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Castrocaf

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  1. Expulsos da Terra – Ursula K. Le Guin (Coleção Argonauta n°319 – Livros do Brasil-Lisboa) (Bom) – O Planeta Victória foi destinado a ser colônia penal do Brasil, seus primeiros habitantes são assassinos e ladrões de grande máfias que fundarão a primeira cidade do planeta. cinquenta anos depois o povo da paz também é condenado e expulsos para Victória após sua grande marcha pela Europa. Estes últimos são adeptos da não violência que se recusam a lutar nas guerras que assolam a terra, eles são de várias nacionalidades e são afastados da terra por medo de contaminação de seus ideais. Algumas centenas de anos após, os descendentes das duas culturas formam duas sociedades distintas. Os primeiros moram na cidade são comerciantes, artesões e pescadores. Os segundos são fazendeiros e trocam seus excedentes entre si. Os moradores da cidade consideram-se superiores e vem ao longo do tempo trapaceando nas relações comerciais. Após uma expedição a novas regiões do planeta, Lev um jovem líder do Povo da Paz, apresenta um requerimento na cidade de fundação de nova colônia. Contudo o Conselheiro Falco, líder do Governo tem outros planos. Os representantes dos fazendeiros são presos e o conselho começa a fazer requisições forçadas de trabalhos, com objetivo de fundar novas áreas de colonização em que o Povo da Paz serão simples servos em feudos das famílias mais abastada. O conflito entre duas sociedades com visões de mundo completamente distintas permeia todo o livro. Ursula está mais uma vez, magistralmente, criando uma ficção social. O tema central é a forma de luta da não violência, em que Gandhi e Luther King são referencias. Ela escorregou um pouco, no tratamento utilizado para designar os grandes senhores da cidade. “Don” é um título espanhol e não português, ou seja, falamos todos espanhol aqui na parte de baixo do Rio Grande. Outra coisa legal da Ursula é que ela se perde na descrição da geologia do planeta e de sua natureza. Lembro disso do último livro que li dela.
  2. A Estrela do Apocalipse – John Brunner (Série Antecipação n°39 – Galeria Panorama) (Médio) – Creohan o último astrônomo da terra, faz um uma descoberta estarrecedora. Uma estrela está a caminho do sistema solar o que decretará o fim do planeta terra e consequentemente a extinção da raça humana. Creohan tenta alertar seus conterrâneos, contudo a sociedade se encontra dopada, concentrada na casa da história e em diversas tribos que sequem hábitos e costumes dos antigos impérios terrestres. Uma sociedade que tem suas casas plantadas e que abastecem seus usuários de todos os bens necessários, bem como alimentação e vestuários. Após uma noite frustrada de procura por alguém interessado no problema, Creohan topa com Chalyth, uma jovem que passa seu tempo mergulhando no mar em contato com criaturas inteligentes. Juntos decidem abandonar a cidade e viajar pelo mundo para a procura de uma cultura que possa resolver a situação. Em suas andanças vão deparar com várias culturas humanas, desde tribais adoradoras de ídolos, a pastoris que mandam abastecimento de animais para as cidades. De piratas pigmeus, até uma cidade elitista pesquisadora da história humana. Nesta última eles ganham dois novos parceiros e recebem a informação de uma montanha mítica de culturas tecnológicas passadas enviavam naves espaciais aos planetas. Creohan e Chalyth seguem na procura da montanha onde vão descobrir um passado de antigos exploradores espaciais e a verdade sobre a estrela assassina. Outro livro que deixou a desejar. Apesar do bom enredo da tecnologia orgânica desenvolvida pelos antepassados (Apesar de achar que Brunner não saber que isto existia em 1968 quando escreveu o livro), o autor peca por deixar muitas lacunas não respondidas, bem como por não explorar com mais detalhes tecnologias interessante abordados no livro. Brummer foi da geração que escreveram muito nas décadas de 60 e 70. Ganhador de prêmio Hugo em 1969 e do British SF Award em 1971. Não me lembro de ter lido muita coisa dele e de ter visto muito livro dele. Vou ter que garimpar mais.
  3. Homem-Máquina – Max Barry (Editora Intrísica) (Médio) – Em um livro de primeira pessoa nosso protagonista Charles Neumann é um Engenheiro que desenvolve pesquisa tecnológica na empresa Futuro Melhor. Um acidente trivial, Charles perde parte de uma perna e se vê internado e sujeito a treinar com próteses para se readaptar a sua nova vida. É quando conhece Lola Shanks, especialista em prótese. É amor à primeira vista de nosso personagem, que com sua completa ausência de trato social tem a oportunidade de conviver um relacionamento constante com uma mulher. Em sua volta para Futuro Melhor, Charles começa a trabalhar em uma prótese mecânica tanto para melhoria de sua atual condição como para ter uma oportunidade de retomar o contato com Lola. O projeto desenvolvido por ele é tão melhor que o projeto original que lhe dá uma brilhante ideia de descartar sua segunda perna, o que ele simplesmente o faz. Com sua segunda perda, Charles começa a ser tratado como suicida. Contudo ao apresentar seu projeto tanto a empresa como a Lola, é visto como um brilhante projetista ganhando com isto um melhor laboratório para suas pesquisas e uma equipe ampliada de assistente, bem como a atenção de sua paixão. O livro seque na trajetória do interesse pessoal de Charles de melhoria de sua condição biológica, no interesse da empresa em desenvolver tecnologia militar deste campo de pesquisa e do relacionamento um tanto conturbado entre Lola e Charles. O conflito vai levar em uma fuga hollywoodiana e um final um tanto quanto improvável. O livro do Barry foi escrito de forma conjunta entre o autor e alguns leitores. Barry sofrendo de bloqueio criativo retoma um projeto anterior, e passa a publicar o livro em seu site, recebendo contribuições e sugestões dos leitores. Este é o primeiro livro que li nesta forma de construção. Pode ser um método rico de ideia, mas pode transforma em algo sem sabor por tentar contentar um grande leque de interesses... Senti a falta de algo mais na obra do Barry, talvez por esperar uma obra engraçada como anunciado pelas resenhas das livrarias, com sátiras do mundo corporativas ou do nerd. O personagem principal parece mais sofrer de uma forma menos grave de autismo, do que um verdadeiro nerd. As relações dos mundos coorporativo, ficou sem sentido talvez por ser narrado em primeira pessoa e da completa ausência de entendimento do Charles de suas sutilezas. A Saraiva e a Siciliano está com uma promoção do livro por menos de dez paus. Quem quiser aproveitar para avaliar um autor australiano é uma boa oportunidade!
  4. Sites de Ficção Científica – Estava garimpando na Internet referencia em Português de um autor de Ficção Científica. Quando me perguntei se não seria legal repassar a vocês algumas das minhas fontes de consulta na net. Então aí vai: Sobre a Coleção Argonautas: http://coleccaoargonauta.blogspot.com.br/ Sobre Ficção Científica: http://www.vimana.com.br/vimana/vimana_prime.aspx http://www.momentumsaga.com/ http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/index.php?midia=fic E hoje achei um muito bom que congrega assuntos relacionados: http://www.scoop.it/t/ficcao-cientifica-literaria?page=141 Se tiverem alguma referencia legal por favor me repasse!!
  5. Boneca do Destino – Clifford D. Simak (Editora Hemus – Coleção FC) (Péssimo) – Michael Ross andou por toda a galáxia procurando planetas habitáveis, como um agente imobiliário ele procura os melhores locais com potencial de valoração de venda. Após uma transação suspeita, resolve parar com suas andanças e viver de rendas no planeta terra, que virou uma espécie de paraíso fiscal para pessoas milionárias. Apesar de não conhecer ninguém no planeta, recebe um convite de jantar de Sara Foster uma herdeira de Família importante da Terra. A mesma vai convidar nosso aventureiro a acompanhar ela e dois outros personagens a descobrir o paradeiro de uma lenda Knight e seu robô telepata Roscoe. Ross não gosta da ideia de sair de seu conforto para acompanhar uma milionária excêntrica, um frade que lhe cheira a picareta e um cego de diz ouvir vozes. Contudo o proposta tem valor exorbitante e Ross já sente saudade de suas andanças pela galáxia. Numa aventura em um planeta estranho os quatros humanos e mais um alienígena que batizam de Pio, vão encontrar personagens como cavalos de carrossel biônicos, duendes, centauros, árvores gigantes assassinas, cidades desertas em sua busca por uma lenda. Ao mesmo tempo em que um a um dos personagens irão desaparecer. O Livro de Simak é confuso, me dando a entender que todo o planeta foi construído para que os personagens que partem nesta busca trilhem uma viagem pessoal, na busca de si mesmo e uma realidade transcendente. Ou seja um livro Zen-Budista travestido do Sci-Fi. Ficou horrível!!! A Editora Livros do Brasil-Lisboa também publicou o livros na Coleção Argonautas nos números 478 e 479.
  6. Passageiros para Vênus – Philip K. Dick (Editora Brugueira – Coleção Urânia nº 6) (Ruim) – A terra passou pela sua terceira guerra mundial e como consequência tem acontecido mutações de diversos tipos. Uma delas é Jones sua mutação lhe permite antever o futuro. Cussick um recém-formado Policial da Polícia Secreta descobre por acaso Jones em um parque de diversões numa feira de uma cidade do interior dos EUA. Algum anos depois Jones é preso, por propagar segredos de Estado sobre estranhos objetos que vem caindo na terra. Cussick encontra novamente Jones que agora é um líder de uma seita obscura e apresenta uma objetividade diferente do adivinho perdido de anos passado. A vida e a carreira de Cussick vão ser completamente alteradas por este estranho homem que futuramente se tornará líder mundial diante de uma humanidade receosa de uma invasão espacial. Cussick também chefia a segurança de um programa secreto do governo que desenvolve mutantes aptos a viver no planeta Vênus. Estes mutantes criados em laboratórios serão a salvação para Cussick e sua família. Novamente não vejo graça nenhuma nas novelas do Dick. Mais uma vez ele retornar a este papo de precog, e as maravilhas de um futuro em que estaremos colonizando outros planetas e realizando viagens a outros sistemas solares já na década de 90, são panos de fundos insossos em suas obras. A Aleph vem relançando várias obras do autor, algumas das principais como: O Homem do Castelo Alto; Os Três Estigmas de Palmer Eldtrich e Valis. Ainda não li nenhuma delas, contudo a um custo de mais de quarenta paus cada um não creio que vá valer a pena. O Pior que nos sebos os livros do Dick são os mais caros dos autores de SCI-FI!!!!! Definitivamente não entendo porque??
  7. O Planeta Esquecido – Murray Leinster (Editora Livros do Brasil Lisboa – Coleção Argonauta nº 118) (Bom) – A Humanidade em seu processo de colonização do espaço descobrem vários planetas com potencial para vida. Desenvolvem assim um programa de incentivo biológico de vários planetas. Naves automáticas viajam pelo espaço profundo primeiro levando bactérias e seres unicelulares, depois viriam uma nave com fungos e algas, depois plantas, em fim várias naves em sequência para levar toda uma ecologia a um planeta sem vida. Um simples planeta, o esquecido, devido a alguma falha de dados é desenvolvido até a colonização de insetos. Não recebendo mais naves superiores. Mil anos após uma nave espacial de passageiros sofre uma avaria e vai parar no Planeta Esquecido, sendo dada como perdida. Vários anos depois, encontramos uma tribo de humanos vivendo e fugindo de insetos gigantes. Burl é um jovem que se perde de sua tribo e faz uma viagem de descobrimentos e aventura aprendendo a matar insetos, coisa que sua tribo nunca tentou. De volta a sua tribo eles vão empreender uma caminhada rumo a caminhos nunca trilhados e nesta caminhada Burl vai aprender a trabalhar sua condição de líder bem como coordenar seu grupo para enfrentar os diversos perigos desta empreitada para um lugar livre insetos. Apesar do final água com açúcar. A caminhada de Burl e sua tribo valeu a leitura.
  8. Os Filhos do Futuro – A.E.Van Vogt (Editora Livros do Brasil Lisboa – Coleção Argonauta nº 177 & 178) (Ruim) – Este Livro está dividido em duas edições, e conta a história do Capitão da Armada Espacial John Lane. Após vários anos no espaço comandando uma armada de descobrimento de novos planetas encontram com alienígenas que conseguem rastrear a Armada de volta a terra. A história se passa na cidade espacial, onde as crianças desenvolveram um sistema de grupos que cuidam e corrigem o comportamento dos mais jovens. Não sei se devido à tradução ou da ideia do próprio autor as gírias utilizadas são ridículas e extremamente inocentes mesmo para a década 60. Como ficção social a história se passa como se a ausência dos pais (os homens que seguiram na Armada Espacial) leva-se a ser criado um sistema familiar representado por grupos de jovens, uma espécie de Laranja Mecânica do bem. Acho que Van Vogt considere as mulheres seres acéfalas ou objetos de decoração por não ter capacidade de criarem os filhos sozinhos. Como todos os filhos criados por mãe solteira ou a própria geração da década de 50 em que muitos pais morreram na guerra. O Capitão Lane não gosta deste assunto de “maltas” (como se chama os grupos de jovens) e tenta tirar a filha de sua malta, mas vai descobrir que não é tão simples assim. Ao mesmo tempo ele tem que enfrentar uma possível invasão alienígena e sua espionagem. Um livro bobo com um final infantil.
  9. Loucura no Espaço – Murray Leinster (Editora Livros do Brasil Lisboa – Coleção Argonauta nº 164) (Péssimo) – Este livro está divido em três contos, todos centrado Calhoun e seu amiguinho alienígena Murgatroyd. Nosso herói é agente da Medserviço uma espécie de agência de controle sanitário que viaja pelos planetas verificando o estado de saúde das populações e resolvendo os problemas. 01 – A Guerra dos Avós: Os Planetas Phaetra II e Canis III estão em guerra e as coisas tornam-se mais complicado pois Canis foi construído pelos filhos de Phaetra que se rebelaram, não acreditando que Phaetra está em perigo. A situação é resolvida por ambos se juntarem para salvarem os netos. 02 – O Homem da Mednave: O Planeta Maya não reponde aos chamados das naves, nem da própria Medlab. Clahoun desembarca no planeta e descobre uma cidade vazia e após várias peripécias descobre que tudo não passa de uma armação imobiliária para afastar os colonos do planeta. 03 – Tallien Três: O Planeta Tallien está sofrendo algum problema com seus habitantes, grande parte dele está transformando em páreas. Até Clauhoun foi contaminado e precisa descobrir a cura antes que os normais o mate. Uma Space Opera típica.
  10. Estação dos Exilados – Robert Silverberg (Editora Bruguera - Coleção Urânia nº 11) (Péssimo) – Temos aqui um Estados Unidos que foi agitado por uma revolução e dominado pelos sindicalistas. A revolução social acaba virando ditadura, e um grupo de jovem organiza uma resistência dedicado à contra revolução. Dois amigos vão dedicar suas vidas no movimento clandestino, mas o amor de uma mulher vai separar estes amigos. Barret vai perder sua companheira para Ditadura, bem como vários companheiros, finalmente o mesmo também é preso e ao invés de ser mandado a um campo de concentração como suspeitava é mandado para o cambriano, bilhões de anos no passado, onde a ditadura abandona seus oponentes. Vários anos se passam e Barret é comandante da base onde os exilados se concentram, tentando coordenar os trabalhos da base e manter os condenados livre da loucura. Um novo condenado vai trazer surpresas a base com a sua chegada. Um livro muito ruim onde grande parte dele se dedica as tentativas de derrubar a ditadura. Silverberg tem um pequeno brilho ao descrever o sistema de transporte das cidades, mas a ideia estapafúrdia de mandar inimigos do estado para o passado e não simplesmente matá-los como qualquer regime de linha dura, torna a livro ridículo.
  11. O Mundo dos Draggs – Stefan Wul (Livros do Brasil Lisboa – Série Argonauta nº 64) (Médio) – Os Draggs são alienígenas que a muito tempo atrás invadiram a terra. Os humanos ou “oms” são agora bichos de estimação, criados e reproduzidos para diversão e lazer dos draggs. Terr um jovem oms, por um acaso, passa a ter acesso ao aprendizado automático de sua jovem dona. Terr foge de sua casa levando com ele, o aparelho de aprendizagem, e passa a morar com os oms selvagens, vivendo num parque perto da cidade e pilhando as fábricas automáticas dos Draggs. Quando Terr avisa que o parque vai ser detetizado, salvando não só sua tribo bem como a tribo inimiga, passa a ser considerado um dos líderes. A Saga dos oms vivendo e construindo uma sociedade marginal, bem como o desenvolvimento técnico da mesma aproveitando-se das sobras dos Draggs, torna o livro interessante. Wul apresenta os Draggs como seres muito maiores que os humanos, esta condição aliado ao fato de seu planeta ter uma rotação mais lenta, dá uma vantagem natural aos oms, pois estes passam a ter ciclos de vida mais rápida, permitindo realizarem tarefas em dias. O pecado do Wul ficou no final do livro, descrevendo uma guerra entre oms e Draggs e uma paz amigável em um único capítulo. Num final abrupto e apressado. O livro foi transformado em filme de desenho surrealista em 1973 com o nome “Fantastic Planet”, e o mesmo ganhou um prêmio no festival de Cannes.
  12. Obrigado Tica! O Problema é achar livros bons!! Vou ter que mudar o tópico para Um Pró e Vinte contra, KKKKKKKKKKKKKK. Ainda tenho mais uns livros para postar! Vamos ver se consigo manter atualizado.
  13. Cidadão do Universo – F. Carsac - Livros do Brasil-Lisboa – Coleção Argonauta 80 ( Ruim). - Após sua nave ser destruída numa sabotagem Tinkar, se encontra em pleno espaço, preparando para morrer, quando é salvo pelo povo das estrelas e sua nave cidade. Esta raça de humanos, são os descentes de antigos rebeldes da terra que fugiram do Imperador a muitas gerações. Apesar de viver entre eles e receber cidadania plena, Tinkar sente-se rejeitado e tratado como desprezo por este povo estranho que vivem em cidades espaçonaves, viajando pela galáxia sem planeta mãe. Entretanto este povo vem enfrentando um conflito com uma raça alienígena, os Mpfifis. E estão pressionando Tinkar para que o mesmo lhes repasse a tecnologia de detecção de nave em viagem através do subespaço. Sua luta para conviver e ser aceito pelo povo das estrelas vai leva-lo a uma grande perda e a seu retorno a Terra, onde ele descobre que já não é possível viver sem a liberdade. Mas uma Space Opera, onde o herói além de salvador também é o um cientista de primeira.
  14. Cataclismo Solar – J. G. Ballard (Livros do Brasil Lisboa – Série Argonauta nº 109) (Péssimo) – Estamos numa Londres do futuro que está coberta por água, na verdade um pântano tropical. Toda a humanidade fugiu para uma latitude mais elevada e está morando agora nos círculos polares. Uma expedição está acampada em balsas e prédios que restaram inteiros na cidade. Realizando medições e coletando espécies animais e vegetais. A tripulação sofre com o calor excessivo, e com uma misteriosa doença que deixa as pessoas alienadas. Quando a tripulação parte, três tripulantes escapolem para continuar suas vidas nesta cidade submersa. Suas vidas são tranquilas apesar do calor, quando um caçador de tesouro e uma tripulação de piratas invade a cidade, fazendo de suas vidas um terror. Um livro chato e enfadonho. Resta somente um vislumbre ao Ballard por antever um cataclismo de efeito climático em 1962 quando lançou o livro.
  15. Revolta em 2100 – Robert A. Heilein (Livros do Brasil Lisboa – Série Argonauta nº 132) (Médio) – Temos aqui uma Distopia ambientado nos Estados Unidos. O governo é teocrata fundamentalista. Controlando a tudo e a todos e mantendo afastado qualquer contato com os outros países e colônias em outros planetas. Uma classe sacerdotal comanda e arregimenta um exército policial com rígidos princípios. Contudo enquanto a maioria da população está sobre este rígido controle, a elite do governo está infestada de corrupção e clientelismo. Acompanhamos John Lyle, soldado de elite designada “Anjos do Senhor”, guarda pessoal do Profeta Encarnado. O Mesmo teve a infelicidade de se apaixonar por uma Irmã da ordem das virgens do Profeta. Quando sua paixão sofre uma tentativa de ser violentada pelo Profeta Encarnado, John vai mergulhar num mundo de contradições, dúvidas e finalmente rebelião declarada a um sistema que se designava ser o paraíso na terra. Heilein criou neste livro uma visão futura da maior potência mundial, muito tenebrosa. Um verdadeiro retrocesso medieval. Entretanto o livro ficou muito enfadonho centrado no personagem Lyle e seu caso de amor sem sal.
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