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Forum Cinema em Cena

Qual melhor álbum dos Engenheiros do Hawaii


TNT_Karmas
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Pra quem gosta da banda, qual álbum de ESTUDIO é o seu preferido  

8 members have voted

  1. 1. Pra quem gosta da banda, qual álbum de ESTUDIO é o seu preferido

    • Longe Demais das Capitais (1986)
      0
    • A Revolta do Dândis (1987)
      2
    • Ouça o Que eu Digo Não Ouça Ninguém (1988)
      0
    • O Papa é Pop (1990)
      3
    • Várias Variáveis (1991)
      0
    • GLM (1992)
      3
    • Simples de Coração (1995)
      0
    • Minuano (1997)
      0
    • Tchau Radar! (1999)
      0
    • Surfando Karmas & DNA (2002)
      0
    • Dançando no Campo Minado (2003)
      0


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as vezes' date=' acústicos e apresentacoes ao vivo costumam sair melhores q o original..  e p/ isso nao é necessario gostar ou nao da banda.

[/quote']

 

Entendo Soto. Só queria dar um filtrada nas votações, votando somente quem realmente conhece a banda, quem já ouviu a maioria da canções deles e quem gosta, pois sei que Engenheiros ou vc ama ou vc odeia...ehehhe

 

Eu não gosto de acústicos, com exceção ao Filmes de Guerra e Canções de Amor que ficou lindo, lindo mesmo. Pena que a gravação do DVD não ficou boa.
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Eu ate curto Engenheiros' date=' mas uma ou outra musica... nao vou adquirir um album, q acho fracos, por conta de uma musica só! Prefiro as coletaneas, shows, etc.. Dai, acho as opcoes citadas tds fracas. Mas essa é minha opiniao.[/quote']

 

Lógico, mas exatamente por isso que não coloquei os ao vivos. Eles tem algumas coletâneas, mas não considero um disco oficial. Quer dizer não são discos oficiail. Os ao vivos não coloquei também pelo fato de não poder por mais de 12 opções.
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as vezes' date=' acústicos e apresentacoes ao vivo costumam sair melhores q o original..  e p/ isso nao é necessario gostar ou nao da banda.

[/quote']

 

Entendo Soto. Só queria dar um filtrada nas votações, votando somente quem realmente conhece a banda, quem já ouviu a maioria da canções deles e quem gosta, pois sei que Engenheiros ou vc ama ou vc odeia...ehehhe

 

Eu não gosto de acústicos, com exceção ao Filmes de Guerra e Canções de Amor que ficou lindo, lindo mesmo. Pena que a gravação do DVD não ficou boa.

 

 

 

bem verdade.....

 

eu, por exemplo, conheço varios amigos que ou odeiam ou amam Eng Haw...

 

rsrs
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Acho que o único cd deles que eu não tenho é o Acústico Novos Horizontes (tirando o Gessinger Trio' date=' que é motivo de controvérsias, hehehe), e não consigo definir um favorito entre A Revolta dos Dândis, O Papa é Pop e Gessinger, Licks e Maltz.

[/quote']

 

Jack não esta perdendo muito coisa, cd ficou muito comercial

 

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É, imaginei que fosse assim. Mas qualquer hora dessas eu vou acabar comprando, só pra não dizer que não tenho.

 

Ah, correção, tb não tenho o 10.001 Destinos, aquele que é o 10.000 Destinos com mais meia dúzia de músicas, mas esse eu não compro, é um baita caça-níqueis e um desrespeito com os fãs.

 

 

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Entrevista com Humberto Gessinger - site engenheirosdohawaii.net - II 2009

1 - Além de continuar a tour do Pouca Vogal, o que a gente pode esperar de ti em 2009? Alguma mudança na abordagem da apresentação do duo, coisas diferentes?
2009 : 100% Pouca Vogal na veia. Espero que com CD-DVD a onda se espalhe.


2 - Pode adiantar algo sobre o CD e/ou DVD do Pouca Vogal?
Vai ser gravado no Teatro do CIEE em Porto Alegre, nos dias 11, 12 e 13 de março. O repertório do show será o mesmo que temos feito, com entrada de POSE.


3 - Numa recente reportagem da Zero Hora tu falaste que baixaste uma música da trilha sonora de um determinado filme. Dando uma chance à sétima arte?
Continuo no time da literatura e música. Claro que isso é brincadeira, todo tipo de arte tem seu tempo.


4 - Como tem lidado com as limitações vocais que a idade proporcionou?
Não acho que a voz seja só um instrumento musical. É muito mais que isso. E ganha novas dimensões com o passar do tempo. Como um rosto com rugas ou uma mão com calos.


5 - E o Grêmio?
Meu aproveitamento em 2009 tá 100% (fui ao Grêmio 5x0 Esportivo).

20090205_olimpico.jpg

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Entrevista com Humberto Gessinger - Revista Vitrine (Japão) II 2009

1. Vocês se conheceram nos anos 80, mas a primeira composição juntos só veio acontecer de uns anos para cá. Como surgiu a ideia de fazer um duo?
Primeiro pintou a idéia de tocar junto. O fato de ser um duo é a cereja do bolo, um refinamento. É isso que eu gostaria que meus ídolos fizessem : buscar sempre novos caminhos, experimentar, correr riscos. É claro que o fundamental é fazer boa música, mas acho que fugir dos formatos dominantes torna tudo mais interessante. Não é fácil pois as pessoas parecem querer sempre mais do mesmo. Mas vale a pena.


2. O Humberto Gessinger vem do Engenheiros do Hawaii e o Duca Leindecker vem do Cidadão Quem. O que há de cada um no novo trabalho?

Cada um de nós faz um pouco de tudo. Nas músicas que fizemos juntos, eu fiz a letra e Duca fez a música. Nos instrumentos, Duca é um especialista, um dos melhores guitarristas que conheço. Eu sou um "generalista" gosto de ficar trocando de instrumentos, tenho coração de amador. Nossa maneira de ver as coisas é bem complementar. Duca se amarra nas coisas de estúdio, meu centro é a composição.
Talvez eu seja mais "formalista" e o Duca mais "orgânico". No século passado, Duca poderia ser um impressionista francês e eu, um expressionista alemão. Eu poderia ser John, Duca seria Paul. E os dois gostaríamos de ser George. Acabei soando meio Ringo, hehehe.


3. Vocês dispuseram um release da banda muito informativo e, por sinal, bem criativo no site oficial da dupla. Mas para quem não sabe ainda, por que o nome “Pouca Vogal”?

É uma brincadeira com nossos nomes, cheios de consoante. As vogais são mais expansivas. Consoantes remetem a climas frios. Num estádio de futebol ou numa montanha russa todos gritam vogais : êêêêê, úúúúú, óóóóó, ááááá, iiiiiiiiiii, ui, ai . As consoantes são mais íntimas. Nosso som é mais íntimo.


4. Quando se fala em dupla no Brasil, logo vem à cabeça o sertanejo. Como está sendo essa nova experiência de cantar, tocar e compor em parceria?
Nas duas bandas éramos o centro. Na dupla, somos o centro e a periferia ao mesmo tempo. Para mim, é uma experiência mais rica. Eu gosto da música caipira bem antiga, tradicional. O sertanejo atual acho muito urbano e, se é pra ser urbano, tem muita coisa muito melhor. Duca já participou de duos instrumentais com Borghetinho e Frank Solari.
A decisão de colocar um nome no projeto ( Pouca Vogal ) em vez de usar nossos nomes deixa claro que nos vemos com olhos de banda. Uma das menores bandas do mundo.


5. “Depois da curva”, “Tententender” e “Breve” foram as três das oito músicas do Pouca Vogal que vocês escreveram juntos. Como aconteceram as composições? Dividiam a tarefa de um compor a letra e o outro a melodia ou não havia essa divisão planejada?
Eu estava viajando muito na época, por isso escrevemos quase tudo pela WWW.
Tententender : mandei letra e música para o Duca. Ele modificou a melodia do refrão.
Depois da Curva : Duca mandou a música pronta, só coloquei a letra.
Breve : Duca mandou a música, eu fiz a letra e escrevi o especial.


6. Como assim: o besouro tem um design menos apropriado para voar? Em umas quatro músicas, incluindo essa, “Voo do besouro”, vocês falam de avião, do voar. Por que isso?
Há uma tendência a achar que tudo, na natureza, é lógico. Não é bem assim. Um besouro não é nada aerodinâmico. Como diz a letra de Dom Quixote, tem a "aerodinâmica de um tanque de guerra".
A última música que pintou foi Na Paz e Na Pressão. O Duca queria chama-lá Vôo Só. A imagem do pássaro na mão eu tinha usado originalmente em Breve. Ilustrava a idéia de andar no fio da navalha como se segura um pássaro: suficientemente firme para não escapar e suficientemente suave para não machucar. A letra era assim : "força e delicadeza/ pássaro na mão". Quando nos demos conta da repetição do tema, mudei para "força e delicadeza/ sonho e precisão" . E tiramos "vôo" do título. Mas parece mesmo que há algo aéreo no ar, hehehe.


7. É verdade que a canção “Pra quem gosta de nós” deveria ter saído no último álbum -Novos Horizontes- da banda Engenheiros do Hawaii? Por que isso não aconteceu?
Ela pedia outro ambiente. Tem mais a ver com Pouca Vogal.
Acho ela super gaucha. Falando nele, acho Novos Horizontes um discaço. Melhor que o Acústico MTV.


8. “Seria mais fácil fazer como todo mundo faz/ O caminho mais curto, produto que rende mais”. A composição do Humberto, “Outras Frequências”, feita para o Engenheiros, também se encaixaria no Pouca Vogal, não? Isto por que esse novo projeto não tem qualquer obrigação seja com a indústria fonográfica e até mesmo com os fãs?

O maior sinal de respeito ao fã é não pensar nele. Nesse sentido o Pouca Vogal é totalmente para os fãs. O lance mais estranho do Pouca Vogal é o formato : um duo, sem nada pregravado no show. É quase medieval. As canções, do ponto de vista estritamente musical, poderiam muito bem estar num disco de nossas bandas.


9. O que vocês estão buscando dizer ao público com as novas canções? Pode-se dizer que é algo mais maduro do que outras coisas que já fizeram?
Talvez seja o trabalho MENOS maduro que já fiz. É arte pela arte, sem causas nem consequências preconcebidas. Estou 100% satisfeito. Não penso em tocar em outro formato tão cedo.


10. O palco do Pouca Vogal se resume apenas ao duo. Vocês são multi- intrumentistas e fazem o uso de viola caipira, violão, piano, guitarra, bumbo- leguero e muitos outros instrumentos. Este tem sido o maior desafio?
Sem dúvida. As pessoas não estão muito acostumadas. A estética dominante é a do excesso. Estamos na contramão dessa exuberância histérica. 9 entre 10 caras estão cantando como se fossem camelôs querendo empurrar quinquilharia goela abaixo.


11. O Duca é um dos maiores guitarristas nacionais julgado pela crítica especializada. Como que é poder misturar viola caipira e guitarra em um mesmo trabalho? Como surgiu a paixão do Humberto por esse instrumentos tão brasileiro?
É um instrumento misterioso. A afinação aberta e as cordas dobradas trazem uma sensação de música que não começa nem acaba , como um rio.


12. Como é a aceitação dos velhos fãs de Humberto e Duca para com o Pouca Vogal?
Não sei ao certo. São públicos diferentes. Quem não gostar pode ficar ouvindo os discos ou descobrindo novas bandas. EngHaw tem uma história linda. Espero que algum dia seja contada. O presente é Pouca Vogal.


13. Vocês disponibilizaram as músicas para download no site da banda. Mas muito tem se falado a respeito dessa nova forma de consumo online. Isso não acaba atrapalhando um novo projeto em certos pontos? Como vocês enxergam o papel da internet para a repercussão de novos talentos?
O fim da indústria fonográfica atrapalha mais do que ajuda. Antes do que música, o que deveria ser gratuito é comida, escola e hospital.
Tô de saco cheio da palavra "interatividade" . Arte, para ser de todos, tem que ser pessoal. Tem que ter assinatura.
É um absurdo desagradável o que rola na midia. Dá pra fazer qualquer coisa menos música. Querem que o músico jogue bola, faça turismo, gastronomia e participe de pegadinhas na TV, seja ator no clipe, paparique os fãs e faça piadas nas rádios, seja sarado e fashion nas capas de discos e revistas... Tudo menos fazer música sincera.


14. No final do ano passado o Pouca Vogal fez vários shows pelo Brasil. Quais são as expectativas para 2009?
Gravaremos um CD-DVD em março e espero passar muito tempo na estrada.


15. Qual o lado A e o lado B dos shows ?
Por enquanto, lado B são as músicas do Pouca Vogal. Lado A são as músicas das nossas bandas. Este quadro deve mudar com a chegada do CD-DVD.


16. O Engenheiros do Hawaii acabou? Tem planos de um retorno?
Nem penso nisso. Talvez tenha acabado dentro de mim. Ninguém entende meus motivos, eu sei. É que ignoram que eu sou um cidadão do século XIX. Com idéias e ideais demais para os tempos que correm.


17. Ano que vem o Engenheiros faz 25 anos. Tem algum momento marcante? Poderia dizer algo para os fãs das bandas?
Todas as glórias vão para os fãs. Eu só estava procurando alguns acordes e algumas palavras que pudessem viver juntos.


18. Qual a opinião de vocês sobre os músicos de hoje e a música nacional?
Muita coisa boa. Muita coisa ruim. O que me parece podre é o ambiente para divulgação. Alguns gênios da propaganda se reuniram numa sala e decidiram que a juventude só quer ou só merece consumir besteira.
Tudo que não for imbecil é considerado chato.


19. O que toca em seus mp3? E o que jamais seria tocado?
Ouço música quase 24 horas por dia. Sempre que tenho que destacar alguma coisa sinto que "o principal fica fora do resumo".


20. Se pudessem escolher alguma música nacional para regravarem, qual seria?

Esta foi a pergunta mais difícil. Quem sabe uma versão instrumental de Carinhoso?


21. Alguma mensagem para os fãs no Japão?

Estive no Japão com EngHaw. Inesquecível. Me senti mais em casa do que aqui.

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Hehehe...gremistas se sentem bem a vontade no Japão mesmo. Pena que por um tempo o Mundial deve mudar de casa. Mas Gessinger seguirá o time mesmo assim. 

 

Mas ele não foi lá por isso e sim pq fizeram uma turne lá hehehehe. No DVD do Filmes de Guerra Canções de Amor aparece alguns videos deles lá.
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Hehehe...gremistas se sentem bem a vontade no Japão mesmo. Pena que por um tempo o Mundial deve mudar de casa. Mas Gessinger seguirá o time mesmo assim. 

 

Mas ele não foi lá por isso e sim pq fizeram uma turne lá hehehehe. No DVD do Filmes de Guerra Canções de Amor aparece alguns videos deles lá.

 

DESSA VEZ ele não foi lá por isso...hehehe...mas o que digo é que o Japão é um lugar bem conhecido e querido dos gremistas.

 

E esse DVD é paulada. Mto bom.

 

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  • 2 months later...

Pouca vogal: a menor banda do rock gaúcho
Rafaela Ely

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De um lado o colorado Duca Leindecker. Do outro o gremista Humberto Gessinger. Os músicos são só dois, mas os instrumentos são vários: Violão de aço, guitarra e guitarra semiacústica (que Leindecker toca com as mãos), bombo leguero e pandeiro (que toca com os pés), violões de aço e de nylon, viola caipira e piano (Gessinger, com as mãos), harmônica (Gessinger, com a boca) e baixo e cordas (Gessinger, com os pés). Esse é o Pouca Vogal, projeto dos líderes das bandas Cidadão Quem (que beira os 20 anos de estrada) e Engenheiros do Hawaii (com quase 25 anos). As oito músicas do duo estão disponibilizadas no site www.poucavogal.com.br. São quatro composições do Gessinger, uma do Leindecker e três feitas em parceria.

Nos dias 11, 12 e 13 de março de 2009, aconteceu a gravação do CD e DVD da dupla no Teatro do CIEE, em Porto Alegre. As apresentações contaram com a participação da orquestra Poa Pops, sob a regência do maestro Cordella e de Luciano Leindecker, irmão do Duca e baixista da Cidadão Quem. A previsão de lançamento desse material é para junho.

Artistas Gaúchos - Quando vocês começaram a pensar o Pouca Vogal?           
Humberto Gessinger - Eu estou sempre pensando em música, buscando o ambiente que as canções pedem. Não sei dizer quando me veio pela primeira vez a idéia de um duo. Faz muito tempo, antes mesmo dos EngHaw. Um papo embrionário com o Duca rolou quando mixei a demo do CD Novos Horizontes no estúdio dele.
 
Como está ficando o CD e o DVD?
Está ficando muito melhor do que eu imaginava. Duca é craque no estúdio, e no teatro mandamos bem, com ajuda de uma galera de fé. Houve uma conjunção de fatores técnicos e emocionais na gravação difícil de acontecer. Para os extras há várias idéias, mas ainda não definimos. Um quadro não é só luz, é luz e sombra. Menos pode ser mais.
 

Vocês pretendem lançar mais músicas do Pouca Vogal?

Eu pretendo mergulhar cada vez mais.

Até quando vocês pretendem levar esse projeto?
Vamos levar o projeto o tempo que eles nos levar. Enquanto ele pulsar esteticamente. O artista é um peregrino, sem muito poder sobre seu destino. O Duca pode voltar com o CQ, pode pintar o Pouca Vogal Turbo, eu posso ir pro interior tocar gaita embaixo duma árvore ou fazer as pazes com o sol e virar pescador.  E tudo isso pode acontecer ao mesmo tempo.

Algumas das canções foram compostas pela internet, certo? Como foi esse processo?
Se fosse para resumir, eu diria que Duca mandava melodias e eu escrevia letras. Na verdade, ele mandava vídeos que eu os legendava. Mas compusemos de várias outras formas também, pois ambos escrevemos letra e música.
 
Como foi feita a seleção das músicas da Cidadão e dos Engenheiros para a gravação do DVD?
Para mim, o centro do trabalho são as músicas novas. As regravações são chaves de leitura para entrar no universo deste duo. Não é um formato usual. As músicas dos EngHaw e da CQ talvez acelerem a compreensão. Por isso não buscamos o Lado B das bandas. PV é o lado B.
 
Porque tocar com uma orquestra? E porque a PoaPops?
Sempre é bom tocar com orquestra. Infelizmente nem sempre é possível. O Duca já tinha trabalhado com a PoaPops. Não é simples trafegar entre clássico e popular. Os PoaPops fazem isso muito bem.
 
Vocês vão sair para o Brasil com esse show?
Espero que sim. Me surpreendi quando vi que a cidade com maior número de acessos ao site PV não era PoA. Acho que teremos uma estrada longa no tempo e no espaço.

Como é tocar com o Duca?
Conviver com o Duca é a coisa mais fácil do mundo. Eu gostaria de ser assim. Talvez na próxima encarnação... Música é só uma das consequências externas do que somos lá dentro.

No site do PV tu falas em uma "possível comemoração dos 25 anos” dos Engenheiros. O que se pode esperar?
Natural que comecem a falar nos 25 anos. Relançaram o Longe Demais das Capitais em vinil. Vai sair uma caixa com CDs e um DVD inédito. Eu gostaria de comemorar, mas não como aniversariante: como convidado. Sem apagar velinhas. Nunca comemorei meus aniversários por serem na véspera do natal, talvez seja por isso.  Trabalhei numa versão PV do Longe Demais das Capitais. Talvez ele seja o disco menos PV dos EngHaw. Talvez aí esteja a graça do exercício. Talvez fique só no exercício. Talvez. Eu sou só um cara pré-MTV vivendo num mundo pós-MTV. Se ao menos uma pessoa em ao menos um show sentisse o que eu senti quando vi Egberto Gismonti, Athaualpa Yupanqui, Roger Waters, Astor Piazzolla... seria a grande comemoração. Eu vi estes caras fazerem o palco flutuar pelas noites de PoA.

O PV vai gravar "She Came in Through the Bathroom Window”?
Sim Está superlegal. Com viola caipira. Bacana que não seja uma das canções mais conhecidas dos Beatles. 

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  • 7 months later...

Como acabei transformando esse tópico em um centro de informação dos engenheiros, para não ter que criar outro. Assim segue masis informações.

 

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Pra Ser Sincero: 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema
Humberto Gessinger

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.

Entrega a partir de 20.12.2009

 

Em 11 de janeiro de 1985, mesmo dia da abertura da primeira edição do Rock in Rio, Humberto Gessinger subia ao palco do auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS de cabelo new wave e bombacha, para o primeiro show de uma banda que tinha nascido para durar uma noite só. Era para ter se chamado Frumelo & Os Sete Belos, mas ninguém gostou, então os integrantes da banda resolveram fazer uma brincadeira com os estudantes de Engenharia e os surfistas que frequentavam o bar da universidade, que estava a pelo menos 100 quilômetros do mar. Engenheiros do Hawaii.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Vinte e cinco anos depois dessa estreia, Humberto Gessinger – que acompanhou todas as formações desde o primeiro show – lança neste livro seu olhar sobre a trajetória do grupo, sobre cada uma das composições e revela curiosidades e bastidores das gravações. Com fotografias inéditas, informações sobre cada um dos discos, letras comentadas e um diário de 1984 a 2009, Pra Ser Sincero é um livro sobre uma banda que era para ter durado uma noite só, mas que acabou escrevendo um capítulo da história do rock brasileiro, mesmo estando longe demais das capitais

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  • 1 year later...

ENTREVISTA: Humberto Gessinger fala sobre 'Mapas do Acaso'

Henrique Inglez de Souza em 04.05.2011 14:11

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Imagem: PG Florence/Divulgação

Este ano, a editora Belas-Letras lançou 'Mapas do Acaso: 45 Variações Sobre Um Mesmo Tema', o novo livro de Humberto Gessinger. O líder dos Engenheiros do Hawaii, atualmente, está se dedicando à vida de escritor e, claro, à música - com o duo Pouca Vogal, ao lado do conterrâneo gaúcho Duca Leindecker.

O músico conversou com o site da Guitar Player sobre 'Mapas do Acaso', cuja resenha você confere neste link. O papo segue logo abaixo!

GP: 'Mapas do Acaso' sai na sequência de 'Pra Ser Sincero' (2010) e sugere um forte parentesco entre as obras. Você preparou ambos juntos para lançar em dois livros diferentes?

Humberto Gessinger: Enquanto escrevia 'Pra Ser Sincero', pintaram vários textos que eu sentia estarem em outro tom. Com o tempo, notei que ali estava a semente de um novo livro. A estrutura de 'Mapas do Acaso' é mais livre, menos linear. O livro é dividido em notas mentais para uma próxima vida. Há certa ironia aí, pois a primeira dessas notas diz que a vida é uma só. Mais do que fazer uma lista de coisas que aprendi na estrada, quis conversar sobre algumas dúvidas. A dúvida sempre é mais interessante. Não tenho o menor saco pra quem se mete a "dar aula" sobre a vida e ensinar o caminho das pedras. Mesmo porque, não há atalhos nessa estrada.

GP: Você notou se a sua forma de compor sofreu alguma influência substancial por conta da experiência com os livros?

Gessinger: Nenhuma mudança muito profunda. Sinto que hoje tenho escrito mais poesia e menos letras de música. Como eu diferencio uma da outra? Assim: quando uma melodia enriquece um verso de significados, é uma letra de música. Mas pode acontecer de qualquer melodia empobrecer de significados um verso. Neste caso, sei que é poesia.

GP: Foi curioso saber a forma como Slash te serviu de referência ou o quanto o Thin Lizzy te influenciou, embora algumas dessas pistas tenham sido dadas ao longo da carreira dos Engenheiros do Hawaii. Quais são os tipos de acaso que devem surpreender mais seus fãs?

Gessinger: A influência do Slash não é musical. Foi lendo a biografia dele, tão diferente da minha, que me senti à vontade para publicar 'Pra Ser Sincero'. Quanto ao Thin Lizzy, acho que é a banda que resume rock and roll. Não se trata de gostar ou não. É o fato de ela conter várias características, boas ou ruins, que, para mim, definem rock and roll. É uma tese muito longa para eu explicar aqui. No livro, está bem contada essa história. Mapear o acaso é uma contradição, né? O acaso é o que não pode ser previsto, assim como a viola caipira é o instrumento que a gente passa metade do tempo afinando e metade do tempo tocando desafinada. A gente passa metade da vida fazendo planos e a outra metade tendo que improvisar. Geralmente, quem não trabalha com criação romantiza o processo, achando que o autor tem domínio total sobre ele. Não é bem assim. Mistério sempre há de pintar por aí, como diria Gilberto Gil.

GP: Há mais algum livro no prelo?

Gessinger: Tenho escrito bastante, mas ainda não sei qual dos projetos vai cair na vida real antes. Musicalmente, também estou assim, cheio de ideias, mas indeciso sobre qual escolher. Na verdade, acho que são os projetos que nos escolhem.

GP: Você tem viajado o país para divulgar e autografar 'Mapas do Acaso'. Como tem sido fazer uma turnê sem instrumento musical? Não tem dado aquela vontade de tocar quando está fora de casa?

Gessinger: Meu limite para ficar sem tocar são dois dias. Depois, começo a sofrer. Gostaria de dizer que é saudade, mas parece mais síndrome de abstinência. Em casa, passo o tempo inteiro com um instrumento nas mãos. Tenho aprendido muita coisa nessa turnê de divulgação do livro, sem música. É diferente a reação dos fãs ao músico e ao escritor. Talvez porque a leitura seja uma experiência mais solitária, pessoal. Até a maneira como as pessoas carregam livros e discos é diferente: carregam livros com mais cuidado, junto ao peito, mesmo sendo os discos objetos mais frágeis. O ambiente da música é mais selvagem, "adrenalinado".

GP: Há cerca de três anos, suas atividades principais têm sido livros e o Pouca Vogal, que tem uma abordagem muito mais voltada ao acústico do que o rock que fez na maior parte de sua carreira. Como anda o seu espírito em relação a voltar a trabalhar com distorção e as batidas pesadas de uma banda "elétrica"?

Gessinger: Tem pintado vontade de fazer um barulinho, sim. Mas é possível que antes da volta dos Engenheiros do Hawaii eu faça alguma coisa com um trio. Gostaria de ficar mais um tempo à sombra para amadurecer umas transformações que sinto que estão acontecendo na minha relação com a música.

GP: Algo que se tornou praxe atualmente é uma banda escolher um de seus álbuns marcantes para tocá-lo na íntegra ao vivo. Você se vê fazendo isso um dia? Qual seria esse álbum?

Gessinger: 'Mapas do Acaso' tinha um capítulo em que eu montava novos discos a partir das músicas já gravadas. As reagrupava de outras formas. Cheguei a desenhar as capas. Achei que só os fãs entenderiam e, por isso, tirei do livro. Esses discos imaginários seriam boas matrizes para shows. Imagino que a maioria dos fãs gostaria que eu fizesse shows tocando, na íntegra, os discos mais progressivos, que gravei entre 1990 e 1993. Mas eu preferiria tocar o 'A Revolta dos Dândis' e os gerúndios 'Surfando Karmas & DNA' e 'Dançando no Campo Minado'. 'Novos Horizontes' também seria um show maravilhoso de se fazer, mas já é um disco ao vivo.

GP: A formação da banda teria um time em especial, caso houvesse essa turnê?

Gessinger: É provável que eu retome de onde parei.


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