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The Fox

Brian de Palma

Qual é o melhor filme de Brian de Palma?  

71 members have voted

  1. 1. Qual é o melhor filme de Brian de Palma?

    • Femme Fatale
      2
    • Um Tiro na Noite
      8
    • Pecados de Guerra
      1
    • Missão Impossível
      3
    • O Pagamento Final
      9
    • Vestida Para Matar
      5
    • Dália Negra
      0
    • Os Intocáveis
      27
    • Dublê de Corpo
      4
    • Scarface
      19
    • Carrie, a estranha
      4
    • Outro. Qual?
      2


Recommended Posts

 

Baixei Trágica Obsessão...um dos poucos que não vi dele...mas vejo que esse filme é pouco comentado aqui...alguém já viu?

 

Obra-primaça-aça-aça. Um dos melhores do De Palma. É pouco comentado hoje em dia porque só existe uma edição em dvd de mil novecentos e bolinha.

 

Corriam rumores de que a Criterion lançaria o filme em bd' date=' mas agora com a confirmação do lançamento de Blow-Out, não sei se eles engatam outro ou se o boato estava errado...
[/quote']

 

 

Bom saber, não sei como esse filme tinha me escapado até hoje...eu que tanto adoro Um Tiro na Noite, Vestida para Matar, Dublê de Corpo e outros do mestre.

 

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Coincidentemente, por esses dias vi que "Obsession" foi lançado em dvd na França, edição de 2008, anamórfica. Acabei comprando, junto com "Snake Eyes", também anamórfico (a edição que eu tinha era letterbox 09 ). Não ia aguentar ficar esperando esse boato de bd 06 , queria ver projetado logo...

 

Falar nisso, na última quarta vi "Vestida Para Matar" no cinema, em película 16

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 Visto A FURIA

 

the-fury.jpg

 

 Um filme menor do De Palma. Não é ruim, mas dos que ví até aqui, achei o mais fraquinho do cara. O diretor volta a abordar o tema da paranormalidade, que ele já havia visitado em CARRIE, e cria cenas bem interessantes utilizando os poderes dos personagens, como na cena em que a jovem Gillian (Amy Irving) perde o controle, e causa uma hemorragia em uma médica, fazendo-a sangrar por todos os orificios.

 

 Mesmo com cenas interessantes ao longo do filme, A FURIA carece de ritmo, e tem um climax falho na minha opinião. Mas apesar dos defeitos, o filme tem seus bons momentos, e vale a conferida.

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 Visto VESTIDA PARA MATAR

 

dressed_to_kill_1980_poster.jpg

 

  A historia gira em torno do assassinato de Kate Miller (Angie Dickson), morta em um elevador por uma misteriosa mulher loira. Uma prostituta(Nancy Allen) testemunha o crime, e se torna suspeita de te-lo cometido. Paralelamente, o filho da vitima(Keith Gordon) inicia uma investigação por conta propria. Todas as pistas parecem apontar para um dos pacientes do Dr. Robert Elliot (Michael Caine), psiquiatra da falecida Kate.

 

 Em VESTIDA PARA MATAR, De Palma paga um grande tributo ao mestre Alfred Hitchcock, coisa que faria com ainda mais intensidade posteriormente com DUBLÊ DE CORPO. O grande homenageado de VESTIDA PARA MATAR é o classico PSICOSE. Varios recursos daquele filme ressurgem aqui, como a vitima acuada no chuveiro, o serial killer travesti, e mesmo a falsa protagonista. Com certeza, o filme é (mais uma) bela homenagem ao mestre do suspense, e faz isso sem se tornar um plagio, tendo sua propria identidade.

 

 VESTIDA PARA MATAR é um suspense bem competende do De Palma. Peca em alguns momentos por falta de sutileza, mas no geral, é um otimo filme.

 

 

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Depois de finalmente assistir a Pecados de Guerra, notei que afamado, acima de tudo, por seus suspenses abarrotados de acenos homeageando Hitchcock, De Palma legou-nos um díptico (formado por este e o radical Guerra Sem Cortes) que sugere ser a guerra o tópico mais sensível para ele, numa esfera pessoal, em seu corpo de trabalho.

Em

formato narrativo convencional e tom operático, em oposição à estrutura

documental do longa de 2006 acerca do conflito no Iraque, Pecados

situa-se no Vietnã, baseia-se em eventos reais e conta com a destreza

típica do diretor para criar imagens fortes, invocar sentimentos que

levam à reflexão, enfim, tecer seu argumento.

 

Para De Palma, a

'desumanidade do homem para com o próprio homem' adquire contornos

incontroláveis em períodos de confronto, não bastando para contê-la a

organização dos corpos militares nem a distinção entre civis e

combatentes.

 

A preocupação com a mulher, vítima fácil do descontrole de

soldados, salta à vista. Sem insistir forçadamente em psicologismos para

tentar lançar luz sobre os motivos dos criminosos, o roteiro retrata

essa explosão mal-direcionada de violência como um brutal fato da vida.

 

  1. Carrie: 5/5 [comentário 1][comentário 2]

  2. Femme Fatale: 5/5 [comentário]

  3. Guerra sem Cortes: 5/5
  4. Scarface: 5/5 [comentário]

  5. Pecados de Guerra: 4/5 [novo]
  6. Síndrome de Caim: 4/5 [comentário]
  7. Os Intocáveis: 4/5
  8. Dublê de Corpo: 4/5 [comentário]

  9. Fantasma do Paraíso: 4/5
  10. Dália Negra: 4/5 [comentário]

  11. O Pagamento Final: 3/5 [comentário]
  12. Vestida para Matar: 3/5
  13. Missão: Marte: 3/5 [comentário]
  14. Irmãs Diabólicas: 3/5
  15. Missão: Impossível: 3/5
  16. Um Tiro na Noite: 2/5 [comentário]

  17. Olhos de Serpente: 2/5
  18. Fogueira das Vaidades: 2/5 [novo]

  19. A Fúria: 2/5

 

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1- Dublê de Corpo - 10/10
2- O Pagamento Final - 10/10
3- Vestida Para Matar - 9,5/10
4- Carrie - 9/10
5- Trágica Obsessão - 9/10
6- Femme Fatale - 9/10
7- Irmãs Diabólicas - 8,5/10
8- Um Tiro na Noite - 8,5/10
9- Os Intocáveis - 8/10
10 - Dália Negra - 5,5/10
11 - Scarface - 4/10

Virou o meu diretor favorito.


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 Visto O FANTASMA DO PARAISO

 

266578.1020.A.jpg

 

 Na trama, o misterioso produtor musical Swan(Paul Williams) rouba a musica de Winslow Leach(Willian Finley), um compositor iniciante, para usa-la na abertura do "Paraiso", templo do rock fundado por ele. Irado, Leach tenta se vingar, mas acaba tendo o rosto desfigurado na frustrada tentativa. Agora, Leach passa a assombrar o Paraiso sob a identidade do Fantasma, ao mesmo tempo em que se apaixona por Phoenix(Jessica Harper), uma cantora que tenta sorte na casa de shows. Mas o que Leach não conta é que o diabolico Swan tem muito mais recursos do que aparenta, e cobiça Phoenix para si.

 

 Em O FANTASMA DO PARAISO, Brian De Palma mistura classicos como O FANTASMA DA OPERA, FAUSTO e em menor escala O RETRATO DE DORIAN GRAY, inclusive com referencias visuais diretas a estes classicos, como quando o heroi lê o contrato proposto pelovilão(em um plano muito parecido ao classico FAUSTO de F.W. Murnau, ou quando o Fantasma ilumina sua musa, cena semelhante ao filme estrelado por Lon Chaney

 Com esta mistura, o diretor conta uma historia que se divide entre musical de rock, historia de vingança, comédia, e pactos com o demonio. Dá-se a impressão que o filme atira para todos os lados, mas não atinge alvo nenhum. Mesmo as classicas referencias hitchcockianas do cineasta surgem aqui totalmente deslocadas, em uma cena em que Winslaw Leach banca o Norman Bates, ao atacar um musico que esta tomando uma ducha.

 

 Claro que fica evidente o tempo todo que O FANTASMA DO PARAISO não é um filme pra ser levado a serio. Fica-se com a impressão que deveria ter sido uma comédia musical, mas realmente De Palma erra a mão aqui, fazendo deste filme o mais fraco de seus trabalhos que vi até então. Por que nenhuma das piadas que surgem durante o filme realmente funcionam.

 

 Esteticamente, o filme carrega no psicodelismo, seja pelos creditos iniciais, ou na primeira aparição de Swan, que parece quase uma verdadeira orgia. mesmo nas sequencias mais sombrias, como aquela em que o fantasma observa através da clarabóia o vilão Swan na cama com sua amada, este psicodelismo se faz presente. Mesmo assim, falta algo no filme. Falta aquele apuro estético pelo qual De Palma ficou conhecido.

 

 TOP DE PALMA

 

1) OS INTOCAVEIS

 

2) CARRIE: A ESTRANHA

 

3) O PAGAMENTO FINAL

 

4) DUBLÊ DE CORPO

 

5) SCARFACE

 

6) VESTIDA PARA MATAR

 

7) MISSÃO IMPOSSIVEL

 

8) DALIA NEGRA

 

9) FEMME FATALE

 

10) A FURIA

 

11) O FANTASMA DO PARAISO

 

Valeu16
Questão2011-07-14 01:39:03

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 Visto PECADOS DE GUERRA

 

pecados-de-guerra.jpg

 

 Na trama, durante a Guerra Do Vietnã, o Soldado Erikson(Michael J. Fox) luta no pelotão liderado  pelo Sargento Tony Meserve(Sean Penn). Meserve odeia os vietnãmitas, e esse odio só cresce quando um de seus homens morre em uma emboscada que conta com o apoio de aldeões vietnãmitas. Esse episodio faz com que Meserve sequestre uma garota vietnãmita de outra aldeia, para que ela seja o brinquedo sexual de seu batalhão. Mas Erikson não aceita este absurdo, o que vai coloca-lo não apenas contra o Sargento Meserve, mas tambem contra sua propria tropa.

 

 PECADOS DE GUERRA é um filme bem interessante de Brian De Palma. Tem um começo um pouco arrastado, mas a partir do sequestro da camponesa vietnãmita, o filme ganha ritmo, e não para mais. Apesar de ter o conflito Do Vietnã como cenario principal, o filme tem poucas cenas de batalha, se concentrando mais na tensão psicologica que surge dentro do batalhão liderado por Mesearve. Apesar de ser um filme "De Guerra" a historia podeia se passar em qualquer conflito que o homem se envolva. Em resumo, é um filme que mostra o quão cruel o ser humano pode ser. 

 

  O filme merece pontos tambem por não se alongar demais, como muitos dos filmes do gênero fazem. Enxuto, esta obra do De Palma conta a historia que tem que contar no tempo certo, sem barriga alguma. Como de praxe, o cineasta usa a historia para criar deliciosos momentos de suspense Hitchcockiano, onde o diretor manipula o tempo de forma a maximizar a tensão, como na sequencia que culmina no sequestro da garota, ou o atentato sofrido por Erikson em certo momento.

 

 A parte tecnica do filme, é muito boa tambem. A fotografia evoca o aspecto naturalmente sombrio da historia. A direção de arte é contida, não chamando atenção demais para si, mas tambem sabendo brilhar nos momentos certos, como na sequencia que envolve um acidente sofrido por um jovem recruta atrapalhado. A trilha sonorqa composta pelo mestre Ennio Morricone dá o tom trágico da historia, sendo bastante funcional e coerente com o filme.

 

 Michael. J. Fox, o eterno Marty McFly, convence como o Soldado Erikson, um´idealista que acredita nos ideais que supostamente estão defendendo, mas que vera todas as suas crenças serem despedaçadas ao longo da narrativa. Um personagem que nas mãos de um ator menos carismatico poderia não funcionar, mas carisma J. Fox tem de sobra.

 

 Já o Sargento Mesearve de Sean Penn, em seu primeiro trabalho com De Palma, representa todo o sadismo da guerra, mas ao mesmo seu tempo, seu personagem surge como o mais complexo de PECADOS DE GUERRA, já que ao mesmo tempo em que é retratado como um homem sádico, Mesearve tambem é um homem que se preocupa com a segurança de seus homens, sente quando perde um deles. O interessante é que Penn e De Palma constroem essa humanidade do personagem de forma incrivelmente sutil, nunca nos atirando isso na cara. Percebam por exemplo como Mesearve se isola do grupo após perder um companheiro, mas De Palma torna este isolamento sutil ao colocar Sean Pean se barbeando em 1º plano, e o resto da tropa ao fundo. Simplesmente genial.

 

 Entre os coadjuvantes, temos John. C Reilly estreando no cinema como o Soldado Herbert Hatcher, um sadico que é sempre o primeiro a se oferecer para as atrocidades propostas por Mesearve, e John Leguizamo(em sua primeira colaboração com o diretor) como Antonio Diaz, um jovem soldado que compartilha da visão de Erikson sobre a situação da camponesa vietnãmita, mas que não tem a mesma fibra do companheiro. 

 

 Enfim, PECADOS DE GUERRA é um filme que merece ser conferido. Não esta entre os trabalhos mais fortes do diretor, mas esta bem longe de estar entre os mais fracos.

 

Valeu16   
Questão2011-07-24 21:12:16

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 Visto MISSÃO: MARTE

 

missao-marte.jpg

 

 A trama se passa em um futuro não muito distante, quando a NASA envia ao planeta Marte a primeira missão tripulada. Algum tempo depois, a NASA recebe uma trasmissão de Luke Graham(Don Cheadle) que desesperado, alega que toda a sua tripulação morreu quando tentaram realizar uma pesquisa.

 

 Ao perder o contato com Luke, uma missão de resgate liderada por Woody Blake(Tim Robbins) é lançada ao planeta vermelho. Fazem parte tambem desta missão de resgate,a esposa de Woody, Terry(Conie Nielsen), Jim McConnel(Gary Sinise) que como Woody nutre uma grande amizade por Luke, e fechando o grupo, há o novato Phil Ohlmyer(Jerry O'Conell). O objetivo da missão alem de tentar resgatar Luke, é descobrir qual a natureza do acidente que vitimou a tripulação da primeira missão.

 

  Em MISSÃO:MARTE, não foram só os astronautas que vão a terreno inexplorado.  Brian De Palma tambem se arriscou no terreno da ficção cientifica, mas infelizmente esta exploração resulta em um filme bem morno. Embora tente construir um clima de camaradagem entre os astronautas, a historia nunca dá carisma de fato aos personagens, o que neste tipo de filme é um problema. Vindo de De Palma, isso é realmente uma pena, ainda mais quando ela trabalhou essa questão muito melhor e com bem menos tempo em filmes como PECADOS DE GUERRA e MISSÃO IMPOSSIVEL. O misterio envolvendo Marte tambem não conseguiu despertar o meu interesse, e sua resolução excessivamente didatica não ajudou muito não.

 

 Tecnicamente, o filme tem seus altos e baixos. Por um lado, as varias sequencias que mostram os personagens em gravidade zero ou quase zero são irreprensiveis, por outro alguns efeitos visuais surgem extremamente toscos, como a gigantesca tempestade de areia que ataca a primeira tripulação, ou o alienigena que surge no climax do filme,  uma criatura construida em um CGI realmente vergonhoso, mesmo para a epoca. Na trilha sonora, o cineasta repete sua parceria com o mestre Ennio Morricone, com quem já havia trabalhado em PECADOS DE GUERRA e OS INTOCAVEIS. Esta colaboração aqui acaba sendo não apenas o trabalho mais fraco da dupla, mas tambem o mais fraco da carreira de Morricone.

 

 Apesar dos pesares, De Palma ainda consegue criar momentos bem interessantes. O plano sequencia que mostra a interação dos personagens principais na festa que abre o filme é bem interessante. Outro plano sequencia mostrando a dança de Wood com a esposa em baixa gravidade tambem é lindamente filmado. Alías, quase toda a viagem a Marte tem como principal referencia o classico 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO do mestre Stanley Kubrick. Mas o momento que faz MISSÃO: MARTE realmente valer a pena, é a tensa sequencia que mostra a chegada da tripulação de resgate ao planeta vermelho. Alí De Palma mostra por que merece a alcunha de discipulo do meste Alfred Hitchcock, criando varios nucleos de tensão, desde o momento em que os astronautas são obrigados a sair da nave, até o final surprendente desta sequencia.

 

 Não há muito o que se dizer quanto as atuações. Tim Robbins e Conie Nielsen, apesar de protagonizarem a cena mais foda do filme, parecem perdidos em cena a maior parte do tempo. O Luke Graham de Don Cheadle exatamente a mesma coisa. O unico que ganha algum desenvolvimento é o personagem de Gary Sinise. Ainda de luto pela morte da esposa ocorrida pouco tempo antes, o personagem parece sempre cabisbaixo, mas vai ganhando mais folego a medida que chega perto de resolver o misterio de Marte. Mas o roteiro não constroi bem esta evolução, e mesmo Sinise, um ator que pessoalmente acho bem carismatico, não conseguiu dar este carisma que seu Jim McConnel necessitava.

 

 Enfim, MISSÃO: MARTE é um dos mais fracos do Brian De Palma. É um filme que pra ruim  não serve, mas pra bom tambem não. Realmente uma pena.

 

Valeu16
Questão2011-08-04 05:35:50

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De Palma de volta! - 19/08/2011 08:59

por Heitor Valadão


briandepalma_01.jpg Depois de uma seca de quase quatro anos, finalmente o mestre Brian De Palma dirigirá um novo filme. É o thriller The Key Man, que remete aos filmes paranóicos dos anos 70 como Os 3 Dias do Condor e Maratona da Morte. A trama envolve um pai solteiro que é perseguido por agentes do governo porque em seu corpo há respostas para importantes segredos de estado.


O último filme de De Palma foi o poderoso Redacted, que mostra o dia a dia dos soldados americanos durante a invasão do Iraque. Todas as imagens simulavam câmeras domésticas ou sistemas de vigilância, como um falso documentário. O longa foi repudiado nos EUA por pintar um retrato nada belo de seu próprio exército.


The Key Man já tem acordos de financiamento e distribuição, diferente dos outros dois projetos que o diretor vem cozinhando há anos: um remake do drama francês Crime D´Amour de Alain Corneau e o suspense Toyer.

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 Visto SINDROME DE CAIN

 

supercine-anarquia.blogspot.com.jpg

 

 Na trama, Carter Nix(John Lithgow) é um psicologo infantil que se retirou do trabalho para pder acompanhar o crescimento da filha pequena. Entretanto, esta não é a unica coisa que Carter tem feito com seu tempo livre. Sofrendo de transtorno de multipla personalidade, Carter vem sequestrando crianças, para o que tudo indica, dar continuidade aos bizarros experimentos psicologicos de seu pai. A coisa se complica quando a esposa de Carter(Lolit Davidovich) começa a ter um caso com uma antiga paixão(Steven Bauer) fazendo com que Carter perder o controle, e se tornar cada vez mais perigoso.

 

 SINDROME DE CAIN é um belo filme do De Palma. Juntamente com VESTIDA PARA MATAR e DUBLÊ DE CORPO, este filme é mais um tributo do cineasta ao mestre do suspense Alfred Hitchcock. Varios elementos da obra do cineasta inglês são vistos aqui. A começar pelo assassino que sofre de transtorno de personalidade, tal como no classico PSICOSE. Alias, muitas são as semelhanças entre Carter Nix e Norman Bates, vilão do classico de 1960. Ambos costumam se livrar de suas vitimas escondendo seus corpos em carros jogados dentro de pântanso, e os dois personagens vestem-se de mulher em algum momento do filme.

 

 Alem das claras homenagens a PSICOSE, outros elementos da obra de Hitchcock podem ser pescados na historia, como o homem que é acusado injustamente, ou a relação da esposa que considera largar o marido aparentemente perfeito ao reviver uma paixão do passado, tal como em DISQUE M PARA MATAR.

 

 Não apenas Alfred Hitchcock é homenageado. Brian De Palma presta uma justa auto homenagem, muito elegante por sinal, ao referenciar no climax deste filme, passagens marcantes de duas de suas obras mais celebres, OS INTOCAVEIS e o já citado hitchcockiano VESTIDA PARA MATAR.

 

 Mas SINDROME DE CAÍN vale a pena somente pelo festival de homenagens e auto homenagens? Com certeza não. De Pálma, que tambem é responsavel pelo roteiro, cria uma historia simples, mas muito instigante. A condução é simplesmente magistral. Em certo momento, o cineasta utiliza o velho recurso do pesadelo duplo de maneira bem criativa, e assim, cria um perturbador clima de medo e delirio, que demora a abandonar o expectador. Os planos são compostos com a elegancia habitual do diretor, e devo destacar um lindo e bem realizado plano sequencia que mostra todo o caminho realizado por dois policiais e uma psicologa de uma sala da delegacia até o necrotério local, onde uma informação importante sera dada para o publico.

 

 A trilha sonora composta por Pino Donaggio, com quem De Palma já havia trabalhado no já citado DUBLÊ DE CORPO se encaixa bem na proposta do filme, alternando entre uma trilha melâncolica e tétrica, e acordes que remetem diretamente a Bernard Hermann em trabalhos como o já citado PSICOSE e UM CORPO QUE CAI.

 

 John Lithgow interpreta o protagonista de forma brilhante. Quem acompanha a serie DEXTER, onde ele viveu o assassino Trindade, sabe que o ator sabe interpretar um maniaco psicopata, e ao assistir o filme, vai constatar que não é de hoje. Muitos atores devem querer viver um personagem que sofre de multipla personalidade, e Lithgow agarrou essa oportunidade com vontade. Ele interpreta todos os seus personagens de forma compententissima, seja o inseguro e timido Carter, seja o frio e cruel Cain, seja o maquavélico Dr. Nix, ou a criança em corpo de adulto Josh.

 

 Lolita Davidovich usa sua beleza para compor Jenny, a esposa de Carter. E na verdade é o que basta. Não se destaca, mas tambem não compromete. A atriz não tinha muito o que fazer com a personagem mesmo. Já a veterana Frances Sternhagen tem uma participação pequena, mas muito importante como a Doutora Lynn Waldhein.

 

 Enfim, SINDROME DE CAIN é um excelente filme do diretor. Honesto em suas intenções, e realizado com extrema maestria e elegância. Com certeza vale a conferida.

 

Valeu16
Questão2011-08-21 01:48:35

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 Visto UM TIRO NA NOITE

 

220px-SideStreetposter.jpg

 

 Na trama, Jack Terry(John Travolta) é um tecnico de som que trabalha em filmes de terror B. Certa noite, enquanto captava sons ambiente para sua biblioteca de som, Jack grava um acidente de carro que mata um forte candidato a presidencia, e só não vitima Sally(Nancy Allen), a amante do politico, pois Jack a salva. O problema surge quando Jack ouve as gravações que fez, e percebe que o desastre automobilistico que matou o candidato não teve nada de acidental. A partir dai, o técnico de som se vê envolvido em uma conspiração que pode colocar a sua vida e a de Sally em perigo.

 

 Mais um filme bem legal do De Palma. Com UM TIRO NA NOITE, o cineasta entrega ao expectador um suspense que contem boas doses de humor negro. Apesar da obvia refêrencia a PSICOSE no começo do filme(De Palma já havia feito algo semelhante em O FANTASMA DO PARAISO) este filme não é uma homenagem escancarada a Alfred Hitchcock, como outras obras do diretor, mas ainda sim, nota-se grande influencia da obra do diretor inglês aqui.

 

  Jack Terry lembra em muitos aspectos o protagonista do classico JANELA INDISCRETA. Mas enquanto o personagem de James Stewart testemunhava o desenrolar da ação através de sua janela, o personagem de John Travolta faz isso através de seus microfones. Inclusive, no climax dos dois filmes, vemos os personagens testemunharem angustiados, suas amadas em situação de perigo sem que possam fazer muita coisa. O final de UM TIRO NA NOITE esta entre os melhores que o diretor filmou, soando irônico, trágico e tocante, tudo ao mesmo tempo, coisA dificil de se conseguir.

 

 Como de costume, Brian De Palma conduz a sua câmera com elegância e precisão. Aos já classicos momentos de suspense hitchcockiano, como na sequenca em que o assassino vivido por John Lithgow se prepara para estrangular uma mulher no banheiro do mêtro. Outra cena que merece destaque, é quando o protagonista procura uma determinada fita em seu estudio de som, e a camera fica girando em seu proprio eixo sem que haja nenhum corte, o que só nos ajuda a compartilhar a angustia que Jack Terry esta sentindo. Uma pena que as belas imagens do filme não tenham uma trilha a altura, pois a composta para este filme é apenas correta, longe do trabalho de Morricone em OS INTOCAVEIS ou de Donnagio em SINDROME DE CAIN.

 

 A montagem do filme merece comentarios tambem. Ela é bastante inteligente ao nos mostrar através do recurso da tela dividida o que Jack esta ouvindo através de seu microfone. Ao mesmo tempo, é inteligente ao saber como usar este recurso, sabendo exatamente quando é melhor que vejamos o que o heroi ouve, e quando é melhor que não vejamos. Por outro lado, ela falha por ser didatica demais em alguns momentos, quando temos que rever junto com Jack trechos inteiros de determinada cena, quando o que realmente interessava só estava no final.

 

 Na parte do elenco, John Travolta em sua segunda colaboração com o diretor, manda bem como Jack Terry. Inicialmente envolvido na trama por estar no lugar errado na hora errada, mas a medida que o filme avança, vemos que Jack torna-se realmente obcecado em expor a conspiração. Já Nancy Allen, que já havia trabalhado com De Palma em filmes como CARRIE: A ESTRANHA e VESTIDA PARA MATAR e era casada com ele na epoca, vive Sally como uma jovem doce, mas um pouco burrinha. A atriz consegue cativar o público não só com sua beleza, mas nos fazendo realmente gostar de Sally e nos preocupar com ela. Fechando o elenco principal, temos John Lithgow, outro colaborador habitual do cineasta, vivendo o vilão Burke, que infelizmente surge inexpressivo e pouco ameaçador em cena, apesar de estar presente nas melhores cenas do filme.

 

 Enfim, UM TIRO NA NOITE é um bom filme de Brian De Palma. Infelizmente, Falta algo a ele para que esteja entre o melhor que o diretor já fez. Em alguns momentos, a narrativa dá umas voltas desnecessarias, sem nos oferecer nada em troca. Mas tirando estas pequenas derrapadas, UM TIRO NA NOITE ainda é entretênimento de primeira, e vale a conferida, estando muito longe de ser considerado um "filme fraco do De Palma.

 

 Valeu 16 

 

 
Questão2011-08-22 01:53:49

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Tava passando agora na TV Missão: Impossível, fazia tempo que não revia esse. É bem bom. Me fez lembrar de passar aqui e postar meu top De Palma.

 

01. Scarface

02. Os Intocáveis

03. Carrie

04. Olhos de Serpente

05. Missão: Impossível

06. Dublê de Corpo

07. Femme Fatale

08. Dália Negra

09. Missão Marte

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Brian De Palma vai adaptar livro de Émile Zola
10/09/13 - 14h45
 
por Antonio Tinoco

1.jpeg

O próximo filme do diretor Brian De Palma (Scarface, Passion) será uma adaptação livre da obra Thérèse Raquin, do francês Émile Zola.

Escrito em 1867, o livro é um dos principais representantes do Naturalismo. Esse movimento literário tinha o objetivo de retratar a sociedade de forma objetiva, relacionando o indivíduo com o meio em que vive. Na história de Zola, uma mulher insatisfeita com o casamento se junta ao amante para assassinar o marido.

Já a adaptação de Brian De Palma terá um caráter metalinguístico e vai reunir elementos do passado e do presente. Na trama, um diretor de cinema e dois atores estarão filmando uma versão de Thérèse Raquin, que refletirá experiências de suas próprias vidas. Até agora, apenas a atriz Emily Mortimer (Ilha do Medo, A Garota Ideal) está confirmada no elenco como a protagonista.

Uma adaptação cinematográfica mais fiel do livro de Zola acabou de ser lançada no Festival de Toronto deste ano. Therese, de Charlie Stratton, é estrelado por Elizabeth Olsen (Poder Paranormal), Tom Felton (Harry Potter e o Enigma do Príncipe) e Oscar Isaac (Inside Llewyn Davis).

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1- Um Tiro na Noite - 10,0
2- Femme Fatale - 9,5
3- O Pagamento Final - 9,5
4- Vestida Para Matar - 9,0
5- Dublê de Corpo - 9,0
6- Scarface - 9,0
7- Trágica Obsessão - 8,5
8- Irmãs Diabólicas - 8,5
9- Carrie - A Estranha - 8,5
10- Missão: Impossível - 8,0
11- Os Intocáveis - 7,5
12- Síndrome de Caim - 7,0
13- A Fúria - 6,5
14- Olhos de Serpente - 6,5
15- A Dália Negra - 5,0

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HBO suspende telefilme que iria reunir Brian De Palma e Al Pacino
De João Vitor Figueira ▪ terça-feira, 23 de setembro de 2014 - 00h01 

Ator e diretor já trabalharam juntos em Scarface e O Pagamento Final.

   4 Compartilhamentos

 

 
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O telefilme Happy Valley que iria reunir o diretor Brian De Palma e o ator Al Pacino em uma nova parceria teve sua pré-produção suspensa pelo canal HBO por questões de orçamento. O longa pretende trazer Pacino no papel de Joe Paterno, um lendário treinador de futebol americano universitário cuja reputação caiu por terra no final de sua vida, quando investigações apontaram que ele havia sido conivente com os atos de abuso sexual de menores praticados por um coordenador técnico de sua equipe. 

De acordo com o site Deadline, um representante da HBO afirmou que "o projeto não está morto", mas que está passando por reavaliações. Ainda segundo a publicação, há a chance de que seja preciso fazer ajustes no roteiro.

Pacino já atuou em dois telefilmes da HBO, ambas as vezes interpretando personalidades que passaram por episódios polêmicos: o controverso médico Jack Kevorkian, conhecido como Dr. Morte por sua defesa da eutanásia em Você Não Conhece o Jack; e o produtor musical Phill Spector, condenado à prisão por assassinar sua esposa.

De Palma e Pacino já trabalharam juntos em Scarface e O Pagamento Final.

 
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Pacino e De Palma.

 

 

 

FONTE: ADORO CINEMA

 

 

 

Uma pena. Sempre que esses dois se juntam, sai coisa boa.

 

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Retribution reunirá Brian De Palma e Al PacinoSuspense ainda não tem data para começar a ser filmado
Natália Bridi
05 de Novembro de 2014
3
 
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Al Pacino e Brian De Palma no set de Scarface
 

Depois de ensair uma reunião no finado Happy Valley  (cancelado por falta de financiamento), Brian De Palma eAl Pacino encontraram outro projeto. De acordo com oScreen Daily, o diretor e protagonista de O PagamentoFinal (1993) e Scarface (1983) vão trabalhar no suspenseRetribution.

A trama seguirá um assassino profissional e um policial que farão qualquer coisa para parar uma rede de prostituiçãoinfantil. O filme será uma versão do belga The Memory Of A Killer (2003), de Erik Van Looy. No original, o assassino sofre de Alzheimer, mas não háinformação se o filme de De Palma incluirá esse elemento.

As filmagens de Retribution ainda não têm data para começar.

 

FONTE: OMELETE

 

 Espero que desta vez os dois consigam reviver a parceria.

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Próximo filme de Brian De Palma será o suspense de ação LIGHTS OUT.

 

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As produtoras Arclight Films e Huace Pictures anunciaram que o novo longa-metragem do mestre Brian De Palma (de Scarface e Os Intocáveis) será o suspense de ação Lights Out. O trabalho mais recente do cineasta foi Paixão (2012), com Rachel McAdams e Noomi Rapace.

A história de Lights Out acompanha uma garota cega da China que se vê envolvida em uma conspiração para expor um ultrassecreto programa de assassinatos. Destinada a se tornar um ícone feminista de sua época, Lin Shen levanta perguntas inquietantes sobre segredos governamentais e aquilo que pode ou não ser visto. Mesmo sem enxergar, ela consegue usar seus outros sentidos para lutar e se transformar em uma heroína.

No momento, o elenco está sendo formado e os produtores procuram uma atriz chinesa de sucesso para o papel principal. Ainda não há data de lançamento marcada.

 

E uma pena ver um cineasta tão bom quanto o De Palma fora dos holofotes, ele ta meio enferrujado mas não e para sumir do mapa.

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