Jump to content
Forum Cinema em Cena

Jovens, Loucos e Rebeldes (Dazed and Confused)


Berserk
 Share

Recommended Posts

Dirigido por Richard Linklater no começo da carreira, este filme ainda traz atores como Matthew McConaughey, Parker Posey, Milla Jovovich e Ben Affleck também iniciando suas carreiras. Lançado nos cinemas em 1993, virou um cult da década e é lançado em edição especial. O filme se passa na década de 70, quando um grupo de adolescentes quer aproveitar os últimos momentos de sua juventude irresponsável.

 

 

dazed.jpg

Vi este filme este final de semana, e achei um grande filme, pra mim, se tornou um classico. Filme bem elaborado, com uma trilha sonora perfeita, nao ha nada pra se reclamar!

E vcs o que acham desta obra?Berserk2006-10-11 11:34:58
Link to comment
Share on other sites

 

 

Coisa dura esse negócio de ser um amante da sétima arte; você está

sujeito a todo tipo de sentimentos o tempo inteiro, para o bem ou para

o mal. Vez ou outra algumas obras marcam, e nós não sabemos sequer

explicar de forma convincente o porquê - principalmente quando o amor é

daqueles à primria vista (ou primeira sessão, nesse caso). É uma paixão

que, sem mais nem menos, te pega de surpresa e vai entrando sem pedir

licença, bater na porta, entre outras ladainhas. Simplesmente toma

conta e pronto, quando você se dá conta, já está domado, escravo de uma

coisinha de duas horas que te encantou tanto que não seria nada mal ter

uma sessão diária.

 

 

 

Um dia tive a oportunidade de assistir a um tal Jovens, Loucos e Rebeldes,

de um tal Richard Linklater, que mais me parecia ter a cara de um

típico sessão da tarde para jovens no último dia de aula falando

sobre... eles. Era para ser uma sessão unica e exclusivamente para

entretenimento, daquelas que você curte com os amigos, sem muito

compromisso, apenas para rir com eles. Era. Acabei vendo sozinho.

 

 

 

Sozinho. Dessa forma solitária fui jogado num liquidificador de

emoções. Numa hora, me via curtindo embalado por Bob Dylan. Em outra,

me via torcendo para que alguns pirralhos novatos fugissem dos

veterenos. Mais tarde, me mexia ao som de Kiss. Teve momento,

inclusive, que eu fiquei tenso, para logo depois chorar de rir com a

conclusão da cena. Não demorou para eu perceber que o bobão aqui estava

à mercê do tal Linklater e seu filminho sobre os adolescentes. E assim, sozinho,

caí de amores pelo filme.

 

 

 

Já deu para perceber que errei feio quanto ao filme. De fato, era uma

estória que se passava na década de 70 sobre um bando de jovens que

estavam se despedindo do colégio e tentando aproveitar ao máximo esse

último dia/noite - o que inclui sacanear um bocado a molecada que

estava chegando, o famoso "trote". Mas não era só isso. Não mesmo.

Tinha muita coisa por trás dessa simples idéia.

 

 

 

O filme mostra direitinho essa fase da vida, onde você não liga muito

para as coisas, a não ser se divertir e ser feliz - o que reforça ainda mais o tom nostálgico que o filme possui. No caso, aqui, os

personagens não têm muita (na realidade, bem pouca, quase zero)

maturidade, saem por aí quebrando tudo, enchendo a cara de cerveja,

fumando sua sagrada erva, dirigindo chapados, enfim, fazendo merdas

pela cidade à fora.

 

 

 

Não, eu não sou adepto de muitas dessas idiotices, e provavelmente nem

o Linklater seja - creio que tenha sido uma forma de retratar o amor que aquelas pessoas

têm pela vida, estampando no rosto de cada um a felicidade que cada

momento lhe proporcionava, por mais estúpido que pudesse parecer. E é aí que vejo um dos pontos mais altos do

filme: aqueles loucos inconsequentes poderiam morrer na manhã seguinte

que não haveria problema algum, pois eles tinham sido felizes até ali.

Afinal de contas, não é a felicidade que importa?

 

 

 

O longa é cheio de reflexões do tipo, por exemplo quando a menina do

cabelo vermelho pergunta sobre a vida, ou então o amigo dela dizendo

que não quer mais fazer faculdade de Direito, apenas dançar - me

desculpem, mas esse é um dos momentos mais geniais que já vi num filme.

Tem também o personagem mais velho, que parece não ligar para muita

coisa a não ser carro, bebida e mulheres. Esses personagens que

questionam parecem chegar a uma conclusão no filme, e nada os abala: 

ainda tem show do Aerosmith dentro de algumas semanas e a faculdade,

que é onde as mulheres estão, como eles mesmos dizem. Mais claro

impossível. No meio daquele pessoal não há espaço para melancolia - é

curtir e ser feliz.

 

 

 

Nesse porcesso todo, nada mais natural do que parabenizar o grande

mestre de tudo, o diretor e roteirista, que dá espaço e tempo

suficiente para todos os personagens se desenvolverem, sem muitas

preocuapações perfeccionistas cinematográficas. O filme não passa de

uma simples forma do Linklater mostrar como a vida deve ser vivida:

aproveitando ao máximo, seja lá como for. No fim, você se sente feliz

por estar aqui, pronto para curtir momentos como aqueles. É o tipo de

obra que te satisfaz, te deixa alegre por estar vivo.

 

 

 

Perdão se cometi erros, não sou tão bom para escrever textos, não tenho

muita noção de estrutura e muitas vezes me perco no que falo, mudando o

tom completamente - começo falando de um jeito e termino de outro.

Provavelmente esqueci de comentar inúmeras coisas importantes, mas é

assim mesmo. O que importa é que nesse caso senti uma obrigação  enorme

de fazer uma declaração de amor. Agora com licença que vou ali namorar

um pouquinho.

Kakashi2006-10-16 01:21:51

Link to comment
Share on other sites

  • 3 weeks later...

adoro esse filme e tb adoro linklater. é um dos melhores diretores de sua geração. eu tenho esse filme. já tinha lido sobre ele e coloquei para gravar quando passou na tnt. não me arrependi pq é um pequeno cult. retrata perfeitamente essa fase da vida de transição do colegio para a faculdade ou o que a vida nos reservar. e isso sem apelar para cliches do tipo que filmes juvenis sempre apelam como a distancia fim de amizades e tal. é mais do que isso. é mais profundo que isso. fala sobre aproveitar o momento, se feliz mas ao mesmo tempo tomar decisões e encarar o futuro.

esta aí o grande trunfo de linklater: a originalidade. nunca apela para cliches.alem de ser sempre bastante inteligente.
Link to comment
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

Loading...
 Share

Announcements

×
×
  • Create New...