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Edward Hopper - O Artista da Solidão


Moviolavídeo
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A Solidão na Arte.

Sempre gostei muito de artes plásticas, mas confesso que existem

pintores que não consigo entender suas obras. E ler a tal ficha da obra é

algo que não aprecio muito. Até porque, Arte não se explica. Ou se

entende o que o artista quis transmitir ou não se entende mesmo. Ou a

obra taca você de alguma forma ou não o sensibiliza apropriadamente.

Sinal que tal quadro, escultura ou mesmo as tais “instalações”

contemporâneas não o motivam efetivamente. Mas continuo vendo alguns

quadros nos museus locais e reproduções na internet sem entender muito

bem seu significado. Quem sabe, de tanto olhar e tentar compreender de

alguma forma eu venha a entendê-los por osmose. Mas não é algo que me

preocupa muito,  pois espero viver muitos anos ainda e adquirir

experiência neste campo.

Por outro lado, Edward Hopper foi um artista que me tocou

profundamente já na primeira vez que vi a reprodução de seus quadros.

 Seu tema é sempre constante:  A solidão ou a melancolia. Tema, por si

só, bastante interessante. Hopper consegue transmitir, já na primeira

vez que se tem seus quadros à frente, a solidão dos seus personagens. Ou

a ausência de qualquer vida humana na paisagem desolada dos postos de

gasolina, hotéis, ferrovias e ruas vazias.

Um quadro em particular me chamou muito a atenção: Solitária.

Retrata a rotina de uma moça que trabalha num cinema como lanterninha

(ainda existe lanterninha nas salas de cinema?). Apesar de trabalhar com

o público e ver a “vida” passar por seus olhos todos os dias na grande

tela ela está só. Tristemente só. Parece que está a esperar que alguma

alma piedosa a retire da sua rotina e da sua solidão. Seus olhos preso

ao chão  são de comover a qualquer pessoa que a mire com carinho. Mas

quem irá salvá-la da mesmice da rotina? Ela medita… Ela procura… Mas

segue só na vida. Invisível a todos à sua volta. Enquanto isto, todos no

cinema, estão interessados nos destinos dos personagens imaginários.

Nos dias de hoje, se vivo fosse, poderia pintar uma pessoa solitária

frente ao seu computador nos sites de relacionamento criando amigos

virtuais e os pais na sala de estar, em silêncio, absorvendo a vida

alheia.

Edward Hopper e sua temática muito atual. A solidão nas grandes

cidades e o distanciamento que a internet e a televisão nos impõem.

Amigos e vidas virtuais. Solitários, como a moça no cinema.

SQUY000Z.jpg

 

 

 

 

 

 

 

Big One2010-04-02 20:07:38

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Não conhecia o artista e com o pouco que li aqui me interessei e estou pesquisando sobre sua obra. E parece que ele foi bem influente na cultura POP. Seu quadro Casa ao lado da Ferrovia influenciou na casa do filme Psicose e Cinzas do Paraíso.

 

Site em português bem interessante sobre o artista: http://www.hopper.com.br/

 

Estou pesquisando alguns quadros dele e o que mais me chamou atenção além do seu mais famoso Aves da Noite foi este:

 

Edward%20Hopper%20-%20morning_sun.jpg

Posso sentir o calor do sol na pele ao ver este quadro, e ainda sim a solidão da paisagem, mesmo que ela não apareça.

 

Seu quadro mais famoso Aves da Noite:

 

hopper_lg.jpg

A luz é bem marcante nesse quadro.

 

Fran Pierri2010-04-02 20:51:52

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Eu adoro Edward Hopper. Tenho uma paixão por temas negativos (solidão, melancolia e morte). Os quadros de Hopper são como fotos, tiradas sem que os fotografados tenham percebido, registrando um momento de suas vidas. E a gente fica imaginando o que se passa na mente deles.

 

 

Automat

3853883.jpg

O que aconteceu com ela? Alguém a deixou? Alguém morreu? Estaria esperando por alguém que não aparece? Ou nada diferente aconteceu, e ela é simplesmente triste?

 

 

Summer Evening

hopper_summer-evening.jpg

Aqui a luz também é interessante. Vejam o vazio da escurisão que cerca o casal.

 

 

Sunday Morning

early_sunday_morning_by_edward_hopper1.jpg

Os locais vazios, assim como os objetos solitários da natureza morta,

também me transmitem solidão e abandono, pela ausência de pessoas.

 

 

 

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Achei essas paisagens vazias dele muito legais. bem loucas e não consigo parar de olhar por alguns minutos.

 

Se você reparar a obra não tem muitos detalhes, mas a luz e o vazio da obra fazem seu cérebro parar e chega a apertar o peito.

 

Não sei os outros, mas essa luz diurna dele me faz sentir um calorzinho, sabe quando o sol da manhã bate no seu rosto? Mais ou menos por aí ...

 

 

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