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Forum Cinema em Cena

SergioB.

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About SergioB.

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  1. Passadas as primeiras semanas, estou esperando o primeiro filme/livro sobre jovens burlando a quarentena e procurando bares clandestinos na periferia. Se ninguém escrever um texto assim, eu escrevo. Estou começando a perceber uma insubmissão assim nos meus amigos. O desejo não vai ficar dentro de casa.
  2. "Bronson" é um filme de 2008 do dinamarquês ( na real, novaiorquino) Nicolas Winding Refn. Uma biografia anticovencional, estilística e, surpreedentemente, bem humorada, de um cara cuja peculiar ambição era se tornar o preso mais violento e dispendioso do sistema prisional inglês. Ele está preso até hoje! E já passou mais de 30 anos na solitária! O estilismo do Refn fica muitas vezes à frente do seu objeto temático, mas a crítica social não merece ser esquecida. Nenhum ser humano merece ficar 30 anos na solitária! Muito menos quando há um desvio paranoide evidente, muitos menos quando tudo advém de pequenos furtos. O filme é muito bom, mas é tanto "estilo", que às vezes desvia o foco do principal. Tom Hardy está incrível! Talvez a melhor atuação de sua carreira. A entrega física é requerida o tempo todo, incluindo passar uns 10% do filme em nudez total. É dizer: até as roupas aprisionam a alma insana, incontrolável, deste incorrigível detento. O cartaz anuncia "Laranja Mecânica" do século XXI, e noto a ponte cinematográfica, quando, por exemplo, Bronson sai da prisão pro alguns dias, desfilando certa empáfia e normalidade, depois de muita medicação. Tratamento Ludovico da vida real.
  3. Amei o filme, intelectualmente falando, mas aquela cena do cavalo é muito difícil pra mim. Não consigo ver de novo.
  4. Sim, estou apostando nela contra os medalhões.
  5. Como assim? Na lista de premiações? Apareceu com maior brilho em "Em Chamas" (2018), e fez "Okja" em 2017.
  6. "Gladiador" é o filme-celeuma do Fórum. Em conversa com @Big One, me dei conta que precisava revê-lo, e que o Pablo Villaça tinha malhado bastante o filme, gerando contróversias acalouradas na época. Eu vi no cinema, muito jovenzinho, e lembro de ter, como os outros, num movimento de manada, aprovado. Mas logo aquele sentimento de aprovação fora transferido para outros filmes daquele ano, como "Quase Famosos", "You Can Count on Me", "Billy Elliot", "Quills", e principalmente "O Tigre e o Dragão". Com a distância devida do tempo, achei o filme quase "datado". Aquelas tomadas em câmera lenta se transformaram em cafonices estéticas ( com certeza, uma herança de "Matrix", - mas é que as irmãs Wachowski são as que melhor dominam o recurso; sempre com grande beleza e competência). Achei terríveis. Li a crítica do Pablo, e ele foca muito na deturpação histórica trazida pelo roteiro. Eu não sou especialista em História romana, mas não me atenho tanto a esse aspecto. O que eu não curti no roteiro é a dinâmica clichê das relações! Falta verdade e bom senso o tempo todo todo, como por exemplo, ninguém se lembrar da figura do General. Isso não faz sentido. E é um texto ancorado em frases canhestras: "O que fazemos em vida ecoa na eternidade", por exemplo. As pessoas realmente pensam que escrever uma coisa dessa - que nem é verdade! - é uma "poesia" foda, um verso de Camões. Demonstra falta de leitura. No quesito atuação...Desde que vi pela primeira vez todos os indicados, meu voto para Melhor Ator no Oscar, sem dúvida, teria ido para Geoffrey Rush em "Quills", simplesmente arrasador. Agora, se é pra ser polêmico, como manda a antiga tradição do Fórum, todos os outros indicados (Ed Harris em "Pollock", Tom Hanks em "Cast Away", Javier Bardem por "Before Night Falls"), também estão, a meu ver, melhores do que o Russell Crowe. O Pablo diz que a atuação se centrou na virilidade. E senti a mesma coisa. Mas isso é fruto do Roteiro e sua construção cansativa, superexplorada, da figura do herói. Porém, continuo achando o Figurino de Janty Yates muito bom, não por aquelas túnicias do período, mas pelas belíssimas máscaras dos gladiadores, e seus corpetes, que sem dúvida entraram para a memória, de modo indissociável ao filme, no decorrer dos anos. Sinceramente, "Gladiador" decaiu muito para mim.
  7. Decepção monstra. Não vi "A Assassina" na época de seu lançamento e de seu prêmio de Direção para o chinês Hou Hsiao-Hsien em Cannes 2015. Mas sempre tendo a gostar desses filmes Wuxia. Porém aqui não foi o caso. A ação foi desossada, transformada em longos silêncios, pequenos movimentos precisos, roupas suntuosas, e uma quase inexistente trilha sonora (spo ficando mais aparente ao final). Além disso, a história é muito etérea e confusa. Tudo que as pessoas podem dizer é que é lindo, que a fotografia é linda, que os cenários são deslumbrantes. Verdade. Mas se alguém perguntar o que aconteceu com a personagem x, ou com o personagem y, todo mundo vai titubear. O mérito é esse? Ser a desconstrução do gênero? Teria sido maravilhoso se tivesse deixado evidenciado mais claramente a proposta do amor predominando sobre a vingança.
  8. Depois de anos de relutância, pretendo ler a série de História do Brasil do jornalista paranaense Laurentino Gomes, começando pelo começo, a abertura, o porto, a chegada da Realeza ao Brasil em "1808".
  9. A onda "Parasite" rendeu muitos elogios à política cinematográfica de governo da Coreia do Sul, mas não houve tempo para se contar a sua contraface (detesto escrever junto!) histórica. "A Day Off", de 1968, talvez seja o melhor exemplo da censura às artes que impôs o ditador coreano Park Chung-hee (1961 a 1979), pois o filme só chegou ao cinema em 2005. É que em janeiro de 1962, o então Presidente promulgou uma Lei de controle do cinema, impedindo a produção e o lançamento de filmes independentes, que trouxessem prejuizo à dignidade da Coreia do Sul, bem como elogiassem o comunismo do país vizinho, ou mostrassem sexo ou violência. Por proximidade: Um atrasado Código Hays coreano! Se fosse só pela importância história, "A Day Off" já seria relevante, mas o filme, além de tudo, é ótimo. Trata de um casal de jovens, sem dinheiro, à procura de um aborto. Os homens são uns pulhas! Não só o pai da criança. Todos que aparecem. Incompetentes, machistas, violentos. Uma gregária cafajestada. Critica-se, assim, frontalmente a parcela masculina do país. Em termos de enredo, assistimos à discussões do casal, suas rajadas de ofensas mútuas, mas, no meio do filme, o tom se ajusta, para deleite do espectador: O aborto torna-se necessário! Essa jogada do roteiro me pegou direitinho! Fora ela, os diálogos são muito bem escritos, destaco um em particular, que vou tratar de decorar: "Qual o seu desejo mais urgente?" "Essa garrafa cheia novamente." Uau! Viva o cinema livre de todos os lugares, de todos os tempos!
  10. Terminei de ler a excepcional novela de Ernesto Sábato, "O Túnel", e corri para pesquisar qual seria a melhor adaptação do texto. Por larga maioria, deu-se esse filme de 1952, com o próprio Ernesto coassinando o roteiro. Essa película é tão importante, que, segundo comentários, é assistida nos colégios argentinos. Eu diria sem pestanejar que o livro é muito melhor, embora em termos de fidelidade, essa película seja altíssima, tipo 85%. O grande problema é que no livro acompanhamos apenas o ponto de vista do ciumento protagonista. No filme, em certos pontos, nos afastamos dele, e passamos a ver os acontecimentos segundo a personagem feminina, vítima do amor enlouquecido. A razão só chega no finalzinho: uma tentativa de tornar a personagem feminina completamente inocente de seus pecados, uma tentativa de santificá-la. No livro, tudo é mais ambíguo. Não obstante, ela seja a vítima assassinada. Coisa que sabemos desde a primeira frase do livro. Como filme, senti influência de "Rebecca", de 1940. Uma bem-sucedida tentativa latina de se fazer do drama romântico um thriller. A romena de nascimento, Laura Hidalgo, lindíssima, uma luz em todas as cenas, deve ter algo a ver com a santificação da personagem, mencionada acima. Impossível não cair de amores por ela. Imagino as plateias de antigamente... Se o Brasil tem Capitu, como mola propulsora do ciúme; a literatura Argentina também tem a sua própria inspiração. Lamento apenas que a parte em que o autor reflete sobre o que seria o tal "túnel" não ganhou às telas de modo completo. Li a página várias vezes de tão bonita.
  11. PREVISÕES ABRIL/2020 BEST PICTURE 1. Da 5 Bloods 2. Nomadland 3. Mank 4. West Side Story 5. Dune 6. Tenet 7. Ammonite 8. News of The World 9. The French Dispatch 10. Soul BEST DIRECTOR 1. Chloé Zhao 2. Spike Lee 3. David Fincher 4. Steven Spielberg 5. Denis Villeneuve BEST ACTOR 1. Chadwick Boseman - Da 5 Bloods 2. Anthony Hopkins - The Father 3. Tom Hanks - News of the World 4. Joaquin Phoenix - C`mon C`mon 5. Gary Oldman - Mank BEST ACTRESS 1. Saoirse Ronan - Ammonite 2. Frances McDormand- Nomadland 3. Ana de Armas - Blonde 4. Rachel Zegler - West Side Story 5. Talya Rider - Never Rarely Sometimes Always BEST SUPPORTING ACTOR 1. David Strathairn - Nomadland 2. Tom Burke- Mank 3. Steven Yeun - Minari 4. Delroy Lindo - Da 5 Bloods 5. John David Washington - Tenet BEST SUPPORTING ACTRESS 1. Glenn Close - Hillbilly Elegy 2. Kate Winslet - Ammonite 3. Olivia Colman - The Father 4. Toni Collette - I`m Thinking of Ending Things 5. Ariana deBose - West Side Story BEST ORIGINAL SCREENPLAY 1. Da 5 Bloods 2. C`mon C`mon 3. Mank 4. The French Dispatch 5. Minari BEST ADAPTED SCREENPLAY 1. Nomadland 2. West Side Story 3. The Father 4. News of the World 5. Dune BEST CINEMATOGRAPHY 1. Dune - Greig Fraser 2. Nomadland - Joshua James Richards 3. West Side Story - Janusz Kaminski 4. Mank - Erik Messerschmidt 5. Tenet - Hoyte Van Hoytema BEST COSTUME DESIGN 1. West Side Story - Paul Tazewell 2. The French Dispatch - Milena Canonero 3. Mank - Trish Summerville 4. Ammonite - Michael O`Connor 5. News of the World - Mark Bridges BEST PRODUCTION DESIGN 1. West Side Story - Adam Stockhausen 2. Tenet - Nathan Crowley 3. Dune - Patrice Vermette 4. Mank - Donald Graham Burt 5. The French Dispatch - Adam Stockhausen BEST FILM EDITING 1. Da 5 Bloods - Adam Gough 2. West Side Story - Michael Kahn & Sarah Broshar 3. News of the World - William Goldenberg 4. Dune - Joe Walker 5. Tenet - Jennifer Lame BEST VISUAL EFFECTS 1. Dune 2. Tenet 3. Bios 4. Eternals 5. No time to Die BEST MAKE UP AND HAIRSTYLING 1. The French Dispatch 2. Dune 3. West Side Story 4. Eternals 5. Aves de Rapina BEST ORIGINAL SCORE 1. Dune - Hans Zimmer 2. The French Dispatch - Alexandre Desplat 3. Tenet - Ludwig Göransson 4. Soul - Trent Reznor & Atticus Ross 5. Da 5 Bloods - Terence Blanchard BEST SOUND MIXING 1. West Side Story 2. Tenet 3. Dune 4. News of the World 5. No Time to Die BEST SOUND EDITING 1. Tenet 2. Dune 3. West Side Story 4. News of the World 5. Da 5 Bloods BEST ORIGINAL SONG 1. (...) 2. (...) 3. (...) 4. (...) 5. (...) BEST ANIMATED FEATURE 1. Soul 2. Onward 3. Wolfwalkers 4. Raya and The Last Dragon 5. Where is Annie Frankie? BEST INTERNATIONAL FEATURE FILM 1. There is no Evil - Iran 2. Hidden Away - Italy 3. Undine - Germany 4. (...) 5. (...) BEST DOCUMENTARY FEATURE 1. (...) 2. (...) 3. (...) 4. (...) 5. (...)
  12. Minha conhecida obsessão pelo Oscar instiga-me a ler os livros a serem adaptados para as telas. Todo ano neste fórum faço um exercício de comparação entre literatura e cinema, e o que pode advir em matéria de Oscar. Eis o que tenho a dizer, sem Spoiler!, sobre: Dune: livro "Duna", Autor: Frank Herbert. Editora: Aleph. 680 páginas. Mais ou menos $57. Li essa ficção científica por pressão de um grande amigo, e não me arrependi. É uma história muito "grande", cheia de eventos. Fico pensando nas dificuldades técnicas, mas mais ainda na dificuldade de adaptação, para alinhavar tantos acontecimentos, tantos personagens, e, sobretudo, a comunicação entre os personagens, que, quem leu sabe, se dá sobretudo pela leitura do pensamento uns dos outros. Dito isso, é um ótimo divertimento, com um fundo ambiental importante, mas que tem um final, a meu ver, apressado demais. Lê-se um estirão, para então tudo terminar como num estalar de dedos. Minha única crítica ao livro. Chances de Oscar: Filme, Diretor, Montagem, Roteiro Adaptado, Fotografia, Design de Produção, Efeitos Visuais, Trilha, Mixagem de Som, Edição de Som (parece que vão unificar as categorias). Hillbilly Elegy: livro "Era uma vez um Sonho", Autor: J. D. Vance. Editora: Leya. 177 páginas. Mais ou menos $25. Mistura de memórias do autor e teoria social. Foi um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos, quando da eleição de Trump, pois serviu como uma lupa para entender o seu eleitorado interiorano. O livro tenta explicar a degradação social da comunidade dos Montes Apalaches, não somente pelo viés econômico, mas enquadrando outras questões como alcoolismo, como pouca preocupação educacional das famílias, pouco apoio social para evitar gravidez precoce, etc. Ou seja, traz de volta a questão do fracasso para níveis individuais e não apenas sociais. Na parte de memórias, a personagem da avó, a que realmente cria o autor, é uma mulher desbocada, grossa, valentona, e muito amável com o garoto - o alicerce da família. A mãe do garoto envolvia-se com múltiplos namorados e envolvia-se pesadamente com drogas. O garoto, o autor do livro, ao contrário, não sucumbe ao ambiente. Forma-se em uma grande Universidade e constrói uma grande trajetória para si. Chances de Oscar: Atriz Coadjuvante para Glenn Close. Alguma chance remota em Roteiro Adaptado. The Woman in the Window: livro "A Mulher na Janela", Autor: A. J. Finn. Editora: Arqueiro; 352 páginas. Mais ou menos $40 Não recomendo a leitura. E não o coloquei nos filmes candidatos acima, pois não vejo força de competição. É mais um texto de entretenimento, apenas razoável, mas que vendeu milhões, como pura "literatura de resposta". Uma mulher, com problemas com álcool, infeliz, que consegue enxergar a distância um crime em uma casa da vizinhança. Uma mistura de "A Garota no Trem" com "Janela Indiscreta". De qualquer forma, todos os analistas enxergam Amy Adams como possível indicada. Eu também, mas a uma distante quinta vaga, se bobear. A meu ver, as chances de Framboesa de Ouro são muito maiores. Chances de Oscar: Muito longe, Atriz.
  13. Tópico para ansiosos. Tópico para fanáticos. Tópico para apostadores. Tópico para quem ama cinema. Tópico de tradição do site Cinema em Cena. Acompanharemos mais uma temporada de festivais, prêmios de crítica, polêmicas sociais, números de bilheterias, e o eterno duelo cinema de prosa versus cinema de poesia. O que veremos neste ano? Quais filmes chegarão lá? Surpresa, ou frustração, quem sairá com uma das cobiçadas estatuetas douradas nas mãos? Em uma temporada que promete ser historicamente marcada pelos desafios impensáveis de uma pandemia, o cinema, como indústria, terá de se adaptar para continuar existindo. Reagendamentos, cancelamentos, lançamentos apenas em streaming, são mais do que esperados. Afinal, o mundo comunitário nunca mais será o mesmo. Inclusive a própria cerimônia, sendo muito pessimista, pode nem mesmo acontecer do jeito que a conhecemos... Com a ajuda dos sites IMDB, Awards Daily, AwardsWatch, do texto e pesquisa deste que vos escreve, e, sobretudo, das informações e texto do excelente Termometrooscar (os quais tive de corrigir equívocos em alguns casos), eis a lista de alguns dos prováveis contendores, dos, posso dizê-lo, eventuais sobreviventes: MANK: Diretor: David Fincher Elenco: Gary Oldman, Lily Collins, Amanda Seyfried A biografia do roteirista Herman J. Mankiewicz e suas batalhas com o autor Orson Welles pelo crédito do script de Cidadão Kane. Netflix. DUNA: Diretor: Denis Villeneuve Elenco: Timothée Chalamet, Oscar Isaac, Rebecca Fergunson Paul Atreides (Timothée Chalamet) é um jovem homem cuja família toma controle do planeta deserto Arrakis, também conhecido como Duna. O planeta é a única fonte da especiaria melange, a substância mais importante do cosmos. Arrakis, no entanto, se prova ser um planeta nem um pouco fácil de governar. Baseada no livro de ficção científica de Frank Herbert. TENET: Diretor: Christopher Nolan Elenco: Robert Pattinson, John David Washington, Elizabeth Debicki, Aaron Taylor-Jhonson Um épico de ação, que se passa em sete países diferentes, dentro do mundo da espionagem. HILLBILLY ELEGY: Diretor: Ron Howard Elenco: Gabriel Basso, Amy Adams, Glenn Close Baseado no livro de J. D. Vance, é uma mistura de memórias e teoria social, que procura levantar explicações para a decadência econômica de uma região dos Estados Unidos, habitada por "caipiras", os votantes de Trump. Apenas o autor, hoje um celebrado advogado e jornalista, conseguirá escapar do imobilismo social e dos dramas terríveis de uma família para lá de conturbada. Netflix BLONDE: Diretor: Andrew Dominik Elenco: Ana de Armas, Adrien Brody Marilyn Monroe, antes de ser Marilyn Monroe. THE FRENCH DISPATCH: Diretor: Wes Anderson Elenco: Tilda Swinton, Timothée Chalamet, Frances McDormand, Adrien Brody, Bill Murray, Benicio del Toro Jornalistas americanos cobrindo as notícias europeias para a uma revista, The French Dispatch,em uma França pós-Segunda Guerra. WEST SIDE STORY: Diretor: Steven Spielberg Elenco: Ansel Egort, Rita Moreno, Rachel Zegler Remake da obra-prima de 1961. Shakespeare, gangues, Nova York, música. ON THE ROCKS: Diretora: Sofia Coppola Elenco: Bill Murray, Rashida Jones Afastada de seu pai playboy há anos, uma jovem mãe resolve se reaproximar dele, em uma aventura pelas ruas de Nova York. MACBETH: Diretor: Joel Cohen Elenco: Denzel Washington, Frances McDormand Adaptação da famosa tragédia de Shakespeare. BERNSTEIN: Diretor: Bradley Cooper Elenco: Bradley Cooper, Carey Mulligan Cinebiografia do compositor, músico e pianista Leonard Bernstein, autor de aclamados musicais da Broadway, como West Side Story, Peter Pan e Candice. GOOD MORNING, MIDNIGHT: Diretor: George Clooney Elenco: George Clooney, Felicity Jones, Kyle Chandler Conto pós-apocalíptico. Um cientista solitário no Ártico, tenta impedir que seus colegas astronautas voltem para casa, na qual ocorre uma misteriosa catástrofe global. NEWS OF THE WORLD: Diretor: Paul Greengrass Elenco: Tom Hanks, Helena Zengel No ano de 1870, o Capitão Jefferson Kyle Kidd, um viúvo que já lutou em duas guerras, viaja através do Texas oferecendo notícias do mundo para as pessoas, apesar dos jornais estarem se tornando cada vez mais acessíveis. Ele aceita uma proposta em dinheiro de levar uma menina de 10 anos, Johanna, até seus familiares. Criada pela tribo Kiowa, ela não conhece seus tios e tenta escapar sempre que possível, mas acaba criando um vínculo com Kidd que força os dois a lidarem com difíceis escolhas sobre o futuro. STILLWATER: Diretor: Tom McCarthy Elenco: Matt Damon, Abigail Breslin Um pai viaja de Oklahoma para a França para ajudar sua filha que foi presa por assassinato. THE TRIAL OF THE CHICAGO 7: Diretor: Aaron Sorkin Elenco: Sacha Baron Cohen, Eddie Redmayne, Seth Rogen, Frank Langella O longa acompanha a manifestação anti-guerra do Vietnã, que interrompeu o congresso do partido Democrata em 1968. Ocorreram diversos confrontos entre a polícia e os participantes. Dezesseis pessoas foram indiciadas pelo ato. MINARI: Diretor: Lee Isaac Chun Elenco: Steve Yeun, Will Patton, Han Ye Ri Enorme sucesso em Sundance, uma família coreana em busca do sonho americano na zona rural do Arkansas, durante os anos 80. NOMADLAND: Diretora: Chloé Zhao Elenco: Frances McDormand, David Strathairn Uma mulher que, depois de perder tudo na Grande Recessão, embarca em uma jornada pelo oeste americano, vivendo como uma nômade. DA 5 BLOODS: Diretor: Spike Lee Elenco: Delroy Lindo, Giancarlo Esposito, Clarke Peters A história de quatro veteranos de guerra afro-americanos que voltam ao Vietnã à procura dos restos mortais de seu comandante - e de um tesouro enterrado. Netflix. I`M THINKING OF ENDING THINGS: Diretor: Charlie Kaufman Elenco: Jesse Plemons, Jessey Buckley Uma mulher que está tentando descobrir como terminar com o namorado repensa sua vida, depois de um desvio inesperado SOUL: Diretores: Pete Docter, Kemp Powers Elenco: vozes de Jamie Foxx, Tina Fey Um professor de música de ensino fundamental está desanimado por não conseguir alcançar seu sonho de tocar no lendário clube de jazz The Blue Note, em Nova York. Quando um acidente o transporta para fora do seu corpo, fazendo com que ele exista em outra realidade na forma de sua alma, ele se vê forçado a embarcar em uma aventura ao lado da alma de uma criança que ainda está aprendendo sobre si. Animação Pixar. AMMONITE: Diretora: Francis Lee Elenco: Saoirse Ronan, Kate Winslet Drama romântico. Na Inglaterra da década de 1840, um infame caçador de fósseis e uma jovem enviada para convalescer à beira-mar desenvolvem um relacionamento intenso, alterando a vida de ambos para sempre. THE PROM: Diretor: Ryan Murphy Elenco: Meryl Streep, Nicole Kidman Uma trupe de estrelas de teatro hilariantes e auto-obcecadas se aglomera em uma pequena cidade conservadora de Indiana em apoio a uma garota do ensino médio que quer levar sua namorada ao baile. NEXT GOAL WINS: Diretor: Taika Waititi Elenco: Elizabeth Moss, Michael Fassbender Adaptação do documentário britânico de futebol de 2014, que segue o técnico holandês Thomas Rongen, que tenta a tarefa quase impossível de transformar o time de futebol da Samoa Americana de perdedores perenes em vencedores. ANNETTE: Diretor: Leos Carax Elenco: Adam Driver, Marion Cotillard Musical todo cantado. Um comediante de stand-up e sua esposa cantora de ópera têm uma filha de 2 anos com um presente surpreendente. C`MON C`MON: Diretor: Mike Mills Elenco: Joaquin Phoenix, Gaby Hoffman Um artista e seu sobrinho embarcam em um road movie. Trama, além disso, desconhecida. THE FATHER: Diretor: Florian Zeller Elenco: Anthony Hopkins, Olivia Colman Baseado em uma peça teatral de enorme sucesso, um homem em luta contra a demência se muda com a filha, enquanto reveem a relação. Sucesso em Sundance. THOSE WHO WISH ME DEAD: Diretor: Taylor Sheridan Elenco: Angelina Jolie, Nicholas Hoult Uma testemunha de assassinato é perseguida por dois assassinos no deserto de Montana, enquanto um incêndio florestal ameaça consumir todos eles. APOLO 10 1/2 Diretor: Richard Linklater Elenco: Avery Joy Davis, Nick Stevenson Um romance de formação, no subúrbio de Houston, às vésperas da chegada do homem à lua. RESPECT: Diretora: Liesl Tommy Elenco: Jennifer Hudson, Forest Whitaker, Mary J. Blige Cinebiografia de Aretha Franklin. SUPERNOVA: Diretor: Harry Macqueen Elenco: Colin Firth, Stanley Tucci Sam e Tusker são parceiros de 20 anos, que viajam pela Inglaterra em seu antigo trailer visitando amigos, familiares e lugares do passado. Desde que Tusker foi diagnosticado com demência precoce, o tempo que passarão juntos é a coisa mais importante que eles têm. AND THE OSCAR GOES TO...
  14. "Upstream Color"/ Cores do Destino, de 2013, é, por enquanto, o segundo filme do diretor americano Shane Carruth, depois de ter quebrado a cabeça de todo mundo com a matemática de "Primer" de 2004. Esse filme aqui é talvez até mais difícil. Eu só não compartilho da opinião: nada faz sentido! Ao contrário. Tudo me parece muito bem concatenado, ainda que eu - e 99% das pessoas - não consiga explicar o filme em sua totalidade. De difícil interpretação, é aceitável dizer que o casal protagonista foi submetido a uma droga experimental, testada também em uma criação de porcos (aproveitando as semelhanças de genoma). E essa droga produzia uma espécie de ligação que reforçava os laços de "animalidade" entre os dois seres, além d eproduzir danos nos corpos. Por isso a mulher passa a sentir a terra, o ar, a água, as plantas, de uma maneira diferente e especial, como um retorno à natureza, simbolizada diversas vezes ao mostrar a leitura dela, "Walden, ou A vida nos Bosques", um livro que é ao mesmo tempo uma crítica econômica, uma experiência sensorial, e um documento de amor à natureza. Num outro giro, enquanto estava sob os efeitos da droga (mostrada mais no início do filme), a mulher é roubada materialmente pelo "cientista". Porém, quando encontra o amor, ambos percebem que suas memórias foram confundidas, outro efeito da droga, e percebem que isso não pode ser normal, e tentam se refugiar um no outro. Ao mesmo tempo, há a captação de uma música, muito suave e constante, presente em todo filme (muito bonita, por sinal), que é fruto da percepção aumentada dos sons da natureza. Ao final, os porcos doentes, que sofreram a experiência, são descartados, e uma nova ninhada de porcos saudáveis nasce - recebendo posteriormente os cuidados do casal, da mulher, até de forma "maternal", pois um dos efeitos da doença foi ela não poder ter filhos - embora em determinado momento se imagine grávida (mas quem está prenhe na verdade é a porca! Ual, agora que me toquei! O que reforça o entendimento da ligação das espécies). Ufa! Que dureza! Lembro-me da frase clássica de Antonioni: "Explicar um filme é trai-lo". Mas se um dia alguém procurar por esse filme no Fórum, talvez meu caminho hermenêutico ajude a aclarar as ideias. Dito isso, um filme de montador, né? Dei a impressão que era um filme de roteirista, que estamos diante de um superoteiro, mas não acho isso mesmo. Acho um filme de Montador, como Carruth o é. Um filme feito basicamente na ilha de edição, juntando mil fragmentos e os espalhando ao longo da narrativa. Difícil, mas não impossível.
  15. Minha vez de ver "Hogar"/ A Casa, título espanhol de sucesso da Netflix, nesses tempos de Quarentena. Um passatempo, um entretenimento, um filme de resposta. Sua maior debilidade é o Roteiro - e não, como as pessoas apontam, as falhas de autópsia, por exemplo - é modificar - completamente do nada - o caráter do personagem principal. E, sub-repticiamente, creditar isso ao "desemprego" enorme da Espanha, também entre os mais educados. Socorro! Fotografia manjada de filme espanhol (que recentemente o crítico Dalenogare me respondeu dizendo que também pensa o mesmo); muitos cortes fáceis, o que deixa tudo confortável... Porém, um grande ator é um grande ator é um grande ator, faz diferença, eleva os projetos. Javier Gutiérrez está excelente. (OBS: Minha obsessão olímpica adorou ver em um filme a paixão dos espanhóis pela Ginástica Rítmica. Espanha, Prata no Rio 2016, na prova de Conjunto.)
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