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Forum Cinema em Cena

bs11ns

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Posts posted by bs11ns

  1. Respondi tua MP e peço desculpas aqui pela minha agressividade. Sou um pouco armado e na defensiva mesmo Shy porque tive que aprender a ser assim ao longo dos anos. É um instinto de autopreservação, pra não sofrer sabe?bs11ns2011-06-20 23:38:09

  2.  

     

     

    Vale reiterar que o Bs não tinha entendido muito bem o que eu quis dizer com se defender (assim como eu compreendi mal o primeiro post dele). Não posso falar pelo Nostromo' date=' mas posso dizer que o post azul não corresponde exatamente ao que eu disse, não é uma interpretação impecável, coisa que a criatura acima não entendeu ou resolveu fingir que não entendeu, apesar das explicações que eu já dei.

     

       

     

       <div ="msg"="" style=":left; overflow:auto;">

     

        [quote=Lucyfer>É, mas eu não estou dizendo simplesmente que devem lutar acima de

     

    tudo. Não é bem assim... É compreensível manter discrição pra se

     

    preservar, não apenas em se tratando de orientação sexual, mas de outras

     

    características que rendem retaliações da sociedade.[/quote>A discussão começou porque o Bs disse que se não o quiserem no CeC ele vai sair. Mas estamos num ambiente virtual e que é um fórum de cinema, e não de evanlégicos-pela-cura-da-homossexualidade, então não tem sentido. Sem falar no fato de que aqui tem sempre alguém que não gosta de alguém e discordando de alguma opinião...

     

     

     

    [/quote]

     

     

     

    Exatamente. Foi isso aí mesmo o que aconteceu!

  3. Mas qual revolução não ocorreu sem um propósito muito firme? Não conheço nenhuma.

     

     

     

    você deve conhecer as razões do início da primeira guerra mundial. Acha aquilo realmente justificável? Acha que precisava ser iniciada uma guerra que matou tanta gente por causa de um motivo tão ridículo? Acha que as causas da Revolução Constitucionalista de 32 também são plausíveis? Aquilo levou alguém a algum lugar? Pra mim, esses são dois exemplos de lutas inúteis, entre vários outros.

     

     

     

    primaveras árabes

     

     

     

    Esse é um tipo de revolução com o qual me identifiquei plenamente: organizada, moderna e pacífica. Melhor ainda: teve resultados imediatos.

     

     

     

    Mas fechar os olhos para grupos como Bolsonaro e seus asseclas é dar a oportunidade para eles no futuro. Talvez mais para frente sejam mais ousados e intolerantes com a sua tolerância e dos demais. Tanto é assim que a omissão contra grupos de extrema direita levou aos golpes de estado no passado não muito distante. Por isto que participei de uma petição pública, para tirar o poder deste projeto de integralista da nossa sociedade

     

     

     

    E você acha aque eu fecho os olhos pra grupos como o dele só porque não penso que todos devem se defender contra qualquer tipo de discriminação e preconceito? você acha que o mundo inteiro deve ser intolerante com os intolerantes? Eu estaria me igualando a eles se fizesse isso. Prefiro lutar com armas como a internet e petições como a que vc citou, da qual também participei, do que ser um ativista revolucionário que quer se impor perante a uma sociedade cujas raízes de um sistema tão machista e fechado são muito mais antigas do que sua própria existência. Vide Che Guevara que lutou tanto por um povo e por uma nação que acabou morto pelos seus próprios companheiros

     

     

     

    da mesma maneira que as pessoas aceitam heterossexuais beijando na rua. Da mesma maneira que aceitam evangélicos, católicos, pessoas brancas e negras...Se não existem diferenças não existe uma sociedade de fato

     

     

     

    e quem disse q as pessoas toleram heterossexuais se beijando na rua? amigos meus, íntimos e mais novos que eu, acham uma falta de vergonha casais heteros se beijarem em público. Da mesma forma que também não frequentam os mesmos lugares que pessoas de uma religião diferente da sua. Meus pais, só pra vc ter uma ideia, se quer convivem com quem não é espírita como eles. Não sou assim. Tolero diferentes religiões, diferentes sexualidades, raças e crenças porque eu desenvolvi esse comportamento partindo do princípio de que também sou diferente independentemente da sexualidade. Mas o que eu repito é que entendo quando as pessoas não me aceitam, não estão de acordo com minhas opiniões ou meu estilo de vida porque elas não são obrigadas. Eu também não sou obrigado a ir á favelas, lugares perigosos ou frequentar igrejas das quais não goste, festas com as quais não me identifique. Não entendo porque teria de fazer com que essa sociedade que vc diz q existe, e que pra mim é utópica feita de hipócritas, engula meus comportamentos.

     

     

     

    Você mesmo disse ao ser tolerante a grupos homofobicos, racistas e outros grupos de ódio que não respeitam o seu modo de vida.

     

     

     

    Onde foi que eu escrevi que tolero grupos homofóbicos e racistas??? Não escrevi isso. O que falei é que entendo pessoas que não aceitam a homossexualidade, diferenças de cores, religiões, etc e que eu não vou lutar contra uma realidade sozinho! Mas uma coisa é não aceitar e outra, muito diferente, é humilhar, espancar, matar alguém por causa disso. Eu sou extremamente criticado porque tenho relações de amizade com pessoas gordas, que tem uma classe inferior á minha (embora não frequente a casa delas)...fui discriminado quando trabalhava em um local humilde, em uma função mais humilde ainda. E nem por isso deixei de realizar essas coisas e de aprender muito com isso. Agora vc vem me dizer que eu não respeito minha vida?

  4. O Profeta. Desde as primeiras cenas deste longa francês nota-se que ninguém será poupado em seu decorrer. A história do até então novato presidiário descendente de muçulmanos, cujos motivos da prisão não ficam muito explícitos, que se transforma em um grande criminoso a partir do momento em que entra no violento sistema prisional francês, se amarra a um roteiro que tenta ser o mais imparcial o possível já que não elege mocinhos, vilões, culpados ou inocentes, se atentando para os caminhos que aquelas pessoas seguem naquele período da vida delas e para como elas os atingem. Não há alternativas ou subterfúgios simplesmente porque o diretor abre mão de qualquer perspectiva positiva que pudesse ser retratada, embora houvesse soluções. Então, essa escolha dele não funcionou comigo, ainda que eu goste muito da construção do universo prisional e da atuação dos dois atores centrais, sobretudo de Tahar Rahim que conseguiu me fisgar por ser pulsante, imprimir vigor e bastante força a um personagem que tenta limitá-lo o tempo todo. . É um filme difícil mesmo, de um autor que optou por um caminho que não me agradou na sua totalidade mas que funcionou com a maioria das plateias e críticas por onde passou. 7,0/10

  5.  

     

     

    Gostar de garotos não ter de ser um peso maior que seus outros defeitos?????? É UM DEFEITO SER GAY??? COMO ASSIM??? DE ONDE VOCÊ TIROU ISSO??? To dizendo que esse povo do blog é preconceituoso' date=' machista e antiquado. Jesus...defeitos, milhares deles deve ter você que ainda não enxergou a diferença de viver eternamente com algo pelo qual irão te tachar pelo resto da vida....Aliás, vc to errado, vc deve ser perfeita pra pensar desse jeito. PARABÉNS!!!!

     

     

     

    [/quote><font face=Times New Roman, Times, serif" size="3">Posso defender a Shy? Eu já a conheço há algum tempo e realmente não creio que ela quis dizer o que entendeu (e eu também entenderia se não a conhecesse), foi uma péssima escolha de palavras. Provavelmente ela queria dizer que a homossexualidade é tida pela sociedade como algo indesejável, algo próximo de um defeito (o que é um absurdo, claro)[/quote]O Scofield está certo.

     

     

     

     

     

    Eu espero mesmo que esteja!

  6. As pessoas têm um conceito errado de revoluções. Acham que elas acontecessem por nada como se fosse uma simples reivindicação? Acham que as pessoas querem isto? Na verdade a revolução é o limite da sobrevivência da maioria em muitos exemplos históricos e atuais.

     

     

     

    Não sou contra revoluções. Só não defendo que eles aconteçam sem um propóstio muito firme e que sacrifiquem vidas. Pelo jeito você também acha que as duas guerras mundiais foram extremamente necessárias bem como seus milhares de mortos? Eu não. Acho que cada luta tem suas armas e cada um deve se utilizar delas da forma que achar melhor. Prefiro brigar pelos meus direitos do lado da justiça ou então com palavras e ações que não prejudiquem ninguém.

     

     

     

    Não aceito conformismo que é muitas vezes atitudes de derrotados ou medrosos. Se você não luta na vida, simplesmente você se rende ao seu fim. Acho errado usar a violência, mas quando não lhe restam opções de ser pacifista que se dane tudo. Acho minha vida muito mais importante do que de gente que me quer ver morto. Autopreservação é uma lei natural que costumo seguir assim como todas as formas de vida.

     

     

     

    Não sou confomista, sou realista. Não há como dizer que tudo vai ser lindo, perfeito, maravilhoso mas também não posso sair por aí dizendo que todos devem me aceitar e que tenho que fazer uma revolução, um protesto, uma passeata contra aqueles que não o fizerem. Luto da minha forma pela minha autopreservação justamente porque tbém acho que minha vida é muito mais importante do que qualquer outra coisa. Não deixo de viver por nada nem pelas opiniões de ninguém. Se vc acha que sou medroso ou derrotado, acho que quem não enxerga que só se chega a algum lugar sem consequências catatróficas ou trágicas não tem visão de realidade e sobreviveria melhor no Oriente Médio do que aqui no Brasil.

     

     

     

    Pode dizer o que quiser, mas quem não luta para mim pela sua vida ou é um idiota ou é um covarde. Em fim, se impor às vezes é necessário à sobrevivência. Às vezes é necessário revidar sim.

     

     

     

    Revidar da forma certa, com as atitudes certas e no momento certo. Quem disse que não luto pela minha vida? Quem disse que não me imponho? Com certeza não da mesma forma que você, assim como também não sou covarde e idiota pelos mesmos motivos de aqueles que insistem no confronto contra os que são antagonistas á suas opiniões e argumentos o são.

  7. Sei lá, acho que homos não tem que dizer a ninguém que é homo ou se vai em baladas homos. Um hetero não faz isso, uai.

     

     

     

    Porque não? Você como hetero, provavelmente, não deve fazer ou teus amigos também não. O que mais ouço diariamente é um bando de um hetero (homens, em sua maioria) nojentos esbanjando o modo como ficaram (e vc entende do q estou falando) com as meninas em tal noite. Até concordo que não precisamos mesmo ficar espalhando aos quatro cantos nossos métodos de divertimento a não ser áqueles extremamente íntimos. Tem alguns que falam e lidam bem com as consequências disso. Eu não sou desses principalmente porque também não gosto dessa atitude em héteros. E ser gay é muito mais que isso.

     

     

     

    bem, acho bom contar aos pais (mesmo pq mães tem um faro ninja p/ isso) se isso angustiar demais, senão...deixa rolar.

     

     

     

    Isso é feeling, momento cada um tem o seu. Mal comparando, não é a mesma coisa de falar que tem uma doença ou algo de ruim que possa te levar á morte e que, invariavelmente, irão descobrir de alguma forma. Só quem é gay sabe o que é conviver com isso.

     

     

     

    Orientação sexual não deveria definir uma pessoa, como se ela fosse apenas isso.Tipo, as pessoas podem te curtir por um monte de coisas e detestar por outras tantas entre elas por ser homo, mas não apenas por isso

     

     

     

    Quem disse que define? Eu disse em algum momento? Acabei de responder ao post da Lucyfer dizendo que vivemos preconceito (falo de nós, gays) não só pela sexualidade diferente da maioria como também pelo modo como enxergamos a sociedade como um todo, no geral. Todos gostam ou odeiam a gente por vários motivos e ser gay NÂO deveria ser um deles porque não é simplesmente uma opinião, um modo se olocar frente á sociedade. É uma condição inerente á nós, já nascemos assim, embora muitos ainda insistam em dizer que é uma opção sexual.

     

     

     

    gostar de garotos não tem que ter um peso maior que seus outros defeitos.

     

     

     

    Gostar de garotos não ter de ser um peso maior que seus outros defeitos?????? É UM DEFEITO SER GAY??? COMO ASSIM??? DE ONDE VOCÊ TIROU ISSO??? To dizendo que esse povo do blog é preconceituoso, machista e antiquado. Jesus...defeitos, milhares deles deve ter você que ainda não enxergou a diferença de viver eternamente com algo pelo qual irão te tachar pelo resto da vida....Aliás, vc to errado, vc deve ser perfeita pra pensar desse jeito. PARABÉNS!!!!

     

     

     

    A impressão que se têm é que alguns gays sentem culpa por sê-lo (sei lá se pq acham que seja pecado), daí ficam na defensiva, acham que precisam justificar seu homossexualismo e tals. Não têm.

     

     

     

    Nunca tentei e nem vou tentar justificar minha homossexualidade por que isso não é algo justificável. Ninguém tem nada a ver com a sexualidade de cada um e quem sente culpa por ser alguma coisa é porque não é bem resolvido consigo mesmo, o que não é o meu caso. Isso não significa porém que eu tenha que ser amplamente a favor de todos aqueles que lutam contra tudo e contra todos, que são ativistas e que panfletam a favor da homossexualidade e da distinção de nós, gays, através de leis ou outras resoluções como é feito, por exemplo, com as cotas para negros nas faculdades. O que estou discutindo aqui é justamente o contrário da defensiva: é a reação dos grupos GLBT contra todos aqueles que não aceitam a homossexualidade. Digo e repito: não panfleto a favor, não sou ativista e não faço apologias. Defendo que todos, indiscriminadamente, devem ter seus direitos preservados simplesmente por serem HUMANOS.

     

     

     

    ser hetero tb não é fácil

     

     

     

    Ser humano não é fácil.ue]bs11ns2011-06-19 21:15:01

  8. É, mas eu não estou dizendo simplesmente que devem lutar acima de tudo. Não é bem assim... É compreensível manter discrição pra se preservar, não apenas em se tratando de orientação sexual, mas de outras características que rendem retaliações da sociedade.

     

     

     

    O que acho é que esse equilíbrio é extremamente difícil de se encontrar. A equação entre manter a discrição pra se preservar e não deixar que as pessoas pisem em você como um todo, não só com relação á sexualidade e preconceito, resulta num produto muito difícil de ser achado. Não dá pra vc lutar o tempo todo da amesma forma que não dá pra você deixar os outros te subjugarem á sua revelia. Eu pelo menos não deixo e, ás vezes, pago um preço caro por isso. Não só pela sexualidade como também simplesmente por outras opiniões que emito sobre os mais diversos assuntos. A sociedade, principalmente a brasileira, não está preparada pra discussões amplas, abertas e francas sobre homossexualidade, pena de morte, aborto, eutanásia (da qual sou a favor) entre tantas outras questões relevantes.

  9. Eu tenho uma idéia. Mas a gente pode se confundir sobre as pessoas, ter uma idéia errada sobre elas. Acontece...

     

     

     

    concordo que acontece e justamente por isso não quis entrar nessa discussão até porque meus primeirosa posts aqui no fórum foram defendendo veementemente o Cisne Negro, filme do qual nem todos gostaram tanto quanto eu. Me limitei a dar uma resposta curta e grossa pro cara e só, afinal de contas estamos aqui pelo amor ao cinema, acredito eu.

     

     

     

    Minha avó criou o hábito de ver canal católico. Eu acho ridículo e acho as missas insuportáveis. Mas deixo que veja o programa em paz. E ela não vem me encher pra assistir com ela. É o que eu chamo de tolerância.

     

     

     

    Da mesma forma que eu, pra obter uma convivência pacífica e sem muitos desgastes, acabei desenvolvendo o botão do "deixa pra la" pra fingir que não to ouvindo muita coisa que me desagrada. Também chamo de tolerância mas parece que tem gente que acha que todo mundo tem que ficar brigando por tudo o tempo inteiro. Lutando por seus direitos, panfletando a favor a isso ou contra aquilo. Não faço isso simplesmente porque compreendo a dor das pessoas no que diz respeito ás dificuldades de enfrentar a rejeição da sociedade por ser gay. Se eu for tachado de "neutro" ou "passivo" ou "sem opinião" como já disseram aqui nesse tópico, paciência. Ao menos eu to sendo coerente com o que penso e agindo de acordo com a vida que levo agora. Não digo que não mudarei de opinião um dia se minha situação for diferente, Por agora, é o que tem pra hj.

  10. E o que seria um discurso bonito? Falar que a miséria degrada o ser humano? Mas degrada mesmo. Não preciso passar pela situação pra saber o básico sobre ela. Nem devo evitar discutir problemas sociais e ter uma opinião sobre eles quando não me afligem. Não sou ativista, e não vivo infeliz por causa do sofrimento alheio (ninguém vive). Mas não sou tão ruim e egoísta que nunca consiga me sensibilizar minimamente com o problema do outro.

     

     

     

    Seria o mesmo discurso que vc e o Nostromo, por exemplo, pregam aqui ao dizer que nós homossexuais temos que lutar acima de tudo pelos nossos direitos sem saber que isso implica em tomar decisões cujas consequências podem ser catastróficas para o grupo social no qual estamos inseridos. Me passa a impressão de que vces não sabem exatamente o que é viver nessa condição porque uma coisa bem diferente é se sensibilizar com um problema simplesmente porque você é humana, não é egoísta e se compadece de um sofrimento que vc não pode amenizar. Outra coisa, bem diferente, é vc passar por ele, sentir a dor na carne, nas vísceras e ter que conviver com os efeitos daquilo, talvez, pro resto da vida. Sei muito bem disso Lucyfer porque tinha uma opinião toalmente diferente á respeito da homossexualidade, da fome e da perda de um ente querido sem antes ter passado por nenhum deles. Depois que passei, no entanto, minha visão mudou completamente. Embora boa parte dos sentimentos ainda continuem aqui, agora eles são muito mais potencializados pela vivência. Se sensibilizar por alguém que enfrentou algo ruim sem tê-lo encarado é humano, bonito mas profundamente distante da realidade dessas pessoas.

  11. E quem são os hipócritas, conservadores e antiquados aqui? Nomes, por favor. 

     

     

     

    Não preciso dar nomes de nada não Lucyfer. É só vc ler os posts desse tópico aqui principalmente na época em que foi publicado o post sobre a decisão do STF e os posts do O Que Você Anda Vendo e Comentando? (especialmente nos comentários de filmes como Velozes e Furiosos 5, Sucker Punch) que você vai saber de quem estou falando. É inteligente o suficiente pra isso.

     

     

     

    Quanto ao Nostromo, me pareceu que ele quis dizer que eu tenho que fazer com que as pessoas me aceitem, independemente delas quererem ou não, delas gostem das minhas atitudes por acharem-nas adequadas ou não. É um comportamento incoerente com o meu jeito de pensar, que vai de encontro justamente com a liberdade que me fez ver todos como iguais a partir do momento que assumi minha homossexualidade. Embora seja totalmente a favor do respeito do ser humano como um todo, como posso exigir aceitação de alguém se eu mesmo não aceito todos da forma que são? É controverso e hipócrita. Prefiro assumir meus preconceitos e aceitar que nunca poderei agradar a gregos e troianos. Aliás, Lucyfer, pra ser bem sincero nem quero. Se gostar de mim é um favor que me faz. Se não gostar, são dois!

  12.  

     

    E onde eu disse que todos devem se assumir? Eu disse que entendo a decisão dos que não se assumem, porque o ódio da sociedade é muito grande.Eu não sou cristã, vivo num meio social onde quase todo mundo é, e não vivo gritando com os cristãos sobre o assunto, nem muito menos impondo meu estilo de vida a eles. Mas se algum deles tomar a iniciativa de impor sua crença a mim, leva um fora, no qual afirmo minha liberdade de ser como eu sou sem sofrer discriminações.

     

     

     

    em nenhum momento eu disse que aceito discriminações e que aguento calado a pressão da sociedade. Acredito ser maduro o suficiente pra dar ás pessoas aquilo que elas precisam ouvir quando se referem a mim de modo grosseiro. Mas entendo aqueles que não podem fazê-lo porque dependem do emprego pra sustentar a família, por exemplo. Também ja tive que dar fora em evangélicos que queriam me converter a todo custo porque sabiam que sou espírita. Essa forma de se impor não acho desrespeitosa desde que vc não ofenda ninguém. só não acho q deva panfletar e participar de grupos ativistas a favor da causa GLBT porque realmente acredito que ninguém deve impor nada a quem quer que seja.

     

     

     

    Falar sobre o preconceito do qual a gente é vítima não significa ficar o tempo todo brigando com todo mundo. Existem aqueles que adotam uma atitude engajada, em protestos e outros atos, o que também não significa viver constantemente brigando e gritando. E existem aqueles que simplesmente discutem o assunto em algumas situações (na internet, numa conversa pessoal, numa sala de aula etc), e é um comportamento importante também, embora mais discreto. Ambos ajudam a dar notoriedade ao problema. No caso dos gays, eu me refiro apenas aos que se assumem, e entendo perfeitamente, como já disse mais de uma vez, a decisão de não se assumir.

     

     

     

    Demorei bastante pra entender isso mas agora to passando a agir de outra forma pra me preservar mais. Mas isso não significa que eu seja um ativista e que eu ache que todos devem agir da mesma forma que eu. A homossexualidade, ou sexualidade de uma forma geral, é uma coisa muito particular e acredito que cada um encontra a melhor forma de se relacionar com a sua. Eu estou encontrando a minha mas não defendo a mesma posição pra todos pois o quanto doi isso tudo e só quem passa por algo semelhante sabe o que é. É a mesma coisa de fazer um discurso bonito sobre a miséria sem nunca ter passado fome, ter vivenciado o desespero de pessoas que não têm o que dar pra seus filhos comer. É muito fácil falar de algo que não se tem conhecimento de causa. Emitir opiniões sem querer se comprometer com elas.

     

     

     

    O mundo nunca vai ser perfeito. Faz com que seja preciso que alguém tome uma atitude enérgica urgentemente, porque os direitos humanos são importantes

     

    demais para que as pessoas fiquem calmas esperando que a sociedade resolva mudar.

     

     

     

    Não tenho a ilusão de que o mundo será perfeito um dia e nem espero que ele seja assim como também não acredito em nada perfeito. A sociedade nunca será perfeita e nunca estará disposta a mudar como um todo se não reverter em algum benefício pra ela própria. É sempre assim que funciona. Não sou a favor de revoluções ou guerras nem nada que não seja absolutamente pacífico. alguma atitude enérgica da sociedade em favor a direitos humanos amplificados á todos da sociedade, causará, no mínimo, um grande conflito religioso no mundo inteiro. Nós, homossexuais, não temos que ter nossos direitos adquiridos somente por nossa condição. Todos seres humanos têm de ter seus direitos adquiridos independetemente de religião, sexo, cor, crença, enfim...Só acho que querer que a sociedade mude na marra, é uma irracionalidade sem tamanho.bs11ns2011-06-19 19:59:17

  13. Além disso, seu paralelo entre seu medo de favela e homofobia não tem sentido, visto que o primeiro é justificado pelo risco de morte e o segundo não. Se não é sinal de inteligência evitar lugares perigosos, então não sei o que é...

     

     

     

    Não há justificativa pra falta de segurança e instabilidade que forçam a existência de áreas de baixo poder aquisitivo, geralmente mais violentas. E não estou fazendo paralelo entre isso e homofobia porque não sou homofóbico. O que digo é que não tenho que ser a favor de pessoas que lutam de todas as maneiras pela conquista de direitos somente por ser homossexuais como elas pois eu respeito quem não aceita a homossexualidade assim como também não frequento lugares menos favorecidos por não aceitar o comportamento da maioria das pessoas que vive lá. E, friamente falando, a homofobia é mais justificável do que a existência de áreas menos favorecidas pois a primeira é cultural, arraigada á uma sociedade que não tem cultura suficiente em sua maioria como a nossa. Já a segunda é descaso de um governo corrupto e de um povo que, justamente pela falta de cultura, não é atuante e politicamente pensante, não conseguindo cobrar de quem elege melhores condições de vida.

     

     

     

    Não é ela que tem que ser aceita. E sim você. Como pessoa.

     

     

     

    Ninguém "tem" de ser aceito. No mínimo deve ser respeitado. Impor ás pessoas que elas concordem com o que faz sem entender que cada um tem seu conjunto de regras e de valores é invasivo, arrogante e desrespeitoso. Jamais pediria pra alguém me aceitar do jeito que sou porque também não tenho que concordar com pessoas que agem de modo que me desagrade. Isso é respeitar princípios e a essência de cada um. Se alguém quiser me prejudicar por pensar que pessoas homossexuais devem ser extintas ou algo do gênero, a lei está aí pra ser aplicada a todos, indiscriminadamente.

     

     

     

    Você não "tem" que defender suas opiniões.

     

     

     

    É claro que tenho pois uma pessoa que não tem opiniões baseadas em argumentos fortes, não tem poder reflexão e não pode exigir nenhuma melhora da sociedade já que é um ser sem pensamento crítico. Se eu não defender minhas opiniões, e simplesmente me deixar levar pela moda, atitude muito frequente aqui no Brasil, que raio de pessoa serei eu qaue nem luto pelo que acredito?

     

     

     

    Aqui não é fórum de extremistas de direita e sim de cinema.

     

     

     

    Espero sinceramente que não seja pois jamais esperava que pessoas que se dizem tão entendidas, ou pelo menos parecem ser, numa arte tão vasta, ampla e aberta a todo o tipo de discussões como é o cinema, tivessem opiniões ainda tão conservadoras, antiquadas e que vão contra a maioria do restante de opiniões que elas mesmas postam aqui, ou seja, hipócritas.bs11ns2011-06-19 19:36:21

  14. Gosto muito de Mystic River. Aliás é um de meus filmes preferidos da década passada. Gay Harden estava bem porque o papel exigia aquela cara exótica e esquisita dela o tempo todo. Mas não é uma atuação de nuances. Ela sempre mantém um padrão expressivo e postural. Não vejo ela com uma alta densidade dramática como Winslet em Pecados Íntimos ou com uma grau de dramaticidade natural como em Brilho Eterno. Pelo jeito todos vocês gostam muito dela e eu também não desgosto. Só não acho que seja tão boa quanto Winslet, Blanchett ou cottilard por exemplo. Já Zeta Jones não gosto mesmo. Ela ganhar no Chicago foi um puta lobby escrito com letras garrafais, assim como Bullock no Um Sonho Possível.

  15. E não preciso nem dizer que com Armin Mueller-Stahl na lista' date=' premiar quem foi premiado em Ator Coadjuvante naquele ano foi uma piada.[/quote']

     

     

     

    Não acho Shine tudo isso. É muito presunçoso, tem um roteiro excessivamente dramático e verborágico e se apoia completamente na estupenda atuação do Rush. Ele leva o filme nas costas porque o único personagem decentemente bem construído é o dele. E sua atuação está entre as maiores da história pra mim. Mas o filme me irritou um pouco no fim. Embora valha a pena também pela trilha, se não fosse o personagem e Rush não ficaria nem na média. Não é dos meus filmes preferidos.bs11ns2011-06-19 18:20:55

  16. Olhem o que eu acabei de achar no Yahoo...<h1 ="line">ONU aprova resolução histórica sobre direitos dos homossexuais</h1><cite ="byline vcard">Por <span ="fn">Hector Guerrero</span> | <span ="provider org">AFP</span> – <abbr title="2011-06-17T15:31:01Z">sex' date=' 17 de jun de 2011</abbr></cite><div ="yom-mod yom-art-content"><div ="bd">

    O Conselho de

     

    Direitos Humanos da ONU aprovou nesta sexta-feira, após um intenso

     

    debate e uma votação apertada, uma resolução histórica destinada a

     

    promover a igualdade dos indivíduos sem distinção da orientação sexual,

     

    apesar da oposição dos países árabes e africanos.

     

    A resolução, muito aplaudida, recebeu 23 votos favoráveis, 19 contrários e três abstenções.

     

    O texto, apresentado pela África do Sul, qualificado de "histórico"

     

    por Organizações Não Governamentais que defendem os direitos dos

     

    homossexuais, provocou um intenso debate entre o grupo de países

     

    africanos presidido pela Nigéria, contrário à resolução, que acusou o

     

    governo de sul-africano de alinhamento com os países ocidentais.

     

    Ao apresentar o texto, o representante da África do Sul, Jerry

     

    Matthews Matjila, declarou que "ninguém deve ser submetido a

     

    discriminação ou violência por causa da orientação sexual".

     

    Esta resolução, completou, "não busca impor certos valores aos países, e sim iniciar o diálogo" sobre o tema.

     

    Mas os países da Organização da Conferência Islâmica (OIC), com o

     

    Paquistão à frente, se declararam "seriamente preocupados com a

     

    tentativa de introduzir na ONU noções que não têm base legal alguma na

     

    legislação internacional dos direitos humanos".

     

    "Perturba-nos ainda mais esta tentativa de focar sobre alguns

     

    indivíduos com base em suas atitudes ou seus interesses sexuais",

     

    afirmou o representante paquistanês.

     

    O delegado da Nigéria, Ositadinma Anaedu, atacou a África do Sul,

     

    acusando o país de ter quebrado a tradição do grupo africano de

     

    encontrar um consenso antes de votar sobre uma resolução.

     

    "Aflige-me porque a África do Sul é o pilar da África", disse, antes

     

    de afirmar que "mais de 90% dos sul-africanos não são favoráveis à

     

    resolução".

     

    "É interessante que os países ocidentais estejam associados com vocês hoje", ironizou.

     

    Estados Unidos, França, Brasil México e Argentina apoiaram a resolução, assim como ONGs de defesa dos direitos humanos.

     

    "É um avanço. É a primeira vez na ONU que se aprova um texto tão

     

    forte sob a forma de uma resolução, e deste alcance", afirmou o

     

    embaixador francês Jean-Baptiste Mattei.

     

    "É um debate muito passional", reconheceu, ao mencionar "a forte reticência do grupo africano e da OCI a respeito do tema.

     

    "Mas não se trata de impor valores ou um modelo, e sim de evitar que

     

    as pessoas sejam vítimas de discriminação ou violência por sua

     

    orientação sexual".

     

    A representante dos Estados Unidos, Eileen Donahoe, afirmou que a

     

    resolução "entra para a história da luta pela igualdade e a justiça".

     

    "É um passo importante para o reconhecimento de que os direitos humanos são de fato universais", ressaltou.

     

    A resolução afirma que "todos os seres humanos nascem livres e iguais

     

    no que diz respeito a sua dignidade e seus direitos e que cada um pode

     

    se beneficiar do conjunto de direitos e liberdades (...) sem nenhuma

     

    distinção".

     

    O texto pede ainda um estudo sobre as leis discriminatórias e as

     

    violências contra as pessoas por sua orientação ou atribuição sexual.

     

    Antes da votação, o representante da ONG Anistia Internacional na

     

    ONU, Peter Splinter, declarou que "resolução histórica será muito

     

    importante para as lésbicas, os gays, os bissexuais e os transgêneros na

     

    luta pelo pleno reconhecimento de seus direitos".

     

    Segundo a Anistia Internacional a homossexualidade segue proibida em 76 países.

    http://br.noticias.yahoo.com/conselho-dh-onu-aprova-resolu%C3%A7%C3%A3o-hist%C3%B3rica-homossexuais-133139744.html

     

     

     

     

     

     

    [/quote']

     

     

     

    eu quero só ver quais serão os argumentos e as justificativas contra esta atitude da ONU. A verdade é que a maioria das pessoas é hipócrita e ridiculamente controversa sim. Duvido com todas as forças de que se o filho ou filha da maioria daqueles q se dizem a favor da homossexualidade aqui e em vários outros meios de comunicação, estes iriam ter os mesmos discursos pró direitos humanos. O STF foi a favor da união homossexual e da marcha da maconha e todo mundo foi contra eles. Até entendo porque legislaram em um causa onde quem teia de fazê-lo nunca fez e não o faz. Mas e a ONU? Também não teria de opinar sobre o assunto? Também não tem competência nem autoridade para se expor sobre direitos humanos iguais a todos? As pessoas gostam é de ter uma opinião politicamente correta e ir na moda do momento, principalmente, no Brasil, sem enxergar a realidade dos fatos, o problema como um todo, sem querer mudar a consciência cultural e a criação de um país que acha q ser famoso é mais importante do que estudar, ser pensante, atuante e respeitar todos em sua igualdade. É muito fácil pra vocês defenderem a homossexualidade e criticarem quem tem outra visão do assunto sem passarem por ela. É a mesma coisa de não gostar de giló e criar teses e monografias sobre isso sem nunca ter sequer provado. Espero que a resolução da ONU traga mais dignidade á vida de nós, gays, e mais humildade e respeito áqueles que falam, falam, falam de nós mas que não tem a menor noçao sobre o que é ser desrespeitado, agredido, violentado, morto por algo que já nasceu contigo.

  17. Já ta demorando pra ela ganhar um Toni. Se até as fraquinhas Zeta-Jones e Gay-Harden conseguiram, ela q é a melhor atriz de sua geração já deveria ter ganho há muito tempo. Pelo jeito o Emmy e o Globo de Ouro de melhor atriz na tv já estão no papo. E olhe lá se ela não surpreender e vencer mais um Oscar pelo Carnage. Hilary Swank conseguiu dois em cinco anos (e ta capengando até agora). Não duvido que a Academia se renda a ela de novo se estiver perfeita novamente.

  18. The Last Station. Eu me envolvi muito com a história do final da vida do Tolstoi principalmente pela mecânica objetiva de todas as cenas, pela simplicidade do roteiro e pelo andamento do filme que cria todo uma atmosfera para o clímax comovente. O texto é ótimo assim como o elenco, onde destaco a poderosíssima atuação de Helen Mirren, que consegue ser tudo o que quiser em uma mesma personagem. Talvez a atuação com mais nuances que já vi dela e que me deixou ainda com mais raiva da Academia quando lembro que perdeu pra "rentável sem-talento" da Bullock. Uma eficiente abordagem sobre uma filosofia de vida, algo que anda muito em falta atualmente tanto na ficção quanto na realidade.

  19. Quando eu falo em se defender' date=' não quero dizer sair sempre chutando sacos, embora algumas vezes o saco de alguém precise ser chutado, senão o dono dele passa por cima da gente. Não defendo que adotem um discurso agressivo o tempo todo, mas falar sobre os assuntos é importante, porque possibilita que mais pessoas sejam alcançadas do que seriam se todo mundo ficasse calado, e nos permite melhores expectativas em relação a gerações futuras. É uma questão de publicidade mesmo. E também é correto conseguir certos direitos na marra, porque existem privilégios dos quais o ser humano é merecedor a despeito da vontade de outros grupos, majoritários ou não.

     

     

     

    Eu não tenho que fazer pressão em sociedade nenhuma. Não saio fazendo apologia á homossexualidade porque o que é bom pra mim não é bom pra vc. Acho que nós temos de lutar por nossos direitos individualmente a partir do momento em que precisarmos. Eu duvido que se vc fosse lésbica vc sairia por aí se expondo, de mãos dadas com sua namorada, participando de tudo quanto é passeata, manifestação em prol do PL 122 ou o que quer que fosse. Ainda mais se vc precisasse se sustentar, não tivesse ninguém por vc ou tivesse uma família pra cuidar e trabalhasse num lugar onde a presença de pessoas machistas fosse maciça. Graças a Deus, esse não é meu caso pq meu trabalho é maravilhoso, as pessoas me amam como sou justamente porque não imponho minha presença a ninguém pois odeio q se imponham a mim. Se vc discute e debate com todos por tudo o tempo todo, só posso te dizer que um dia vc irá aprender o quanto o diálogo certo na hora certa e com a pessoa certa é imprescindível. Já fiz muitos escândalos na vida, me precipitei demais, quase quebrei consultórios, clínicas, salas de diretoria de escola em busca dos meus direitos porque não deixo NINGUÉM, LEU DIREITO: NINGUÉM, passar por cima de mim. Mesmo assim, muitas vezes isso não deu em nada como um todo: o sistema continua aí e a sociedade é hipócrita, machista, sórdida, nojenta e podre. O mundo é uma merda mas não é por isso que eu vou ficar lutando contra tudo o tempo todo: cansa, desgasta, eu vou morrer e, talvez, minha luta terá sido em vão. Encontrei o modo certo de ME defender das coisas que não gosto. Espero que vc tbém encontre o seu porque na marra, certamente MINHA CARA, você não irá conseguir nada!

     

    [/quote'] bs11ns2011-06-16 20:18:04

  20.  

     

     

     

    Já fiz muito trabalho social em favelas e sinceramente acho que quem entra lá sem medo faz parte da/tem acordo com a bandidagem ou não tem noção da realidade.

     

     

     

    Você me passou a impressão de ser daquelas pessoas que querem estar de bem com todos, agradar gregos e troianos, em vez de manifestar suas opiniões e defendê-las. Particularmente eu não gosto desse tipo de atitude.

     

     

     

    Muita gente que lesse isso diria você estaria sendo preconceituoso sem dizer que é. Não acho que seja sinal de inteligência de minha parte não frequentar lugares menos favorecidos por medo pois sou contra toda e qualquer tipo de coação e me sinto profundamente coagido pela violência urbana do Brasil quando deixo de ir á casa de um amigo de pessoas que gosto ou até a um evento bacana por esses motivos. Da mesma forma que há várias pessoas que não frequentam lugares voltados pro público gls porque, apesar de serem amigos de uma pessoa ou duas em especial, não suportam ou aceitam as outras pessoas que frequentam esses espaços. É esse paralelo que quero traçar: porque eu tenho que fazer com que todos aceitem minha sexualidade ou o que eu tenho a dizer se não é todo mundo e todo tipo de estilo de vida que eu aceito? Porque eu tenho de enfrentar todo mundo e ser reativo o tempo inteiro pra defender minhas opiniões e atitudes se há várias atitudes que condeno? Você não sabe o que é ter de se esconder todos os dias, de fingir que vc não sente o que tá sentindo, não poder ser honesto com quem vc ama e se manter nessa sociedade machista, preconceituosa e retrógrada tendo de ser hipócrita pra conseguir sobreviver. Você não sabe o tanto de brigas que já comprei e como paguei caro por elas e nem o quanto luto contra o desejo da sociedade de que nós gays se danem ou morram na nossa insignificância nos subjugando ao que todos consideram como certo, ético e etc. Tenho minhas experiências cravadas no meu coração e escrevo a partir delas. Não me importo com o que vc pensa, se vc acha q fui neutro ou não....Só penso q quanto mais a gente bate de frente contra um sistema, mais a gente sofre mas também se fortalece. Não tenho medo de enfrentar divergências e nem de brigar pelo que acredito mas impor o que penso, o que quero e o que sinto frente a uma comunidade, seja ela qual for, sem dúvida não é a melhor maneira de me relacionar de forma sadia. Se vc pensa assim, I'M SO SORRY!bs11ns2011-06-16 20:19:40

  21. Essa regra dos 5% é interessante' date=' realmente tem filmes entrando na lista só pra fechar dez mesmo. O problema é que, pra ser bem justo, o último vencedor não deveria estar entre os cinco.[/quote']

     

     

     

    Nossa Ryan, adorei tua coragem de falar aqui o que muita acha mas não tem coragem de dizer: que O Discurso do Rei era o mais fraco dos dez que concorreram. Há muito tempo descobri que Oscar é lobby como quase tudo na vida aliás. Gosto das premiações pra ter base do que ver e porque, por causa delas, acabo conhecendo vários outros filmes. Mas é ridículo desprezá-las porque, outra vez como tudo na vida, cinema é negócio, indústria e não vive sem elas. Junto com esse negócio, estão as opiniões dos acadêmicos, assim como nós temos as nossas e todas devem ser respeitadas. Então, injustiças não existem aqui porque filme bom depende do conceito de cada um. bs11ns2011-06-15 23:58:35

  22. .Qto a glamourização, infelizmente é assim que se discute assuntos polêmicos no nosso paísTipo bullying que sempre existiu e que agora parece moda, daí qquer coisa enquadram em bullying

     

     

     

     

     

    Concordo sobre o bullying porque sempre passei por isso e nunca teve nenhum nome ou qualquer tratamento especial ou diferenciado para as vítimas. Discordo sobre a glamourização ser necessária porque o que diz respeito ás vidas das pessoas deve ser tratado sem banalização, pré-julgamento ou excesso de holofotes. Debates devem ser abertos se a sociedade se mostra madura e aberta para tal, o que, infelizmente, não é o caso do Brasil.

     

     

     

    Sua atitude submissa me irritaVocê se mostra muito submisso. Só falta baixar as calças e oferecer a bunda pra te darem chutes.

     

     

     

     

     

    Sou homem sim e muito. Se você acha que ser submisso é ser aberto e honesto com as pessoas que interagem com você, fazendo com que elas te respeitem não por sua imposição mas pelo que vc pensa, suas atitudes e pesonalidade, vc não entende nada sobre submissão. Vivo isso todos os dias em casa, nas ruas, no trabalho e luto com todas as forças pra não ficar calado tentando encontrar um meio termo entre a inconveniência e o subjugo. Acho sim que os mediadores de uma rede social como é um fórum têm o direito de tomar a atitude que quiserem e eu de respeitá-la, me reservando o direito de não fazer parte de círculos onde não seja aceito. Mas, como vc pode ver meu caro, ainda bem que esse não foi o caso.

     

     

     

    Você é muito bem vindo aqui

     

     

     

     

     

    Obrigado pelo apoio. só escrevi o que senti como faço sempre. Participarei do Clube do Filme sim e postarei no Geral quando tiver mais tempo.bs11ns2011-06-15 23:19:04

  23. Um interessanet paralelo entre Cisne Negro e O Discurso do Rei publicado por Roberto Damatta no estadao on line de hoje:

     

     

     

    O filme O Discurso do Rei (dirigido por Tom Hooper) tem vários denominadores comuns com um outro filme, seu competidor, Cisne Negro (dirigido por Darren Aronofsky). Ambos lidam com temas referentes a matrizes importantes daquilo que se chama de "cultura" termo que no contexto artístico denota, com todos os preconceitos, refinamento ou "alta cultura". O filme sobre George VI, avô desse príncipe recém-casado com pompa e circunstância, lida com os dramas da aristocracia; já Cisne Negro trata da produção de uma nova versão do balé O Lago do Cisne, de Tchaikovsky. Em ambos os enredos, precisa-se de alguém capaz de desempenhar simultaneamente dois papeis e de realizar dois discursos.

     

     

     

    No caso do rei, cujo apelido era Bertie, é preciso torná-lo capaz de falar em público com a segurança requerida de um príncipe e de um rei, algo tranquilo não fosse a gaguez impeditiva de realizar a banalidade que vira proeza. Pois Bertie só é capaz de produzir um discurso - o do filho e do marido. Algo trágico na medida em que ele é alçado ao papel de rei pela renúncia de seu irmão maior, o herdeiro do trono.

     

    No Cisne Negro, o drama se assenta na incapacidade de uma bailarina tecnicamente perfeita, porém incapaz de desempenhar o papel do Cisne Negro, a dimensão transgressora do Cisne Branco. Porque ela não é capaz de realizar o papel infrator, mesmo num balé, nos mostra como o bloqueio desencadeia em Nina todo um surto psicótico que conduz à sua própria destruição.

     

    Pela mesma lógica dos impasses emocionais, Bertie não é capaz de falar (e de ser um "Rei Branco") porque a sua dificuldade em discursar o leva a ser uma contradição em termos: um rei que personifica seu povo é impedido de comunicar-se com ele.

     

    Como vencer esses impasses semelhantes ao do professor que detesta dar aulas (conheci alguns); do acadêmico que não consegue escrever livros geniais prometidos anos a fio (conheci vários), do amante que tem um surto de impotência num encontro amoroso mais do que sonhado (sei de três ou quatro casos e conheço um intimamente); do comandante congelado pelo medo no campo de batalha (vi isso no cinema muitas vezes); do amor realizado por ódio e por vingança contra o marido da ex-namorada (li isso num livro do Kundera); do herói acusado de um crime que procura sua culpa (leia Kafka), do culpado em busca de castigo (leia Dostoievski); ou da moça que escolhe não escolher mas, em vez de transformar-se em Anna Karenina ou Ema Bovary, vira a Dona Flor do saudoso e grande Jorge Amado - é isso que constitui a trama desses filmes. E por isso, emocionam.

     

    Pois cada impasse produz um posicionamento. Há os que abrem e os que fecham. O do rei foi positivo. Em vez de fechar-se em si mesmo, ele, com ajuda da mulher, (sua grande ponte para o mundo) procura um terapeuta que, sendo um amigo especial - uma pessoa à qual se conta tudo -, engendra a confiança. Essa corda que permite descer pela janela sem o esborrachar-se no piso do radicalismo e da negação. E todo radicalismo é, de fato, uma negação. Já o caso da bailarina é mais complexo. No seu mundo, há apenas um diretor ambicioso, amigas competitivas e uma mãe dominadora e ex-bailarina competitiva que impede que a filha faça um caminho diverso do seu.

     

    Eis um quadro curioso, cuja simetria me lembra um daqueles saudosos ensaios de Claude Lévi-Strauss. De um lado, um príncipe gago que não pode ser rei porque só se entra nesse papel produzindo um solene juramento numa abadia, num ritual que é apenas pompa e circunstância - essas coisas cuja emoção é justamente suprimir a emoção. Do outro lado, temos a bailarina ultrapreparada, mas incapaz de revelar as emoções necessárias ao papel de um cisne transgressor. Num caso, um excesso de emoção impede o desempenho de um papel herdado e, vejam a tragédia, não escolhido, mas que tem de ser desempenhado. Noutro, há uma ausência de emoção a qual corresponde a um excesso de técnica que, por sua vez, impede o desempenho de um papel escolhido e desejado.

     

    Em paralelo, há uma ênfase no ouvido e na visão. No entendimento pela conversa franca e honesta que liberta e tira o pó debaixo do tapete, pois até mesmo aristocratas têm problemas, a dificuldade é ultrapassada. No caso do cisne, entretanto, há uma predominância do olhar cujos reflexos reiteram ao personagem as distorções de sua vida.

     

    Alguém disse, faz tempo, que a passagem do ouvido e da leitura para a imagem nua e crua era o começo de tragédia e um prenúncio de fim de um mundo. Esses filmes, especialmente o segundo, não chega a tanto. Mas acentua a necessidade do outro como um guia. Como um ouvinte que impede destruir as pontes entre nós e esses outros que se escondem dentro dos nossos corações.

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