/2020 at 7:12 PM, Gustavo Adler said:

Essa cenna, ao meu ver, tá mais pra uma cena tensa de ação.

Oi? O que temos é uma menininha conversando com uma mulher creep, que aos poucos começa a ser cercada por um grupo de pessoas mais creeps, surgindo em uma quantidade cada vez maior á medida em que a menina olha em volta, e vai se tornando mais claro que essa mulher planeja algo horrível pra ela (quase uma reminiscência sem sangue da cena do bueiro em IT, que não por coincidência, é baseado na obra do King), até que a mulher revela as suas intenções, e aquelas pessoas correm de uma forma completamente animalesca em direção a menina.

Onde que essa é uma cena de ação? Já as montagens do terror estão todas lá.

 

On 2/18/2020 at 7:12 PM, Gustavo Adler said:


O filme todo é um filme de ação de perseguição x-man com elementos de terror (que tirando a cena do garoto do football americano, não assusta e é previsivel).

Mas ai tá questionando a funcionalidade do terror, isso são outros quinhentos. Se não assusta ou é previsível, pode ser que não funcione (que ai já é uma coisa mais pessoal) mas não que não o terror não esteja ali. Os signos tão espalhados pelo filme todo pra ligar a obra ao género, e não em cenas isoladas.

 

On 2/18/2020 at 7:12 PM, Gustavo Adler said:

Falta menos dramalhão e mais efetivo terror.

 

 Esse é um filme de terror, onde o terror é um motor para o drama emocional e não totalmente a única "coluna vertebral da narrativa, e n, e não tem problema nenhum nisso. É também um filme que flerta mais com o aventuresco, com certeza, mas o aventuresco pode conter o terror (embora nunca numa relação igualitária, um sempre vai estar á serviço do outro). Se você queria um terror no mesmo estilo de "O Iluminado" com certeza se frustrou, mas pessoalmente eu gostei de trabalhar o terror de uma forma diferente do original (muitas continuações não tem essa coragem).

Mas tirando isso, eu estava falando da cena do assassinato do garoto em si, que você disse não considerar uma cena de terror, e não do filme como um todo.

 

On 2/18/2020 at 7:12 PM, Gustavo Adler said:


Que que adianta a menina ter cara assustada se ela é super poderosa, se todos podem voar, e se tudo isso quebra todo o mistério e faz com que a gente preveja que ninguém ali super poderoso está em perigo realmente, pois já prevemos que basta ter poder que pimba, já sabemos como escapar?

E que diferença faz na cena do menino do Baseball que a menina é super poderosa? Continua sendo uma cena de terror igual. Naquela cena, ela ser super poderosa é totalmente irrelevante. A única relevância, é que ela testemunha o assassinato e o retransmite ao Danny por causa de seus poderes.

Quanto aos personagens morrerem ou não, acho importante que acreditemos que os personagens estejam em risco, mas não acho que o terror se limita simplesmente a saber se o personagem vai morrer ou não. Sendo que no fim das contas, não foi todo o poder da Abra que a salvou e sim o Danny.

 

On 2/18/2020 at 7:12 PM, Gustavo Adler said:

 

 

Mas as assombrações do hotel que perseguiram o Deny não poderia ser a abordagem do filme sobre o efeito de um momento traumático e marcante de uma criança na personalidade e qualidade de um indivíduo?

 Elas são justamente isso. O filme deixa bem claro isso em vários momentos, desde a cena inicial do Danny com o flashback no hotel, pra depois ele viver quase a mesma situação em casa. O trauma persegue ele. Ele literalmente tem fantasmas presos na cabeça. Ele carrega o trauma nas costas, e o trauma o define, até o momento catártico com o fantasma da viciada e da criança, quando ele resolve ficar limpo da bebida. Os fantasmas não são só fantasmas, mas claramente metáforas do trauma do Danny.

 

On 2/18/2020 at 7:12 PM, Gustavo Adler said:


Não poderia ser esses fantasmas decorrente do trauma passado no hotel entrar em disputa com os traumas atuais frente a ameaça dos iluminados atuais, que se alimentam de medos, traumas, de forma que os fantasmas que assombram Deny adulto o ajudou a encarar as ameaças dos iluminados, demonstrando que pro mal ou pro bem as sequelas de um momento traumatico influenciou em suas características e qualidades que o permitiu encarar ameaças da fase adulta e que também deu experiência pra conseguir superar seus medos e evitar que, assim, tenha esse sentimento que permite com que esses iluminados imortais se alimentem? 

  Mais uma vez, o filme faz quase exatamente o que você sugere. O Danny literalmente confronta os demônios do seu passado com os demônios do seu presente, ao soltar os fantasmas do Hotel em cima da Rose no final. Ele só supera os problemas do seu presente quando consegue deixar para trás os problemas do passado.

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