Jump to content
Forum Cinema em Cena

luccasf

Members
  • Posts

    348
  • Joined

  • Last visited

Everything posted by luccasf

  1. Mas isso não é um indicador, mesmo. O máximo que podemos levar em consideração, é que a pessoa tem um gosto mais apurado, principalmente na fuga do convencional. Prefiro não generalizar, porque sempre temos uma excessão. De uma forma, ou de outra, esses diretores colaboraram para o cinema mundial, seja pela estética, seja pelos diálogos, entre outros inúmeros aspectos.
  2. Não. Só cadastrei esse usuário, e não aprontei, no passado. Esse daí, causou muitos problemas?
  3. Cara, tudo isso foi influência de uns amigos, desde os 14 anos. Comecei a gostar mesmo, com 15 anos, então, pude começar bem mais cedo. Valeu a pena ir nas Mostras, e em algumas palestras, mesmo não entendendo quase nada.
  4. Sou péssimo, nisso. No entanto, vou tentar, mesmo que resumidamente. Primeiramente, o meu nome é Luccas, mesmo. Pra ser sincero, ainda não sei o motivo dos dois c's, e, talvez, esse seja um dos grandes motivos para a minha rebeldia. Certo, falando sério, tenho 16 anos, ainda estou no Ensino Médio, e pretendo fazer Cinema, posteriormente. Sou bem tranquilo, comunicativo, e é praticamente impossível me tirar do sério. Procurar o curso de Cinema, caiu como uma luva, não só pelo amor ao mundo da sétima arte, mas, também, por eu não ter qualquer habilidade para qualquer outra disciplina, principalmente, aquelas que envolvem qualquer tipo de exercício físico. Gosto de Hitchcock, Bergman, Tarkovsky, Malle, De Palma, Tarr, Trier, Godard, Fellini, Ford, Irmãos Coen, Salvatores, Szabó, Sjöström, Lang, Polanski, Lumet, entre outros. Aos poucos vou postando minhas críticas, nos tópicos adequados. Falando nisso, gosto muito de ler e escrever. Enfim, é isso, basicamente. Mesmo não sendo muito apropriado para um CHAT, aqui está um resumo.
  5. Ah, perdão. Eu pensei que era um tópico para falar sobre qualquer coisa, como se fosse um CHAT. Fui indicado? Bem, eu fiquei sabendo, superficialmente, o que era, e até cheguei a ver as imagens, ontem. No entanto, não estava sabendo dessa. Que surpresa. Mas vc está certo, é como um chat mesmo, só estranhei porque vc nunca entra aqui Mas seja benvindo, fique à vontade e enjoy! Ah, menos mal, pensei que tinha feito besteira. Obrigado, Ursa. Vou tentar passar, neste tópico, quando possível.
  6. Ah, perdão. Eu pensei que era um tópico para falar sobre qualquer coisa, como se fosse um CHAT. Fui indicado? Bem, eu fiquei sabendo, superficialmente, o que era, e até cheguei a ver as imagens, ontem. No entanto, não estava sabendo dessa. Que surpresa.luccasf2010-11-13 16:11:40
  7. Boa tarde, pessoal. Fiquei 5 horas para fazer o download de "Gosto de Sangue", primeiro filme dos Irmãos Coen, e, quando acabou, descobri que não tinha legenda. Procurei de diversas formas possíveis, e a única que eu encontrei, estava dividida em CD1 e CD2. Frustrante. Já que não tenho outra coisa pra ver, vou rever e escrever sobre "Mephisto", do István Szabó, um dos meus filmes favoritos
  8. Richard Wagner - Cavalgada das Valquírias "Se tivéssemos uma verdadeira vida, não teríamos necessidade de arte. A arte começa precisamente onde cessa a vida real, onde não há mais nada à nossa frente. Será que a arte não é mais do que uma confissão da nossa impotência?" No curso de literatura, fiquei muito interessado pela escola simbolista. Dentre todos os grandes representantes, como: Arthur Schopenhauer, Baudelaire e os seus princípios da formação de um Homem - ético, estético e religioso - fiquei mais interessado por um outro nome, Richard Wagner. Apesar de ser bem reconhecido pela escola romântica, não dá para comentar sobre o simbolismo, sem fazer alusão às suas obras. A sinestesia é a protagonista do seu trabalho. Em "Cavalgada das Valquírias", encontramos um dos maiores desafios que envolvem a troca de sentidos entre a música, e o nosso inconsciente. Genial. Recomendo.luccasf2010-11-13 12:49:38
  9. Tihuana - Tropa de Elite "Chegou a Tropa de Elite, osso duro de roer Pega um pega geral, e também vai pegar você Tropa de Elite, osso duro de roer Pega um pega geral, e também vai pegar você" Confesso que não ouço pela letra, mas sim, pelo efeito, por vezes sinestésico, que conseguimos retirar de algumas de cenas de "Tropa de Elite", do José Padilha. A empolgação é quase incontrolável, ao meu ver. Não sou fã do gênero, entretanto, me senti em casa, assistindo essa grande produção. Não vou entrar em detalhes sobre a obra, pois não é o lugar apropriado, entretanto, faço questão de ressaltar a boa direção do Padilha, pela organização dos quesitos. Da trilha sonora, à fotografia. luccasf2010-11-12 18:45:48
  10. Bem melhor, agora, rs. Enfim, caso seja necessário, tenho outras imagens.
  11. Ah sim, agora entendi. Só para completar, e provar a minha ignorância: o que é quórum? Já tenho outra imagem, qualquer coisa.
  12. A Aldeia dos Amaldiçoados (Village of the Damned) Muitas pessoas costumam conferir os filmes antigos, a fim de conhecer as abordagens que eram feitas sem toda a tecnologia, ou até mesmo, sem toda essa exploração comercial feita em cima das produções contemporâneas. O filme que falarei a seguir, é mais uma obra que, mesmo com caráter de ‘filme B’, consegue entreter o espectador, sem ser necessário a utilização de qualquer técnica mais apurada. No ano de 1960, marcado por grandes obras de diretores consagrados, como: Psicose de Hitchcock, Spartacus de Kubrick, A Doce Vida de Fellini e Acossado de Godard, o diretor alemão Wolf Rilla, conduz um filme que remete o espectador àquela essência presente nos grandes ‘filmes B’ de Roger Corman. Com uma temática nada convencional, a produção A Aldeia dos Amaldiçoados, mesmo passando despercebida naquela época, frente às grandes realizações de outros profissionais, conseguiu fortificar mais ainda aquela frase clássica, que anos depois, seria dita pelo glorioso cineasta brasileiro, Glauber Rocha: "Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça!". Deixando o enredo de lado e analisando os outros pontos técnicos do filme, reparamos que um deles chama mais atenção: o elenco. Por mais que o mesmo seja bem desconhecido, com suas exceções, notamos um trabalho muito eficiente por parte dos atores, não deixando de lado o elenco mirim. É compreensível quando dizem que eles são o grande charme do filme, roubando a cena totalmente, numa temática tipicamente excêntrica desse período do cinema. Uma pequena cidade da Inglaterra vivencia um estranho episódio. Inexplicavelmente, todos caem no sono por horas. Sem entender o que aconteceu, os moradores ignoram esse acontecimento. Meses depois, várias mulheres ficam grávidas misteriosamente, sendo que ambas, dão à luz no mesmo dia. No entanto, aqueles bebês que futuramente se tornariam crianças extremamente inteligentes, guardam um grande segredo. É com esse plano de fundo, que o diretor alemão nos entrega um bom filme de suspense, que futuramente seria adaptado por um dos grandes nomes do gênero: John Carpenter. Com um roteiro que se desenvolve bem, mesmo com a pequena duração, A Aldeia dos Amaldiçoados possui os grandes traços para preencher as exigências do gênero. Além do tema e das boas atuações, o filme conta com uma boa fotografia nas diversas cenas dentro daquela humilde cidade do interior. Contextualização de ambiente muito bem feita. E o que proporciona uma intensificação naquela atmosfera densa do filme, é o fato da fotografia supracitada, ser preto e branco. Por fim, reparamos na utilização predominante da música clássica como trilha sonora, que não é um fato extremamente relevante, mas que evidencia mais uma marca no cinema da década. O espectador fica tão fissurado naquele enredo surrealista, que pouco se incomoda com os meros efeitos especiais. Em outras palavras, o filme foi suficiente em todos os quesitos cinematográficos, nos quais serviram de apoio para o desenvolvimento da estória. Considerado o filme mais interessante da fraca filmografia do alemão, A Aldeia dos Amaldiçoados consegue ser um bom passatempo, principalmente para os amantes dos filmes antigos, além do mais, traços peculiares daquela época, é o que não falta nessa produção. Uma viagem de reminiscências, acompanhada de uma das melhores estórias do gênero. Enquanto os produtores contemporâneos utilizam dos mais diversos efeitos para atrair os espectadores, um filme produzido na década de 60 consegue ser mais interessante e ainda assim, trazer a essência que todos queremos: a do bom e velho cinema. Nota: 6,5 luccasf2010-11-11 21:31:36
  13. Eu ainda não entendi. Qualquer um pode postar, depois de um tempo?
  14. Judy Rush acertou. O filme é "Um Olhar a Cada Dia" (Ulysses' Gaze"), do Theo Angelopoulos. Um dos meus filmes favoritos. luccasf2010-11-10 19:37:49
  15. Dicas: 1-) Quase 3 horas de duração. 2-) O diretor é um dos grandes nomes do seu país. Ainda está vivo. 3-) O diretor teve participação em "Cada Um Com o Seu Cinema". 4-) O filme ganhou prêmios em Cannes.
  16. A Profecia Celestina, de James Redfield É um tema que me agrada muito, e comecei a ler o livro, justamente para ver o filme. Como pretendo escrever algo mais detalhado, quero fazer uma comparação da obra original, com a obra do Armand Mastroianni.
  17. É só esperar... Nenhum desses palpites. Dicas: 1-) Quase 3 horas de duração. 2-) O diretor é um dos grandes nomes do seu país. Ainda está vivo. 3-) O diretor teve participação em "Cada Um Com o Seu Cinema". luccasf2010-11-10 18:12:43
  18. Não. Dicas: 1-) Quase 3 horas de duração. 2-) O diretor é um dos grandes nomes do seu país. Ainda está vivo.luccasf2010-11-10 17:39:52
  19. Olha, pra ser sincero, prefiro ouvir esse gênero musical, do que ficar vendo as pessoas andando na rua, com o celular na mão, com som alto, tocando algum funk que fala sobre traficante. Eu sentiria vergonha de fazer isso, sinceramente. Nossa...Eu pensava que ja tinhem parado com os aviões do "forró". Porque q o mundo tem q ser assim! Isso me deprime profundamente. Um dia, as 4 da manhã um carro passou com AC/DC bem alto. Eu dei pulos de alegria!!! Pelo menos algumas pessoas inda sabem o que q é musica. Eu vou ter minha vingança. Eu vou anotar a placa dos carros que passam com aviões do forró e vou as 5 da manha na frente da casa deles colocar musica clássica! Eu posso ser preso, mas minha vingança será maligna!!! Que nada, eles continuam firmes e fortes, cara. Pelo que eu fiquei sabendo, eles lançaram um novo CD, há pouco tempo. Por incrível que pareça, tem gente que compra e coloca pra ouvir no carro, no último volume. Eu sinto vergolha pelos outros.
  20. Não. Dica: 1-) Quase 3 horas de duração.
  21. O Pássaro das Plumas de Cristal (L'Uccello dalle piume di cristallo) Sendo o primeiro filme do italiano Dario Argento na direção, "O Pássaro das Plumas de Cristal" não marcou apenas a sua filmografia, mas também serviu como um dos grandes pioneiros para o subgênero cinematográfico que ganharia força na década de 70, o giallo. O mesmo recebera esse nome, devido a uma famosa série de livros sobre estórias policiais, que possuía uma capa amarelada. Com a excessiva produção de filmes que tratavam dessa temática, foi feita uma alusão com a série supracitada, tomando forma então, um dos subgêneros mais importantes da história do cinema. Como foi dito anteriormente, protagonizado por Dario Argento, o giallo influenciou diversas produções que foram feitas, anos depois. Franquias poderosas como: "Sexta Feira 13", "A Hora do Pesadelo", e até mesmo o clássico "Halloween", de John Carpenter, trouxeram vestígios da essência italiana. Podemos notar os traços peculiares dessa corrente cinematográfica, quando observamos produções que envolvem um serial killer, que tem a sua identidade omitida até os minutos finais, mas que aparece em certos enquadramentos, trajando roupas padrões, como por exemplo: luvas e casaco preto. O envolvimento policial é indispensável, juntamente com os típicos assassinatos cruéis, que são precedidos por perseguições claustrofóbicas. Todas essas características, com o tempo, foram adaptadas ao modo de se fazer cinema de cada realizador. Surge então, outro subgênero que derivou diretamente do giallo e que teve muita força na indústria americana, o slasher. Basicamente segue a mesma essência, e essa fórmula é ainda utilizada nos dias de hoje, agradando legiões de fãs apaixonados pelas franquias, ou até mesmo por certas produções que passaram despercebidas, décadas atrás. O gore, outro forte indicador desse subgênero, mais conhecido pela exacerbada violência gráfica, ainda tinha seus limites nessa primeira produção do diretor. Nada muito pesado, mas com indícios do que viria, futuramente. Trazendo todos os elementos comentados acima, o enredo de "O Pássaro das Plumas de Cristal" se concentra num jornalista que presencia o assassinato de uma mulher, por uma pessoa misteriosa, vestindo roupas pretas. Sem notar a verdadeira identidade do assassino, o jornalista acaba se complicando com a polícia, e resolve agir sozinho, a fim de descobrir o que realmente aconteceu naquela noite. O que ele não esperava, é que o seu envolvimento resultaria no fato de se tornar uma das próximas vítimas daquela figura nefasta. Dirigido de forma agradável e confiante pelo estreante Dario Argento, "O Pássaro das Plumas de Cristal" faz jus a sua influência dentro do mundo da sétima arte, e representa o primeiro filme da Trilogia Animal do italiano, que futuramente receberia duas outras partes: "O Gato de Nove-Caudas" e "Quatro Moscas no Veludo Cinza". (www.cineplayers.com) Com um bom roteiro em mãos, e sabendo trabalhar com consciência em certos aspectos cinematográficos, Dario Argento demonstra muita qualidade na direção, mesmo sendo a sua estreia no cinema. Seus enquadramentos e a miraculosa fotografia de Vittorio Storaro, dando destaque para as cores contrastantes e a iluminação, que sempre são protagonistas em suas obras, e que dão maior deleite ao âmbito do filme, já serviam como prelúdio da sua brilhante filmografia. Para acompanhar esse belo banquete visual, temos o estupendo trabalho de Ennio Morricone com a lúgubre trilha sonora, que acompanha o desenvolvimento do conflito, até o inesperado desfecho. O mesmo representa outro ponto forte de suas produções, que resultaram até em intitulações como: Hitchcock italiano. Seu trabalho com afinco em cima dos personagens, por mais que algumas atuações ainda não sejam tão agradáveis, é um dos fatores que justificam essas comparações. Todo personagem é primordial para o bom andamento, e não estão lá apenas para cumprir roteiro. A tentativa de driblar o convencional, que é muito bem realizada nessa produção, exerce um peso extremamente significativo na qualidade do produto final, e por conseguinte, no que foi estipulado anteriormente. É imprevisível, é bem trabalhado, é belo, é Argento. Acompanhar o seu trabalho desde o primeiro filme, é algo indispensável para compreender a sua singularidade. Mesmo não sendo perfeito na sua primeira viagem, Dario Argento já indicava o que estava por vir. Dono de uma estética que cresceu muito com o passar dos anos, o diretor nos presenteia com um giallo clássico. Assassinatos, perseguições e um ponto de interrogação que só vai ser solucionado nos últimos minutos. Essa é a fórmula do italiano, entretanto, em "O Pássaro das Plumas de Cristal", todas as doses estão moderadas. Um bom início que agradou boa parte do público. Mal sabíamos o que estava por vir. Bela surpresa. (www.cineplayers.com) Nota: 7
×
×
  • Create New...