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Forum Cinema em Cena

SergioB.

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  1. (175) "A Mulher na Janela" talvez tenha sido das minhas piores experiências literárias. Não sou o público alvo. Faz uns 2 anos, dei o meu exemplar para a dona da minha academia (que, lembrando Trocando em Miúdos de Chico Buarque, "nunca leu"). O filme de Joe Wright, que chegou hoje à Netflix, é fidelíssimo ao livro, não há nenhuma alteração do nível da ação, e, pior, mantém os diálogos pavorosos do livro. Mas o filme é um pouco melhor do que o livro. O francês Bruno Delbonnel conseguiu dar uma "lustre" no visual do filme, trazendo com cores sensações do lado de fora da casa. Achei q
  2. Gente...Quem é vive sempre aparece, heim?! Depois você deixa aqui algumas dicas do que viu de melhor ultimamente.
  3. (174) Descobri agora que as pessoas não gostam de "Trauma", do Dario Argento. Tenho dúvidas se ele fez algo melhor nos anos 1990. Primeira produção americana dele. Mas a mocinha da vez é italiana, romana, e sua filha, Asia Argento. Linda, mas, como atriz, deixa um pouco a desejar na função da heroína dos filmes dele, como já o foram Jessica Harper ou Jennifer Connelli. O filme, pra mim, é nostálgico e delicioso. Saudade de ver algo assim com a galera, depois de procurar algum dvd com capa de suspense e letras amarelas...Movimentos sofisticados de câmera, referências ao terror histó
  4. "N`um vou nem falar nada!!" Uma das músicas mais espetaculares de todos os tempos. O prazer e o privilégio são meus!
  5. (173) Caetano Veloso interpreta Lamartine Babo em "Tabu", de 1982, filme experimental do carioca Júlio Bressane. Lamartine Babo, um gênio do carnaval, dos hinos de futebol, das marchinhas, da canção. Agora, no século XXI, devidamente cancelado pelos versos "Mas como a cor não pega mulata/ mulata eu quero o seu amor". Que dirá agora fazer-se um filme sobre ele! Aqui, mais precisamente, um encontro ficcional com o poeta Oswald de Andrade. O filme é uma defesa do carnaval, do samba, da música popular, como parte fundamental da identidade brasileira. Bom, é uma tese boa, os ouvidos agra
  6. Há pouco mais de 70 dias do início dos Jogos Olímpicos, eu confesso que já estou insuportável. Se tenho um minuto de descanso, fico calculando quantas medalhas cada país vai ganhar, que cor de medalha o Brasil vai ter, etc. Só vai piorar! Ainda bem que a internet aproxima os malucos todos, e encontrei pelo mundo outros como eu. Ontem, um colega meu venezuelano me perguntou por que eu não estou dando medalha para o Brasil no Hipismo Saltos. Serão as reiteradas decepções, e reiteradas confusões, desde Pequim? Fato é que o Brasil beliscou o pódio por Equipe no Rio, foi por pouco. Mas, enfim,
  7. (172) "N`um vou nem falar nada!!!" Uma obra-prima de Woody Allen, infelizmente pouco vista. Um drama bergmaniano, um "Morangos Silvestres" de Nova York. "A Outra", de 1988, é um arraso! Diálogos excelentes, atuações soberbas, primeiro trabalho de Allen e Sven Nykvist - fotógrafo de Bergman - juntos. Muita coisa pra falar. Mas confesso que só o revi por causa de Martha Plimpton. Não canso de ler a respeito de sua atuação no filme "Mass", que pode lhe dar, em 2022, sua primeira indicação ao Oscar. Todo mundo só fala prematuramente em Lady Gaga, mas Martha Plimpton e Ann Dowd é qu
  8. De madrugada, final da Etapa de Surf em Margaret River , fechando a "perna" australiana, com dupla vitória brasileira, feito que só aconteceu uma vez antes, um feito de Filipe Toledo e Tatiana Weston-Webb. Tatiana vem tendo um ano fantástico, sua segunda final, agora campeã, e vice-líder da WSL. Que chegue nesse rítmo em Tóquio! Se surfar assim, na próxima etapa, em outras águas (ela tradicionalmente vai bem na Austrália), volto a colocá-la em minha lista de prováveis medalhistas. Por enquanto, dou Ouro e Prata para as americanas, Carissa Moore e Caroline Marks; e Bronze para a lenda aust
  9. (171) Revi "Olhos Negros", um filme que vi pela primeira vez quando da famosa Coleção Caras, que fez sucesso absoluto nos anos 1990. Meus pais tinham a coleção toda, que inspirou depois a da Folha de S. Paulo, e a de O Globo...Os filmes eram motivo para a assinatura de todas as publicações... Gosto muito dos filmes do russo Nikita Mikhalkov, mas todos, admito, têm uma certa "barriga". É que o tempo no cinema dele é como a vida, feito de instantes desimportantes também. O filme é uma história de amor, com Marcello Mastroianni brilhando intensamente como (mais um) conquistador bon viv
  10. * Eu vendo filme e perdi a grande prova de Atletismo no ano. Putz grila! O que foi isso? Nos Estados Unidos, Alison "Piu" correu os 400m com Barreiras para 47s.68, recorde brasileiro e sul-americano!! Mas ficou em terceiro!! Porque o americano e o atleta das Ilhas Virgens Britânicas correram ainda mais forte. Gente, os deuses do Olimpo odeiam o Brasil! Não é possível! Sempre que nossos atletas do atletismo melhoram, outros melhoram também! Tipo, o tempo do Alison seria Ouro no Rio 2016! Que prova forte é essa?! Norueguês, americano vice-capeão mundial (47s13!), esse das ilhas Virgens (47s50!),
  11. (170) Se eu dissesse que amei, que é o filme da minha vida, estaria mentindo. Mas é inegável que "Vitalina Varela", do português Pedro Costa, é um arraso enquanto arte cinematográfica. Foi o candidato ao Oscar de Filme Internacional por Portugal (depois da primeira escolha, "Listen", ter sido inadmitida), e ganhou muitos prêmios em reconhecimento a sua brilhante Fotografia. É até difícil falar do filme, sem falar do processo do filme. Pedro Costa trabalha há anos com os caboverdianos, e constrói há anos uma estética muito particular. Tudo é muito laborioso, cada cena - dizem - dura s
  12. (169) Um sacrilégio. Em mais de 3 anos postando aqui diariamente, não havia um único comentário sobre um filme do grande Carlos Reichenbach! Agora tem, e logo com o que é considerado sua obra-prima "Amor, Palavra Prostituta", de 1982. Eu amei, assim como amo outros dele, mas meu preferido continua sendo o extraordinário "Falsa Loura". Mas é inegável a sinceridade deste filme, por trás de sua feiúra estética, por trás de seus atores amadores, por trás dos seus talhes promovidos pela Ditadura, Aliás, que governo de militares apoiaria um filme em que há um cadáver enforcado ( na minha
  13. (168) Para fechar a comparação, vi "Pickpocket"/ "O Batedor de Carteiras", de 1959. Aqui, sim, muitas semelhanças com o filme de 1997 de Jia Zhangke. O mesmo orgulho do furto como uma arte; um grupo de batedores se ajudando; o uso de um paletó agigantado (furtado?) tanto pelo ator chinês quanto nesse filme estrelado por um "modelo" (e não ator, na linguagem Bressoniana) mexicano Martin LaSalle. Aliás, ele foge um pouco do esquema supergélido, robótico, das performances dos filmes de Bresson. Escapou. As tomadas de batidas de carteira são filmadas belissimamente, como se fossem magia.
  14. (167) Um amigo cinéfilo me mandou um link de madrugada para eu ver o curta "Feelings", de 1984, primeira obra do diretor americano Todd Solondz. Um projeto universitário, na verdade. Reparou meu amigo que nos créditos há a menção ao diretor argentino Juan Jose Campanella como assistente de direção. Muito bizarro os dois serem colegas, né? Mais bizarro é ver o curta e constatar o link com o Brasil. Uma irônica despedida de um adolescente em crise amorosa interpretado pelo próprio diretor. Não há texto. É apenas Solondz cantando ( como um gato sendo maltratado) "Feelings", aquele suces
  15. (166) Animado com o filme aí de cima, fui ver "O Dinheiro", último longa de Robert Bresson, e ganhador de Melhor Direção em Cannes 1983, empatado com a obra-prima de Tarkovsky "Nostalgia". A Palma de Ouro ficou, como não poderia ser diferente, com "A Balada de Narayama" de Imamura. Olha o nível do Festival... As similitudes entre as duas obras são muito pequenas. Guardam o finalzinho em comum, e a crítica ao dinheiro obtido de forma fácil. No mais, tudo bem diferente. Aqui, uma ação infundada de dois garotos causará uma cadeia de eventos terríveis com personagens completamente difere
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