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Seletividade na Sociedade Humana


Plutão Orco
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A competitividade no mundo é um dos males da sociedade? <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Abri este tópico para fazer uma avaliação da competição diária no mundo de hoje. Afinal, já não é novidade para ninguém, que as sociedades humanas em geral buscam serem mais e mais competitivas. Isto é visto no trabalho, nas escolas, em casa com os familiares em fim em quase todos ou se não em todos os níveis de interação humana se comportam desta maneira.

 

Abro esta ressalva aqui também para repensar o ocorrido na universidade da Virgínia nos EUA. Muitos falam que não tem o menor sentido o ocorrido e que foi uma fatalidade, acho isto duplamente errado. O motivo mais óbvio é que o autor disto não era um acidente da natureza, e sim uma pessoa intencionada a matar. Só não se sabe direito os motivos. No entanto, segundo motivo de equivoco da avaliação fatalidade, é que pouco se nota em meio a tanta competitividade que o motivo da ultra violência praticada ali é obvia até de mais. O seu motivo poderia ser uma briga com a namorada, um amor não correspondido, uma briga no campus entre outras que todas se voltariam a uma pessoa que queria chamar a atenção e não conseguia. Em fim, o meio moldou e muito a psique do jovem, afinal ele esta inserido em uma das sociedades mais competitivas do planeta. Isto é mostrado na família, o irmão mais velho querendo humilhar o outro em algum jogo, um colega de classe querendo ser o mais popular, o mais esperto, o mais forte e assim pro diante.  Mas isto não se restringe só nos EUA, muito pelo contrario desde que o mundo é mundo, que a espécie humana se comporta de maneira competitiva como os outros animais. Aquele que é o chefe, que quer ter todas as fêmeas do grupo, todas as terras, todo o alimento e todo o poder. Assim é a humanidade, e ela a cada dia se esforça mais em ser excludente ou mais seletiva. Só obserevar o Japão que é uma sociedade em certo ponto perturbada na idéia de perfeição e competição. Não se é permitido uma criança ter uma nota abaixo do semestre, ser reprovada, ser vencida em algum esporte e uma sociedade de quase eugenia.

 

Acho isto tudo repugnante, esta seletividade não faz jus para a espécie humana. Afinal, isto já virou um processo de vaidade, pois se temos a capacidade de conviver em grupo devemos ajudar um ao outro. E é isto que se mostrou um dos maiores triunfos da sociedade e humanidade na sobrevivência da espécie, logo não existe um lugar para este “eu” doentio. A humanidade não sereia o que é sendo ultra competitiva como alguns tão eloqüentemente defendem. Um mundo de uma pessoa só é um mundo condenado ao suicídio, condenado a uma auto-destruição. Não é por menos que este mundo “globalizado” focado na competitividade de empresas, trabalhos e serviços; se tornou um mundo que se preocupa somente com seu mundinho e esqueça do meio ambiente ao qual é base de tudo. Afinal, a sociedade é como o próprio Édipo, pois é voltada para enxergar ela mesma e nunca o todo a sua volta.  

 

Será que viver em uma sociedade que seleciona o melhor do melhores, os mais aptos a exercer uma carreira x, ou ter o carro do ano é capaz de criar solúveis as problemáticas ou criar mais entraves para o todo?  Acho que precisamos é de uma sociedade mais auxiliadora e menos competitiva.

 

A título de curiosidade e também acréscimo do tópico, achei um pouco de informação sobre eugenia na Wikipédia:

 

Eugenia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura o género botânico, consulte Eugenia (género).

A Eugenia é um termo criado por Francis Galton (1822-1911), que a definiu como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja fisica ou mentalmente. Apesar das constantes declarações da mídia acerca das raças humanas (que elas não existem, são produtos sociais ou que estimulam o preconceito e a segregação racial de acordo com o ponto de vista Marxista) não existe nenhum consenso científico sobre o tema. E mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existe um certo receio quanto ao seu uso entre os seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana, negando o caráter animal de nossa espécie.

Atualmente, diversos filósofos e sociólogos declaram que existem diversos problemas éticos sérios na eugenia, como o abuso da discriminação, pois ela acaba por categorizar pessoas como aptas ou não-aptas para a reprodução.

 

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História

Já na Grécia antiga, Platão descrevia, em República, a sociedade humana se aperfeiçoando por processos seletivos (sem falar que em Esparta já se praticava a eugenia frente aos recém-nascidos, já que não existiam pré-natais, abortivos eficientes, Eutanásia e afins), já conhecidos na época. Modernamente, uma das primeiras descrições sobre a eugenia foram feitas pelo cientista inglês Francis Galton.

Galton foi influenciado pela obra de seu primo Charles Darwin, A Evolução das Espécies, que utilizou pela primeira vez o cálculo e tabelas, para o levantamento de populações das mais diversas espécies e que futuramente viriam a se transformar na moderna ciência da estatística.

Foi também Galton quem cunhou o termo eugenia, para designar a melhora de uma determinada espécie através da seleção artificial, em sua obra Inquiries into Human Faculty and Its Development (Pesquisas sobre as Faculdades Humanas e seu Desenvolvimento), de 1883. Esta obra foi largamente elogiada em matéria da revista americana "Nature", em 1870.

Ao escrever seu livro Hereditary Genius (O gênio herdado) em 1869, Galton observou, compilou dados e sistematizou a inteligência em vários membros durante sucessivas gerações de várias famílias inglesas. Sua conclusão foi de que a inteligência acima da média nos indivíduos de uma determida família, se transmite hereditariamente, mesmo sem sequer tomar o cuidado de analisar os meios neuro-sociais de forma imparcial, isenta e proporcional.

A eugenia logo se transformou num movimento que angariou inúmeros adeptos entre a esmagadora maioria dos cientistas e principalmente entre a população (protestante e judaica) em geral na sua época áurea (1870-1933). Trouxe, porém, em função do simplismo e arcaísmo de análise, o seu próprio declínio.

Contrariamente a uma crença popular, a eugenia é inglesa (não alemã) em invenção e americana (não alemã), em pioneirismo legislativo.Outra crença é que a eugenia fosse uma doutrina aplicada ou propagada pela direita política.

O patrocínio privado à eugenia começou nos USA, nos anos iniciais do século XX.Financiadores tanto do racismo nos USA, como da Revolução Russa eram os milionários americanos John D. Rockefeller, Harriman e tantos outros.

O nazismo e a eugenia

Segundo alguns historiadores a Alemanha Nazista levou as politícas eugênicas ao extremo, porém, segundo outras fontes, acredita-se que o que ocorreu com os judeus durante o Terceiro Reich foi genocídio, e não foi a aplicação de idéias eugênicas que causou o holocausto e sim o ódio racial entre dois grupos étnicos distintos(apesar de os judeus possuírem 6 doenças genéticas acumuladas e oriundas de casamentos entre parentes próximos). O único consenso é que a eugenia foi praticada com alemães que possuiam deficiências fisícas ou mentais, através do exterminío, e da esterilização. Entretanto, existem distinções entre as formas de eugenia, como a eugenia positiva (que incentiva pessoas saudáveis a terem mais filhos) e a eugenia negativa (que impede que pessoas com certas limitações se reproduzam), sendo a positiva praticada também no Terceiro Reich, com a criação de centros de reprodução humana.

A ética e a eugenia

Observando-se do ponto de vista ético, é impossível determinar o ponto exato onde a interferência do Estado pode ou não impedir ou incentivar a reprodução de cidadãos por quaisquer critérios. A comunidade científica sabe que a hereditariedade tem papel importante, porém nunca exclusivo sobre a inteligência de um determinado indivíduo, ou grupos de indivíduos, pois o fator inteligencia não é determinado apenas por uma sequencia genética, mas tambem é influenciado pelo ambiente do individuo, Logicamente não podemos afirmar que uma pessoa é mais inteligente do que outra apenas por ela não saber ler. Por outro lado, estudos mais modernos tem mostrado que existem diferentes inteligências e os testes de QI tem valor no mínimo limitado, mas que mostra muito bem a capacidade logica de um individuo.

Apesar de o assunto eugenia sempre por a tona o aspecto negro da manipulação genética, seria esta talvez uma forma de eliminarmos de vez doenças a muito conhecidas e sem cura por serem uma doença genetica. Doenças virais podem ser tratadas com antibioticos, por exemplo, mas uma doença genetica não tem cura como por exemplo a Sindrome de Down, e a unica solução para essa doença seria necessariamente a eliminação de seus genes causadores. São conhecidos mecanismos fisiológicos de transmissão e expressão de caracteres hereditários. Também são conhecidos métodos que possibilitam inibir o nascimento de indivíduos com defeitos físicos ou enfermidades. De acordo com a seleção natural individuos com doenças seriam naturalmente incapazes de transmitir seu codigo genético, no entanto isso não ocorre pois qualquer um hoje pode se reproduzir mesmo sendo incapaz e passar sua carga genética para decendentes. Especula-se que uma possivel solução para doenças genéticas seria necessariamente um programa de eugenia.

Em vários países o movimento eugênico inspirou a promulgação de leis que determinavam a esterilização compulsória de portadores de certas doenças hereditárias graves. Como lei, a eugenia nasceu nos Estados Unidos, em 1907.

Disgenia

A disgenia é a degeneração genética nas populações humanas moderna, ela surge com a medicina moderna, quando diversas doenças sérias de caráter genético começaram a ser tratadas, e as vitímas de tais doenças começaram a ter uma expectativa de vida maior, possibilitando a transmissão de certas doenças para as futuras gerações, o que tem contribuído no acúmulo de doenças a cada geração. Tal fato tem sido amplamente discutido entre os eugenistas modernos, e recentemente foi publicado um livro do cientista inglês Richard Lynn tratando do assunto.

Ligações Externas

Ensaio A história da eugenia e os crimes do Preto Amaral

 

 

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Só obserevar o Japão que é uma sociedade em certo ponto perturbada na idéia de perfeição e competição. Não se é permitido uma criança ter uma nota abaixo do semestre' date=' ser reprovada, ser vencida em algum esporte e uma sociedade de quase eugenia. 

 

 

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Por outro lado,é considerado "normal" eles terem afeto por bichinhos "tamagoshi" (ou algo assim)...
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Muito bom seu texto, Plutão. Só quero alertar para o lado bom da competição, quando é usufruida do modo correto.

 

Primeiro, vejo que cada um deveria avaliar os pontos mais importantes da vida. Aquilo que realmente vai trazer algum benefício presente e futuro. No caso de uma competição esportiva, por exemplo, ganhar ou perde não é o mais importante. O importante é a competição e a interação. Deveria ser assim. Mas há indivíduos tão vidrados na cobiça da vitória, que se tornam agressivos e causadores, transformando o esporte num campo destrutivo de batalha. Nesse caso, competir compulsivamente é idiotice, pois nada vai acontecer ao vencedor ou ao perdedor. Mesmo numa competição de grandes times, ou de países. O que o Brasil ganha sendo pentacampeão mundial? Escolas novas? Fim da pobreza? Nada disso! Só é reconhecido como "país de futebol", algo que não traz nada.

 

Porém, há competições na vida que são necessárias. A competição está presente em todo o lugar, e o objetivo principal dela é cada um mostrar o melhor de si, esforçar-se o máximo. O vestibular (que farei esse ano) é uma grande competição. E por isso, todos aqueles que vão participar esse ano (e dão valor para isso) estão estudando, fazendo cursinhos preparatórios, esforçando-se ao máximo. Essa competição faz com que jovens aprendam a cobiçar um objetivo, e buscá-lo, e ir em frente. Lutar para conseguir o que se quer. Se o ser humano esperar tudo cair do céu, vai morrer de ensolação.

 

E aquela pessoa que se esforçou e não conseguiu? Deve se punir, se matar ou abandonar a sociedade e a competição que participou? De maneira alguma. Se aquilo realmente vale a pena, deve persistir, continuar e vai conseguir, uma hora ou outra, pois independente da instituição de ensino ou da região onde mora, todos temos capacidades mentais suficentes para passar num vestibular.
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 Anjo, vi mais ou menos isso num filme "Gattacha"... sei lá se era esse o nome.

  A história se passa num futuro não muito distante e havia uma sociedade p/ os seres humanos perfeitos de saúde (a este era dado todas as oportunidades)  e outra sociedade p/ os... sei lá, cidadãos de segunda classe, fracassados... 

 

 Anyway,  deve-se considerar, nisso tudo, que qd vc se sente lesado, rechaçado, excluído por ser considerado menos apto vc ainda tem  opções, ou tenta se superar de outras maneiras (o ser humano é tremendamente versátil) ou... se torna um psicótico... afff!

 

 
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