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silva

Stanley Kubrick

Qual vcs escolhem?  

85 members have voted

  1. 1. Qual vcs escolhem?

    • Laranja Mecânica
      32
    • O Iluminado
      11
    • Dr. Strangelove
      6
    • Nascido Para Matar
      4
    • Spartacus
      0
    • Lolita
      4
    • 2001 - Uma Odisséia no Espaço
      39
    • O Grande Golpe
      1
    • Glória Feita de Sangue
      4
    • A Morte Passou por Perto
      0
    • De Olhos Bem Fechados (?)
      13
    • Outro?? Comente, sim?
      3


Recommended Posts

De certa forma, o que choca em "Laranja Mecânica" nem é em primeiro lugar o conteúdo do filme, mas a reação do público jovem atual.

 

 

 

"Há mais violência hoje em dia, por isso Laranja Mecânica já não causa o mesmo impacto"....

 

 

 

(...)

 

 

 

 

 

Todos os tipos de violência deveriam abalar o ser humano. Mas não é o que ocorre.

 

 

 

"Ah, é só um ladrão pé-de-chinelo"

 

 

 

"Ah, foi só uma traição apenas. Não acontecerá mais"

 

 

 

"Ah, pelo menos ele só matou uma pessoa e não dezenas delas"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nexus 62009-08-11 20:00:33

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Meu voto foi para 2001.

2001 é genial! É muito bom mesmo! Tem cenas lindíssimas, muito bem construidas, com uma estética inovadora. Esse filme é uma obra de arte!No entanto, ele tem uma dinâmica muito lenta, oq acaba fazendo o filme perder alguns pontos comigo.

 

Clockwork orange eu gostaria de rever, faz muito tempo q assisti.

 

Dr. Strangelove não gostei tanto, achei o filme meio monótono. O que me agradou foram as partes que contavam com o personagem Dr. Strangelove, as quais eram excelentes.

 

The shining tem partes excelentes, mas entre essas partes o filme perde o ritmo.

 

Eyes wide shut tem poucas partes que me interessaram, na minha opinião é o pior do Kubrick que vi até agora.

 

 

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  1. 2001: Uma Odisséia no Espaço = 10,0

  2. Dr. Fantástico = 9,5

  3. Laranja Mecânica = 9,5

  4. Lolita = 9,5

  5. Barry Lyndon = 9,5

  6. O Iluminado = 9,0

  7. Nascido para Matar = 9,0

  8. Glória Feita de Sangue = 9,0
  9. De Olhos Bem Fechados = 9,0
  10. O Grande Golpe = 9,0

  11. Spartacus = 9,0
  12. A Morte Passou por Perto = 8,0
  13. Fear and Desire = 6,0

 

Visto Lolita.

Um dos melhores de Kubrick. O sexo insinuado é mais provocante que o explícito.

A revelação do final é chocante (pelo menos para mim). Impressiona pela frieza

e cinismo. Kubrick inspiradíssimo. 10

De Olhos Bem Fechados eu achei um tantinho... moralista. Não sei se essa é a palavra certa. Depois de uma primeira metade impecável (até o fim da sequência da sociedade secreta) a qualidade cai um pouquinho. Talvez por não ser casado, com filhos e 35 anos nas costas eu não tenha entendido a obra perfeitamente, mas uma revisão no futuro pode melhorar minha opinião. Mesmo não estando entre os melhores do diretor é heresia chamar esse filmaço de fraco ou um "filme menor" de Kubrick.

 

Indiana Jones2009-08-21 22:33:05

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15/01/2010 - 15h15

Stanley Kubrick sonhava em fazer filme sobre Napoleão, diz jornal britânico

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Londres, 15 jan - A grande frustração de Stanley Kubrick foi não ter feito o filme sobre Napoleão, projeto abandonado no final dos anos 60 pelos estúdios MGM devido, entre outras razões, ao custo que não parava de aumentar. "Stanley ficou muito infeliz ao saber que não o realizaria", lembra o suíço Jan Harlan, cunhado do diretor em declarações ao jornal britânico "The Independent" por ocasião da publicação de uma edição limitada de dez tomos de "Napoleon: The Greatest Movie Never Made", à venda por 450 libras (504 euros).

Divulgação

O diretor Stanley Kubrick (1928-1999) durante as filmagens de "2001: Uma Odisséia no Espaço"

ico_ler.gifFILMES DO DIRETOR STANLEY KUBRICK


Deprimido, Kubrick se dedicou a outros projetos que veria realizados como "Barry Lyndon", "O Iluminado", "Nascido para matar", assim como a adaptação do relato do austríaco Arthur Schnitzler "Traumnovelle", que terminaria em 1999 sob o título de "De olhos bem fechados", o último de sua carreira.

Harlan, que foi ajudante de Kubrick no filme "Laranja Mecânica", afirma que o cineasta sempre se interessou pela observação da loucura humana e "Napoleão era o tema ideal".

"Costumava dizer que atuamos sempre obedecendo a nossas emoções e que é uma vã ilusão crer que somos guiados pelo pensamento racional", lembra.

A viúva do diretor, Christiane, explica que era difícil para o marido compreender como um homem tão inteligente como Napoleão se deixou seduzir pela fútil Josefina e como pôde equivocar-se tanto com a campanha da Rússia, que precipitou sua queda.

"Quando Stanley era jovem, jogava xadrez por dinheiro em Nova York", afirma Christiane, segundo a qual seu marido opinava que "Napoleão teria aprendido a se controlar por ter sabido jogar xadrez. Stanley achava que se alguém se deixa guiar demais pelas emoções, acaba derrotado".

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Acabei de assistir "Dr. Fantástico" e demorei pra embarcar no filme, mas quando consegui passei a considerá-lo muito bacana. A ironia, o sarcasmo e o humor negro aliados a perfomances inspiradas, principalmente as de Peter Sellers garantem a diversão. Aliás, diversão como conceito, afinal a graça do filme reside no absurdo das situações e da mente dos personagens. Um ótimo elenco de excelentes atores devo dizer.

 

TOP KUBRICK

 

DE OLHOS BEM FECHADOS - 9.0/10

LARANJA MECÂNCIA - 8.5/10

DR. FANTÁSTICO - 8.0/10

ILUMINADO - 7.0/10

2001 - 6.0/10

BARRY LYNDON - 5.0/10
Thiago Lucio2010-02-07 22:04:09

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Só vi três: A Clockwork Orange, Eyes Wide Shut e The Shining. Talvez por ter visto os dois primeiros há anos e o último em dezembro, fico com a impressão dele ser muuuuuuuuuito melhor, mas gosto de todos.

 

1. The Shining

2. Eyes Wide Shut

3. A Clockwork Orange

 

O resto eu vejo algum dia, mas sem pressa.

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01. Nascido Para Matar

02. 2001 - Uma Odisseia No Espaço

03. Laranja Mecânica

04. O Iluminado

05. De Olhos Bem Fechados

 

Lolita, Barry Lyndon, Gloria Feita de Sangue e Dr. Strangelove cheguei a ver uns pedaços, mas nunca assisti nenhum deles todos. O que é uma vergonha já tive inumeras oportunidades para assistir.

 

 

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Não ter ganho Oscar não é parâmetro... a Academia é pra lá de parcial e não deu Oscar a ele simplesmente porque ele era meio doido e invocado com a própria academia... tanto que se encheu e foi morar/trabalhar em Londres.

 

 

 

Para se ter uma idéia, na lista da Academia dos 10 melhores westerns do século XX não consta nenhum Sérgio Leone...

 

 

 

Eu acho Laranja Mecânica excelente, mas entendo que alguém pode não gostar. Gosto é algo muito pessoal. Eu por exemplo sei que W. Allen é tecnicamente um excelente diretor, mas não consigo gostar dos filmes que ele faz.

 

 

 

 

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Assisti esses dias ao A Morte Passou Por Perto, um dos primeiros do Kubrick.

 

 

 

é bem bom, apesar de muito curto (67 min). As cenas são estudadas, o ator principal é excelente, e as cenas de luta no início são fantásticas. O filme ainda não mostrava toda a genialidade do Kubrick, mas já mostrava que era um jovem de futuro.

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 Revisto O ILUMINADO

 

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 Na trama baseada em um romance de Stephen King, Jack Torrance (Jack Nicholson) um aspirante a escritor aceita ser zelador do Hotel Overlook no Colorado durante a baixa temporada de inverno. Jack então muda-se para o isolado hotel juntamente com sua mulher Wendy (Shelley Duvall) e seu filho Danny (Danny Lloyd).

 

 Mas forças sinistras parecem rondar o hotel, forças estas que parecem atormentar tanto Danny, que possui uma forte mediunidade, quanto Jack, que pouco a pouco parece perder a sanidade, o que pode colocar a vida de toda a sua familia em risco.

 

 O ILUMINADO é um excelente terror psicologico dirigido pelo mestre Kubrick. A cena de abertuda, em que através de um plano aéreo acompanhamos um carro percorrer as estradas do Colorado subindo uma grande montanha enquanto a trilha tetrica toca já nos dá a idéia do isolamento ao qual os personagens serão submetidos ao longo do filme. E apesar de ser uma historia a respeito de um hotel assombrado, isto é apenas pano de fundo para a historia q Kubrick quer realmente contar, que é a de como o isolamento revela a fera interior de um homem. Talvez por isto eu tenha ficado com a impressão que Kubrick cuidou com esmero da parte psicologica do filme, mas vez ou outra faltou com a parte mais sobrenatural da historia, representada pela sub trama de Danny.

 

 E isto é magnificamente mostrado pela dupla Kubrick/Nicholson. A partir da chegada de Jack Torrance no Hotel Overlook, vemos pouco a pouco sua degradação mental. Começando por ficar irritadiço, para depois começar a ter pesadelos terriveis, até que enfim começa a encarar os estranhos espiritos que habitam aquele lugar.  A atuação do garoto esta muito bem construida tambem, mostrando uma criança atormentada pelo dom que possui. O elo fraco do elenco é Shelley Duvall, já que não consegue despertar nenhuma simpatia no publico pela situação em que esta passando.

 

O diretor sabe construirmuito bem este clima de solidão, filmando os lindos cenarios do hotel de forma a que os Torrance pareçam pequenos e insignificantes diante dos grandiosos salões. O desenho de som do filme é outro grande ponto que ajuda a construir este clima, já que como toda a historia se passa em um lugar vazio, o menor barulho já cria ecos perturbadores, como as rodas da motoca de Danny, ou o teclar da maquina de escrever de Jack.

 

 Para o filme, Kubrick fez um uso inédito da Steadycam, onde filma magnificos planos sequencia, como quando Danny passeia pelos corredores do hotel com sua motoca, ou a impressionante perseguição do climax, em um labirinto coberto pela neve do lado de fora do hotel.

 

 Enfim, O ILUMINADO é simplesmente um classico e merece ser conferido.

 

Valeu16
Questão2010-12-16 03:04:43

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Muito bom o comentário, Questão. Também adoro este filme.

 

 

 

(a pergunta a seguir contém SPOILER):

 

 

 

Só o que não ficou muito claro pra mim foi aquela foto antiga em que aparece o Torrance, ao final do filme... aquilo significa o quê? Que ele era a reencarnação de alguém que já tinha habitado o hotel? Ou que ele tornou-se mais uma vítima capturada pelos espíritos, ou PELO ESPÍRITO que é o próprio hotel?

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Aproveitando a bela postagem do Questão:

 

O Iluminado (The Shining)

Stanley Kubrick, figura rara dentro da história do cinema, teve a carreira marcada pela sua postura cética a respeito do ser humano, e por ser dono de uma estilística incomparável, que sempre buscava a perfeição em cada take. Visto pela crítica como um diretor extremamente intelectual, Kubrick costumava abordar um tema recorrente em suas produções: a guerra. Com o passar dos anos, a fórmula pesada que o diretor utilizava em suas produções, começou a criar um certo desgosto por parte do público, fazendo com que o diretor deixasse os EUA, e caminhasse para a Inglaterra, onde trabalhou até seus últimos anos de vida.

 

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Depois de realizar alguns trabalhos na fase britânica, dentre eles: "2001 - Uma Odisseia no Espaço" e "Laranja Mecânica", obras que consagraram a filmografia do diretor, Kubrick parte para uma temática que, até então, era incompatível com o seu perfil intelectual. Como já era de se esperar, a crítica apedrejou "O Iluminado". O diretor chegou a ser criticado pelo próprio Stephen King, autor do livro no qual o filme foi baseado, que considerava Kubrick como um homem muito frio, incapaz de trazer uma abordagem agradável, para um tema tão impactante. Anos depois, após toda essa resistência, "O Iluminado" começava a ganhar seu verdadeiro reconhecimento, provando que Kubrick era dono de uma versatilidade invejável, e que estava pronto para deixar o espectador boquiaberto, a cada filme que fosse produzido.

Início do rigoroso inverno americano. Jack Torrance (Jack Nicholson) é contratado para passar alguns meses, dentro de um hotel, juntamente com a sua esposa (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd), para cuidar das dependências do local, durante essa estação do ano. O que parecia ser uma boa experiência para o pai de família, que buscava mais tranquilidade para escrever o seu livro, acaba virando um pesadelo terrível, quando a solidão acaba afetando o convívio dos três. Cercados de neve por todos os cantos, o hotel vira palco de acontecimentos inexplicáveis, onde a loucura perambula pelos longos corredores. Deslumbrante em cada take. Uma atmosfera tão pesada, que o espectador fica tenso, vendo apenas uma tela preta, com as seguintes palavras: Terça-Feira. Belíssima observação de Janet Maslin, crítica do New York Times, que defendia o trabalho do diretor americano, e, principalmente, sua mudança de estilo.

Com um roteiro sólido, e com certas modificações, em relação ao material que deu origem ao filme, Kubrick consegue conduzir o filme da maneira mais correta possível, acertando em cheio, ao utilizar certa ambiguidade no desenvolvimento da estória. Até um determinado ponto crucial do filme, o espectador não consegue saber se tudo aquilo que acontece pode ser justificado pela insanidade do personagem de Jack Nicholson, ou se o hotel é palco de atividades sobrenaturais. Essa dúvida é solucionada, entretanto, no belo desfecho, o diretor dá espaço para outras abordagens possíveis. Kubrick termina o seu filme, mas deixa o espectador pensando por horas. Para uma pessoa tão fria, como Stephen King comentou, o americano conseguiu criar um universo de proporções indescritíveis. 

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O trabalho de câmera é fundamental para aprimorar a atmosfera soturna. Com o uso predominante da steadicam, que proporciona uma filmagem sem os trancos gerados pelos movimentos do corpo, além de facilitar o movimento entre os cenários, sem a utilização de cortes, o diretor opta por uma filmagem com planos abertos, para aumentar o sentimento de solidão, dentro de cada cena. As proporções dos cenários e dos personagens, colaboram para esse vazio aterrorizante. Outra técnica utilizada, é a de filmar os personagens de costas, como se os mesmos estivessem sendo perseguidos. O espectador, devido ao clima criado, encara a filmagem de forma subjetiva, sempre esperando alguém aparecer, mas não, Kubrick apenas vai preparando o espectador para os próximos minutos.

Costumam dizer que o papel de Jack Nicholson, em "O Iluminado", marcou a sua carreira. Quem diz isso, está coberto de razão. Kubrick se preocupava muito com os atores que escalava para os seus filmes, e quando escolheu Jack Nicholson para viver o personagem Jack Torrance, o diretor disse que encontrou a pessoa mais apropriada, afinal de contas, sua aparência já trazia um diferencial assustador. Por mais que um ator tente trabalhar suas feições, jamais vai superar algo que é natural. O profissionalismo do ator acabou encantando o diretor, durante o período das gravações. Nicholson foi além do que o roteiro dizia, improvisando em certos takes, e trazendo um charme a mais, para a produção. Na antológica cena em que o seu personagem quebra a porta com um machado, e Jack aproxima o rosto do vão, dizendo: "Here's Johnny!", notamos uma ligação com a abertura do programa de Johnny Carson, que era bem famoso, na TV americana. Em outro momento que Jack extravasa os limites do roteiro, é a cena em que ele joga a bola de tênis contra as paredes do saguão. Neste caso, o roteiro apenas anunciava: Jack não está trabalhando. Uma atuação brilhante. É impossível imaginar outro profissional na pele de Jack Torrance.

A escolha de Shelley Duvall também seguiu o padrão supracitado. O diretor dizia que sua aparência era a mais pura representação da impotência, e ele precisava de uma atriz que demonstrasse uma degradação psicológica extremamente verossímil. Por causa do seu perfeccionismo, e da sua intenção de buscar a espontaneidade do seu elenco, Kubrick fazia questão de gravar os mesmo takes, por mais de 30 vezes. Essa atitude do diretor, acabava frustrando os atores. Em certa cena em que Scatman Crothers - interpretando o personagem Dick Hallorann - participa, o americano fez com que ela fosse rodada mais de 40 vezes, fazendo com que o ator veterano começasse a chorar, devido ao imenso desgaste. Outro grande atrativo do elenco era o jovem Danny Lloyd. Como a estória de "O Iluminado" tinha um forte tom macabro, o diretor organizou as cenas em que ele aparecia, para serem gravadas de forma rápida, e sempre com a presença dos pais. Como o garoto tinha apenas 7 anos, Kubrick fazia questão de protegê-lo contra qualquer choque que ele pudesse ter, por perceber a verdadeira temática de sua produção. Essa ligação dos dois, acabou gerando um grande companheirismo entre eles.

A cenografia de "O Iluminado" é mais um dos grandes atrativos da obra. Para decidir os melhores ambientes possíveis, o desenhista de produção, Roy Walker, entrou em cena, pedindo para que diversos fotógrafos tirassem fotos dos mais diversos hotéis que conheciam. Com base nessas fotos, começaram a montar os cenários do filme. Elogiar esse quesito, é fundamental. O clima não seria o mesmo, sem a combinação da direção de arte, com a fotografia. A caracterização de cada ambiente é minuciosa, e conquista o público pelo trabalho apurado. Da cena do luxuoso baile, às tomadas exteriores. O perfeccionismo de Kubrick é uma grande qualidade, sem dúvida alguma. Sobre a fotografia, ressalto o incrível jogo de luzes. Adotam uma tonalidade que remete ao fantasmagórico, dando destaque para as cenas do labirinto. Tudo é friamente calculado para causar um verdadeiro efeito pertubador, no espectador. Por mais que os ambientes sejam espaçosos, acabamos presenciando algo de caráter claustrofóbico, mediante ao produto de imagem e som, trabalhando juntos. Formada por composições de vários músicos, como por exemplo: Krzysztof Penderecki, que também contribuiu para "O Exorcista", de William Friedkin, a trilha sonora acompanha o ritmo do filme, com suas notas que alternam entre o depressivo e o lúgubre.

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Uma experiência cinematográfica divina. Um passeio marcante entre a insanidade e o sobrenatural, protagonizado por personagens que beiram a loucura, amedrontando e fascinando o espectador, ao mesmo tempo. A resistência da crítica não passava de um mero protesto contra a mudança repentina do diretor, entretanto, quando estamos falando de uma obra-prima, nada consegue ofuscar os seus lampejos. O americano, começando pelos quesitos básicos, consegue levantar mais uma das produções que marcaram sua carreira. Por mais que o seu perfeccionismo, por vezes, fosse encarado de forma negativa, não dá pra negar que outro diretor dificilmente teria o mesmo apreço, seja com a filmagem, com a estética, ou até mesmo, com a escolha a dedo, do seu elenco. Pela frente das câmeras, brilhou Jack Nicholson, por trás das câmeras, brilhou um gênio chamado: Stanley Kubrick.

Nota: 9

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Muito bom o comentário' date=' Questão. Também adoro este filme.

 

 

 

(a pergunta a seguir contém SPOILER):

 

 

 

Só o que não ficou muito claro pra mim foi aquela foto antiga em que aparece o Torrance, ao final do filme... aquilo significa o quê? Que ele era a reencarnação de alguém que já tinha habitado o hotel? Ou que ele tornou-se mais uma vítima capturada pelos espíritos, ou PELO ESPÍRITO que é o próprio hotel?[/quote']

 

Vou pela parte em negrito.

 

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