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Forum Cinema em Cena

A Entidade


Gustavo Oliveira
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Este filme estreou em: 12 de Outubro de 2012

Sinopse: Trechos de vídeos ajudam um romancista (Ethan Hawke) a desvendar como e por que uma família foi assassinada em sua nova casa, mas as descobertas colocam em perigo sua família.

 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Scott Derrickson

Elenco: Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio, James Ransone, Fred Dalton Thompson, Juliet Rylance, Michael Hall D'Addario, Nicholas King, Danielle Kotch, Victoria Leigh, Blake Mizrahi, Cameron Ocasio, Ethan Haberfield, Rachel Konstantin

Produção: Jason Blum, Brian Kavanaugh-Jones

Roteiro: Scott Derrickson, C. Robert Cargill

Fotografia: Chris Norr

Trilha Sonora: Christopher Young

Ano: 2012

País: EUA

Gênero: Terror

Cor: Colorido

Distribuidora: Paris Filmes

Estúdio: Automatik Entertainment / Blumhouse Productions / Possessed Pictures

Classificação: 14 anos

 

 

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Para mim,

 

 

Confesso que sou fã do trabalho dos talentosos produtores Jason Blum e Brian Kavanaugh-Jones na franquia Atividade Paranormal, pois, de uma forma ou de outra, “sempre” conseguem inovar. Devo dizer também que achei a premissa deste “A Entidade” extremamente interessante, apostando em uma introdução horripilante ao empregar várias cenas realmente fortes das quais, naturalmente, estabelecem um bom clima de tensão imediatamente. No entanto a dupla – assim como o diretor Scott Derrickson – demonstra grande incapacidade para conduzir um terror minimamente instigante do começo ao fim sem ser no manjado estilo falso documentário.

 

A sinopse, em si, não traz absolutamente nada de diferente: trechos de vídeos de Super 8 ajudam o romancista Ellison (Ethan Hawke) a desvendar como e por que uma família foi assassinada em sua nova casa, mas as descobertas colocam em perigo sua vida e família.

 

Após aproximadamente quinze minutos de projeção, percebemos claramente qual seria o foco narrativo do longa até o fim: investir todas as suas possibilidades de gerar susto nos chocantes vídeos dos quais Ellison analisa, que, rapidamente, começam a apresentar misteriosos sinais fantasmagóricos. Porém a irregularidade do roteiro inviabiliza todas as possíveis chances de “A Entidade” ser eficaz, pois a abundancia de clichês torna todas as cenas que poderiam assustar em verdadeiras tentativas mal sucedidas e até mesmo engraçadas, ou melhor: ridículas.

 

Em contrapartida, a direção de Derrickson, embora não seja necessariamente envolvente, é extremamente habilidosa e bem concebida no ponto de vista técnico, principalmente nos momentos em que o diretor faz bom uso de vários travellings para intensificar as circunstâncias sombrias nas quais o filme se encontra. Todavia a direção poderia se destacar caso o longa apresentasse motivos para isso, mas, infelizmente, o fato é que “A Entidade” mergulha em um desenvolvimento absurdamente demasiado, repetitivo e naturalmente escuro (algo que poderia enaltecer o clima de tensão, uma vez que tal escuridão fosse bem sucedida, o que não é o caso), fazendo com que, desta forma, a fita se torne naturalmente sonolenta. (Isso, sem dizer a trilha sonora - composta por Christopher Young – nada inspirada e muita vezes totalmente fora de contexto).

 

Para piorar, o terror tem a total falta de bom senso ao utilizar – repito! - os mais velhos clichês do gênero que já saíram de moda nos anos 80, mas que, surpreendentemente, alguns cineastas ainda têm a ousadia de usar, acreditando que, de algum modo, o público realmente se assustaria (não me lembro de um só momento verdadeiramente assustador, e sim de muitos que ri indignado pela falta de talento dos realizadores. E dentre as tantas cenas absurdamente mal sucedidas, destaco uma na qual Ellison caminha assustado pela casa ao mesmo instante que várias crianças-fantasmas o seguem, sem ele perceber... resumindo: quem se assustar com o climinha falho de “A Entidade”, definitivamente não sabe o que é um bom terror).

 

Ethan Hawke, porém, consegue desempenhar um bom papel, apesar de seu personagem ser totalmente irritante, mas, mesmo assim, as pouquíssimas coisas que o filme tem de satisfatório consistem no fato de Ellison trabalhar como escritor investigativo, pois é daí que tem origem os isolados momentos “intrigantes” que a fita proporciona.

 

E finalmente chegamos à conclusão, que, apesar de tentar ser densa e sombria, resulta em algo totalmente inconvincente e irregular acerca de todas as ideias que vinham sendo construídas até então (vale a pena ressaltar que “A Entidade” é um daqueles típicos filmes que se comprometem a centralizar seu foco construtivo em acontecimentos do passado cujas consequências ocorrem no presente e que aos poucos vão tendo suas respostas fornecidas - que aqui jamais soam intrigantes, por sinal).

 

Para piorar, o longa ainda peca por exagerar – e muito – em seu clímax, rebaixando ainda mais o nível desse terror que passa perto da mediocridade. Enfim, se sustos é o que você procura, “A Entidade” não é a melhor pedida para o gênero, pois, no final das contas, não passa de um filme que nada cria, inova e tampouco convence.

 

OBS*: O último plano do longa mais parece um elemento parodiado do que uma parte de um filme cujo objetivo era alcançar alguma notoriedade. Bom, não conseguiu, digo, não passou nem perto.

 

Nota: 2 de 10 (*****).

 

 

É claro que muitas pessoas vão gostar, mas eu não consegui.

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