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Forum Cinema em Cena

Oscar 2006


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Depois da decepção mudei o avatar para aquele que é um dos melhores filmes da Retomada' date=' o magnífico Ônibus 174.[/quote']

Guidon, está é uma das suas melhores opiniões já postadas! Só uma correção, não seria um documentário.

PS: Gostei da assinatura baseada em The Hours. srsr

ÔNIBUS 174 tem lá seus defeitos, mas são infímos perante os acertos.

E aquela cena com Nicole Kidman e Miranda Richardson em AS HORAS é realmente poderosa. A frase funciona como uma síntese de quem foi Virgínia Woolf. Grande achado do Hare.

Miranda: Sua tia é uma mulher de muita sorte, Angélica. Por que ela tem duas vidas: A vida que é dela e a vida que ela escreve (algo parecido!!)

Fabuloso!!!

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Depois da decepção mudei o avatar para aquele que é um dos melhores filmes da Retomada' date=' o magnífico Ônibus 174.[/quote']

Guidon, está é uma das suas melhores opiniões já postadas! Só uma correção, não seria um documentário.

PS: Gostei da assinatura baseada em The Hours. srsr

Obrigado Fe, eu realmente acho o filme uma obra- prima.  Eu sei que é um documentário, mas não deixa de ser um filme certo?  Quando assisti a ônibus, confesso que fiquei extremamente chocado e impactado.  Eu sou carioca, apesar de não estar mais morando na capital infelizmente.  Fe, Ronny, chorei compulsivamente ao assistir a determinadas cenas desse filme.  Pensei: meu Deus, quantas vezes eu peguei um ônibus, e isso poderia ter acontecido comigo?  Como os cariocas estão reféns de novas tragédias desse tipo?   Claro que poderia ter acontecido em SP, BH, POA, enfim, mas foi no Rio, e eu me senti tão frágil, exposto.  Nunca um filme mexeu tanto comigo.  E aumentou mais ainda pq eu acompanhei tudo pela TV.  A cena inicial em que a câmera passa pelas praias, e vai caminhando pela cidade até chegar ao Jardim Botânico e começamos a ver o seqüestrador ameaçando geral, a cena da moça que criou ele, e a cena de qdo ele resolve descer com a Geysa e isso passa em câmera lenta são geniais.  Uma obra magnífica, excepcional, brilhante, enfim, sem dúvidas  a história mais triste e bem contada do cinema (e isso é bem pessoal msm, por todos os motivos que eu descrevi acima).  E nada melhor do que se inspirar nos melhores diálogos do cinema (leia- se As Horas) pra usar como assinatura.

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A Geysa era daqui, de Fortaleza!!! Á época todos nós ficamos apreensivos, temerosos. Acho que, além de tudo, o filme representa uma condição generalizada de insegurança e descaso em nosso país. O documentário reflete muito bem sobre isso. Aquele "garoto" que cometeu aquela barbárie é também uma vítima. Vítima de um sistema injusto e castrador!!!

Um filme poderoso!!!

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Mrs. Henderson Apresenta

STEPHEN FREARS ESTÁ NU

Por CARLOS ALBERTO MATTOS
22/9/2005

Os ingleses têm no teatro uma espécie de realidade paralela, através da qual é possível encenar os avanços e recuos de sua História e seus costumes. Ainda há pouco, o ótimo A Bela do Palco mostrou o momento em que as mulheres puderam ascender às ribaltas britânicas, substituindo os atores travestidos. Sra. Henderson Apresenta pretende flagrar um marco mais recente: a chegada do nu feminino ao teatro de variedades, na década de 1930 – ainda que sob a forma de tableaux, inertes como nos museus, para não subverter a lei.

A suposta história real do Teatro Windmill começa quando a ilustre Sra. Henderson fica viúva e procura um hobbie para dedicar tempo e dinheiro ociosos. Stephen Frears e o roteirista Martin Sherman abrem o pano con gusto. A fabulosa Judi Dench despacha, com sua verve habitual, falas hilariantes sobre a viuvez, a nostalgia colonial e o ofício de patrona das artes. A Sra. Henderson é leviana, irônica, ousada e preconceituosa ao mesmo tempo – em uma palavra, deliciosa. Esse é o tesouro e ao mesmo tempo a desgraça do filme. Pois quando Lady Dench sai de cena, o vaudeville vira novelinha de segunda.

Frears já teve dias melhores e mais atrevidos. Aqui ele não hesita em arrastar a asa para os clichês na permanente animosidade entre Laura Henderson e seu gerente artístico (Bob Hoskins), ou numa abordagem da II Guerra que parece saída de algum velho telefilme. Há cenas constrangedoramente mal-sucedidas, como as entradas de Laura disfarçada no teatro. O roteiro investe muito na estrelinha Maureen, mas não consegue insuflar-lhe alma num ambiente teatral, afinal, apenas ilustrativo.

Essas deficiências se acumulam e vão minando a graça inicial, sem que a retomada dos últimos minutos compense as perdas. Não é só a guerra que estraga a brincadeira do Windmill. A mediocridade também jogou algumas bombas por ali.

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Crash - no limite

A FOBIA DAS DIFERENÇAS

Por NELSON HOINEFF
22/9/2005

O grande crítico Andrew Sarris sustentava que muitas vezes onde julgamos encontrar um grande filme, o que estamos vendo é simplesmente um grande roteiro. A teoria do autor, da qual Sarris foi expoente nos EUA, pode ser resumida pela tentativa de separação entre um e outro. Quando vemos um filme como Garota de Ouro, por exemplo, é razoável que fiquemos em dúvida. Sabemos que existe Eastwood, um grande cineasta, por trás da câmera. Mas não há como esquecer que existe um habilidoso escritor, Paul Haggis, por trás do computador.

Onde começa um e termina outro, é matéria para Sarris. Haggis é um típico autor bem sucedido de incontáveis séries para a TV (tanto como roteirista quanto como diretor) como EZ Streets e Family Law, que nos anos 90 ganharam um status que seria impensável uma década antes. Ele desenha Crash, seu primeiro filme para cinema, como se a sua velocidade interna estivesse contida numa dessas séries – mas como se o olhar sobre os personagens estivesse por ser oferecido para a câmera serena de um cineasta como Eastwood.

Seu tema é o racismo. Não uma forma de racismo focada, mas, por assim dizer, o racismo generalizado que está por toda parte. É um filme sobre a fobia das diferenças. Como num bom episódio de TV, tudo é deflagrado por um fato pueril, um acidente de automóvel numa estrada. Isso é o bastante para fazer emergir o ódio reprimido pelo outro. Na medida em que novos acontecimentos vão se entrelaçando, vamos ficando de frente para uma sociedade que nos tolera e onde pretendemos tolerar. A representação de uma Babel onde, por obscuras razões, não podemos nos dar ao luxo de nos suportarmos mutuamente.

Haggis desenha sua Babel de uma perspectiva humanista, porque o que está diante de nossos olhos tende a nos revoltar. Lidamos com personagens ambíguos – bandidos que se espantam ao serem percebidos como bandidos, policiais capazes de serem tão violentos quanto frágeis (como o ótimo personagem vivido por Matt Dillon) mas sobretudo com resultados paradoxais de conquistas sociais. É uma questão delicada e politicamente incorreta de ser discutida. Crash pode ser aí tão ousado quanto um filme de Spike Lee, de Sergio Bianchi ou de Vinicius Mainardi. Sugere, de quebra, a naturalidade de comportamentos, como se nada pudesse ser mais natural que o ódio e o medo que seus personagens vão exalando. Tudo é construído como se o filme não estivesse focando numa ação especial, mas no cotidiano. É isso que o torna especialmente assustador.

# CRASH – NO LIMITE (Crash)
EUA/Alemanha, 2005
Direção: PAUL HAGGIS
Roteiro: PAUL HAGGIS, BOBBY MORESCO
Elenco: SANDRA BULLOCK, DON CHEADLE, MATT DILLON
Duração: 113 min.

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Crash - No limite - Festival do Rio

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Ultimamente, vivemos tão isolados e sem perceber o que se passa à nossa volta que às vezes é preciso um bom "encontrão" para lembrarmos que estamos vivos. É com esse pensamento em mente que Paul Haggis estréia na direção com Crash – no limite (Crash, 2005). Haggis ganhou notoriedade suficiente para dirigir seu primeiro longa-metragem depois de escrever o ótimo roteiro de Menina de Ouro.

Na história, Jean Cabot é a mimada esposa de um rico promotor e vive numa cidade do sul da Califórnia. Sua rotina é alterada quanto seu carro de luxo é roubado por dois assaltantes negros. O crime culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, além de um imigrante iraniano e sua filha.  

Mas não pense que a narrativa pertence a algum protagonista em especial. Todos estão lá como peões num intricado tabuleiro de emoções que afloram conforme eles se encontram, ou melhor, se esbarram no acaso da vida do dia-a dia. Nesses encontros, os personagens tomam consciência de quem realmente são e a maneira como conduzem suas vidas, muitas vezes patéticas. O sentimento que serve de fio condutor é o racismo presente nos EUA, um tema que tende a ser empurrado para debaixo do tapete.

O racismo está presente em todos os grupos étnicos que vivem nos EUA, mas é Los Angeles a cidade escolhida como cenário. Esse palco, entretanto, não tem nada de preto e branco, como no tão explorado caso do afro-americano Rodney King. O argumento de Haggis é colorido como um arco-íris de etnias. Latinos, muçulmanos, brancos, negros, todos fazem parte e contribuem para o problema.

As coincidências do roteiro podem ser acusadas de improváveis e as narrativas paralelas podem ser sistemáticas em excesso - a tal ponto que fazem lembrar Magnólia, do diretor Paul Thomas Anderson. Mas isso não tira a força da direção e nem das surpresas na história, co-escrita por Haggis e Bobby Moresco. A trama envolvendo o latino e o iraniano é a mais convincente e brilhante. Sua conclusão é de causar frio no estômago e até aqueles que se dizem contra o racismo se descobrem inconscientemente enraizados no problema.

O elenco está soberbo. Paul Haggis tira leite de pedra, visto que até mesmo Brendan Fraser e Sandra Bullock convencem em seus papéis. Todos estão lá a serviço da contundente história, representando não só os diversos grupos, mas também as diferentes classes sociais. Suas frustrações são exorcizadas em pura agressividade, como uma forma de canalizar a depressão e o sofrimento de sentir-se excluído. E isso acaba transformando toda pessoa estranha em um potente inimigo.

Crash não é o filme definitivo nem irá provocar uma profunda reflexão sobre o assunto. Sua intenção é ser um retrato verdadeiro de uma sociedade que se vende como moderna, mas que, ao mesmo tempo, se revela arcaica ao não conseguir resolver um dos problemas mais graves da convivência humana.

 

Cavalcante38619.0885185185
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Valeu ' date=' Ronny ! Estava precisando de uma critica em português sobre esses filmes .<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Você é de Fortaleza , não é ? Você conhece o Ailton Monteiro ? Ele é um cara de Fortaleza que escreve um blog muito bacana > www.cinediario.blogspot.com

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Cara, na verdade não conhecia!!!smiley5.gif

 

Mas o blog é bem legal!!!

 

vlw!!!

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Coitado do El Carioca, vai sofrer...

 

Mas como eu não pedi nada até agora, vou abusar.

 

El Carioca, dá um jeito de ver THE CONSTANT GARDNER. Preciso saber o que esse filme tem de bom...Não aguento esperar mais pela estréia, e olha que nem vai demorar... Se der, agradeço smiley4.gif

 

 

 

E ÔNIBUS 174 é um filme impactante porque a história o é. Eu havia acompanhado pela televisão o desenrolar daquele fatídico dia e já tinha me emocionado muito. O filme me fez ficar sem ar, absolutmente incrível. A grande qualidade é sem dúvidas mostrar a história sobre vários contextos e criar o Sandro como "personagem". E como grande defeito acho que entra o fato de terem quase "esquecido" a Geísa. Deveriam ter feito uma abordagem da vida dela quase como a do Sandro, pois os dois acabaram sendo as grandes vítimas de uma sociedade fudida como a nossa. E não digo isso por eles terem sido as vitímas fatais, mas por tudo que passaram até chegarem lá.

 

Mas enfim, é um filme incrível e que vale a pena ser visto sempre.

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Diretor de '2 filhos de Francisco' já acredita nas chances de um Oscar para o Brasil
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Bianca Kleinpaul - Globo Online

RIO - O diretor de "2 filhos de Francisco", Breno Silveira, recebeu com surpresa a indicação para uma das cinco vagas do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2006. Mas acredita que seu trabalho vá conquistar "o coração dos americanos assim como foi com os brasileiros", o que aumentaria as chances de um prêmio inédito para o Brasil.

Estreante na direção em longa-metragens, Breno disse que o filme sobre a história de Zezé Di Camargo e Luciano não pára de lhe dar boas notícias.

Além de ser o escolhido para representar o Brasil no Oscar, o longa chegará à marca de três milhões de espectadores esse fim de semana. E não é só: representantes americanos da distribuidora Sony Pictures estão no Brasil e assistiram a "2 filhos de Francisco" pela primeira vez nesta quarta-feira. Emocionados, disseram que o filme deverá fazer carreira não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo.

- Nadamos tanto contra a maré o tempo todo e tudo que vem de bom agora traz mais felicidade - disse o diretor emocionado. - Não param de acontecer coisas boas. Os representantes da Sony disseram ainda que o filme pode ser inscrito no Globo de Ouro.

Ao saber da indicação para uma vaga ao Oscar, Breno entrou em contato com o cantor Zezé Di Camargo. O cantor, que estava no carro em uma rua de Curitiba, começou a buzinar e gritar de felicidade. Chegou a parar no meio da rua para abraçar o irmão Luciano que estava em outro veículo.

- Fico feliz pelos dois. Eles sofreram muito mais do que o filme mostra. Tudo isso está sendo muito importante para eles - conta Breno. - Zezé me falou que o filme está mudando a vida deles mais uma vez.

Para Breno, resta agora esperar até 31 de janeiro pela resposta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sobre os cinco filmes do mundo inteiro que deverão concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O diretor acredita nas chances de "2 filhos de Francisco" ficar com uma das vagas.

- O filme tem grande chance lá fora. Fala da emoção de forma sincera. Não tem nenhum truque ou originalidade na montagem ou fotografia por exemplo, mas é sincero. Acredito que os americanos entenderão bem, já que eles sabem o que é acreditar em um sonho e ele ser realizado.

Desde a chamada retomada do cinema nacional, em 1994, três longas-metragens brasileiros foram indicados ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira: "O quatrilho", de Fábio Barreto (1996); "O que é isso, companheiro?", de Bruno Barreto (1998); e "Central do Brasil", de Walter Salles (1999). Antes disso, apenas "O pagador de promessas", de Anselmo Duarte (1963), havia disputado. Mas nunca levamos a estatueta para casa. "Cidade de Deus", o mais forte candidato que tivemos, não foi indicado na mesma categoria e, sim, de melhor diretor, fotografia, edição e roteiro adaptado.


Sinceramente fico feliz pela Sony estar disposta a lançar uma campanha a favor do filme.  Vou torcer depois que o sentimento de decepção passar.  Acho que devo ir ao Rio na semana do feriado e vou assistir ao filme, tenho certeza que vou gostar e conseguir esquecer a raiva e frutração de quinta- feira.  Convoco a todos q tbm torciam por Casa de Areia, Thitop, Bart, enfim, todos, pra que possamos apostar, torcer, pq afinal, é Brasil.  Podemos ter esperanças se eles fizerem uma campanha decente, tipo a q fizeram para o Central, com a diferença que esse não tem a Fernandona, ai meu Deus começou de novo, o espírito da revolta me lembrar q 2 filhos venceu o filme com a Fer...smiley7.gif

smiley36.gifsmiley36.gifsmiley36.gifsmiley36.gifsmiley36.gifsmiley36.gif

guidon38619.4328703704
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Matéria interessante. Temos que esperar uma exibição internacional para ver a repercussão do filme....agora podem me achovalhar...mas sinceramente...eu não aguento mais ver essa dupla passando em todo lugar falando sobre esse filme...com glórias e não sei oq...e se for indicado..aí vão fazer uma trilogia da vida deles....DEUS ME LIVRE!!!!!!!!!!!!!smiley36.gifFeCamargo38619.4623032407

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Matéria interessante. Temos que esperar uma exibição internacional para ver a repercussão do filme....agora podem me achovalhar...mas sinceramente...eu não aguento mais ver essa dupla passando em todo lugar falando sobre esse filme...com glórias e não sei oq...e se for indicado..aí vão fazer uma trilogia da vida deles....DEUS ME LIVRE!!!!!!!!!!!!!smiley36.gif

De fato Fe,o que mais enche o saco é essa exposição da dupla por causa do filme,claro que era essa a intenção. Eu não assisti confesso,pode ser que algum dia eu assista,mas não me atrai.Dizem (todos dizem) que o filme é bom mesmo,vamos esperar que possa fazer boa figura,agora,aguntar mais ainda Zezé de Camargo e Luciano,é dose cavalar......!!!!

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Sra. Henderson Apresenta ("Mrs. Henderson Presents"), de Stephen Frears

 

Por Erika Liporaci

O filme, inspirado em fatos, conta a história de Laura Henderson, uma viúva rica que compra um teatro para combater o tédio. Inicialmente um sucesso, o teatro Windmill começa a dar prejuízo. Laura e seu administrador têm a idéia de colocar as atrizes nuas no palco, se aproveitando de um precedente dado pelos nus artísticos - a nudez foi permitida, desde que os atores não se movessem. É quando, em meio à Segunda Guerra Mundial, o teatro se torna um sucesso extraordinário e ponto de referência para os jovens soldados ingleses.

 

Absolutamente delicioso! O filme, que poderia facilmente cair na tentação de se escorar nas interpretações perfeitas de Judi Dench e Bob Hoskins, vai além: é brilhante em termos de direção de arte, figurinos, trilha sonora. O roteiro é enxuto, com diálogos irreverentes e precisos. Os números musicais são uma atração à parte, assim como os cenários encantadores - em muitas passagens, lembra "Moulin Rouge". Enfim, "Sra. Henderson" é um filme nota 10... se melhorar, estraga!

 

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Crash - No Limite ("Crash"), de Paul Haggis
Mostra Panorama do Cinema Mundial

Por Francisco Russo

Um filme extremamente atual, cujos eventos podem ser encarados como sendo não apenas dos Estados Unidos como também de grande parte do planeta, incluindo o Brasil. "Crash" fala da desconfiança proporcionada pelo medo e pelo preconceito nos dias de hoje, buscando apresentá-la como sendo algo característico do homem contemporâneo. Várias raças e culturas são apresentadas e todas agem da mesma forma, apenas de maneira diferente.

A trama busca acompanhar vários personagens ao mesmo tempo, um artifício já usado com sucesso em filmes como "Short Cuts" e "Magnólia". Todos os personagens vivenciam alguma situação de preconceito em relação a outras pessoas, sejam eles negros, brancos, latinos ou asiáticos. Estas situações, além de serem impactantes em vários momentos, levam o espectador a refletir sobre o porquê desta situação estar ocorrendo e até mesmo adaptá-la à sua realidade.

Um filme muito bom, com um elenco coeso e competente - destaque para Don Cheadle e Terrence Howard. Desde já é uma das minhas apostas para o próximo Oscar, nem que seja apenas para roteiro.

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