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Forum Cinema em Cena

SergioB.

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  1. 335) "N`um vou nem falar nada!!" Gente...Vivo dizendo que meu critério amoroso é: Encha o meu cérebro! Quando o cinema faz isso comigo é igualmente apaixonante. Estou embasbacado com "Violência e Paixão", de 1974, penúltimo filme de Luchino Visconti. Em inglês, o título é "Conversation Piece", pois se refere às pinturas de famílias nobres dos séculos passados, e o personagem do professor, vivido por Burt Lancaster, é um colecionador desse tipo de quadro. Ele, que não tem ninguém, vive sozinho, dedicado aos livros, à arte, vê sua vida mudar, quando uma família burguesa, caótica, vulgar, endinheirada, cheia de segredos e fúria de viver, aluga dele o apartamento acima do seu. Uma mãe, sua filha, seu noivo, e o amante-michê da mãe. Quantos tormentos! Quanto estrondo! Quanta juventude! Quanto erotismo! entram va vida do velho professor. O filme, na verdade, é uma elaboradíssima e refinadíssima alusão à vida pessoal do diretor. Sabe-se que ele era bissexual/homossexual, e que desde o fim dos anos 1960 relacionava-se com o ator austríaco Helmut Berger, um bissexual assumido, ator de tantos de seus filmes. Visconti, a esta altura, dirigia na cadeira de rodas, com sequelas de um AVC, que acabariam por vitimá-lo em 1976. Burt Lancaster é quase um alter ego do diretor, um cansado e requintado homem de saber. Lancaster que, em sua vida privada, também era bissexual, e por imposições de Hollywood teve de colocar sua sexualidade no armário. Pensava nessas alusões todas, quando, em uma das mais incríveis cenas do filme, uma sala secreta, contígua à biblioteca se abre. Um cômodo escondido, no velho apartamento, onde, no passado esconderam-se judeus e foragidos políticos, diz o professor. Um armário, pensei! E dentro dessa sala secreta se dará uma cena de ménage à trois, entre a filha, seu noivo, e o amante-michê da mãe, com o professor observando, só observando, mesmo sendo chamado a participar. E embala a cena "A Distância", de Roberto e Erasmo Carlos. Mais uma música brasileira presente no cinema internacional. Mais um exemplo para a minha coleção mental! O filme é sobre um homem culto enrustido que apaixona-se por toda aquela família. Mas em especial se apaixona obliquamente pelo modo de vida sem-limites dos mais jovens. Ainda que eles firam seu sistema de vida, de educação, formalismo, e refinamento. Chega um momento que quase não pode evitar se apaixonar pelo personagem de Helmut Berger, o amor do diretor italiano na vida real. É o mundo do aristocrático Visconti que não existe mais. Vê-se tomado pela vulgaridade do mundo contemporâneo. Mas pela sua liberdade sexual também. Amei!
  2. e... "Raya e o Último Dragão" é a nova animação da Disney, que é um pot-pourri de várias ideias que estão sistematicamente dando certo no campo infantil: uma protagonista mulher empreendendo uma "jornada do herói", atrás de algo mágico, que vai unir o seu povo, espantar o mal...Acompanhada, claro, de um animalzinho coadjuvante fofo, executando lutas marciais, e, de quebra, enviando alguma mensagem social/ecológica. No campo das ideias, portanto, não há nada de novo. A fórmula está pronta há algum tempo. Tem me chamando a atenção, contudo, a rapidez das etapas de ação. Já tenho notado isso desde outros filmes, mas aqui não há muita perda de tempo. Aos outros personagens que aparecerem no caminho, dedica-se também pouquíssimo tempo, ou simplesmente não são explorados. Apenas estão lá. Agora a parte técnica é um primor, uma perfeição. A água em redemoinho dos rios, os cabelos dos personagens, as penugens dos animais, os rostos humanos...Sério, talvez seja um dos filmes mais perfeitos da Disney! Trilha sonora linda do incansável James Newton Howard. É do diretor Don Hall, vencedor do Oscar por "Big Hero 6"; e de Carlos López Estrada." Aí, @Gust84!
  3. 334) "Ex-Pajé", documentário de 2018, de Luiz Bolognesi. Seu tema é o etnocídio. A morte de uma cultura étnica, no caso, a dos índios de uma tribo de Rondônia. O personagem principal é um pajé, ou ex-pajé, nesse belíssimo título, que agora é o zelador da Igreja missionária, que evangeliza os índios da região, e que colocou o conhecimento tradicional do pajé como coisa demoníaca. O doc é muito bom, acompanha tudo sem muita interferência até onde sei. Lembrei-me a toda hora do fabuloso ensaio de Susan Sontag sobre "Tristes Trópicos", livro icônico de Claude Lévi-Strauss. A americana logo depois do lançamento entendeu que esse seria um dos textos fundamentais do Século XX, e escreveu um ensaio sobre ele presente em seu "Contra a Interpretação". Susan ensina que Claude era um professor "sério", circunspecto, sem muitos exageros. Portanto, de acordo com sua personalidade, o "triste" do título, outro belo título, por sinal (em português, seus dois "t"s o tornam ainda mais belo), é então um eufemismo. Um eufemismo por que os trópicos não estão tristes, estão em "agonia". Nunca me esqueci do emprego preciso dessa palavra. Agonia, pois os povos originários da América não têm um saber escrito, com força de permanência, só têm a cultura oral, passada dos mais velhos para os mais jovens. Se há um assassínio cultural, como mostra o doc, há, segundo minha interpretação, também um "suicídio". Pois os índios mostrados estão muito felizes com suas máquinas de lavar, eletricidade, fogão, caminhonetes, e armas de caça. Não me parece que eles queiram voltar ao tempo do não contato com a cultura branca. Não idealizo esse tema. Mas acompanho o parecer que a imposição religiosa chega até ali com muita força, sem respeito algum, contra pessoas que não sabem se defender.
  4. 333) Fechando a chamada Trilogia da Guerra", "Cinzas e Diamantes", de 1958, de Andrzej Wajda, conta a história de um rebelde nacionalista da Resistência Polonesa que, exatamente no último dia da Guerra, com o povo comemorando a rendição alemã, recebe a missão de assassinar um líder comunista, que se projetava como o homem de confiança da URSS. Porém, o homem encontra uma moça, apaixona-se por ela, e meio que decide viver uns últimos momentos de prazer, antes da missão. O amor se contrapõe à morte, para mostrar que a vida pode ser melhor, e confundir o rapaz se ele prossegue com a missão. O filme é muito celebrado, sempre entra na lista dos melhores da História, mas eu fiquei meio decepcionado. A direção é soberba; a Fotografia utiliza lindamente a profundidade de campo; conseguiram achar uma locação fantástica de uma Igreja em ruínas com um Cristo dependurado de ponta a cabeça; e outros predicados; mas o roteiro não é bom. Entendo que a premissa seja boa, e irônica, pois se comemora o fim de algo terrível, às vésperas da nação ("O Cristo da Europa" como diz Susan Sontag) cair em outra coisa horripilante, contudo a história não é bem desenvolvida, nem tem pontos muito fortes. Toda a parte da armadilha para matar o dirigente é muito chata e sem tensão. Uma das poucas boas frases: "A Guerra acabou, mas a luta continua", diz o dirigente comunista, a certa altura do filme. A tal "A luta continua", seja em que contexto for, em que país for, arrepia-me. Os bem-intencionados costumam fazer duplamente o mal. Achei curiosa a ponte cinematográfica com "Canal" - aquela coisa!! - do ano ano anterior, pois o protagonista, em certo momento, diz que usa constantemente óculos escuros pois lutou muito tempo nos esgotos. Aí sim, aquele filme sim me conquistou.
  5. 332) Como eu sempre digo, o Cinema é um professor de geografia. "A Mongolian Tale", de 1995, em que pese ser dirigido pelo chinês Fei Xie, faz questão de, em seus créditos finais, abrir um parêntesis e elucidar que os atores são todos mongóis. É um filme da Mongólia, portanto, e faz questão de nos deslumbrar os olhos com as paisagens daquele país. E funciona bem comigo, pois sou fascinado por essa parte do mundo, tão vasta fechada e desconhecida. Adaptado de um livro, conta a história de duas crianças órfãs criadas juntas por uma senhorinha, e que são prometidas em casamento ainda jovens. O garoto a certa altura vai estudar na "cidade", e a menina fica, isolada, na pradaria, cuidando da avó. Quando o garoto volta, homem feito (protagonizado nessa parte por um conhecido cantor pop mongol), sonhando em concretizar a promessa matrimonial, a jovem está grávida. Ao fim e ao cabo, uma história de machismo. De como o machismo comumente fica acima do amor. Ainda que cuidar do filho de outrem não é - digamos assim - uma coisa que um homem faz com um sorriso na cara. Um filme com um tema batido, mas que é beneficiado pela exuberante cor local. A cena final, presente no poster, é lindíssima.
  6. 331) "O Grande Chefe", de 2006, é a incursão na comédia de Lars von Trier. De riso desopilante, não tem nada. É mais sarcasmo. Sarcasmo puro. Então eu entendo as críticas sobre a "falta de graça", mas dou o desconto que frequentemente o humor não migra tão bem entre as nações, e elogio a inteligência do Lars em rebater em forma de filme muitas das críticas que recebera até aquele momento. Um ator desempregado é contratado para representar o dono de uma companhia cujo verdadeiro dono quer pô-la à venda. É contratado para ser desagradável, tomar decisões impopulares, e aos poucos se vê envolvido sentimentalmente com vários funcionários, e com questões imprevistas na hora de fechar o negócio. Eis a trama. Para mim, ela é o que menos interessa. De interessante cinematograficamente, primeiro, Lars von Trier dispensa um fotógrafo, e dá a um computador as decisões dos enquadramentos. O resultado produzido pela inteligencia artificial é um monte de cenas mal ajambradas: teto aparecendo, pescoços cortados, perfis divididos, etc. Em dois momentos, contudo, o próprio Trier aparece em uma grua, para filmar o prédio da empresa de longe, se colocar como um narrador, e interfirir na história. Segundo, Trier já era criticado por muitos atores que trabalharam com ele, e aqui ele coloca a figura do ator como um mero empregado - alguém que se contrata - não como um autor - O autor é o diretor de cinema (tal qual o real diretor da companhia)! A ele pertence o controle significativo das ações. Terceiro, uma questão de fundo, um artista declaradamente muito depressivo pode fazer rir. Tentar fazer rir. São coisas independentes.
  7. Não vejo série. hehe Certa vez dei uma olhada na HBO, no primeiro capítulo de "A Amiga genial", mas não segui.
  8. 330) Por falar em comédia boa, tive sorte e vi essa simpatícissima obra do grande Mario Monicelli, "Pais e Filhos", de 1957. Uma filme com múltiplos personagens, a respeito do mesmo tema, encetado no titulo: A relação pais e filhos. Filhos que agem como pais de seus pais (minha fase atual!); filhos rebeldes; filhos vagabundos; pais com muitas crianças; casal sem filhos pensando em adoção; pais de adolecentes descobrindo a sexualidade... Vittorio de Sica atua aqui, e tem o principal papel; Marcello Mastroianni, ao contrário, faz uma ponta, mas com direito à cena mais bonita. É tão bom ver esses simples filmes italianos dos anos 1950...Penso nos meus avós, nos meus tios-avós. A casa cheia, sempre cheia, com muita discussão...terá sido assim também? Ninguém nasce pai ou mãe. É um aprendizado. Aprende-se sendo.
  9. (329) Depois do fantástico "Toni Erdmann", de 2016, a diretora alemã Maren Ade não lançou mais nenhum trabalho, infelizmente. Fiquei muito contente, então, ao descobrir e assistir ao seu primeiro longa, de 2003, "A Floresta para as Árvores" - um trabalho de conclusão de curso - acredite se quiser - que ganhou vários prêmios, inclusive em Sundance. É uma comédia deliciosa a respeito de uma professora iniciante, idealista, cheia de inocência, e de esperança no mundo, que sai do interior para uma cidade maior, para trabalhar em uma escola. Escola essa, que, pesquisando, é exatamente onde a mãe da diretora trabalhou na vida real. Ela não tem força para controlar o ímpeto dos alunos, que pintam e bordam com ela. Os professores mais experientes riem às suas costas. Em seu novo lar, tenta fazer amizade com os vizinhos, mas de um jeito atabalhoado. Acaba sozinha, sem amigos, recebendo a descortesia da cidade grande. O maior drama é que ela tenta forçar uma amizade com uma vizinha, que às vezes lhe dá atenção, mas ela acaba metendo os pés pelas mãos, interfirindo demais na vida dela de um jeito "freak". Sabem aquelas pessoas "too much"? A atriz principal Eva Lobau dá um verdadeiro show. Consegue passar a bondade, a solidão, o desespero por ter amigos, na medida exata. Ganhou, pelo desempenho, vários prêmios de Melhor Atriz. A solidão extrema torna as pessoas esquisitas. Amei.
  10. * O dinamarquês é melhor. Conseguiu me envolver mais com a ação "escutada", fora da tela. Essa versão não é ruim, mas foca mais no policial. * Ainda não vi, mas sei exatamente onde o filme vai terminar. Daí por diante, o livro é muito melhor, e, acredito, dará um filme com mais ação.
  11. (328) Remake do dinamarquês "Culpa", de 2018, Antoine Fuqua dirige esse novo filme da Netflix, "O Culpado", com produção e protagonismo de Jake Gyllenhaal. Os dois filmes trabalham com a relação campo-extracampo, o que é mostrado e o que é apenas escutado, deixando a suposta ação principal a cargo da nossa imaginação - havendo apenas por um breve momento uma quebra nessa estrutura, e meio sem razão fundante para isso. O Gyllenhaal está ótimo, como sempre, e o Fuqua deu um jeito de relacionar o filme a vários problemas intrinsecamente americanos, desde os devastadores incêndios anuais na região de Los Angeles aos excessos da ação policial. Para mim foi uma experiência apenas mais ou menos, porque a história principal é legal, mas, sinceramente, não é tão legal assim... Não é excitante como "Dia de Treinamento", embora traga uma leve recordação dele ao se valer da voz de Ethan Hawke como um ex-parceiro de rua do personagem principal.
  12. Essa crítica da Boscov ficou maravilhosa, heim? Será que volto ao cinema na próxima semana??
  13. (327) "Alice ou A Última Fuga", de 1977, é uma fantasia surrealista escrita e dirigida por Claude Chabrol, que reúne elementos fáceis de notar de "Alice no País das Maravilhas" e, cinematograficamente, de "O Ano Passado em Marienbad". Protagonizado pela neerlandesa Sylvia Kristel, eterna Emmanuelle, acompanha-se uma esposa que foge do casamento em uma noite chuvosa, dando adeus ao marido insuportável e a uma vida aburguesada. Na estrada, com chuva, tem problemas com o carro. E abriga-se em uma antiga, requintada, e estranha mansão, onde fica misteriosamente aprisionada, vagando pelos cômodos e jardins. Pode-se facilmente encarar a trama pelo ponto de vista religioso, como uma metáfora para a morte (já escrevi diversas vezes que não gosto do cinema como metáfora, mas como metonínia - como no recente "O Ciclista"), e a mansão como sendo um estágio de purgatório. E parece que é essa mesma a intenção. Para mim, ateu, isso não diz nada. Como cinema, fiquei o tempo todo comparando-o à proposta radical do filme de Resnais, que vai ao limite do limite, ao não explicar nada dos personagens, ao não propor nenhuma investigação social ou psicológica, e só encarar o vazio do tempo e do espaço. Ao tentar explicar, ou ajudar o espectador, diminui-se como arte.
  14. (326) Candidatíssimo a filme mais louco que vi em toda a minha vida, "Hitler 3º Mundo", de 1968, é um filme de vanguarda, experimental, dirigido pelo escritor e cineasta paulistano José Agrippino de Paula, buscando, à la um Buñel dos primórdios, imaginar como seria um regime fascista nascido na periferia do Terceiro Mundo. É conhecido também por ser "protagonizado", digamos assim, por um Jô Soares que encarna um samurai bizarro, com uma peruca crespa, vingador. Num primeiro momento, atira verduras e legumes para uma legião de crianças e pessoas faveladas; depois resgata as crianças em um furgão; mata um dos brasileiros nazistas em um banheiro; depois debate-se com a televisão... Temos a tendência de tentar armar um roteiro, mas não há. O que temos é uma sucessão de imagens fortes, como a de uma mutilação peniana; ou uma sucessão de imagens loucas, como um Adão e Eva negros, nus, subindo uma montanha; ou uma espécie de Hitler de bermuda florida, camisa florida, recriminando a miséria do país. O trabalho sonoro é propositadamente deslocado. Custamos a entender as poucas frases que são ditas. Há um ruído constante também. Tudo é muito estranho e desarticulado. O filme nunca foi lançado comercialmente, mas é cultuado pelos estudiosos do cinema marginal brasileiro, ainda mais pelo ano de sua feitura, em plena Ditadura Militar. Tendo a concluir, pessoalmente, é que a mensagem do filme é que nem o Fascismo iria querer um país como aquele! Tão miserável, atrasado, e primitivo. O Fascismo precisa de adoradores acríticos, que se creem grande entendedores das coisas. O povo retratado ali, lutando por sua sobrevivência, estava aquém de qualquer nível de politização.
  15. (325) Fruto da chamada Nouvelle Vague theca, "Trens Estreitamente Vigiados", de 1966, ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro em 1968, e seu diretor, Jirí Menzel - morto por COVID -19 no ano passado - foi até indicado ao DGA! Baseado em um romance, o filme compartilha aquele tom de humor - que eu particularmente não racho de rir - da "fase theca" do Milos Forman. Mas a grande atração é que se trata de uma comédia passada durante a Segunda Guerra Mundial, e sua premissa é, sim, muito legal, e muito inteligente, e foi o que eu mais gostei do filme: Tipo, quem é que, em meio a Segunda Guerra Mundial, com seu país invadido por nazistas, vai se preocupar com ejaculação precoce? Resposta: Um adolescente. Um jovem tem seu primeiro emprego, de despachante, em uma estação de trem controlada por simpatizantes do Nazismo. Não são alemães, de fato, são os nacionais colaboracionistas. O "estreitamente vigiados" do título ( que, penso deveria ser, na verdade, "estritamente") é uma mentira. O trabalho é uma zona! Acontece de tudo. Os companheiros de trabalho do garoto são caras parvos, que gostam de beber, assanhados, daqueles intrometidos que gostam de dar dicas sexuais. O garoto está em sua fase de descobertas, apaixonadinho por uma menina da resistência, mas se vê em conflitos interiores, pois sofre de ejaculação precoce. Tipo, o sofrimento psíquico da guerra bate nele como ansiedade sexual. E, claro, ele sofre demais com isso, como não?! Tenta até uma medida extrema. O filme é muito bem dirigido, e a atuação do protagonista é muito simpática e delicada. Nunca ficando ridícula. Porém, o tal humor é meio sem noção em vários momentos.
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