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Forum Cinema em Cena

As Horas


jamesbond007
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Não me canso de repetir da maravilha que é As Horas.Com um elenco impecavel é fiel ao livro e não a uma biografia de Virginia. O filme não se preocupa com isso, mas sim com historias cruzadas entre as personagens e isso faz de forma espetacular com impressionante carga dramatica.

E o final então, onde há o encontro entre Moore e Streep? Sensacional. Uma aula de interpretação. 
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  • 2 weeks later...

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Oscar

Melhor Atriz

INDICADO

Oscar

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Atriz Coadjuvante
Julianne Moore

Melhor Figurino
Ann Roth

Melhor Diretor
Stephen Daldry

Melhor Edição
Peter Boyle

Melhor Trilha Sonora Original
Philip Glass

Melhor Filme
Scott Rudin
Robert Fox

Best Writing, Adapted Screenplay
David Hare

 

Amanda Awards, Norway

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Amanda

Melhor Filme Estrangeiro
Stephen Daldry

 

American Cinema Editors, USA

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

Eddie

Melhor Edição - Filmes Dramático
Peter Boyle

 

American Screenwriters Association, USA

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

Discover Screenwriting Award


David Hare

 

Art Directors Guild

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

Excellence in Production Design Award

Feature Film - Contemporary Films
Maria Djurkovic (produção de figurino)
Mark Raggett (diretor de arte)

Nick Palmer (diretor de arte) 
Judy Rhee (diretor de arte)
Joanna Foley (diretor de arte)
Stelios Polychronakis (assistente de diretor de arte)
John Nyomarkay (assistante de diretor de arte)
Richard Fojo (assistante de diretor de arte)

 

Association of Polish Filmmakers Critics Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

GANHOU

Golden Reel

Melhor Filme Estrangeiro
dividido com Stanza del figlio, La (2001).

 

Australian Film Institute

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

Melhor Filme Estrangeiro


Robert Fox
Scott Rudin

 

Awards of the Japanese Academy

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

INDICADO

Award of the Japanese Academy

Melhor Filme Estrangeiro

 

BAFTA Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Anthony Asquith Award for Film Music


Philip Glass

BAFTA Film Award

Melhor Atriz
Nicole Kidman

INDICADO

Alexander Korda Award for Best British Film


Scott Rudin
Robert Fox
Stephen Daldry

BAFTA Film Award

Melhor Edição
Peter Boyle

Melhor Filme
Scott Rudin
Robert Fox

Melhor Maquiagem
Ivana Primorac
Conor O'Sullivan
Jo Allen

Melhor Ator Coadjuvante
Ed Harris

Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Atriz Coadjuvante
Julianne Moore

Melhor Roteiro Adaptado
David Hare

David Lean Award for Direction


Stephen Daldry

 

Berlin International Film Festival

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Reader Jury of the "Berliner Morgenpost"


Stephen Daldry

Silver Berlin Bear

Melhor Atriz
Meryl Streep
Nicole Kidman
Julianne Moore

INDICADO

Golden Berlin Bear


Stephen Daldry

 

Bodil Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

INDICADO

Bodil

Melhor Filme Americano (Bedste amerikanske film)
Stephen Daldry

 

Boston Society of Film Critics Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2002

GANHOU

BSFC Award

Melhor Atriz Coadjuvante
Toni Collette
Also for About a Boy (2002).

 

Broadcast Film Critics Association Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

BFCA Award

Melhor Elenco

Melhor Atriz

Melhor Compositor
Philip Glass

Melhor Filme

 

Casting Society of America, USA

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Artios

Melhor Casting para Filme Dramático
Daniel Swee

 

Chicago Film Critics Association Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

CFCA Award

Melhor Atriz

Melhor Trilha Sonora Original

Melhor Atriz Coadjuvante
Julianne Moore

 

Cinema Writers Circle Awards, Spain

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

INDICADO

CEC Award

Melhor Filme Estrangeiro

(Mejor Película Extranjera)
USA.

 

César Awards, France

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

INDICADO

César

Melhor Filme Estrangeiro

(Meilleur film étranger)
Stephen Daldry
USA.

 

David di Donatello Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

David

Melhor Filme Estrangeiro

(Miglior Film Straniero)
Stephen Daldry

 

Directors Guild of America, USA

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

DGA Award

Melhor Diretor
Stephen Daldry

 

Evening Standard British Film Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

GANHOU

Evening Standard British Film Award

Melhor Tecnica e Artistica
Seamus McGarvey

 

Film Critics Circle of Australia Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

FCCA Award

Melhor Filme Estrangeiro em língua inglesa

 

GLAAD Media Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

GLAAD Media Award

Melhor Filme

 

German Film Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Best Foreign Film


Stephen Daldry
USA.

 

Golden Globes, USA

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Golden Globe

Melhor Filme- Drama

Melhor Atriz - Drama
Nicole Kidman

INDICADO

Golden Globe

Melhor Diretor

Melhor Trilha Sonora
Philip Glass

Melhor Ator Coadjuvante
Ed Harris

Melhor Atriz

Melhor Roteiro
David Hare

 

Golden Trailer Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Golden Trailer

Melhor Drama

INDICADO

Golden Trailer

Melhor Trailer

 

Grammy Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

INDICADO

Grammy

Melhor Trilha Sonora Original
Philip Glass

 

Guldbagge Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

GANHOU

Guldbagge

Melhor Filme Estrangeiro (Bästa utländska film)
USA.

 

L.A. Outfest

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Screen Idol Award

Melhor Atriz
Meryl Streep

 

Las Vegas Film Critics Society Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

Sierra Award

Melhor Atriz

Melhor Ator Coadjuvante
John C. Reilly
Also for Gangs of New York (2002) and Chicago (2002).

 

London Critics Circle Film Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

GANHOU

ALFS Award

Escritor Do Ano
David Hare

 

Los Angeles Film Critics Association Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2002

GANHOU

LAFCA Award

Melhor Atriz

Julianne Moore
Also for Far from Heaven (2002).

 

National Board of Review, USA

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2002

GANHOU

NBR Award

Melhor Filme

 

Phoenix Film Critics Society Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

PFCS Award

Melhor Elenco

Melhor Atriz

Melhor Ator Jovem
Jack Rovello

 

Robert Festival

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

GANHOU

Robert

Melhor Filme Americano(Årets amerikanske film)
Stephen Daldry (diretor)

 

Sant Jordi Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2004

GANHOU

Sant Jordi

Melhor Atriz Estrangeira (Mejor Actriz Extranjera)
Julianne Moore
Also for Far from Heaven (2002).

 

Satellite Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

Golden Satellite Award

Melhor Diretor

Melhor Filme - Drama

Melhor Atriz
Nicole Kidman

Melhor Atriz
Meryl Streep

Melhor Atriz Coadjuvante

 

Screen Actors Guild Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

Actor

Melhor Atriz
Nicole Kidman

Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Ator Coadjuvante
Ed Harris

Melhor Elenco
Toni Collette
Claire Danes
Jeff Daniels
Stephen Dillane
Ed Harris
Allison Janney
Nicole Kidman
Julianne Moore
John C. Reilly
Miranda Richardson
Meryl Streep

 

Seattle Film Critics Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2002

GANHOU

Seattle Film Critics Award

Melhor Roteiro Adaptado
David Hare

 

Southeastern Film Critics Association Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2002

GANHOU

SEFCA Award

Melhor Filme

 

USC Scripter Award

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

USC Scripter Award


David Hare (roteirista)

 

Vancouver Film Critics Circle

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

VFCC Award

Melhor Diretor
Stephen Daldry

Melhor Filme

Melhor Atriz CoadjuvanteToni Collette

 

World Soundtrack Awards

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

INDICADO

World Soundtrack Award

Melhor Trilha Sonora Original

Compositor do Ano
Philip Glass

 

Writers Guild of America, USA

Year

Result

Award

Category/Recipient(s)

2003

GANHOU

WGA Award (Screen)

Roteiro Adaptado
David Hare

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  • 3 months later...

Vi o filme hoje duas vezes e me arrependi. Me arrependi de ter perco tanto tempo pra ver uma coisa tão magistral q o filme é. É incrível como o filme consegue entrelaçar brilhantemente a vida dessas três personagens sem NUNCA soar inverossímel. É sem dúvida uma pequena OP. E, vou dizer uma coisa: a trilha sonora do Phillip Glass não sai da minha cabeça. E isso aconteceu tb em "notas Sobre Um Escândalo" (embora sua presença em cada segundo do filme contribui). Um trabalho inesquecível por parte de cada realizador dessa pequena obra-prima. 16.gif16.gif16.gif16.gif16.gif

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Vi o filme hoje duas vezes e me arrependi. Me arrependi de ter perco tanto tempo pra ver uma coisa tão magistral q o filme é. É incrível como o filme consegue entrelaçar brilhantemente a vida dessas três personagens sem NUNCA soar inverossímel. É sem dúvida uma pequena OP. E' date=' vou dizer uma coisa: a trilha sonora do Phillip Glass não sai da minha cabeça. E isso aconteceu tb em "notas Sobre Um Escândalo" (embora sua presença em cada segundo do filme contribui). Um trabalho inesquecível por parte de cada realizador dessa pequena obra-prima. 16.gif16.gif16.gif16.gif16.gif [/quote'] Tenho que discordar mais uma vez Bernardo. Não é uma pequena OP e sim uma grande OP.06
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Das indicações ao oscar:

melhor filme perdeu pro Chicago.14

Melhor ator coadjuvantem o Ed Harris perdeu pro Chris Cooper. ai eu concordo.01

mas de tdos eu num entendo é qm votou pra Catherine Zeta Jones171811 e tirou o oscar da Julianne Moore. Foi a 1ª vez na historia do cinema uma atriz conseguiu "enfrentar" a Meryl em uma cena de mais de 10 minutos. não entendo mesmo!!!

 

 
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Em relação a Chicago, sou grande fã. Sei que não é OP, é meio cafona mas eu amo. Tanto é que está na minha lista dos dez mais dessa decada. Mesmo sendo cafona e tudo mais considero justo a indicação. Conseguiu uma grande atuação de Zeta Jones,tem músicas contagiantes, é um belo e impactante espetaculo musical.

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na minha opinião aquele foi um dos anos mais dificeis do Oscar, pena não repetirem a mesma qualidade d indicados. Melhor atriz (q o filme ganhou) sem duvida algm a nicole mereceu... aquele sotaque, aquelas falas... e como o Denzel washington disse qndo abriu o envelope: "foi por um nariz"06

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  • 2 months later...

Como gostei bastante desse filme, me vi forçado a prestar uma crítica aqui:

 

 

 

“A vida inteira de uma mulher em um único dia”, diz Virginia Woolf (Kidman) ao escrever um esboço do livro que publicaria anos depois. E é isso que o filme pretende fazer: mostrar (possivelmente) o dia mais marcante da vida de três mulheres (a própria Woolf, uma dona-de-casa que lê seu livro já publicado e uma Mrs. Daloway do futuro) em três épocas diferentes (1923, 1951, 2001). A viagem a esse dia pode ser difícil, mas vale muito a pena ter gasto 115 minutos de sua vida para vivenciar a dor dessas três mulheres.

 

 

 

Logo no começo do filme, “As Horas” já mostra um de seus objetivos: entrelaçar as histórias de suas protagonistas de modo que seja indubitável as semelhanças existentes entre elas. Aliás, o diretor Stephen Daldry (do ótimo “Billy Elliot”) acerta ao pôr um clima corrido, já que essa introdução não será sequer 10% da dor que elas iriam enfrentar. Além disso, o diretor ainda acerta ao introduzir pequenas rimas ao longo da narrativa, como o beijo que as protagonistas dão em outras mulheres que amam. E por fim, creio que o resultado final de “As Horas” se deve primeiramente a sua direção sensível e muito sutil, empregando um sentido poético a cada ato realizado pelas três mulheres.

 

 

 

Virginia Woolf é sem dúvidas a que mais evidencia e de certa forma aprende a conviver com sua dor. Duas grandes provas são o fato dela empenhar-se em demonstrar essa dor em seu livro e quando ela diz ao marido: “Não se pode ter paz evitando a vida”. Fala essa que se dirige mais a ela mesma do que ao marido. “Você diz que vive com medo da minha extinção, mas eu também vivo com esse medo”, Virginia diz lamentando o fato de precisar de ajuda, mas que não pode ser correspondida. Mas, o mais fascinante é ver como Nicole Kidman se entrega de corpo e alma a sua personagem. Ela demonstra com enorme sensibilidade o que está passando, sem nunca se entregar ao histérico ou a loucura, transformando Virginia em uma pessoa extremamente profunda. Mudando completamente sua voz fina, investindo em um tom áspero perfeito. Além disso, Kidman utiliza um olhar sofrido, auxiliado a postura frágil para mostrar seu sofrimento psicológico.

 

 

 

Já Laura Brown é uma personagem mais complexa. Introduzindo-a de maneira certa, ao mostrar que ela é quase uma boneca sem vida (e Moore exibe um brilho nos olhos e um sorriso que evidencia isso mais) o filme também nos apresenta a um personagem aparentemente desnecessário, mas que ao ser analisado mais claramente, desempenha uma função maior no filme: Kitty. Quando conhecemos Kitty (Colette), achamos que ela é mais uma dessas peruas que se acham superior a todos. Entretanto, percebemos que Laura ama Kitty e que Kitty faz por merecer. Laura vê nessa mulher sua única esperança em ter alguém para dividir sua dor e ao saber que Kitty iria ser internada, ela vê que não iria agüentar mais conviver sozinha nesse mundinho onde todos são iguais. Aliás, isso pode ser comprovado na cena onde Laura conversa com Dan (Reilly) sobre Kitty onde ela diz “Estou com tanto medo”, sendo respondida com um “Por quê?”. A resposta, só o espectador fica sabendo “De que ela possa morrer”. Assim, isso se une a diversas outras coisas resultando em uma fuga dela, que não dá certo por três motivos: 1º) Laura sentiu a consciência pesar; 2º) ela não planejou essa fuga que surgiu mais como uma maneira dela se ver livre por algumas horas e 3º) ela estava grávida e não tinha como sustentar sua filha sozinha. Assim, Laura espera mais alguns meses, até que seu bebê nasce e resolve fugir (em uma cena onde ela confessa isso, particularmente brilhante de Julianne Moore).

 

 

 

E por fim, Clarissa. Laura, quando resume o livro “Mrs. Dolaway” para a amiga consegue expor a idéia central da trama de Clarissa (aliás, mais um ponto forte do filme é o fato de suas personagens conseguirem descrever com exatidão o que a outra está sentindo): “[...] talvez por ela ser tão confiante, todos acham que ela está bem, mas não está”. Clarissa sente que sua vida é vazia, mas se enche de alegria quando está com Richard, e por isso que não é surpresa descobrir que ela já tem o hábito de visitá-lo há anos. Também não é surpresa constatar que as poucas vezes que se sentiu feliz aconteceram há muitos anos e que aconteceram justamente com Richard. Por isso seu desespero em visitá-lo sempre. Outra personagem fascinante (e como Kitty) e aparentemente dispensável é Julia, filha de Clarissa. Após revelar que só sente feliz quando está com Richard a ela, Clarissa tenta voltar atrás e dizer que se sente feliz com Julia também. E eu acredito porque acho que ela é filha de Richard por dois motivos: 1º) Porque ao conversar pela primeira vez com Laura (mãe de Richard) revela que nunca soube quem era o pai dela; 2º) porque Richard relembra a Clarissa um de seus momentos mais felizes: quando transaram juntos. Para finalizar, o fato de Clarissa ser (possivelmente) a única que gostou do livro de Richard evidencia sua aproximação com a protagonista (mais do que óbvia inspiração dela mesma), ao mesmo tempo em que ela se sente amada por ele e por fim, o reconhecimento de alguém conseguir enxergar por trás dessa fachada de mulher confiante, uma mulher frágil e extremamente triste.

 

 

 

Enquanto isso, o figurino de Ann Roth aposta em roupas fechadas, com cores frias ao mesmo tempo em que mantém a coerência com relação ao tempo (em ambos os sentidos). Já a fotografia de Seamus McGarvey também utiliza cores frias dando um aspecto sem vida, que contrasta com o tempo, ao passo que a montagem de Peter Boyle busca semelhanças no cotidiano dessas mulheres, criando uma dinâmica espetacular sem nunca interromper bruscamente ao introduzir as tramas. Além disso, a montagem ainda exibe várias rimas visuais com o intuito de entrelaçar mais a vida dessas mulheres. Finalmente a trilha sonora de Phillip Glass decide utilizar músicas com tom clássico (decisão mais do que acertada), ao mesmo tempo em que se encaixa perfeitamente nas situações. Uma prova disso é a introdução, onde Glass cria um clima corrido, ao mesmo tempo em que mostra o começo de uma jornada. Começo esse que seria posteriormente comprovado em uma rima visual perfeita onde as três mulheres dizem a mesma coisa (a primeira em seu livro, a segunda quando lê no livro e a terceira de livre e espontânea vontade).

 

 

 

Em alguns momentos da película, vários personagens reclamam do livro premiado de Richard (um deles reclama do escritor ter utilizado 50 páginas sobre a protagonista comprar um esmalte ou do fato de um dos personagens se suicidar sem mais nem menos), onde é prontamente respondido por Clarissa com um “Eu sei, é difícil, mas eu gostei”. O curioso é perceber que o filme está nos avisando da experiência que está por vir: um filme complexo e que estuda seus personagens. Mas no final, “As Horas” não é somente um estudo de personagens e sim como pessoas tão parecidas reagiriam em épocas diferentes. Taí um filme que conseguiu fazer jus ao que pretendia. A obra-prima de 2001.

 

 

 

P.S.: Por favor, ignorem qualquer erro de português. 03.gif

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Isso não é uma crítica....é um livro!06

 

O roteirista David Hare é excelente! Podemos esperar um bom roteiro de Minha Cama de Zinco, novo projeto dele, feito pela HBO. Alguns filmes feitos pela HBO, se fossem para o cinema, bateriam muitos oscarizados.

 

Kidman disse no palco, com seu douradinho nas mãos:

 

"David Hare i need your words"
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Alguém tem que avisar a moça que cinema é fantasia por excêlencia' date=' em vários dos possíveis sentidos que a palavra possua.

Deviam proibir pessoas que julgam ser capaz de tescer críticas a respeito de qualquer arte levando em conta a razão como foco principal, sendo que no texto aí de cima, até a razão passa longe, mas enfim.

Apenas digno de pena.

[/quote']

 

 

Gostei da opinião...bem elegante e praticamente sem ter o que retucar.

Pra mim esse texto é um retrato do que a faculdade representa, uma ilusão que faz com que o estudante realmente acredite que não só está a par do assunto estudado, mas que depois de formado sua opinião seja mais correta, muitas vezes rotulando-a como fato. Me refiro a parte teórica da coisa, como é o caso, e não na prática.

Eu sofro com isso na minha faculdade, principalmente nas matérias mais próximas ao cinema, onde tenho que aturar certas aulas que me chegam a dar nojo.
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