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Romantismo no Brasil


Jack Ryan
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Qual o seu escritor romântico preferido?  

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  1. 1. Qual o seu escritor romântico preferido?

    • Gonçalves de Magalhães (Suspiros Poéticos e Saudades)
      0
    • Gonçalves Dias (I-Juca-Pirama, Canção do Exílio)
      0
    • Álvares de Azevedo (Lira dos Vinte Anos, Noite na Taverna)
      0
    • Castro Alves (O Navio Negreiro)
      0
    • Joaquim Manoel de Macedo (A Moreninha)
      0
    • José de Alencar (O Guarani, Senhora, Lucíola)
      1
    • Bernardo Guimarães (A Escrava Isaura, O Seminarista)
      0
    • Machado de Assis (só fase romântica - Iaiá Garcia, Helena)
      0


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"O Romantismo surge na literatura quando os escritores trocam o mecenato aristocrático pelo editor, precisando assim cativar um público leitor. Esse público estará entre os pequenos burgueses, que não estavam ligados aos valores literários clássicos e, por isso, apreciariam mais a emoção do que a sutileza das formas do período anterior. A história do Romantismo literário é bastante controversa.

 

Em primeiro lugar, as manifestações em poesia e prosa popular na Inglaterra são os primeiros antecedentes, embora sejam consideradas "pré-românticas" em sentido lato. Os autores ingleses mais conhecidos desse pré-Romantismo "extra-oficial" são William Blake (cujo misticismo latente em The Marriage of Heaven and Hell - O Casamento do Céu e Inferno, 1793 atravessará o Romantismo até o Simbolismo) e Edward Young (cujos Night Thoughts - Pensamentos Noturnos, 1742, re-editados por Blake em 1795, influenciarão o Ultra-Romantismo), ao lado de James Thomson, William Cowper e Robert Burns. O Romantismo "oficial" é reconhecido nas figuras de Coleridge e Wordsworth (Lyrical Ballads - Baladas Líricas, 1798), fundadores; Byron (Childe Harold's Pilgrimage, Peregrinação de Childe Harold, 1818), Shelley (Hymn to Intellectual Beauty - Hino à Beleza Intelectual, 1817) e Keats (Endymion, 1817), após o Romantismo de Jena.

 

Em segundo lugar, os alemães procuraram renovar sua literatura através do retorno à natureza e à essência humana, com assídua recorrência ao "pré-Romantismo extra-oficial" da Inglaterra. Esses escritores alemães formaram o movimento Sturm und Drang (tempestade e ímpeto), donde surge então, mergulhado no sentimentalismo, o pré-Romantismo "oficial", isto é, conforme as convenções historiográficas. Goethe (Die Leiden des Jungen Werther - O Sofrimento do Jovem Werther, 1774), Schiller (An die Freude - Ode à Alegria, 1785) e Herder (Auszug aus einem Briefwechsel über Ossian und die Lieder alter Völker - Extrato da correspondência sobre Ossian e as canções dos povos antigos, 1773) formam a Tríade. Alguns jovens alemães, como Schegel e Novalis, com novos ideais artísticos, afirmam que a literatura, enquanto arte literária, precisa expressar não só o sentimento como também o pensamento, fundidos na ironia e na auto-reflexão. Era o Romantismo de Jena, o único Romantismo autêntico em nível internacional.

 

Em terceiro lugar, a difusão européia do Romantismo tomou como românticas as formas pré-românticas da Inglaterra e da Alemanha, privilegiando, portanto, apenas o sentimentalismo em detrimento da complicada reflexão do Romantismo de Jena. Por isso, mundialmente, o Romantismo é uma extensão do pré-Romantismo. Assim, na França, destacam-se Stendhal, Hugo e Musset; na Itália Leopardi e Manzoni; em Portugal Garrett e Herculano; na Espanha Espronceda e Zorilla.

 

Tendo o liberalismo como referência ideológica, o Romantismo renega as formas rígidas da literatura, como versos de métrica exata. O romance se torna o gênero narrativo preferencial, em oposição à epopéia. É a superação da retórica, tão valorizada pelos clássicos.

 

Os aspectos fundamentais da temática romântica são o historicismo e o individualismo. O historicismo está representado nas obras de Walter Scott (Inglaterra), Vitor Hugo (França), Almeida Garrett (Portugal), José de Alencar (Brasil), entre tantos outros. São resgates históricos apaixonados e saudosos ou observações sobre o momento histórico que atravessava-se àquela altura, como no caso de Balzac ou Stendhal (ambos franceses).

 

A outra vertente, focada no individualismo, traz consigo o culto do egocentrismo, vazado de melancolia e pessimismo (Mal-do-Século). Pelo apego ao intimismo e a valores extremados, foram chamados de Ultra-Românticos. Esses escritores como Byron, Alfred de Musset e Álvares de Azevedo beberam do Sturm und Drang alemão, perpetuando as fontes sentimentais.

 

O romantismo é um movimento que vai contra o avanço da modernidade em termos da intensa racionalização e mecanização. É uma crítica à perda das perspectivas que fogem àquelas correlacionadas à razão. Por parte o romantismo nos mostra como bases de vida o amor e a liberdade."

 

 

 

Fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo#Romantismo_na_literatura)

 

 

 

Em primeiro lugar, é impressionante como as coisas fazem mais sentido agora do que faziam no colégio. É uma pena que não seja possível explorar melhor o conhecimento mais cedo.

 

 

 

O Romantismo foi - pelo menos pra mim - o movimento literário mais abordado nos anos de escola, com suas leituras obrigatórias. Talvez isso contribua para gerar um certo dissabor nos adultos, com a memória de ter sido obrigado a ler. Comigo não acontece isso (até pq eu adorava ler os livros da escola *nerd, coff, coff*).

 

 

 

Ainda de acordo com a Wikipedia: "O Romantismo no Brasil teve como marco fundador a publicação do livro "Suspiros poéticos e saudades", de Gonçalves de Magalhães, em 1836, e durou 45 anos terminando em 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis. O Romantismo foi sucedido pelo Realismo." Eu lembrava disso do colégio, uhu! \o/

 

 

 

Os quatro primeiros autores da enquete escreviam preferencialmente em poesia. Os outros quatro, em prosa. Pode até ser um pouco difícil comparar as duas formas, mas vale a tentativa. Meu autor preferido da época é José de Alencar, clichê, certamente, mas clichê por um bom motivo, a obra do cara é foda! Mesmo sendo carregada de sentimentalismo - e maniqueísmo, no caso de O Guarani - são livros ótimos de ler, e emocionantes também.

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Senhora é bom enquanto se apóia na crítica social. Depois vira um romance raso, e eu não se se mais pra frente melhora.

 

Noite na Taverna é uma lamúria insuportável escrita por um emo chato. Não tenho paciência para os bêbados, cadáveres, mulheres brancas e luz da lua de Álvares de Azevedo. Sei qual era o estado mental do autor e conheço o contexto social. Compreendo o desânimo dele, mas não é por isso que vou gostar do que ele escreveu. Depressão e elementos sombrios não são desculpas pra histórias ruins.

 

Foi lendo The Mysteries of Udolpho que eu descobri que posso gostar de exageros românticos, mas se eu for tentar mais obras assim, serão outras como Udolpho: romances góticos do século XVIII.

 

 

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Concordo com Senhora, apesar que a superficialidade do romance não me incomodou. É tipo uma dessas comédias românticas do cinema.

 

 

 

De Noite na Taverna eu lembro de não ter ficado muito impressionado, mas não fiquei irritado, como pareces ter ficado.

 

 

 

Sei que vão me tirar pra viado, mas eu gostei bastante de A Moreninha. emorike.png

 

 

 

Embora meu preferido da fase tenha sido mesmo O Guarani.

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Na escola, eu precisei fazer um trabalho sobre A Moreninha, mas não li o livro. O trabalho era em trio, o a leitura ficou por conta de uma das integrantes do grupo, porque ela era a mais inclinada para histórias românticas.

 

Eu fui obrigada a ler Iracema, e foi uma experiência terrível, mas a história eu esqueci rapidamente. Até me questiono se realmente li, ou se a minha memória está me confundindo.

 

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Na escola' date=' eu precisei fazer um trabalho sobre A Moreninha, mas não li o livro. O trabalho era em trio, o a leitura ficou por conta de uma das integrantes do grupo, porque ela era a mais inclinada para histórias românticas. Eu fui obrigada a ler Iracema, e foi uma experiência terrível, mas a história eu esqueci rapidamente. Até me questiono se realmente li, ou se a minha memória está me confundindo.

 

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Os trabalhos de colégio. Cara, que época bem boa!

 

 

 

A Moreninha é o arquétipo do romance fofinho. Acho que irias detestar.

 

 

 

Iracema eu confesso que não li.

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