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Forum Cinema em Cena

Questão

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Everything posted by Questão

  1. Tem que ver a proposta do Gunn. Se a proposta aqui é mostrar o quão ridícula é essa galera, e que eles servem mais pra serem explodidos, então pode funcionar. Pessoalmente, eu não aprovo essa dicotomia de Marvel faz "filmes família" e "DC faz filme "sombrio e realista". Acho que a Marvel deve sim fazer uns filmes mais sombrios, e talvez até com censura alta, assim como a DC tem que fazer filme família sim. Só por que o CORINGA deu certo, eu vou querer uma Mulher Maravilha sombria e realista? Não que eu tenha problema com isso, mas não vejo como uma única opção de qualidade. Não teria nada contra um filme mais sombrio da Diana (dentro do que a personagem comporta), assim como um filme um pouco mais mais leve do Batman (dentro do que o personagem comporta). Pessoalmente, eu acho que 2019 foi um bom ano pra DC no cinema, por apresentar experiências cinematográficas tão diferentes entre si como SHAZAM e CORINGA.
  2. Ora, mas a defesa não é que de QUALQUER UM pode virar o Coringa? No momento em que você precisa de um contexto específico, deixa de ser qualquer um. Como você disse, cada um tem a sua história, entretanto... Mas acho que ai tu tá botando ruído demais. O Coringa não se volta pro crime por causa de dinheiro. Um maluco não pega uma arma e sai matando em uma escola por causa de dinheiro. Tu tá falando de outra coisa aqui. Mas vamos pegar o teu exemplo. Você pegou as pessoas que se voltam pro crime em comunidades e as que não se voltam, mas é muito mais profundo que isso. Vamos pegar só o grupo que se volta pro crime. Dentro desse grupo tem dois caras. Tem o assaltante, que vai te assaltar, e se tu colaborar e ficar na boa, ele vai pegar o teu dinheiro, e o que mais tiver contigo, e vai embora. É uma merda, dá raiva, mas beleza. Vão-se os anéis, ficam-se os dedos. Mas agora tem outro cara, que cresceu no mesmo contexto do primeiro assaltante, com uma história de vida parecida, e que assim como o primeiro, se voltou pro crime. Ai ele te assalta. Mais uma vez, tu colabora, e entrega tudo que o cara pede, na boa. Só que ao invés de ir embora com o roubo, esse segundo cara vai te dar uma coronhada na cara, ou vai te dar um tiro. Por que? Por que ele podia. É um tipo de criminoso bem diferente do primeiro. Então, sim, o contexto social é importante e deve ser levado em conta, mas tem tipos e tipos de criminosos, e ai entra a responsabilidade do indivíduo que não pode ser ignorada. E afinal de contas, não é como se só houvesse criminosos cruéis só na comunidade pobre, como bem sabemos. O filme "julga" tanto quanto CORINGA. Eu não percebo em momento nenhum os atos do Nascimento como algo positivo. E o processo de adoção do ponto de vista do Nascimento que o Matias passa (e TROPA DE ELITE é muito mais a história do Matias do que a do Nascimento, ainda que o Nascimento narre) não é mostrado como algo positivo, e muito menos necessário, é uma tragédia tão grande quanto a transformação de Fleck no Coringa, o que coloco como outro paralelo entre os dois filmes. Foi a impressão que tive quando vi o primeiro TROPA DE ELITE, como uma crítica à sociedade que gerava não só o crime, mas uma polícia brutal e errada em vários sentidos. Nunca vi em momento nenhum o filme aprovando tais ações de forma clara, e nem a glorificando. Mas muita gente não entendeu assim (você não entendeu assim). Tinha uma piada que dizia que o Padilha fez o TROPA DE ELITE 2 por que as pessoas não entenderam o primeiro filme, por que ele revisita muito dos temas do primeiro filme no segundo, mas expõe de forma desenhadinha o que apresentou de forma sutil no primeiro. É bom que a polícia combata bandido. É ruim que faça isso da forma vista no filme do Padilha, na base do "custe o que custar" Quanto ao Coringa, tem certeza que o filme não reforça as atitudes do Fleck? Você mesmo disse, e eu quoto Ao fazer isso, abre-se sim a possibilidade de leitura de que as ações do Coringa são justificáveis (assim como as do Capitão Nascimento), até por que o filme apresenta um ambiente e uma série de situações, que dentro do universo da obra, praticamente dizem que o Fleck não tem outra escolha a não ser fazer o que fez, já que de forma até maniqueísta, o filme retrata uma sociedade onde todo mundo é escroto. O que é reforçado pela ausência de mortes na tela de vítimas que não prejudicaram o personagem de alguma forma, e pela falta de um contraponto, como já conversamos anteriormente. É ponto pacífico na nossa sociedade que o que vemos no filme é errado até a página dois, pois no momento em que você coloca o personagem como um símbolo anti sistema (mesmo que involuntário) você tá sim falando com as insatisfações da sociedade, apontando uma solução extrema como possível solução. Ora, a sociedade glorifica o Coringa, e a câmera do Philips parece concordar. Como disse, é uma cena com multiplas interpretações, independente de ser real ou delírio do personagem, e nem todas são positivas. Assim como o TROPA DE ELITE. Mas o filme do Padilha apresenta um contraponto na figura do Matias. Ele é um bom policial, e não tá disposto a seguir a cartilha do Nascimento por boa parte do filme. E outra, matar não é profissão, não pro Coringa, pelo menos. Nem pro policial, embora muita gente ache que sim (inclusive os próprios policiais) e isso é uma das coisas que o Padilha tentou dizer com o filme (ele já tinha dito isso com ONIBUS 174), e eu consigo ver isso com o primeiro Tropa. Mas muita gente não entendeu. Tanto que no segundo filme, ele tem que verbalizar isso com o Nascimento dizendo "eu percebi que o estado me paga pra matar e torturar pra defender os próprios interesses". Isso tá lá no primeiro filme, toda a operação vista no filme acontece unicamente por causa da visita do Papa, mas muita gente leu de outra forma. Assim como muita gente pode ler de outra forma esse filme do Coringa. O Padilha não trata a tortura como ossos do ofício. Ele mostrou o que é. Cabe a quem assiste pensar no que viu ou não (e o mesmo pode ser dito de CORINGA). Tem personagens dentro do filme que são simpáticos (caso da namorada do Matias) que condenam isso, e mais, vemos os policiais torturando um civil que não era um criminoso no climax do filme, por que ele tinha uma informação que precisavam. Ambos os filmes terminam com atos de violência motivados por vingança. A diferença é que o Nascimento tem o aval do estado. Claro, a vítima do nascimento é um traficante, a do Coringa um apresentador de TV, mas ambos são avatares de elementos que alguém que vê esses dois personagens como admiráveis desprezam, o traficante representa o crime, Murray, a midia opressora. São lados diferentes da moeda, mas o processo é muito semelhante. Sistema e anti sistema, ambos muito errados. E ainda assim, tem gente que vibrou com os dois, achando que "bandido bom é bandido morto" ou que "tem que queimar a sociedade". Eu discordo totalmente. Não vejo TROPA DE ELITE como um filme que bajula a polícia. É um filme que humaniza o policial brasileiro pro bem e pro mal, pois muita gente esquece que policial também é gente, e isso é uma crítica válida no filme. Ninguém dá muita bola quando um policial morre, e isso é verdade também. Porra, o Nascimento tem claros problemas psicológicos, e o filme deixa isso claro mais de uma vez, e ainda assim, botam o cara pra liderar uma operação de grande porte, mesmo quando ele diz em certo momento que não sabe se tem condições. O filme basicamente apresenta dois tipos de policiais, os corruptos, e os psicóticos (isso quando não são os dois, e não abordar isso é um pecado ao meu ver, que seria corrigido na sequência). E o que era mais certo ali, que era o Matias tem a alma quebrada até o fim do filme. Do meu ponto de vista, não é exatamente um elogio a polícia. Ao contrário. Apontei justamente o papel social que o filme parece dar a cada indivíduo. De fato. Não são os personagens que são parecidos pra mim, é a forma com que os dois filmes podem ser lidos no que diz respeito aos personagens é que é semelhante. O Coringa mata o Murray por vingança e sabe disso, ele não acredita na causa, diferente do Nascimento, que acredita na sua causa. Mas o Coringa não precisa acreditar na causa dele, ele só precisa representa-la. E o discurso que ele dá antes de matar o Murray tá lá para isso. Nos manipular a ficar do lado do Coringa. Concordo. Mas muita gente não tá vendo Murray o ser humano ali, e sim Murray, a Mídia, e o filme coloca o Murray como esse avatar mesmo, que colaborou na queda do Fleck na loucura. Eu discordo. O filme segue a visão do Coringa, e não apresenta contraponto, como discutimos. Todo o julgamento, toda a interpretação tá em nós, publico. Assim, em CORINGA, as instituições são o grande problema, tal qual no TROPA DE ELITE. Mas se em TROPA DE ELITE, o alvo da ira do Nascimento é a "bandidagem" e os "playboys filhinhos de papai", o do Coringa são os ricos indiferentes que deixam Gotham ser devoradas por ratos, se aproveitando da tragédia alheia para se promover. Por mais que as ações do Coringa sejam terríveis, o filme parece se comprometer por elas por tudo aquilo que já discutimos antes. A vingança do Coringa tem um motivo, e independente dele, ganha tintas de revolta social, e isso tá no filme. Nesse contexto, o Coringa pode ser visto como o monstro que essas pessoas criaram com sua indiferença e zombaria, e portanto "recebem o que merecem". Não vejo assim. Um que eu discordo que a sociedade veja o policial dessa forma, mas vamos falar disso mais pra frente. Outra que eu acho que nesse sentido, os dois filmes fazem a mesma crítica no que diz respeito quanto contra o que o policial luta. Quando eu digo que não são "simpáticas", quis dizer que são figuras hostis. E faz sentido eles serem hostis dentro do filme. Mas praticamente todos os personagens são hostis dentro do filme (o que o torna tão pesado) e a única pessoa não hostil é uma ilusão. E muitos desses personagens hostis são avatares de aspectos da sociedade que colaboram com a miséria do Fleck. O fato de ele ser um assassino, não significa que o filme não o coloque sob uma luz simpática e que não possui contraponto. Claro, se a gente vê mais a fundo, a gente pode ver a problematização, mas muita gente não vê. Isso foi um Spam? Não entendi a relação do Amoedo com a discussão. Tá aqui o motivo da nossa discordância em relação a semelhança entre as duas obras. Cara, dentro da minha experiência, eu decididamente não vejo a polícia sendo respeitada. Venerada? Nem a pau. As classes mais baixas, como você bem apontou teme a polícia por temer ser alvo de suas abordagens. Mas a classe média vê a polícia como uma instituição corrupta (até por que muitas vezes eles os corrompem), ou opressora (as vezes simplesmente por fazer o trabalho dela, tipo recolher drogas em Blitz e multar motorista bêbado). Isso o filme do Padilha mostra, e isso eu vi com meus olhos. Gente da classe média que se sente tão "oprimida" pela polícia, quanto gente das classes sociais mais baixas, esses sim oprimidos de verdade. Outra parte da classe média acha que a polícia é simplesmente inepta, e que não adianta procurar a polícia por que não vão fazer muita coisa, e que fazer B.O é perda de tempo. E por fim, mas não menos importante, tem aqueles que acham que a polícia não é violenta o suficiente. Então, se existe alguém que respeita e venera a polícia brasileira, acho que é um grupo bem pequeno e pouco expressivo. Mas isso foi o que eu vi na vida. Talvez tu tenha visto outras coisas.
  3. Novo trailer Tem bastante potencial ai.
  4. Achei que A MULA tinha sido bem crítícado, mas não conferi. Em tempo, versão legendada. O título nacional ficou O CASO RICHARD JEWELL Curti o trailer. Climão muito bem construído.
  5. Todd McFarlane acredita que “Coringa” pode ajudar filme de Spawn Bruno Gomes • 05 de outubro de 2019 Compartilhe: Durante participação na New York Comic Con, Todd McFarlane concedeu entrevista ao ComicBook e comentou sobre a produção de filmes de quadrinhos com classificação “R”, ou +18. O criador de Spawn, inclusive, torce que “Coringa” seja um grande sucesso. Disse. Spawn continua sem previsão para ser produzido. O elenco já conta com Jamie Foxx e Jeremy Renner. FONTE: O VÍCIO
  6. Dolittle | Robert Downey Jr. está cercado de animais em 1º cartaz; veja Ator sairá em uma aventura mística na companhia de diversos animais JULIA SABBAGA 12.10.2019 19H34 ATUALIZADA EM 12.10.2019 20H22 O filme de Doutor Dolittle com Robert Downey Jr. teve o seu título alterado para Dolittle, e teve seu primeiro cartaz revelado. Confira: Dolittle/Universal Pictures/Divulgação A sinopse do longa foi revelada pelo jornalista Steve Weintraub, da Collider. Confira: "Robert Downey Jr. eletrifica um dos personagens mais duradouros da literatura nesta vivida reimaginação do clássico conto de um homem que pode conversar com animais: Dolittle. Depois de perder sua mulher sete anos atrás, o excêntrico Dr. John Dolittle (Downey), famoso veterinário da Inglaterra da Rainha Victória, se isola nas paredes da mansão Dolittle, com apenas sua coleção de animais como companhia. Mas quando a jovem rainha (Jessie Buckley, Chernobyl) adoece gravemente, um relutante Dolittle é forçado a embarcar em uma aventura para uma ilha mística à procura de uma cura, reconquistando sua esperteza e coragem, encontrando velhos adversários e descobrindo incríveis criaturas. Na jornada, o Doutor é acompanhado por um aprendiz auto-intitulado (Harry Collett, de Dunkirk) e um grupo barulhento de animais amigos, incluindo um ansioso gorila (Rami Malek), um pato entusiasmado (Octavia Spencer) e uma dupla competitiva formada por um avestruz (Kumail Nanjiani) e um urso polar (John Cena), além de um papagaio (Emma Thompson), que serve como a companheira mais confiável e conselheira de Dolittle. O filme também traz no elenco Antonio Banderas, Michael Sheen e Jim Broadbent e dublagens de Marion Cotillard, Frances de la Tour, Carmen Ejogo, Ralph Fiennes, Selena Gomez, Tom Holland, e Craig Robinson." FONTE: OMELETE
  7. Olha só, o Abutre casou com a Vespa Hehehehehe Mas falando sério, tem que se tirar o chapéu para o que a CW está fazendo aqui, mesmo que as séries não sejam uma Brastemp. Tão indo desde os filmes, passando pelas séries famosas como SMALLVILLE, o Batman de 66 e a Mulher Maravilha de 75, passando pelas animações (me pergunto se o Batman do Kevin Conroy pode ser uma versão do Animated Series, ou mesmo da Série Arkham, já que ele dublou os personagens lá) chegando até mesmo a pegar séries que ninguém lembrava que existiu como as Aves de Rapina de 2001. Parece que no mínimo vai ser uma bela homenagem a toda a história da DC no audiovisual. Me pergunto se vão ter referências ao Batman do Nolan, ou ao Superman da série "Lois e Clark" (que foi meu primeiro contato com o azulão). Até to surpreso de não ter aparecido nada ainda, já que tanto o Dean Cain quanto a Teri Hatcher que foram o Super e a Lois na série fizeram aparições no Arrowverse.
  8. Morre Robert Forster, ator de El Camino: A Breaking Bad Movie, Jackie Brown e Twin Peaks Bryan Cranston lamentou a morte do colega nas redes sociais Modo noturnoPublicado em12 de outubro de 2019 às 10h44 O ator Robert Forster morreu na última sexta-feira (11), aos 78 anos, em Los Angeles. O norte-americano lutava contra um câncer cerebral. As informações são do Entertainment Weekly. Forster participou de Jackie Brown, onde viveu Max Cherry e rendeu a ele a primeira indicação ao Oscar. O ator também esteve em Cidade dos Sonhos, do diretor David Lynch, As Panteras: Detonando, Firewall – Segurança em Risco e em Os Descendentes. Ele participou de diversas séries, como Karen Sisco, Heros, Alcatraz e Last Man Standing. Robert Forster reviveu a parceria com David Lynch em 2017 ao viver o xerife Frank Truman durante o revival de Twin Peaks. Ele era o irmão de Harry S. Truman, vivido por Michael Ontkean nas primeiras temporadas da série. Em 2013, o ator apareceu em um episódio de Breaking Bad ao viver o papel de Ed. Agora, ele retornou ao papel no filme El Camino: A Breaking Bad Movie. Bryan Cranston, o Walter White de Breaking Bad, lamentou a morte de Forster nas redes sociais. 4.492 pessoas estão falando sobre isso “Hoje estou triste com a notícia de que Robert Forster faleceu. Um homem amável e um ator consumado. Eu o conheci no filme Alligator, há 40 anos, e depois no encontramos de novo em Breaking Bad. Nunca esquecerei o quão gentil e generoso ele foi com um jovem que estava começando em Hollywood. RIP Bob”, escreveu Cranston. Robert Forster pode ser visto em El Camino: A Breaking Bad Movie, longa que estreou nesta sexta-feira (11) na Netflix. FONTE: JOVEM NERD
  9. Olhando por esse aspecto, eu concordo com você. E como eu acho que isso se estende a todos os outros aspectos do filme como base para construir o futuro do universo do Batman no cinema (que eu espero, de um descanso pra esse palhaço, dando espaço para outros vilões) que prefiro que esse filme permaneça como um Stand Alone. Que eu acho uma mensagem bastante problemática, se lida dessa forma. Eu prefiro ficar com a visão do Christopher Nolan e do Alan Moore. Não acho que "qualquer um pode ser um Coringa". Acho que nem todo mundo vai se corromper e quebrar diante das dificuldades. Nem todos vão ser dominados pelo ódio e pelo medo. A tentação, vai existir, é claro, mas nem todos vão ceder. Então, dependendo do caso, sim, o cara te assaltando com os olhos cheios de ódio e pretendendo te dar um tiro mesmo depois que você entregou tudo, ou o maluco vestido de palhaço pode sim ser um monstro, ainda que continue a ser um humano (nós seres humanos somos bons em sermos monstros). Depende pra quem você perguntar. A conduta policial do Nascimento não é só moralmente errada, ela é legalmente errada. E o policial, em tese, deveria ter como uma de suas principais funções o cumprimento da lei, com ele mesmo dando o exemplo, pra começar. Execução é contra a lei, tortura é contra a lei, sequestro é contra a lei. O que difere alguém que acha que toda a ação policial é justificável e valorizada, de alguém que acha que as ações do Coringa no filme do Todd Philips são justificadas? Ora, se TROPA DE ELITE glorifica o fascismo policial, CORINGA glorifica a violência e destruição como combate justo ao sistema (não acho que seja nenhum dos dois casos, mas os dois filmes dão margem para serem interpretados dessa forma). Ué, mas o filme do Coringa não passa o tempo todo nos fazendo criar empatia pelo Fleck, nos mostrando o quanto ele é massacrado pela sociedade? E quando ele enfim se transforma no Coringa, o filme não o enquadra como uma figura grandiosa? Mesmo a sequência final onde ele é resgatado e ovacionado, ainda que possa ser um delírio, não muda o fato de o estar colocando em uma posição gloriosa, que mesmo pavimentado por um caminho de sangue e violência, poderia ser lido de forma justificada, e até merecida, pela forma como no filme, o personagem foi constantemente massacrado pela sociedade. As vítimas do Coringa, são de certa forma, sim caricaturas. Você fez uma relativização saudável da figura do Murray, mas o filme claramente o coloca como avatar do lado podre da mídia, portanto, um dos pilares da "sociedade opressora". Mesmo o Thomas Wayne, é pintado em uma luz que o coloca como símbolo do lado rico e egoísta da luta de classes, mesmo quando o filme parece descartar a possibilidade da paternidade. Os policiais, se não são vilãnizados, também não são figuras simpáticas. Dentro do contexto que o filme coloca, a maior parte das vítimas diretas e indiretas do Coringa são representações do lado privilegiado da luta de classes e de ferramentas de opressão da sociedade, como a mídia ou a polícia. É uma leitura que pode ser adotada se você vê o Coringa como um símbolo anti sistema, e já tem gente por ai defendendo essa visão. Mas uma leitura saudável consegue ver além de tudo isso, e ver que o Coringa é um maluco perigoso e cruel, e não é um exemplo pra ser seguido O Nascimento é diferente, no sentido de suas atrocidades são cometidas contra criminosos, em sua maioria, e numa leitura superficial que a maioria das pessoas tem, crime é igual a mal. Mas tirando isso, alguém com o mínimo de consciência, vai ver que o cara é maluco e abusa do poder que ele tem. Eu vejo como dois lados de uma mesma moeda. Até por que nem todo mundo que o Nascimento ataca é bandido. Basta ver, por exemplo, em menor grau, a relação tóxica que ele tem com a esposa, e em maior grau, a tortura feita contra moradores da favela que nem eram do tráfico, mas que foram torturados por possuírem informações que poderiam ajudar o BOPE a cumprir a sua missão. O Nascimento não é um herói, e o filme dá margem pra essa leitura (embora exista margem pra ser visto como herói). Tanto que a transformação do soldado Matias, no "novo Nascimento", que até então era o único policial do filme que tentava agir estritamente dentro da lei, não é mostrada como uma coisa boa, ou o mal necessário pro bem da sociedade. É uma tragédia. Ora, a missão final do BOPE no filme é basicamente uma missão de vingança, não de justiça. A diferença é que o Nascimento é um louco que se vinga contra aqueles que agem a margem do sistema, tendo o aval do estado (uma coisa que o Padilha iria ter que desenhar quando fez o segundo filme), o Coringa se vinga contra os representantes do sistema, sendo perseguido pelo estado. Os filmes não são iguais, é claro. O Nascimento acredita no que ele faz e na visão de mundo dele, acha que está fazendo um bem. O Coringa não acredita em nada, mas os argumentos que ele usa são tão sedutores quanto os do Nascimento, por que ambos apontam problemas reais. Cara, eu acho que a gente tem frequentado rodas diferentes no que diz respeito a figura da autoridade policial brasileira dentro do imaginário do nosso país. A nossa polícia é muito mais temida do que respeitada. O policial é visto muito mais como uma figura corrupta em quem não se pode confiar (o que tem lá as suas justificativas) do que uma figura a ser respeitada. Isso quando não é visto simplesmente como uma força ineficiente.O TROPA DE ELITE traz a visão da polícia, e inclusive aponta essa desvalorização da figura do policial, o que é verdade, mas também mostra que defender a lei não é uma prioridade ali, o que deveria ser uma de suas principais funções como agentes do estado, ao meu ver. Mas agora, se o publico vê as ações do Nascimento e do BOPE no filme como válidas ou justificadas, ai é com a pessoa, pois o filme não faz uma defesa disso, e o mesmo pode ser dito sobre CORINGA. Agora, que ambos os filmes dão margem para interpretações que possam justificar as ações do protagonista, e até coloca-las como algo inspirador (o que não é a mesma coisa que mostrar apoio direto) isso eles dão.
  10. A Pequena Sereia | Daveed Diggs deve dar voz ao Sebastião no filme com atores Filme ainda não tem data de estreia definida. Por Marco Victor - Out 8, 2019 Share Divulgação Com o seu desenvolvimento já confirmado há algum tempo, o live-action de A Pequena Sereia segue ganhando cada vez mais novidades. E entre elas, a mais recente envolve a formação do seu elenco. Segundo informações do site Variety, o ator Daveed Diggs (Hamilton) está atualmente em negociações finais para dar voz ao personagem Sebastião no longa desenvolvido pela Walt Disney. O personagem em questão é um caranguejo vermelho e um dos principais nomes da animação, sendo também conhecido por ser o conselheiro do rei Tritão. Ele também é o responsável por apresentar uma das músicas mais famosas do filme, “Under the Sea”. FONTE: JORNADA GEEK
  11. Eddie Murphy finalmente fará uma continuação para um de seus maiores sucessos: a comédia Um Príncipe em Nova York, que chega em dezembro do próximo ano. E todos poderão assistir. Durante entrevista ao Cinema Blend para divulgar seu novo filme, Dolemite is My Name, Murphy revelou que a comédia terá classificação PG-13, ou seja, para menores de 13 anos. “Houve um período em que Hollywood ficou concentrada em PG-13… era assim que você alcançava mais público. Então houve um período de cerca de 15 anos em que todos faziam isso. E eu acabei entrando nessa onda. Mas ao fazer Dolemite is My Name, sabíamos que precisava ser para maiores, porque Rudy Ray Moore era assim. Mas vou fazer Um Príncipe em Nova York 2 ano que vem, e esse será PG-13. FONTE: OBSERVATÓRIO DO CINEMA
  12. Questão

    Cruella

    A atriz Emma Stone (La La Land) está mesmo gostando de viver a vilã Cruella no novo live-action da Disney. Em uma entrevista durante a divulgação de ZombieLand, Emma Stone deu algumas dicas sobre Cruella. “Tem sido uma viagem. É uma loucura”, revelou a atriz. Emma Stone também falou sobre Glenn Close, a icônica atriz que interpretou a vilã Cruella em 101 Dálmatas (1996). “Acho que ela [Glenn] é de fato a melhor de todas. Mas eu também amei o desenho animado por muito tempo. Essa história vem bem antes da história dela [Glenn Close] e isso mostra como ela vai se tornar grandiosa”, disse a atriz. A trama do filme será ambientada na Londres dos anos 80, mostrando como a icônica Cruella passou a odiar a raça de cachorrinhos dálmatas, assim como formou a parceria com seus capangas. O diretor Craig Gillespie (Eu, Tonya) dirige o longa. Tony McNamara, de A Favorita, assinou a última versão do roteiro. O elenco tem ainda Emma Thompson, Paul Walter Hauser e Joel Fry. Cruella chega aos cinemas em 28 de maio de 2021. FONTE: OBSERVATÓRIO DO CINEMA A moda agora é mesmo filme de vilões.
  13. A questão é que, em um filme do Batman do Matt Reeves, por exemplo, não teríamos o ponto de vista exclusivo do Coringa, como tivemos neste filme, pois é o ponto de vista dele que gera a incerteza. No momento em que se assume o ponto de vista de terceiros, nós assumimos algumas certezas Vamos pegar a ideia do JAIL, por exemplo. Se a filha de Sophie está destinada a se tornar a Mulher Gato, e parte desta transformação envolve o assassinato da mãe, então temos certeza de que o Coringa matou Sophie. Se houveram revoltas populares causadas por um surto de violência na noite em que os Wayne morreram, depois que um apresentador de TV foi assassinado, então temos certeza de que toda a situação com o Murray foi real. No momento em que se olha para os eventos desse filme (os eventos macro em especial) de um ponto de vista que não o do Coringa, algumas certezas são inevitavelmente estabelecidas. Mas então o filme não tinha que ter aberto a possibilidade de eu interpretar que ele poderia ter matado a Sophie, pois gera uma ambiguidade vazia. De fato, o objetivo pode ser esse que você aponta, e não seria nada estranho em relação ao personagem, tendo visto que a HQ A PIADA MORTAL e o próprio O CAVALEIRO DAS TREVAS do Nolan trabalhavam com essa temática, embora tanto a HQ quanto o filme do Nolan trouxessem personagens que se contrapunham ao argumento do Coringa (Gordon não enlouquece em A PIADA MORTAL, e faz questão que o Coringa seja preso conforme a lei, mesmo após ser torturado e ter a filha aleijada e estuprada pelo vilão; as pessoas da balsa não se explodem em O CAVALEIRO DAS TREVAS), mas não existe esse contraponto no filme do Todd Philips, ele quer que nós mesmos façamos esse contraponto. Ou o diretor só concorda com esse discurso do Coringa de que todo mundo é horrível mesmo. A interpretação é múltipla. É por isso que esse filme é um filme que me lembra muito o primeiro filme do TROPA DE ELITE. Na época, o filme foi acusado de fascista, assim como esse filme está sendo acusado de ser tóxico e perigoso. Mas tanto o Padilha quanto o Philips nos apresentam esses personagens controversos, mas cativantes, e nos fazem pensar sobre as suas ações. Existe muita verdade tanto no discurso do Nascimento quanto no discurso do Coringa, e é o que torna os dois discursos atraentes pra quem não está pronto pra olhar o contexto que cerca os dois personagens nestes filmes, e como torna as ações dos dois personagens problemáticas. Como filme, eu não acho que é um problema essa opção (mas acho problemático a ambiguidade gratuita de cenas em que justamente os personagens "inocentes" são mortos fora de tela, por justamente deixar que eu perceba essa manipulação do diretor. Acho que seria um filme mais corajoso se assumir essas mortes na tela, e mais honesto ao simplesmente exclui-las) mas como fã do universo do Batman, essa "vingança justificada" não é muito o que espero do Coringa, talvez humanizando-o demais, pois sempre vi na loucura e no caos do Coringa algo que funciona muito melhor quando é totalmente "despropositado", ainda que tais ações estejam a serviço de um objetivo claro, como ocorre em TDK. Eu reconheço o Coringa no personagem do Phoenix, e é uma atuação brilhante e uma entrega excepcional, mas ele acaba ficando atrás do Ledger e do Nicholson (em termos de conceito de personagem, não atuação) na minha lista, por ser "humano demais".
  14. To acompanhando. A série é divertida, e a presença do Exterminador faz as coisas crescerem bastante, pois conseguiram dar um ar bem ameaçador ao vilão. Mas depois da excelência e trabalho de desenvolvimento de personagem de PATRULHA DO DESTINO, confesso que esperava um pouco mais. Em tempo, teaser de apresentação do Superboy e do Supercão
  15. Parece que colocaram de volta Poster da New York Comic Con
  16. Questão

    Frozen 2

    Frozen 2’: ‘Nosso principal trabalho é garantir que o personagem sinta’, dizem animadores Por Thiago Nolla Publicado em 10/10/2019 às 09:53 Em entrevista ao site Variety, os curadores de animação Tony Smeed e Becky Bresee comentaram um pouco sobre os desafios de garantir que a aguardada sequência ‘Frozen 2’ fosse crível o suficiente para que o público sentisse a emoção dos personagens. “Quanto mais palpável você pode fazer o personagem [se parecer], mais as pessoas vão acreditar como ele se sente”, Smeed comentou. “A emoção vem de dentro e se manifesta pelas ações e expressões faciais. Qualquer coisa além disso é movimento por puro movimento, e acaba sendo um obstáculo para os sentimentos”. Bresee acrescentou que “nosso principal trabalho é garantir que o personagem sinta e pense. Bons animadores são capazes de criar emoção – um simples relance do olhar pode significar algo. São essas sutilezas que realmente trazem o personagem à vida”. fonte: cinepop
  17. Tom e Jerry está chegando aos cinemas em uma versão live-action em 2021 e o longa promete ser diferente de tudo o que já foi feito. Em entrevista ao ScreenRant, a atriz Chloë Grace Moretz deu alguns detalhes sobre o projeto. “É realmente excitante, vai ser diferente de tudo o que vocês já viram antes. Ele realmente mistura animação com live-action de um jeito impressionante, e é diferente dos filmes que você vê hoje em dia, ele é mais parecido com filmes antigos”, disse a atriz. O filme vai girar em torno da personagem de Chloë Grace Moretz (Kayla), que se vê envolvida nas confusões de Tom e Jerry. Tim Story (Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado) vai dirigir o filme de Tom e Jerry. FONTE: OBSERVATÓRIO DO CINEMA
  18. Cara, me desculpe se fiz você se sentir assim. As vezes, eu posso ser muito enfático na hora de expressar uma opinião e uma discordância mesmo, mas o objetivo nunca foi ofende-lo, melindra-lo ou pressiona-lo de nenhuma forma. Eu vou ignorar o trecho passivo agressivo, e me concentrar no resto, até por que talvez eu tenha feito isso também, então ok. Vamos esclarecer que eu não tenho problema nenhum com filmes feito para serem únicos que ganham sequências. E nem tenho problema com mudanças de tom, como ocorre com ALIEN e ALIENS citado por você, acho até interessante em muitos casos. Mas acho nesse caso específico, as comparações que você fez não se aplicam, pois a partir de certo ponto, você não consegue ter mais certeza em CORINGA do que aconteceu e do que não aconteceu, o que (com exceções que já discutimos aqui) torna o filme mais rico pra mim. Usar ele como base pra qualquer coisa, é, inevitavelmente, assumir algumas certezas. Em ALIEN, tudo que aconteceu, aconteceu, não importa o que o Cameron fizesse. No filme do Coringa, parece da multipla interpretação que o filme oferece, é justo pelo ponto de vista não confiável do Arthur. A partir de certo ponto, eu posso duvidar de tudo que eu vi no filme. Não é absurdo, inclusive, dizer que o filme todo é um delírio (não é o que eu acho, mas absurdo não é). O filme não ia ficar ruim se o filme do Reeves usasse ele como base, ou mesmo se uma sequência direta acontecesse. A gente pode ver o primeiro HALLOWEEN e esquecer que a Laurie é irmã do Michael Myers, até por que ali, pra todos os efeitos, ela não é. Mas é um exercício que eu prefiro não fazer nesse filme do Coringa. Fora que embora eu ache a atuação do Phoenix brilhante como o Coringa, e que usa sim diversos elementos dos quase oitenta anos do personagem, tá longe de ser conceitualmente falando, a minha versão favorita do vilão. Mas se decidirem usar também, sem problema. Não é o que eu gostaria de ver (em primeira instância, por que já me enganei antes. De princípio, eu queria que esse filme do Coringa nem existisse quando anunciaram), mas não te preocupa comigo, que eu não vou morrer, nem vou escrever textão, nem fazer petição ridícula. A princípio, eu acho uma ideia ruim sim, mas é só a minha opinião, obviamente não tem valor extra nenhum. Perguntei pelos seu argumentos, pois eu gosto deles. Gosto de ler o que você escreve, mesmo quando a gente não concorda, assim como de outros foristas. Na minha opinião, bem mais interessante do que meramente saber se alguém concorda ou discorda de mim, são ler os argumentos contra e a favor . Mas isso sou eu. Ninguém é obrigado a argumentar tudo também. Seus argumentos são interessantes, mas não vou me aprofundar muito nisso por que não concordo com a maioria, e já vi que você não tá a fim de ter esse debate (e tudo bem, as vezes eu mesmo não tenho saco para alguns mesmo), mas destaco o trecho sobre a Mulher Gato, pois de fato, seria uma ligação legal entre os dois personagens.
  19. Acho o filme original bem fraco, apesar de um conceito interessante. Vamos ver se esse remake consegue ser mais interessante.
  20. Bem o estilo Scorsa mesmo. Andaram reclamando que o rejuvenescimento do De Niro ficou meio artificial, mas no trailer não dá pra notar.
  21. Mas pra isso não precisa ligar o filme do Reeves a CORINGA. A Marvel não matou o Tio Ben de novo, matou? Mas eu não quero te convencer e nem ser convencido (se acontecer, ok também, mas não é o objetivo). Quero é conhecer os seus argumentos e o que poderia ser trabalhado. Agora , se voce não quer expor os seus argumentos, ok. Acho a idéia de mais de um Coringa muito ruim mesmo. Diminui o vilão ao meu ver, mas nem é isso que questiono. O que eu questiono é por que socar mais um Coringa no cinema (ainda mais se levar o do Phoenix em conta) quando o Batman tem aquela que é considerada a galeria de vilões mais rica das hqs.
  22. Verdade. Assim como a mesma DC no passado transformou o Superman em um ser elétrico que depois se dividiu em dois. Ou a Marvel com o Homem aranha que era clone e depois não era, ou com o Capitão America nazista. Enfim, não é por que veio das Hqs que é uma boa idéia. Pessoalmente, acho a ideia sos tres Coringas pessima. E volto a perguntar, se é pra levar o Coringa do Phoenix em conta, pra que outro Coringa quando Batman tem uma galeria de vilòes tão rica?
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