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Milagre em St. Anna, de Spike Lee.


CACO/CAMPOS
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st,anna.jpgspikelee_02.jpgSpike Lee (O Plano Perfeito) vai dirigir adaptação do livro Miracle at St. Anna, sobre os soldados negros que lutaram contra o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial, nas montanhas de Tuscani, na Itália.

 

A obra, escrita por James McBride, narra a história de quatro membros de uma divisão formada somente por negros que enfrentaram os nazistas, enquanto lidavam com o preconceito racial e comandantes incompetentes.

 

O roteiro será escrito pelo próprio McBride, que também é o autor do bestseller A Cor da Água. As filmagens devem começar no próximo ano, em Tuscani, segundo informou a Variety.

Atores italianos participam do drama comandado por Spike Lee - 24/09/2007 13:33

Depois de Naomi Campbell, novos integrantes foram anunciados para o elenco do drama de guerra Miracle at St. Anna, que começa a ser produzido em 15 de outubro.

 

De acordo com o The Hollywood Reporter, são as recentes contratações: Pierfrancesco Favino (Uma Noite no Museu), Omero Antonutti (I Banchieri di Dio), Valentina Cervi (Sansa - A Alegria de Viver), Lidia Biondi (da série Roma) e Sergio Albelli (Te Lo Leggo Negli Occhi).

 

Os atores são de origem italiana. Os produtores ainda não anunciaram o elenco de integrantes que falam alemão e inglês.

 

derekluke_01.jpgjohnturturro_01.jpgSpike Lee definiu o protagonista do drama de guerra Miracle at St. Anna. De acordo com a Variety, Derek Luke (Tudo Pela Vitória - à esquerda) será um dos quatro soldados negros que se separam do grupo nas linhas inimigas, durante a Segunda Guerra Mundial.

 

O ator substitui Wesley Snipes (Blade: Trinity) no papel. Snipes desistiu da produção porque seria complicado se deslocar dos Estados Unidos para filmar na Itália.

 

John Turturro (Transformers - à direita) também participa do projeto, assim como James Gandolfini (da série The Sopranos), Michael Ealy (+ Velozes e + Furiosos

 

Spike Lee preocupa moradores com cena de massacre - 14/11/2007 14:00

Moradores da vila italiana onde Spike Lee está rodando Miracle at St. Anna ficaram preocupados com uma cena que o diretor rodou recentemente, na qual reconstituiu o massacre executado por soldados nazistas em 1944.

Segundo o jornal The Independent, algumas pessoas tiveram a impressão de que Lee está retratando o ataque como uma represália aos que se opunham ao regime de Hitler. Na verdade, o massacre foi gratuito e planejado com detalhes pelos nazistas, que, ao chegarem à vila, mataram todos que estavam pela frente, incluindo mulheres, crianças e idosos. No total, 560 pessoas morreram, incluindo 116 crianças.

Ao que parece, a confusão começou por causa de uma cena em que um soldado pergunta a um padre onde estão os partidários. Porém, o prefeito de Sant´Anna, Michele Silicani, disse à imprensa que o alarde é despropositado, pois a cena é muito rápida e o filme não irá ferir a memória daqueles que participaram do trágico evento. "Estou certo de que Spike Lee vai fazer uma obra-prima", declarou.

O massacre de Sant´Anna passou anos na obscuridade. Somente em 1994, depois que documentos com registros do ataque foram descobertos, é que o governo italiano reconheceu a ocorrência do episódio.

 trailer do novo filme de Spike Lee, Miracle at St. Anna, foi divulgado pela Touchstone Pictures. Clique na figura para assistir à previa, disponível no site Yahoo!.

A produção tem data de estréia agendada para 26 de setembro nos Estados Unidos.

Ainda sobre o longa, o primeiro cartaz foi liberado recentemente. Para conferir clique aqui

Interessante que este primeiro filme de  guerra de Lee que e grande um artista e diretor, uma reposta direta ao genial Clint Eastwood e seus belos filmes A CONQUISTA DA HONRA E CARTAS DE IWO JIMA que Lee criticou publicamente o fato de não haver soldados negros gerando uma troca repostas farpadas raras em Hollywood.

A qual Lee respondeu com as seguintes declarações:

 

Primeiro de tudo, o cara não é meu pai e nós não estamos na lavoura [referindo-se aos tempos da escravidão nos EUA]. Ele é um grande diretor. Ele faz seus próprios filmes, eu faço os meus... E um comentário como esse, 'um cara assim devia calar sua boca'... que isso Clint, que isso? Ele soa como um velho raivoso", disse Spike Lee, que rodou "Miracle at Santa Anna", sobre um batalhão formado exclusivamente por negros na Segunda Guerra Mundial.

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Reuters

O diretor Clint Eastwood

"Eu sou estudante de história [spike Lee tem duas graduações]. Eu sei da história de Hollywood e de sua omissão de 1 milhão de homens e mulheres afro-americanos que ajudaram na Segunda Guerra. Nem tudo era John Wayne, queridão", declarou Lee

O trailer parece bem promissor e com a suposta briga dos diretores e eu espero que este filme seja bom e mostre um ponto de vista diferente sobre a 2° guerra mundial,coisas que naturalmemte Lee e sua sensibilidade para temas polêmicos sabia explorar.

 

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  • 2 months later...

TORONTO 2008: Festival aposta no humor
(04/09/2008 - 09h31)

Da Redação www.cineclick.com.br

 

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Cena de Miracle at St. Anna
Começa nesta quinta-feira (4/9), no Canadá, a 33ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Este ano, a programação do festival é centrada no humor, diferentemente das edições anteriores, que destacaram os conflitos no Iraque, a política norte-americana - principalmente o governo George W. Bush - e o terrorismo.

O diretor do festival, Piers Handling, explicou à agência AFP por que eles mudaram o enfoque dos longas participantes do evento. "Curiosamente, destacamos uma transição em relação ao Iraque e observamos no cinema norte-americano uma espécie de redescoberta da comédia", contou.

O programador do evento, Cameron Bailey, também falou sobre a mudança. "Poderíamos dizer que vivemos em um período turbulento com guerras, dificuldades econômicas, mas os diretores compreendem que o público às vezes precisa respirar", disse. Apesar do tema mais leve, Bailey ressaltou que "o meio ambiente se impõe como o principal tema de várias obras".

O Festival de Toronto exibirá 312 filmes, de 64 países, até o dia 13 de setembro. Passchendaele, de Paul Gross (Men with Brooms), vai abrir o evento. O longa mostra uma batalha da Primeira Guerra Mundial.

Este ano, a comitiva brasileira no festival canadense é digna de nota. Última Parada 174, de Bruno Barreto, terá sua primeira exibição ao público no evento. Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, e Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas - ambos exibidos no último Festival de Cannes - também fazem parte da seleção do festival, bem como Era Uma Vez..., filme de Breno Silveira que ainda está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Leonera, co-produção entre Brasil, Argentina e Coréia do Sul dirigida pelo argentino Pablo Trapero e estrelada por Rodrigo Santoro, também está na programação do Festival de Toronto, assim como Plastic City, filme sino-brasileiro que concorre ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, realizado até sábado (6/9) na Itália. Tony Manero, co-produção entre Brasil e Chile, completa a presença brasileira no festival.

Irão estrear no festival os filmes Miracle at St. Anna, de Spike Lee (A Última Noite); Three Wise Men, de Mika Kaurismäki (Brasileirinho); The Wrestler, de Darren Aronofsky (Requiém Para um Sonho); Restless, de Amos Kollek (Jogo Mortal) e Rachel Getting Married, de Jonathan Demme (Sob o Domínio do Mal).

Prévias de New York, I Love You - reunião de curtas ambientados na Big Apple dirigidos por Fatih Akin (Contra a Parede), Natalie Portman (A Outra), Scarlett Johansson (O Diário de uma Babá) e Yvan Attal (A Hora do Rush 3) - e Mesrine: L'ennemi public n° 1, de Jean-François Richet (Assalto à 13ª DP), também serão exibidas durante o festival.

Diferentemente de outros grandes festivais internacionais, o Festival de Toronto não tem uma mostra competitiva com júri: o prêmio principal é concedido pelo público. No ano passado, o grande vencedor foi Juno, de Jason Reitman (Obrigado por Fumar).

Bom logo deve sair as primeiras críticas sobre o trabalho de Lee03
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E ELE ESTÁ CHEGANDO03

 

Em Toronto, Spike Lee mostra combate esquecido dos negros na guerra

Diretor lança "Miracle at St. Anna" em festival canadense.
"Esse filme é um verdadeiro milagre", diz Lee em entrevista.

Foto

 cineasta Spike Lee fala em coletiva no Festival de Toronto nesta segunda

 

O diretor Spike Lee volta a abordar o tema da discriminação racial em "Miracle at St. Anna", combate esquecido dos soldados negros norte-americanos contra os nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, e também contra o paradoxo social vivido em seu país, na década de 1940.

Conhecido autor de filmes sobre a comunidade negra norte-americana -- tais comos "Faça a coisa certa" e "Malcolm X" -- , Spike Lee adapta um romance de James McBride, baseado no relato de ex-soldados, para terminar com a "estúpida mitologia" dos filmes de guerra de John Wayne, nos quais o homem branco triunfa apenas sobre as forças do mal, explicou ele, no fim de semana, na estréia mundial do filme, que aconteceu no Festival de Toronto.

 Trama

Na Toscana, em 1944, soldados afro-americanos lutam contra os alemães, mas são, rapidamente, presos em meio ao fogo cruzado. O Estado-Maior branco não escuta nada sobre as posições transmitidas e bombardeia seus próprios "negros", expressão reiterada com freqüência.

A operação termina com um banho de sangue, uma carnificina da qual apenas quatro soldados negros saem vivos. Um deles, Sam Train, um homem forte de coração terno, interpretado por Omar Benson Miller, salva um menino italiano, o único sobrevivente de um massacre praticado pelos nazistas em um povoado próximo.

Os quatro soldados levam o menino consigo, refugiam-se com uma família italiana e continuam lutando pelos Estados Unidos, apesar de algumas dúvidas sobre seu patriotismo.

 Adaptação

 

"Spike levou (o romance) a outro nível", declarou o escritor James McBride, que também colaborou com o roteiro.

Lee acrescentou ao filme pelo menos uma cena que não estava no livro: um retorno, em 1942, à Louisiana (sul dos EUA), onde os soldados negros não são autorizados a tomar um sorvete em uma lanchonete, devido à cor de sua pele, enquanto os alemães podem entrar sem problema.

"Essa gente foi treinada para matar nazistas, e esses caras são mais bem tratados do que eles em seu próprio país", declarou Spike Lee, que participou da estréia com uma camiseta com a imagem do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama.

"Tudo isso está ligado a Obama, porque essa gente combateu com a esperança de que um dia os Estados Unidos progredissem", afirmou.

 Quebra-cabeça

Spike Lee não apresenta um filme de guerra clássico. Nesse longa, de quase três horas, ele introduz elementos de uma intriga, parece se distanciar, seguindo os opositores do fascismo na Itália e, depois, junta tudo em um final que une todas as peças desse quebra-cabeça.

O cineasta dirigiu "Miracle at St-Anna" graças a produtores europeus. "Esse filme é um verdadeiro milagre", brincou, contando que partiu de um orçamento de um euro em julho de 2007 antes de obter US$ 20 milhões com ajuda de seus produtores italianos.

Lee filmou na Toscana com atores italianos - entre os quais Pierfrancesco Favino, a vibrante Valentina Cervi e o jovem Matteo Sciabordi, descoberto em uma seleção em Florença - e colocou legendas em inglês para as passagens em italiano.

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  • 2 weeks later...

Miracle at St. Anna: Confira quatro clipes do filme de guerra de Spike Lee

Filme baseado em história verídica estréia nesta sexta nos EUA

22/09/2008

Miracle at St. Anna, filme de Segunda Guerra dirigido por Spike Lee (O Plano Perfeito), teve quatro clipes divulgados.

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" Feno Ambulante"

 

" O Menino prescisa de ajuda"

 

"Milagres"

 

"Não iremos com você"

 

 filme se baseia no romance homônimo, de Walter McBride, que trata de quatro soldados negros dos EUA que lutam em território italiano, nas montanhas da Toscana (onde Lee rodou o filme), contra o exército nazista. Enquanto estavam presos em uma vila, os quatro, integrantes da 92a. divisão, arriscam suas vidas quando um deles decide proteger um garoto italiano.

Derek Luke, Michael Ealy, Laz Alonso, Omar Benson Miller, Matteo Sciabordi, John Leguizamo, Joseph Gordon Levitt, James Gandolfini e a modelo Naomi Campbell estão no elenco. O próprio McBride escreveu o roteiro. O lançamento acontece nesta sexta, 26 de setembro, nos EUA.

Fonte: Omelete

 

Achei bem interessante, e parece que vai haver bastante conflitos entre os italianos e os soldados negros. 
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  • 2 weeks later...

Filme de Spike Lee irrita ex-guerrilheiros italianos

 

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ROMA (Reuters) - O diretor de cinema Spike Lee provocou uma polêmica na Itália com um filme sobre soldados norte-americanos negros que lutaram ao lado de guerrilheiros da resistência italiana na Segunda Guerra Mundial.

Os membros sobreviventes da resistência à ocupação nazista na Itália discordaram de "Miracle at St. Anna" antes da estréia italiana do filme na sexta-feira, distribuindo panfletos de protesto que acusavam Lee de distorcer a história.

Lee disse que quer passar a limpo o papel desempenhado pelos soldados negros dos Estados Unidos na guerra. O filme é baseado em um romance de James McBride e foca na 92a Divisão Búfalo, que ajudou a libertar a Itália entre 1944 e 1945.

No centro da polêmica está a representação de um massacre de 1944 na cidade de Sant'Anna di Stazzema, na Toscana, onde tropas nazistas cercaram e mataram 560 civis.

No filme, o massacre é retratado como uma resposta às ações de guerrilheiros da resistência, com um deles traindo a cidade e cooperando com os nazistas -- uma versão dos eventos que irritou os sobreviventes da resistência.

Lee, que está na Itália promovendo o filme, respondeu às críticas com seu jeito tipicamente mal humorado.

"Eu não permitira que ninguém me dissesse como fazer um filme, seja ele um ex-membro da resistência ou o presidente dos Estados Unidos", disse Lee em uma entrevista coletiva em Florença na quarta-feira depois de uma exibição prévia, de acordo a imprensa italiana.

"Isso simplesmente mostra que na Itália a ferida ainda está aberta. É assunto dos italianos desentender-se com o seu passado, não é meu ou de James McBride, ou do filme", disse.

Membros da associação Anpi de guerreiros da resistência não estavam contentes.

"Para Spike Lee, os guerrilheiros que 'atacaram e depois fugiram' foram responsáveis pelo massacre de Sant'Anna di Stazzema", disse a Anpi em seu site.

"Antes de filmar, o diretor deveria ter lido a verdade sobre aquele horrível massacre", disse a associação, postando uma cópia do veredicto de 2005 do tribunal militar italiano que condenou dez ex-oficiais nazistas pelos assassinatos.

Polêmica a vista03
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Spike Lee diz que a Itália deve fazer exame de consciência

Foto

 

ROMA - O cineasta Spike Lee respondeu à polêmica envolvendo seu mais recente filme, "Milagre em Santa Anna", e levantada pelos sobreviventes do episódio, dizendo que esses não podem ter uma idéia clara do que ocorreu, pois eram crianças na época.

O filme de Lee vem sendo criticado por retratar traidores entre os partigiani, membros da resistência italiana ao nazismo, no episódio do massacre realizado pela polícia nazista em Sant'Anna di Stazzema durante a Segunda Guerra Mundial.

"Qualquer sobrevivente daquele massacre não podia ter na época mais que oito ou nove anos, no máximo. Portanto, não penso sinceramente que um garotinho dessa idade possa lembrar exatamente tudo aquilo que aconteceu naquele 12 de agosto de 1944", declarou Lee em entrevista ao canal de televisão italiano Rai Due.

"Há uma coisa que as pessoas não querem entender: não há somente uma versão da história desse episódio. A única coisa que é certa é que 560 pessoas morreram, ou melhor, não morreram: foram assassinadas", continuou o diretor.

Sobre a sentença dos tribunais italianos, segundo a qual a responsabilidade sobre o massacre recaiu totalmente sobre as tropas da SS (polícia nazista), Lee afirmou: "Quer dizer que cada tribunal, cada sentença, em qualquer parte do mundo em toda a história do homem é justa? Por favor, não somos estúpidos!".

"O que esse episódio mostra é que a Itália deve ainda fazer um grande exame de consciência: sobre sua história e em particular sobre a Segunda Guerra Mundial. Nós realizamos um filme, portanto um produto de ficção baseado em alguns episódios históricos. No início do filme há um aviso que destaca isso", disse Lee.

"Para mim toda essa polêmica evidencia somente uma coisa: que as feridas que a Itália sofreu durante a Segunda Guerra Mundial ainda não estão cicatrizadas. São feridas ainda abertas", concluiu.

 

E parece que Lee acertou em cheio a ferida dos italianos, que não admtem o facismo e o apoio que eles deram ao nazistas na segunda guerra mundial. E um longa para assitir para ver qual dos dois lados da moeda tem razão03
CACO/CAMPOS2010-02-21 20:38:51
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  • 6 months later...

2 Críticas positivas do novo filme de Lee, pode não ser o bambam das bilheterias mas continua um bom diretor.

 

 

MILAGRE EM STA. ANNA
Por Celso Sabadin
[email protected]

 

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Não é novidade que o cineasta americano Spike Lee tem um gosto todo especial por incomodar suas platéias. Num primeiro momento de sua carreira, ele levantou a bandeira antirracial e conquistou a crítica de todo o mundo com os filmes Faça a Coisa Certa, Febre da Selva, Malcolm X e muitos outros. Depois de alguns anos, Lee deixou de ser novidade (pecado mortal na indústria do cinema) e conheceu, se não o ostracismo, uma pesada indiferença por parte do público e da mídia. "Ressuscitou" com os ótimos A Última Noite e O Plano Perfeito, e ultimamente tem se dedicado também a projetos televisivos, fora alguns filmes que sequer chegam mais ao nosso circuito comercial.

Em 2008, o sempre inquieto cineasta fechou uma parceria com a RAI (televisão italiana) e colocou sua produtora (que tem o sugestivo nome de 40 Acres e uma Mula) a serviço de um projeto, no mínimo, intrigante: Milagre em Sta. Anna.

A ação começa forte, surpreendente, mostrando um simples funcionário dos Correios que - sem nenhum motivo aparente - atira de repente no rosto de um cliente. O homem é preso e a polícia fica intrigada com dois fatos: o assassino tem passado totalmente íntegro e honesto, sem nenhuma ocorrência anterior, e guarda em sua casa uma valiosíssima peça arqueológica italiana que se julgava perdida. A partir daí, o filme se desenvolve num grande flashback que vai buscar na Segunda Guerra Mundial as origens deste crime.

Por mais que, tematicamente, o filme pareça convencional, é bom abrir bem os olhos e os ouvidos para os "incômodos" quase subliminares que Spike Lee parece atirar sobre o público. Por exemplo, a montagem de Barry Alexander Brown (montador de longa data do diretor) não hesita em subverter sem dó nem piedade os velhos conceitos clássicos de eixo de câmera. Vira e revira, torce e retorce o que seria "convencional", sem pedir licença. Em várias oportunidades, corta e picota cenas dramáticas como se fosse um blockbuster de ficção científica. Provoca. Vale notar também como Lee explora os planos em perspectivas, como que - consciente ou não - desejasse homenagear o trabalho de câmera que Stanley Kubrik fez em outro filme de guerra: Nascido para Matar.

A trilha sonora de Terence Blanchard, também colaborador habitual do diretor, tem momentos solenes que parecem ter sido compostos e orquestrados para um dramalhão antigo e inseridos neste filme, também sem dó nem piedade. Incomoda. E o final, então, é típico de um desgastado melodrama italiano.

Numa leitura apressada, parece que Spike Lee definitivamente perdeu a mão. Uma análise mais apurada, porém, permite uma nova interpretação: Milagre em Sta. Anna provoca e incomoda. Sim, este é o bom e velho Spike Lee de volta, provocando e incomodando, desta vez, mais pelos aspectos formais que propriamente pelo conteúdo. Claro que, uma vez militante, sempre militante. E Lee não se furta em, novamente, levantar a bandeira antirracial para denunciar, en passant, a segregação que os soldados americanos negros sofriam dentro de seu próprio exército. Mas este não seria o tema principal do filme.

Mais importante que a própria denúncia racial, Milagre em Sta. Anna se debruça sobre o eterno e insolúvel binômio guerra/ paz, clamando contra a imbecilidade de todas as guerras e criando pelo menos um belo momento, na cena em que - em espaços diferentes - negros, bancos, italianos, americanos, militares e civis imploram por Paz, cada qual na diversidade de seu próprio idioma, todos na união do mesmo desejo.

Destaque ainda para a presença do grande ator Omero Antonutti no papel de Ludovico. Entre seus mais 70 filmes, Antonutti esteve em trabalhos importantes do cinema italiano como Bom Dia Babilônia, A Noite de São Lourenço e Pai Patrão.

 

Crítica: Milagre em St. Anna
Edu Fernandes
(30/04/2009 - 14:40:41)

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“Fighting on arrival, fighting for survival”*

 Sinopse: Depois de um ataque mal-sucedido contra as tropas nazistas, alguns soldados estadunidenses se refugiam em um vilarejo italiano. Enquanto esperam por resgate, convivem com a população local.

Como já é hábito em grande parte de sua obra, Spike Lee (Faça a Coisa Certa) volta a tratar do racismo. Milagre em St. Anna (Miralce at St. Anna) ele denuncia as dificuldades dos soldados negros e latinos durante a Segunda Guerra Mundial. Basta ver matérias jornalísticas sobre os combates no Oriente Médio para perceber que esses grupos continuam servindo de bucha de canhão do Exército.

Mesmo com 160 minutos de duração, há poucas cenas de combate no filme. Porém, tais sequências são bem vívidas, com a violência da guerra retratada em corpos mutilados.

As fortes imagens são apenas um dos recursos que Spike Lee usa para emocionar. Quem não for muito fã de exageros pode não gostar do filme. Por outro lado, quem se dispuser a mergulhar nos dramas exibidos, com certeza sairá da sala de projeção com o coração arrebatado.

A música composta por Terence Blanchard – que já tem uma parceria duradoura com o diretor – é outra ferramenta em busca de fortes emoções. Os nerds com certeza se lembrarão de um grande título sobre a Segunda Guerra Mundial: a franquia de jogos Medal of Honor.

A direção de fotografia de Matthew Libatique (Homem de Ferro) também merece elogios. A iluminação competente une-se aos enquadramentos bem planejados pelo diretor para criar imagens que parecem quadros lindos. Trata-se, porém, de uma beleza macabra, já que muitas vezes o sangue dos soldados serviu de tinta para essas gravuras.

 
* Verso de Buffalo Soldier, de Bob Marley. Os soldados búfalos eram tropas de negros.

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Sometimes I have thought it would be an excellent rule to live each day as if we should die tomorrow. Such an attitude would emphasize sharply the values of life. We should live each day with a gentleness, a vigor, and a keenness of appreciation which are often lost when time stretches before us in the constant panorama of more days and months and years to come. There are those, of course, who would adopt the Epicurean motto of "Eat, drink, and be merry," but most people would be chastened by the certainty of impending death.

  In stories the doomed hero is usually saved at the last minute by some stroke of fortune, but almost always his sense of values is changed. he becomes more appreciative of the meaning of life and its permanent spiritual values. It hasoften been noted that those who live, or have lived, in the shadow of death bring a mellow sweetness to everything they do. (wow power leveling)

  Most of us, however, take life for granted. We know that one day we must die, but usually we picture that day as far in the future. When we are in buoyant health, death is all but unimaginable. We seldom think of it. The days stretch out in an endless vista. So we go about our petty tasks, hardly aware of our listless attitude toward life.

  The same lethargy, I am afraid, characterizes the use of all our faculties and senses. Only the deaf appreciate hearing, only the blind realize the manifold blessings that lie in sight. Particularly does this observation apply to those who have lost sight and hearing in adult life. But those who have never suffered impairment of sight or hearing seldom make the fullest use of these blessed faculties. Their eyes and ears take in all sights and sounds hazily, without concentration and with little appreciation. It is the same old story of not being grateful for what we have until we lose it, of not being conscious of health until we are ill.(world of warcraft power leveling)

  I have often thought it would be a blessing if each human being were stricken blind and deaf for a few days at some time during his early adult life. Darkness would make him more appreciative of sight; silence would tech him the joys of sound.

  Now and them I have tested my seeing friends to discover what they see. Recently I was visited by a very good friends who had just returned from a long walk in the woods, and I asked her what she had observed…"Nothing in particular, "she replied. I might have been incredulous had I not been accustomed to such reposes, for long ago I became convinced that the seeing see little.

  How was it possible, I asked myself, to walk for an hour through the woods and see nothing worthy of note? I who cannot see find hundreds of things to interest me through mere touch. I feel the delicate symmetry of a leaf. I pass my hands lovingly about the smooth skin of a silver birch, or the rough, shaggy bark of a pine. In the spring I touch the branches of trees hopefully in search of a bud the first sign of awakening Nature after her winter's sleep. I feel the delightful, velvety texture of a flower, and discover its remarkable convolutions; and something of the miracle of Nature is revealed to me. Occasionally, if I am very fortunate, I place my hand gently on a small tree and feel the happy quiver of a bird in full song. I am delighted to have the cool waters of a brook rush thought my open finger. To me a lush carpet of pine needles or spongy grass is more welcome than the most luxurious Persian rug. To me the page ant of seasons is a thrilling and unending drama, the action of which streams through my finger tips.

  At times my heart cries out with longing to see all these things. If I can get so much pleasure from mere touch, how much more beauty must be revealed by sight. Yet, those who have eyes apparently see little. the panorama of color and action which fills the world is taken for granted. It is human, perhaps, to appreciate little that which we have and to long for that which we have not, but it is a great pity that in the world of light the gift of sight is used only as a mere conveniences rather than as a means of adding fullness to life.  (wow power leveling)

  If I were the president of a university I should establish a compulsory course in "How to Use Your Eyes". The professor would try to show his pupils how they could add joy to their lives by really seeing what passes unnoticed before them. He would try to awake their dormant and sluggish faculties.

  Perhaps I can best illustrate by imagining what I should most like to see if I were given the use of my eyes, say, for just three days. And while I am imagining, suppose you, too, set your mind to work on the problem of how you would use your own eyes if you had only three more days to see. If with the on-coming darkness of the third night you knew that the sun would never rise for you again, how would you spend those three precious intervening days? What would you most want to let your gaze rest upon?

  I, naturally, should want most to see the things which have become dear to me through my years of darkness. You, too, would want to let your eyes rest on the things that have become dear to you so that you could take the memory of them with you into the night that loomed before you (world of warcraft power leveling)

 

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  • 4 months later...

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