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Cineclube em Cena

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Quarta' date=' 12 de setembro de 2007, 10h41 
Ancine encerra consulta pública sobre cineclubes

 

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) quer regulamentar a atividade dos cineclubes no Brasil, definir critérios para seu registro facultativo e estabelecer políticas de financiamento público. Para isso, colocou em seu site um documento com possíveis normas, na expectativa de receber sugestões e críticas.

A consulta pública termina nesta quarta-feira. As propostas serão analisadas pela diretoria da agência, que pretende oficializar as medidas ainda este ano. Em junho, o assunto também foi discutido no Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural.

Pelos cálculos da Ancine, existem cerca de 600 cineclubes no País.Eles se caracterizam como salas de cinema não comerciais que exibem filmes gratuitamente, democratizando o acesso à cultura. De acordo com o diretor da Ancine, Leopoldo Nunes da Silva Filho, os cineclubes funcionam em locais variados, desde escolas e universidades, associação de moradores e garagem de casas.

"Se não é definido o que não é comercial, esses estabelecimentos ficam sujeitos à mesma lei que rege o cinema comercial e isso implica, entre outras coisas, em cobrança de direitos autorais", explica Silva Filho.

Segundo ele, com o reconhecimento, os cineclubes poderão participar dos programas de financiamento do governo e terão acesso facilitado aos equipamentos e cópias de filmes. "A Ancine vai fazer um cadastro dos cineclubes e isso permitirá o surgimento de novas políticas voltadas para o setor."

O presidente do Conselho Nacional de Cineclubes, Claudino de Jesus, considera a consulta pública uma iniciativa importante. "Qualquer um pode querer ser um cineclubista, basta ter a intenção de exibir os filmes a gerar uma discussão em torno disso. Hoje o movimento apóia muito a produção alternativa do país", ressalta Jesus.

De acordo com ele, o cineclubes enfrentam diversos problemas. Entre eles, a dificuldade de acesso aos filmes e a proibição de exibir produções que tenham direitos autorais.

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Finalmente, após um longo e indesejado hiato o Cineclube reabre as portas e assim como começou, inciamos esta temporada com a resenha vencedora do game O Cinéfilo. O grande vencedor foi o usuário [email protected] que nos brinda com uma resenha do filme Pecados Íntimos do diretor Todd Field. à partir de agora, a cada segunda-feira teremos uma nova resenha aqui, aproveitem:

 

Pecados Íntimos

 

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Filme: Little Children (EUA, 2006) de Todd Field. Com: Kate Winslet, Patrick Wilson, Jackie Earle Haley, Jennifer Connelly, Noah Emmerich, Phillis Somerville.

Sinopse: O filme acompanha a relação amorosa de duas pessoas casadas e os sentimentos que passam a viver às escondidas, ao mesmo tempo em que retrata o abalo que um ex-pedófilo sofre com o preconceito da população de uma cidade suburbana.

O que eu acho: O cinema de Todd Field é uma arte que deve ser apreciada lentamente: o cineasta se importa em pontuar momentos com pequenas sutilezas, demonstrando ainda por cima uma sensibilidade admirável. Ele importa-se em construir mesmo coisas que não serão utilizadas com afinco pelo filme, mas que engrandece mesmo assim os personagens e o trabalho dos atores. Sua capacidade em transmitir os sentimentos de seus personagens é ilimitada: em In the Bedroom o diretor utiliza em excesso (não falando no sentido pejorativo da palavra) o silêncio, possibilitando seus atores de dizer 20 páginas de roteiro em um único olhar; em Little Children, a arma utilizada foram as câmeras lentas, engrandecendo os momentos e ao mesmo tempo em que torna tudo tão trivial, consegue ser único.

Em Little Children, a narrativa é repleta de sutilezas. Aliás, logo na primeira cena quando o diretor mostra bibelôs boquiabertos e relógios tocando (e um pouco antes o som de uma criança cantando), Field já faz uma clara alusão a seus personagens: Brad (Patrick Wilson) e Sarah (Kate Winslet) podem parecer felizes por fora, mas por dentro sentem-se vazios e insatisfeitos com o rumo que levaram suas vidas e são tomados por impulsos gritantes que podem destruir suas vidas. Tais impulsos inclusive os fazem agir como pequenas crianças (ler título original) devido a total falta de consideração acerca das conseqüências que seus impulsos podem causar. Mesmo assim, no momento em que se conhecem vêem um no outro a chance de realizarem isto e por uma única vez passarem por cima das regras e da conduta social que adotam, e que para eles é uma prisão. Enquanto a trama de Brad e Sarah trata do receio e da execução desses impulsos infantis, a trama do ex-pedófilo Ronnie McGorvey retrata as conseqüências de seus atos, mostando o preconceito que este sofre mediante ao medo da população (ver cena da piscina, repulsiva no modo com que Field a conduz, como se Ronnie fosse um tubarão mortal e o restante dos banhistas um bando de peixes).

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Mas Field, vai mais além ainda e se aprofunda também na vida de um dos preconceituosos que atacam Ronnie, Larry (Noah Emmerich). Contando com um passado obscuro (que lhe trouxe vários problemas psicológicos e um aposentamento precoce) e com vários problemas familiares, Larry se envolve praticamente de corpo e alma como líder do “comitê de pais preocupados” (leia-se: puros preconceituosos contra Ronnie). É comum, no entanto, que joguemos nossa raiva e frustração que sentimos na nossa vida pessoal sobre outras pessoas que não tem nada a ver com isso e é exatamente o que ocorre com Larry. Pode-se perceber isso no momento em que Brad fura com Larry, aonde este vai imediatamente à rua de Ronnie e começa a acordar os vizinhos, “alertando-os ao perigo que sofrem”. O motivo, mesmo que fraco, é contornado pela performance de Emmerich que lança um olhar em certo momento a Brad, como se sentisse raiva por não estar lhe dando atenção, sendo que este é quem lhe trouxe ao time de futebol americano.

Enquanto isso, Sarah Pierce (Kate Winslet, na melhor composição de sua carreira que já assisti) é uma pessoa totalmente insatisfeita com a vida que leva e por isso faz o mesmo que Larry e joga toda a raiva que sente de si mesma para cima da filha Lucy (Sadie Goldsteine). É fácil constatar que ela estava extasiada com o fato de ser mãe quando estava grávida, como se realizasse o desejo de sua vida (a prova disso é que Sarah negou a contratação de uma babá, mostrando que queria ser uma mãe devotada a vida da filha), no entanto, com o passar do tempo cuidar de Lucy não parecia algo tão prazeroso e largar sua carreira fora um erro terrível. Para piorar, o marido Richard (Gregg Edelman) passava pouco tempo em casa e portanto Sarah tinha pouco tempo a dedicar a si mesma (e mesmo quando o marido estava em casa não podia contar com ele, devido ao fato deste se masturbar em sites pornôs – algo muito bem abordado por Field, mostrando que algo achado por acaso pode destruir ainda mais o elo de uam família). Em Brad, no entanto, via a possibilidade de finalmente dedicar um pouco de tempo a si mesma, a mera presença do homem já lhe dava alegrias que há muito tempo não sentia. Inclusive, Field faz uma bela e eficaz (porém óbvia) alusão ao clássico “Madame Bovary”, mostrando que Sarah apenas queria contornar a vidinha medíocre que possuía, ao lutar contra isso. Tirando da própria leitura feita pelo filme do livro, “há beleza e heroísmo na rebeldia dela”. E apenas pelo fato de não se dar por vencida, depois do resultado que sua vida obteve, “ela é uma feminista” que protesta pelos seus direitos e “pela sua recusa em aceitar uma vida infeliz”.

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Brad (Patrick Wilson, surpreendentemente talentoso) é um homem que claramente deixou de lado sua infância e adolescência. O motivo exposto pelo narrador fora a morte precoce da mãe. Assim sendo, é natural do ser humano querer fazer coisas impulsivas que no passado não pôde devido a imprevistos. Aliás, Field continua impressionando em sua inventividade ao pôr uma sutilidade no filme: o chapéu de arlequim de Aaron (Ty Simpkins) existe apenas quando o garoto está com o pai já denotando o aspecto infantil de Brad. Quando a mãe está em casa, o chapéu é deixado de lado. Além do mais, o caráter infantil de Brad é reforçado pela excitação ao entrar em um grupo de futebol americano (apenas o ato de aceitar já demonstra que: a) sua vida é vazia; B) ele ainda possui impulsos infantis não saciados) ou por deixar de lado os estudos e passar a observar os skatistas, querendo ser aceito pelos mais jovens. Em Sarah, ele esperava apenas algo totalmente inconseqüente que lhe tornasse mais vivo (vide o olhar de Brad ao escutar da esposa “experimentar novas coisas o tornava mais vivo”) e que lhe remetesse aos anos que perdera em sua adolescência (não é à toa que Brad convive tão bem com o filho: pois compreende a sua natureza infantil).

Enquanto isso, Ronnie também é muito fascinante. Inicialmente mistificado como algo digno de perigo naquela cidadezinha, ele se revela incrivelmente humano. Ronnie age como se ainda estivesse preso (como o narrador sugere em certa parte), sem poder se divertir ou sentir o prazer da vida e dessa forma, se volta para a mãe May (Phillys Somerville, divina). Ainda assim, Ronnie parece preso com ela, baixando a cabeça para todo e qualquer desejo que sua mãe quer e sem fazer grandes contestações, como ao aceitar pôr um anúncio no jornal para um encontro ou ao comer tudo o que a mãe lhe oferece (aliás, qualquer dúvida que ainda resida sobre essa postura maleável de Ronnie será rapidamente resolucionada devido a performance de Jackie Earle Haley que infantiliza seu personagem na medida certa, tornando-o uma pessoa humana). Além disso, como Brad e Sarah, Ronnie possui impulsos imprevisíveis. Ao masturbar-se no carona com a acompanhante do encontro, Ronnie não se masturbava em função da possível molestação que sua acompanhante sofrera. Não, ele estava olhando para uns brinquedos do parque e depois de ter sido “atiçado” por crianças no restaurante o qual jantou, Ronnie não agüentou e teve que fazer aquilo.

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Também é necessário reconhecer alguns outros acertos do diretor, como a narração do filme, que denota claramente a origem literária do projeto, com sua linguagem afinada e comparações inteligentes. A narração fora utilizada com disciplina e brilhantismo: ao mesmo tempo em que é um método inteligente de desenvolver e transcorrer o filme, além de torná-lo bem mais fluído.

 

Uma cena em particular que me deixou boquiaberto fora a cena do jantar, que junta quatro experientes atores, exibindo uma química admirável, além de apresentar o melhor momento do longa: quando Kathy descobre a relação de Brad e Sarah, o olhar e a expressão de Jennifer Connelly são admiráveis. Assim, a visita da sogra de Brad foi armada por Kathy, como forma de espionar tudo o que acontecia entre ele e Sarah. Como a sogra não havia encontrado nada de estranho, não foi (e Connelly mais uma vez se destaca, pela entonação com que diz “Parece que você vai sozinho”, mesclando insatisfação e medo com um tom normal). E isso para não falar em tantas outras composições criativas de Field, como a impaciência de Sarah para com Richard (que estava na pornografia) ao subir a casa dia mais degraus da escada ou da passagem de tempo na piscina.

E ainda, Little Children possui um final perfeito. A metáfora do skate é perfeita: Brad vai correndo em encontro com os skatistas que finalmente lhe dão a tão sonhada atenção que desejava. Então realiza algo que consegue saciar todos os seus impulsos infantis e nota que a fuga seria algo burro a se fazer. Sarah por sua vez, ao esperar por muito tempo Brad, encontra Ronnie. Ela começa a sentir pela vida de sua filha e quando esta foge, se desespera e percebe a mãe ruim que tem sido e a boa filha que Lucy. Ronnie por sua vez, numa tentativa desesperada de cumprir o que a mãe lhe pediu, se castra, no intuito de jamais praticar pedofilia, enquanto Larry vai até sua casa desculpar-se, repleto de remorso. Em uma tentativa de desculpar-se por tudo o que fez contra os McGorvey, ajuda Ronnie e o leva para o hospital. Todos enfrentam situações que implicava em algo que não tinham, mas que a partir daquele momento passaram a ter. Sarah e Brad amadurecem, Ronnie deixa seus impulsos de lado e Larry deixa de ser preconceituoso.

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Preste Atenção: Nas sutilidades lançadas no filme, como as que já apontei. Mais um exemplo: a cena onde Lucy observa um poste de luz onde moscas colidem umas nas outras e no poste. Representa os conflitos internos de todos os personagens durante o terceiro ato.

Nas atuações de todo o elenco. Filmes como Little Children sustentam-se em função das atuações e aqui são todas homogeneamente brilhantes. Aqui olhares valem por mil palavras, gestos são sutis e as expressões do rosto são armas fundamentais nas composições dos atores.

O que já se disse: “O filme lhe puxa como uma força magnética” – Peter Travers, Rolling Stones.

Porque Não Perder: É um filme humano e belíssimo, que ao mesmo tempo em que retrata os dilemas de duas pessoas realistas, demonstra uma sensibilidade incomparável.

Curiosidades: Livro de Tom Perrota:

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Criancinhas de Tom Perrota.

Depois de escrever diversos romances bem recebidos pela crítica incluindo Eleição, que em 1999 deu origem a um elogiado filme com Reese Witherspoon e Matthew Broderick, o escritor americano Tom Perrotta alcança em Criancinhas sua maturidade como escritor. Neste livro o primeiro do autor publicado no Brasil Perrota constrói um pequeno grande romance da rica América suburbana e suas neuroses.

Os personagens que ele criou para seu romance são homens e mulheres na faixa dos trinta anos, pais de filhos pequenos, cujas vidas previsíveis os tornam extremamente vulneráveis a qualquer elemento inesperado. Há Todd, o pai bonitão que não trabalha fora e foi apelidado de "Rei do Baile de Formatura" pelas mães do parquinho, e sua mulher, Kathy, cineasta que faz documentários e inveja a relação que Todd conseguiu estabelecer com o filho. Há Sarah, uma jovem mãe que, na universidade, fora uma ativista feminista e, hoje, constata surpresa que se tornou uma esposa típica num casamento tradicional, e seu marido, Richard, que se torna cada vez mais envolvido com uma vida de fantasia na internet do que com sua própria mulher e filha. E há ainda Mary Ann, que tem toda sua rotina meticulosamente organizada, incluindo o sexo com o marido, agendado para as terças às nove da noite.

Todos criam seus filhos na tranqüilidade de um típico subúrbio americano rico, onde nada jamais parece acontecer até que um pedófilo recém-libertado da prisão volta para a cidade e espalha uma onde de paranóia pelo bairro. Ao mesmo tempo, Sarah e Todd começam um caso extraconjugal que vai além do que qualquer um dos dois teria imaginado.

Escrito com a sensibilidade e o humor negro que caracterizam a obra de Tom Perrota, Criancinhas expõe um lado inusitado e perigoso de um mundo supostamente familiar.

Dados do DVD:

Formato fullscreen;

Som Dolby Digital 5.1 ou 2.0.

Extras:

Trailers dos filmes Número 23, A Pele e Um Crime de Mestre.

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E começou o Cineclube 3ª Temporada!05.gif

Bem-Vindo, Nacka, de volta ao batente! 16.gif

E Parabéns ao [email protected] pela vitória no Cinéfilo - 2ª Edição! Como prometido está aí sua resenha postada no Cineclube. Todos podem agora comentar tanto a resenha, como a vitória do [email protected] Vamos lá, povo!

E só lembrando:

AGENDA DO CINECLUBE - SETEMBRO/2007

24/09 - Jailcante - A Missão

RELAÇÃO DAS DEMAIS RESENHAS (datas a definir):

1 - Dook - Psicose II
2 - Silva - Marte Ataca
3 - Silva - Tropas Estrelares
4 - Rike - Maria Antonieta
5 - rubysun - Lawrence da Arábia
6 - Alexei - A Liberdade É Azul
7 - ltrhpsm - A Igualdade É Branca
8 - Garami - Três Enterros
9 - BatGody - Colateral
10 - Connie - Porky's: A Casa do Riso e do Amor
11 - Nacka - Duna
12 - Faéu - O Gigante de Ferro
13 - El Pato - Boogie Nights
14 - Vicking - Fargo
15 - FeCamargo - Eclipse de Uma Paixão
16 - EdtheTrooper - Réquiem para um Sonho
17 - Thiago Lúcio - Filme a Definir


ÍNDICE DAS RESENHAS

Página 1 = Forasteiro (A Lista de Schindler)
Página 8 = Mr. Scofield (No Rastro da Bala)
Página 17 = Dook (A Última Tentação de Cristo)
Página 28 = Silva (Amnésia)
Página 34 = Garami (Fogo Contra Fogo)
Página 37 = Alexei (Fale Com Ela)
Página 39 = Engraxador - El Pato (Peixe Grande)
Página 40 = Rubysun (Era Uma Vez no Oeste)
Página 42 = Thico (A.I. - Inteligência Artificial)
Página 44 = The Deadman (Sob o Domínio do Medo)
Página 45 = J. de Silentio (Cantando na Chuva)
Página 46 = ltrhpsm (Estrada Para Perdição)
Página 47 = Nacka (Além da Linha Vermelha)

Página 51 = Rubysun (Pulp Fiction – Tempo de Violência)
Página 53 = Forasteiro (Dogville)
Página 54 = Dook (Cidadão Kane)
Página 55 = Vicking (A Lula e a Baleia)
Página 57 = Juliocf (Se7en – Os Sete Crimes Capitais)
Página 59 = Enxak (Embriagado de Amor)
Página 59 = Jailcante (Huckabees – A Vida é uma Comédia)
Página 60 = ltrhpsm (O Homem que não estava lá)
Página 61 = silva (Crepúsculo dos Deuses)
Página 62 = Troy Atwood (Beleza Americana)
Página 63 = Noonan (Herói)
Página 68 = Alexei (Blow Up - Depois Daquele Beijo)
Página 70 = Fernando (Moulin Rouge - Amor em Vermelho)
Página 71 = Thico (Sonata de Outono)
Página 73 = [email protected]@ Patty (A Casa de Areia e Névoa)
Página 74 = Garami (A Criança)
Página 75 = The Deadman (Touro Indomável)
Página 76 = J. de Silentio (O Novo Mundo)
Página 77 = Veras (Os Bons Companheiros)

Página 81 = [email protected] (Pecados Íntimos)

Pàgina 81 = EdTheTrooper (Cidade dos Sonhos)
Jailcante2007-09-17 21:01:59

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Primeiro, parabéns bernardo tanto pelo Cinéfilo como pela belíssima resenha. Apesar de ser o único filme dirigido pelo Todd Field que eu vi, já o admiro muito, pois esse filme como você já disse é cheio de sutilezas e o principal dele como você também destacou são os olhares que falam por mil palavras, gostei muito da resenha você falou algumas coisas que eu nem havia reparado, algumas metáforas por exemplo e realmente destacou o que tinha pra se destacar do filme. Eu gostei muito do filme e principalmente da história do Pedófilo que pra mim aquele final é espetacular, acho que Field conseguiu fazer algo incrível com seus espectadores, fazer com que no começo do filme a grande maioria sentir um certo "desprezo" pelo personagem de Jack Earle Haley (que faz uma das melhores atuações do ano) e ao fim do filme faz os nós nos sentirmos até certo ponto culpados por ter julgado precocemente Ronnie que ao longo do filme se revela muito mais "humano" do que pensávamos.

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Gosto bastante deste. Algumas coisas me incomôdam (a narração) mas no computo geral o saldo é positivo. Acho a atuação do "protagonista" pífia tbm, mas a história é sem dúvida interessante e até mesmo corajosa.

 

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Após receber uma herança deixada por sua tia (Ruth), Diane viaja para Los Angeles para tentar se tornar atriz. Infelizmente, nem tudo da certo para as duas: Durante as filmagens de um novo filme, Camilla se envolve com Adam Kesher, o diretor do filme. Com ciúmes, Diane começa a brigar com Camilla - até que uma noite é convidada para uma festa na casa de Kesher, sem saber que será obrigada a testemunhar o anúncio do casamento de sua amante e o diretor. Humilhada, Diane decide contratar um assassino para executar Camilla, pagando com a herança de sua tia pelo serviço. Depois de receber o dinheiro e pegar uma foto de sua vítima, o Assassino diz que Diane encontrará uma chave azul em seu apartamento quando tudo estiver terminado, alguns dias depois a garota recebe o aviso. No entanto, cheia de remorso, ela tem longos sonhos envolvendo Camilla e, mesmo quando acordada, não consegue parar de pensar no que fez. Torturada pelas lembranças e pela crueldade de seus atos, Diane finalmente comete suicídio.

 

 

Cena 1 – O Início do Fim

 

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Cena 3 – Evitando a Morte

 

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Cena 4 – Winkies

 

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Cena 6 – Pais?

 

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Cena 7 – A 2ª Chance

 

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Cena 8 – A Decepção de um Diretor

 

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Cena 9 – O Assassino

 

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Cena 10 – Amnésia

 

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Cena 11 – Se divertindo?

 

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Cena 12 – Vamos fingir que somos outras pessoas?

 

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Cena 13 – Marcando encontro

 

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Cena 14 – Betty?

 

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Cena 15 – O encontro

 

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Cena 16 – Ensaiando

 

 

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Cena 17 – Bob Rooker

 

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Cena 18 – Fama trocada por Amor

 

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Cena 19 – Enfim juntas

 

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Cena 20 – Clube Silêncio

 

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Essa é uma das cenas mais tristes do filme, Betty e Rita

 

 

 

Cena 21 – Acordando

 

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Cena 22 – Ciúmes

 

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Cena 23 – Esperança

 

 

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Cena 24 – A Festa

 

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Cena 25 – A Encomenda

 

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Cena 26 – O fim de um Sonho

 

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Nacka2007-09-17 14:30:13

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Ed' date=' dentre tantas cenas abordadas, você esqeceu de falar da melhor de todas: a masturbação de Naomi Watts...[/quote']

 

Melhor cena? Talvez para os punheteiros de plantão...06

Apesar de ser uma cena importante, foi só pra demonstrar a raiva, a culpa e a tristeza de Diane, não falei explicitamente da cena em si mas falei da "situação" digamos assim.

 

 

Ahh e Nacka, foi minha primeira resenha tecnicamente, a próxima (se houver) já vai estar nos padrões do fórum, sorry 07.
EdTheTrooper2007-09-17 15:42:56

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Apesar de ser uma cena importante' date=' foi só pra demonstrar a raiva, a culpa e a tristeza de Diane, não falei explicitamente da cena em si mas falei da "situação" digamos assim.

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As pessoas se masturbam quando estão com raiva e culpa?06

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Apesar de ser uma cena importante' date=' foi só pra demonstrar a raiva, a culpa e a tristeza de Diane, não falei explicitamente da cena em si mas falei da "situação" digamos assim.

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Esqueci de falar apaixonada também.07
EdTheTrooper2007-09-17 15:47:08

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Ahh e Nacka' date=' foi minha primeira resenha tecnicamente, a próxima (se houver) já vai estar nos padrões do fórum, sorry [/quote']

 

 

 

Anotado... 03.gif

 

 

 

 

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Ed' date=' dentre tantas cenas abordadas, você esqeceu de falar da melhor de todas: a masturbação de Naomi Watts...[/quote']

 

Melhor cena? Talvez para os punheteiros de plantão...06

Apesar de ser uma cena importante, foi só pra demonstrar a raiva, a culpa e a tristeza de Diane, não falei explicitamente da cena em si mas falei da "situação" digamos assim.

 

 

Ahh e Nacka, foi minha primeira resenha tecnicamente, a próxima (se houver) já vai estar nos padrões do fórum, sorry 07.

 

essa é uma das cenas mais significativas no que diz respeito à ampliação do quadro emocional da personagem. não acredito que tenha sido "só para demonstrar raiva, culpa e tristeza" não. ela diz muita coisa sobre a angústia e a condição atual de Diane, somada ainda com algumas outras, passadas anteriormente, naquele mesmo sofá.

 

e, por mais que tenha falado e falado, acredito que nem um quarto da beleza e da magnitude dessa obra-prima fora exposto nessa resenha. o grande "pulo do gato" do filme não é apenas a complexidade narrativa - que, claro, impressiona pela meticulosidade e pela impecabilidade, sempre. aliás, depois que se assiste a duas ou três vezes, depois de familiarizar-se com toda a construção que o Lynch faz com as seqüências e personagens, fica mais fácil de se ver o trabalho incrível do diretor por detrás dessa áurea de "filme difícil". é lindo demais.
Dan...2007-09-17 23:43:20

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olá pessoal! eu não sei se isso fere alguma regra desse tópico em específico, mas eu gostaria de fazer alguns comentários e expressar a minha opinião sobre o filme trabalhado na última resenha. abaixo, segue o resumo que escrevi quando desenvolvi a lista com os filmes da década atual.

 

cidade dos sonhos é uma película maravilhosa, resplandecente em suas imagens misteriosas. ela brinca com nossa imaginação, deixando-nos sem a certeza do que acabamos de testemunhar e da influência do acontecimento na história. ninguém cria pesadelos cinematográficos tão bem quanto david lynch e esse é o seu mais intenso e assustador trabalho.

 

31909RNF7CL._AA115_.jpgaproveitando agora que tenho mais tempo para desenvolver o assunto e na minha opinião, se você não assistiu ao filme deve parar de ler agora, achei cidade dos sonhos um trabalho bastante subversivo e transcendental. ele foi exibido pela primeira vez no festival de cannes, no ano de dois mil e um e até hoje inúmeras teorias tentam desvendar o seu enredo. o fato, é que é muito difícil alguém chegar à conclusão do mistério assistindo o filme logo na primeira vez.

 

poucos filmes foram tão corajosos quanto cidade dos sonhos, ao transformar uma história tão simples em uma obra prima. a trama central do filme é meio sem graça e bastante banal. um ou outro elemento mais interessante poderia gerar mais excitação ou polêmica, como o lesbianismo vivido entre naomi watts e laura harring, mas david lynch renovou para sempre a estrutura narrativa ao embaralhar situações verdadeiras com cenas irreais, num delírio hipnótico que desafia nossas mentes a imaginar mais de uma possível interpretação.


olhando superficialmente, nada de muito anormal. a história parece girar em torno de uma jovem canadense, que chega a hollywood com o sonho de tornar-se uma grande atriz. ela irá se hospedar na casa de uma tia que está saindo de viagem. chegando lá, encontra uma mulher bastante assustada que afirma que se chama rita. depois de fazer uma ligação, ela é informada que rita não está falando a verdade e ao tentar resolver o problema, descobre que a moça perdeu a memória em um acidente de carro. isso dá início à uma busca pela verdadeira origem da garota e é partir daí que as coisas começam a ficar estranhas.

 

personagens intrigantes começam a surgir, como um cineastra que está buscando o elenco para uma nova produção, um assassino profissional em busca de uma agenda de endereços, um caubói dono de um racho que fica no meio da cidade, mafiosos estranhos que cospem café, um monstro que se esconde em uma lanchonete, um cadáver em decomposição, uma espécie de anfiteatro que apresenta números sinistros de música e mágica. imaginem a salada!

 

os trabalhos de david lynch normalmente recebem o título de esquisitos ou doidos e ele fez questão de provar que a teoria realmente procede. claro, que o filme soa muito mais indecifrável do que veludo azul ou coração selvagem, mas não chega a ser tão hermético como a estrada perdida. o que pode-se dizer, é que ele deu um nó na trama e contou uma fábula sobre ambição, inveja e ciúmes, tão perfeita quanto um conto de fadas ou uma tragédia de shakespeare. a busca pelo poder, que provoca a morte do ser amado e o arrependimento fatal. uma grande combinação.

 

na minha opinião, filmes assim dispensam uma justificativa. a incógnita não é um problema e sim um mérito. decifrá-los logo de cara poderia colocar tudo a perder. mesmo assim, nem tudo que aparece na tela deve ser levado em conta, é justamente a consciência pesada de uma das personagens que provoca o surgimento dessas figuras inquietantes, transformando os sonhos em verdadeiros pesadelos. literalmente!

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Ed' date=' dentre tantas cenas abordadas, você esqeceu de falar da melhor de todas: a masturbação de Naomi Watts...[/quote']

 

Melhor cena? Talvez para os punheteiros de plantão...06

Apesar de ser uma cena importante, foi só pra demonstrar a raiva, a culpa e a tristeza de Diane, não falei explicitamente da cena em si mas falei da "situação" digamos assim.

 

 

Ahh e Nacka, foi minha primeira resenha tecnicamente, a próxima (se houver) já vai estar nos padrões do fórum, sorry 07.

 

essa é uma das cenas mais significativas no que diz respeito à ampliação do quadro emocional da personagem. não acredito que tenha sido "só para demonstrar raiva, culpa e tristeza" não. ela diz muita coisa sobre a angústia e a condição atual de Diane, somada ainda com algumas outras, passadas anteriormente, naquele mesmo sofá.

 

e, por mais que tenha falado e falado, acredito que nem um quarto da beleza e da magnitude dessa obra-prima fora exposto nessa resenha. o grande "pulo do gato" do filme não é apenas a complexidade narrativa - que, claro, impressiona pela meticulosidade e pela impecabilidade, sempre. aliás, depois que se assiste a duas ou três vezes, depois de familiarizar-se com toda a construção que o Lynch faz com as seqüências e personagens, fica mais fácil de se ver o trabalho incrível do diretor por detrás dessa áurea de "filme difícil". é lindo demais.

 

Eu sei que aquela cena mostra angústia, culpa e até mesmo inveja da vida de Camilla e também lembro que o sofá tinha uma certa história das duas (uma das razões pela qual ela troca de quarto) sei que não foi uma cena boba, não falei que é uma cena inútil ou algo do tipo, ela é muito interessante mas acho que o Renato tava mais "brincando" do que falando sério ai só quis dar uma resposta rapida, mas enfim... Fico triste que você não tenha gostado da resenha, mas acho que ela foi mais "esquemática" mais pra "destrinchar" o filme do que pra falar da sua áurea, sua beleza, acho que fiquei mais tentando "explicar" e acabei falando pouco sobre a beleza do filme, mas não tão pouco como você diz, minha intenção com essa resenha foi mais facilitar o entendimento do filme, pra depois caso o leitor reassistisse prestasse mais atenção na beleza do filme do que na complexidade.

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ok, mas será que, dessa forma, teu trabalho não acaba sendo resumido a um simples "manual" explicativo de como se assistir ao filme? acho que o mais legal de uma resenha cinematográfica é quando o texto te desperta para uma visão diferenciada da obra, uma interpretação do próprio articulista sobre o filme, da qual você pode (ou não) extrair elementos para formar a tua própria visão a respeito. as imagens não possuem um único sentido (claro, com largas exceções), às vezes podem ser interpretadas de diferentes formas, e a maneira como você colocou no texto (que, vale dizer, funciona relativamente bem, dentro daquilo que você se propôs - não simpatizei com a proposta mesmo, não com o desenvolvimento) é quase como uma tentativa de condicionar as pessoas a crerem naquilo que você escreveu como sendo a visão definitiva sobre a obra. acho que ficaria muito mais interessante essa formulação de idéias em um texto mais solto, despojado, sem o compromisso de constituir uma interpretação sintética e definitiva para cada seqüência.

 

edit: nada não, ia incluir algo, mas desisti.
Dan...2007-09-18 12:59:45

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é quase como uma tentativa de condicionar as pessoas a crerem naquilo que você escreveu como sendo a visão definitiva sobre a obra.

 

Aquilo é minha interpretação e não o que obrigatoriamente o Lynch quis dizer' date=' não estou obrigando ninguém a seguir fielmente o que eu disse.

 

ok, mas será que, dessa forma, teu trabalho não acaba sendo resumido a um simples "manual" explicativo de como se assistir ao filme?

 

Não, eu falei muito do filme também, da mensagem que ele quer passar, do uso das cores, de vários detalhes e não só expliquei.

 

acho que o mais legal de uma resenha cinematográfica é quando o texto te desperta para uma visão diferenciada da obra' date=' uma interpretação do próprio articulista sobre o filme, da qual você pode (ou não) extrair elementos para formar a tua própria visão a respeito.[/quote']

 

Foi com esse intuito que fez a resenha, se com você não funcionou é uma pena...

 

acho que ficaria muito mais interessante essa formulação de idéias em um texto mais solto' date=' despojado, sem o compromisso de constituir uma interpretação sintética e definitiva para cada seqüência.

 
[/quote']

 

Enfim... Se você não gostou da proposta não posso fazer nada, eu tentei fazer o texto de um jeito mais direto e solto possível.

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