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Calvin

Livros que viraram filmes

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Lido Lavoura arcaica e Revisto o Filme! Que trabalho genial de Adaptação!

"Lavoura Arcaica" Não é uma leitura Fácil... Só de pensar no esforço dispendido para adaptar essa obra já cansa.

Para tanto, requer muito talento e competencia, e, convenhamos, Luiz Fernando Carvalho tem de sobra. Existem trechos do livro que exigem ler a pagina varias vezes que deram cenas Sensacionais!!
Adaptaçao de alto nivel e direção de arte / fotografia que impressionam.

 

Com certeza muita gente que fala mal do filme nao tem ideia da complexidade que é adaptar uma obra literaria para o cinema que esta longe de ser objetiva. O filme é por si só uma superação , revolucionando, por adaptar uma obra que possui um gênero atípico e até mesmo dentro da literatura tem um viés modernizante de ruptura formal em que prosa e lírico se misturam.

 

Dez anos se passaram, e chega a ser triste que, em se tratando de cinema, pouco é produzido no Brasil com qualidade que chegue perto de um trabalho deste.

Eu,particularmente,tenho algumas ressalvas quanto a extensão do filme que poderia ser mais "acessível"... ter um timming mais "fluido", tbm nao sou muito chegado à dimensão excessivamente poética e algumas atuaçoes demasiadamente teatrais no filme porem todas essas opções do diretor mostram como ele preferiu ser fidedigno à obra, homenageando-a do que estar preocupado em acumular publico.

 

Senhor Raul Cortez "subtraindo para si ou para outrem, mediante violencia ou grave ameça" (roubando) a cena!! O cara destrói. Simplesmente fantastico o controle pleno do personagem que o ator teve encenando o pai de André! Para mim a atuação de Raul cortez é um dos pontos altos do filme.

 

O dialogo entre o pai (Raul Cortez) e o filho (Selton Mello) é uma das MELHORES cenas DE TODOS OS TEMPOS no Cinema Brasileiro e magistralmente adaptada do livro!! 

 

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 O Livro

 

                   O livro escrito Mario Puzo tem muita qualidade, a história é quase um tratado antropológico da máfia. Chega a passar a impressão que de fato o autor teve um contato com a máfia ou, no mínimo fez um trabalho de campo de imersão neste submundo.

                 É apresentada a ética, a lógica e a conduta desses indivíduos em meio a sociedade com habilidade. Aproximando o leitor à racionalidade da máfia e também ao “código da máfia” (o leitor acaba compreendendo os motivos e tendo contato às razões que motivam as atitudes criminosas e a “filosofia” das “famílias”). Através do personagem de Don Corleone, é mostrado um modo de sobrevivência que se transforma em estilo de vida, injetando doses de simpatia e carisma na atitude de organizações criminosas e invertendo os papeis do Estado (maquina burocrática, polícia, políticos) que passa a ser associado ao papel de corrupto/corruptor. É muito interessante pois passa bastante naturalidade nas atitudes da máfia italiana (metaforizada na família corleone) como algo comum, corriqueiro, não exatamente “aceitável/juistificável” mas a certo ponto verossímil, uma realidade que existe. Uma curiosidade interessante é que Marlon Brandon  ficou inicialmente com um pé atrás e demorou um pouco de aceitar o papel de de Don Corleone com receio de que fosse contribuir para “propaganda da máfia”. Tanto é que no filme, propositalmente, evita-se, literalmente, a pronuncia da palavra “máfia”.

                    O escritor consegue deixar o leitor imerso naquele universo da máfia e passar a impressão que de fato os personagens vivem em um lógica e ética diferente da sociedade.

Manifestadamente um tributo a cultura italiana, não tem como após a leitura não ficar familiarizado com expressões reiteradas no bojo da obra como “omertá, consigliere, don, pezzonovante, etc...

                  Enfim sem querer estragar detalhes relevantes da obra, ainda sendo um bestseller e tendo  alguns inevitáveis clichês comuns, o livro é muito bom, muito bem escrito, tem cenas realmente emocionantes e ler o livro antes de assistir o filme é um “esforço” que é muito bem recompensado com a sublime adaptação do livro, de fato, “projetado” nas telas.

                Realmente é coisa de mestre conseguir ser fiel ao livro sem omitir muitos personagens ou mudar o perfil psicológico de alguns, ferindo a obra original para, supostamente, colocar um “ritmo de cinema”, ou puramente para lucrar algumas cifras milionárias, descaradamente, a fim de lucrar algumas milhões de cifras de dólares americanos, ou até mesmo escrever a historia como gostaria que realmente tivesse sido escrita! E, convenhamos O Poderoso chefão é Brilhantemente adaptado (pelo menos a “parte I”).

 

 

 

 

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O Filme

 

                                  A essência do livro é totalmente presente no filme, a trilha sonora, figurino, cenário, ATUAÇÕES etc não foram nem um pouco modestos. Tudo é de qualidade Premium; musicas vibrantes, atores escolhidos a dedo, uma classy atmosfera noir dão vida ao livro. Não poderia também ser diferente tendo o próprio puzo como roteirista hahaha. E os poucos 33 anos de Francis Ford Coppola, literalmente “calou a boca de muita gente”!!

                                Ainda que alguns detalhes, como a tensão de iminência constante de guerra só possa ser captada por quem tenha lido o livro ela está ali presente e latente o tempo todo! Alguns detalhes tais como a morte de Paulie Gato, o estupro da filha de Amerigo Bonasera, Vida Pessoal de Jhonny, Nino Valenti infelimente acabam sendo omitidos no entanto conseguem  dar mais ritmo a narrativa! E muitas partes boas acabam se perdendo porque ficaram difíceis de ser costuradas nas seqüências e acabaram sendo substituídas por “barrigas” nas continuações (parte II e parte III) que apesar de “bons” não tem nem de longo o brilho do Excelente prequel Godfather: Part I.

                               Deste modo, a primeira parte da “trilogia” esbanja fidelidade à obra e não cria eventos novos! Basicamente o livro concentra-se em Don Corleone e o filme talvez pela brilhante atuação de Al Pacino, muda os rumos das coisas, dá muito pano pra manga para que Michael ganhasse uma projeção independente nas continuações e ele acaba alçando o posto,de fato, de poderoso chefão. Presencia-se o despertar de um príncipe à evolução de um rei.

                          Por ser da década de 70, o filme foi um marco inquestionável na carreira de Al Pacino que até então era iniciante e não tinha feito nada de visibilidade!!! Consagrou a imagem de badass de Al pacino forever que viria a ser absurdamente aprofundada e mais consagrada ainda com o maravilhoso SCARFACE.... Dustin hoffman tbm havia sido cotado pra encarnar Michael Corleone que eu aposto que iria fazer muito bonito mas convenhamos q Al pacino é 140%  psicopata sinistro from hell....

                         Enfim... Um filme fantástico, uma adaptação de peso com qualidade extraordinária que consagrou diversos ícones do cinema e REVOLUCIONOU absolutamente os filmes de gangster/máfia.

 

Não é a toa que em qualquer lista que quer ser levada a sério de tops do cinema tem esse filminho no topo.

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Recentemente eu li The Brave (Gregory Mcdonald) e Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago). Lendo os livros a gente nota que nos filmes eles suavizaram as coisas, mas eu ainda gosto muito de O Bravo (filme). De Ensaio Sobre a Cegueira eu nunca gostei muito. São livros chocantes, o primeiro mais pela inversão de perspectiva do que pela violência, o segundo por escancarar o quanto o ser humano é nojento.

 

 

Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída (Livro 1978; Filme 1981)

 

Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo (br: Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída ) é um filme alemão de 1981, baseado no livro homônimo, escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Hieck, publicado e editada pela revista alemã Stern em 1978, que narra a história da personagem principal Christiane F., uma consumidora de drogas.

 

É irritante como sempre aparece um livro que eu quero ler, mesmo que minha lista de leitura já seja enorme.

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Recentemente eu li The Brave (Gregory Mcdonald) e Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago). Lendo os livros a gente nota que nos filmes eles suavizaram as coisas, mas eu ainda gosto muito de O Bravo (filme). De Ensaio Sobre a Cegueira eu nunca gostei muito. São livros chocantes, o primeiro mais pela inversão de perspectiva do que pela violência, o segundo por escancarar o quanto o ser humano é nojento.

 

 

 

 

Já eu tive uma impressão um pouco diferente (...mas ainda assim parecida com a sua) em assistir ensaio sobre a cegueira sobre o que vc falou sobre "suavizar" as coisas. Acho ambos (livro e filme) legais mas tive a impressão que a essência do livro nao foi totalmente captada!! Nao sei explicar...nao acho que o sofrimento da obra foi "mitigado" na adaptação....MAS achei que o filme peca um pouco na trilha....fotografia fria....nao sei ao certo! Alguns detalhes no conjunto da obra quando transposto para as telas deram uma atmosfera por demais pálida, meio insossa...dava para o filme ser ter um visual mais DARK mais intenso e consequentemente um pouco mais de sofrimento do que aquela ótica chuvosa e nublada e com névoa apenas....

 

 

No entanto, apesar das criticas, gosto bastante do filme pelo respeito aos detalhes e integridade do roteiro em relação ao livro de Saramago!

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Eu assisti ao filme antes de ler o livro e assim que apareceu em DVD. Gosto dos dois basicamente pelo mesmo motivo, só que acho o livro muito mais forte, acho que mostra uma degradação e um sofrimento mais intensos, por isso o livro me atingiu mais que o filme.

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Eu li o próprio clube da luta do palahniuk e depois fui rever o filme e a experiência eh bastante rica. O filme se transforma.

 

 

Qual é a relação desse "ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA" com o filme, majinboo???

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Gone girl 

 

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Terminado de ler o livro neste momento, e ansioso para ver o filme.... em breve edito o comentário com as impressões de filme e livro quando eu acabar ambos.  :)

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 Não li o livro, mas confira o filme, CALVIN. GONE GIRL é excelente!

 

 

  Li MINORITY REPORT, conto que deu origem ao filme do Spielberg de mesmo nome. A história do Philip K. Dick é muito boa, mas acho que o Spielberg foi além no universo que o Dick criou. A problemática sobre destino vs livre arbítrio que o conto só arranha foram bem mais aprofundados pelo filme. E achei muito boa a alteração que o filme fez com os precogs, que no filme não possuem retardamento mental, o que torna mais controverso a decisão de deixa-los praticamente em um coma permanente. E no geral, o filme é bem fiel ao universo criado pelo K Dick neste conto, só que maximizou os pontos positivos ao meu ver. Fora que o filme tem bem mais ação do que o conto, o que cabe muito bem em uma história de fugitivo como é MINORITY REPORT.

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Gone girl 

 

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Terminado de ler o livro neste momento, e ansioso para ver o filme.... em breve edito o comentário com as impressões de filme e livro quando eu acabar ambos.  :)

(com 2 anos de delay, VISH, esqueci totalmente de passar minhas impressões)

 

Recomendo fortemente a leitura e imediatamente após o filme.

 

Sensacionais!!

 

 

 

 

_____________________________________

 

 

 

 

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ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ  (2007, COEN Broders) - não consegui upar imagens :/

 

-LIVRO E FILME

 

 

 

Depois de passar anos sem entender o Glamour que esse filme tinha, achando que todo o reconhecimento e estatuetas desse filme, bem como todo e qualquer trabalho dos coen  subestimado (hahaha assisti muito novo nao saquei bulhufas na época), resolvi comprar o livro há anos atras, que ficou inerte por muito tempo na estante kkkkkkk, e vencendo a inércia, Por duas vezes começado a leitura do livro e desistido em 1/3, metade,....enfim acabei o lendo todo, e todo esforço depois valeu a pena, depois que vc pega o filme pra reassistir entendendo o contexto, o que se passa, e toda a sutileza da armagura e brutalidade da película fazendo sentido, se mostrando belissimamente transposta na tela com uma fotografia absurda! Quando no deparamos hoje em dia com chacina em presidios e brutalidades cotidianas, percebe-se, infelizmente como a temática da natureza humana cruel é uma constante...Muito Fod* e genial, filmes e livros. li em 2015 e hj deu uma vontade  de reler e rever o filme, muito válido, ambos.... que em certo modo são complementares, e recompensadores... pena a obra ser pouco discutida e fomentada!!!  o livro é muito denso e dificil de pegar as peculiaridades e metaforas envolvidas, achei apenas um video no youtube recentemente comentando o livro, canal estante éterea, vale muito a pena!!

 

Leitura extremamente complicada, mistura o discurso indireto livre com narração e pensamentos dos personagens! tudo sem emprego de travessão, e emprego escasso de pontuação... uma leitura hard mas muito bem escrita, diferente. cheio de metaforas e um retrato cético e pessimista da humanidade que faz toda a brutalidade do filme/livro/vida fazer sentido

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