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No ar outra série institucional dos EUA: E-Ring

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Segunda, 31 de julho de 2006, 07h30 

Márcio Alemão
 

Divulgação

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O Pentágono é o cenário da mais nova série institucional dos EUA

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É um dos cincos lados do pentágono. O local onde as grandes operações militares, ou pequenas e "cruciais", são planejadas e autorizadas.

Dennis Hopper é um coronel durão, mas com um bom coração, como foram inevitavelmente 99% de todos os comandantes militares que o cinema e a TV nos mostraram nas últimas 5 décadas.

Sob o seu comando está um major que até agora não cometeu nenhum erro e mostrou-se quase perfeito, interpretado por Benjamin Bratt.

Foram apenas dois episódios ao ar, no Warner Chanel. Ambos tolos.

Anos luz de ter a inteligência de The West Wing, a curiosidade extrema de C.S.I., Crossing Jordan, Bones, o drama de Cold Case, a tensão de Without a Trace, o peso da barra que rola em The Shield.

Poderia mencionar outras muitas séries bem melhores. Ative-me às citadas para justificar o termo que utilizei na primeira frase dessa coluna: mais uma série institucional dos EUA.

Como ninguém eles sabem vender. O marketing está por toda parte. Faz parte da cultura deles essa venda. Inimaginável alguém, aqui por essas bandas semi-tropicais, sugerir uma série ficcional que mostre a Granja do Torto ou os bastidores do I.M.L.

Há muitos anos, por lá, acima do Equador, alguém sacou que a glamurização da polícia, das forças armadas e do próprio governo, poderia atrair contingentes enormes de jovens inteligentes, jovens curiosos, jovens valentes e destemidos. Criou-se o desejo de fazer parte da instituição.

Centenas de séries e filmes, muitas centenas, mostraram como é bacana ser um sargento da infantaria, um general sensato e poderoso, um mariner, um S.E.A.L, um membro da S.W.A.T., uma legista charmosa, um investigador e até um promotor público. Presidente? Why not? Se não der, guarda-costas do presidente estilo Clint Eastwood já estaria de bom tamanho.

Quem, garoto, não quis fazer parte da C.H.iP.s e pilotar uma Harley Davidson pelas estradas da Califórnia?

Mesmo a série The Shield, ainda que mostre um lado podre da polícia de Los Angeles, não deixa de tentar provar que, mesmo agindo errado, eles estão certos.

Eles sempre serão os mocinhos. Houve um tempo que o único inimigo se escondia atrás de cortinas de ferro. Hoje são os que oram voltados para Meca.

Exportam essas idéias para todo o mundo. Vendem o país e suas instituições de maneira invejável. O país e suas intituições: a Casa Branca, o Pentágono, a CIA, o FBI e qualquer delegacia se tornam desejáveis produtos de consumo.

Também parte do marketing, a distribuição das estrelas pelo país. C.S.I já foi para três cidades. Cada nova série recebeu o incentivo de uma nova cidade, um novo estado. Os EUA são grandes.

Por aqui nos resta lembrar da década de 60 e do Vigilante Rodoviário, o Vigilante Carlos e seu cachorro Lobo, nossos únicos heróis institucionais

Código (F)2006-8-13 12:59:23
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