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Programa Roda Viva


Plutão Orco
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Programa Roda Viva

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O que vocês acham do programa? Eu considero que salva o pessoal da péssima programação da TV atual. Ainda mais nesta última segunda feira 5 de novembro de 2007 em que tinha uma "Tela Quente" com o filme tão ruim, que dava vontade de matar o diretor do longa e programador da globo por exibir esta merda. Mas deixando de lado isto. O Roda Viva várias vezes mostra ótimas entrevistas e assuntos diversos abordado pelos entrevistados, que desperta o interesse e informa com mais clareza. Como estava mudando de canal constantemente buscando algo de melhor nível nesta segunda, que me deparei com uma das melhores entrevistas do programa e lógico um dos melhores eventos recentes da TV Aberta.  O entrevistado era o médico Patch Adams, sendo sua pessoa na entrevista muito mais interessante do que a visão caricata do filme. O próprio Patch achou que o filme buscou mais a caricatura dele do que cerne do trabalho e vida da personagem.

 

Pontuo aqui os pontos mais interessantes na sua entrevista. Embora não tenha visto na integra infelizmente. Espero ver e gravar tudo na reprise.

 

Outras emissoras de TV já tinham convidado o Patch Adams para participar de entrevistas. Mas de acordo com o médico, a TV como um todo é uma fonte de besteira constante. A maioria dos programas de TV americanos e mesmo aqui salientou que não se informa e sim fazem marketing e propaganda de grupos específicos.

 

Para quem já conhece bem os veículos de informação, sabem muito bem que elas são como a força ideológica da atual conjuntura mundial. A TV e a comunicação como um todo está para a idade média como o clero teve seu papel de dominação massivo e manipulador. É isto! Os veículos de informação na sua esmagadora maioria são fantoches de grupos, que visam o lucro e o beneficio dos seus grandes negócios. Patch Adams salientou que a propaganda constantemente emitida pela TV é... “seja rico e poderoso como sinônimo de felicidade”. Daí que vêm os males e absurdos desta sociedade tais como a prostituição infantil, pois a criança absorve a cobiça de ter dinheiro de qualquer meio ao ponto de vender o seu corpo para ter aquilo o que se vê na TV. Os pais fazem isto também visando o lucro. Em fim, ele disse que este problemas e a própria violência atinge a todos e não só os EUA. E se formos olhar bem agora sobrou até para a Finlândia. É o que muitos inclusive o doutor classificou como a cultura do poder. Ou também a cultura do ódio e intolerância. Estes ingredientes como busca pelo poder e dinheiro acarretam subseqüente o ódio e intolerância e outros males no mundo. Daí o projeto do médico de incentivar o amor como a fórmula básica de nossos problemas.

 

Ele salientou que se em nossas emissoras de TV ou mesmo nas escolas fosse ensinado o amor ao próximo. Não só como um ensinamento religioso, mas até mesmo na prática em uma proporção muito maior do que na cultura destrutiva da nossa sociedade de hoje. Isto não traria ao mundo tanta calamidade e brutalidade para humanidade.

 

Sim ele é um pacifista convicto. No programa ele abominou o que governo do seu país faz. Chamou Bush de Hitler, considerou que o governo é um criminoso que deveria ser preso contra crimes feitos no planeta. E ele preferiu não ser chamado de americano por sentir vergonha e por nunca ter dado importância para o nacionalismo. Considerou o nacionalismo uma doença da humanidade, que ao longo da história sempre se mostrou problemático o sentimento de pátria. Deu exemplo dos índios americanos, que para os nativos a idéia de separar terras era algo utópico.

 

E por fim. Uma de suas maiores lutas é contra o absurdo negócio lucrativo das empresas farmacêuticas a custa dos pacientes vitimados pro doenças. Patch Adams considerou as empresas farmacêuticas como charlatãs, que não estão de fato preocupados com a melhoria de vida do paciente e sim com a grande margem de lucros de seus negócios. Ele incentivou a própria população utilizar recursos próprios para abrir centros de estudos, que atendam a própria população e não a terceiros como fazem estas empresas que classificou como imorais e indecentes.

 

Em fim, este foi um dos melhores programas que já tinha visto. Pois o entrevistado teve mais liberdade de se expressar na entrevista do que as demais entrevistas já feitas. Você percebia, que ele não era um robozinho entrevistado e sim autônomo. Ele improvisava e respondia. Talvez não com uma precisão cirúrgica, mas com toda a vontade de expressar suas idéias de seu projeto, sua mentalidade de mundo. E diga de passagem: uma mentalidade raramente consciente.  Ele até cantou o nome da Lúcia, que era uma das entrevistadoras do círculo. Foi ótimo. Talvez não veja assim um programa tão cedo. Em fim, isto mostra a flexibilidade desta programação precisa de mais incentivo para expandir. E assim, não deixar que a TV aberta se torne um anátropo de idiotice gratuita.

 

 

05/11/2007
Patch Adams
Médico



Se rir é o melhor remédio, o médico americano Patch Adams pode ser considerado o mestre desse tipo de tratamento. Com os cabelos pintados, roupas e nariz de palhaço, além é claro de muito bom humor, ele arrebata sorrisos por onde passa e com o auxílio de medicamentos, ajudou na cura - ou ao menos na diminuição do sofrimento - de diversos doentes.

Após se formar médico pela Virginia Medical University, nos Estados Unidos, Patch fundou o instituto Gesundheit, que significa saúde em alemão. Localizado no estado de West Virginia, a clínica atende gratuitamente centenas de pacientes todos os anos.

Além de médico e palhaço, o Dr. Hunter "Patch" Adams se considera também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje em dia, mas sim levar uma mensagem de amor ao próximo, que se praticada por todos, tornará o mundo que vivemos melhor.

A história dele foi retratada no filme Patch Adams – O amor é contagioso, com o ator Robin Williams interpretando o papel principal.

Entrevistadores: Claudia Colluci, repórter de saúde do jornal Folha de S. Paulo; Lúcia Helena de Oliveira, diretora de redação da Revista Saúde; Wellington Nogueira, fundador e coordenador geral da ONG Doutores da Alegria; Silvia Campolim, editora-chefe da Revista Pesquisa Médica; Eugenio Scannavino Netto, médico, fundador e coordenador geral do projeto saúde e alegria, de atendimento à comunidades ribeirinhas na Amazônia e Ricardo Westin, repórter especializado na área de saúde do jornal O Estado de S. Paulo.

Apresentação: Cunha Jr.

 

 

 

 

Com o Roda Viva, a TV Cultura, dentro de sua orientação para o Jornalismo Público, oferece aos telespectadores desde 1986 um dos mais importantes programas de entrevistas da TV Brasileira.

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Neste período o programa acumulou um acervo respeitável, que conta com importantes personalidades nacionais e internacionais na área das artes, política, economia, cultura, esportes, educação e saúde. Os convidados a participar do programa colocam-se diante de jornalistas e especialistas especialmente convidados para expor suas opiniões e esclarecer questões relevantes para a sociedade.

Suas centenas de edições representam um patrimônio, que confere ao programa o status de marco no debate democrático e reflexivo em torno de temas e idéias.

O programa tem mediação de Paulo Markun.

Equipe:
diretor: Marcelo Bairão
chefe de redação: Sérgio de Castro
editores: Helio Soares, Renata Hydalgo e Vicente Lomonaco
coordenadora de produção: Lúcia de Mendonça
assistente de produção: Eduardo Petrella
estagiário: Matheus Martins

O programa é reprisado à 1h30 da madrugada de segunda

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Plutão Orco2007-11-08 11:17:47
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Pessoal,

 

 

 

A Cultura tem a grade mais descente da TV brasileira, mas o povo não quer saber de cultura, ele quer saber de "entretenimento" alienador...

 

 

 

Se tivesse na Rede Bobo de Alienação, na Globo-B, no Sistema de Besteiras da Televisão, na Bandeide e na Rede de TV que mais cresce negativamente no país, um programa com a qualidade desses:

 

 

 

Observatório da Imprensa;

 

Roda Viva;

 

Sem Censura,

 

 

 

Com certeza não séria esses lixos que são hoje...

 

 

 

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