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Frankenweenie


Gustavo Oliveira
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Este filme estreou em: 02 de Novembro de 2012

 

Sinopse: Depois de perder, inesperadamente, seu adorado cão Sparky, o jovem Victor Frankenstien (Charlie Tahan) usa o poder da ciência para trazer de volta à vida seu melhor amigo - com apenas alguns pequenos ajustes. Ele tenta esconder sua criação feita à mão, mas, quando Sparky sai, os colegas de sala de Victor, seus professores e toda a cidade aprendem que tentar “dominar a vida” pode ser algo monstruoso.

 

 

CURIOSIDADES

- Baseado em curta-metragem de Tim Burton

 

- Mais de 200 bonecos e cenários foram criados para o filme

 

- Vários nomes de personagens - Victor, Elsa Van Helsing, Edgar “E” Gore e Mr. Burgermeister - foram inspirados em filmes clássicos de terror··.

 

 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Tim Burton

Elenco: Winona Ryder, Catherine O'Hara, Martin Short, Conchata Ferrell, Tom Kenny, Martin Landau, Atticus Shaffer, Charlie Tahan, Robert Capron, James Hiroyuki Liao, Christopher Lee

Produção: Allison Abbate, Tim Burton

Roteiro: John August

Fotografia: Peter Sorg

Trilha Sonora: Danny Elfman

Duração: 87 min.

Ano: 2012

País: EUA

Gênero: Animação

Cor: Preto e Branco

Distribuidora: Disney

Estúdio: Walt Disney Pictures / Tim Burton Productions / Tim Burton Animation Co.

Classificação: 10 anos

 

 

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Para mim,

 

Primeiramente, Tim Burton merece elogios por apostar numa animação stop motion fazendo uso da estética visual em preto e branco em plena era tecnológica (embora o filme também tenha cópias 3D; mas, mesmo assim, a ousadia do cineasta, infelizmente, afastou e afastará muitas pessoas mal acostumadas das salas de cinema; afinal, o longa ainda nem faturou o que custou! – mais de 30 milhões). Em segundo, Burton merece aplausos por conceber uma brilhante obra cinematográfica, que, apesar do gênero, uni drama e humor de maneira impecável acerca de uma narrativa sombria, densa, tocante e sutil.

 

Claro que os demais envolvidos na produção também merecem elogios, pois o roteiro de John August é muito bom, a fotografia de Peter Sorg esplêndida, a trilha sonora de Danny Elfman tocante e na medida certa, assim como o trabalho dos produtores, figurinistas, desingers (não há como deixar de reparar na belíssima confecção dos bonecos, embora muitos sejam monocórdios), montadores e editores desta animação que, certamente, desponta como grande favorita aos prêmios do cinema deste ano.

 

Agora, falando do filme em si...

 

 

Depois de perder, inesperadamente, seu adorado cão Sparky, o jovem e solitário Victor Frankenstien (Charlie Tahan) usa o poder da ciência, após dicas de seu novo professor, para trazer de volta à vida seu melhor amigo - com apenas alguns pequenos ajustes. Ele tenta esconder sua criação feita à mão, mas, quando Sparky sai, os colegas de sala de Victor, seus professores, seus pais e toda a cidade aprendem que tentar “dominar a vida” pode ser algo monstruoso.

 

Trazendo como plano de fundo a amizade, “Frankenweenie” explora excepcionalmente bem seu contexto infantil e cientifico , adicionando, também, várias citações no decorrer da narrativa a maior delas está no título do filme, fazendo clara alusão a “Frankenstein”, sem contar inúmeros personagens inspirados em clássicos filmes de terror. Desta forma se torna fácil de embarcar no longa, ainda mais sendo as sequências de “ação” empolgantes, as sacadas de humor muito bem inseridas e versáteis, e, principalmente, os momentos humanos com emoção e veracidade apesar de toda a fantasia que permeia o roteiro.

 

Mas não se engane. Embora o gênero seja infantil, a animação não tem praticamente nada para crianças, pois, como já disse, o clima narrativo é totalmente denso e sombrio. Entretanto, para mim, um dos pequenos defeitos que “Frankenweenie” possui é justamente o fato de Burton tentar, em alguns momentos, “suavizar” o teor dramático do filme. E não que ele esteja errado, muito pelo contrário, o longa não deixa de ser infantil, porém as variações narrativas, às vezes, não se encaixam com perfeição ao arco dramático principal. Mas nada que faça perdermos o foco, pois, realmente, o roteiro, o enredo, a mensagem e tudo no que condiz aos aspectos técnicos elevam “Frankenweenie” a um patamar acima de muitas outras animações. Sem dúvidas.

 

À medida que o roteiro transcorre temos cada vez mais convicção de que o trabalho de Burton no sonolento e fraco “Sombras da Noite” foi um equívoco. Aqui, o cineasta e toda a sua equipe repito esbanja talento, e a cada novo cenário, personagem, cena e sequência que incrementam a narrativa, nos emocionamos ainda mais com uma história simples de amizade e fidelidade entre um humilde garoto e seu cão, mas que em momento algum deixa de ser singela, verdadeira, amorosa e sem limites.

 

O terceiro ato, apesar de ser frenético e dinâmico, confere um belo e sereno desfecho ao filme, vale ressaltar. E se no início de sua carreira Burton fora rejeitado por criar um curta de animação sombrio e inapropriado para crianças, agora o cineasta dá a volta por cima e retorna para casa de maneira honrosa e encantadora. Uma pena, no entanto, que provavelmente “Frankenweenie” passará despercebido pelo grande público, mas não há dúvidas que certamente será descoberto por aqueles que apreciam a sétima arte.

 

Nota: 8.5 de 10.

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