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Forum Cinema em Cena

SergioB.

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Everything posted by SergioB.

  1. Vou começar outra maratona cinéfila, dessa vez circulando pela obra de John Cassavetes. Já vi alguns dos filmes, mas não posso dizer que tenha verdadeira intimidade com a importantíssima obra dele. Noite de estreia, então, com "Noite de Estréia", de 1977. "N`um vou nem dizer nada" pra interpretação magistral, icônica, da esposa dele na época, a grande, a premiada com o Oscar Honorário em 2016, a ainda viva, Gena Rowlands, que, por este filme, ganhou o Urso de Prata em Berlim. Uma grande atriz conhecida por entrar na pele de seus personagens ensaia uma peça na qual precisa vive
  2. Maratona Kelly Reichardt. Esse foi difícil de encontrar também, o encontrei em uma cópia ruim de uma tevê de arte alemã. Fui procurar críticas sobre ele, e não encontrei nada em português, nenhum comentário no Filmow, nem em lugar nenhum. Uma pena! Pois deveria ser conhecido. "Ode" é um média-metragem, de 1999, segunda produção da Kelly Reichardt, com cerca de 50 minutos. Quando cheguei ao final, bem impressionado com o que vira, fui procurar informações sobre a história, e achei o filme com mais qualidade ainda. É um grande trabalho de intertextualidade. É a releitura de um fi
  3. Não acaba. Filmografia do cara é extensa demais. Estou me desdobrando para achar os últimos filmes dessa maratona, alguns sem comentário ou crítica alguma em português, o que indica o pouco contato do espectador brasileiro com um dos maiores diretores do mundo hoje. "Mulher na Praia", de 2006, no geral, é mais um bom filme do coreano. Mas, em minha opinião, ele retrocede em estilo ao que ele tinha alcançado em "Conto de Cinema" de 2005. Há muitos cenários, muitas situações, muitos cortes, não dá nem pra perceber o diretor minimalista de agora. Porém, o diretor metalinguístico, que emula E
  4. O tamanho da fonte no cartaz indica que a campanha da Netflix em Ator Coadjuvante será para Charles Dance, entre tantos possíveis, em "Mank.
  5. "Volume Morto", de 2019, é o segundo filme do paulistano Kauê Telloli. Um drama escolar, com uma premissa curiosa: Uma professora convoca os pais de um aluno, que, segundo ela, se recusa a emitir som em suas aulas, por isos ganha dos amiguinhos o apelido de "volume morto". Por meios dos desenhos da criança tentarão entender o que se passa. A questão é que pai, mãe, e professora estão escondendo algo. Até os 40 minutos, eu estava adorando, principalmente pela excelente atuação da Júlia Rabello, como a mãe do garoto. E também por que o filme, praticamete todo centrado em um único ambiente,
  6. Este ano precisa ser riscado do calendário.
  7. Maratona Theodoros Angelopoulos. "Ullysses`Gaze"/ "Um Olhar a cada Dia", de 1995, é lembrado por que ao ganhar o Grande Prêmio do Júri em Cannes, Angelopoulos, com sua simpatia peculiar, muito decepcionado, disse secamente "Se for isso o que vocês têm para me dar, eu não tenho nada a dizer". Climão. A Palma naquele ano iria para o outro maratonado Emir Kusturica. Mas em seu filme seguinte, em 1998, num grande acerto de contas, finalmente para ele. O curioso é que ambos os filmes, dos geniais cineastas, abordam um mesmo tema e território: A história dos conflituosos Bálcãs. Kusturic
  8. Sei que a maioria detesta, mas nessa segunda assistida me pareceu ainda mais maravilhoso. Sou encantado pelo cinema do "Joe", o senhor Apichatpong Weerasethakul. Sua Palma de Ouro em Cannes, em 2010, veio com seu filme mais esotérico, mais hipnótico, "Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas", cheio de imagens belíssimas, conceitos, mas sem esquecer da técnica, num trabalho de som fabuloso, por exemplo. Ele demole a linha entre racional e irracional, constantemente, como na questão da saúde no ótimo "Síndromes e um Século", de 2005. E não estará errado quem disser que neste film
  9. Matando uma vergonha literária...Nunca tinha lido "A Trilogia de Nova York", livro mais cultuado de Paul Auster - um autor que eu adoro, cujos livros sempre são muito gostosos de ler. Ao que parece, é uma reimaginação do romance policial, em três diferentes histórias, escritas entre 1985 e 1986. Nova York é o labirinto mental que une a todas. A capa é de Art Spiegelman, autor de "Maus".
  10. Maratona Leos Carax. O último desconhecido para mim era "Sangue Ruim", de 1986. Já tinha ouvido falar na cena de Denis Lavant, com seu corpo de acrobata, correndo pelas calçadas de Paris ao som de "Modern Love" do David Bowie ( que seria refeita, anos depois, com Greta Gerwig, em "Frances Ha"), mas vê-la, vê-la é outra coisa. Belíssima, bem-feita demais! Depois, claro, aumentada em tempo, espaço, lanchas, em "Os Amantes de Pont-Neuf". A premissa é excelente e atual: um perigoso vírus STBO cega, complica, e mata as pessoas que fazem sexo casual, sem amor. Uma preciosa vacina, ou antíd
  11. É para ficarmos atentos ao nome de Riz Ahmed na categoria de Melhor Ator, por "Sound of Metal". Um baterista de heavy metal que começa a perder a audição. Muitos elogios a este ótimo ator, a quem admiro desde "O Abutre".
  12. * Agora vou me auto-quotar também no vôlei de praia! Quem acompanhou a segunda etapa do Circuito Brasileiro feminino de Vôlei de Praia pôde ver a consagração de Ágatha/Duda, num verdadeiro passeio na final. Mas mais importante foi a semifinal, com o duelo com Ana Patrícia/ Rebecca, um jogo muito bom, decidido num apertado tie-break. Parece que a dupla vencedora leu minhas opiniões aqui, e em diversos vídeos do youtube, implorando para a Duda intervir mais, atacando mais de segunda. Pois elas aplicaram justamente essa estratégia, essa forma de jogar, e conseguiram ganhar o duelo. Duda este
  13. Esse é o "N`um vou nem falar nada!!" elevado ao cubo! Estava - o quê? - há uns 12 anos sem ver "Rocco e Seus Irmãos", obra-prima imortal, absoluta, transcendental, de Luchino Visconti. Foi muito bom rever o filme, depois deste tempo, com outros filmes coabitando dentro de mim. É o que me permite destoar da maioria das opiniões fáceis e apressadas que classificam este filme como exemplo do "neorrealismo". Ora, Visconti foi talvez o precursor daquele movimento com "Obsessão", de 1943, e filmou posteriormente a obra mais neorrealista de todas, a meu ver, o magnífico "A Terra Treme", mas
  14. Em fevereiro já apontava o que ficou inegável a qualquer pessoa que entenda minimamente de vôlei: Vaccari precisa ser convocado para a seleção. Quem viu os dois jogos da final do Campeonato Paulista de vôlei masculino testemunhou duas grandes partidas do time de Campinas - pela primeira vez vez campeão - mas em particular duas performances extraordinárias de Gabrel Vaccari, um curitibano de 1.92m. Não só está jogando melhor do que Maurício Borges, como está jogando melhor do que o Douglas Souza. Excelente no saque, excelente no ataque, vendendo saúde, correndo atrás da bola com ganas capricorn
  15. Gostei apenas moderadamente de "Os 7 de Chicago". A cena final (historicamenete falsa) foi muito sentimental, a meu ver, destoando das facetas cômica e racional do filme. Me lembrou muito a cena famosa de James Stewart em "A Mulher Faz o Homem", de 1939, em seu discurso infinito. Ou mesmo, "Sociedade dos Poetas Mortos". A melhor coisa é o elenco excelente. Todos estão ótimos, mas as atuações que eu mais gostei foram, preferencialmente, as de Frank Langella e Yahya Abdul-Marten II. O texto de Aaron Sorkin, rapidíssimo e cheio de frases marcantes, preenche bem o filme, mostra bem a pe
  16. Gostei apenas moderadamente de "Os 7 de Chicago". A cena final (historicamenete falsa) foi muito sentimental, a meu ver, destoando das facetas cômica e racional do filme. Me lembrou muito a cena famosa de James Stewart em "A Mulher Faz o Homem", de 1939, em seu discurso infinito. Ou mesmo, "Sociedade dos Poetas Mortos". A melhor coisa é o elenco excelente. Todos estão ótimos, mas as atuações que eu mais gostei foram, preferencialmente, as de Frank Langella e Yahya Abdul-Marten II. O texto de Aaron Sorkin, rapidíssimo e cheio de frases marcantes, preenche bem o filme, mostra bem a pe
  17. O cinema sofreu através dos anos vários processos de extinção, e passa por um deles, neste momento. Nesses processos de morte, as grandes salas de cinema de rua, chamadas também de "teatro", entraram em decadência há algumas décadas. Viraram Igrejas Evagélicas, ou shoppings populares, ou foram derrubadas. O malaio Tsai Ming-liang fez de "Adeus, Dragon Inn", de 2003, o seu "Cinema Paradiso". E, como não poderia deixar de ser, tatuou seu filme com sua personalidade, sua mente, seu estilo. Mandou às favas o sentimentalismo (embora haja, claro, muita sensibilidade), minimizou ao máximo a nec
  18. "N`um vou nem falar nada!!" Cada revisita, uma descoberta em "O Criado", de 1963, a obra-prima do americano expatriado pelo macarthismo Joseph Losey. Desta vez, notei que a porta da casa, logo no início, está entreaberta... Este filme é uma enganação. Depois do segundo ato, quando todas as mentiras são descobertas, o espectador pensa: "O que mais pode acontecer?". E tem-se o insano terceiro ato. Muita gente reclama que não é factível a reviravolta, mas é só pensarmos que a vaidade extrema pode acarretar a consequência de um indivíduo não saber fazer nada, o que gera a total depe
  19. Quero muito ler, mas sei que a minha mente obsessiva me faria ler a série inteira. Vai encarar os seis livros?
  20. E essa maratona Hong Sang-soo acaba ou não acaba? De madrugada, o curtinho "Montanha da Liberdade", de 2014. Como gênero, um romance. Um professor japonês, meio mal de saúde, desempregado, retorna à Coreia, para tentar reencontrar um amor do passado. Hospeda-se em uma espécie de hostel, e dá azar: a ex não está na casa dela, sumiu. Ao longo dos dias, vai deixando cartas para ela, dando conta da viagem (que inclui também um outro romance paralelo). Quando ela retorna a casa, o bolo de cartas cai, e ela não sabe a ordem exata dos papeis. É o motivo formal para Hong Sang-soo ter a
  21. É o nome do livro no Brasil. Eu li. Uma visão republicana da economia. Esse trailer me surpreendeu. Parece que tiraram a parte sociológica e deixaram só a questão familiar.
  22. Maratona Emir Kusturica, agora com "Promessas", de 2007. Um filme também ignorado, esquecido, embora estivesse na seletiva de Cannes daquele ano. Um garoto que vive com o avô nas montanhas de uma isolada comunidade rural está se convertendo em adolescente. O avô, que liga isso a seu próprio fim, crendo que em breve irá morrer, pede ao neto que lhe prometa 3 coisas: Ir à cidade vender uma vaca, e com o dinheiro comprar-lhe um ícone de São Nicolau; comprar algo para si; e - na verdade, o principal motivo - arranjar uma noiva para si. Uma vez na cidade, esse garoto se envolverá com criminoso
  23. De madrugada, revi "A Criança", dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, que lhes valeu a segunda Palma de Ouro, em Cannes 2005. Acho o filme ótimo, mas o prêmio, dada a concorrência, um tanto exagerado. Impressiona como um filme sem trilha sonora, sem belezas exógenas à ação, sem grandes diálogos, consegue prender a atenção. E isso, sem cortes; os planos em geral são longos, mas não estáticos. É que a câmera se movimenta, sôfrega, desejante por saber dos rumos dos personagens, não larga as crianças. Não o recém-nascido, mas o pai e a mãe, jovens irresponsáveis, eles sim, completamente imat
  24. São, curiosamente, dois filmes de 2013. Concordo totalmente contigo, com parecer Fincher. Aquele elencão trabalhando junto azeitadinho me ganha, com destaque para a cena da Viola Davis abrindo a porta do banheiro...
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