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Forum Cinema em Cena

Rayden

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Everything posted by Rayden

  1. Falando em embalagens, algo que comentei a respeito do DVPF: Apesar de achar bonito o digipack, sou da opinião que ele talvez seja mais adequado pra seriados. Tipo, o box Digipack de Matrix (Ultimate) por exemplo, é apenas uma caixa verde do lado de fora (sem nada escrito), enquanto o de Alien Quadrilogia é (mais) feio ainda. Nesses casos, eu estaria mentindo se disesse que não sinto falta dos estojos Amaray (Keep Case) pra CADA filme, com os pôsters originais. Agora também acho um absurdo continuarem vendendo estojos duplos que trincam (sempre o disco de cima), ou ainda aqueles tipo Jurassic Park. Um exemplo de estojo ruim é o Alpha Case do box americano de DVPF. Ele é pior pra tirar o disco do lugar, tipo, acho que não dá pra fazer pressão no centro (espaço onde os discos são encaixados), e ele praticamente se fecha “pros lados” depois que você encaixa o DVD lá. Tirei 3 fotos: http://img237.imageshack.us/img237/4425/d1us3.jpg http://img208.imageshack.us/img208/8110/d2aqe7.jpg http://img356.imageshack.us/img356/2182/d2fr8.jpg Esse digipack de 3 discos não conheço, aliás, é típico da Universal relançar em capas inferiores seus títulos e ainda pegar edições duplas/triplas (E.T. que o diga) e relançar simples, tirando as duplas de catálogo. Outra coisa, que não sei se só eu reparei, é que a gráfica usada nessas capas (dos estojos Amaray) da Universal parecem mais finas que a de outras distribuidoras. Tipo, o papel parece mais vagabundo.
  2. Rayden

    Religião (#3)

    Já entendi o recado, tanto que estou pegando leve nos comentários, e não usando mais palavrinhas feias e bobocas. E dessa vez também não xinguei a mãe de ninguém, o dólar não vai baixar mesmo, então estou mais calmo/me conformei... Mas olha, isso aqui é interessante:
  3. Tive a oportunidade de ver o seriado de 1974 e a primeira coisa que notei de cara (e também não tinha como ser diferente) é que os humanos falam e agem como a gente (no filme original, se me recordo, os humanos além de não saberem falar, eram todos retardados, por isso o espanto com o Taylor (Charlton Heston) quando ele fala e mostra ser tão inteligente quanto eles). O Roddy Mcdowall (que considero um ator carismático/talentoso) faz o chimpanzé "renegado" Galen (nos filmes ele era o Dr. Cornelius), que se junta aos astronautas (outra vez alguém se perdendo no tempo ) Virdon e Burke, e o trio passa os episódios indo aqui e acolá, fugindo dos gorilas (Urko e cia.) que, claro, querem se livrar de mais essa "ameaça", tendo que lidar com o preconceito daquela sociedade que vive na pré-história, com os humanos sendo escravos/submissos da macacada pica grossa que manda no pedaço. Curioso é que no primeiro episódio (o seriado se passa em 3.085, tendo os astronautas saído de 1.980), e o filme original se passa em 3.978, eles se referem a um "acidente" ocorrido dez anos antes em que outro humano (astronauta)? morreu. Por isso que o Dr. Zaius (inspirado naquele do filme?) quer prender os três pra investigar esse assunto e evitar que aconteça outra vez. O seriado deve ser uma "prequel" do filme de 1968, e depois do que aconteceu nele, é que certamente começaram a fazer isso com os humanos (parece que estes acabaram em menor número, o motivo não lembro de cabeça) e os macacos dominaram a Terra. Pesquisando eu vi que o seriado não teve boa aceitação lá fora, mas está longe de ser ruim, os episódios são criativos e divertidos, claro que tem um clichê aqui e lá e roteiros simplórios, mas pelo conjunto da obra, valeu a pena. Rayden2008-12-29 17:53:18
  4. Nacka, taí um motivo pra comemorar, O Poderoso Chefão saindo aqui em Blu-ray Só espero que caia em promoção também Do blog do Jotacê:
  5. Já saiu o trailer faz algum tempo: http://www.youtube.com/watch?v=JWKuPEyFwSA O Peter Sellers está se revirando no túmulo...
  6. Ih, me precipitei... O link da promoção ainda tá ativo, sim. Tem que limpar os cookies do navegador/arquivos temporários. http://www.fastshop.com.br/especial.aspx?group_id=2097&coop=68&par=PanasonicHIFI Durante um bom tempo eu achava que as PZ não eram Full-HD e não vinham com conversor digital integrado. Agora eu vi que tava todo errado - as PZ além de também serem Full-HD, vem com o conversor, enquanto as PY é que vem sem ele. Os modelos PV é que são 720P... A 50PY tá por R$ 3.700 à vista ou R$ 4.100 em 12 vezes A 50PZ (com o conversor) tá por R$ 4.300 à vista ou R$ 4.776 em 12 vezes. A 42PY tá por R$ 2.970 à vista ou R$ 3.300 em 12 vezes. A 42PZ (com o conversor) tá por R$ 3.200 à vista ou R$ 3.560 em 12 vezes
  7. Viajar pro Rio de Janeiro não é novidade para mim. Eu já fui por lá duas vezes; nas duas não vi o mar. Na primeira vez (eu e minha família), quando o sol iluminava nossas janelas encortinadas, já estávamos na entrada do Rio de Janeiro; amassados, moídos, mastigados e semi cozidos (gelados por cima e suados por baixo, maldito ar-condicionado), nos preparamos para enfrentar a Cidade Maravilhosa. Pro meu horror, o mostrador digital de bordo, que indicara por aqui a temperatura externa de 23 graus, indicava, no Rio, 32 graus! O que foi confirmado pela língua de fogo invísivel que nos recebeu ao desembarcarmos na Rodoviária. A gente se sentia como se fôsse fumo mascado: triturados e cobertos de cuspe. Primeiras impressões: Logo na rodoviária a gente ficou desconfiado. O busão passa por entre armazéns abandonados, ruas estreitas e trânsito apertado, o que nos deu a sensação de entrarmos num sonho ruim. A sensação de opressão na cidade passou a ser uma constante e eu, acalorado, tonto, cansado e moído, inicialmente fiquei impressionado com o caos que o lugar me mostrou. Mal sabia eu que o caos estaria em toda parte... É estranho que a ex-capital da República tenha uma rodoviária tão podre e tão mal projetada, colocada bem no cu da zona portuária. Mas faz parte do Rio ser o caos dentro do caos. Um amigo do meu pai nos recebeu e fomos ao seu apartamento no Méier, o que nos ofereceu uma chance de passearmos pelas entranhas da cidade... ou por boa parte dela. Andamos bastante e logo de início eu comparei aquela parte do Rio de Janeiro à Lapa, de SP: trem de subúrbio, casas meio blasè, o jeitão largado do brasileiro de construir e "decorar" suas lojas... E então, favelas! Negada, o Rio de Janeiro é espremido. Não é uma cidade plana como SP, é uma cidade "calombosa", cheia de calombos, morros, montanhas, e mais morros e mais montanhas. Tudo tem um ar de opressão, de baderna, de desconforto. E de ódio. O carro tinha ar condicionado geladinho, mas o calor vinha em dedos de fogo, me cutucando os ombros e nos braços, trazendo junto o cheirão de óleo diesel e mato cozido, vindo de prédios e casas desbeiçadas. (Até hoje quando cheiro minhas mãos o fedor do Rio de Janeiro ainda está em mim). Quanto ao povo: o carioca vive e é um documentário. As pessoas que conversei era articuladas, com pronúncia bastante equilibrada, muito diferente do paulistano que fala rápido e pra dentro. Também gostei de ver os vizinhos do mesmo prédio conversando, saudando uns aos outros, algo que não existe por essas minhas bandas. Gozado é que se eu ficasse mais alguns dias, eu incorporava o sotaque... Mas o que me marcou no carioca foi sacar que ele não é arrogante, não. E não é folgado, como o resto dos brasileiros acham. Há pessoas lá que são assim, não nego, mas é o sotaque delesh que incomoda e passa aquela sensação de que o cara está tirando um sarro da sua cara. É um sotaque global, nascido e perpetuado pela Rede Globo, e a gente associa essa bronca ao carioca. O que não tem nada a ver, pelo menos não completamente. Porém, o carioca é muito semelhante ao paulistano no sentido de que ele se ilude e espera uma ajuda divina/estatal, que nunca veio, nem nunca virá, mesmo que os livros de História digam que se deve ter fé e acreditar na mudança. O carioca anda com aquele jeitão digno, cavalheiresco até. Mas sinceramente? Ele não passa de um fodido como todo brasileiro. O paulistano disfarça estar fodido correndo e trabalhando, e se isolando; o carioca não disfarça, ele se ilude e se acha um cavalheiro selvagem do mato de pedra, convivendo com sua comunidade e se amparando nas aparências de que "hei! Eu sou carioca, pô". Esse auto-rótulo é vital para o carioca. É sua vida, sua alma, seu tudo. Porém, a diferença mais básica entre o carioca e o paulistano é que o carioca ficou louco. O carioca ficou louco — leia-se "alienado", com o perdão dos psiquiatras — porque, à sua volta, há o maior clima de miséria, horror, desgraça e tragédia lenta e gradual. E o carioca se liga nisso, ele vê a tragédia chegando, mas não põem as mãos na massa. Ele responde à tragédia com esnobismo e a amabilidade entre semelhantes, partilhando seu rótulo de "eu sou carioca, pô"... A tragédia tem um nome, e se chama favela. 98% do Rio de Janeiro é favela. Não dá pra disfarçar como acontece em SP, em que a favela fica aqui, ali, lá longe, gerando bolsões de amplos espaços "civilizados". No Rio de Janeiro não, olhou, piscou, mexeu, favela! A contaminação da favela veio da excludência com que o carioca deixou o Estado dividir a cidade entre ricos e pobres, quando daquela famosa reformulação nos anos 30. Daí em diante foi só um processo de aceleração do crescimento da outrora senzala, hoje favela dependurada no morro. O carioca — e me refiro a todos os cariocas, sejam eles de Niterói, Paquetá ou de Brasília — diante da impotência em lidar com a besta pobre que está ali do seu lado, besta esta que de vez em quando explode em tiros e morte, o carioca faz como o paulista: olha pro outro lado. Só que o paulista (por enquanto) TEM pra onde olhar. O carioca não! A favela, a bosta, o monstro está ali, aos pés de qualquer morrete, morro ou na ponta do dedo do Cristo Redentor. A impressão que tive é que tudo no Rio de Janeiro está desabando, sendo cozido aos poucos, sendo trucidado e espanado, mantendo a cidade estagnada numa forma de pensamento "Anos 70/80", enquanto São Paulo está nos anos 90. As pessoas do Rio desabam lentamente (cai a favela com ódio por ter sido cuspida longe, direto no colo de quem a mandou pra miséria, cai a burguesia herdeira dos pecados de seus antecessores). Todos estão enlouquecendo com a pressão, daí estão fugindo do monstro, se iludindo, usando escudos de indignação, futebol e samba. Ou quem pode sai pra bairros mais seguros ou deixa a cidade. Mas fugir como? Se "sou carioca, pô"! A desigualdade social já teve uma solução: não há solução. O Estado não vai resolver e os cariocas sabem disso, apesar das campanhas e das lutas, não tem como... E isso massacra o carioca por dentro, isso o destroça e o esmigalha lenta e seguramente. Para os pobres tudo bem, que eles estão sempre na merda. Mas a classe média carioca está enlouquecendo a olhosh vistosh. Concluindo: Vocês lembram daquele personagem de um personagem d'A Praça É Nossa, que era um mendigo que falava que comia caviar, que se colocava como milionário, como sendo um homem digno, honesto e respeitável... mas ainda assim um mendigo? Pois é. O carioca é isso: um puta mendigo do caralho, um puta favelado desgraçado e fodido, transformado em favelado pela favela que ele mesmo criou... Mas que se atrela a um sonho de fortuna, bonança, romantismo, cerveja, praia e alegrias de tempos idos, em que tudo era bom, divino, maravilhoso. Só que nunca foi! Nada disso realmente existiu. A demência do carioca criou seus patuás de fé, Copacabana, o Maracanã, o Cristo Redentor, Carnaval, Flamento e o caralho. O carioca se atrela desesperadamente a esses ícones pra construir sua identidade... E não cair na loucura da culpa maldita e sem fim, por ter deixado seu semelhante na merda, e por não poder fazer nada mais a respeito. A conquista do carioca de si para consigo começou pelos morros. Mas o avanço da patuléia foi impedida pela Rede Globo, pelos Evangélicos e por aquela estátua podre no alto, de braços abertos sobre a Baia da Guanabara. Só que não ha fé, nem TV e nem pedaço de pedra que pode deter o inevitável, e o carioca sabe que é culpado de tudo, sabe que é culpado por ter ligado uma bomba de tempo em sua cidade. O Rio de Janeiro é lindo mesmo, mas sua beleza é aparente e ilude os vendidos, qual uma leprosa que usa lindas perucas de plástico, se cobre de jóias de camelô, e se traveste de vestidos caros e poídos, catados no lixo do ódio. Rapidamente fizemos o que tínhamos que fazer e voltei aqui pro meu cantinho. Aonde há loucura, mas não no estado terminal do Rio de Janeiro. Pobre cidade maldita, pobre povo amaldiçoado.
  8. Rayden

    Religião (#3)

    A função do Estado, explicando de maneira mais dissecada, é a de prover os meios e caminhos para que as pessoas possam alcançar a felicidade. Ou seja, a idealização do Estado em sua origem foi essa. E ouvi isso num programa da GNT sobre política. Porém, (e aqui entra meu pitaco) a ganância, a usura e a cobiça dos políticos e dos poderosos donos do mundo alteraram e corromperam essa premissa, vergando o Estado ao seus próprios interesses. Que são, quase sempre, a escravidão do ser humano. E isso se faz pelo Capitalismo, pelo Socialismo, pelo consumo, pelas leis e principalmente pela Religião. O que vocês imaginam é que o Estado é um imenso monstro sem face que destrói, contamina e oprime. Verdade. Mas o Estado é, acima de tudo, uma idéia e um objetivo. A idéia é a felicidade do povo e o objetivo é oferecer os meios para que o povo alcance o que deseja. Só que o desejo do povo, digo, de todos nós (eu incluso) foi sendo substituído e solapado por valores que nos escravizam, que nos tornam subservientes, complacentes, submissos e acovardados. Em resumo, o Estado falhou nesse sentido. Mas não há como substituir o fracasso do Estado pela religião pois esta é um dos principais fatores de desmonte do Estado. A religião quer se colocar no lugar do Estado e, dessa forma, escravizar ainda mais o ser humano, colocando-o de joelhos de vez, castrando-lhe a Liberdade, surrupiando seus valores (leia-se Trabalho) e, com isso, alimentando uma casta de religiosos que se locupletam e se esparramam numa opulência construída às custas da submissão alheia. É só ver a opulência que é o Vaticano, as igrejas evangélicas, os templos judeus, as mesquitas muçulmanas, e como as religiões crescem e se agigantam a ponto de se tornarem não apenas parte do Estado... Mas verdadeiros Estados paralelos, como Israel e tantos outros países muçulmanos. O que alguns malucos deste forum querem é tirar o Diabo do trono e colocar Satanás no lugar, só porque esse deu a eles uma esperança falsa ou uma "calma" à base do medo, do horror e da punição. Eu sou a favor de uma terceira via, de uma outra opção, que passa pelo Indivíduo. Mas sem cair pro individualismo ultra-estagnado, mas uma busca pela auto-compreensão e do auto-conhecimento, que se reflete em seu semelhante como este sendo parte de uma única espécie: a humana. Todo o resto é corrente no pescoço e bola-de-ferro no pé. Seja pelo dinheiro ou por Jesus. É por aí que eu vou. Ou tento ir. Rayden2008-12-28 03:43:40
  9. Rayden

    Religião (#3)

    [quote name="Conan o bárbaro]E querendo ou não' date=' boa parte das religiões possuem normas de condutas sim úteis. Pregam um comportamento moral e preocupado com o próximo. Coisa que sem, vira um samba do crioulo doido. Que cada homem é único e basta por si, o resto que se foda...[/quote']Durante um bom tempo eu era ligado a uma instituição religiosa. Qual era a mesma, não convém dizer, por uma questão de ética. Durante anos eu ia até ela, frequentava seus rituais, fazia parte de seu corpo mediúnico e, claro, recebia as instruções dos coordenadores da mesma. Por minha insistência e presença constantes, ascendi na escala dessa instituição. Por lá, conheci as mais variadas pessoas: gente boa, gente nem tanto, gente neutra, apaixonados, etc. Dessa forma, tive contato com muitas situações que me pareciam estranhas. A primeira dela é a diferença entre o discurso e a aplicação do mesmo internamente. Toda religião é contraditória. Afinal, religião é coisa de ser humano e nós somos contraditórios. Porém, chega um momento que você, como indivíduo, é levado a contestar uma série de situações que lhe são apresentadas. Quando se prega o diálogo, quando se prega a harmonia, e toda uma série de valores superiores e importantes, espera-se que os mesmos sejam aplicados dentro das paredes do lugar em que os mesmos são divulgados. E não foi isso que constatei. Durante todos os anos em que estive em contato com essa instituição religiosa, pude confrontar a sua maior e mais séria contradição: dizer uma coisa (pra fora) e fazer outra (lá dentro). Na minha ingenuidade, na minha bondade e desejo profundo de contribuir para a melhoria da tal instituição, divulguei, internamente, uma série de mensagens de teor bastante crítico e ácido, mas repleta de bom humor, simpatia e objetividade. Basicamente eu apresentei sugestões, dei dicas e critiquei, com a firmeza que me é peculiar, tudo aquilo que eu julgava merecedor de minhas vistas. Era meu maior desejo dar minha contribuição como membro ativo e participante da mesma. E minha contribuição maior não era em dinheiro, nem em trabalhos físicos mas, sim, pela minha crítica. O problema é que eu, na minha ingenuidade, acreditei que seria ouvido. Ou, pelo menos, que eu seria compreendido. Ledo engano. O "alto clero" da instituição, seguindo as ordens do patriarca da mesma, criou um verdadeiro escarcéu com minhas mensagens que, repito, sempre foram de divulgação interna, sendo jamais tornadas públicas. Diante de dezenas de pessoas desta religião, fui execrado e exposto, sem ter direito à réplica, nem defesa, nada. Criou-se uma verdadeira celeuma ao meu redor, uma situação bastante constrangedora mas que, de minha parte, era tremendamente divertida pois, de alguma maneira especial, eu me sentia, mais do que nunca, correto de minhas idéias e posturas. A reação da "máquina" foi como um estômago que se contorcia visando vomitar um corpo estranho: o "alto clero" tentou de todas as formas me desancar, me humilhar, me tripudiar e, claro, mostrar o tamanho do erro de meu procedimento. Só que contra fatos não ha argumentos. Os fatos que eu expus, de maneira sarcástica mas sempre sincera, eram e são de conhecimento geral. Não havia como negar o que eu expus e a maneira como fui tratado apenas ressaltou a minha convicção de que eu estava, sim, coberto da mais pura e completa razão. Porque, pelo discurso apresentado de "tolerância", esperava-se o cumprimento da mesma tolerância internamente. E não foi isso, sinceramente, que percebi. O resultado foi um só: após muita celeuma, muita algazarra e baderna, fui expulso dessa instituição. ++++++++++++++ Depois que fiquei de fora dela, deparei-me estranhamente feliz. Primeiro, que eu fui macho, corajoso mesmo, porque peitei todo aquele pessoal, toda aquela gente, sempre com um sorriso nos lábios, sem alterar meus nervos, sem perder a cabeça, enquanto o circo corria solto. Segundo, a reação do "alto clero" foi a resposta mais clara e coerente, foi a confirmação máxima de que tudo que eu cobrava estava coberto da mais pura e cristalina razão. Afinal, se eu estivesse errado, imediata e logicamente haveria de ser aplicado o diálogo que tanto se pregava ao mundo. No mínimo me chamariam pra conversar. O que, claro, não aconteceu. Terceiro, a utilização de minha pessoa como peça-chave numa apresentação sentimentalóide e demagógica, num autêntico show de imolação pública, nada mais foi que uma tremenda covardia. Covardia esta efetuada exatamente por aqueles que se dizem bravos defensores da ética. Por fim, com minha expulsão dos quadros do lugar, e já de mente limpa e clara, sem as influências da culpa, percebi que dediquei uma parte importante de minha vida a uma instituição religiosa que pode ser muitas coisas. Mas que certamente não tem nada de religião. Afinal de contas, se o dogma pregado não é aplicado internamente, então todo o resto é uma farsa. E eu demorei pra constatar isso. Afinal, por um processo ególatra de minha parte, eu queria acreditar! Eu queria acreditar em tudo aquilo, eu queria, sinceramente, fazer parte de uma "certeza maior" e que, naturalmente, haveria de revigorar ou renovar a mim mesmo. Só que não existe maneira d'eu deixar de ser quem sou. Muitos de meus colegas lá anulavam a si mesmos pela causa. Isso acontece em toda religião, de fato. Porém, eu tenho, pra comigo mesmo, a maior causa, a maior obrigação de Vida: ser coerente consigo mesmo, com o que se é. Não necessariamente com o que eu acredito. Esse meu confronto serviu pra me fortalecer de uma maneira que eu nunca pensava ser capaz, porque fui contra aqueles que promulgavam a minha fé! Eu confrontei, qual um mini-Martin Luthero, tudo aquilo que eu acreditava mas que, pela boca daqueles que eu depositava minha crença, estava visivelmente distorcido, errôneo ou, pior ainda, não era nem um pouco coerente. Assim, percebi que tive minha primeira "excomunhão!" E nunca me senti melhor em toda minha vida! Rayden2008-12-28 03:43:31
  10. 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball, 1965) - 3/5 Depois do estrondoso sucesso de Goldfinger, as expectativas devem ter sido enormes pro próximo filme, num ano em que inclusive o autor Ian Fleming havia nos deixado (1964). Mas isso acabou sendo o ponto forte e ao mesmo tempo fraco de Thunderball. O filme não é um fracasso na sua totalidade, mas a insistência dos produtores em aproveitar elementos de Goldfinger "afundaram" ou viraram o barco do padrão de qualidade da série que vinha se mantendo até então, numa avaliação geral desse exemplar. O roteiro é mais complexo que a ameaça de radiação de Golfinger na reserva de ouro do fort Knox, levando a "ameaça" dessa vez a um contexto mais global com a destruição de cidades importantes com armas atômicas. Naquela época sem dúvida era algo que chamava atenção, em meio à Guerra Fria, e mais recentemente o mesmo argumento soa familiar em suspenses políticos, ("A Soma de Todos os Medos" é um exemplo). Apesar da premissa "fantástica", esse é mais pé no chão e "realista" que outros filmes da série, como Com 007 Só Se Vive Duas Vezes e 007 Contra o Foguete da Morte, com suas tolices e peripécias que beiravam o ridículo. Thunderball se leva de certa forma a sério, com alguns momentos obscuros (em contraste à abertura em que Connery "voa" pra fugir dos inimigos), portanto sem o tom de paródia que viraria uma constante na franquia. Mas em contrapartida, o orçamento maior de Thunderball é mal-aproveitado em sequências submarinas, que embora sejam particularmente interessantes de serem observadas (ainda mais pro público dos anos 60 que dificilmente tinha visto algo parecido), na maior parte servem ao roteiro de maneira muito burocrática, com tomadas excessivamente longas/arrastadas. Por outro lado, o filme tem uma fotografia muito bem trabalhada, com ótimas locações, e algumas sequências de ação, incluindo uma tensa e eficiente numa parada festiva, são até sólidas, bem dirigidas. Só que o roteiro, já nos momentos finais, transforma tudo no maior samba do crioulo doido: uma dolorosa/repetitiva/indecrifrável batalha submarina (onde se torna cada vez mais difícil saber quem são os mocinhos e bandidos, quem está fazendo o quê e porquê, enfim, a razão de não acabar logo), uma perseguição à barco com pirotecnia, hoje datada (e nos segundos finais duas cenas pitorescas)... Bond tem seu tempo de tela reduzido, mais que o normal pra um filme da série, o que é uma pena, já que Connery tem uma de suas melhores atuações, seguro e com estilo (sem contar as surradas tiradas (one-liners)). Dessa vez Bond não só é atingido, como não tem receio de atingir, fisicamente, e sem delongas, seus adversários. Sobre o elenco, apesar de bem escolhido, tem suas ressalvas: a Bond girl (ex-modelo) certamente tem o visual das outras dos anos 60, mas infelizmente na maior parte do tempo estaciona na persona comum associada à todas elas (sem consistência, emoção, estáticas). Adolfo Celi como vilão até funciona no começo, o problema é que à medida que o filme avança, ele se torna uma cópia carbono e sem substância de um adversário de Bond. Luciana Paluzzi "rouba o show" fazendo uma das (se não a mais) icônicas "femme fatales" da franquia, não conduzindo a personagem no piloto automático, e ao mesmo tempo exibindo sensualidade e carisma como vilã. Apesar de mais longo do que deveria e de percalços com alguma má-utilização de orçamento e efeitos especiais datados, Thunderball é digno de nota pelo esforço empreendido. Connery sozinho, já seria suficiente pra se assistir, e o filme no geral tem um certo vigor e consegue manter o interesse. Pode desagradar mais aos que não sejam fãs mais fervorosos de 007, mas sem dúvida consegue ter momentos divertidos. 007 - Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again, 1983) - 2,5/5 À primeira vista esse remake, por ser fraco como é, pode ser tido como totalmente desnecessário. Roger Moore, com méritos próprios, vinha fazendo o papel por anos, e ganhou o direito de ser 007 merecidamente. Connery voltando 12 anos depois só pra ganhar uns trocados? Mas à bem da verdade, nenhum filme de 007 é necessário. Se a série tivesse acabado nos anos 60, estaria de bom tamanho. Mas Nunca Mais Outra Vez tem uma "história legal" por trás - Broccolli e Saltzman concordaram em deixar Kevin McClory tocar seu projeto. Poderiam não querer um outro filme competindo, mas eles que provocaram isso. Connery deve ter voltado também por gratidão ao personagem, certamente pra ele ao mesmo tempo um retorno em "grande estilo" (claro que Broccolli não permitiria que ele à essa altura do campeonato, ele voltasse na franquia oficial). Foi um remake de algo que ele tinha feito vários anos antes, só que dessa vez bem mais velho, produzido por terceiros, portanto sem o mesmo "padrão de qualidade" dos filmes da EON, tendo um roteiro ruim, sequências de ação fracas, elenco mal-escalado. OBS: Se for pra falar em remakes é bom também não esquecer que O Espião Que Me Amava e O Foguete da Morte trilharam pelo caminho de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, antes desse aqui surgir. E Nunca Mais Outra Vez teve que ser um remake de Thunderball o mais próximo possível, porque parece que na época os advogados da MGM e EON constantemente "bombardeavam" o set e perguntavam por possíveis alusões à elementos da franquia oficial de Bond. O Espião Que Me Amava e O Foguete da Morte não tiveram motivos pra seus roteiros serem tão semelhantes ao esquema ridículo de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. Mas ao menos, O Espião Que Me Amava teve uma história muito melhor, e como experiência foi muito mais satisfatório (é tido como um dos melhores da série). Mas o fato de Connery estar envelhecido, tirando os defeitos já apontados, é porque o filme é sobre um Bond assim, que não tinha ação suficiente naqueles dias, por isso estava mais "na dele". O novo (e chato) personagem do "M" chama ele de obsoleto por isso. E nem por esse motivo (de Connery já ter "passado" do ponto) também deveriam ter ignorado o seu "apelo" aos olhares femininos, ainda que esse seja mais forçado em Nunca Mais Outra Vez (e não sutil/irônico/despretensioso e como parte da "piada" dos filmes do Roger Moore, onde ele ficava com Bond girls de metade da sua idade). Estrelas da vida real, mesmo já passando da idade, tem contínuo apelo nas audiências. Cary Grant, por exemplo, sempre foi "louvado" pelo público feminino e chegou até a ser votado como homem vivo mais sexy numa época recente. Por isso seria ilógico os produtores não capitalizarem isso em Sean Connery, por ser uma marca registrada - de todos os Bonds (talvez Daniel Craig possa ser uma exceção). A música é fraca, uma das piores trilhas de toda a série. E o compositor foi escolhido por Connery também. Talvez alguém que fizesse scores de filmes de ação, como o James Horner, tivesse se saído melhor. O roteiro é uma merda (apesar que já vi coisa pior). Max Von Sidow, totalmente desperdiçado, tá mais pra um velhinho que outra coisa (assim como o personagem de Blofeld que não acrescenta nada à história, está lá apenas por estar, e que não apareceu nos filmes "oficiais" da franquia depois de 1971 por causa de uma briga judicial antiga envolvendo direitos autorais que proibiu (hoje acredito que não se aplica mais) a menção ao nome dele e da SPECTRE, tanto que em Somente Para Seus Olhos de 1981, deram uma "resposta" à altura, praqueles que achavam que 007 não seria o mesmo sem Blofeld e CIA.. Pior que Max Von Sidow é Klaus Maria Brandauer como Largo. Parece um executivo normal de meia estatura, não há um fio de cabelo ameaçador nele. Não é sua culpa (o ator até que se esforça). Mas o papel, da forma que foi escrito, não é ameaçador o suficiente, e precisaria de outro tipo de ator com mais presença física. Uma provável explicação é que talvez ele seja um psicótico sinistro, com súbitas mudanças de humor (apesar disso ficar mais sub-entendido que outra coisa) e pra ele seu "masterplan" seja um negócio como qualquer outro. No final é decepcionante também o anti-clímax envolvendo o personagem de Largo (já mencionei que odeio sequências submarinas? E essa aqui chega a ser pior como conclusão). As cenas em geral precisavam de um gás a mais em vários momentos, faltando um timing mais apurado, uma direção mais experiente. Comparando com os oficiais, é simples notar o porquê desse aqui ser uma porcaria. Cada filme de Bond, não importa o quão ruim seja (exceção aí talvez pra Quantum of Solace, que é também igualmente lamentável), tem elementos dignos de nota. A música; o tema de James Bond. Por exemplo, em Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, aventura - ao menos até eles chegarem no espaço - O Homem da Pistola de Ouro tem um vilão incrível, embora seja um dos piores filmes também, fácil, fácil; Na Mira dos Assassinos tem uma boa abertura e ótimas sequências como a da mina, a luta no Golden Gate; e Os Diamantes São Eternos deu uma conclusão à Serviço Secreto de Sua Majestade (apesar de alguns prováveis indícios que a cronologia foi ignorada), e teve o dueto impagável dos assassinos homossexuais (um adendo: Diamantes não deve ser levado a sério, e sim ser encarado como um gulty-pleasure, pois do contrário, pode-se dizer que ele falha miseravelmente). Todos os filmes ditos "oficiais" de James Bond, mesmo os considerados ruins, parecem peças da vida do mesmo personagem. Alguns podem não ser tão bons como outros, mas sempre foi divertido revê-los de novo. Nunca Mais Outra Vez nunca se pareceu com um filme de James Bond, e sim com um filmeco de ação genérico dos anos 80 estrelando alguém que já tinha passado dos seus tempos áureos. Meu ranking da franquia: Cassino Royale (1967) - 2,5/5 007 - Nunca Mais Outra Vez - 2,5/5 Dr. No - 3,5/5 Moscou Contra 007 - 4/5 007 Contra Goldfinger - 4/5 007 Contra a Chantagem Atômica - 3/5 Com 007 Só Se Vive Duas Vezes - 3/5 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade - 3,5/5 007 - Os Diamantes São Eternos - 3,5/5 Com 007 Viva e Deixe Morrer - 3,5/5 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro - 3/5 007 - O Espião Que Me Amava - 4/5 007 Contra o Foguete da Morte - 3/5 007 - Somente Para Seus Olhos - 3/5 007 Contra Octopussy - 4/5 007 Na Mira dos Assassinos - 3/5 007 - Marcado Para a Morte - 3/5 007 - Permissão Para Matar - 3/5 007 Contra GoldenEye - 3,5/5 007 - O Amanhã Nunca Morre - 3,5/5 007 - O Mundo Não é o Bastante - 3/5 007 - Um Novo Dia Para Morrer - 2,5/5 007 - Casino Royale (2006) - 3,5/5 007 - Quantum of Solace - 2/5 2 = Fraco mesmo, não acertaram a mão dessa vez. Os defeitos pesam mais do que as qualidades (que venham a ser reconhecidas). Pode ser até assistível, mas sem expectativas. 2,5 = Mediano/Irregular, sendo notável a presença de problemas técnicos e/ou criativos. 3 = Não fede, nem cheira, tem alguns bons momentos e idéias bem executadas, mas podia ser melhor. 3,5 = Bom. Chega a empolgar, mas algo quebra ou limita a qualidade ou o ritmo. Está trilhando pelo caminho certo. 4/5 = Muito Bem executado, e com poucas imperfeições relevantes.Rayden2008-12-28 02:28:02
  11. Lembram que eu comentei aqui uma vez que achava a Plasma de 42 do tamanho da minha TV de tubo? Lá no HTFórum me passaram as medidas da Plasma de 42 que confirmaram em parte minhas suspeitas. Somente a região útil (Vidro): Largura: 92,3 cm Altura: 51,8 cm Total (com acabamento/moldura): Largura: 106,3 cm Altura: 67,0 cm (no centro) Eu disse aqui uma vez que passando por uma loja tive a impressão que a de 42 não era tão grande assim, e que a Plasma de 50 sim, que tinha me causado impacto visual. A CRT de 34 tem apenas uns 2-3 centímetros a menos de altura que a 42PY (vidro). A Plasma de 42 só ganharia mesmo largura (claro, por ser Widescreen), mas em matéria de altura nas projeções, que também é relevante pra mim (ainda mais eu que vejo uma boa parcela de material em 4:3), seria praticamente igual uma da outra. Pena que a 50PY tenha ficado em promoção por um brevíssimo espaço de tempo (acho que em 2 dias acabaram). Tava à vista por R$ 3.700 e em 12x ficaria no total R$ 4.100. Como a $$$$ tá curta aqui, seria bom se eu encontrasse uma loja com interesse em um parcelamento maior, agora com o preço voltando a R$ 5 mil fica difícil.
  12. Rayden

    Religião (#3)

    Você não disse que tava divertido, Calvin? Que era pra continuar? Anyway, estou mais "calminho" agora, sunder. @topic - vou postar um texto meu já antigo, pra não dizerem que estou aqui só pra "causar": 10 Passos Para Desmascarar Uma Religião Existem muitas maneiras de se colocar abaixo as argumentações usadas na cooptação pelas religiões. Basicamente usamos um mecanismo da mais simples indagação, apresentando em uma sequência confrontativa que faça a pessoa reavaliar. Há métodos e métodos mas este é o que eu considero como sendo o mais simples e que já vai plantando a semente da dúvida. 1 - Houve coerção, propaganda, chantagem emocional ou mesmo intimidação para lhe fazer ao menos frequentar o lugar? Toda religião tem seus seguidores. E estes costumam fazer um trabalho de propaganda que visa não apenas a divulgação da ideologia como a cooptação de novos adeptos. Cada religião usa de métodos diferentes mas todas começam com um sorriso seguido de uma proposta de renegar a sociedade, colocando-os como "outsiders" e, dessa forma, se aproximam daqueles que já se colocam excluídos da sociedade, aonde fazem um trabalho de peneiramento. De acordo com a linha da propaganda da religião, eles apresentam um quadro mundial e, como solução, apontam a si mesmos e a união em torno de sua liderança espiritual. Mas exercem uma pressão através da culpa, segregando a humanidade entre dois grupos: os condenados (você) e os salvos (eles). A escolha parece óbvia. 2 - O que você lê tem fundamento lógico, é minimamente razoável ou tem comprovação séria? Uma vez em contato com o seguidor da religião, ele lhe fornecerá um material impresso, seguido antes de uma forte propaganda não apenas da religião como de sua liderança atual. Quase sempre, o material religioso visa lhe destacar como "ser especial", seja pela força de um "criador" que a tudo fez ou como sendo parte de algo que se perdeu. Em seguida lhe é fornecida toda uma mitologia arcaica mas extremamente perigosa pois ela sempre apresenta mentiras, meias-verdades, engodos ou mesmo fatos históricos que embasem o discurso coercitivo. Afinal, eles querem você integrando suas hostes. Toda religião canibaliza uma religião anterior. No caso da umbanda, aonde estive, o roubo do fundamento religioso travestia-se de "evolução" ou "mudança". Mas era roubo mesmo: pegou-se o candomblé (confuso e perdido no tráfico de escravos) e o misturou com espiritismo (falido na Europa), mais levadas da encantaria indígena e, mais recentemente, mesclou-se elementos do esoterismo europeu pseudo-magístico da escola de Papus. Tudo roubo mas a mentira se impõem pois não temos uma cultura que incentive a crítica e o "respeito" é valorizado. A maioria das religiões não tem a menor lógica pois Deus não existe, é um mito. Alma também. E o que vem depois da morte é nada. Mas eles farão de tudo para lhe convencer do contrário e, para tal, haverão de mentir tanto, mas tanto, que algo irá sobrar. E lhe convencer. 3 - Preço A Pagar Toda religião tem dois preços: você e seu dinheiro. Eles querem você lhes servindo como um bom escravo, sem opinião, sem discernimento, sem personalidade. Pois quem detém a "verdade" sabe o que é melhor para você, não é? Mas sua subserviência não basta. O dinheiro também conta, e muito. Quanto mais se dá à religião, menos se tem no próprio bolso e, claro, sua vida começa a degradar. Não apenas por isso mas o sangue do ser humano é o dinheiro. O seu suor eles já tem, sua alma idem. Agora vem o que importa de verdade. A religião também cobra sua liberdade. Com sua personalidade substituída por outra cunhada pelas lideranças locais, seu livre arbítrio desaparece e suas menores decisões são coberta de culpa, remorso e temor. Assim, aquilo que deveria lhe libertar, acaba mesmo é lhe aprisionando mas, pela força da coerção, torna sua reação praticamente impossível. Pois você começou a achar que está bem aprisionado. O que era mentira virou verdade, e a verdade do mundo é a maior das mentiras. Pense nisso. 5 - Abra Os Ouvidos: o Discurso Nada suplanta a comparação do que se diz com o que se pratica. Não há a menor margem para variações, o que se é deve ser o que se diz e vice-versa. Do contrário, tudo o que você crê está fundamentado na farsa e na mentira. O que é óbvio, mas o processo anterior de convencimento lhe impede de contestar e isar esse singelo mecanismo que é capaz de derrubar impérios e mostrar a hipocrisia e a farsa da qual a religião se alimenta. Por isso lhe é proibido duvidar. Pois a dúvida leva ao confronto e nenhuma religião resiste ao confronto. Nenhuma! 6 - Abra Os Olhos: As Provas Este é um dos pontos mais frágeis das religiões. Igualmente, nenhuma delas apresenta a mais insignificante e minúscula prova da veracidade de suas declarações. Os relatos são falsos, os depoimentos comprometidos e não raramente as "relíquias sagradas" são armações ou pedaços de cadáveres cobertos de ouro e jóias preciosas. Mas ainda pedaços de cadáveres. Não raramente se citam livros sagrados, pesquisadores independentes, enfim, a propaganda entra em ação e você é acuado por papel e paixão cegas. Só que você nunca viu um dos tais "seres superiores", não presenciou jamais a chegada de uma nave espacial de Orion e nem viu Cristo andar sobre as águas. Nem ao menos viu um fantasminha, uma alma penada, um vidro que quebra, coisa alguma dessa magnitude aconteceu em sua vida. Se a religião é assim tão certeira, não custava nada apresentar um gesto de comprovação das coisas, não? Porém, o que se tem é o contrário, é você acreditando na marra, no muque, é o que te dizem e acabou o assunto. Pois a fé cega é o objetivo. 7 - Nem Tudo É Ruim Mesmo dentro de uma religião, nem sempre as coisas saem completamente erradas. E nem são totalmente um pesadelo. Na verdade, a tendência é você se sentir muito bem mesmo lá dentro. Você encontra uma paz incríveis, um ambiente quase sempre acolhedor, com pessoas que compartilham das mesmas convicções que você (e não tem nada melhor que estar certo) e é natural que você se coloque em paz como dificilmente teria na vida "mundana". Mas qual o preço que você está pagando por isso? Nem tudo é ruim na religião. Pelo contrário, lá tem muita coisa boa. Mas quanto está lhe custando tudo isso? Do que você abriu mão, o que você jogou fora, o que você anulou em si para se adequar? Não foi um preço desmesuradamente alto? No meu caso, eu perdi a amizade de dois camaradas. Uma entidade lá me disse para me afastar deles e eu obedeci. Amizades de muitos anos foram destruídas pelas determinações de uma entidade que deveria unir as pessoas. Mas que, na hora, eu não coloquei em dúvida pois estava iludido. Uma antiga amiga jogou fora os discos dos Beatles ao entrar numa seita evangélica. Discos que falavam de amor, de amizade, música ingênua virou coisa do diabo. E lá se foi a alegria da vida da moça. Um colega que entrou no Budismo deixou de comer carne e está anêmico, etc. Tudo tem um preço. 8 - Unicidade Todo ser humano é único. Somos todos absolutamente diferentes uns dos outros, tanto física quanto mentalmente. E temos necessidades igualmente diferentes. Mas a religião visa nivelar todos os seres humanos a um único patamar, capturam seu coração e depois destroem sua personalidade e colocam outra no lugar. Na umbanda esotérica aonde estive, o verdadeiro desmonte da personalidade começa quando você vira "noviço". Daí você sobe sei lá que patamares e ganha o "nome iniciático". Ele é dado pelo "mestre" ou por uma entidade qualquer e é feito de palavras "sagradas" que reúnem a base da nova personalidade. Pergunte-se: você é igual a todos? Ou você quer ser igual ao ambiente acolhedor pois não se adapta ao mundo exterior que lhe parece renegar? 9 - Conheça Seu Lider É difícil avaliar se a liderança religiosa realmente acredita em seus poderes mágicos, sua potestade, sua semi-deidade, sua capacidade de se comunicar com seres "superiores e inferiores" como sendo um fato ou se é um mero discurso. Mas certamente a megalomania da liderança religiosa é um fato pois ninguém é capaz de governar, quanto mais renovar ou modificar o mundo. É bastante simples conhecer algum "podre" da liderança religiosa. Conheça-o. Veja seu meio de transporte, veja seus bens. Veja se tem uma mansão suntuosa, se viaja para o exterior frequentemente, se tem diversas poses, carros de luxo, iates. Recentemente, os líderes da Igreja da Graça De Deus foram acusados de enriquecimento ilícito pois uma pastora possuía um haras, casacos de peles e diversos carros de luxo. Mas tais fatos são completamente escondidos dos fiéis pois é fácil por abaixo um discurso que prega a igualdade social... apenas para quem está no topo. Mesmo o mais pobrinho e humilde médium espírita quando ascende ao controle da casa aonde presta assistência, ao meter os dentes no cofre-forte e nas doações, acaba fazendo das suas. Ou simplesmente veja se a liderança tem um trabalho de verdade. E de preferência visite-o. Sem essa de marcar hora, chegue de surpresa. Você vai se surpreender. 10 - Fuja do Bom Ladrão Mesmo que lhe desejem o bem e lhe passem as mais doces palavras de salvação, redenção e alegria nesta e em outra vida, não existe ninguém neste mundo que possa garantir, com total e completa certeza, que existe uma vida após esta. Assim, que se faz usar da fé e da crença alheia para apresentar fórmulas relativamente fáceis mas que representam sua anulação como pessoa e seu acovardamento perante o mundo, é preciso que você veja que é o seu desespero, inconformismo e mesmo teimosia que lhe empurram em direção ao canto da sereia. Não seja devorado pela sua própria cobiça.
  13. Escrevi pra Buena Vista um dia desses perguntando de Lost em Blu-ray e Pulp Fiction (ed. de colecionador) e olhem a resposta deles: Segue as informações solicitadas. - Pulp Fiction - Não há previsão, porém estamos analisando a possibilidade. - Lost - Estamos trabalhando para trazer essa grande série em Blu-Ray, porém não há previsão de lançamento. Agradecemos o seu contato, com votos de que continue garantindo alegria e lazer através da aquisição de nossos produtos. Atenciosamente, Simone Santos Central Relationship Walt Disney Studios Home Entertainment DDG: 0800 12 15 08 Fax: (11) 3383-4740 e-mail: [email protected]
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