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Forum Cinema em Cena

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6/10 - O filme tem um tom muito bastante apropriado, Brian de Palma demonstra a mesma habilidade técnica e de ritmo de costume, porém o 3º ato ficou bastante desigual sendo que na medida que a trama oscila entre as diversas subtramas, esperava-se uma solução mais consistente, algo que pudesse tratá-las com um elo mais uniforme. E poderia ser um pouco mais curto tb ... Qto as atuações, Hilary Swank não convence como "femme fatale", Scarlet Yohanson tem pouco o que fazer, porém logicamente que a pior de todas é a mãe da personagem de Hilary. Josh Hartnett está cada vez melhor, escolhendo melhor seus papéis ... e Aaron Eckhart mantém o nível do parceiro, é um nome que merece destaque ... Ah, a trilha do Mark Isham é muito boa !!!!

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Ótimo filme. Adorei também. DePalma em grande estilo.

a Scarllet Johansson não faz absolutamente nada. E está perfeita. Ela é o que o filme precisa, uma loira linda, de lábios grandes, e sem expressão. Uma perfeita femme fatale.

 

 

E desculpa, mas acho que não dá pra reclamar de roteiro em filme desses. É como a frase que vi na crítica da contracampo sobre esse filme:

 

Cinema é imagem, Brian DePalma é um dos cineastas que melhor trabalha a imagem do cinema. Quem gosta de cinema, veja o filme, que é um dos melhores do ano. E para quem gosta de historinhas, vá ler o livro.
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Faço as minhas palavras , as do Christopher ...

E a Fiona Shaw nesse filme é como um dos Freaks do Tod Browning invadindo um filme noir do Howard Hawks ,hehehe . Ri demais , ainda que a conclusão seja absurda ( mas isso faz parte do pacote ,heheh. ) . Bem-sacado e engraçado é ver a Kd Lang cantando " Love For Sale ", de Cole Porter , na boate das lésbicas ,heheh. Um ambiente quase David Lynch . 

A apropriação de outros filmes , que é costumeira ao DePalma, é menos evidente do que em trabalhos anteriores , mas está lá sempre :enquadramentos , na edição e até na composição dos atores. Scarlett Johansson está pura Lana Turner , Josh Hartnett e Aaron Eckhart evocam as duplas de detetives , o ingênuo e o canalha e Hilary Swank é a mulher fatal bizarra.Concordo com quem falou que a cena da escada é praticamente uma auto-citação de Os Intocáveis , que todos sabemos que ele tirou de O Encouraçado Potemkin .

 

Mia Kirshner é muito subestimada . Essa bela atriz canadense está no cinema já há um bom tempo e até não teve um destaque digno de sua beleza e talento . Os momentos que ela aparece como a lendária assassinada Elizabeth Short são os melhores do filme . Mia merece ser mais reconhecida , e a aura de mistério em torno de Short merece ser explorada em outros filmes . 
Fernando2006-10-12 16:34:08
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Alguem sabe o nome do filme de um dos Trailers que passam antes do Dália Negra?

Eu vi este Trailer no Cinemark (náo sei se em outros cinemas os trailers são os mesmos)' date=' é sobre uma comédia de um morador do Afeganistão (eu acho) que vai para os EUA!

 
[/quote']

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Borat:_Cultural_Learnings_of_America_for_Make_Benefit_Glorious_Nation_of_Kazakhstan

 

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O trailer empolgou mais q o filme em si.De 1 a 10 dou nota 7 ao filme...

 

De fato tem momentos inspiradissimos como a cena em q os personagens mostra simultaneamente os personagens do Hartnett e do Eckhart em serviço e a descoberta do corpo da Elizabeth Shurt,ou então os momentos em q são mostrados os vídeos dos testes de Short.Falando nisso Mia Kishner(é assim...) oferece uma das melhores interpretações do filme junto a Hilary Swank,excelente como a Femme Fatalle Madeleine.E fora q o clima noir é superempolgante.Excelente na parte técnica tb.

 

Fora isso há irregularidade no triangulo amoroso principal e constantes idas e vindas hiperconfusas q acabam cansando um pouco...Além disso alguém vê alguma semelhança entre Hilary Swank e Mia Kishnersmiley25Prq eu num vejo...
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Acabei de voltar da sessão de Dalia Negra e só uma sensação ficou na minha cabeça, a que Brian de Palma deveria se aposentar, rápido!!! Josh Friedman deveria voltar para a escola de roteiro e  Vilmos Zsigmond deveria rever a sua tendência de difusar toda luz e sombra em cada a cena...

 

Fazia tempo que não via algo tão precário vindo das bandas americanas. E com que elenco e equipe técnica por trás.

 

Bom, De Palma abidicou de vez da direção de atores, parece que foi salve-se quem puder, um por todos e todos por um. Atores completamente fora de suas partituras, se é que o diretor traçou alguma junto com eles durante a construção, e se é que houve alguma construção...não sei qual está mais canastra e fora do tom...bom, vale reforçar que o casting foi tenebroso, De Palma e a responsável por tal função na produção deveriam ser presos...Não vale nem criticar os atores, a culpa maior é de De Palma, um completo imbecil nesta arte, se é que ele tem noção do que faz...

 

Seguimos para o roteiro. Josh, volte para a escola, ou leia livros básicos novamente, pois você não sabe nem evidenciar plot point, coisa mais básica do cinema americano...Estórias paralelas que somente atrapalham e tiram o foco. No meio da projeção se pergunta: "ué, não era um filme sobre o assassinato conhecido como Black Dahlia?" O terceiro ato é de uma precariedade de informações em forma de avalanche...bizarro. O primeiro e o segundo nem se fala. Quem aprovou este roteiro? Se é que pode se chamar de roteiro?

 

Vilmos. Por favor, reveja suas referências de construção de luz em filmes noir IMEDIATAMENTE, pois um detalhe básico foi esquecido. Noir primava pelo contraste entre luz e sombras, aperfeiçoado para o P.B, mas que usava apenas luz difusa como a luz butterfly para evidenciar a beleza das damas fatais tão clássicas no gênero noir. Este pequeno detalhe foi tomado como ponto de partida, colocando uma foto toda difusa em um filme que não poderia ser assim, apenas em cenas da atriz Scarlet Johansson. Engraçado que parece que no meio do processo eles esqueceram deste pequeno detalhe e resolveram colocar as sombras em lugares, como uma escada refletida ou na personagem contra a luz. Mas o mais hilário, é que a luz jamais é justificada, indo contra o que o noir pregrava em sua essência...enfim, uma grande decepção...O filme, devido a tanta fumaça e luz difusa parece embassado e apagado, sem pontos de luz...constrangedor.

 

Que decepção...só não saí no meio da projeção pois não gosto de fazer isso...última vez foi na fatídica continuação do Matrix, no meio da luta dos 100 agentes Smiths.

 

PS: Ressalvas para a trilha de Mark Isham, que maqueia o longa muito bem.
FeCamargo2006-10-13 21:30:48
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Bom' date=' De Palma abidicou de vez da direção de atores, parece que foi salve-se quem puder, um por todos e todos por um. Atores completamente fora de suas partituras, se é que o diretor traçou alguma junto com eles durante a construção, e se é que houve alguma construção...não sei qual está mais canastra e fora do tom...bom, vale reforçar que o casting foi tenebroso, De Palma e a responsável por tal função na produção deveriam ser presos...Não vale nem criticar os atores, a culpa maior é de De Palma, um completo imbecil nesta arte, se é que ele tem noção do que faz...

 

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Bom, nesse caso de direção de atores, eu acho que o DePalma se parece muito com o Hitchcock. O ator é apenas um instrumento de trabalho, ou, nas palavras do próprio Alfred, "ator é como gado". Realmente não há construção de personagens, a Scarlett Johansson, por exemplo, só está lá para ser loira e sensual, e acho que isso nem é necessário do cinema do DePalma. Tanto que são poucos os filmes dele com atuações realmente excelentes.

 

 

 

Seguimos para o roteiro. Josh' date=' volte para a escola, ou leia livros básicos novamente, pois você não sabe nem evidenciar plot point, coisa mais básica do cinema americano...Estórias paralelas que somente atrapalham e tiram o foco. No meio da projeção se pergunta: "ué, não era um filme sobre o assassinato conhecido como Black Dahlia?" O terceiro ato é de uma precariedade de informações em forma de avalanche...bizarro. O primeiro e o segundo nem se fala. Quem aprovou este roteiro? Se é que pode se chamar de roteiro?

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Mais uma vez vou repetir o que já disse, e é algo que inclusive está na crítica do filme na Contracampo: cinema puro é imagem, a imagem é o que importa. E o DePalma é um dos melhores diretores que trabalha isso na atualidade e que melhor faz homenagens e referências ao melhor do cinema clássico. Quem gosta de cinema, vá ver o filme e aprecie-o. E quem gosta de histórias, vá ler o livro.

 

 

Vilmos. Por favor' date=' reveja suas referências de construção de luz em filmes noir IMEDIATAMENTE, pois um detalhe básico foi esquecido. Noir primava pelo contraste entre luz e sombras, aperfeiçoado para o P.B, mas que usava apenas luz difusa como a luz butterfly para evidenciar a beleza das damas fatais tão clássicas no gênero noir. Este pequeno detalhe foi tomado como ponto de partida, colocando uma foto toda difusa em um filme que não poderia ser assim, apenas em cenas da atriz Scarlet Johansson. Engraçado que parece que no meio do processo eles esqueceram deste pequeno detalhe e resolveram colocar as sombras em lugares, como uma escada refletida ou na personagem contra a luz. Mas o mais hilário, é que a luz jamais é justificada, indo contra o que o noir pregrava em sua essência...enfim, uma grande decepção...O filme, devido a tanta fumaça e luz difusa parece embassado e apagado, sem pontos de luz...constrangedor.

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Bom, eu não entendo nada de luz ainda. Mas acho que o DePalma tentou adaptar o estilo noir para as técnicas de cinema atual, ainda que cheio de referências. E inclusive com um estilo de edição que muito lembra o utilizado nas décadas de 40 e 50.

 

 

 

E o que você achou, por exemplo, do genial plano sequência do descobrimento do assassinato da Black Dahlia? ou de como o DePalma trabalha a dualidade, ou o 'duplo' com claras referências ao expressionismo?
Christopher_P2006-10-14 01:39:42
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DePalma utilizou todos os recursos encontrados no filme noir , muito produzido na Hollywood dos anos 40 e 50 .

 

Até os momentos rocambolescos da trama , por mais constrangedores que sejam , utilizam recursos tirados desses filmes . É um exemplar do cinema puro : cinema que existe por si mesmo e dispensa explicações sociológicas e dispensa as técnicas teatrais .

 
Fernando2006-10-14 10:05:39
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Boa crítica tirada do blog www.filmesdochico.blogspot.com :

 

[o golpe do roteiro]

Há aqueles que dominam o texto, que são geniais com os atores, que sabem contar uma história como ninguém, mas os cineastas que se dedicam de verdade ao cinema não são tantos. Brian De Palma é um dos maiores cineastas realmente cinematográficos. Durante toda duração de Dália Negra, esta certeza nos bate à porta. De Palma não depende do texto para nos oferecer sua narrativa e sabe transformar em imagens, em imagens belíssimas e cuidadosíssimas, as palavras que contam a história da vez, uma história noir.

A composição do filme, os detalhes de foco e os elegantes movimentos de câmera, que se move tão suavemente que parece fazer carinho no roteiro, se sobrepõem à ação. A forma como De Palma e sua equipe excepcional conduzem o longa é mais atraente do que a história que sai do livro de James Ellroy, a história do inocente frente a um mundo perverso. O filme negro respeita, recicla e reafirma as regras de um gênero tão delicioso. Josh Hartnett, o que parecia improvável, tem uma performance acertada e é bastante crível no papel central.

A sinfonia seca de De Palma segue lenta, mas no ritmo que parece ser o mais correto e, em muitos momentos, é brilhante, mas algo dá errado no canto final por causa de muita rendição às regras do noir. As soluções para o crime que batiza o filme são concentradas num espaço pequeno demais de celulóide e estas soluções ganham tentáculos múltiplos que parecem exagerar no número de reviravoltas, na tentativa de intrincar a trama. Pecado que compromete a estrutura e até o interesse por Dália Negra, cujo roteiro, como a segunda entrada da outrora excelente Fiona Shaw, ganha ares histriônicos.

[dália negra estrelinhapequena.jpgestrelinhapequena.jpgestrelinhapequena.jpg]
direção: Brian De Palma.
roteiro: Josh Friedman, baseado em livro de James Ellroy.
elenco: Josh Hartnett, Scarlett Johansson, Aaron Eckhart, Hilary Swank, Mia Kirshner, Mike Starr, Fiona Shaw, Patrick Fischler, James Otis, John Kavanagh, Troy Evans, Anthony Russell, Angus MacInnes, Rachel Miner, Victor McGuire, Gregg Henry, Rose McGowan, Richard Brake, William Finley, k.d. Lang.
fotografia: Vilmos Zsigmond. montagem: Bill Pankow. música: Mark Isham. desenho de produção: Dante Ferretti. figurinos: Jenny Beavan. produção: Rudy Cohen, Moshe Diamant e Art Linson. site oficial:
Dália Negra. duração: 121 min. The Black Dahlia, Estados Unidos, 2006.

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Vamos lá, não vou quotar Christopher_p:

Eu realmente acho tal frase uma aberração e uma afronta. Mas Hitchcock é Hitchcock, e De Palma, é De Palma. Um, de tão genial, sabia conduzir o ator para um resultado claro sem se preocupar com construção de partitura, o outro, não tem essa capacidade, pelo menos a demonstrada neste filme, e compromete o filme por inteiro evidenciando erros de casting e outras coisas básicas do cinema comercial americano(sim, citando de forma crítica).

Se um dia Christopher, você for gravar/filmar um filme, saberá que o roteiro SEMPRE existe, e serve ou apenas de guia, como alguns acham, ou deve ser seguido a risca, como outros acham. Diretores clássicos e geniais se dividem entre essas duas vertentes, Josh e De Palma esqueceram dos dois lados da moeda, o roteirista escreveu um roteiro que mais parece um borro de informações jogadas ao vento e que desesperadamente tentam dar as mãos no final para chegar em algum lugar.

Vou te ajudar, o cinema noir, por excelência, e por uso do p.b(preto e branco) primava pela composição e contraste entre luz e sombras (influência do expressionismo alemão). Mas mesclava também com luzes difusas, utilizadas sempre para diluir as sombras e os contrastes exclusivamente nas cenas onde as famosas damas fatais apareciam (Em Dalia Negra, a incapacidade é tão grande, que chegamos ao final da projeção sem a clássica dama fatal). Uma luz ficou famosa, chamada Butterfly, que era a luz de Marlene Dietrich. Vilmos, um fotografo talentoso, claro que criando o ambiente que De Palma desejava, pegou o detalhe luz difusa e o colocou em todo o filme, tornando opaco pelo exageiro de fumaça(recurso utilizado para deixar a luz mais difusa), o que prejudicou todo o clima e a ambientação noir desejada, um erro grave, para um filme que tinha a pretenção de ser uma homenagem aos clássicos do passado.

As pessoas tem que esquecer que se trata de De Palma por exemplo, e analisar o filme, como um filme. Planos sequência, bom, vamos falar deles, são utilizados para dar uma leveza na imagem, contínua, evitar o corte, é uma quebra a narrativa clássica e sim, os criados neste filme são bonitos, mas longe de serem geniais. Nem a utilização de planos com grua De Palma utilizou bem neste filme. O próprio já fez uso desta linguagem de forma muito mais bem resolvida, como em Olhos de Serpente, por exemplo. E por falar em narrativa clássica, ou decupagem clássica, De Palma erra outra vez ao colocar uma sequência em câmera subjetiva completamente torta em seu eixo, mal feita, pois uma pessoa jamais olha daquele jeito (o que denuncia que não teve o trabalho de mapear a área de câmera para o olhar subjetivo da personagem x altura do ator) quebrando a terceira parede, o que deixa um sensação desconexa que vai contra toda a decupagem/linguagem que foi escolhida para o longa.

O diretores noir do passado e suas grandes obras devem estar neste momento, revirando no túmulo, ao ver seu gênero destruído por De Palma.FeCamargo2006-10-14 11:34:55
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Só porque ele não fez como você queria, significa que seja ruim? A cena do jantar na casa dos Linscott parece uma imersão em outra realidade. Tudo e todos ali são distorcidos, fora do seu lugar, deturpados. Quase dá para sentir o cheiro da podridão.

 

O olhar enviezado me pareceu perfeito pra transmitir a sensação de que aquele é um lugar de normalidade aparente e perversão profunda. Para chegar ao âmago dos Linscott e entendê-los, era necessário distorcer seus próprios pontos de vista também.
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respondendo...

 

 

1. Eu acho a frase divertida. 02  E bem, o cinema do DePalma é essencialmente hitchcockiano. Acho que pode-se fazer uma relação. E não acho que esse seja um filme que necessite de boas atuações. Tanto que com exceção da Mia Kirshner, nenhum dos atores está realmente bem. Mas é algo que não me incomoda nem pouco e acho que nem deveria incomodar no cinema depalmiano. 

 

2. já que você mencionou, em alguns anos eu pretendo sim fazer filmes. 02 . E o roteiro sempre existe, lógico (ao menos em longa-metragens). E o roteiro de Dália Negra é um roteiro ruim, aquele final cheio de revelações jogadas ao público comprova isso. Mas é como eu já disse, o cinema de DePalma é essencialmente feito de imagens, ele faz um exemplar de cinema puro. É para quem gosta de cinema. Se você gostar de histórias , leia o livro do James Ellroy que dizem ser muito bom.

 

3. sobre a luz e a fotografia, sou ainda um leigo no assunto. Mas como o cinéfilo que sou achei que o filme captou bem o clima noir. Sei lá.

 

4. Acho que é impossível ver esse filme esquecendo que é do DePalma. Até porque o que ele faz é cinema autoral, ele põe sua marca nos seus filmes. Acho até que você tem que ver lembrando que é do DePalma, e conhecendo o cinema do diretor, você gosta ainda mais do filme.  E eu acho a sequência do descobrimento do assassinato genial (só perde mesmo para aquele do Olhos de Serpente, que é primoroso, e é uma pena o resto do filme ser tão ruim).

 

 

E eu preciso ver O HOMEM QUE RI, urgente.   heehheeh
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Só porque ele não fez como você queria' date=' significa que seja ruim? A cena do jantar na casa dos Linscott parece uma imersão em outra realidade. Tudo e todos ali são distorcidos, fora do seu lugar, deturpados. Quase dá para sentir o cheiro da podridão.

 

O olhar enviezado me pareceu perfeito pra transmitir a sensação de que aquele é um lugar de normalidade aparente e perversão profunda. Para chegar ao âmago dos Linscott e entendê-los, era necessário distorcer seus próprios pontos de vista também.
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Câmera subjetiva, prima por dar a visão do personagem em primeira pessoa. O filme, em nenhum momento parte para o expressionismo, tentando distorcer formas e nem mesmo sombras, portanto, sua declaração cai por terra. Sua sensação de imersão é feita basicamente por que ali, introduzem personagens com tons acima, o que vai contra o resto da mise en scene adotada pelo longa. Segundo, a câmera está em posição errada sim, o que quebra o eixo de visão (bom, Visconti quebra o eixo de câmera em Rocco e Seus Irmãos, até aí...) denunciando a posição errada da câmera. Além do que, é muito mal feita, pois fica claro que não houve mapeamento de câmera.

 

Não é essa a questão, como você colocou, se eu queria ou não. É pelo simples fato de que foi feita de forma errada, o que chega a assustar, pois é um erro primário, foi colocada dentro de uma linguagem que não é pertinente e que quebra com narrativa além de não ser justificada em nenhum momento. É gratuito, e isso, para um cineasta é mortal.
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 4. Acho que é impossível ver esse filme esquecendo que é do DePalma. Até porque o que ele faz é cinema autoral' date=' ele põe sua marca nos seus filmes. Acho até que você tem que ver lembrando que é do DePalma, e conhecendo o cinema do diretor, você gosta ainda mais do filme.  E eu acho a sequência do descobrimento do assassinato genial (só perde mesmo para aquele do Olhos de Serpente, que é primoroso, e é uma pena o resto do filme ser tão ruim).

 

 
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Bom, aí você se fode (ref. sua analogia), pois parte para uma analise já afetada e comprometida. Não é pq o filme pertence a tal diretor, que anteriormente fez grandes filmes, que ele está isento de fazer lixos cinematograficos. Assim, desse jeito, parece que você vai para o lado fanzoizístico da coisa.

 

O curioso, é que a Dalia Negra pode ser criticado de forma objetivamente clara, pois os erros contidos nele, são todos tão técnicos que afetam o filme mortalmente, prejudicando partir para uma discussão subjetiva, seria perda de tempo...
FeCamargo2006-10-14 15:29:44
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 4. Acho que é impossível ver esse filme esquecendo que é do DePalma. Até porque o que ele faz é cinema autoral' date=' ele põe sua marca nos seus filmes. Acho até que você tem que ver lembrando que é do DePalma, e conhecendo o cinema do diretor, você gosta ainda mais do filme.  E eu acho a sequência do descobrimento do assassinato genial (só perde mesmo para aquele do Olhos de Serpente, que é primoroso, e é uma pena o resto do filme ser tão ruim).

 

 
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Bom, aí você se fode (ref. sua analogia), pois parte para uma analise já afetada e comprometida. Não é pq o filme pertence a tal diretor, que anteriormente fez grandes filmes, que ele está isento de fazer lixos cinematograficos. Assim, desse jeito, parece que você vai para o lado fanzoizístico da coisa.

 

O curioso, é que a Dalia Negra pode ser criticado de forma objetivamente clara, pois os erros contidos nele, são todos tão técnicos que afetam o filme mortalmente, prejudicando partir para uma discussão subjetiva, seria perda de tempo...

 

 

Nenhum diretor está isento de fazer lixos, óbvio. O que quero dizer é que é preciso conhecer o cinema de certos diretores autores, eu acho que é preciso aprender a gostar do cinema de certos diretores.  Você não pode esperar uma qualidade técnica e ótimos planos-sequência de um filme do Woody Allen, assim como você não pode esperar um roteiro realmente bem elaborado de um filme do DePalma. Esses simplesmente não são o estilo desses diretores.

 

 

E sei não, mas você foi a primeira pessoa que vi a reclamar da qualidade técnica de Dália
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Só porque ele não fez como você queria' date=' significa que seja ruim? A cena do jantar na casa dos Linscott parece uma imersão em outra realidade. Tudo e todos ali são distorcidos, fora do seu lugar, deturpados. Quase dá para sentir o cheiro da podridão.

 

O olhar enviezado me pareceu perfeito pra transmitir a sensação de que aquele é um lugar de normalidade aparente e perversão profunda. Para chegar ao âmago dos Linscott e entendê-los, era necessário distorcer seus próprios pontos de vista também.
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Câmera subjetiva' date=' prima por dar a visão do personagem em primeira pessoa. O filme, em nenhum momento parte para o expressionismo, tentando distorcer formas e nem mesmo sombras, portanto, sua declaração cai por terra. Sua sensação de imersão é feita basicamente por que ali, introduzem personagens com tons acima, o que vai contra o resto da mise en scene adotada pelo longa. Segundo, a câmera está em posição errada sim, o que quebra o eixo de visão (bom, Visconti quebra o eixo de câmera em Rocco e Seus Irmãos, até aí...) denunciando a posição errada da câmera. Além do que, é muito mal feita, pois fica claro que não houve mapeamento de câmera.

 

Não é essa a questão, como você colocou, se eu queria ou não. É pelo simples fato de que foi feita de forma errada, o que chega a assustar, pois é um erro primário, foi colocada dentro de uma linguagem que não é pertinente e que quebra com narrativa além de não ser justificada em nenhum momento. É gratuito, e isso, para um cineasta é mortal.
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Se você pensa assim, Ok. Continuo não vendo incongruência entre o posicionamento pouco ortodoxo da câmera na cena do jantar e essa suposta ausência de expressionismo, distorção de formas ou coisas do gênero, até porque De Palma utilizou simbologias mais interessantes. Entrelinhas podem ser muito mais poderosas que elementos gráficos.

 

Logo no saguão de entrada Bucky é apresentado a um cachorro empalhado, o animal de estimação da casa que havia sido morto a tiros por seu dono em um arroubo de contentamento, para imortalizar a ocasião - e isso é considerado um gesto de amor.

 

Quer sinal mais evidente de distorção de valores do que esse?
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O erro está lá, se não lhe incomoda Alexei, que ótimo! Mas eu, como profissional da área, vendo algo feito daquele jeito, é um quase assassinato, e tenha certeza, não há mínima intenção de mudar o eixo ali. É um belo e grandioso erro. É quase como ver o boom em quadro, realmente amador. E vindo de quem, De Palma, que sempre apresenta belíssimos planos, é aí que mora a maior tristeza.

 

Sobre simbologias, ai é outro terreno, impossível de se manter discussão, pois é subjetividade pura...

 

Citei o expressionismo para contrapor seu argumento de que foi proposital tal erro para distorcer os pontos de vista, como você disse. O que não existe.
FeCamargo2006-10-15 12:39:57
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 Christopher_p:

 

Mas esse estilo não pode se sobrepor a uma análise. Simples assim.

 

E críticos não iriam reclamar de nada, pois na maioria, não tem absoluta noção do que falam e não tem capacidade para criticar uma fotografia e sua composição e execução. Está bonito, então está certo!03 Entre no site da ABC e vá ver as dicussões sobre este fatídico filme com profissionais do mercado!03
FeCamargo2006-10-15 12:39:23
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trecho da crítica da Filipe Furtado sobre Dália Negra na Revista Paisá desse mês:

 

  "Quase tudo de importante no filme acontece distante do olhar do insignificante Bucky (e por conseqüência do nosso), restando à câmera de De Palma filmar as conseqüências. Dália Negra é um dos poucos filmes de Brian De Palma em que o cineasta é obrigado a lidar com personagens ricos. Como em trabalhos anteriores, ele opta por um retrato em tom de humor grotesco, mas atingindo uma eficácia ausente das tentativas anteriores. A seqüência em que Bucky vai a um jantar na casa dos Linscott, a família milionária de uma das suspeitas (Hilary Swank) é provavelmente a melhor seqüência cômica da carreira de De Palma, quase toda ela filmada numa câmera subjetiva em que temos a visão propositalmente exagerada de Bucky, verdadeiras gárgulas. Esta caricatura se encaixa no retrato dos piores impulsos de Los Angeles que De Palma desenha aqui."

 

 

 

Eu somente acho que um cineasta do porte do Brian DePalma não iria cometer um "erro" assim.  Essa subjetiva exagerada certamente teve um propósito.

 

 

E no filme há várias referências e homenagens ao expressionismo.

pá....
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