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Ensaio Sobre a Cegueira - dir: Meirelles


Nacka
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é verdade, eu vi isso no rotten tomatoes hj, mas meu o filme é legal sim, podem ir sem medo achei que a direção foi perfeita, talvez desagrade alguns por não mostrar demais entende, tem cenas realmente confusas e perdidas, mas acho que dentro do filme isso caiu bem, aí vai de cada um né...talvez esses criticos quisessem um filme mais explicadinho, um filme mais facil de digerir e acompanhar...

 

 

 

 

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Muito bom!<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

As imagens criadas e a essência mantida do livro compensam expectativas pessoais não satisfeitas hehe. 03

spoiler: Senti falta da angústia pela cegueira vivida mais intensamente pelo "ponto de vista" do próprio personagem mas a velocidade em que avança a história até a internação é perfeita.

A decadência do ambiente e ao mesmo tempo a adaptação à nova vida - absurda - achei pouco explorada mas não sei o quanto é impactante o ritmo para quem não conhecia a história.

Ainda bem que ele tirou as outras narrações. Achei só a última necessária - e ótima.

A fábula sobre a cegueira e a visão humanas, o caráter, o desespero, fraqueza, força, compaixão, exploração em situações novas ou limite estão lá.

O trabalho dos atores é maravilhoso, a fotografia e o estilo de narração também. Emocionante.

Então, valeu a pena esperar.  050505 (éramos três e os três gostamos)

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...o livro está ali sem um monte de parte mas continua ali na sua essencia.
...muitos personagens não são muito aprofundados' date=' só o da julianne moore, que é a principal né, ela alias mostrou que é uma exelente atriz está de parabéns, gostei do Mark Rufallo também.
No geral um filme que merece ser visto chocante no ponto certo, passa a raiva vista no livro e a emoção também...Valeu a espera, mas poderia ter sido um pouco maior...
E a trilha sonora é muito boa...
O cão de lagrimas não tem a mesma força que no livro....
[/quote']

 

Concordo com tudo. 05

 

 


Tem coisas que ainda não digeri' date=' tem imagens muito confusas, tem cenas que não se entende o que está acontecendo.
[/quote']

 

Consegue lembrar de alguma? 17

 
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“Roda Viva” entrevista o cineasta Fernando Meirelles

Quinta-feira, 04 de Setembro de 2008 às 19h31

O cineasta Fernando Meirelles, diretor do filme “Ensaio sobre a Cegueira”, que estréia no dia 12, é o entrevistado do Roda Viva, que vai ao ar nesta segunda-feira, 08, às 22h10, na TV Cultura.

Durante a entrevista, gravada e inédita, ele conta detalhes desta última produção, incluindo os testes feitos com platéia, uma novidade em sua carreira, e que o levou, inclusive, a fazer alterações de cenas. Meirelles ainda comenta sobre a produção cinematográfica no Brasil; seus outros filmes, como “Cidade de Deus”; o início da carreira; e o cenário do cinema infantil no país, tendo em vista seu trabalho com “O Menino Maluquinho 2 – A Aventura”.

Ensaio sobre a Cegueira, que foi inspirado em obra homônima do escritor português José Saramago, abriu o Festival de Cannes deste ano e dividiu opiniões. O filme conta sobre a repentina epidemia de cegueira que domina a população de uma cidade, causando tumulto e violência. Apenas uma pessoa consegue ver, a mulher de um médico, personagem de Julianne Moore.

A bancada de entrevistadores é formada por Luiz Carlos Merten (crítico de cinema do jornal O Estado de S. Paulo), Rodrigo Salem (editor-chefe da Revista Set), André Nigri (editor de cinema da Revista Bravo!) e Luís Antônio Giron (editor de cultura da Revista Época). A entrevista com Fernando Meirelles foi gravada dia 1º de setembro.

ps: infelizmente como já foi gravado não dá mais para mandar perguntas e o programa deve ser exibido na próxima segunda, 8, ou na outra, 15.

 

 
[/quote']

 

Pra quem perdeu, já postaram no youtube...

 

http://br.youtube.com/watch?v=E1n72raw2B0

 

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Spoillers

 

 

 

Julia, eu ja achei a narração final totalmente dispensavel, todos sabiamos o que iria acontecer, seria bem mais poético se a mulher do médio apenas olhasse para o céu e para frente tudo sem narração...

 

 

 

As cenas dos estupros são algumas das quais não se consegue entender muita coisa do que se passa, mas a cena que achei que poderia ter sido melhor, foi a que a mulher põe fogo no manicomio, poxa essa cena ficou muito confusa...

 

 

 

 

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Spoillers
Julia' date=' eu ja achei a narração final totalmente dispensavel, todos sabiamos o que iria acontecer, seria bem mais poético se a mulher do médio apenas olhasse para o céu e para frente tudo sem narração...
[/quote']

Tem razão. A narração sobre os sentimentos da mulher do médico eram dispensáveis mas a frase -que não me lembro agora- do velho de venda a respeito dele mesmo achei impossível passar só pela expressão. Então pela continuidade...

 


As cenas dos estupros são algumas das quais não se consegue entender muita coisa do que se passa' date=' mas a cena que achei que poderia ter sido melhor, foi a que a mulher põe fogo no manicomio, poxa essa cena ficou muito confusa...
[/quote']

As cenas dos estupros gostei da confusão mas tinha me esquecido, a cena da mulher que põe fogo no manicômio é mesmo confusa demais. Perdeu a sua força e deve quebrar o embalo por uns minutos de quem não sabia a história.

E um amigo ainda me lembrou, a cena das vendas nos olhos dos santos também ficou perdida.

 
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A cena da venda nos olhos dos santos, é verdade ficou bem perdida no filme ficou muito rapida....

 

 

 

 

 

Uma cena que senti realmente falta, foi a da volta da mulher do médico ao supermercado, quando ela veria que tinha esquecido a porta aberta e teriam muitos cegos mortos lá dentro, faria ela se sentir culpada e tal...

 

 

 

pena que o fim do filme foi rapido, eu gosto muito da parte final do livro quando eles saem do manicomio, encontrando a velhinha e tal...apesar que ai o filme ficaria arrastado....

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Vi o filme... Estou no mesmo processo de depois de ler o livro...

 

Processando...

 

---

 

No meu parco entendimento, eu acho que poderíamos ter as seguintes indicações para esse filme:

 

Melhor Diretor

Melhor Atriz (Juliene Moore)

Melhor roteiro adaptado

Melhor Fotografia

Melhor Montagem

ironsunder2008-09-16 07:12:38

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Acabei de ver. Excelente.

 

Juliane está perfeita, o próprio Ruffalo, que está sendo tão pouco mencionado foi muito bem também.

 

A direção do Meirelles é sensacional. Ele sabe extamente o que pode exibir na tela. Não precisava tornar o filme um tratado sobre a imundície como alguns mais radicais queriam. A imundície do livro está lá, só não é exaltada, é tratada como deve ser, apenas como parte da degradação humana.

 

A fotografia é brilhante e a montagem inspirada. Pô, no finalzinho, tem uma cena onde vemos tudo branco e de repente começa a cair café... remete imediatamente à fala do personagem no início "um mar de leite", o mesmo personagem que vai tomar o café.

 

Ressalto também a cena da chuva. Belíssima. Todos os cegos vão para a chuva, como se aquela água lavasse não só as imundícies de seus corpos, mas também de suas almas.

 

Meirelles consegue mais uma vez e não à toa tirou lágrimas do Saramago. Paguei pau. Defendo sua indicação não só a atriz, roteiro adaptado, direção, fotografia e montagem, defendo desde já sua indicação a melhor filme.

 

OBS: Muitos falaram da narração do Glover. Sinceramente não vi problema. Na verdade, pra mim, o único problema é que ela aparece poucas vezes. Deveria aparecer mais... se não me engano, as passagens de narração foram tiradas literais do livro. E as palavras do Saramago nunca são demais.

 

 

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Não, pode ver na fé.

O bom de ter lido o livro é que o Meirelles presenteia quem leu com algumas referências.

 

Por exemplo, você verá um cachorro na tela, mas quem leu o livro sabe que ele é o cachorro das lágrimas. Não muda nada para a história, mas faz abrir um sorrisão.

 

Renato2008-09-16 20:29:18

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bem, por onde começar?dificil. eu sou fa de saramago, ja li a maioria de seus livros, e "ensaio" é um dos meus favoritos. sempre fui a favor da adaptaçao e meirelles pra mim era o diretor certo pro filme, e continuo achando isso, gostei do resultado. o livro é tao extraordinario e tocante q é claro q nenhum filme nunca será melhor ou fará total justiça ao livro, mas chegamos perto com esse filme, bem perto.

 

gostei das cores, do efeito, a brancura estourada na tela, em quase todos os momentos, e os atores estao otimos. achei um pouco apressada a primeira parte, antes de eles irem pra quarentena, e parece q esse ritmo continua um pouco apressado; a partir da cena do estupro as coisas ficam mais calmas. a preparaçao de locaçao realmente foi otima, a impressao de imundice e sujeira é muito bem passada, e toda a parte tecnica, desde a trilha ate a fotografia, essencial aqui, funcionam, parabens. ele cortou poucas partes do livro, e deixou o principal msm, o q foi cortado nao mudaria muito a historia. eu daria 4 estrelas pro filme, é quase perfeito, mas a sensaçao de rapidez de algumas cenas me decepcionou. o longa com creditos fica com 2 horas; acho q 20/25 minutos a mais mudariam pra melhor o filme, e nao falo de cenas novas, mas o meirelles poderia ter aumentado algumas passagens tao emblematicas no livro, como as discussoes eticas e morais sobre ir ou nao se prostituir em troca de comida; os personagens secundarios poderiam ter sido um pouco mais aprofundados, "alice braga" chega a ser um desperdicio, aparece pouco. gael tb, nao passa sensaçao de medo nenhum; todos excelentes atores q nao tiveram aquele momento a mais, mas tudo bem. julianne moore começa normal o filme, mas realmente evolui a medida q a produçao corre, é uma atuaçao exemplar, muito boa msm, otima.

 

a cena do estupro é a melhor, adorei - soube q era mais violeta e longa, gostei dos cortes, gostei do q vi no filme, acho uma decisao feliz do meirelles deixar como ficou - desde o momento da saida delas, ate a chegada na ala 3, e a maneira como foi filmada, excelente. achei a "guerra" curtissima, no livro é bem maior, e poderia ser maior no filme tb. gosto muito do momento fora da quarentena do filme, sao as minhas cenas favoritas tb; julianne e mark andando na rua - poderiam ter mais cenas como aquelas, perfeitas. e a coisa do nome realmente nao importa no filme; fez um pouco de falta a presença da "garota com oculos escuros" pra alice, sempre achei otimo no livro, e a "mulher do doutor", mas tudo bem. um filme pra ser revisto, sem duvidas, e que pode crescer com o tempo no espectador, mas para uma primeira impressao gostei bastante, recomendo!
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Adorei o filme

 

Não li o livro e tenho certeza que o filme não trouxe todos os fatos narrados no livro e com razão. livro é livro, filme é filme. por isso que é adaptação.

 

Na cena do estupro senti a adrenalina que o Meirelles quis passar. É uma cena forte mesmo nao mostrando as claras, mas apenas com som.

 

É de arrepiar!!!!

 

Mas gostei mto do filme.

 

Fiquei impressionado com duas coisas:

 

Como o Meirelles teve o cuidado de nao ficar muito caracterizada a cidade, claro que pra nos paulistanos reconhecemos os sets de filmagens, mas quem é de fora fica dificil de reconhecer. Cuidado com placas, fachadas e até carros (policia, taxi  etc)

As cenas fora da quarentena sao demais. Como Meirelles pode fazer aquela sujeira nas ruas de sp. ficou perfeito!!!!!!!!!
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dir fernando meirelles aka blindness

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Na verdade, o tom de “Ensaio Sobre a Cegueira” nunca muda, é leve, um suspiro. A voracidade está pouquíssimo na ação, sua força está na imagem e no som. Assim, começo dizendo que este filme é uma boa adaptação, tentando deixar para trás ao máximo a memória daquela coisa homônima mais que literária.

O longa é dotado de uma humanidade bastante grande enquanto os são personagens mantidos à distância do espectador. Ponto positivo. Não é possível localizar geograficamente o filme, quanto a essa idéia, apesar de nós brasileiros identificarmos com facilidade a cidade de São Paulo, Meirelles dá o tom exato para isolar aquela estória como estudo - como seres-humanos em uma jaula - para questionar a cegueira da ignorância à tudo.

A trilha sonora é ainda mais qualitativa ao longa, é atemporal, acultural, é um som quase identificável que funciona apenas como atenuador do espaço, dos sentimentos daquelas pessoas e da ocasião. A fotografia tão genial quanto. Desespera aquele mar branco tão profundo, sem horizonte e sem sombras. Não há como se enxergar além, a idéia é apenas observar aquela rede de pessoas que parecem síntese de tudo no mundo.

Agora, ruim é que, com toda essa técnica apurada, uma criação exemplar de ensaio, Meirelles tenha optado pelo lado mais contista. O filme é mais explicativo e narrativo que contemplativo. O diretor parece preferir listar os problemas a que quer mostrar para apresentar-nos. Em “Ensaio Sobre a Cegueira”, acontece isso, depois aquilo, e aquilo, e é por conta do motivo a, motivo b e motivo c.

Em parte não é difícil de identificar o porquê: Fernando Meirelles queria a certeza de realizar o pedido de Saramago, queria que ao enxergarem seu filme, vissem. O que não é de todo ruim, a pessoa (que não é o caso de dois casais sentados atrás de mim no domingo) que tiver um mínimo de atenção, entenderá toda a idéia central da tese facilmente. Porém é esta sem força.

A falta de pessimismo chega a deixar com tom de exagero o filme, deslocando uma realidade mais agressiva. O que deixa “Ensaio Sobre a Cegueira” não tão longe de execuções como a de “Eu Sou a Lenda”.

Com bem disse o Saymon, falta “sangue e merda”. A cena do estupro, no supermercado e as imagens que levam os doentes à uma proximidade com mortos-vivos são fortes ao demonstrar a degradação, mas o espaço ainda parece imune (apesar do abando e dos papeizinhos picados). Deixa parecer sempre à beira do abismo, sociedade migrando, mas não habitando aquele caos. É mais a realidade documentada do que uma possibilidade alarmante do que já está acontecendo.

E ainda tem aquela coisa irritante de ser interrompido pela voz de Danny Glover, em duas das cenas que beiram lágrimas.

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PS.: Julianne Moore e, por que não, Gael Garcia Bernal.

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