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Mr. Ibanez

Mario Quintana

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Comentem sobre este grande escritor...na Rbs está passando um especial no domingo,na TVE tem os jogos literários sobre Mario Quintana.

Eu só tenho um livro dele:Na Volta Da Esquina,mas já li vários poemas em coletâneas.

O TEMPO

"O tempo é um ponto de vista dos relógios". 

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Quintana foi um gênio.

 

Tenho alguns livros dele em casa... amo.

 

 

 

Amo esta coisinha maravilhosa que ele escreveu:

 

 

 

"Se as coisas são inatingíveis... ora!

 

Não é motivo para não querê-las...

 

Que tristes os caminhos, se não fora

 

A presença distante das estrelas!"

 

 

 

Não é perfeito? Leiam com o coração que vão entender.

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e o que dizer do soneto da ruazinha?

 

 

 

Dorme ruazinha… É tudo escuro…

 

E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?

 

Dorme teu sono sossegado e puro,

 

Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos…

 

 

 

Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…

 

Nem guardas para acaso perseguí-los…

 

Na noite alta, como sobre um muro,

 

As estrelinhas cantam como grilos…

 

 

 

O vento está dormindo na calçada,

 

O vento enovelou-se como um cão…

 

Dorme, ruazinha… Não há nada…

 

 

 

Só os meus passos… Mas tão leves são,

 

Que até parecem, pela madrugada,

 

Os da minha futura assombração…

 

 

 

Quintana tinha uma pureza, uma ternura, que nunca encontrei em outro autor.

 

 

 

Além disso, admiro muito a maneira que o Quintana sempre encontra para olhar o mundo sob uma óptica diferente, ele sempre vê as coisas de uma maneira que não tínhamos pensado ainda.

 

 

 

 

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Não sou dos maiores fãs. Dos poetas brasileiros de 1900 pra cá, é um dos melhores, junto com Manuel Bandeira. Um que eu não entendo todo o rebuliço em seu torno é o Carlos Drummond de Andrade. O poema de Luísa Porto, por exemplo, não tem nada demais, nada de poético - coisa de quem quer escrever um conto mas não sabe as palavras para descrever os ambientes, ou coisa do tipo.

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Quintana foi um gênio.

 

Tenho alguns livros dele em casa... amo.

 

 

 

Amo esta coisinha maravilhosa que ele escreveu:

 

 

 

"Se as coisas são inatingíveis... ora!

 

Não é motivo para não querê-las...

 

Que tristes os caminhos' date=' se não fora

 

A presença distante das estrelas!"

 

 

Não é perfeito? Leiam com o coração que vão entender.[/quote']

 

 

 

Exato, isso é o que eu mais gosto do Quintana, esse jeito diferente de explicar as coisas.

 

 

 

As pulgas mordem os cachorros porque elas também têm pulgas.

 

 

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No dia 13 de março, terça, um dia antes do Dia Nacional da Poesia, às 21h30, o SescTV estreia o episódio Dois Poetas, na série CurtaDoc, que tem direção geral de Kátia Klock. O programa mostra obras dos poetas Mário Quintana (1906 - 1994) e Cruz de Sousa (1861 - 1898) ao exibir os curtas-documentários Pequenos Tormentos da Vida (2006), de Gustavo Spolidoro, e Cruz e Sousa, a Volta do Desterrado (1998), de Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting.

No curta Pequenos Tormentos da Vida, a obra de Mário Quintana é estudada por crianças de um colégio de Porto Alegre - RS, que tentam compreender o trabalho do poeta gaúcho. Entre outras atividades, a professora pede aos alunos para lerem poema homônimo ao curta, e, na sequencia, que falem sobre seus pequenos tormentos, um jeito transportar as crianças ao universo do poeta. Durante o documentário, a infância e a poesia retratada na poética de Quintana também se revelam na vida dessas crianças, seja na sala de aula, nos intervalos, nos estudos dos poemas ou na visita que elas fazem à Casa de Cultura Mário Quintana.

O segundo curta, Cruz e Sousa, a Volta do Desterrado, acompanha o cortejo dos restos mortais desse poeta, que chega a Florianópolis, antiga Desterro, nove anos após a sua morte, a pedido do governo do estado. A produção mostra a chegada da urna ao Palácio Cruz e Sousa, no Museu Histórico de Santa Catarina, e a cerimônia com a presença do governador, autoridades e público. Dois poemas de Cruz de Sousa, Marche Aux Flambeau e Emparedado, são declamados em off durante o trajeto.

Para comentar os curtas, o programa convidou o professor de cinema Fernando Vergman, que fala sobre as linguagens cinematográficas dos curtas, que ajudam a destacar a poesia de Quintana e Cruz de Sousa; a reprodução, em Pequenos Tormentos da Vida, da alegria das crianças, da poesia de Quintana e do próprio escritor; e no Cruz e Sousa, a Volta do Desterrado, a sensação que este curta passa de que é o próprio poeta que está narrando o que acontece à sua volta.

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