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Forum Cinema em Cena

Dook

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Everything posted by Dook

  1. Apareceu no Twitter... arte por Scott Hopko
  2. O duro é fazerem games problemáticos... Sexta-Feira 13 teve que lidar com o processo infindável e o amadorismo dos desenvolvedores... hackers invadiram o jogo, tá uma tristeza.... Essa daí é a IllFonic que desenvolveu o jogo, tretou com a editora Gun Media e saiu fora... a Gun, por sua vez está lançando agora um game de O Massacre da Serra Elétrica.
  3. Para matar a saudade do jogo mais mal tratado da história dos games...
  4. CARACA! Eu lembro EXATAMENTE dessa chamada... "na calada da noite...."
  5. Dook

    Star Trek - Séries

    Gente.... abandonei o tópico de novo... 🤣
  6. Revendo as páginas desse tópico, é o local mais depressivo do fórum... quanta gente boa que já perdemos...
  7. Mídia física sobrevive bravamente no Brasil, mesmo contra todas as probabilidades... Halloween Kills parece que já foi confirmado pela Cinecolor ano que vem
  8. TEM SPOILERS... LEIA POR SUA CONTA E RISCO Um dos maiores méritos de Halloween é também um fator de extrema limitação. Sua simplicidade em criar um clima sufocante e creepy com um fiapo de premissa e pouca ou nenhuma informação acerca de seu vilão é algo que funciona uma vez só. Em caso de uma sequência, quem a conduz precisa decidir se se repete na simplicidade ou se tenta “desenvolver” aquele universo. A série Halloween sempre optou pela segunda escolha e mesmo nos seus (MUITOS) erros, foi relativamente bem sucedida em se afastar, por exemplo, da sua maior concorrente, a série Sexta-Feira 13, essa sim que se repetiu sem a menor vergonha na cara. Porém, algo que é simples dificilmente “se desenvolve” a contento e a série toda vez que resolveu fazer isso obteve resultados no mínimo controversos, seja estabelecendo uma relação familiar pouco verossímil para Michael Myers (em Halloween 2, 4, e H20 - o que nunca me chateou na verdade), seja informando que toda aura de mistério que envolve o personagem era obra de um culto estranho (Halloween 5 e 6), seja dando a ele uma família desestruturada, o que faria qualquer um pirar (as duas bombas dirigidas por Rob Zombie em 2007 e 2009) ou ainda fazendo dele um membro do Big Brother Brasil (Halloween 8). Quando David Gordon Green resolveu ressuscitar a série e prometendo voltar à simplicidade do primeiro filme de 1978, ele cumpriu sua promessa no filmaço de 2018. Mas daí vem esse Halloween Kills e aí como faz? Green andou por um campo minado e perdeu alguns “bifes” de sua carne pelo caminho, mas conseguiu sair praticamente ileso. Ao invés de focar de novo numa relação simbiótica entre o assassino e a eterna mocinha Laurie Strode – o que já foi feito antes na série e, de novo, com resultados que deixou todo mundo pistola, inclusive o gênio criador de tudo isso, John Carpenter – Green dá uma de Clint Eastwood e amplia uma premissa que ele já tinha explorado de forma muito feliz no filme anterior. Se lá a violência de uma só noite, impactou de forma irreparável uma família, afetando 3 gerações desta, e em como elas lidam com isso, agora ele explora como a violência daquela mesma noite reverberou na cidade inteira de Haddonfield e como os cidadãos lidam agora com o bicho papão que voltou para aterrorizar a cidade. Boa jogada. Green evita as armadilhas fáceis que fizeram cair todos os que vieram antes dele e imagina uma população aterrorizada que resolve responder com as próprias mãos, depois do fracasso do “sistema” (leia-se, “autoridades constituídas”). Mas a turba não responde bem a um senso coletivo de justiça – o que justifica a existência de um “sistema” que faça isso – e logo a loucura, antes reservada apenas a Myers, toma conta de toda a cidade liderada pelos sobreviventes do primeiro filme de 1978. Mas nem tudo são flores. Como parece uma “maldição” que ronda a franquia, Green flerta perigosamente com explicações que destroem a simplicidade que fez do primeiro Halloween a obra prima que ele é. Desde coisas sutis como “ele olhava pela janela” a idiotices como “ele sempre foi aquele garoto esquisito da classe”, Green parece sabotar a si mesmo mostrando que não confia na sua premissa maior. Felizmente ele só “flerta” com isso e essas coisas ficam meio que “jogadas”. Do outro lado, Michael Myers aparece com “sangue nos zóio” e Green não poupa o expectador ao fazê-lo contemplar em primeira mão todo o horror perpetrado pelo assassino, uma força imparável. Não se engane, isso não tem nada a ver com Jason. A coisa aqui é retratada de uma forma nada circense, mas visceral e literalmente explícita. Nunca um filme da série foi tão graficamente violento. A repulsa que o gore geralmente gera como reação em filmes assim vira algo bem assustador porque o diretor nunca desassocia o vilão de sua “humanidade”, cujo rosto nunca é mostrado, mas que você sabe que não é deformado, como o Jason é. E nisso reside esse elemento que é realmente terrível em Halloween. Michael Myers é um cara. Simples assim. “Um filho de alguém, irmão de alguém”. Alguém que você pode encontrar no final do beco. Como alguém diz em certo momento que o halloween é quando “colocamos máscaras para mostrar quem nós não somos”, Green (e Carpenter também) apresentam Michael Myers, o cara que no halloween coloca uma máscara para mostrar que ele realmente é. E então Green monta aquela cena, quando finalmente os cidadãos encurralam o vilão, sem máscara, e vêem a face do inimigo comum a todos (menos você que já está roendo as unhas), e a imagem evocada é poderosa o suficiente para que se compreenda o que ele quer dizer. Não é difícil entender porque John Carpenter resolveu voltar pra a franquia. Halloween Kills é cru, pesado e não faz concessões. E ainda arruma espaço para brindar o espectador com decisões artísticas de extremo bom gosto em revisitar o filme de 1978 e seus desdobramentos imediatos, com direito a emular a fotografia de Dean Cundey em detalhes praticamente minimalistas e a presença digital do saudoso Donald Pleasence que é mais do que mero fan servisse, sem mencionar detalhes estéticos como o logotipo do Hospital Memorial de Haddonfield, tirado do rejeitado Halloween 2 (1981). E dispensa maiores digressões sobre a FANTÁSTICA trilha de John Carpenter que ao mesmo tempo que sofistica o seu estilo, ainda volta às origens não apenas do próprio Halloween de 1978, mas das trilhas de seus filmes nos anos 80. Quando falei do filme de 2018 eu disse que se fizessem uma sequência, estragariam tudo. Que bom que eu estava errado. Mas agora, com o desfecho súbito deste aqui e com uma sensação de total imprevisibilidade do que vem por aí, começo a achar que Green, Danny McBride e Carpenter podem estar dando um passo maior que as pernas. Mas isso é papo para outubro de 2022.
  9. Dook

    The Walking Dead

    Alguém sabe dizer se a última temporada vai passar na FOX ou se vai ficar só no streaming mesmo?
  10. Alice Hardy, 40 anos depois... praticamente todos os dias a Adrienne King nas suas redes sociais posta alguma foto ou alguma coisa que remete aos seus tempos de monitora de Crystal Lake...
  11. Não assisti o último filme... e embora esse novo pareça ter mais potencial, acho que Ghostbusters já foi mesmo...
  12. Dook

    Star Trek - Séries

    Não..... não abandonei o tópico de novo... 😂 5x24 - The Next Phase - 5/5 Ao ajudar uma nave romulana gravemente avariada, Georgi e Ro aparentemente morrem num problema de teletransporte, apenas para descobrirem que estão "fora de fase" ou ainda, numa espécie de camuflagem de fase. Com a nave dando seus dois tripulantes como mortos, além de descobrirem como tudo aconteceu, a dupla precisa sobreviver quando apenas um romulano consegue vê-los e está disposto a matá-los. Mais um excelente episódio, com uma premissa tecnológica ousada que mostra sem sombra de dúvidas que os romulanos são perigosíssimos. 5x25 - The Inner Light - 4/5 Eis o que é considerado por muitos como o melhor episódio de A Nova Geração. A Enterprise encontra uma sonda espacial que, numa varredura da nave, coloca Picard em estado inconsciente, mas consciente em algum lugar, vivendo a vida inteira de outro homem e tendo contato com outra civilização. Eu confesso que da primeira vez que assisti fiquei revoltado. Tanta lambeção para isso? Mas a verdade é que eu devia estar mal humorado. O episódio é extremamente tocante, emotivo e é uma experiência que mudará Picard para sempre. Continua não sendo o melhor episódio da série para mim. Mas certamente é um dos melhores da temporada e merece em grande parte a fama que tem. 5x26 - Time's Arrow - Parte I - 4/5 Uma descoberta arqueológica surpreendente na Terra, leva a Enterprise de volta ao século XIX quando descobre que uma raça alienígena descobriu como viajar no tempo para sugar a força vital dos humanos sem deixar rastros, no futuro, inclusive. Muito bom desfecho de temporada que, se não chega aos pés de encerramentos anteriores, também está longe dos constrangimentos a que fomos submetidos no final da 1ª e 2ª temporadas. Há momentos apropriadamente creepy quando se descobre a verdadeira natureza dos alienígenas e um senso de urgência e tensão muito bem vindos. E um gancho excelente para a 6ª temporada.
  13. Dook

    Star Trek - Séries

    5x22 - Imaginary Friend - 3/5 A Enterprise resolve investigar uma nebulosa e se depara com um ser perigoso que se revela na forma de um amigo imaginário de uma garotinha com problemas para se socializar. Poderia ser algo nível Stephen King e por boa parte do tempo o episódio é extremamente feliz em manter o suspense e a tensão de roer as unhas sobre a natureza e motivação do tal ser. Mas daí vem a conclusão, a explicação infame e aquela sensação de gozo interrompido... Como tudo que veio antes é extremamente competente, justificada a nota dada. Mas deve ser frisado que desceu quadrado (mesmo na revisada). 5x23 - I, Borg - 5/5 A Enterprise encontra os restos de uma nave borg que se espatifou em um planeta inóspito. Apenas um sobrevivente, nas últimas. A contra gosto de Picard, o borg é levado para a nave e, desconectado da coletividade, começa a exibir comportamentos de um indivíduo, enquanto a tripulação sênior planeja usá-lo como uma arma para destruir definitivamente os Borgs. Claro que depois que o borg, agora apelidado Hugh, começa a apresentar mudanças, o preconceito de nossos heróis aflora para mostrar uma faceta complexa e não muito bonita de suas personalidades. Nem Guinan escapa da lente crítica do roteiro excepcionalmente bem escrito. Depois de uma sucessão de episódios chinfrim, A Nova Geração volta a fazer um golaço com esse episódio onde todos são confrontados em seus traumas e ideias sobre os Borgs. Sem dúvida alguma, as informações aqui mostradas foram o norte para a criação de Sete de Nove, uma das melhores personagens do universo Trek, que roubou a cena na série Voyager (1995-2001).
  14. Dook

    Star Trek - Séries

    5x17 - The Outcast - 4/5 A Enterprise ajuda uma raça andrógina que "optou" por adotar um gênero neutro, sem distinção de sexo, a achar uma de suas naves que misteriosamente desapareceu. Uma (ou seria "ume" - o.O) cientista acaba se sentindo atraída (ou seria "atraíde" - o.O) pelo viril Comandante Riker, o que obviamente provocará uma revolução no seu planeta que "evoluiu" para abolir os dois sexos, sendo que qualquer demonstração por um dos gêneros é visto como subversão e depravação. "Ironia" é a palavra que define esse episódio. Certamente escrito para criticar a "sociedade heteronormativa" (sic), com pavor a pessoas "transgender", "não-binário" e vários outros termos esquisitos, que provavelmente não existiam em 1992, Jeri Taylor, a roteirista (que depois viraria showrunner da série na sétima temporada), não podia prever que 30 anos depois suas palavras e falas seriam assustadoramente reais, sem inversão de papéis e sem trocadilhos. Embora haja uma tolerância maior em nossos dias para quem se manifesta não-binário - HEY! TEM ATÉ PERSONAGEM NÃO-BINÁRIO INTERPRETADO POR ATOR (OU SERIA ATER) NÃO-BINÁRIO EM STAR TREK - DISCOVERY! - a recíproca não é verdadeira. Pululam relatos preconceituosos de gente "pra frentex", super "tolerantes" (com os que concordam com eles, claro) escandalizados pq criaram seus filhos para serem de gênero neutro e eles escolhem os gêneros "opressivos" de homem ou mulher.... Taylor só não se revira no túmulo pois está viva e bem para ver a hipocrisia dos então "oprimidos" agirem exatamente como os personagens que criou aqui. Que este episódio seja tão pouco (ou nada) citado nas rodas de gente progressista para citar exemplos de episódios sobre "inclusão" é também irônico... e sintomático. Trek mais uma vez fazendo história. Mas desta vez, não pelos motivos que seus criadores pretenderam... 5x18 - Cause and Effect - 4/5 Brannon Braga foi um dos ótimos roteiristas trazidos por Michael Piller para formar a equipe de A Nova Geração a partir da terceira temporada. É dele, junto com Ronald D. Moore, alguns dos melhores episódios da série inteira, sem mencionar que também escreveram Jornada nas Estrelas - Primeiro Contato (1996) o filme que mostrou que A Nova Geração também servia (e muito bem) para o cinema. E é dele esta pequena jóia em que a Enterprise se vê presa num loop temporal que sempre acaba com a sua destruição. Tentar descobrir o que está acontecendo é apenas parte da diversão. Sci-fi puro, com toda a "techno-babble" que os fãs de Trek tem direito. 5x19 - The First Duty - 5/5 Picard é chamado à Terra para discursar na formatura dos novos cadetes da Frota. Entre os formandos, Wesley Crusher. Sua animação desaba quando descobre que Wes está envolvido num acidente que causou a morte de outro cadete às vésperas da formatura e que o jovem pode muito bem estar escondendo as reais razões da tragédia. Mais um excelente exemplo de reflexão sobre ética, valores e a importância da busca pela verdade e como ela define o caráter de qualquer oficial da Frota Estelar - e que isso deveria também ser a nossa busca. E a relação entre Picard e Wesley ganha novos contornos aqui, mostrando um carinho todo especial dos roteiristas na evolução dos personagens. Mais um gol de placa da série. 5x20 - Cost of Living - 3/5 Duas histórias acontecem em paralelo aqui. Na primeira, a Enterprise se vê às voltas com um parasita espacial que se alimenta de um metal que existe em abundância na nave, colocando em risco a integridade da mesma. Na outra, a insuportável mãe de Deanna Troi faz sua (única) aparição nesta temporada (ufa!) mostrando que, infelizmente, o nepotismo de Gene Roddenberry não morreu com ele, revela que vai se casar com um homem que nunca conheceu e, no processo, resolve fazer amizade com o filho de Worf, desencaminhando o complicado garoto que atravessa uma relação complicada com o pai. Não é preciso dizer que a história do parasita é infinitamente melhor, embora haja uns dois momentos inspirados na história de Lwaxanna. É uma pena que o episódio dê mais atenção à ela do que a todo o resto, resultando no primeiro episódio insosso depois de vários acertos seguidos.
  15. Jornada nas Estrelas - A Nova Geração
  16. Dook

    Star Trek - Séries

    5x14 - Conundrum - 4/5 Após ser sondada por uma nave alienígena desconhecida, a tripulação da Enterprise sofre uma momentânea perda de memória e, no processo de recuperá-la, descobre que sua missão é pôr fim a uma guerra com outra civilização. Por causa do lapso, a tripulação está convicta de sua missão e ruma para cumprí-la. Um exercício competente de tensão onde o espectador está apenas a um passo à frente dos personagens, mas não o suficiente para ser confortado. Questões como a obediência cega às ordens entram na pauta em mais um bom episódio, com destaque para Eric E. Anderson, que já topou com o Jason em Sexta-Feira 13 - Capítulo Final, aqui como um oficial da Enterprise que parece que... mmmm... está fora de lugar. 5x15 - Power Play - 4/5 Troi, O'Brien e Data voltam de uma missão aparentemente possuídos por espíritos de uma nave da Federação desaparecida há 200 anos e, tomando o controle da nave, tocam o terror geral. Picard, cético como só ele, acha que há mais envolvido do que está sendo revelado. Mais um bom episódio com ação e tensão de roer as unhas, sem ter a pretensão de ser muito reflexivo. Star Trek também é porradaria de vez em quando. 5x16 - Ethics - 4/5 Worf sofre um acidente que o deixa paralítico. Para a cultura Klingon sua invalidez o torna inútil o que demanda que tire a sua própria vida num ritual bizarro ao qual ele pede ao Comandante Riker que o ajude, para a surpresa do Imediato. No paralelo, a Enterprise recebe a ajuda de uma neurocirurgiã que pode ter a solução para Worf, mas a tal "solução" é como a cloroquina e a invermectina, os tais "sem comprovação científica", tendo a Dra Crusher como a voz da "sciência". Duas histórias paralelas, mas relacionadas, ambas discutindo ética, valor da vida humana, respeito às crenças, por mais absurdas que nos possam parecer. Óbvio que ambas as histórias irão colidir, afetando todos os envolvidos. Em tempos onde tratamentos controversos são negados como uma chance de sobrevivência à pessoas afetadas por uma doença até então desconhecida, este episódio é oportuno para provocar a reflexão em todos os lados envolvidos. Como um bom episódio Trek, não se advoga para nenhum dos lados, e fatos e dados são colocados de ambos os espectros da discussão. A solução acaba sendo pragmática, mas a conclusão moral, cada espectador é convidado a tirar a sua, baseada em suas próprias convicções e pressupostos. Um ponto de destaque com spoiler: a bela e tocante relação de Worf com seu filho é uma das coisas mais belas em A Nova Geração e bem explorada aqui. É uma pena perceber, mais tarde, que isso será jogado para escanteio e trazido de volta nas coxas em Deep Space Nine. Worf, infelizmente, é um personagem que nunca foi tratado de fato com o devido respeito, do início ao fim.
  17. Dook

    Star Trek - Séries

    "Na última vez que vocês viram Jornada nas Estrelas - A Nova Geração"...... a 5ª temporada estava sendo analisada episódio por episódio. E então, o tópico foi "abandonado" por incríveis DEZ ANOS!!!!! "Mas agora, a conclusão...." 5x13 - The Masterpiece Society - 5/5 Michael Piller (1948-2005) foi o responsável por evitar que A Nova Geração terminasse prematuramente, trazendo os temas caros ao universo Trek porém sem oferecer respostas ou soluções fáceis ou utópicas, como Roddenberry propunha com alguma frequência. Aqui ele volta para contar a história de uma colônia humana composta apenas por integrantes manipulados geneticamente para criar a sociedade perfeita. Eles esbarram com a "imperfeita" Enterprise com sua tripulação "imperfeita" avisando-os que na rota deles há um fragmento de núcleo estelar que destruirá o planeta. A sociedade, organizada para funcionar de A a Z onde cada indivíduo tem uma função específica e geneticamente projetada na concepção, vê com perigo a interação com seres "não previstos na equação". Claro que tão logo a tripulação ofereça ajuda para salvar a colônia, o problema deixará de ser o fragmento estelar para ser algo muito mais profundo e destruidor. Um golaço de placa oportuno e propício para os nossos dias que advogam a eugenia de seres humanos ainda no ventre de suas mães, disfarçando com o nome "bunitinho" de "direitos reprodutivos da mulher" (também conhecido como ABORTO). Aquela sociedade é a nossa sociedade hoje, passados 30 anos deste episódio, onde mediante uma atitude extremamente arbitrária e autoritária, seres humanos são concebidos ou descartados para atenderem a um "propósito maior" (sic). A conversa de Georgi LaForge - o engenheiro cego (mas que enxerga melhor que todo mundo graças a tecnologia do século 24), que não teria tido qualquer chance de existência na tal "sociedade perfeita" - com a engenheira da colônia sobre a utilidade, valor e dignidade intrínsecas ao ser humano, está fácil entre os melhores momentos de toda a história de Jornada nas Estrelas. E pra não perder o costume, o episódio fecha com um sabor agridoce, sugerindo que uma solução foi dada, mas não sem dor ou estrago. Bravo!
  18. Dook

    Star Trek - Séries

    Revendo TNG (estamos terminando a quarta temporada) dá pra perceber que muito do que se estraga na franquia hoje no quesito "lacração" começou aqui... Estou até querendo rever Star Trek - Picard para clarear ainda mais algumas coisas...
  19. Dook

    Star Trek - Séries

    Como estou revendo TNG, a oportunidade está sendo boa para reapreciar o que escrevi sobre os episódios. Algumas percepções mudaram; outras não. De qualquer forma, estou acrescentando imagens-cena de todos os episódios para que os que acompanham o tópico possam ter uma noção visual de como é a série - que está incrivelmente bela e maravilhosa graças ao trabalho espetacular de restauração do material para toda a glória do full HD.
  20. Nossa... o Yaphet morrendo foi um soco no estômago aqui... estava ótimo em Bond e em Alien... seu último trabalho foi justamente dublando Parker no jogo Alien - Isolation (que é espetacular, diga-se de passagem)
  21. Dook

    Star Trek - Séries

    Tirando estas coisas, a 3ª temporada é bem boa. A trama é legal e intrincada (e bem mais tranquila de acompanhar do que a da 2ª temporada). O antagonista é uma facção chamada "Corrente Esmeralda" liderada por uma mulher bad-ass que rouba a cena. Tem ainda o David Cronemberg em participação especial enigmática e o Odhed Fehr pós-Múmia em papel bem legal.
  22. Dook

    Star Trek - Séries

    Cara, infelizmente a lacração é colocada na frente da trama... para você ver o absurdo, chega a um ponto onde o Stamets começa a se comportar como se fosse "pai adotivo" da garota... É simplesmente absurdo pq não é orgânico, é algo enfiado no script pois um homossexual (que já superou muito do ranço inicial que a sociedade tinha dele) virar "pai adotivo" de uma pessoa não binária (o alvo da vez do preconceito dessa sociedade em que vivemos) faz todo sentido numa sitcom passada nos dias atuais, mas NUNCA numa série passada num futuro extremamente distante onde estas questões já deveriam estar superadas. Para efeito de comparação, na série clássica, não houve UM episódio onde Sulu ou Uhura colocaram na mesa as dificuldades de serem respectivamente asiático e negra num ambiente de branquelos anglo-saxônicos. Não... para Gene Roddenberry, no século 23 essas coisas já tinham sido superadas. Ter um negro e um asiático na ponte de comando era (e é) a coisa mais normal do mundo. Do mesmo modo, um não binário do século 32 deveria estar tranquilo(a) com seu gênero (ou a falta de), o que é totalmente evitado neste nova série. Ao contrário, a moça (?) é só conflito. E nem vou falar nada do namoradinho(a) tril (cujo ator é trans) que aparece em alucinações da garota e, em certo ponto, consegue se comunicar com Stamets (?!?!)... Eu entendo a necessidade dessa turma LGBTQIERFXSAS querer se ver representada na arte e na cultura. Mas do jeito que está sendo feito, a mensagem que fica é que parecem uma seita.
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