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Forum Cinema em Cena

SergioB.

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  1. Donos de salas de cinema, neste momento, pulando de prédios, cortando os pulsos, subindo em um banquinho com uma corda...
  2. "O Eclipse", de 1962, fecha a Trilogia da Incomunicabilidade de Michelangelo Antonioni. Depois do primeiro filme, "A Aventura", ser vaiado em Cannes, este filme conseguiu o Prêmio do Júri, mas a Palma de Ouro foi para o Brasil sil sil, com o maravilhoso "O Pagador de Promessas". Bom, é um filme difícil, até experimental. Se no esplêndido "A Noite", o segundo da trilogia, acompanhamos 24h da ruína de uma relação, aqui o filme já começa com a personagem de Monica Vitti dando um fim ao seu relacionamento com o personagem de Francisco Rabal, sem apresentar justificativa. Então ela andará soli
  3. Prteendendo ser um GOTHAM de Los Angeles, eis a primeira enunciação da história de um grupo chamado Sunset Circle Awards. É irrelevante, mas fica a curiosidade: Sunset Circle Awards: BEST FILM Promising Young Woman TOP FILMS The Father The King of Staten Island Ma Rainey’s Black Bottom Mank Minari Nine Days Nomadland Promising Young Woman Saint Maud Sound of Metal BEST DIRECTOR Lee Isaac Chung – Minari David Fincher – Mank ✪ Darius Marder – Sound of Metal Florian Zeller – The Father Chloe
  4. E não é que tem a ver? No post acima, me comprometi a assistir a "A Palavra", de 1955, penúltimo longa-metragem do mestre dinamarquês Carl Theodor Dreyer, pois ele teria associações com o longa "Luz Silenciosa". Até a primeira hora , eu não estava vendo nenhuma. Pelo contrário, aquele é arrastado, calmo, silencioso, este é cheio de diálogos. Mas os momentos finais daquele filme são extremamente parecidos com o final deste filme, claro, com as devidas modificações pertinentes às tramas. "A Palavra" é uma adaptação teatral, acerca de uma grande família religiosa. Um avô, proprie
  5. Assisti a "Japão" filme do Carlos Reygadas neste ano, e até hoje estou pensando nele. Mas "Luz Silenciosa", de 2007, que vi logo depois que lançou, logo depois que arrebatou elogios e o prêmio do Juri em Cannes, sempre foi meu preferido da filmografia do mexicano. Precisava revê-lo. Ainda hoje é impressionante o quanto a Fotografia de Alexis Zabe (muito elogiado também, mais recentemente, por "Projeto Flórida") é so-ber-ba. A parte do: "Vamos ver a neve", e abre-se a porta do galpão...O que é aquilo? Certamente está entre as 10 melhores Fotografias do Século XXI. Mas acho que em matéria d
  6. Fim da Maratona Emir Kusturica. Terminei com o primeiro. Primeiro filme e já tem a semente de tudo: Música, Humor, Socialismo rural. "Você se lembra de Dolly Bell?" é o primeiro longa do diretor sérvio para o cinema, em 1981, e já chegou ganhando quatro prêmios em Veneza ( por lá também nosso espetacular "Eles Não Usam Black-Tie"), bem como o Festival Internacional de São Paulo. Na Iugoslávia dos anos 1960, um garoto de 16 anos, filho de uma enorme família, cujo pai é um voraz militante comunista, vai ser chamado para integrar uma bandinha de rock italiano, para animar a comunidade,
  7. F I N A L M E N T E!! Maratona Hong Sang-soo. Penei. Penei para encontrar "Noite e Dia", filme de 2008, do diretor sul-coreano. Aliás, o mais extenso filme dele, quase 150 minutos. É Hong Sang-soo em Paris, minha gente... Um pintor casado parte sozinho para Paris, no intuito de fugir da polícia coreana, que descobriu - vejam só - que ele fumou maconha com estudantes norte-americanos... Que escândalo! Pode ser preso ou ter de pagar uma multa. Assim que chega no aeroporto da Cidade Luz, recebe uma advertência em inglês de um cara, meio amarrotado, perdido, como um artista mal-suce
  8. "N`um vou nem falar nada!!" Maratona John Cassavetes. Estou boquiaberto e ainda aplaudindo de pé esse filme, de 1971, "Assim Falou o Amor", no original, "Minnie and Moskowitz". Brilhante, maravilhoso, e, detalhe, gostoso de ver... O encontro amoroso entre duas almas solitárias. Ela, culta, esnobe, funcionária de um museu, bipolar, circunscrita ao papel de amante; ele, uma figura beatnick, simples garagista, distinguido por um bigodão estranho, um adolescente velho. Ambos vividos, respectivamente, com imenso talento, por Gena Rowlands e Seymour Cassel, com uma afinidade particula
  9. Pouco a destacar no mundo olímpico neste fim de semana: * O mais legal que eu acompanhei foi a vitória expressiva da Seleção brasileira feminina de Futebol contra o Equador por 6x0. Vi o jogo todo. No primeiro tempo, o time andino marcou bem forte, mas o Brasil dominou as ações, mesmo com apenas 1 gol. No segundo tempo, o Equador cansou, e o Brasil disparou, um gol atrás do outro. Gostei muito de ver a aplicação tática. Não teve "pop corn time", expressão feliz da Pia para pregar vigor o tempo todo. Debinha e Ludmilla jogaram muito bem, fiquei admirado de ver. A seleção não atuava desde m
  10. "Verão de 85" é um coming-of-age, adaptação de um livro adolescente gay, dirigido por François Ozon. Uma história de amizade, da qual resulta o primeiro amor de um jovem. O diferencial é que sabemos desde o início que o outro carinha morreu, e que o protagonista cometeu um crime. A trama não me fisgou, mas a ambientação é irresistível: Verão, litoral francês, anos 1980, roupas em listras, veleiros, The Cure e Sting tocando, nenhum celular, nenhuma vida perdida para a tecnologia... Gente, 2020 não chega aos pés de 1985! Que decadência estamos! A excelente Valeria Bruni Tedeschi faz a
  11. Aí, @Gust84, chegou a vez desse bebê aqui do McEwan: "Enclausurado".
  12. Terminei a leitura do livro de Sérgio Sant`Anna, "Um crime Delicado", e parti pra ver a adaptação, de 2005, feita por Beto Brant, e intitulada "Crime Delicado". Foi bom por que era uma das poucas obras do Beto que eu não havia visto, e foi ruim por que eu tive de ficar mais tempo agarrado a uma história que em nenhum momento me cativou. Mas tenho que reconhecer que o filme consegue ser melhor do que o livro - que é bem ruim, infelizmente. Sérgio Sant`Anna foi uma das vitimas de COVID-19 e eu queria muito endossar a leitura, mas não será o caso. "Crime Delicado" se espreme no tempo entre o
  13. Maratona Theodoros Angelopoulos. Conferi o primeiro longa-metragem dele, de 1970, chamado - aí é que está - "Reconstrução"/"Reconstituição", na frágil consolidação dos nomes traduzidos aqui no Brasil. Difícil de achar esse caboclinho...Mas recompensa! É muito bom! Muito inteligente! E já apresenta vários aspectos que se tornariam recorrentes em sua filmografia. Começamos com uma informaçãozinha. A história se baseará em uma aldeia grega que está decrescendo, morrendo mesmo. No censo de 1939 tinha cerca de 1200 pessoas, no final dos anos 1960, apenas 85 moradores. É neste cenário de e
  14. Maratona Emir Kusturica. A morte de Maradona me faz imaginar o quanto meu maratonado sérvio deve estar sofrendo por seu ídolo. O filme de hoje é seu último longa, o difícil de achar "Na Via Láctea", de 2016, fruto de quase 10 anos sem entregar um longa, depois do ruinzinho "Promessas". Produção, dizem, atribuladíssima de mais de 3 anos, dividida com a sua gleba de agricultura biológica de maçãs e framboesas, e shows com a No Smoking Band...Mesmo assim, é um retorno ao cinema, a um cinema que ele faz tudo: dirige, roteiriza, toca instrumento (uma espécie de xilofone) e atua pela prim
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