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Paul Thomas Anderson


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Na sua opinião, qual é o melhor filme de Paul Thomas Anderson?  

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  1. 1. Na sua opinião, qual é o melhor filme de Paul Thomas Anderson?

    • Boogie Nights - Prazer Sem Limites
      8
    • Embriagado de Amor
      10
    • Magnólia
      24
    • Outro. Qual?
      2


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Por coincidência revi Magnólia depois de muito tempo essa semana. Pra mim não é nada menos que genial. A orquestração absurdamente calculada (o fato do filme ter 180 minutos cravados diz muito sobre o filme e sobre a forma que o Anderson vê o cinema), o uso ambicioso da música (tanto das canções quanto da linda composição do Jon Brion), a capacidade do cara de arrancar grandes atuações (tanto de monstros como a Moore quanto de canastras como o Cruise). Mas enfim, ele é o cineasta mais pretencioso dos últimos tempos, é normal que desperte tanto paixões quanto repúdio.

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Eu' date=' sinceramente, não consegui ver nada do Stanley Kubrick na cena da pista de boliche. Ela me lembrou aquele antigo cartoon do papa-léguas contra o coiote. Só que sem graça alguma.[/quote']Não sei por que, mas quando assisti ao filme Magnólia eu lembrei de De Olhos Bem Fechados.

 

 

Tom Cruise ? 06

 

Pô, essa associação da (tosca) cena do boliche com Stanley Kubrick foi bem infeliz...

 

Não 06

 

Sei lá. Talvez seja que fatos externos interferiram na decisão e em ambos acontece isso, ou não? 09
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Mas enfim' date=' ele é o cineasta mais pretencioso dos últimos tempos, é normal que desperte tanto paixões quanto repúdio.[/quote']

 

Discordo, não acho que ele seja mais pretenSioso que um Tarantino ou que os manos Coen, por exemplo. Acho que você tá confundindo uma suposta pretensão com essa linguagem histérica a qual o Alexei muito bem ilustrou alguns posts acima.

E não vi ninguém aqui declarando repúdio ao cara, muito pelo contrário, todo mundo foi enfático ao dizer que o cara tem qualidades, etc., mas que é superestimado. O que parece é que tu não tá aceitando o fato de que tem gente que não curte o trabalho dele tanto quanto você.
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Mas enfim' date=' ele é o cineasta mais pretencioso dos últimos tempos, é normal que desperte tanto paixões quanto repúdio.[/quote']

 

Discordo, não acho que ele seja mais pretenSioso que um Tarantino ou que os manos Coen, por exemplo. Acho que você tá confundindo uma suposta pretensão com essa linguagem histérica a qual o Alexei muito bem ilustrou alguns posts acima.

E não vi ninguém aqui declarando repúdio ao cara, muito pelo contrário, todo mundo foi enfático ao dizer que o cara tem qualidades, etc., mas que é superestimado. O que parece é que tu não tá aceitando o fato de que tem gente que não curte o trabalho dele tanto quanto você.

 

 

Entendo que o cinema dele seja criticado por seus excessos de pretensão e virtuosismo. Isso parece indignação da minha parte?

 

E sim, acho Magnólia mais ambicioso - temática e esteticamente - que qualquer filme dos Coen ou do Tarantino.
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Eu' date=' sinceramente, não consegui ver nada do Stanley Kubrick na cena da pista de boliche. Ela me lembrou aquele antigo cartoon do papa-léguas contra o coiote. Só que sem graça alguma.[/quote']

 

 Ora, Alexei, como o matanza diz, tudo é uma questão de opinião e eu respeito e venero você demais. Mas eu vejo, sim, uma marca forte do Kubrick permeando não só a cena final do filme, mas ele como um todo. Pra ficar só na cena subestimada cena do boliche: a simetria e a claustrofobia do espaço (O iluminado), longas sequências de diálogos que progressivamente se convergem na catarse brutal do assassinato (puts, várias obras do cara), as perspectivas bem elaboradas que unidas à decupagem (leves zoom ins, e movimentos sutis de câmera) evocam bastante ao apuro visual do mestre, a eclosão repentina da brutalidade física do Plainview (apesar de, como eu já apontei, a tensão durante todos os minutos da cena ser crescente) (Laranja mecânica, O iluminado, principalmente) e o sarcasmo seguro que permeia o texto e as atuações naquele instante (FMJ, Laranja e O iluminado again). Essas coisinhas aí foi só o que eu, na minha leiguice, consegui acompanhar. É provavel que tenham mais referências, até porque (bat,), quem falou que o filme é PTA emulando Kubrick (para o bem ou para o mal, diga-se), não fui eu, mas a maioria do pessoal que viu ao filme (não apenas boscovs, mas gente de verdade mesmo).

 

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Insuportável?Não mesmo. Uma das melhores cenas do filme - são tantas' date=' quase ele inteiro - é justamente na praia, quando ele desobre que o suposto irmão é uma fraude, muito bem filmada, e atuada, claro, pelo Day-Lewis.

Todas as trilhas são ótimas; e todas dentro do contexto do filme. A de Embriagado é a mais diferente, e igualmente excelente; adoro a música "He Needs Me", que surge quando ele vai pro Havaí atrás da Emily - perfeita. A de Magnólia despensa comentários, muito boa, as músicas da Aimee Mann, perfeito. Eu nunca associei alguma cena em paticular com algo do Kubrick, não os comparo, mas entendo a relação entre os dois, concordo que o PTA faça coisas completamente diferentes entre um filme e outro, em vários gêneros; assim como o Kubirck. Gostaria de vê-lo num suspense/terror da vida, acho que se sairia muito bem.
[/quote']

 

 Puts, eu também. E pelos boatos, parece que o novo filme dele vai ser bem por aí mesmo, imagina que op.

 

 

 

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Compreensível que alguém não admire o trabalho dele é algo estabelecido, claro. Não o acho superestimado, e nem subestimado, merece todo o frenesi da crítica em torno de seus filmes, inclusive a internacional, que também o adora. PTA nem se compara aos Coen, é até injusto comparar o cinema dos dois, acho. Concordo com Bruno quando o colocou diante de Tarantino - que adoro - e os Coen - que acho bonzinhos.

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Nem gosto dos Cones no mesmo nível que a maioria aqui (talvez por não ter visto Lebowsky, Gosto de Sangue e Barton Fink, mas isso é só uma possibilidade), e mesmo assim o PTA vai levar muito tempo (pessoalmente eu acho que nunca) pra filmar algo da consistência de um No Country For Old Men.

 

 

 

Quanto a pretensões e etc, a pretensão costuma chamar mais a atenção quando não é correspondida, mas está lá.

 

 

 

 

E sim' date=' acho Magnólia mais ambicioso - temática e esteticamente - que qualquer filme dos Coen ou do Tarantino.

 

[/quote']

 

Não há, nessa década, filme mais 'ambicioso' que Kill Bill.Forasteiro2009-10-14 23:34:24

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Por si só é inútil, o que interessa é o resultado final.

 

 

 

Mas enfim' date=' ele é o cineasta mais pretencioso dos últimos tempos, é normal que desperte tanto paixões quanto repúdio.[/quote']

 

 

Discordo, não acho que ele seja mais pretenSioso que um Tarantino ou que os manos Coen, por exemplo. Acho que você tá confundindo uma suposta pretensão com essa linguagem histérica a qual o Alexei muito bem ilustrou alguns posts acima.

 

E não vi ninguém aqui declarando repúdio ao cara, muito pelo contrário, todo mundo foi enfático ao dizer que o cara tem qualidades, etc., mas que é superestimado. O que parece é que tu não tá aceitando o fato de que tem gente que não curte o trabalho dele tanto quanto você.

 

 

 

É bem isso. Eu só acho o PTA superestimado (vide essa estranha e recorrente comparação com Kubrick) e parece haver uma necessidade, por parte de ALGUNS fãs do cara, de prová-lo como um gênio, medindo a empolgação de algumas declarações aqui. Olha, pro cara ser o melhor de uma geração ou simplesmente pra merecer ser chamado de gênio, é preciso muita coisa, e ok vocês acharem que ele tem bala pra isso, a mim vai ter que se provar bastante. Do mesmo modo que eu não esquento com quem não gosta de Carpenter ou Cronenberg ou De Palma. Só acho burro e tal. den.gifForasteiro2009-10-14 23:50:23

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foi uma hipérbole. me expressei mal em não salientar que o tal histerismo é praticamente o filme a partir da segunda metade' date=' e não todo ele, como já disse sobre a pimeira parte, sobretudo os primeiros minutos. talvez ficasse mais claro se eu disesse que gosto de algumas coisas de Sangue Negro e desgosto de tantas outras.

[/quote']

 

 

Tu fala a partir da parte após o filho dele sofrer o acidente?

 

 

Em tempo, tb acho o PTA genial, apesar de concordar em parte com essa questão dele "se conter".

 

Magnólia é algo próximo do absurdo de genialidade...adoro o filme.

 

ali já enfraquece bem. mas descamba de vez a partir da inclusão do "irmão" dele. não fosse o DD-L, o filme a partir dali teria ficado insuportável.

 

É...eu gosto e mto do filme, mas este papo do "irmão" ali sempre me incomodou...mas o filme é o Day-Lewis tb...a atuação dele é um assombro, não a toa que faturou o Oscar.

 

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Eu' date=' sinceramente, não consegui ver nada do Stanley Kubrick na cena da pista de boliche. Ela me lembrou aquele antigo cartoon do papa-léguas contra o coiote. Só que sem graça alguma.[/quote']

 Ora, Alexei, como o matanza diz, tudo é uma questão de opinião e eu respeito e venero você demais. Mas eu vejo, sim, uma marca forte do Kubrick permeando não só a cena final do filme, mas ele como um todo. Pra ficar só na cena subestimada cena do boliche: a simetria e a claustrofobia do espaço (O iluminado), longas sequências de diálogos que progressivamente se convergem na catarse brutal do assassinato (puts, várias obras do cara), as perspectivas bem elaboradas que unidas à decupagem (leves zoom ins, e movimentos sutis de câmera) evocam bastante ao apuro visual do mestre, a eclosão repentina da brutalidade física do Plainview (apesar de, como eu já apontei, a tensão durante todos os minutos da cena ser crescente) (Laranja mecânica, O iluminado, principalmente) e o sarcasmo seguro que permeia o texto e as atuações naquele instante (FMJ, Laranja e O iluminado again). Essas coisinhas aí foi só o que eu, na minha leiguice, consegui acompanhar. É provavel que tenham mais referências, até porque (bat,), quem falou que o filme é PTA emulando Kubrick (para o bem ou para o mal, diga-se), não fui eu, mas a maioria do pessoal que viu ao filme (não apenas boscovs, mas gente de verdade mesmo).

 

Li tudo o que você escreveu e, ainda assim, acredito que não. Alguns elementos isolados que você mencionou estão lá, eu concordo plenamente. Mas eu acho que você precisaria entrar na essência de Kubrick, no isolamento do homem dentro do sistema, pra encontrar uma semelhança verdadeira. Plainview não se isola no sistema, ele o cria. Além do mais, os filmes do Kubrick têm todo um processo, enquanto que a cena da pista de boliche, contextualizada, é como um estouro de boiada no mesmo campo em que um jardim florido esteve sendo filmado por duas horas inteiras (principalmente se levados em consideração aqueles primeiros 20 minutos do filme, sensacionais). No cinema, eu fiquei me perguntando se alguém havia anotado a placa do caminhão.

 

Creio que Sangue Negro tem muito mais semelhança de propósitos com Quando os Homens São Homens, do Altman, e com Cidadão Kane, do Welles. De propósitos, mas não de resultados.

 

E o respeito é mútuo, Troy, cê sabe.
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Sobre compará-lo ao Kubirck acho que muitos levaram ao pé da letra; é só mais um rótulo, dado pela Boscov, como tantos outros recebem. Novo Almodóvar, novo não sei quem. Eu os acho parecidos na forma diferenciada, desde a estética, passando pela fotografia, indo pela música, enfim, fazem/fizeram filmes diferentes uns dos outros, tentando novas perspectivas. O meu diretor favorito segue sendo o Kubrick, acho que ninguém o supera. Mas acho o mais talentoso sim, dessa geração, e precoce, também; e sobre No Country For Old Men, nossa, acho que este sim que nunca chegará a um brilhantismo de Sangue Negro ou Magnólia, coisa que os Coen nunca conseguirão, acho, vide sua filmografia até então. pantalaimon2009-10-16 20:39:00

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  • 1 month later...

Diretor de Sangue Negro voltará a trabalhar com Philip Seymour Hoffman

Drama de época sobre fundador de religião é o próximo filme de Paul Thomas Anderson

03/12/2009

 

philipseymourhoffman.jpg

O diretor Paul Thomas Anderson já definiu qual será seu próximo projeto. E voltará a trabalhar com Philip Seymour Hoffman, que já estrelou quatro filmes do cineasta, mas ficou de fora do mais recente, Sangue Negro.

O filme ainda não tem nome. Será um drama de época sobre o fundador de uma organização religiosa nos anos 50. Hoffman vive O Mestre, intelectual carismático que começa a divulgar sua organização de fé pelos EUA em 1952. O centro do filme será a relação do Mestre com Freddie, andarilho de vinte e poucos anos que se torna o principal aliado da igreja - mas começa a questioná-la quando o culto ganha proporções de fervor.

A produção é da Universal.

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